O Ambiente Religioso do Novo Testamento

judaismoeusO Paganismo

– Mitologia Grega: Zeus, Cronos, Poseidom, Apolo, etc.
– A religião oficial de Roma adotou grande parte do panteão e da mitologia gregos. As divindades romanas vieram a ser identificadas com os deuses gregos (Júpiter com Zeus, Vênus com Afrodite, etc.).
– O senado romano lançou a ideia do culto ao imperador, ao deificar, após a morte, a Augusto e a subsequentes imperadores que tivessem servido bem como tais. Domiciano (81-96 d.C.) foi o primeiro a tomar providências para forçar a adoração de sua pessoa. A recusa dos cristãos em participarem do que passou a ser tido como um dever patriótico provocou uma perseguição que foi crescendo de intensidade.
– Havia grande popularidade e influência das religiões misteriosas dos gregos, egípcios e povos orientais (cultos a Mitra, Isis, Dionísio, Cibele, etc.).
– As superstições estavam nas mentes da maioria do povo do império romano. O emprego de fórmulas mágicas, consultas de horóscopos e oráculos, augúrios ou predições sobre o futuro, mediante a observação do voo dos pássaros, os movimentos do azeite sobre a água, círculos do fígado e o uso de exorcistas profissionais – todas essas práticas faziam parte da vida diária. O povo comum fazia mescla de diversas crenças religiosas com práticas supersticiosas.
– Segundo o gnosticismo, a matéria era equiparada ao mal, ao passo que o espírito seria equivalente ao bem. Daí resultavam dois modos opostos de conduta: (1) a supressão dos desejos do corpo, devido à sua conexão com a matéria má (ascetismo), e (2) a indulgência quanto às paixões físicas, por causa da irrealidade e inconsequência da matéria (libertinagem ou sensualismo). O conceito da ressurreição física era abominável, devido ao fato da matéria ser tida por inerentemente má. Todavia, a imortalidade do espírito seria desejável, podendo-se chegar a ela por meio do conhecimento de doutrinas secretas. As ideias gnósticas parecem ocultar-se por detrás de determinadas heresias que são atacadas no NT. Ao que parece, os gnósticos tomaram por empréstimo do cristianismo, em data posterior, a doutrina de um redentor celeste. No primeiro século, o gnosticismo era ainda um agregado de concepções religiosas frouxamente ligado, e não um sistema doutrinário altamente organizado.
– O epicurismo pensava ser os prazeres o sumo bem da vida.
– O estoicismo ensinava que a aceitação racional da própria sorte é dever do homem.
– Os cínicos reputavam a virtude suprema como se fora uma vida simples e sem convenções, rejeitando a busca pelo conforto, pelas riquezas e pelo prestígio social.
– Os céticos sucumbiam ante a dúvida e a conformidade para com costumes prevalescentes.

