Os Cinco Pilares da Reforma Protestante

Texto: Ef 2.8,9

Introdução
– As 95 Teses de Martinho Lutero são o marco inicial da Reforma Protestante. Elas foram afixadas na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, em 31 de outubro de 1517, dando início ao movimento de renovação da Igreja Cristã.
– Os 5 Solas são proposições teológicas que sintetizam os pilares da Reforma Protestante. Eles expressam em cinco frases latinas o conceito da teologia reformada em oposição à teologia católica. Os Cinco Solas são: Sola Scriptura, Solus Christus, Sola Gratia, Sola Fide e Soli Deo Gloria. A palavra latina sola significa “unicamente” ou “somente”. Assim, os 5 Solas significam: Somente a Escritura, Somente Cristo, Somente a Graça, Somente a Fé e Somente a Deus a Glória.

I.) Sola Scriptura (Somente a Escritura) – 2 Tm 3.16; 2 Pe 1.21
– Indica a inspiração, autoridade, suficiência, infalibilidade e inerrância das Escrituras.
– Somente a Palavra de Deus deve ser identificada como regra de fé e prática da Igreja.
– A autoridade das Escrituras não depende do testemunho de qualquer homem ou mesmo da Igreja, mas unicamente do próprio Deus, seu Autor.
– Esse conceito contrastava diretamente com a teologia da Igreja Medieval. Naquela época a autoridade papal, a tradição e as formulações dos concílios possuíam autoridade equiparável às Escrituras. Todavia, apenas a Bíblia é a auto revelação especial de Deus e de sua vontade ao homem.

II.) Solus Christus (Somente Cristo) – Jo 14.6; At 4.12; 1 Tm 2.5
– Significa que Cristo é o único mediador entre Deus e o homem. Nenhum outro complemento precisa ser adicionado a sua obra redentora. Seu sacrifício substitutivo em nosso lugar é suficiente para o perdão de nossos pecados satisfazendo plenamente a justiça de Deus.
– (Lembrar que os judaizantes queriam adicionar o cumprimento de aspectos cerimoniais da Lei como condição para a salvação, além da fé em Cristo).
– Essa posição combatia o entendimento da liderança da Igreja que colocava outras pessoas em posição especial entre Deus e o restante dos homens (Maria, por exemplo).
– A Bíblia diz que somente pelos méritos de Cristo o homem pecador pode ser justificado diante de Deus. Nenhuma outra pessoa tem o poder de prover a reconciliação do homem com o Criador.

III.) Sola Gratia (Somente a Graça) – At 15.11; Rm 3.24; 11.6; Ef 2.8,9
– Significa que a salvação é somente pela graça.
– É uma obra realizada unicamente por Deus não dependendo de qualquer cooperação humana. O homem nasce morto em seus delitos e pecados, e não pode obter a salvação mediante suas obras. Ele nem mesmo tem capacidade para desejar e amar aquilo que é espiritualmente bom.
– Na época da Reforma a Igreja estava envolvida num verdadeiro comércio da salvação. Vendia-se perdão de pecados a quem pudesse pagar. As esmolas, as boas obras, o comprometimento com as tradições da Igreja e as doutrinas humanas desenvolvidas por ela, garantiam um suposto lugar no paraíso aos seus fiéis. Mas definitivamente o homem não pode comprar a salvação pelos seus próprios esforços, nem mesmo optar por ela com sua vontade escravizada pelo pecado.

IV.) Sola Fide (Somente a Fé) – Jo 3.16; Rm 5.1; 10.9; Ef 2.8,9
– Significa que a justificação é unicamente pela fé em Cristo e até mesmo essa fé não tem origem no próprio homem, mas é dom de Deus.
– O homem não regenerado é incapaz de confessar que Jesus é o Cristo. É somente através da obra sobrenatural do Espírito Santo que o homem pode responder com fé e arrependimento a mensagem do Evangelho.
– Este foi um ponto essencial na Reforma Protestante. Lutero se empenhou durante um longo tempo em uma grande busca pela salvação de sua alma. Mas ele teve sua vida transformada quando o Espírito Santo iluminou seu entendimento e ele conseguiu compreender toda verdade que há na declaração das Escrituras de que o justo viverá pela fé (Rm 1.17).
– “Deus estende graça suficiente para todas as pessoas através do Espírito Santo, para opor-se à influência do pecado e capacitar uma resposta positiva a Deus (Jo 15.26-27; 16.7-11). A iniciativa aqui é inteiramente da parte de Deus; o papel do pecador é simplesmente responder em fé e grata obediência (Lc 15; Rm 5.6-8; Ef 2.4-5; Fp 2.12-13). Todavia, os pecadores podem resistir à iniciativa de Deus, e persistir no pecado e rebelião. Em outras palavras, a graça de Deus capacita e encoraja uma resposta positiva e salvífica para todas as pessoas, mas ela não determina uma resposta salvífica para ninguém (At 7.51)” (WALLS, Jerry L.; DONGEL, Joseph R.).

V.) Soli Deo Gloria (Somente a Deus a Glória) – Rm 11.36
– É o resultado natural dos quatro pontos anteriores.
– O propósito último da criação de todas as coisas e da salvação do homem é a glória de Deus.
– Ninguém pode ocupar o lugar de Deus. Ele não divide Sua glória com ninguém e toda adoração nos céus e na terra pertence somente a Ele.

