A Família do Filho Pródigo

Par_bola-do-filho-pr_digoEsboço baseado em mensagem pregada pelo Pr. Josué Gonçalves.

Texto: Lucas 15.11-32

Introdução:
> A família do filho pródigo experimenta uma grande crise.
> O pai faz uma leitura positiva da crise que estava vivendo; ele não se deixou perder com as perdas que estava sofrendo.
> O que podemos aprender com esse pai, com esse filho, com essa família?

1. Nem tudo na família sai como nós planejamos
> Apesar de tudo o que fazemos.
> O filho pródigo tinha tudo para ficar; o seu pai era um ótimo pai (representa o próprio Deus na parábola).
> Por melhor que façamos, isso não elimina o direito de escolha, livre-arbítrio de cada um (inclusive na família).

2. Faça sempre o melhor para amanhã não sofrer com a dor da culpa, do remorso, do arrependimento.
> O pai podia sofrer a dor da separação, da perda, da saudade, mas não com a dor da culpa.
> Faça o melhor para todos em sua família.
> O filho pródigo desistiu do pai, mas o pai nunca desistiu do filho.

3. Em tempo de crise não deixe Satanás fechar na sua casa a porta da reconciliação.
> O pai deixou a porta aberta para o filho; não o ameaçou: “se sair por esta porta, não volte mais”!
> O milagre passa pela porta da reconciliação.

O que o Pai do filho pródigo teria a dizer a nós para vencermos em tempos de crise familiar?

1. Nunca deixe morrer a esperança (sonhos) dentro do seu coração!
> O pai não perdeu a esperança de ver o filho voltar; ele não saia da varanda esperando o filho; talvez tenha comprado o vestido, o anel, conservado a sandália e cevado o bezerro, pois tinha esperança de que o filho haveria de voltar!
> Não deixe seus sonhos (quanto à família) morrerem!

2. Construa um ambiente marcado pela Graça (tratar o outro de uma forma que ele não merece).
> Todas as ações do pai foram manifestações da graça:
a. Em sua reação quando o filho lhe pediu a sua parte na herança (e o que isso significava – o pai dá 1/3 da fortuna para um filho que desejava sua morte)!
b. Quando o filho volta maltrapilho, sem dinheiro, o pai vai ao seu encontro; não o reprova; não lhe cobra o dinheiro; não lhe joga nada na cara; o Pai o abraça e o perdoa; coloca-lhe o vestido, o anel, a sandália, manda preparar o bezerro.
c. O pai vai ao encontro do irmão do filho pródigo, ouve-o!
> Será que não está faltando graça em nossas casas?
> Relacionamentos vêm antes de regras; quando falta graça invertemos a ordem de prioridades! Quando falta graça a indiferença petrifica o coração da família.
> Quando falta graça construímos mais paredes que separam do que pontes que unem!
> Quando falta graça todo estrutura rígida quebra com facilidade. Jesus veio em graça e verdade.

O que o filho pródigo teria a nos dizer depois de suas experiências?

1. Cuidado com suas decisões em tempo de crise porque se você decidir errado seu fim vai ser entre os porcos.
> Não se precipite.

2. Saiba sair, porque eu saí da forma errada, na hora errada, me envolvi com pessoas erradas e fui parar no lugar errado.
> Casamento é permanente; filhos são temporários.
> Sair com a benção de Deus; exemplo de Rebeca quando saiu de casa para se casar com Isaque!

3. Não deixe para dar valor para sua família quando você estiver entre os porcos ou no inferno.
> Exemplo do Rico e Lázaro. O rico só se lembrou de seus irmãos quando já estava no inferno.

4. Ainda que você tenha decidido errado e perdeu absolutamente tudo, nunca é tarde para dizer: “Levantar-me-ei e irei ter com meu pai …”
> Você pode ter tudo o que perdeu se houver arrependimento genuíno!