O Judaísmo

– A perda temporária do templo, durante o exílio, deu espaço a um crescente estudo e observância da Lei do AT (a Torá, indicava instrução, ensino e a revelação divina, aludindo ora aos dez mandamentos, ora ao Pentateuco, ora ao AT inteiro, e também à lei oral, ou seja, as interpretações tradicionais dos rabinos).
– Em face de Nabucodonosor haver destruído o primeiro templo (o de Salomão) e haver deportado da Palestina a maioria de seus habitantes, os judeus estabeleceram centros locais de adoração intitulados sinagogas, onde quer que pudessem ser encontrados dez judeus adultos do sexo masculino.
– O segundo templo (reconstruído sob a liderança de Zorobabel) continuou a ser importante até à sua destruição por Tito, em 70 d.C. As exortações dos profetas Ageu e Zacarias haviam impulsionado a reconstrução do templo durante o período de restauração do VT, depois do desterro. Saqueado e aviltado por Antíoco Epifânio, em 168 a.C., o templo fora reparado, purificado e reconsagrado por Judas Macabeu 3 anos mais tarde. Herodes o Grande iniciou grandioso programa de embelezamento, mas nem bem esse projeto se completou, muito depois de sua morte, e o templo foi novamente destruído.
– Intimamente relacionadas à adoração no templo havia as festividades religiosas e dias santos dos judeus: Sábado, Páscoa, Primícias (Pães Asmos), Pentecostes, Trombetas, Dia da Expiação, Tabernáculos, Dedicação e Purim.
– Escritos em hebraico, aramaico e grego, e datados dos períodos inter e neotestamentário, os livros apócrifos do AT contêm história, ficção e literatura de sabedoria. Os judeus, e, posteriormente, os primitivos cristãos, de modo geral não reputavam esses livros como Escritura Sagrada, razão por que o termo ‘apócrifos’, que originalmente significava “oculto, secreto, profundo”, terminou por significar “não-canônico”.
– Outros livros judaicos que datam da mesma era geral são intitulados ‘pseudepígrafos’ (“falsamente escritos”), porquanto alguns deles foram escritos sob a alegação de que seus autores foram figuras do AT desde há muito falecidas, a fim de assumirem foros de autoridade. Também contêm livros anônimos.
– Talmude – As decisões rabínicas sobre casos que envolviam questões de interpretação acerca da lei do AT formavam uma tradição oral memorizada, ao chegarem os tempos do NT. Essa tradição foi crescendo durante os séculos que se sucederam, até que foi preservada em forma escrita no Talmude judaico. Cronologicamente, o Talmude consiste da Mishnah, ou lei oral, desenvolvida por rabinos através do segundo século cristão, além da Gemarah, a qual contém comentários sobre a Mishnah, feitos por rabinos que viveram nos séculos III-V d.C.
– Os judeus aguardavam a vindo do Messias. Não esperavam que fosse um salvador sofredor, e nem um ser divino. Tinham a esperança que Deus viesse a usar uma figura humana para trazer livramento político militar da dominação romana.
– Os fariseus tiveram origem pouco depois da revolta dos Macabeus; faziam objeção à helenização da cultura judaica; a maior parte pertencia à classe média leiga; compunham a mais numerosa das seitas religiosas dos judeus. Observavam escrupulosamente, tanto as leis rabínicas quanto as mosaicas; a observância do sábado era similarmente escrupulosa. No entanto, maquinavam evasivas que lhes fossem convenientes. Jesus e os fariseus entraram em choque ante o artificialismo de tal legalismo. O judeu comum admirava os fariseus.
– Os aristocráticos saduceus eram os herdeiros dos hasmoneanos do período intertestamentário. Embora em menor número que os fariseus, detinham maior influência política, pois controlavam o sacerdócio. Seus contatos com dominadores estrangeiros tendiam a reduzir sua devoção religiosa, empurrando-os mais na direção da helenização. Diferentemente dos fariseus, eles davam importância somente ao Pentateuco, e desprezavam as leis orais dos rabinhos. Não acreditavam na preordenação divina, em anjos, em espíritos e nem na imortalidade da alma e na ressurreição do corpo, conforme criam os fariseus. Os saduceus detinham posições de abastança e riqueza.
– Os essênios formavam uma seita menor. Alguns viviam em comunidades monásticas, como aquela de Qumran, onde foram descobertos os Papiros do Mar Morto. A admissão requeria um período de prova de 2 a 3 anos, com abandono das propriedades privadas e das riquezas, doadas a um tesouro comum. Os elementos mais estritos se refreavam do casamento. Chegavam a ultrapassar aos fariseus em seu minucioso legalismo. Reputavam o templo poluído por um sacerdócio corrupto. Como símbolo de pureza pessoal, eles usavam vestes brancas.
– Os herodianos não eram uma seita religiosa, mas uma pequena minoria de judeus influentes que davam apoio à dinastia dos Herodes.
– Os zelotes eram revolucionários dedicados à derrubada do domínio romano. Recusavam-se a pagar taxas a Roma; foram iniciadores de diversas revoltas. Um dos doze discípulos fora um zelote (“Simão chamado Zelote”, Lc 6.15).
– Os escribas eram um grupo de profissionais. Doutor, escriba, mestre e rabino eram expressões aplicadas a eles. Tendo-se originado com Esdras, segundo certa tradição, os escribas interpretavam e ensinavam a lei do AT e baixavam decisões judiciais sobre os casos que lhes eram apresentados. Sua função era aplicar os preceitos da lei à vida diária.
– Os romanos permitiam aos judeus manusearem muitas de suas próprias questões religiosas e domésticas. O superior tribunal dos judeus era o grande Sinédrio, que chegava a comandar uma força policial. O sumo sacerdote presidia a setenta outros juízes provenientes dos partidos farisaico e saduceu.
– O “povo da terra” (as massas) permaneciam desvinculadas das seitas e dos partidos políticos. Por causa de sua ignorância acerca da lei do AT, os fariseus menosprezavam-nas.
– Fora da Palestina, os judeus da diáspora (dispersão) se dividiam em duas categorias: (1) os hebraístas, que retinham não só sua fé judaica, mas também seu idioma e seus costumes; incorriam no ódio dos gentios, por se manterem distantes; e (2) os helenistas, que haviam adotado o idioma, o estilo de vestes e os costumes gregos, ao mesmo tempo que se apegavam à fé judaica.

Resumo do Capítulo 3, do livro “Panorama do Novo Testamento”, de Robert H. Gundry.