Conclusão
Infelizmente quando comparamos os 5 Solas com o pensamento de muitas igrejas protestantes da atualidade, percebemos o quão distante elas estão das bases da Reforma e consequentemente das Escrituras.

Visite o site do Pr Ronaldo em http://www.ronaldoguedesbeserra.com.br

Publicado em Defesa da Fé, Esboços de Sermões - Sermões Temáticos, Estudos Bíblicos, História da Igreja, Soteriologia, Teologia | Marcado com , , , , , , , , , | Deixe um comentário

A Primeira Purificação do Templo de Jerusalém

Texto: João 2.12-25

Introdução
– Este texto fala sobre a primeira purificação do templo. Tudo indica que ocorreram duas purificações do templo durante o ministério de Jesus: uma na primeira Páscoa de Seu ministério e outra na última Páscoa, dias antes dEle ser crucificado.
– A Páscoa era uma das três grandes festas do calendário anual dos judeus e celebrava a libertação dos filhos de Israel do cativeiro no Egito.
– Como um judeu fiel, Jesus seguiu para Jerusalém (v. 13).
– Portanto, com este contexto e neste texto, temos alguns ensinamentos importantes.

I.) Conheça bem as Escrituras para não ser levado por falsas interpretações – v. 12
– No segundo século surgiu a ideia da virgindade perpétua de Maria.
– Para justificá-la Epifânio disse os irmãos de Jesus eram filhos de um casamento anterior de José.
– Jerônimo declarou serem eles primos de Jesus.
– Mas Helvídio, no quarto século, afirmava que eram filhos de Maria e José e portanto irmãos de sangue de Jesus. Esse é o significado mais evidente da palavra ‘irmãos’
– Ver Mt 13.55; Mc 6.3 onde inclusive os nomes dos irmãos de Jesus são citados.

II.) Não permita que nada mude a verdadeira natureza da adoração no templo do Senhor – v. 13-16 a
– Elucidar os versículos mostrando a severidade de Jesus: fez um chicote, expulsou, derramou, virou e falou.
– Na nova aliança nós somos os templos do Espírito Santo – ver 1 Co 6.19
– Portanto, devemos permitir que Jesus nos purifique como templo do Espírito Santo que somos.
– O mesmo zelo que Jesus demonstrou na purificação do templo (v. 17) devemos demonstrar em buscar a purificação e a santificação de nosso corpo e de nossas vidas.
– Alguma coisa tem mudado a verdadeira natureza da adoração do templo do Senhor que somos nós? O que exatamente precisa ser purificado e mudado?
– O templo deve ser purificado e restaurado à sua condição e propósitos originais.

III.) Aprenda a valorizar igrejas e pastores que fazem a obra do Senhor com zelo, e não como uma oportunidade de negócio – v. 16b, 17
– “O zelo da tua casa me consumirá” é uma citação do Salmo 69.9
– Muitos pastores e igrejas têm feito a obra do Senhor sem zelo, de forma relaxada.
– Alguns dão um passo adiante e buscam fazer da obra de Deus uma oportunidade para negócio, mercadejando a Palavra de Deus e comercializando o evangelho.
– Pregam o que as pessoas querem ouvir assim como os negociantes oferecem aos clientes os produtos que estes querem adquirir.
– Usam a máxima: “Pequenas igrejas, grandes negócios”.
– Existem anúncios passando o ponto de igrejas com equipamentos, cadeiras e até mesmo membros, como se fosse um negócio qualquer!
– O apóstolo Paulo escreveu: “Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus; antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus” (2 Co 2.17).

IV.) Inspire-se no singular relacionamento que havia entre Jesus e Seu Pai – v. 16b
– A declaração de Jesus, “a casa de meu Pai” mostra sua singular conscientização do relacionamento que havia entre Ele e Deus.
– Como anda o nosso relacionamento com o nosso Pai, que é Deus?

V.) Jamais questione a autoridade de Jesus em relação aos Seus feitos – v. 18
– Os líderes judeus pediram a Jesus um sinal que indicasse Sua autoridade para o que tinha feito.
– Esse era um costume dos judeus – ver 1 Co 1.22
– Não devemos seguir o exemplo dos judeus, mas confiar na autoridade do Filho de Deus.

VI.) Aprenda a discernir o significado espiritual por trás das declarações de Jesus – v. 19-22
– Essa declaração segue um modelo encontrado várias vezes nos ensinos de Jesus em João.
– Ex. diálogos com Nicodemus (Jo 3), com a mulher samaritana (Jo 4), com a multidão (Jo 6).
– Todas as palavras, parábolas, milagres e atos de Jesus trazem um significado espiritual que temos que aprender a discernir.
– Isso contribuirá para aprofundar a sua fé nas Escrituras e nas Palavras de Jesus – ver v. 22

– Outro significado espiritual aqui: “Jesus viria a ser (como de fato veio a ser) o verdadeiro templo, o verdadeiro objeto e centro de adoração dos homens em lugar do velho templo com os seus sacrifícios. A velha ordem de adoração seria substituída por uma nova ordem, e os velhos sacrifícios e ofertas seriam abolidos mediante o que Jesus realizou na cruz e mediante a Sua ressurreição” (Frank Pack).