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Pecados contra o Espírito Santo

fb1ddcedomo-identificar-problemas-de-audio-internaResumo extraído de: “GRAHAM, Billy. O Espírito Santo. São Paulo: Edições Vida Nova, 1990, p. 61-78, cap. 10”.

A Blasfêmia contra o Espírito Santo
O pior pecado; para este pecado não há perdão. Todos os outros pecados contra o Espírito Santo são cometidos por crentes. Podemos nos arrepender deles, receber perdão e fazer um novo começo. A blasfêmia contra o Espírito Santo, chamado de “o pecado imperdoável”, é cometido por descrentes (Mt 12.31,32). O pecado imperdoável implica na rejeição total e irrevogável de Jesus Cristo.
Em Atos 7.51, Estevão estava dizendo aos seus ouvintes que eles eram culpados dos mesmos pecados que seus pais, que se tinham recusado a levar a sério as mensagens dos profetas. O pecado infeccionou tanto o coração das pessoas não regeneradas que elas estarão sempre resistindo ao Espírito Santo. A carne e a mente perversa sempre O combatem. Estas pessoas não darão acolhida à Palavra de Deus enquanto o Espírito Santo não obtiver a vitória sobre eles. Estevão estava dizendo algo mais: da mesma maneira como o Espírito tinha lutado em vão com muitas pessoas no Antigo Testamento, que depois foram condenadas, também seus ouvintes, naquela época e hoje, seriam condenados se não prestassem atenção à atuação do Espírito em seu coração. Este pecado, resistir ao Espírito, quando praticado por muito tempo, leva à condenação eterna. A única maneira de o pecador receber o perdão por este pecado é deixar de resistir ao Espírito Santo e abrir o coração para Jesus, de quem o Espírito dá testemunho.
Cristãos devem hesitar muito para tomar dogmaticamente suas decisões próprias sobre se alguém cometeu o pecado imperdoável. Deixe esta decisão com o Espírito Santo e com Deus-Pai. Nossa parte é instar sempre com as pessoas para que se arrependam e se voltem para Jesus, porque nós não sabemos se o Espírito já cessou de atuar neles ou não.
O pecado imperdoável é rejeitar as verdades sobre Cristo. É rejeitar de maneira completa e definitiva o que o Espírito Santo diz sobre Jesus Cristo. Você rejeitou a Cristo, e disse em seu coração que o que a Bíblia diz sobre Ele é mentira? Se for este o caso, você está em uma situação perigosa. Você tem de aceitar as verdades sobre Cristo em confissão humilde, arrependimento e fé. Persistir na descrença poderia ser trágico, levando-o a uma eternidade sem Deus. Por outro lado, você pode ser crente, mas cometeu algum pecado o qual você até agora pensou que o impedisse de ser salvo. Não interessa o que é: lembre-se que Deus o ama, e que quer perdoar este pecado. Você só precisa confessar este pecado a Ele e perdi-Lhe perdão. Este pecado – o que quer que seja – não é o pecado imperdoável. Só que você tem de fazê-lo sair de sua vida (Sl 103.12).

