Características de um Servo Bom e Fiel

que-ele-cresc3a7a-1Texto: João 3.22-30

Introdução:
– Explicar o contexto: No início do ministério de Jesus, antes de ser preso João continuou exercendo o seu ministério em paralelo; a mensagem de ambos era semelhante (arrependimento), ambos batizavam.
– Aparentemente, os discípulos de João ficaram com ciúmes do sucesso de Jesus. Não é fácil perceber que outro ministério está crescendo mais do que aquele do qual você faz parte! João também tinha plena consciência do crescimento do ministério de Jesus.
– No entanto, Jesus disse mais adiante que João era o maior dentre os nascidos de mulher (Mt 11.11). Podemos dizer que João foi um servo bom e fiel.
– Na resposta de João ao questionamento de seus discípulos vemos as características de um servo bom e fiel.

I.) O servo bom e fiel deve ter consciência de que só pode (e deve) receber o que lhe for dado por Deus – v. 27
– Não queira nada que não lhe seja dado por Deus.
– Só receberemos (e só devemos receber) aquilo que Deus quiser nos dar, não devemos ‘forçar a barra’.
– Se percebermos que algo não é da vontade de Deus para as nossas vidas temos de fugir de tal coisa
– João tinha consciência da missão que havia recebido, e estava satisfeito com ela.
– A uns Deus deu 1 talento, a outros 2, e a outros 5. Você pode trabalhar esses talentos, mas deve ter consciência de que sempre haverá os que estão à nossa frente e os que estão atrás de nós. Não devemos nos depreciar e nem nos orgulhar.
– Temos forçado a barra para receber de Deus aquilo que Ele não tem planejado nos dar?

II.) O servo bom e fiel deve ter consciência do que, ou quem, é; e do que, ou quem, não é – v. 28
– João sabia que era o precursor do Messias, mas tinha consciência plena de que não era o Messias, e não iludia ninguém quanto a isso.
– Muitos estão querendo ser mais do que de fato são, ou do que Deus determinou que sejam!
– Ninguém tem todos os dons espirituais! Devo reconhecer e exercer os dons que recebi, mas também devo reconhecer os dons que não possuo e incentivar aqueles que os têm a exercê-los.
– Nenhum líder tem todas as habilidades de liderança. Deve reconhecer as que tem e se cercar de pessoas que possuam as habilidades que ele não possui!

III.) O servo bom e fiel deve ter consciência de que o seu papel é cumprir bem a função, ou a missão, que lhe foi confiada – v. 29
– O amigo do noivo era quem organizava e presidia um casamento na Judeia.
– João havia cumprido bem a missão de “amigo do noivo”, de precursor do Messias.
– Ele diz: “Pois esta alegria já se cumpriu em mim”, ou seja, ele está satisfeito por ter se saído bem em sua missão.
– Temos cumprido bem a missão que Deus tem nos reservado?

IV.) O servo bom e fiel deve ter consciência de que ele deve diminuir, enquanto Cristo deve crescer – v. 30
– Somos apenas atores coadjuvantes, a estrela é Jesus
– Os holofotes devem estar colocados em Cristo e não em nós mesmos! Devemos promover a Cristo, e não a nós mesmos!
– Não apenas Cristo deve “crescer”, mas nós temos que diminuir! Desafiador!
– Por que Ele deve crescer e nós devemos diminuir? Porque Ele é o Senhor, e nós somos os seus servos, e não o contrário!

Pr. Ronaldo Guedes Beserra – SP, 28 e 29/10/2016.

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Orientações para o ministério em tempos de novos desafios

mosesordainingjoshua_6-30Texto: Josué 1.1-9

Introdução:
> Momento de novos desafios, profundas mudanças: Mudança de ambiente (Egito, deserto, agora Terra fixa); mudança de liderança (pensar no que Moisés significava para aquela geração);
> Desafios, mudanças hoje: Mídias sociais, geração mais crítica, falta de comprometimento e compromisso em todas as áreas (estudos, família, casamento, trabalho, igreja, etc), Hedonismo (constantes viagens, muitas opções de entretenimento, etc), questões sociais da atualidade (feminismo, homossexualismo, etc).