VII.) Avance em direção a uma fé mais firme e amadurecida – v. 23,24
– Jesus operou vários milagres em Jerusalém que não foram registrados por João – ver Jo 4.45
– A fé daquelas pessoas, ao que parece, não era ainda firme e amadurecida, pois ainda se apoiava em sinais e precisava crescer. As pessoas poderiam ter-se mostrado muito entusiasmadas por causa dos sinais, mas Jesus não estava disposto a confiar nessa espécie de animação.
– Que tipo de fé é a sua? Ainda é muito dependente de sinais? Ou já cresceu, e, portanto é firme e amadurecida? Essa fé amadurecida é o tipo de fé que Jesus quer que tenhamos.

VIII.) Aprenda, como Jesus, a discernir a natureza humana – v. 25
– Jesus os conhecia tão bem que não precisava que ninguém lhe falasse sobre o homem, suas limitações, seu egoísmo, e sua falta de visão.
– Há pessoas muito simples (no sentido de ingênuas, tolas), muito insensatas, que dão crédito a tudo e a todos. Não aprenderam a ter um senso crítico e um discernimento da natureza humana; falta-lhes sabedoria.
– Que como Jesus possamos aprender a ser sábios e perspicazes o suficiente para discernir as profundezas do coração humano.

Pr Ronaldo Guedes Beserra, com auxílio dos comentários de Frank Pack – SP, 04 e 05.10.2019.

Visite o site do Pr Ronaldo em http://www.ronaldoguedesbeserra.com.br

Publicado em Esboços de Sermões - Série Evangelho de João, Esboços de Sermões - Sermões Expositivos | Marcado com , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Somos Peregrinos e Forasteiros

Texto: 1 Pe 2.11

Introdução
– “Estive em contato com etnias peregrinas em dois momentos de minha vida. Visitei brevemente um grupo tuaregue na região desértica do Saara e, de forma mais prolongada, convivi com três famílias fula no nordeste de Gana. Fiquei impressionado com as características que marcam uma sociedade nômade e destacaria três. Eles mantêm uma vida material simples, com bens e posses que podem ser facilmente transportados, descartando o supérfluo. Orientam sua vida pelos relacionamentos pessoais e não pelo território, mantendo um alto nível de compromisso relacional que subsista a diferentes cenários. E, por fim, as motivações que os levam à peregrinação passam por diversas vertentes, sendo uma delas a esperança de encontrar algo melhor em outra terra” (Ronaldo Lidório).

Proposição
– Cristãos são peregrinos e forasteiros na terra; não somos residentes fixos e nem naturais deste mundo.
– A Bíblia nos mostra algumas dimensões (marginalização, separação, desapego, relacionamentos, esperança) e características dos cristãos como forasteiros e peregrinos.

I.) Peregrinos e forasteiros vivem debaixo de perseguições e marginalizações
– “Os leitores a quem esta epístola foi endereçada originalmente estavam sendo perseguidos. Portanto, ela se concentra no tema da conduta cristã apropriada em face de hostilidades anticristãs” (Robert Gundry) – ver 1 Pe 1.6; 2.20-23.
– A esses que estavam enfrentando perseguições e hostilidades, o apóstolo Pedro chama de forasteiros (1.1) e peregrinos (1.17).
– “Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós” (Mt 5.10-12).
– Se o mundo não estiver nos perseguindo e nos maltratando pode estar havendo algo de errado. Talvez estejamos nos adaptando muito facilmente ao seu sistema de valores corrompidos.

II.) Peregrinos e forasteiros vivem separados dos povos que os cercam – 1 Pe 2.11
– “Vivemos em uma terra à qual não pertencemos. Nossa verdadeira cidadania está no céu com Cristo (Fp 3.20). Por sermos estrangeiros nesta terra, devemos abster-nos dos prazeres malignos deste mundo, que procura destruir nossa alma” (BEP).
– Forasteiros “não devem adotar os costumes desse país [estranho], porém lhes cumpre comportarem-se honrosamente e de tal modo que seja mantida a boa reputação de sua pátria” (NCB – Vol II).
– Elucidar o próprio contexto de 1 Pe 2.11,12.
– Ler e comentar 1 Jo 2.15-17.
– Alguns cristãos estão se sentindo muito confortáveis nesse mundo, estão se adaptando muito facilmente aos prazeres desta terra. Peregrinos e forasteiros não devem se comportar assim!

III.) Peregrinos e forasteiros vivem desapegados de bens e posses materiais
– “Eles mantêm uma vida material simples, com bens e posses que podem ser facilmente transportados, descartando o supérfluo” (R. Lidório).
– Peregrinos e forasteiros atentam para as Palavras de Jesus (Mt 6.19-21). Crentes que se concentram mais em acumular tesouros na terra do que em ajuntar tesouros no céu estão agindo como residentes fixos neste mundo, e não como peregrinos e forasteiros.
– Peregrinos e forasteiros atentam para as Palavras do apóstolo Paulo a Timóteo (1 Tm 6.7-10).
– Nesse quesito, como temos vivido? Como peregrinos ou como residentes fixos?