Entristecer o Espírito
Pecados contra o Espírito Santo que podem ser cometidos por cristãos: entristecer e apagar o Espírito. Quase tudo o que nós fazemos de errado pode ser incluído em um destes dois termos.
Em Efésios 4.30, Paulo não está falando de julgamento, no sentido de que o que estamos fazendo aqui está nos separando do amor de Deus e nos fará ir para o inferno. Está, isto sim, falando de coisas que não combinam com a natureza do Espírito Santo e por isso O ferem em Seu ser e O entristecem. Podemos magoar ou irar alguém que não nos tem afeição, mas só podemos entristecer quem nos ama.
Como um cristão pode entristecer o Espírito Santo? Ler Efésios 4.20-32. Podemos saber o que entristece o Espírito analisando nossa conduta à luz das palavras que a Escritura usa para caracterizar o Espírito. O Espírito Santo é o Espírito da: [1] Verdade, Jo 14.17 (tudo o que é falso, enganoso e hipócrita O entristece); [2]Fé, 2 Co 4.13 (dúvidas, desconfiança, ansiedades e preocupações O entristecem); [3] Graça, Hb 10.29 (tudo em nós que é duro, amargo, malicioso, indelicado e indisposto para perdoar e amar O entristece); [4] Santidade, Rm 1.4 (tudo que é impuro, sujo ou degradante O entristece).
O que acontece quando nós entristecemos o Espírito Santo? Ele gosta de nos revelar o que é de Cristo. Também nos proporciona alegria, paz. Mas quando nós O entristecemos, Seu ministério fica interrompido. Quando eu me desvio do caminho claro da vontade de Deus, então o ministério do Espírito em minha vida está prejudicado. Sua atuação é interrompida, mas Ele continua presente. Ele não é afastado, somente Sua atuação é prejudicada. Assim que o fio partido é restaurado, Seu ministério pleno recomeça.
Entristecer o Espírito Santo não implica em perdê-lO. Eu continuo selado por Ele; Ele não deixa de morar em mim. Nenhum crente pode entristecê-lO a ponto de Ele o deixar totalmente (Ef 1.13; 4.30; Rm 8.23). Podemos escorregar, mas isso é bem diferente de cair da graça ou perder o Espírito Santo totalmente. Mas quando nós O entristecemos, Ele retira de nós a alegria e o poder até que renunciemos e confessemos o pecado. Estou convencido que, uma vez batizados no corpo de Cristo, tendo o Espírito Santo em nós, nunca mais seremos abandonados por Ele. Estamos selados para sempre. Ele é a garantia, o penhor do que virá. Ele nos concede alegria contínua por sabermos que somos de Deus; esta alegria só cessa quando alguma obra da carne entristece Aquele que nos selou (Tg 4.5).

Apagar o Espírito
Ler 1 Ts 5.19. Entristecer dá a ideia de mágoa, de sofrimento. Tem a ver com a maneira com que nós ferimos o coração do Espírito em nossa vida particular. Apagar significa “abafar, extinguir” e nos lembra do conceito bíblico de que o Espírito é um fogo. Não quer dizer que O expulsamos, mas que abafamos o amor e o poder do Espírito.
Um fogo se apaga quando lhe tiramos o combustível. O fogo do Espírito fica bloqueado quando deixamos de orar, falar de Cristo ou ler a Palavra de Deus. Estas coisas são veículos que Deus usa para nos dar o combustível para manter o fogo. Outra maneira de apagar um fogo é jogar água ou terra sobre ele, ou sufocá-lo com um cobertor. Um pecado intencional apaga o Espírito. O momento de confessar isto a Deus é exatamente este; arrependa-se. E depois viva cada dia na plenitude do Espírito, sensível à Sua orientação e ao Seu poder em sua vida.

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Por Que Não Devemos Andar Ansiosos?

WallpaperTexto: Mateus 6.25-34

Introdução
> O que é ansiedade? Estado de insegurança; está associada a uma busca de significado, à necessidade de se sentir amado e apreciado; viver dia a dia em estado de alerta, prisioneiro do passado, não conseguir entregar-se à aventura da descoberta; necessidade de controlar o que vai acontecer; medo do futuro; necessidade de controlar tudo e todos; sofrer por antecipação; não sentir tranquilidade em momento algum; correria; se envolver em várias atividades para não entrar em contato consigo mesmo, por temor do que possa surgir de uma reflexão mais profunda sobre a própria existência (Definição extraída do livro: “O evangelho e as questões emocionais”, capítulo escrito por Dagmar Silva Pinto de Castro).

Transição
> A vontade de Deus para nós é que não andemos ansiosos!
> O texto nos mostra algumas razões pelas quais não devemos viver em ansiedade, ou seja, vamos responder a seguinte questão: Por que não devemos andar ansiosos?