Transição:
> Assim como Josué estava enfrentando um momento de novos desafios em sua vida e liderança, hoje o líder (ministro) cristão está enfrentando tempos de novos desafios, de profundas mudanças e transformações.
> O texto nos traz algumas orientações para o ministério em tempos de novos desafios:

I.) Não fique preso ao passado em relação àquilo que não tem mais volta – v. 2 a
> Moisés morreu, aquele tempo já passou, aquela geração morreu, os desafios são outros agora, as estratégias precisam mudar, precisamos nos adaptar a uma nova realidade.
> Existe muita coisa boa a aprender com o passado, mas não podemos viver no saudosismo, ou querer fazer hoje do jeito que fazíamos há alguns anos.
> Ex: ludismo, uber; não adianta lutar contra certas mudanças; temos que nos adaptar, sem comprometer os princípios bíblicos
> Trabalho com jovens e adolescentes, etc.

II.) Tenha disposição imediata para enfrentar os novos desafios que estão à sua frente – v. 2 b
> Disposição, no sentido de determinação!
> Mas também disposição no sentido de preparação. NVI e NTLH diz: “Se preparem, ou preparem-se”
> Essa determinação, preparação tem de ser agora, não dá para deixar para depois! A concorrência está grande, se não o fizermos, outros farão!

III.) Agarre-se às promessas de Deus para a sua vida e ministério – v. 2 c, 3
> “à terra que eu dou … vo-lo tenho dado, como eu prometi a Moisés”
> Quais são as promessas de Deus para a sua vida especificamente?
> Se apropriar de promessas mais gerais sobre o avanço da igreja: “as portas do inferno não prevalecerão contra o avanço da igreja” (Mt 16.18).

IV.) Confie na presença de Deus em todo tempo e em todos os lugares – v. 5, 9 c
> Porque Deus é e será conosco, não nos deixa e nem nos deixará, não nos desampara e nem nos desamparará, então, “Ninguém te poderá resistir todos os dias da tua vida” – v 5
> “o Senhor, teu Deus, é contigo, por onde quer que andares” – v. 9 c
> Mt 28.20: “eis que estou convosco todos os dias…”
> A confiança de que Deus está conosco e de que ninguém poderá nos resistir não deve ser uma desculpa para que não tenhamos sabedoria nos relacionamentos!
– Precisamos aprender a nos interiorizar, reconhecer nossos erros, ter bons conselheiros!

V.) Seja forte e corajoso para cumprir a missão que Deus confiou a você – v. 6
> Deus exorta Josué 3 vezes neste trecho a ser forte e corajoso (v. 6, 7, 9); repetição significa ênfase!
> O ministério não é lugar para pessoas fracas e nem covardes!
> Você já entendeu a missão específica que Deus tem para a sua vida? Você conseguiria descrever o propósito de Deus para a sua vida em uma frase? Ex. José, Moisés, Josué, Neemias, Paulo.
> Busque entender, descobrir o propósito de vida, a missão de Deus para você, e seja forte e corajoso para cumprir esse propósito e missão! E não imagine que será fácil! Não foi fácil para nenhum dos personagens citados acima!