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História Política Intertestamentária e do Novo Testamento

imperiosO Período Grego
– Cativeiro Assírio imposto ao Reino do Norte, Israel.
– Cativeiro Babilônico imposto ao Reino do Sul, Judá; regresso à Palestina quando da hegemonia persa, nos séculos VI e V a.C.
– Quatro séculos entre o final da história do AT e os primórdios da história do NT, período intertestamentário.
– Alexandre, o Grande, se tornou senhor do antigo Oriente Médio, derrotando os Persas.
– Difusão da cultura grega, helenismo; idioma grego se difundiu.
– Falecimento de Alexandre em 323 a.C.; principais generais dividiram o império em quatro porções, duas delas importantes no contexto do desenvolvimento histórico do NT.
– Império dos Ptolomeus centralizava-se no Egito, com Alexandria como capital.
– Império Selêucida centralizava-se na Síria, com Antioquia como capital.
– Localizada entre Egito e Síria, a Palestina tornou-se vítima das rivalidades entre os Ptolomeus e os Selêucidas.
– Ptolomeus dominaram a Palestina por 122 anos (320-198 a.C.); judeus gozaram de boas condições. Nesse período foi produzida a Septuaginta (LXX).
– Antíoco III derrotou o Egito em 198 a.C.; Palestina passa a ser dominada pelos Selêucidas.
– Antíoco IV ou Epífanio impôs a cultura grega de forma mais intensa; judeus piedosos (os Hasidim) se opunham à paganização de sua cultura.
– Antíoco Epifânio saqueou o templo, seus exércitos assassinaram muitos habitantes da Judéia, cobrou tributo, tornou o judaísmo ilegal, estabeleceu o paganismo à força, impingiu grande destruição à cidade de Jerusalém, escravizou mulheres e crianças, proibiu a circuncisão, a observância do sábado e a celebração das festas judaicas. Também proibiu a posse de cópias do AT, tornou obrigatórios os sacrifícios pagãos; animais execrados (uma porca) foram sacrificados sobre o altar do templo.

O Período Macabeu
– Resistência judaica liderada por um sacerdote idoso chamado Matatias, que fugiu para a região montanhosa com seus 5 filhos e outros simpatizantes, em 167 a.C. Foram chamados de Hasmoneanos ou de Macabeus.
– Judas Macabeu encabeçou campanha de guerrilhas com sucesso; houve uma guerra civil entre judeus pró-helenistas e anti-helenistas.
– Macabeus recuperaram a liberdade religiosa, consagraram o templo, conquistaram a Palestina e expeliram as tropas sírias.
– Judas foi morto em batalha (160 a.C.); seus irmãos Jônatas, e posteriormente Simão, sucederam-no na liderança; obtiveram reconhecimento da independência judaica por um dos líderes dos Selêucidas, e firmaram um tratado com Roma. Começaram a reconstruir as muralhas e edifícios de Jerusalém.
– Dinastia hasmoneana (142-37 a.C.) se deteriorou com contendas internas derivadas de ambição pelo poder.

O Período Romano
– General romano Pompeu subjugou a Palestina em 63 a.C.; durante o período do NT a Palestina estava dominada pelo poderio romano.
– Pax Romana obtida após período de guerras para expansão territorial.
– Imperadores romanos vinculados às narrações do NT: Augusto (27 a.C. – 14 d.C, nascimento de Jesus, recenseamento); Tibério (14-37 d.C., ministério público de Jesus e Sua morte); Calígula (37-41 d.C., exigiu que se lhe prestasse culto); Cláudio (41-54 d.C., expulsou os judeus de Roma, entre os quais Áquila e Priscila); Nero (54-68 d.C., perseguiu os cristãos e sob quem Pedro e Paulo foram martirizados); Vespasiano (69-79 d.C., seu filho Tito destruiu Jerusalém e seu templo em 70 d.C.); Domiciano (81-96 d.C., período em que foi escrito Apocalipse).
– Os romanos permitiam a existência de governantes nativos vassalos de Roma na Palestina; um desses foi Herodes.
– Herodes, o Grande, governou, sob os romanos, de 37-4 a.C.; era astuto, invejoso e cruel; assassinou 2 esposas e 3 filhos; ordenou a matança dos infantes de Belém; era um governador eficiente e ótimo político, pois conseguiu sobreviver às lutas pelo poder; embelezou o templo de Jerusalém como tentativa de conciliar seus súditos; morreu em 4 a.C.
– Os filhos de Herodes – Arquelau, Herodes Filipe e Herodes Antipas – passaram a governar porções separadas da Palestina. João Batista repreendeu a Antipas, que permitiu a sua degola (Mc 6.17-29); Jesus chamou a Antipas de “essa raposa” (Lc 13.32) e mais tarde teve de enfrentar o juízo deste em tribunal (Lc 23.7-12). Herodes Agripa I, neto de Herodes o Grande, executou o apóstolo Tiago e encarcerou Pedro (At 12). Herodes Agripa II, bisneto de Herodes o Grande, ouviu Paulo (At 25 e 26).
– Os desmandos de Arquelau na Judéia e em Samaria provocaram sua remoção por ordens de Augusto, em 6 d.C. O território passou a ser dirigido por governadores romanos. Um desses, Pôncio Pilatos, foi o juiz de Jesus. Os governadores Félix e Festo ouviram a exposição do caso de Paulo (At 23-26).