I.) Porque a vida e o corpo são mais valiosos do que o alimento e as vestes – v. 25
> A vida é mais importante do que os bens materiais
> “Ser” é mais importante do que “ter”

II.) Porque o nosso sustento e provisão procedem do Pai Celeste – v. 26,28-30
> Exemplo das aves dos céus e dos lírios dos campos
> Ler Salmo 127.1-3

III.) Porque a nossa ansiedade não pode acrescentar nem um dia à nossa existência – v. 27
> Não pode acrescentar, mas pode nos abreviar a vida, pois a ansiedade e o desequilíbrio emocional podem provocar doenças psicossomáticas, ou seja, podem trazer consequências para nossa saúde física.

IV.) Porque a ansiedade é sinal de falta de fé na fidelidade de Deus – v. 30
> Alguém já disse que a ansiedade é o pecado da falta de fé na fidelidade de Deus!

V.) Porque a ansiedade gera inquietação e preocupação – v. 31
> Preocupação = Pré ocupação

VI.) Porque Deus sabe exatamente do que precisamos – v. 32
> Deus satisfará nossas necessidades e não nossos caprichos!

VII.) Porque quando buscamos o Reino e a Justiça de Deus em primeiro lugar, todas as nossas necessidades serão supridas – v. 33
> O nosso problema é que muitas vezes invertemos a ordem: buscamos em primeiro lugar todas as demais coisas e se sobrar algum tempo e recursos buscamos o Reino e a Justiça de Deus.

VIII.) Porque temos de aprender a viver um dia de cada vez – v. 34
> O amanhã trará os seus cuidados, basta a cada dia o seu próprio mal
> Vivamos o hoje; não vamos sofrer por antecipação!

Pr. Ronaldo Guedes Beserra – SP, 30.03.2016

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Vitória Sobre o Desequilíbrio Emocional

522Texto: 1 Rs 19.1-18

Introdução
> Breve histórico da vida de Elias até este ponto de sua vida.
> Falar sobre como Elias chegou ao ponto de ficar depressivo.

Transição
> O desequilíbrio emocional tem suas causas, seus sintomas e existem formas de vencê-lo.
> O texto nos mostra alguns ensinos sobre causas, sintomas e formas de vitória sobre o desequilíbrio emocional:

I.) O desequilíbrio emocional pode surgir como consequência de ameaças e oposição – v. 1,2
> A ameaça e a oposição da rainha Jezabel levaram Elias a um processo depressivo.
> Jesus soube como lidar com a pressão da oposição e das ameaças. Nem todos estão suficientemente protegidos emocionalmente para saber lidar com esses desafios.
> Precisamos aprender a proteger nossas emoções contra ameaças e oposição!

II.) O desequilíbrio emocional se manifesta através de vários sintomas – v. 3-14
> Medo – v. 3
> Fuga – v. 3,4 (Deserto é um símbolo de aridez, inclusive emocional)
> Interrupção da normalidade, da rotina diária – v. 3 (Deixou o seu moço em Berseba)
> Ausência do prazer de viver – v. 4 (Moisés, Jó e outros homens de Deus também pediram a morte)
> Alteração do sono e do apetite – v. 5-8
> Isolamento – v. 9 (Caverna)
> Desânimo, lamentação, autocomiseração – v. 10
> Falta de sensibilidade espiritual – v. 11-14
– Elias aprendeu que o Senhor não é um Deus de espetáculos. Às vezes a obra dEle é experimentada na simplicidade […] Deus estava operando na vida de muitas pessoas!
– Mesmo depois de o Senhor se revelar Elias continuava com o mesmo discurso!