IV.) Peregrinos e forasteiros vivem investindo em relacionamentos pessoais
– “Orientam sua vida pelos relacionamentos pessoais […] mantendo um alto nível de compromisso relacional que subsista a diferentes cenários” (R. Lidório).
– Seus relacionamentos devem ter prioridade acima de todo o resto.
– A vida se constitui de relacionamentos. Quatro dos Dez Mandamentos versam sobre nosso relacionamento com Deus; os outros seis falam sobre nosso relacionamento com as pessoas. Mas todos os dez são sobre relacionamentos!
– Jesus resumiu o que mais importa para Deus: amar a Deus e amar as pessoas (Mateus 22.37-40).
– Após aprender a amar a Deus (adorar), aprender a amar os outros é o segundo propósito de sua vida.
– Os relacionamentos, e não as realizações ou a compra de bens, são o que mais importa na vida.
– As ocupações são um grande inimigo dos relacionamentos.
– No leito de morte, jamais se ouve dizer: Tragam os meus diplomas, meus títulos, minhas medalhas, etc. Quando a vida na terra está no fim, as pessoas não se cercam de objetos. Querem em torno de si pessoas; pessoas que amam e com as quais mantêm relacionamentos.
– Nossa maturidade espiritual é medida pela qualidade de nossos relacionamentos.
– No céu, Deus não dirá: “Fale-me de sua carreira, de sua conta bancária e de seus passatempos”. Ele vai rever como você tratou as outras pessoas (Mateus 25.34-46)
– Nós devemos provar que os relacionamentos são importantes para nós investindo tempo neles.

V.) Peregrinos e forasteiros vivem na esperança de uma pátria melhor
– “a esperança de encontrar algo melhor em outra terra” (R. Lidório).
– Ler e elucidar Hb 11.9,10,13-16.
– “Nosso lar não é nessa terra. Nós somos estrangeiros aqui, viajando para nosso lar celestial, o céu” (NCB – NT).
– Temos vivido com peregrinos e forasteiros ou como residentes fixos neste mundo passageiro?

Pr Ronaldo Guedes Beserra – Novembro de 2018

Visite o site do Pr Ronaldo em http://www.ronaldoguedesbeserra.com.br

Publicado em Esboços de Sermões - Sermões Temáticos | Marcado com , , , , , , , | 1 Comentário

Multiplicando Discípulos

Texto: 2 Tm 2.2 (Enfatizar as quatro gerações de discípulos).

Introdução
– O discipulado é o método neotestamentário para o crescimento da igreja.
– A partir de vários textos bíblicos vejamos algumas características de um multiplicador de discípulos.

I.) O multiplicador de discípulos percebe o interesse daqueles nos quais vale a pena investir – Jo 1.38
– Jesus percebeu o interesse de André e do outro discípulo de João Batista.
– O multiplicador de discípulos precisa estar atento àqueles nos quais vale a pena investir.

II.) O multiplicador de discípulos está disposto a compartilhar a sua vida com aqueles que está disposto a discipular – Jo 1.39
– Jesus compartilhou a Sua casa e o Seu tempo. O que estamos dispostos a compartilhar?

III.) O multiplicador de discípulos é alguém que foi inicialmente discipulado e também se tornou um multiplicador de discípulos – Jo 1.40-42
– André levou seu irmão Simão (Pedro) a Jesus.
– André encontrou o menino cujo lanche Jesus multiplicou para alimentar milhares de pessoas – Jo 6.8,9
– André sabia aonde levar os gregos que queriam ver a Jesus – Jo 12.21

– Ao alcançar Pedro, o ministério de André se estende até os nossos dias:
a.) Deus usou Pedro para evangelizar milhares de judeus em Jerusalém no dia de Pentecostes e no período subsequente – At 2
b.) Deus usou Pedro para confirmar a obra que o Senhor havia iniciado em Samaria por intermédio de Felipe – At 8
c.) Pedro foi o instrumento que Deus usou para abrir a porta de conversão aos gentios, na casa de Cornélio – At 10
d.) Os convertidos por intermédio do ministério de Pedro se espalharam depois da perseguição e chegaram a Antioquia. De Antioquia o evangelho alcançou o mundo conhecido da época através das viagens missionárias de Paulo.
– Ao levar seu irmão Pedro a Cristo, André participou das recompensas de tudo o que Simão Pedro mais tarde realizou para o reino de Deus!

– Exemplos atuais:
1. Quando estava muito enfermo, internado por causa de tuberculose, Paul Yong Cho recebeu um NT de uma mulher desconhecida, a qual nunca mais encontrou.
2. Na década de 1950, o evangelista Mordecai Ham estava lendo seus velhos diários quando se deparou com a seguinte entrada de 1934: “Reunião de reavivamento, Charlote, Carolina do Norte, fracasso. Nada aconteceu. Apenas um jovem de 16 anos foi salvo. Billy Graham era o nome dele”.

IV.) O multiplicador de discípulos é também um encorajador – At 4.36
– Barnabé: filho de exortação (ARA); filho da consolação (ARC); aquele que dá ânimo (NTLH); encorajador (NVI).

V.) O multiplicador de discípulos é alguém acolhedor, ajudador, intermediador, intercessor, facilitador – At 9.27
– Barnabé sempre olhava para os problemas passados das pessoas a fim de visualizar o potencial que enxergava nelas pela obra da graça de Deus.
– Barnabé confirmou Paulo diante dos apóstolos.