VI.) Seja forte e corajoso para ter uma atitude correta para com a Palavra de Deus – v. 7, 8
> É necessário ser muito forte e corajoso para seguir as seguintes instruções:
a.) Praticar, obedecer a Palavra, “teres o cuidado de fazer segundo toda a lei” (v. 7), “para que tenhas o cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito” (v.8)
* Notar a palavra “cuidado”, ou seja “tenha o cuidado”; significa: tenha a atenção, a cautela, a prudência de praticar e obedecer a Palavra.
* Em Mt 7, os dois homens ouviram a Palavra, mas apenas um praticou!
b.) Não se desviar da Palavra, “dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda”
* Não comprometa a pura pregação do evangelho em troca de um possível crescimento não sustentável da igreja.
* “Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste” (2 Tm 3.14).
* Seja pastor de uma igreja relevante, contextualizada, mas bíblica! Não comprometa a base bíblica em nome da relevância e contextualização.
c.) Falar da Palavra, “não cesses de falar deste Livro da Lei”
* Que a Palavra seja o tema de muitas de nossas conversas!
d.) Meditar na Palavra, “medita nele dia e noite”
* Não apenas ler, mas ruminar, esmiuçar, refletir, considerar, ponderar.
* Em todo o tempo, de dia e de noite.
> Recompensas de se observar uma atitude correta para com a Palavra de Deus:
a.) Ser bem sucedido por onde quer que andar – v. 7
b.) Prosperar em nossos caminhos e ser bem sucedido – v. 8
c.) Ser como árvore bem enraizada, frondosa e frutífera – Sl 1.2,3.

VII.) Tenha em mente que você foi comissionado por Deus – v. 9 a
> Você foi comissionado por Deus, ninguém mais, ninguém menos! Não foram os seus superiores quem o comissionaram (eles foram instrumentos), mas o Todo-Poderoso!
> Já que foi o Senhor quem nos levantou, e nos tem mandado seguir no chamado, então, seja forte e corajoso (mais uma vez!), e não temas, e nem te espantes, ou seja, “não se apavore, nem desanime” (NVI), “não fique desanimado, nem tenha medo” (NTLH).
> No ministério, muitas vezes ficamos temerosos, desanimados, apavorados (eu, muitas vezes!). Mas temos aqui uma receita para vencer essas reações: lembrar que fomos comissionados por Deus, e que Ele é o fiador e o capacitador daqueles a quem Ele chama!

Pr. Ronaldo Guedes Beserra – SP, 13 e 14/10/2016.

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“Abraão: Uma Jornada de Fé” – Adquira já o seu exemplar!

livro

Este livro é fruto de uma série de mensagens, agora escritas, que preguei sobre a vida de Abraão. Trata-se de uma análise da vida do patriarca desde o seu chamado até a sua morte. São dezoito capítulos subdivididos em vários tópicos, perfazendo um total de 264 páginas, trazendo muitas citações de diversos comentários bíblicos. É um tesouro para os pregadores e amantes da Palavra de Deus, que poderão ser edificados, e ainda ter em mãos um farto material para o ensino e o compartilhamento da Palavra. O livro tem um aspeto excelente, uma ótima diagramação e um conteúdo maravilhoso!

Adquira já o seu exemplar! O valor do livro é R$ 40,00 (Quarenta reais). Você pode fazer um depósito em minha conta corrente e eu me comprometo a entregar o livro pessoalmente ou pelo correio. Após fazer o depósito, me envie uma foto do comprovante através do meu whatsapp 96308.9988. O depósito deve ser feito em meu nome, Ronaldo Guedes Beserra, no banco Itaú, agência 0748, conta corrente 18.276-3. Você não vai se arrepender! Aguardo o seu contato.

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A Família do Filho Pródigo

Par_bola-do-filho-pr_digoEsboço baseado em mensagem pregada pelo Pr. Josué Gonçalves.

Texto: Lucas 15.11-32

Introdução:
> A família do filho pródigo experimenta uma grande crise.
> O pai faz uma leitura positiva da crise que estava vivendo; ele não se deixou perder com as perdas que estava sofrendo.
> O que podemos aprender com esse pai, com esse filho, com essa família?

1. Nem tudo na família sai como nós planejamos
> Apesar de tudo o que fazemos.
> O filho pródigo tinha tudo para ficar; o seu pai era um ótimo pai (representa o próprio Deus na parábola).
> Por melhor que façamos, isso não elimina o direito de escolha, livre-arbítrio de cada um (inclusive na família).