Resumo do Capítulo 1, do livro “Panorama do Novo Testamento”, de Robert H. Gundry.

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Liderança modelo: uma necessidade urgente para a Igreja de nossos dias

051111TEXTOS: 1 Tm 4.12; Jo 15.1-2, 16; 1 Tm 3.1-7; Tt 1.5-9

INTRODUÇÃO:
> Ilustração Pastor x Palhaço.
> João 15.1-2,16 nos fala de dar frutos. Frutos em FAZER a obra de Deus e frutos em SER para Deus. Antes de FAZER é necessário SER.
> Dizer: “O barulho das tuas atitudes me impede de ouvir o que tu dizes”!
> 1 Tm 4.12 – líderes modelos!
> Qual vem sendo o tipo de liderança dos nossos dias? Tem sido uma liderança de boa qualidade? Tem sido uma liderança que tem se preocupado em SER para Deus antes de FAZER para Deus? Tem agradado a Deus? Tem satisfeito as expectativas de Deus? Tem satisfeito as expectativas das pessoas? QUE TIPO DE LÍDER EU E VOCÊ TEMOS SIDO?

PROPOSIÇÃO:
(A.T.) “Deus quer líderes que sejam modelos (padrões, exemplos) para os fiéis e para a sociedade como um todo”.
(S.T.) “Os textos de 1 Tm 3.1-7 e Tt 1.5-9 nos mostram algumas QUALIFICAÇÕES de um Líder Modelo”

I.) QUANTO A VÁRIAS CARACTERÍSTICAS CONSIDERADAS POSITIVAMENTE

A.) Irrepreensível (1 Tm 3.2; Tt 1.6)
> Impassível de ser preso, além de reprovação. A palavra não implica somente que o homem deve ter boa fama, mas que ele é assim reservadamente. Ex.: Jesus – Hb 4.15; 12.2

B.) Justo (Tt 1.8)
> Nas palavras, nos atos, nas ações, nos negócios.

C.) Piedoso (Tt 1.8)
> Devoto, santo. Amor, respeito e reverência para com Deus e Sua Palavra; para com as “coisas” de Deus. Ex.: Enoque (Gn 5.24); Noé (Gn 6.9); ver ainda Pv 14.26,27

D.) Temperante (Que tenha domínio de si) (1 Tm 3.2; Tt 1.8)
> Auto-controle, moderação. Significa completo auto-domínio, que controla todos os impulsos apaixonados e mantém a vontade leal à vontade de Deus. Ver Pv 16.32. Controle quanto ao dinheiro, língua, alimentação, mídias.

E.) Modesto (honesto) (1 Tm 3.2)
> Ordeiro. Implica em comportamento ordeiro, mas também no cumprimento dos deveres e o ordenamento da vida interior, da qual surge o comportamento exterior. Equilíbrio.

F.) Hospitaleiro (1 Tm 3.2; Tt 1.8)
> Em sua condição oficial ele tem o dever de manter sua casa aberta para delegados viajando à Igreja, e também para as necessidades ordinárias dos membros da congregação. Ver Hb 13.2

G.) Amigo do Bem (Tt 1.8)
> Amante do que é bom. Denota devoção a tudo que é excelente. Ver 1 Ts 5.15; Rm 12.20-21

H.) Sóbrio (1 Tm 3.2; Tt 1.8)
> De mente limpa, equilibrado. Não embriagado pelas coisas do mundo.

II.) QUANTO À VIDA FAMILIAR

A.) Marido de uma só mulher (1 Tm 3.2; Tt 1.6)
> A frase difícil significa provavelmente que ele tem apenas uma esposa de cada vez. Todavia isto não significa que pode-se trocar de cônjuge a todo momento (Mt 19.4-6 – “…se unirá a sua mulher…”). Deus não aprova o divórcio – Mt 19.7-9; 1 Co 7.27.
> A vida sexual do líder deve ser exemplar, e os mais altos padrões devem ser esperados dele. O perigo da Sedução do Olhar (2 Sm 11.2-4). De um olhar involuntário ninguém está livre, mas muito cuidado com a Sedução do Olhar!