VI.) O multiplicador de discípulos é um promotor de talentos; não alguém egoísta – At 11.25,26
– Barnabé percebeu que era o momento de usar Paulo de forma mais intensa.
– Barnabé concedeu uma oportunidade para Paulo, que estava esquecido em Tarso.
– Barnabé não se preocupou com a possibilidade de o talento de Paulo ofuscar o seu próprio talento.
– Barnabé colocou o reino de Deus acima de interesses pessoais.
– O multiplicador de discípulos age em todas essas coisas à semelhança de Barnabé.

VII.) O multiplicador de discípulos não desiste quando tropeçam aqueles nos quais investiu seu precioso tempo – At 15.36-38
– Barnabé não desistiu de João Marcos.
– Em 2 Tm 4.11, Paulo reconhece que Marcos é muito útil.
– Marcos foi o instrumento que Deus usou para escrever o evangelho que leva o seu nome.
– O que explica essa mudança em Marcos? A segunda chance, o tempo, o amor, o treinamento que recebeu de Barnabé e de Pedro.

Conclusão
– Barnabé investiu em Paulo. Paulo investiu em Áquila e Priscila (At 18.1-3). Áquila e Priscila investiram em Apolo (At 18.24-26). Apolo investiu nos judeus da Acaia (At 18.27,28).
– Paulo investiu em muitos outros: Lucas (que escreveu dois livros bíblicos), Timóteo, Tito.

– André e Barnabé não eram tão talentosos quanto as pessoas que eles alcançaram. Contudo, ambos compartilharam alegremente com os outros o que eles conheciam de Cristo. E ambos participaram das recompensas espirituais dos que eles ajudaram.

– Cada um de nós é capaz de fazer discípulos e se multiplicar. Você pode ser um André!

– Quem foi o “André” que Deus usou para levar você a Cristo? Quem foi o “Barnabé” que Deus usou para te discipular? Quem será o “Timóteo, Tito, Lucas, Áquila e Priscila” nos quais você vai investir tempo de qualidade para compartilhar sua vida?

SP, 01.06.2019 – Pr Ronaldo Guedes Beserra, com auxílio do livro “Multiplicando discípulos” de Waylon B. Moore.

Visite o site do Pr Ronaldo em http://www.ronaldoguedesbeserra.com.br

Publicado em Discipulado, Esboços de Sermões - Sermões Temáticos, Estudos Bíblicos, Liderança | Marcado com , , , , , , , , | Deixe um comentário

Jovens Cristãos Enraizados

Texto: Gn 49.22

Introdução
– Um ramo só será frutífero, seus galhos só se estenderão, se estiver bem enraizado!
– José foi um ramo frutífero e bem enraizado. Por isso foi tão abençoado apesar das tribulações que viveu.

Transição
– A partir da vida do jovem José podemos aprender alguns princípios, verdades, lições importantes sobre um jovem (pessoa) enraizado (a).

I.) O jovem enraizado tem sonhos procedentes de Deus – Gn 37.5-7,9
– Deus deu dois sonhos para José que apontavam para os planos de Deus para o seu futuro.
– Que sonhos Deus tem te dado? O que Ele tem plantado em seu coração?
– Esses sonhos visam a glória de Deus e a expansão do Seu reino, ou são sonhos egoístas?

II.) O jovem enraizado enfrenta obstáculos antes da concretização dos sonhos procedentes de Deus – Gn 37.4,5,8,11,19,20,23,24,27,28,36; 39.6-23
– Obstáculos que José teve de enfrentar:
– Ódio, ciúmes, inveja, zombaria dos irmãos.
– Lançado em uma cisterna.
– Se adaptou a uma nova língua e cultura.
– Não permitiu que o ressentimento e a amargura crescessem em seu coração.
– Calúnia e prisão.
– Que tipos de obstáculos você tem enfrentado em sua caminhada? Não desista, como José não desistiu! O melhor de Deus ainda está por vir!

III.) O jovem enraizado enfrenta e vence difíceis tentações – Gn 39.7-12
– Tentação que José enfrentou foi muito difícil: mulher bonita, marido ausente, insistência da mulher, condições perfeitas para um grande romance, um grande caso de amor.
– Resposta de José e fuga – v. 8,9,12
– Que tipo de tentações você tem enfrentado? Como você tem reagido? Tem cedido ou tem fugido?

IV.) O jovem enraizado sabe aproveitar as oportunidades, mesmo em momentos aparentemente desfavoráveis – Gn 39.20-23; 40.7,14
– Se tornou o auxiliar direto do carcereiro
– Serviu o copeiro e o padeiro no momento de angustia pelo qual passavam
– Percebeu que o copeiro poderia ser o instrumento que Deus usaria para tirá-lo da prisão
– Você tem estado atento às oportunidades? Ou tem reclamado das circunstâncias?
– As oportunidades estão à nossa frente, só precisamos descobri-las.

V.) O jovem enraizado reconhece a Deus em todos os seus caminhos – Gn 39.9b, 40.8, 41.16
– José reconhece a Deus diante da mulher de Potifar, diante do copeiro e do padeiro, e diante do próprio Faraó
– Pv 3.5,6 – “Confia … não te estribes … Reconhece-o …”
– Você tem reconhecido a Deus em todos os seus caminhos, ou tem se vangloriado?