2. Faça sempre o melhor para amanhã não sofrer com a dor da culpa, do remorso, do arrependimento.
> O pai podia sofrer a dor da separação, da perda, da saudade, mas não com a dor da culpa.
> Faça o melhor para todos em sua família.
> O filho pródigo desistiu do pai, mas o pai nunca desistiu do filho.

3. Em tempo de crise não deixe Satanás fechar na sua casa a porta da reconciliação.
> O pai deixou a porta aberta para o filho; não o ameaçou: “se sair por esta porta, não volte mais”!
> O milagre passa pela porta da reconciliação.

O que o Pai do filho pródigo teria a dizer a nós para vencermos em tempos de crise familiar?

1. Nunca deixe morrer a esperança (sonhos) dentro do seu coração!
> O pai não perdeu a esperança de ver o filho voltar; ele não saia da varanda esperando o filho; talvez tenha comprado o vestido, o anel, conservado a sandália e cevado o bezerro, pois tinha esperança de que o filho haveria de voltar!
> Não deixe seus sonhos (quanto à família) morrerem!

2. Construa um ambiente marcado pela Graça (tratar o outro de uma forma que ele não merece).
> Todas as ações do pai foram manifestações da graça:
a. Em sua reação quando o filho lhe pediu a sua parte na herança (e o que isso significava – o pai dá 1/3 da fortuna para um filho que desejava sua morte)!
b. Quando o filho volta maltrapilho, sem dinheiro, o pai vai ao seu encontro; não o reprova; não lhe cobra o dinheiro; não lhe joga nada na cara; o Pai o abraça e o perdoa; coloca-lhe o vestido, o anel, a sandália, manda preparar o bezerro.
c. O pai vai ao encontro do irmão do filho pródigo, ouve-o!
> Será que não está faltando graça em nossas casas?
> Relacionamentos vêm antes de regras; quando falta graça invertemos a ordem de prioridades! Quando falta graça a indiferença petrifica o coração da família.
> Quando falta graça construímos mais paredes que separam do que pontes que unem!
> Quando falta graça todo estrutura rígida quebra com facilidade. Jesus veio em graça e verdade.

O que o filho pródigo teria a nos dizer depois de suas experiências?

1. Cuidado com suas decisões em tempo de crise porque se você decidir errado seu fim vai ser entre os porcos.
> Não se precipite.

2. Saiba sair, porque eu saí da forma errada, na hora errada, me envolvi com pessoas erradas e fui parar no lugar errado.
> Casamento é permanente; filhos são temporários.
> Sair com a benção de Deus; exemplo de Rebeca quando saiu de casa para se casar com Isaque!

3. Não deixe para dar valor para sua família quando você estiver entre os porcos ou no inferno.
> Exemplo do Rico e Lázaro. O rico só se lembrou de seus irmãos quando já estava no inferno.

4. Ainda que você tenha decidido errado e perdeu absolutamente tudo, nunca é tarde para dizer: “Levantar-me-ei e irei ter com meu pai …”
> Você pode ter tudo o que perdeu se houver arrependimento genuíno!

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Pecados contra o Espírito Santo

fb1ddcedomo-identificar-problemas-de-audio-internaResumo extraído de: “GRAHAM, Billy. O Espírito Santo. São Paulo: Edições Vida Nova, 1990, p. 61-78, cap. 10”.