III.) O desequilíbrio emocional é vencido quando tomamos consciência da missão, do propósito e dos planos de Deus para nós – v. 15-17
> Deus levantou Elias daquele momento de depressão mostrando-lhe missões específicas, mostrando-lhe Seus propósitos e planos para a vida do profeta.
> Deus tem uma missão para cada um de nós. Ele tem propósitos e planos específicos para as nossas vidas. Busquemos conhecê-los e saiamos a conquistá-los.
> “O que fazes aqui Elias?” Saiamos da caverna e sigamos para cumprir os propósitos de Deus para nós!

IV.) O desequilíbrio emocional é vencido quando Deus nos mostra que Ele está agindo, ainda que os nossos olhos naturais não estejam conseguindo perceber a ação de Deus – v. 18
> Elias pensou que só ele se mantinha fiel ao Senhor. Pensou que ninguém mais estivesse abrindo o coração para o agir de Deus. No entanto estava enganado. Havia ainda sete mil que não tinham se dobrado diante de Baal. Ainda que Elias não estivesse percebendo, Deus estava agindo!
> Ainda que os nossos olhos naturais não estejam conseguindo ver o agir de Deus, Ele está agindo! E esta convicção nos leva a vencer o desequilíbrio emocional!

Pr. Ronaldo Guedes Beserra em 31.03 e 05.04.2016

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Causas e Consequências do Desequilíbrio Emocional

mujer-enferma3Texto: Nm 13, 14 – ler inicialmente Nm 14.1

Introdução
> Aprender a manter o equilíbrio emocional é algo extremamente importante em nossas vidas.
> Precisamos depender de Deus para alcançar o equilíbrio emocional.
> Problemas emocionais podem gerar sérias consequências, inclusive de ordem física.

Transição
> O desequilíbrio emocional tem várias causas e consequências.
> O texto nos traz alguns ensinamentos através dos quais podemos aprender sobre algumas causas e consequências do descontrole emocional.

I.) O desequilíbrio emocional é causado pela falta de fé nas promessas de Deus – Nm 13.1-3,25-33
> A falta de fé dos dez espias gerou um desequilíbrio emocional neles mesmo
> A falta de fé e o desequilíbrio emocional dos dez espias influenciaram toda a congregação de Israel
> Quando deixamos de crer que Deus está cuidando de nós (Mt 6.25-33), de que Ele está no controle de nossas vidas (Rm 8.28), ficamos sujeitos ao descontrole emocional!

II.) O desequilíbrio emocional é causado pela maneira como reagimos àquilo que ouvimos de outras pessoas – Nm 14.1
> Devemos evitar ouvir o que não edifica ou buscar interpretar os fatos a partir de uma perspectiva de fé!

III.) O desequilíbrio emocional gera reações perigosas – Nm 14.2-4
> Murmuração – v. 2 a
> Palavras insensatas – v. 2 b
> Questionamento dos caminhos de Deus – v. 3 a
> Consideração de ações desesperadas – v. 3 b, 4
> Ideias criminosas – v. 10

IV.) O desequilíbrio emocional gera desgastes naqueles que procuram se manter emocionalmente equilibrados – Nm 14.5,6
> Moisés, Arão, Josué e Calebe foram afetados pelo descontrole emocional dos israelitas!

V.) O desequilíbrio emocional nos impede de ouvir bons conselhos – Nm 14.7-10 a
> A pessoa que está descontrolada emocionalmente não consegue se acalmar para ponderar boas orientações e conselhos! Não controla suas emoções, mas é controlado por elas!

VI.) O desequilíbrio emocional pode trazer consequências tristes e duradouras – Nm 14.10-38
> Deus não destruiu o povo naquele momento, pois ouviu a intercessão de Moisés – v. 10-19
> Todavia, toda aquela geração morreu no deserto – v. 29
> Ao invés de entrarem na Terra Prometida naquele momento histórico, tiveram de esperar mais 40 anos para o cumprimento da promessa de Deus – v. 34
> Aqueles que inflamaram negativamente ao povo morreram de praga – v. 37

Pr. Ronaldo Guedes Beserra – SP, 23.03.2016.