VI.) O jovem enraizado é proativo; não faz apenas o que se espera que ele faça – Gn 41.25-36
– Não apenas interpretou os sonhos, mas deu a solução para o problema que o sonho revelara.
– Não foi promotor de problemas, mas solucionador de problemas
– Não fez apenas o que se espera dele, mas foi além!
– E quanto a você, jovem cristão enraizado?

VII.) O jovem enraizado entende que Deus usa todas as circunstâncias de nossa existência para que os Seus propósitos sejam alcançados em nossas vidas – Gn 50.20
– Teve de aprender a lidar com o ódio e a inveja dos irmãos, pois certamente enfrentaria isso quando se tornasse governador do Egito.
– Teve de aprender a língua e cultura dos egípcios, caso contrário como poderia governá-los?
– Fez um estágio na casa de Potifar para aprender a administrar fartura.
– Fez um estágio na casa do cárcere para aprender a administrar escassez.
– Que circunstâncias Deus tem permitido em sua vida? Na família, na escola, no trabalho, na igreja?
– Entenda que Ele pode estar te preparando para os propósitos dEle.
– Gn 50.20; Jr 29.11; Rm 8.28

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 24.05.2019

Visite o site do Pr Ronaldo em http://www.ronaldoguedesbeserra.com.br

Publicado em Esboços de Sermões - Sermões Temáticos | Marcado com , , , , , , , , | Deixe um comentário

Ensinamentos acerca das provações da vida

Texto: Tiago 1.2-4

Introdução
– Entregar a vida a Cristo não significa estar isento de tribulações, muito pelo contrário.
– Exemplo de Joni Eareckson Tada. Nasceu em 15 de outubro de 1949. Aos 17 anos sofreu uma fratura cervical que a deixou tetraplégica. Escreveu suas experiências durante a reabilitação e as publicou em 1976 em sua autobiografia, best-seller internacional. O livro se tornou um filme, tendo ela como atriz principal. Ela também se tornou uma autora e apresentadora cristã evangélica, e fundadora de Joni and Friends, uma organização de apoio cristão entre a comunidade deficiente física. Realizou diversas publicações e palestras, recebendo diversos prêmios e reconhecimentos. Entre eles, em 2005 foi indicada ao Comitê Consultivo de Deficiência Física do Departamento de Estado dos EUA.
– Todos nós conhecemos muitos exemplos de muitos cristãos que já sofreram ou ainda sofrem com muitas provações.

Transição
– As provações são uma realidade na vida de todos os crentes em Cristo Jesus.
– O texto nos traz alguns ensinamentos acerca das provações pelas quais Deus nos permite passar.

I.) As provações devem ser consideradas e reconhecidas como motivo de alegria – v. 2
– “É uma ordem categórica e sugere a necessidade de uma decisão definitiva no sentido de tomar uma atitude alegre”.
– “O ‘toda a’ pode sugerir que a alegria não deve ser misturada com outras emoções – ‘tende por motivo de somente alegria’ – mas provavelmente enfatize em primeiro lugar a qualidade da alegria (‘grande alegria’)”.
– “Essa ordem se aplica a uma situação em que a reação de alegria não seria muito natural” (Douglas J. Moo).
– Por que devemos nos alegrar nas provações? Porque elas têm uma finalidade, o que veremos na sequência.

II.) As provações são passageiras – v. 2
– “O texto diz ‘passardes’, não ficardes” (Rev. Hernandes D. Lopes).
– Elas não são eternas, uma hora vão passar, vão se findar, nem que seja na eternidade.
– Exemplo de José: invejado, lançado numa cova, vendido, traído, escravizado, tentado, encarcerado, etc. Mas chegou um momento em que essas provações passaram.

III.) As provações são e serão várias e variadas ao longo de nossa jornada terrena – v. 2
– A palavra grega é “poikilos” cujo significado é multicolorido, variado, várias.
– As provações são multicoloridas, possuem muitas cores, são várias e variadas.
– Exemplo de Jesus: recém-nascido foi levado para o Egito para fugir da fúria de Herodes; teve uma infância muito simples; já no início da adolescência começou a trabalhar como carpinteiro; perdeu o ‘pai’ ainda muito jovem; foi uma espécie de arrimo para a sua família; foi perseguido pelas autoridades religiosas dos judeus; foi traído por um de seus discípulos; foi condenado injustamente; foi açoitado brutalmente; sofreu a pena de morte mais cruel.
– Hb 5.8: “…embora fosse Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu”.
– As provações serão muitas, portanto, se concentre apenas nas provações do presente, “pois basta a cada dia o seu mal”.

IV.) As provações são testes, provas da nossa fé – v. 3
– A palavra grega é “dokimion” cujo significado é teste, prova. “A palavra se refere ao processo pelo qual prata e ouro são refinados pelo fogo […] o sofrimento é o meio através do qual a fé, testada no fogo da adversidade, pode ser purificada e então fortalecida” (D. J. Moo).
– “A vida é um teste” (Rick Warren).
– Exemplo de Jó. Depois de ter passado pelo processo de prova, ele pôde dizer: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem” (42.6).