A Blasfêmia contra o Espírito Santo
O pior pecado; para este pecado não há perdão. Todos os outros pecados contra o Espírito Santo são cometidos por crentes. Podemos nos arrepender deles, receber perdão e fazer um novo começo. A blasfêmia contra o Espírito Santo, chamado de “o pecado imperdoável”, é cometido por descrentes (Mt 12.31,32). O pecado imperdoável implica na rejeição total e irrevogável de Jesus Cristo.
Em Atos 7.51, Estevão estava dizendo aos seus ouvintes que eles eram culpados dos mesmos pecados que seus pais, que se tinham recusado a levar a sério as mensagens dos profetas. O pecado infeccionou tanto o coração das pessoas não regeneradas que elas estarão sempre resistindo ao Espírito Santo. A carne e a mente perversa sempre O combatem. Estas pessoas não darão acolhida à Palavra de Deus enquanto o Espírito Santo não obtiver a vitória sobre eles. Estevão estava dizendo algo mais: da mesma maneira como o Espírito tinha lutado em vão com muitas pessoas no Antigo Testamento, que depois foram condenadas, também seus ouvintes, naquela época e hoje, seriam condenados se não prestassem atenção à atuação do Espírito em seu coração. Este pecado, resistir ao Espírito, quando praticado por muito tempo, leva à condenação eterna. A única maneira de o pecador receber o perdão por este pecado é deixar de resistir ao Espírito Santo e abrir o coração para Jesus, de quem o Espírito dá testemunho.
Cristãos devem hesitar muito para tomar dogmaticamente suas decisões próprias sobre se alguém cometeu o pecado imperdoável. Deixe esta decisão com o Espírito Santo e com Deus-Pai. Nossa parte é instar sempre com as pessoas para que se arrependam e se voltem para Jesus, porque nós não sabemos se o Espírito já cessou de atuar neles ou não.
O pecado imperdoável é rejeitar as verdades sobre Cristo. É rejeitar de maneira completa e definitiva o que o Espírito Santo diz sobre Jesus Cristo. Você rejeitou a Cristo, e disse em seu coração que o que a Bíblia diz sobre Ele é mentira? Se for este o caso, você está em uma situação perigosa. Você tem de aceitar as verdades sobre Cristo em confissão humilde, arrependimento e fé. Persistir na descrença poderia ser trágico, levando-o a uma eternidade sem Deus. Por outro lado, você pode ser crente, mas cometeu algum pecado o qual você até agora pensou que o impedisse de ser salvo. Não interessa o que é: lembre-se que Deus o ama, e que quer perdoar este pecado. Você só precisa confessar este pecado a Ele e perdi-Lhe perdão. Este pecado – o que quer que seja – não é o pecado imperdoável. Só que você tem de fazê-lo sair de sua vida (Sl 103.12).

Entristecer o Espírito
Pecados contra o Espírito Santo que podem ser cometidos por cristãos: entristecer e apagar o Espírito. Quase tudo o que nós fazemos de errado pode ser incluído em um destes dois termos.
Em Efésios 4.30, Paulo não está falando de julgamento, no sentido de que o que estamos fazendo aqui está nos separando do amor de Deus e nos fará ir para o inferno. Está, isto sim, falando de coisas que não combinam com a natureza do Espírito Santo e por isso O ferem em Seu ser e O entristecem. Podemos magoar ou irar alguém que não nos tem afeição, mas só podemos entristecer quem nos ama.
Como um cristão pode entristecer o Espírito Santo? Ler Efésios 4.20-32. Podemos saber o que entristece o Espírito analisando nossa conduta à luz das palavras que a Escritura usa para caracterizar o Espírito. O Espírito Santo é o Espírito da: [1] Verdade, Jo 14.17 (tudo o que é falso, enganoso e hipócrita O entristece); [2]Fé, 2 Co 4.13 (dúvidas, desconfiança, ansiedades e preocupações O entristecem); [3] Graça, Hb 10.29 (tudo em nós que é duro, amargo, malicioso, indelicado e indisposto para perdoar e amar O entristece); [4] Santidade, Rm 1.4 (tudo que é impuro, sujo ou degradante O entristece).
O que acontece quando nós entristecemos o Espírito Santo? Ele gosta de nos revelar o que é de Cristo. Também nos proporciona alegria, paz. Mas quando nós O entristecemos, Seu ministério fica interrompido. Quando eu me desvio do caminho claro da vontade de Deus, então o ministério do Espírito em minha vida está prejudicado. Sua atuação é interrompida, mas Ele continua presente. Ele não é afastado, somente Sua atuação é prejudicada. Assim que o fio partido é restaurado, Seu ministério pleno recomeça.
Entristecer o Espírito Santo não implica em perdê-lO. Eu continuo selado por Ele; Ele não deixa de morar em mim. Nenhum crente pode entristecê-lO a ponto de Ele o deixar totalmente (Ef 1.13; 4.30; Rm 8.23). Podemos escorregar, mas isso é bem diferente de cair da graça ou perder o Espírito Santo totalmente. Mas quando nós O entristecemos, Ele retira de nós a alegria e o poder até que renunciemos e confessemos o pecado. Estou convencido que, uma vez batizados no corpo de Cristo, tendo o Espírito Santo em nós, nunca mais seremos abandonados por Ele. Estamos selados para sempre. Ele é a garantia, o penhor do que virá. Ele nos concede alegria contínua por sabermos que somos de Deus; esta alegria só cessa quando alguma obra da carne entristece Aquele que nos selou (Tg 4.5).