B.) Filhos / Lar (1 Tm 3.4-5; Tt 1.6)
> Governe (domine, administre) bem a sua própria casa.
> Tendo seus filhos sob disciplina (submissão), com todo respeito (dignidade).
> Se não governa bem o lar como administrará a Igreja? – 1 Tm 3.5
> Tenha filhos crentes que não são insubordinados, nem são acusados de dissolução (incapaz de guardar dinheiro, alguém que desperdiça seu dinheiro, especialmente com a implicação de fazê-lo em prazeres, arruinando, desse modo, a si mesmo; vida luxuriosa, extravagante).
> Não adianta o líder querer fugir disto: Ele tem que ser exemplo, espelho em todos os aspectos (a esposa é visada, os filhos são visados, etc., toda a família tem que ser modelo!).
> Exemplos de líderes que não deram atenção a estes princípios:
1.) Eli – 1 Sm 3.10-14 “…e ele não os repreendeu …” – ver consequências.
2.) Samuel – 1 Sm 8.3
3.) Davi -1 Rs 1.5-6
> Resultado: Pv 29.15
> Famoso ditado popular: “Nenhum sucesso no mundo, justifica o fracasso no lar”’.

III.) QUANTO A PALAVRA DE DEUS

A.) Apto para ensinar (1 Tm 3.2)
> Não precisa ter diploma de Teologia, mas precisa ser apto para ensinar.

B.) Despenseiro de Deus (Tt 1.7)
> Despenseiro (administrador, mordomo, dirigente de uma casa, frequentemente um escravo de confiança que era encarregado de todos os negócios do lar. A palavra enfatiza que a pessoa recebe uma grande responsabilidade, pela qual deve prestar contas.
> Ver 1 Co 4.1-2. A despensa do despenseiro são “… os mistérios de Deus ..”
> O despenseiro fiel procura ficar a par de todo conteúdo da despensa, esforça-se em manter sua despensa bem provida. Ver 1 Tm 5.17; Tt 1.9
> Como se dá isto? Através do estudo sistemático, diário e persistente da Palavra de Deus.
> “Só esta disciplina de estudo, geral e específico, manterá a mente do pregador cheia dos pensamentos de Deus. Ele certamente irá guardar em seus arquivos ou cadernos de anotações os tesouros que Deus vai lhe concedendo. Assim, o pregador nunca precisará ter medo de um dia ficar sem assunto, ou de não ter sobre o que pregar. Na verdade, não há chance disto acontecer. Ao invés disto, seu problema será como escolher, dentre tanta riqueza de material, a sua mensagem” (John Stott).

IV.) QUANTO A VÁRIAS CARACTERÍSTICAS CONSIDERADAS NEGATIVAMENTE

A.) Não Arrogante (Tt 1.7)
> Obstinado em sua própria opinião, teimoso, arrogante, alguém que se recusa a obedecer a outras pessoas. É o homem que mantém obstinadamente sua própria opinião, ou assevera seus próprios direitos e não leva em consideração os direitos, sentimentos e interesses de outras pessoas. Ver Pv 8.13; 1 Sm 2.3

B.) Não Irascível (Tt 1.7)
> Inclinado à Ira, de temperamento “quente”. Ver Pv 14.17; Ec 7.9; Tg 1.19

C.) Não dado ao vinho (1 Tm 3.3; Tt 1.7)
> Alguém que senta-se por muito tempo com o seu vinho, escravo da bebida. Ver Ef 5.18

D.) Não violento, porém cordato (Inimigo de contendas) (1 Tm 3.3; Tt 1.7)
> Violento (briguento, espancador).
> Cordato (paciente, gentil).

E.) Não cobiçoso de torpe ganância (Não avarento) (Tt 1.7; 1 Tm 3.3)
> Avarento (amante do dinheiro).
> Cobiçoso de lucro vergonhoso; isto é, alguém que lucra desonestamente, adaptando o ensinamento aos ouvintes a fim de ganhar dinheiro deles, ou, talvez, refira-se ao engajamento em negócios escusos.
> Ex.: Acã – Js 7.21. Consequências:
1.) Causou a derrota em Ai.
2.) Pereceram ele e sua família.
> O verdadeiro tesouro do líder – Mt 6.19-21; 1 Tm 6.6-11

F.) Não seja Neófito (1 Tm 3,6-7)
> Novo convertido, recém-plantado. A palavra era usada no sentido literal de árvores recém-plantadas.
> A tentação para promover recém-convertidos, especialmente aqueles de posição e influência sociais, deve ter sido grande numa igreja jovem como a de Éfeso, mas os perigos são óbvios. Perigos (v.6):
1.) Para não suceder que se ensoberbeça (inchar-se, encher-se de orgulho).
2.) Incorra na condenação do diabo.
> Tenha bom testemunho dos de fora, ou seja, dos não crentes (nem é necessário mencionar a necessidade de bom testemunho dos de dentro, ou seja, os crentes),a fim de (v.7):
1.) Não cair no opróbrio (reprovação, insulto, desgraça, vergonha).
2.) Não cair no laço (armadilha) do diabo.

CONCLUSÃO:
> Que nós como líderes tenhamos estas características/qualificações.
> Que nós como líderes não promovamos à esfera de liderança ninguém que não tenha tais características/qualificações.
> Que Deus nos ajude!

Pr. Ronaldo Guedes Beserra.

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Livros Lidos em 2016

amo-direito-post-livrosEm 2016, além de ter tido o privilégio de terminar de escrever e de lançar o livro “Abraão: uma Jornada de Fé”, além de ler Textos Bíblicos e diversos trechos de ‘Comentários Bíblicos’ que deram base para escritos e pregações, e além de outros livros que li sem ter concluído ainda a leitura, iniciei e terminei a leitura dos livros abaixo relacionados.

No final do ano passado, e neste ano que se finda, iniciei a leitura de alguns clássicos da literatura brasileira e internacional, o que pretendo manter nos próximos anos, com a permissão de Deus. Livros clássicos de literatura permitem uma correlação interessante entre a narrativa fictícia e momentos históricos reais e marcantes. Li também livros de História, uma de minhas áreas de formação. Li ainda livros de espiritualidade com enfoque em questões psicológicas, livros ligados à denominação Avivalista (IEAB), livros cristãos devocionais e duas biografias. Abaixo a lista na ordem em que fui terminando as leituras:

1. “Senhora” – José de Alencar (2016)
2. “O Cortiço” – Aluízio Azevedo (2016)
3. “O Mestre dos Mestres” – Augusto Cury (2016)
4. “O Mestre da Sensibilidade” – Augusto Cury (2016)
5. “Seja Líder de Si Mesmo” – Augusto Cury (2016)
6. “Biografia do Fundador Mário Roberto Lindstrom” – Djalma de Souza Bento (2016)
7. “O Médico da Humanidade e a Cura da Corrupção” – Augusto Cury (2016)
8. “Simplesmente um Vaso” – Nair Agostinho (2016)
9. “O Milagre de um Avivamento” – Aluísio Tadeu R. da Silva (2016)
10. “Quatro Contos” – O. Henry, Edgar Allan Poe, Arthur Conan Doyle, Washington Irving (2016)
11. “1822” – Laurentino Gomes (2016)
12. “Deus o Ama do Jeito que Você é” – Brennan Manning (2016)
13. “O Anseio Furioso de Deus” – Brennan Manning (2016)
14. “Memórias de um Sargento de Milícias” – Manuel Antônio de Almeida (2016)
15. “Viagens de Gulliver” – Jonathan Swift (2016)
16. “O Reino de Ponta-Cabeça” – Donald B. Kraybill (2016)
17. “O Evangelho e as Questões Emocionais” – Nelson Luiz Campos Leite (org). (2016)

Vamos ler em 2017 ?

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Características de um Servo Bom e Fiel

que-ele-cresc3a7a-1Texto: João 3.22-30

Introdução:
– Explicar o contexto: No início do ministério de Jesus, antes de ser preso João continuou exercendo o seu ministério em paralelo; a mensagem de ambos era semelhante (arrependimento), ambos batizavam.
– Aparentemente, os discípulos de João ficaram com ciúmes do sucesso de Jesus. Não é fácil perceber que outro ministério está crescendo mais do que aquele do qual você faz parte! João também tinha plena consciência do crescimento do ministério de Jesus.
– No entanto, Jesus disse mais adiante que João era o maior dentre os nascidos de mulher (Mt 11.11). Podemos dizer que João foi um servo bom e fiel.
– Na resposta de João ao questionamento de seus discípulos vemos as características de um servo bom e fiel.

I.) O servo bom e fiel deve ter consciência de que só pode (e deve) receber o que lhe for dado por Deus – v. 27
– Não queira nada que não lhe seja dado por Deus.
– Só receberemos (e só devemos receber) aquilo que Deus quiser nos dar, não devemos ‘forçar a barra’.
– Se percebermos que algo não é da vontade de Deus para as nossas vidas temos de fugir de tal coisa
– João tinha consciência da missão que havia recebido, e estava satisfeito com ela.
– A uns Deus deu 1 talento, a outros 2, e a outros 5. Você pode trabalhar esses talentos, mas deve ter consciência de que sempre haverá os que estão à nossa frente e os que estão atrás de nós. Não devemos nos depreciar e nem nos orgulhar.
– Temos forçado a barra para receber de Deus aquilo que Ele não tem planejado nos dar?

II.) O servo bom e fiel deve ter consciência do que, ou quem, é; e do que, ou quem, não é – v. 28
– João sabia que era o precursor do Messias, mas tinha consciência plena de que não era o Messias, e não iludia ninguém quanto a isso.
– Muitos estão querendo ser mais do que de fato são, ou do que Deus determinou que sejam!
– Ninguém tem todos os dons espirituais! Devo reconhecer e exercer os dons que recebi, mas também devo reconhecer os dons que não possuo e incentivar aqueles que os têm a exercê-los.
– Nenhum líder tem todas as habilidades de liderança. Deve reconhecer as que tem e se cercar de pessoas que possuam as habilidades que ele não possui!

III.) O servo bom e fiel deve ter consciência de que o seu papel é cumprir bem a função, ou a missão, que lhe foi confiada – v. 29
– O amigo do noivo era quem organizava e presidia um casamento na Judeia.
– João havia cumprido bem a missão de “amigo do noivo”, de precursor do Messias.
– Ele diz: “Pois esta alegria já se cumpriu em mim”, ou seja, ele está satisfeito por ter se saído bem em sua missão.
– Temos cumprido bem a missão que Deus tem nos reservado?

IV.) O servo bom e fiel deve ter consciência de que ele deve diminuir, enquanto Cristo deve crescer – v. 30
– Somos apenas atores coadjuvantes, a estrela é Jesus
– Os holofotes devem estar colocados em Cristo e não em nós mesmos! Devemos promover a Cristo, e não a nós mesmos!
– Não apenas Cristo deve “crescer”, mas nós temos que diminuir! Desafiador!
– Por que Ele deve crescer e nós devemos diminuir? Porque Ele é o Senhor, e nós somos os seus servos, e não o contrário!

Pr. Ronaldo Guedes Beserra – SP, 28 e 29/10/2016.

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Orientações para o ministério em tempos de novos desafios

mosesordainingjoshua_6-30Texto: Josué 1.1-9

Introdução:
> Momento de novos desafios, profundas mudanças: Mudança de ambiente (Egito, deserto, agora Terra fixa); mudança de liderança (pensar no que Moisés significava para aquela geração);
> Desafios, mudanças hoje: Mídias sociais, geração mais crítica, falta de comprometimento e compromisso em todas as áreas (estudos, família, casamento, trabalho, igreja, etc), Hedonismo (constantes viagens, muitas opções de entretenimento, etc), questões sociais da atualidade (feminismo, homossexualismo, etc).

Transição:
> Assim como Josué estava enfrentando um momento de novos desafios em sua vida e liderança, hoje o líder (ministro) cristão está enfrentando tempos de novos desafios, de profundas mudanças e transformações.
> O texto nos traz algumas orientações para o ministério em tempos de novos desafios:

I.) Não fique preso ao passado em relação àquilo que não tem mais volta – v. 2 a
> Moisés morreu, aquele tempo já passou, aquela geração morreu, os desafios são outros agora, as estratégias precisam mudar, precisamos nos adaptar a uma nova realidade.
> Existe muita coisa boa a aprender com o passado, mas não podemos viver no saudosismo, ou querer fazer hoje do jeito que fazíamos há alguns anos.
> Ex: ludismo, uber; não adianta lutar contra certas mudanças; temos que nos adaptar, sem comprometer os princípios bíblicos
> Trabalho com jovens e adolescentes, etc.

II.) Tenha disposição imediata para enfrentar os novos desafios que estão à sua frente – v. 2 b
> Disposição, no sentido de determinação!
> Mas também disposição no sentido de preparação. NVI e NTLH diz: “Se preparem, ou preparem-se”
> Essa determinação, preparação tem de ser agora, não dá para deixar para depois! A concorrência está grande, se não o fizermos, outros farão!

III.) Agarre-se às promessas de Deus para a sua vida e ministério – v. 2 c, 3
> “à terra que eu dou … vo-lo tenho dado, como eu prometi a Moisés”
> Quais são as promessas de Deus para a sua vida especificamente?
> Se apropriar de promessas mais gerais sobre o avanço da igreja: “as portas do inferno não prevalecerão contra o avanço da igreja” (Mt 16.18).

IV.) Confie na presença de Deus em todo tempo e em todos os lugares – v. 5, 9 c
> Porque Deus é e será conosco, não nos deixa e nem nos deixará, não nos desampara e nem nos desamparará, então, “Ninguém te poderá resistir todos os dias da tua vida” – v 5
> “o Senhor, teu Deus, é contigo, por onde quer que andares” – v. 9 c
> Mt 28.20: “eis que estou convosco todos os dias…”
> A confiança de que Deus está conosco e de que ninguém poderá nos resistir não deve ser uma desculpa para que não tenhamos sabedoria nos relacionamentos!
– Precisamos aprender a nos interiorizar, reconhecer nossos erros, ter bons conselheiros!

V.) Seja forte e corajoso para cumprir a missão que Deus confiou a você – v. 6
> Deus exorta Josué 3 vezes neste trecho a ser forte e corajoso (v. 6, 7, 9); repetição significa ênfase!
> O ministério não é lugar para pessoas fracas e nem covardes!
> Você já entendeu a missão específica que Deus tem para a sua vida? Você conseguiria descrever o propósito de Deus para a sua vida em uma frase? Ex. José, Moisés, Josué, Neemias, Paulo.
> Busque entender, descobrir o propósito de vida, a missão de Deus para você, e seja forte e corajoso para cumprir esse propósito e missão! E não imagine que será fácil! Não foi fácil para nenhum dos personagens citados acima!

VI.) Seja forte e corajoso para ter uma atitude correta para com a Palavra de Deus – v. 7, 8
> É necessário ser muito forte e corajoso para seguir as seguintes instruções:
a.) Praticar, obedecer a Palavra, “teres o cuidado de fazer segundo toda a lei” (v. 7), “para que tenhas o cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito” (v.8)
* Notar a palavra “cuidado”, ou seja “tenha o cuidado”; significa: tenha a atenção, a cautela, a prudência de praticar e obedecer a Palavra.
* Em Mt 7, os dois homens ouviram a Palavra, mas apenas um praticou!
b.) Não se desviar da Palavra, “dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda”
* Não comprometa a pura pregação do evangelho em troca de um possível crescimento não sustentável da igreja.
* “Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste” (2 Tm 3.14).
* Seja pastor de uma igreja relevante, contextualizada, mas bíblica! Não comprometa a base bíblica em nome da relevância e contextualização.
c.) Falar da Palavra, “não cesses de falar deste Livro da Lei”
* Que a Palavra seja o tema de muitas de nossas conversas!
d.) Meditar na Palavra, “medita nele dia e noite”
* Não apenas ler, mas ruminar, esmiuçar, refletir, considerar, ponderar.
* Em todo o tempo, de dia e de noite.
> Recompensas de se observar uma atitude correta para com a Palavra de Deus:
a.) Ser bem sucedido por onde quer que andar – v. 7
b.) Prosperar em nossos caminhos e ser bem sucedido – v. 8
c.) Ser como árvore bem enraizada, frondosa e frutífera – Sl 1.2,3.

VII.) Tenha em mente que você foi comissionado por Deus – v. 9 a
> Você foi comissionado por Deus, ninguém mais, ninguém menos! Não foram os seus superiores quem o comissionaram (eles foram instrumentos), mas o Todo-Poderoso!
> Já que foi o Senhor quem nos levantou, e nos tem mandado seguir no chamado, então, seja forte e corajoso (mais uma vez!), e não temas, e nem te espantes, ou seja, “não se apavore, nem desanime” (NVI), “não fique desanimado, nem tenha medo” (NTLH).
> No ministério, muitas vezes ficamos temerosos, desanimados, apavorados (eu, muitas vezes!). Mas temos aqui uma receita para vencer essas reações: lembrar que fomos comissionados por Deus, e que Ele é o fiador e o capacitador daqueles a quem Ele chama!

Pr. Ronaldo Guedes Beserra – SP, 13 e 14/10/2016.

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“Abraão: Uma Jornada de Fé” – Adquira já o seu exemplar!

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Este livro é fruto de uma série de mensagens, agora escritas, que preguei sobre a vida de Abraão. Trata-se de uma análise da vida do patriarca desde o seu chamado até a sua morte. São dezoito capítulos subdivididos em vários tópicos, perfazendo um total de 264 páginas, trazendo muitas citações de diversos comentários bíblicos. É um tesouro para os pregadores e amantes da Palavra de Deus, que poderão ser edificados, e ainda ter em mãos um farto material para o ensino e o compartilhamento da Palavra. O livro tem um aspeto excelente, uma ótima diagramação e um conteúdo maravilhoso!

Adquira já o seu exemplar! O valor do livro é R$ 40,00 (Quarenta reais). Você pode fazer um depósito em minha conta corrente e eu me comprometo a entregar o livro pessoalmente ou pelo correio. Após fazer o depósito, me envie uma foto do comprovante através do meu whatsapp 96308.9988. O depósito deve ser feito em meu nome, Ronaldo Guedes Beserra, no banco Itaú, agência 0748, conta corrente 18.276-3. Você não vai se arrepender! Aguardo o seu contato.

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