V.) As provações visam a um propósito (finalidade) específico – v. 3,4
– A fé, uma vez provada (testada) e confirmada (aprovada), produz perseverança.
– “Esta palavra (hypomone, no grego) indica a qualidade que se exige dos cristãos que enfrentam adversidades”. Tem o sentido de ‘firmeza’, ‘força estável’ e ‘persistência heróica’.
– “Pede-se ao cristão que reaja com alegria às provações, porque ele sabe que elas operam para produzir uma fé mais profunda, mais forte e mais segura” (D. J. Moo).
– Ler Rm 5.3,4 e 1 Pe 1.6,7.
– “A perseverança deve ter ação completa” (v. 4) – literalmente, uma obra perfeita. A perseverança deve produzir frutos completos e apropriados.

– “… para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes” (v. 4).
– Perfeitos, ou seja, maduros. “Cristãos maduros são o produto final das provações”.
– Íntegros, ou seja, completos, inteiros. “A palavra denota a inteireza de todas as virtudes cristãs” (Chave linguística do NT grego).
– Em nada deficientes, “não falhando em nada” (NTLH), “sem lhes faltar coisa alguma” (NVI).

– Um grande exemplo aqui é o Apóstolo Paulo. Ele foi perseguido, preso, açoitado, apedrejado, sofreu naufrágio, foi traído. No entanto, ele permitiu que todas essas coisas fossem meios para o tornarem mais parecido com Cristo.

Conclusão
– As provações são permitidas por Deus como instrumentos e oportunidades para que nos tornemos cada vez mais parecidos com Jesus (ler Rm 8.28,29). Por isso devem ser motivo de grande alegria!

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 21.09.2019.

Visite o site do Pr Ronaldo em http://www.ronaldoguedesbeserra.com.br

Publicado em Esboços de Sermões - Sermões Textuais | Marcado com , , , , , , | Deixe um comentário

Como Deus nos trata a fim de darmos mais frutos

Texto: João 15.2

Introdução
– Olhando para as vidas de alguns dos principais personagens da história bíblica (Abraão, José, Moisés, Davi, Paulo) notamos um padrão do tratamento de Deus no sentido de prepará-los para os Seus propósitos em suas vidas, ou seja, para frutificarem.
– Podemos resumir os propósitos de Deus na vida destes personagens com uma só frase. Você já descobriu o propósito de Deus para a sua vida? Poderia resumi-lo em uma única frase?
– Essa descoberta também é um processo. Não ocorre da noite para o dia.
– Rick Warren ensina que podemos ter uma dica de como Deus que nos usar (qual o Seu propósito, qual a missão que Ele reservou para nós) a partir da combinação de pelo menos cinco fatores:
F ormação espiritual (dons espirituais específicos)
O pções do coração (áreas de interesse, o que você ama fazer)
R ecursos pessoais (talentos naturais, habilidades específicas)
M odo de ser (personalidade, temperamento)
Á reas de experiência (histórico familiar, educacional, vocacional, espiritual, ministerial, situações difíceis).

Proposição
– A fim de darmos mais frutos, de cumprirmos o propósito de Deus para as nossas vidas, Deus nos trata.
– Nesse processo de tratamento, Deus permite que passemos por alguns estágios. (Vamos falar de 7 estágios, sendo que o primeiro e o último não são processos de tratamento especificamente. Os processos específicos de tratamento são os de número 2 a 6, relacionados abaixo).

I.) Estágio das promessas e dos sonhos
– Ainda não é um processo de tratamento propriamente dito.
– Deus faz promessas a Abraão (Gn 12.1-3).
– Deus dá sonhos a José (Gn 37.5-11).
– Deus faz Moisés perceber as razões de sua história ser tão diferente das histórias dos outros meninos que nasceram na mesma época em que ele nasceu (At 7.25).
– Deus manda o profeta Samuel ungir o futuro rei Davi e faz nascer no coração de Davi o sonho de reinar sobre Israel (1 Sm 16.11-13).
– Aplicação: que promessas e sonhos Deus tem feito a você?

II.) Estágio da preparação
– José é preparado para administrar fartura na casa de Potifar (Gn 39.3-6) e é preparado para administrar escassez na casa do cárcere (Gn 39.20-23).
– Moisés é preparado para escrever o Pentateuco (se tornar um legislador) ao ser instruído em toda a sabedoria dos egípcios em seus primeiros 40 anos de vida (At 7.22); é preparado para liderar e pastorear o povo de Israel durante os 40 anos que viveu no deserto cuidando das ovelhas de seu sogro (At 7.29,30).
– Davi é preparado para pastorear o povo de Israel ao pastorear as ovelhas de seu pai (1 Sm 16.11); prepara a base de seu poderoso exército enquanto era fugitivo de Saul (1 Sm 22.1,2); envia presentes aos anciãos de Israel preparando o caminho para se tornar rei (1 Sm 30.26-31).
– Paulo foi instruído aos pés de Gamaliel (At 22.3) e depois de sua conversão passou um tempo na Arábia para provavelmente fazer uma releitura do AT à luz de Jesus como o Messias prometido (Gl 1.15-18).
– Aplicação: as circunstâncias difíceis pelas quais você tem passado podem ser exatamente o expediente que Deus está usando para prepará-lo para os propósitos que Ele tem para a sua vida!