Apagar o Espírito
Ler 1 Ts 5.19. Entristecer dá a ideia de mágoa, de sofrimento. Tem a ver com a maneira com que nós ferimos o coração do Espírito em nossa vida particular. Apagar significa “abafar, extinguir” e nos lembra do conceito bíblico de que o Espírito é um fogo. Não quer dizer que O expulsamos, mas que abafamos o amor e o poder do Espírito.
Um fogo se apaga quando lhe tiramos o combustível. O fogo do Espírito fica bloqueado quando deixamos de orar, falar de Cristo ou ler a Palavra de Deus. Estas coisas são veículos que Deus usa para nos dar o combustível para manter o fogo. Outra maneira de apagar um fogo é jogar água ou terra sobre ele, ou sufocá-lo com um cobertor. Um pecado intencional apaga o Espírito. O momento de confessar isto a Deus é exatamente este; arrependa-se. E depois viva cada dia na plenitude do Espírito, sensível à Sua orientação e ao Seu poder em sua vida.

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Por Que Não Devemos Andar Ansiosos?

WallpaperTexto: Mateus 6.25-34

Introdução
> O que é ansiedade? Estado de insegurança; está associada a uma busca de significado, à necessidade de se sentir amado e apreciado; viver dia a dia em estado de alerta, prisioneiro do passado, não conseguir entregar-se à aventura da descoberta; necessidade de controlar o que vai acontecer; medo do futuro; necessidade de controlar tudo e todos; sofrer por antecipação; não sentir tranquilidade em momento algum; correria; se envolver em várias atividades para não entrar em contato consigo mesmo, por temor do que possa surgir de uma reflexão mais profunda sobre a própria existência (Definição extraída do livro: “O evangelho e as questões emocionais”, capítulo escrito por Dagmar Silva Pinto de Castro).

Transição
> A vontade de Deus para nós é que não andemos ansiosos!
> O texto nos mostra algumas razões pelas quais não devemos viver em ansiedade, ou seja, vamos responder a seguinte questão: Por que não devemos andar ansiosos?

I.) Porque a vida e o corpo são mais valiosos do que o alimento e as vestes – v. 25
> A vida é mais importante do que os bens materiais
> “Ser” é mais importante do que “ter”

II.) Porque o nosso sustento e provisão procedem do Pai Celeste – v. 26,28-30
> Exemplo das aves dos céus e dos lírios dos campos
> Ler Salmo 127.1-3

III.) Porque a nossa ansiedade não pode acrescentar nem um dia à nossa existência – v. 27
> Não pode acrescentar, mas pode nos abreviar a vida, pois a ansiedade e o desequilíbrio emocional podem provocar doenças psicossomáticas, ou seja, podem trazer consequências para nossa saúde física.

IV.) Porque a ansiedade é sinal de falta de fé na fidelidade de Deus – v. 30
> Alguém já disse que a ansiedade é o pecado da falta de fé na fidelidade de Deus!

V.) Porque a ansiedade gera inquietação e preocupação – v. 31
> Preocupação = Pré ocupação

VI.) Porque Deus sabe exatamente do que precisamos – v. 32
> Deus satisfará nossas necessidades e não nossos caprichos!

VII.) Porque quando buscamos o Reino e a Justiça de Deus em primeiro lugar, todas as nossas necessidades serão supridas – v. 33
> O nosso problema é que muitas vezes invertemos a ordem: buscamos em primeiro lugar todas as demais coisas e se sobrar algum tempo e recursos buscamos o Reino e a Justiça de Deus.

VIII.) Porque temos de aprender a viver um dia de cada vez – v. 34
> O amanhã trará os seus cuidados, basta a cada dia o seu próprio mal
> Vivamos o hoje; não vamos sofrer por antecipação!

Pr. Ronaldo Guedes Beserra – SP, 30.03.2016

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Vitória Sobre o Desequilíbrio Emocional

522Texto: 1 Rs 19.1-18

Introdução
> Breve histórico da vida de Elias até este ponto de sua vida.
> Falar sobre como Elias chegou ao ponto de ficar depressivo.

Transição
> O desequilíbrio emocional tem suas causas, seus sintomas e existem formas de vencê-lo.
> O texto nos mostra alguns ensinos sobre causas, sintomas e formas de vitória sobre o desequilíbrio emocional:

I.) O desequilíbrio emocional pode surgir como consequência de ameaças e oposição – v. 1,2
> A ameaça e a oposição da rainha Jezabel levaram Elias a um processo depressivo.
> Jesus soube como lidar com a pressão da oposição e das ameaças. Nem todos estão suficientemente protegidos emocionalmente para saber lidar com esses desafios.
> Precisamos aprender a proteger nossas emoções contra ameaças e oposição!

II.) O desequilíbrio emocional se manifesta através de vários sintomas – v. 3-14
> Medo – v. 3
> Fuga – v. 3,4 (Deserto é um símbolo de aridez, inclusive emocional)
> Interrupção da normalidade, da rotina diária – v. 3 (Deixou o seu moço em Berseba)
> Ausência do prazer de viver – v. 4 (Moisés, Jó e outros homens de Deus também pediram a morte)
> Alteração do sono e do apetite – v. 5-8
> Isolamento – v. 9 (Caverna)
> Desânimo, lamentação, autocomiseração – v. 10
> Falta de sensibilidade espiritual – v. 11-14
– Elias aprendeu que o Senhor não é um Deus de espetáculos. Às vezes a obra dEle é experimentada na simplicidade […] Deus estava operando na vida de muitas pessoas!
– Mesmo depois de o Senhor se revelar Elias continuava com o mesmo discurso!

III.) O desequilíbrio emocional é vencido quando tomamos consciência da missão, do propósito e dos planos de Deus para nós – v. 15-17
> Deus levantou Elias daquele momento de depressão mostrando-lhe missões específicas, mostrando-lhe Seus propósitos e planos para a vida do profeta.
> Deus tem uma missão para cada um de nós. Ele tem propósitos e planos específicos para as nossas vidas. Busquemos conhecê-los e saiamos a conquistá-los.
> “O que fazes aqui Elias?” Saiamos da caverna e sigamos para cumprir os propósitos de Deus para nós!

IV.) O desequilíbrio emocional é vencido quando Deus nos mostra que Ele está agindo, ainda que os nossos olhos naturais não estejam conseguindo perceber a ação de Deus – v. 18
> Elias pensou que só ele se mantinha fiel ao Senhor. Pensou que ninguém mais estivesse abrindo o coração para o agir de Deus. No entanto estava enganado. Havia ainda sete mil que não tinham se dobrado diante de Baal. Ainda que Elias não estivesse percebendo, Deus estava agindo!
> Ainda que os nossos olhos naturais não estejam conseguindo ver o agir de Deus, Ele está agindo! E esta convicção nos leva a vencer o desequilíbrio emocional!

Pr. Ronaldo Guedes Beserra em 31.03 e 05.04.2016

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