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Deus Abre as Portas da Prisão!

maxresdefaultTexto: Atos 16.16-40

Introdução
> Elucidar o contexto dos acontecimentos (v. 16-24): chegada da equipe missionária a Filipos, a cura da jovem com espírito de adivinhação, a reação dos seus donos e de toda a cidade, a reação das autoridades, os açoites e a prisão de Paulo e Silas (imaginar o sofrimento físico ao qual foram submetidos).
> Todavia, Deus lhes abriu as portas da prisão!

Transição
> Deus é poderoso para abrir as portas nos momentos mais difíceis e críticos da nossa existência, inclusive em momentos de ‘prisão’.
> O texto nos mostra alguns ensinamentos sobre a abertura das portas de Deus em nossas vidas.

I.) Deus abre portas quando oramos e adoramos a Deus, e testemunhamos, mesmo nas circunstâncias mais adversas – v. 25
> Elucidar a situação de Paulo e Silas. Eles haviam sido açoitados, presos no cárcere interior, os pés presos a um tronco.
> Não reclamaram, não murmuraram, não se acusaram mutuamente, não se ‘revoltaram’ contra Deus, já que foram presos fazendo a Sua obra.
> “Por volta da meia noite”, ou seja, no momento de intensas trevas, eles oravam e adoravam! E esta atitude deles servia de testemunho aos outros presos que se encontravam naquele cárcere.
> A atitude deles foi determinante para que Deus lhes abrisse as portas da prisão.
> Qual tem sido nossa reação quando passamos por momentos de prisão em nossas vidas? Reclamamos, murmuramos, arrumamos um culpado? Nos ‘revoltamos’ contra Deus? Ou oramos e adoramos, dando assim um bom testemunho aos que nos cercam?

II.) Deus abre portas para que livremos da morte aqueles que estão prestes a se perder – v. 27-29
> Em seu desespero o carcereiro estava prestes a tirar a própria vida. Paulo percebe a situação e exorta-o a não fazer tal coisa.
> Deus nos abrirá portas, ou já nos tem aberto portas, para que sejamos seus instrumentos para livrar pessoas da morte, seja literal, seja espiritual, familiar, etc.
> Uma palavra, um olhar, um pequeno gesto podem fazer a diferença na vida de alguém em desespero.
> Deus abrirá portas em nossas vidas, ou já nos tem aberto portas, para que possamos trazer equilíbrio para alguém em desespero.
> Ler Pv 24.11,12.
> Temos nos colocado como instrumentos do Senhor para livrar aqueles que estão sendo levados para a morte?

III.) Deus abre portas para que anunciemos a Palavra de Deus àqueles que ainda não conhecem a salvação que há em Cristo Jesus – v. 30-34
> Paulo e Silas anunciaram a mensagem de salvação para o carcereiro.
> Deus nos abrirá portas, ou já nos tem aberto portas que nos trarão oportunidades para pregar o evangelho àqueles que o precisam ouvir. Devemos estar atentos às oportunidades de falar do amor de Cristo.
> Não podemos falar de Cristo a todas as pessoas, mas talvez somente nós teremos acesso de falar às pessoas com as quais estamos convivendo em nosso trabalho, escola, vizinhança, etc. Devemos nos entender como missionários no lugar onde Deus nos colocou, naquela porta que Ele nos abriu ou abrirá. Devemos usar nossa atividade profissional como um instrumento para alcançar vidas com o evangelho.
> Deus pode nos levar a pregar o evangelho para pessoas que nos prejudicaram! Paulo e Silas haviam sido colocados no cárcere interior pelo carcereiro, mas não deixaram de lhe anunciar a Cristo quando tiveram a oportunidade! Jonas tentou fugir e não pregar aos ninivitas, que eram grandes inimigos dos judeus. Não queria ver os seus inimigos salvos! E se Deus o levar a pregar a alguém que lhe prejudicou? Você obedeceria? Imitaria a Paulo ou a Jonas?
> Devemos buscar alcançar toda a família daquele a quem estamos evangelizando. Paulo e Silas alcançaram toda a família do carcereiro.
> Devemos levar os que evangelizamos à integração, pelo batismo (v. 33) e à comunhão (v. 34).
> Temos aproveitado as portas que Deus tem nos aberto para falar do amor de Cristo?

IV.) Deus abre portas para nos honrar diante daqueles que nos negaram direitos e nos humilharam e prenderam injustamente – v. 35-40
> Por serem cidadãos romanos, Paulo e Silas tiveram os seus direitos negados. Foram humilhados publicamente através dos açoites e presos injustamente, sem ter havido um processo formal contra eles.
> Depois as autoridades romanas quiseram soltá-los, mas eles não aceitaram serem soltos sem que houvesse desculpas formais.
> Certas atitudes de outras pessoas podem ferir nossos direitos, nos humilhar publicamente e até nos ‘prender’ por determinados períodos a uma situação de desemprego, baixa autoestima, mágoa, ressentimento, etc, embora não devamos dar lugar a estes sentimentos negativos.
> Deus abre portas para nos honrar. Abriu as portas do cárcere de Paulo e Silas para honrá-los diante das autoridades romanas que os tinham injustiçado. Todavia, quando Deus nos honrar não significa necessariamente a aniquilação daqueles que nos prejudicaram.
> A vingança não pertence a nós, pertence ao Senhor (Rm 12.19). Ele sabe a maneira e a dose certa de tratar a cada um. Se nós fossemos nos vingar a nós mesmos, erraríamos na maneira e na dose. Deixemos isso nas mãos de Deus.

Pr. Ronaldo Guedes Beserra – SP, 12 e 15.03.2016

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Carta à Igreja de Laodicéia – Série Igrejas do Apocalipse (Parte 8)

ESCATOLOGIA - APOCALIPSE - Carta á Igreja de LAODICÉIA - LOGOTexto: Apocalipse 3.14-22

Introdução
> A cidade de Laodicéia era um centro bancário e industrial de destaque. Um terremoto a danificou em 60-61 d.C., mas foi capaz de financiar a reconstrução com seus próprios recursos!
> Cada uma das sete igrejas destacadas nos capítulos 2 e 3 de apocalipse, provavelmente representam um período da história da igreja:
– Éfeso – Fim da idade apostólica;
– Esmirna – Os primeiros séculos de perseguição;
– Pérgamo – A época de Constantino, prosperidade temporal;
– Tiatira – A época da apostasia papal;
– Sardes – A idade média;
– Filadélfia – O período da Reforma, época de Lutero;
– Laodicéia – Os últimos dias.

Transição
> Deus quer e nós também devemos desejar experimentar um avivamento urgente e eficaz.
> O texto nos mostra alguns ensinamentos que devemos aprender para experimentar um avivamento urgente e eficaz.

I.) Pecados a Serem Vencidos e Evitados

1.) Indiferença Espiritual – v. 15,16
> “Conheço as tuas obras …” Ele conhece tudo; podemos nos esconder dos homens, mas não de Deus! “Os olhos do Senhor estão em todo lugar …” (Pv. 15.3).
> “… nem és frio nem quente …” A falta de compromisso, a indiferença e a apatia complacente da igreja são piores que a hostilidade aberta contra o evangelho.
> Jesus disse que quem não renunciar a tudo, a todos e a si mesmo (vontades carnais, velha natureza, ego) não pode ser seu discípulo (Lc 14.26,27,33).
> Muitos hoje acham que ao irem à igreja, ao fazerem algo na obra de Deus, estão “quebrando o galho de Deus”. Deus não precisa de nós! Nós é que precisamos dEle!

2.) Orgulho Espiritual – v. 17
> Exemplificar com Lucas 18.9-14 – Parábola do fariseu e do publicano.
> Temos que nos apropriar sim de nossa posição espiritual em Cristo (… somos mais do que vencedores por aquele que nos amou … tudo posso naquele que me fortalece … Ele nos transportou das trevas para o reino do Filho de seu amor … Ele nos deu vida juntamente com Cristo …), mas não devemos esquecer de que Ele é o Senhor e nós os servos!
> Talvez alguns líderes hoje, para serem coerentes com o que pregam, deveriam rasgar de suas Bíblias o texto do Salmo 40.17: “Eu sou pobre e necessitado, porém o Senhor cuida de mim …”
> Quanto mais perto nos aproximamos de Deus, mais a nossa pobreza espiritual fica evidente – “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus …” (Mt 5.3).

3.) Destronamento de Jesus como Senhor da Igreja – v. 20
> Jesus estava do lado de fora da igreja (este texto foi escrito a uma igreja)! Haviam tirado Jesus do centro.
> Jesus é a estrela, importa que Ele cresça e que nós diminuamos (Jo 3.30).

II.) Conseqüências dos Pecados

> “… estou a ponto de vomitar-te da minha boca …” (v. 16) – “Vocês estão me causando náuseas, repulsa!”
> “… nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu” (v. 17) – Infelicidade, miserabilidade, pobreza espiritual, cegueira espiritual e nudez espiritual.

III.) Conselhos de Jesus para a Mudança

1.) Comprar Ouro Refinado pelo Fogo para te Enriqueceres – v. 18
> Por serem pobres (v. 17), Cristo está exortando a igreja que procure as verdadeiras riquezas.
> Riquezas espirituais – Mt 6.19-21; 13.44-46 (Parábola tesouro escondido e pérola de grande valor).

2.) Comprar Vestiduras Brancas para te Vestires, a fim de que não seja Manifesta a Vergonha da tua Nudez – v. 18
> Cristo faz esta exortação por estarem nus (v. 17).
> O pecado traz dois tipos de sentimentos (impressões): a nudez ou de roupas esfarrapadas.
> Adão e Eva se sentiram nus ao pecarem!
> A igreja é exortada a cobrir sua nudez com vestimentas de pureza e santidade (vestiduras brancas).

3.) Comprar Colírio para Ungires os Olhos, a fim de que Vejas – v. 18
> Cristo faz esta exortação por estarem cegos (v. 17).
> Laodicéia era um centro médico e fabricava o “pó frígio”, usado para fazer colírio. Os médicos frígios talvez ajudassem as pessoas em sua cegueira física; mas somente Cristo pode curar os olhos dos que estão cegos espiritualmente!

4.) Ser Zeloso – v. 19
> Substituir a indiferença pelo zelo.
> “No zelo não sejais remissos …” (Rm 12.11).

5.) Arrependimento Genuíno – v. 19
> Arrependimento significa mudança de vida, mudança de direção!
> Que passos práticos posso dar em direção à mudança? O que devo começar a fazer? O que devo deixar de fazer?

6.) Ouvir a batida de Jesus à porta, ouvir a voz de Jesus, abrir a porta de nossa casa para Jesus – v. 20
> Se assim fizermos, o verdadeiro avivamento virá: “… cearei com ele e ele comigo” (v.20)
> “… hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o coração …” (Sl 95.7,8).

IV.) Recompensas Alcançadas Quando Seguimos os Conselhos de Jesus

> Ver Apocalipse 2.7, 11, 17, 26-28; 3.5, 12, 21.

Conclusão

> Nunca houve tanto apelo ao pecado; vivemos na época mais difícil da história; não podemos brincar; é tempo de buscarmos a Deus e de nos separarmos do mundo!
> “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (v. 22).

Pr. Ronaldo Guedes Beserra

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