III.) Estágio da espera e obscuridade
– Abraão, depois de ter chegado à Palestina, espera 25 anos pelo cumprimento da promessa de Deus (Gn 12.4 com Gn 21.5).
– José, desde que teve os sonhos até se tornar governador do Egito, espera treze anos (Gn 37.2 com Gn 41.46).
– Moisés esperou 80 anos para começar a missão que Deus lhe confiou (At 7.23,30), ou seja, os primeiros dois terços de sua vida foram para preparação e o último terço para a execução da tarefa. Até os 80 anos Moisés era tão somente um ilustre desconhecido.
– Desde a unção feita pelo profeta Samuel até se tornar rei Davi teve de esperar muitos anos, talvez aproximadamente 15 anos (2 Sm 5.4,5).
– Aparentemente, o ministério do apóstolo Paulo só começou a deslanchar depois que Barnabé foi buscá-lo em Tarso para ajudar na igreja de Antioquia. Até então, Paulo era um ilustre desconhecido ainda que já tivesse tido contato com os apóstolos (At 9.20-30; 11.25,26; 13.1-3).
– O próprio Jesus não começou o seu ministério aos 18 anos, mas aos 30 anos (Lc 3.23). Neste período e no início de seu ministério ainda não era conhecido (obscuridade).
– Aplicação: você tem tido de esperar muito? Ainda está vivendo o período de obscuridade em sua vida? Entenda: isso tudo faz parte do tratamento de Deus!

IV.) Estágio do sofrimento
– A espera, citada no ponto anterior, gera sofrimento emocional.
– José perdeu a sua mãe quando ainda jovem (Gn 35.16-19); foi traído por seus próprios irmãos, jogado em uma cisterna, vendido como escravo (Gn 37); foi tirado abruptamente de sua terra natal, do convívio com a família e teve de se adaptar forçosamente a uma nova cultura; quando as coisas pareciam estar melhorando foi lançado no cárcere onde passou os melhores anos de sua vida (Gn 39).
– Moisés teve de enfrentar 40 anos de deserto, uma rotina cansativa em um ambiente inóspito (At 7.20-34).
– Davi foi vítima da inveja e da implacável perseguição do rei Saul (1 Sm 18.17-19; 19.8-11); teve que morar em cavernas (1 Sm 22.1); chegou ao ponto de buscar abrigo em Gate (a terra natal do gigante Golias) e, diante da desconfiança dos servos do rei teve que se fingir de louco para não ser morto (1 Sm 21.10-15); Davi chorou até não ter mais forças quando as mulheres e crianças foram levadas de Ziclague; ali muito se angustiou e os seus homens pensaram na hipótese de apedrejá-lo (1 Sm 30.1-6).
– Aplicação: por quais sofrimentos Deus tem permitido a você enfrentar?

V.) Estágio da tentação
– Abraão caiu na tentação de mentir duas vezes sobre o fato de Sara ser sua esposa (Gn 12.10-20; 20.1,2); também concordou em se deitar com a serva Agar por sugestão de sua esposa (Gn 16.1-4).
– José venceu a tentação de se deitar com a mulher de Potifar (Gn 39.7-12).
– Moisés caiu na tentação de matar um egípcio (At 7.24).
– Davi venceu por duas vezes a tentação de matar o rei Saul que o perseguia (1 Sm 24.1-7; 26.1-16).
– Aplicação: o nosso adversário colocará muitos pratos atraentes em nossa caminhada. Existem muitas ‘cascas de banana’ ao longo da jornada. Vigiemos!

VI.) Estágio da frustração
– A espera também gera muita frustração.
– Em algum momento, José pode ter ficado frustrado imaginando que os seus irmãos tinham estragado os sonhos de Deus para a vida dele.
– Aos 80 anos Moisés ainda não havia conquistado nada na vida; apenas apascentava o rebanho de seu sogro no deserto (Ex 3.1).
– Aplicação: você perdeu o controle ao longo do processo? Que tipo de frustração você tem enfrentado? Deus está trabalhando em todas as coisas!

VII.) Estágio do cumprimento dos propósitos de Deus
– Abraão testemunha o nascimento de Isaque (Gn 21.1-5); José se torna governador do Egito (Gn 41.37-45); Moisés é usado por Deus para tirar o povo de Israel do Egito e conduzi-lo rumo a Terra Prometida (At 7.35,36); Davi se torna rei de Israel (2 Sm 5.4,5).; Paulo se torna o maior missionário de todos os tempos.
– Se cumpriu bem todas as etapas anteriores, quando chegar neste estágio, você estará preparado para cumprir a missão de Deus para a sua vida. Por isso é necessário não queimar etapas ao longo do processo.
– No processo de tratamento Deus cuidará de quebrar o seu ego e o seu orgulho. Assim, você terá plena consciência de que não foi por seus méritos que chegou aonde chegou.
– Não pense que este estágio não trará novos desafios. Afinal, não foi nada fácil para José administrar toda a terra do Egito; foi muito penoso a Moisés liderar um povo rebelde por mais 40 anos; Davi se descuidou como rei, caiu em pecado e teve de enfrentar difíceis consequências em sua família e reinado; Paulo foi perseguido, apedrejado, açoitado, sofreu naufrágio, foi preso e martirizado pela causa de Cristo.
– Depois de tudo o que ouviu, você ainda está disposto a se deixar tratar e trabalhar por Deus? Ainda está disposto a cumprir os propósitos de Deus para a sua vida?

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 28.08.2019.

Visite o Site do Pr Ronaldo em http://www.ronaldoguedesbeserra.com.br

Publicado em Estudos Bíblicos, Liderança, Temas Avulsos | Marcado com , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário