Ensinamentos a respeito do Evangelho de Cristo Jesus

Texto: 1 Coríntios 15.1-8.

I.) O evangelho em sua mais pura essência – v. 3,4
– Evangelho, no grego é boas novas ou boa mensagem.
– Qual é a essência do evangelho?
– “Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras (Is 53.5-12), e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras (Sl 16.8-10; Os 6.2)” (v.3,4).
– “O evangelho está centrado na pessoa e na obra de Cristo […] A morte de Cristo não foi um acidente. Ele não morreu porque foi vítima do poder romano nem porque foi traído pelo poder judaico. Ele não morreu porque Judas o traiu por ganância nem porque o sinédrio o condenou por inveja. Ele não morreu porque Pilatos o sentenciou à morte de cruz por covardia nem porque os soldados o pregaram na cruz por crueldade. Ele morreu porque o Pai o entregou por amor, e entregou-o desde a eternidade. A morte de Cristo não foi uma decisão de última hora, mas uma profecia que recua aos tempos eternos” (Hernandes D. Lopes).
– Ap 13.8 diz que o Cordeiro foi morto desde a fundação do mundo.
– Cristo ter sido sepultado significa que “sua morte não foi simulada, mas um fato histórico”.
– “Sua ressurreição não foi uma surpresa. Ele venceu a morte […] ao triunfar sobre ela na ressurreição. A ressurreição é a pedra angular do cristianismo e o fundamento da nossa esperança” (HDL).
– Testemunhas oculares da ressurreição – v. 5-8.

II.) O evangelho precisa ser lembrado – v. 1
– Paulo estava lembrando o evangelho aos coríntios.
– Ele não pode ser esquecido, precisa ser lembrado e relembrado.
– Como podemos nos lembrar do evangelho e de seus elementos fundamentais?
– Lendo e meditando nas Escrituras; ouvindo mensagens genuinamente bíblicas.
– Você tem aprendido o evangelho para dele se lembrar?

III.) O evangelho precisa ser anunciado / pregado – v. 1
– Paulo havia anunciado, pregado o evangelho aos coríntios.
– Temos pregado o evangelho àqueles que ainda não o conhecem? Aos nossos filhos e familiares?

IV.) O evangelho precisa ser recebido – v. 1
– Os coríntios haviam recebido o evangelho.
– Você já recebeu o evangelho? Já o entendeu, o compreendeu para que o possa receber?
– Se ainda não o fez, hoje é a oportunidade de fazê-lo.

V.) O evangelho é a mensagem da salvação – v. 2
– “O Evangelho é o meio que Cristo usa para efetuar a salvação” (Leon Morris).
– Você tem entendido a mensagem do evangelho para que possa ser salvo?
– Você tem anunciado a mensagem do evangelho para aqueles que ainda não a conhecem?

VI.) O evangelho precisa ser alvo de nossa perseverança – v. 1, 2
– “no qual ainda perseverais” (v. 1)
– “Sois salvos é presente continuo, significando, ’estais sendo salvos’. Há um sentido em que a salvação é uma vez por todas […] e também há um sentido em que ela é progressiva […] É para este caráter progressivo da salvação que Paulo dirige a atenção” (Leon Morris).
– Assim sendo, o v. 2 nos dá a entender que seremos salvos pela mensagem que o evangelho nos traz:
– “se retiverdes a palavra tal como vo-la preguei, a menos que tenhais crido em vão” (ARA)
– “desde que se apeguem firmemente à palavra que lhes preguei; caso contrário, vocês têm crido em vão” (NVI)
– “se continuarem firmes nele. A não ser que não tenha adiantado nada vocês crerem nele” (NTLH)

VII.) O evangelho precisa ser retido tal como nos foi pregado pelos apóstolos – v. 2,3.
– “se retiverdes a palavra tal como vo-la preguei” (v. 2).
– “Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi” (v. 3).
– Cristo passou a mensagem aos apóstolos e eles a transmitiram a nós.
– Não podemos dar atenção a outras tradições; não podemos mudar essa mensagem.
– A igreja primitiva permanecia na doutrina dos apóstolos (At 2.42). Nós também temos que permanecer!

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 04.07.2020.

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Lições para tempos de crises

Texto: Gn 26.1-33 (Inicialmente ler v. 12-14a).

Introdução
– Coronavírus: possivelmente estamos vivendo uma das crises mais difíceis dos últimos tempos.
– O texto bíblico nos ensina algumas lições preciosas para tempos de crises.

I.) Em tempos de crise fique atento ao direcionamento do Senhor e o cumpra – v. 2, 3a, 6.
– Fique atento às maneiras de Deus falar conosco: meditação na Palavra, circunstâncias, sonhos, conselhos sábios, etc
– Não apenas discirna, mas obedeça.

II.) Em tempos de crise não cometa os mesmos erros cometidos por outros no passado – v. 7
– Décadas antes, o pai de Isaque (Abraão) havia cometido os mesmos erros:
– Mentira, omissão da verdade.
– Falta de fé nas promessas de Deus.
– Que erros seus antepassados já cometeram no passado em momentos de crises?
– Aprenda também com os erros e os acertos de personagens bíblicos e históricos do passado.
– Quem não estuda a história está fadado a repetir os mesmos erros cometidos no passado.

III.) Em tempos de crise você precisa contar com a benção do Senhor – v. 12-14a, 28a, 29b.
– Temos que, por assim dizer, atrair a benção de Deus sobre nós!
– “A bênção do Senhor enriquece, e, com ela, ele não traz desgosto” (Pv 10.22).
– “Servireis ao Senhor, vosso Deus, e ele abençoará o vosso pão e a vossa água; e tirará do vosso meio as enfermidades” (Ex 23.25).
– “O que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à falsidade, nem jura dolosamente. Este obterá do Senhor a bênção e a justiça do Deus da sua salvação. Tal é a geração dos que o buscam, dos que buscam a face do Deus de Jacó” (Sl 24.4-6).

IV.) Em tempos de crise seja um pacificador – v. 14b-22.
– Quando Deus te abençoar, você poderá ser alvo da inveja alheia (v. 14b).
– Os invejosos tentarão ‘entulhar seus poços’ e não suportarão a sua presença entre eles (v. 15,16).
– Pacificamente, Isaque resolveu se retirar (v. 17).
– A inveja vinha de longe (v. 18).
– Isaque era mais poderoso que os seus inimigos (v. 16). Poderia guerrear contra aquelas pessoas. Mas decidiu não fazer isso.
– Às vezes não vale a pena entrar em demandas desgastantes demais.
– Pacientemente, Isaque e seus servos cavaram outros poços até encontrarem paz.
– Às vezes é melhor ter “certos prejuízos” e manter a paz, do que brigar pelos nossos direitos e viver em constante guerra.
– Além do mais, quando a benção de Deus está sobre nós, Deus vai nos abençoar em todos os novos empreendimentos nos quais nos envolvemos.
– Posteriormente, Isaque selou a paz com os seus adversários – v. 30,31.
– “Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5.9).

Conclusão
– Depois de ter cavado o poço pelo qual não contenderam (Reobote), Isaque foi para Berseba (v. 23).
– Ali o Senhor lhe apareceu e renovou as promessas feitas a Abraão (v. 24).
– Ali Isaque levantou um altar e invocou o nome do Senhor. Podemos ver, portanto, porque Isaque contava com a benção de Deus (v. 25).
– Ali abriram outro poço e foram prósperos nesse novo empreendimento (v. 25b, 32).
– Esteja atento e aplique as lições acima e você também será um vencedor nesse tempo de crise!

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, junho de 2020.

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É assim que Deus faz…

Houve um dia especialmente significativo na vida de José. Naquela manhã, como em todas as outras manhãs dos últimos anos, José acordou como um prisioneiro. Tinha diversas tarefas a realizar, outorgadas pelo carcereiro da prisão, o qual José assessorava. No entanto, inesperadamente alguns guardas o procuraram. Conduziram-no à presença de alguns oficiais do rei do Egito. Estes orientaram José a se banhar, se barbear e se preparar para uma audiência muito especial. Lhe deram roupas especiais, usadas apenas pelos nobres do Egito.
Os oficiais o conduziram à presença de Faraó, o homem mais poderoso daquelas terras no nordeste africano.
O rei lhe contou dois sonhos que o incomodavam e que nenhum de seus sábios puderam interpretar. Faraó estava inquieto. Um dos sonhos referiam-se a sete vacas gordas que haviam sido engolidas por sete vacas magras. O outro sonho se referia a sete espigas cheias que eram devoradas por sete espigas mirradas. José recebeu de Deus a interpretação e a relatou ao Faraó. Todavia, não lhe deu somente a interpretação. Lhe deu também todas as orientações de como aproveitar os sete anos de abundância que viriam, bem como enfrentar os sete anos de escassez que se sucederiam aos tempos de fartura.
Quando José terminou de falar, o rei de Egito estava boquiaberto com tanta sabedoria e discernimento. Não via em todo o seu vasto reino alguém tão capaz para gerenciar o seu grande império, como aquele homem que acabara de conhecer. Assim, Faraó nomeou José como governador de toda a terra do Egito. Assim, um homem que, naquela manhã, havia acordado como prisioneiro, ao se deitar na noite daquele mesmo dia memorável, era a segunda pessoa mais poderosa de toda a terra do Egito. Em um único dia a condição de José havia mudado de prisioneiro para governador da nação que era a maior potência de sua época.
É assim que o nosso Deus faz. Você pode estar aprisionado por alguma situação. Pode não ver saída com os seus olhos naturais. No entanto, o Senhor é Aquele que pode, em um único dia, mudar completamente a sua história! Você pode acordar ainda prisioneiro de determinada circunstância, mas pode terminar o dia em uma posição de honra! Ele é Poderoso para fazer isso, segundo o Seu querer, a Sua vontade e o Seu propósito soberano! Vamos crer, vamos esperar! A Ele toda a glória, sempre!
Seu servo em Cristo,
Pr Ronaldo Guedes Beserra

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Ensinamentos sobre a Maratona da Vida Cristã

Texto: Hb 12.1,2a

Introdução
– O autor retrata a vida cristã como uma corrida: “corramos […] a carreira”
– A corrida cristã é uma maratona e não uma corrida a curta distância.
– Esse texto nos mostra alguns ensinamentos sobre essa corrida ou maratona.

I.) A maratona da vida cristã é rodeada por uma grande nuvem (hoste) de testemunhas (expectadores) – v. 1
– Os heróis do passado descritos no cap. 11 agora são considerados expectadores, ao passo que os cristãos estão na arena.
– Os heróis são aqueles cuja fé ousada o autor elogiou. Terminaram sua parte na corrida. Passaram o bastão aos seus sucessores como numa corrida de revezamento.
– São testemunhas figuradamente, pois o autor não quer sugerir que aqueles que partiram estão agora literalmente observando do céu.
– A palavra no original para ‘testemunha’ nos diz alguma coisa acerca do caráter dos expectadores. Devem ser distinguidos da abordagem inconstante daqueles cujo único desejo é divertir-se.
– Estas testemunhas são bem qualificadas para inspirar – dão testemunho da fidelidade de Deus em sustentá-las. Estão ali para encorajar os competidores atuais.

II.) A maratona da vida cristã exige desembaraço – v. 1
– Precisamos nos desembaraçar de todo o peso.
– O cristão precisa remover tudo o que possa impedi-lo; tudo deve ser colocado de lado: empecilhos e quaisquer questões que impediriam um cristão em sua maratona.
– Que tipo de peso tem nos embaraçado? Coisas materiais, distrações, etc.
– Precisamos nos desembaraçar do pecado, o principal empecilho na corrida espiritual.
– Nos assedia, nos acossa, nos cerca de forma intensa.
– Precisamos andar no Espírito para vencer o pecado.

III.) A maratona da vida cristã exige perseverança – v. 1
– Requer esforço, resolução, persistência, resistência.
– Corrida firme até o fim apesar das dificuldades, não podemos desistir.
– Temos tido tais virtudes?

IV.) A maratona da vida cristã está proposta por Deus nós – v. 1
– Os competidores não podem escolher sua própria corrida, porque a carreira nos está proposta pelo próprio Deus. Está no programa dEle.
– “A corrida marcada para nós” (NTLH).
– É Deus quem escolhe o percurso, os obstáculos ao longo do circuito. Confiemos na soberania e sabedoria dEle, sigamos em frente sem desistir, aprendendo aquilo que Ele quer nos ensinar.

V.) A maratona da vida cristã deve ser corrida olhando para Jesus – v. 2
– Olhar firmemente para Jesus.
– O corredor de sucesso não se distrai facilmente, não deve olhar para a multidão nem para os concorrentes. Deve manter os olhos fixos em Jesus.
– O termo grego para ‘autor’ se refere a alguém que toma a liderança ou estabelece o exemplo. Foi Jesus quem primeiro ensinou a respeito da salvação, e foi Ele quem abriu o caminho para a mesma. Ele é o líder e a inspiração da fé possuída pelos homens, o alvo em direção ao qual eles se esforçam como corredores numa corrida. Jesus é o supremo exemplo a ser imitado.
– Jesus é o ‘consumador’ da fé, pois a fé teve nEle a sua expressão completa. Na NTLH “é ele quem a aperfeiçoa”.

Pr Ronaldo Guedes Beserra, com auxílio de comentários bíblicos.

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Certezas que podemos ter em momentos de incertezas

Texto: Hb 13.5b

Introdução
– Coronavírus e suas consequências.
– É como se fosse uma guerra em tempos de paz.
– Danos incalculáveis para a economia mundial.
– Campeonatos de futebol suspensos, remanejamento das agendas esportivas.
– Tudo isso causa muita incerteza, insegurança. O que será de nós? Dos nossos filhos? Passaremos algum tipo de privação? Minha empresa vai quebrar? Vou ser mandado embora? Vou ser infectado? Vou sobreviver a essa crise mundial?

Transição
– As Escrituras nos relevam algumas certezas que podemos ter em momentos de incertezas.

I.) É tempo de se humilhar diante de Deus – 2 Cr 20.1-5,13
– Josafá teve medo, o que é natural em tempos de incertezas.
– Mas ele convocou o povo para orar, jejuar.
– Como líder ele deu exemplo se colocando de pé diante da congregação.
– Até as crianças se puseram a buscar ao Senhor naquele momento de crise.
– 2 Cr 7.13,14

II.) Deus está conosco em todos os momentos – Sl 46.1; Mt 28.20; Hb 13.5b
– Ele não nos desampara jamais!
– O Espírito Santo habita em nós!

III.) Deus está no controle de todas as coisas – Sl 121.4; Rm 8.28
– Ele conhece o fim desde o princípio.
– O que está acontecendo hoje foi profetizado pelo Filho de Deus.
– Nós podemos perder o controle, mas Ele não perde jamais.
– “Estamos certos de que Deus age em todas as coisas com o fim de beneficiar todos os que o amam, dos que foram chamados conforme seu plano” (Rm 8.28 KJV).

IV.) Nada pode nos separar do amor de Deus – Rm 8.35-39
– Nem mesmo a morte!
– Temos vários textos que falam sobre livramento nas Escrituras. No entanto, a Bíblia deve ser interpretada em seu contexto mais amplo.
– Deus não poupou da morte vários de seus servos mais fiéis, embora tenha preservado outros.
– Será que nenhum cristão fiel foi infectado pelo coronavírus em todo o mundo? Nenhum cristão morreu ou morrerá?
– Temos que ter em mente que mesmo que chegarmos a este extremo, estaremos para sempre com o Senhor, pois nada pode nos separar dEle.
– Fp 1.23 – Estar com Cristo é incomparavelmente melhor!

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 19.03.2020

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Lições a serem aprendidas em meio à crise de coronavírus

Texto: Isaías 57.15

Introdução
– Essa crise internacional tem sido comparável, segundo alguns, a uma guerra mundial.
– O que ocorre em uma guerra? Isolamento, Recessão, Mortes.
– As pessoas estão escondidas em suas casas; os efeitos na economia serão devastadores (muitos empresários poderão falir, muitas pessoas ficarão desempregadas).

Transição
– Toda crise, por mais grave que seja, traz consigo lições importantes a serem aprendidas.

I.) Devemos aprender a humildade – Sl 138.6; Is 57.15
– Ricos e pobres, intelectuais e analfabetos, pessoas de todas as nações, poderosos ou pessoas comuns, todos se viram completamente impotentes diante de um vírus invisível.
– Ler e elucidar Isaías 40.12-15,17,18,21-24.
– Ler e elucidar o Sl 2.1-5,10-12.
– A nossa fragilidade e impotência ficaram expostas nessa crise.
– Nesses momentos, o orgulho, a arrogância, a soberba e a jactância devem cair por terra.

– Alguns são tão prepotentes que nunca conseguem tempo para estarem com a família, para participarem de um culto.
– Nessa crise quase todos tiveram que parar à força.
– O que custaria, portanto, ter a humildade de parar um pouco com as correrias da vida para dedicar algum tempo ao que realmente importa, como Deus e a família?

II.) Devemos praticar o altruísmo – 1 Co 10.24; 13.5; Fp 2.4.
– Não somos uma ilha, vivemos em comunidade, em sociedade.
– Não podemos ser egoístas, pensar somente em nós mesmos.
– Ex. pessoas que compram tudo, sem deixar nada para os outros.
– Atitude dos vizinhos dos meus pais.
– O que podemos fazer como igreja para ajudar os necessitados? Para aliviar a dor e o sofrimento?

III.) Devemos, como igreja, exercer o nosso papel como intercessores – Nm 16.41-50
– Houve uma rebelião liderada por Corá, Datã e Abirão contra a autoridade de Moisés e Arão.
– Os rebeldes foram devidamente punidos por Deus.
– Novo tumulto inicia-se – v. 41,42

– Deus ficou irado com a rebelião do povo e ameaçou destruir todo o povo; Deus ficou indignado e enviou uma praga que matou milhares de pessoas – v. 43-45 a, 46b, 49.
– A rebeldia provoca a ira de Deus. O mundo tem se rebelado contra Deus, contra os seus princípios e valores, contra o seu povo. Esse vírus não seria uma punição de Deus para a humanidade?

– Moisés e Arão se colocam como intercessores pelo povo diante de Deus – v. 45b, 46 a, 47,48,50.
– “O incenso ilustra a oração da fé (Ap 5.8)” (B. Shedd); simboliza a intercessão.
– “Arão e seus filhos foram escolhidos por Deus para que servissem como sacerdotes. Apenas eles poderiam ministrar no altar do Senhor” (NCB-AT).
– Hoje, a igreja é o sacerdócio real (1 Pe 2.9). Somente a igreja genuína de Cristo pode oferecer a Deus a verdadeira intercessão.
– Nessa crise as pessoas dizem: ‘Não importa a sua religião, vamos todos orar’. Com todo o respeito, as orações intercessórias que podem mudar essa situação são as orações dos nascidos de novo.
– “Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo” (Tg 5.16b); ou seja, aquele que já foi justificado pela fé em Cristo.

– “A ilustração deste sacerdote correndo para salvar as pessoas que o acusaram é memorável” (NCB-AT).
– O mundo tem odiado, ridicularizado e perseguido a igreja. Ainda assim, devemos nos colocar como intercessores dos povos diante de Deus.

– Arão se colocou em pé entre os mortos e os vivos – v. 48
– Nós como igreja precisamos hoje nos colocar diante do Senhor entre os mortos e os vivos para que essa epidemia cesse em nosso planeta.

– Arão (v. 46,47) simboliza e tipifica Cristo, que fez expiação entre a humanidade e Deus.
– Jesus morreu por nós, sendo nós ainda pecadores (Rm 5.8), amando assim a congregação rebelde (Jo 3.16).
– Por que não aproveitar esse momento de crise mundial para se voltar para Deus e entregar a sua vida ao Senhor Jesus?

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 21.03.2020.

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Todas as coisas cooperam para o bem

Texto: Rm 8.28

Introdução
– Você ama a Deus? Avalie meditando em Jo 14.21
– Há uma promessa para os que amam a Deus.
– “São apenas os filhos de Deus que recebem esta promessa. No fim, ver-se-á que nada contribuiu para o bem final dos ímpios” (G. B. Wilson).

I.) “Sabemos
– Não nos baseamos em fábulas, nem em sentimentos.
– Não se trata de uma viagem por uma estrada desconhecida.
– Não é uma hipótese, mas uma certeza que temos vivido em nossa experiência.

II.) “Todas as coisas cooperam para o bem” (ARA)
– “Deus age em todas as coisas para o bem” (NVI)
– “Deus age em todas as coisas com o fim de beneficiar” (KJV).
– As coisas não se acertam por si mesmas. É Deus quem age.
– “Não existe acaso. Não existe sorte nem azar. Deus é quem está com as rédeas da sua vida em suas onipotentes mãos e ele trabalha as circunstâncias da sua vida para o seu bem” (H. D. L.)

III.) “Todas as coisas
– Não as melhores, algumas ou a maioria, mas todas.
– Tanto aquilo que gostaríamos que acontecesse como aquilo que não gostaríamos que acontecesse.
– Provações, lutas internas ou externas, tribulações, acidentes, incidentes, perdas, traumas, erros de percurso, perseguições.

– “Mesmo os pecados do crente operam seu bem, não a partir de sua natureza de pecados, mas pela bondade e o poder dAquele que traz luz dentre as trevas. O transformá-lo em bem é obra de Deus, e não nossa. Seria […] errado concluir que por esta razão podemos pecar” (Haldane).

– Em que sentido Deus pode agir para que um pecado por nós cometido contribua para o nosso bem?
1. Se amamos a Deus, se somos filhos de Deus, ao cometer o pecado vamos nos arrepender, nos quebrantar, e isso nos levará para mais perto de Deus.
2. Ao ter a experiência do quanto o pecado é maléfico e prejudicial, com a ajuda o Espírito Santo, vamos buscar nos afastar daquilo que desagrada a Deus.
3. Com experiência, poderemos ter misericórdia daqueles que pecam.
4. Com experiência, poderemos aconselhar e ajudar aqueles que caíram em pecado a se levantar e a serem restaurados na presença de Deus.
– Mas que fique muito claro: isso não é desculpa para o pecado! Ler Rm 6.1

– “Mesmo que pessoas intentem o mal contra você, Deus transformará isso em benção” (H. D. L.) – Ex. José do Egito (ver Gn 50.20).

Conclusão
– Deus trabalha por aqueles que nEle esperam – ler Is 64.4
– Deus está trabalhando em você e por você.
– Você pode confiar no cuidado de Deus.
– Aquele que começou a boa obra vai completá-la – ler Fp 1.6

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Dicas práticas para todos os momentos da vida

Texto: Fp 4.2-9

Introdução
– Dicas pelo apóstolo Paulo, inspirado pelo Santo Espírito.

I.) Seja uma pessoa que busca viver em harmonia com seus irmãos e irmãs em Cristo – v. 2
– “peço, por favor, que procurem viver bem uma com a outra, como irmãs na fé” (NTLH).

II.) Seja uma pessoa que ajuda na reconciliação de pessoas valiosas – v. 3
– Nenhuma deveria ser deixada de lado.
– As duas eram valiosas, “Pois elas […] trabalharam muito para espalhar o evangelho” (NTLH).

III.) Seja uma pessoa alegre – v. 4
– É um imperativo, uma ordem.
– Deve ser uma atitude constante, “sempre”.
– Deve estar baseada na fonte certa: o Senhor.
– Devemos relembrar essa ordem constantemente: “outra vez digo”

IV.) Seja uma pessoa moderada (equilibrada), amável – v. 5
– Há muitos cristãos sem tais virtudes.
– Temos demonstrado moderação e amabilidade dentro de casa, na igreja, no trabalho, no trânsito, nas redes sociais?

V.) Seja uma pessoa consciente da proximidade da segunda vinda de Cristo – v. 5
– Observe os sinais que o próprio Senhor Jesus revelou, os quais precederiam a Sua vinda.
– O mundo está caminhando a passos largos para um governo mundial com bases anticristãs.

VI.) Seja uma pessoa que não é dominada pela ansiedade ou preocupação – v. 6
– Há pessoas que andam, vivem constantemente ansiosas. Se não estiverem ansiosas parece que está faltando alguma coisa.
– Não devemos andar ansiosos de nada, ou seja, de coisa alguma.
– Ansiedade é excesso de futuro.
– A ansiedade é o pecado da falta de fé no cuidado amoroso de Deus.

VII.) Seja uma pessoa que leva todas as suas petições em oração diante de Deus – v.6
– Orações, súplicas e ação de graças.
– Ficamos ansiosos e não oramos. Deveríamos orar e não ficar ansiosos.
– Importância do tempo devocional.

VIII.) Seja uma pessoa que se apropria da paz de Deus – 7
– Essa paz de Deus “ninguém consegue entender”.
– “guardará o coração e a mente de vocês” (NTLH).

IX.) Seja uma pessoa que ocupa o pensamento com aquilo que agrada a Deus – v. 8
– Os ouvidos e olhos são uma porta de entrada para o nosso interior.
– Portanto, vamos selecionar bem aquilo que ouvimos e vemos.
– Não perca o contato com a realidade, mas se afaste de más notícias.

X.) Seja uma pessoa que se inspira em bons referenciais – v. 9
– Um bom referencial é aquele com o qual você pode aprender, do qual pode receber tradição (boa), manter contato pessoal, caminhar junto (ouvistes e vistes), e praticar o exemplo.

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 14.05.2020.

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A Escola do Deserto

Texto: 1 Rs 17

– Paralelo entre a história de Elias e os tempos atuais de coronavírus que estamos vivendo.

I.) Deus enviou um juízo, a seca implacável, por causa da apostasia, da opressão ao povo, da idolatria e da perseguição ao seu remanescente fiel (v. 1).
– Se não tem enviado, Deus tem ao menos permitido esse vírus como manifestação do seu juízo sobre a terra.
– Por qual razão? Apostasia, opressão, idolatria, perseguição ao povo de Deus.

II.) Deus ordenou a Elias retirar-se para as bandas de Querite, para ficar escondido nesse deserto (v. 2,3).
– De alguma maneira, temos passado por um deserto.
– Temos nos retirado de nossa normalidade, temos ficado escondidos em nossas casas.

– O deserto não é um acidente de percurso, mas uma agenda de Deus.
– É a escola superior do Espírito Santo, onde Deus treina os seus servos.
– O deserto não nos promove, mas humilha-nos.
– Na escola do deserto, Deus trabalha em nós para depois trabalhar por meio de nós, pois Ele está mais interessado em quem somos do que no que fazemos.

III.) Deus sustentou Elias nos tempos de seca
– Deus sustentou Elias em Querite enquanto estava na escola do deserto (v. 4-6).
– Deus haverá de nos sustentar também.

– A fonte secou (v. 7).
– Talvez Deus permita que a fonte de nossa subsistência seque nesse tempo de crise.

– Deus preparou outra fonte de provisão para Elias (v. 8,9).
– Deus também haverá de preparar alguma fonte de provisão para nós!
– Ler v. 14-16.
– Quando nossa fonte seca, os mananciais de Deus continuam jorrando.
– Quando nossa despensa fica vazia, os celeiros de Deus continuam cheios.
– “Fui moço e já, agora, sou velho, porém jamais vi o justo desamparado, nem a sua descendência a mendigar o pão” (Sl 37:25).

IV.) Precisamos depender mais do provedor do que da provisão
– Deus provê. No entanto, precisamos depender mais de Deus do que da provisão de Deus.
– Temos nos preocupado mais com a provisão do que com o provedor?
– Muitos talvez estejam se desesperando por causa da provisão, sem dedicar algum tempo para o provedor. Como temos gasto nosso tempo nessa época de isolamento social?

Pr Ronaldo Guedes Beserra com auxílio do livro ‘Sabedoria Viva’ de Hernandes D. Lopes.

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Uma igreja relevante persevera na doutrina dos apóstolos

Texto: At 2.42

Introdução
– A igreja primitiva deve ser o nosso maior modelo de igreja relevante.
– A igreja primitiva perseverava (se mantinha firme) na doutrina (nos ensinamentos) dos apóstolos.
– A Bíblia nos revela algumas razões pelas quais uma igreja relevante deve permanecer na doutrina dos apóstolos.

I.) Pois o ensino dos apóstolos deriva-se de Cristo – 1 Co 3.10,11
– “É possível que tenham sido considerados, num sentido especial, os guardiães das tradições acerca de Jesus, na medida em que a igreja crescia e se desenvolvia” (Howard Marshall).
– “A uniformidade da crença em relação à pessoa de Jesus, baseada no testemunho ocular de Seus seguidores, era essencial” (Radmacher, Allen, House).
– Por isso os apóstolos colocaram condições para a escolha do substituto de Judas (At 1.21-23).
– Ler também Ef 2.19-22

II.) Pois precisamos de uma direção, de uma bússola, de um foco, de uma visão, não podemos nos desviar do propósito, do plano e projeto de Deus – 2 Tm 3.14-17
– Esse ensino está preservado no NT
– Falar sobre o processo de canonização do NT (apenas livros escritos pelos apóstolos ou escrito por alguém muito próximo aos apóstolos).
– Aplicação: importância de estar em uma igreja teologicamente sadia, de não ficar visitando igrejas indiscriminadamente (não ficar pulando de galho em galho), de tomar cuidado com o que ouve e quem ouve, inclusive na internet.

III.) Pois precisamos crescer em maturidade, ter firmeza no que cremos – Ef 4.14,15
– Não podemos ser levados por todo o vento de doutrina.
– Há pessoas e até mesmo igrejas que aceitam todo e qualquer ultimo modismo que aparece no ‘mercado’ religioso.
– Teologia da prosperidade que entrou no Brasil há alguns anos – totalmente fora da doutrina dos apóstolos, do NT

IV.) Pois a igreja é a coluna e o baluarte da verdade – 1 Tm 3.14,15
– A igreja é a coluna (sustentáculo) e o baluarte (apoio, base) do quê? O que a igreja deve sustentar? A igreja deve servir de apoio e base ao quê?
– Resposta: VERDADE! Aqui “representa a plena revelação de Deus em Cristo”, ou seja “a fé ortodoxa […] a função e a responsabilidade de cada congregação é apoiar, reforçar, e assim salvaguardar o ensino verdadeiro pelo (através) de seu testemunho consciente” (John Kelly).
– No papel de coluna e baluarte da verdade, a igreja deve ter seus credos muito bem estabelecidos – ver v. 16 – Quanto a este versículo, “as frases […] sugerem ser isso citação de um primitivo credo em forma de hino” (O Novo Comentário da Bíblia).
– Famosos credos da igreja são importantes, pois estabelecem balizas para que a verdade seja preservada. Exemplos de credos famosos: O assim chamado “credo dos apóstolos”, “Credo Niceno” (afirma a divindade de Cristo frente ao arianismo), etc.
– É importante que as igrejas tenham os seus credos bem definidos!
– Como seremos coluna e baluarte da verdade se não conhecermos profundamente a Palavra de Deus? Como está o seu nível de conhecimento das Escrituras? Você tem se dedicado ao estudo sistemático da Bíblia?

V.) Pois precisamos defender a sã doutrina, dos falsos profetas, falsos mestres e falsos ensinamentos – 1 Tm 4.1-5
– Desde os dias da igreja primitiva, a igreja tem sido vítima de falsos mestres, mestres do erro, que são denunciados pelos apóstolos.
– Notar que os falsos mestres são hipócritas, falam mentiras, têm a consciência cauterizada, e suas doutrinas têm origem em espíritos enganadores, demônios (1 Tm 4.1,2).
– Sobre os falsos mestres, ver ainda 1 Tm 6.3-5; 2 Tm 4.3,4; 2 Pe 2.1-3.

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 14.11.2019

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A unção em Betânia

Texto: João 11.55-12.11

Introdução
– “Mateus 26.6-13 e Marcos 14.3-9 mencionam a unção de Jesus por uma mulher não nomeada, na casa de Simão, o leproso, em Betânia, mas João não se refere à casa onde a refeição foi servida. Lucas 7.36-50 registra uma mulher pecadora ungindo Jesus […] Embora existam algumas semelhanças entre os dois relatos, o de Lucas se refere a uma situação diversa da de Mateus, Marcos e João”.

I.) No tempo certo, assuma a missão que Deus confiou a você, custe o que custar – v. 1
– Por um tempo, Jesus se retirou estrategicamente, pois ainda não havia chegado a hora de sua crucificação.
– v. 55-57 – “As multidões consideravam inconcebível que ele corresse tal risco, mas foi justamente isso que fez”.
– Jesus foi para a região de Jerusalém (inicialmente para Betânia), pois havia chegado o momento de cumprir o desafio mais difícil da missão que o Pai lhe havia confiado: morrer por toda a humanidade.
– Você está disposto a assumir a missão que Deus tem para a sua vida, no tempo certo, seja qual for o custo?

II.) Aprenda a expressar gratidão a Jesus por todos as bênçãos e benefícios que Ele lhe tem concedido – v. 2
– “O banquete foi dado em honra de Jesus e foi sugerido que Simão, o leproso, tinha sido curado por ele e expressou sua gratidão desta forma”.
– De que forma você tem expressado sua gratidão pelas dádivas que Deus tem lhe dado?

III.) Tenha um coração sempre disposto a servir – v. 2
– Embora Marta tenha sido exortada por Jesus no texto de Lucas 10.38-42, é inegável que ela tinha um coração de serva.
– Jesus é o nosso maior exemplo nesse quesito – ver Mt 20.28; Lc 22.27; Jo 13.12-15; Fp 2.5-7
– E quanto a nós? Temos um coração de servo? Ou queremos apenas ser servidos?

IV.) Seja um verdadeiro adorador, demonstrando grande devoção e humildade – v. 3
– Oferte ao Senhor algo que lhe custe; não apresente qualquer oferta. O bálsamo de nardo puro era “fabricado de plantas que crescem ao norte da Índia, o que justificava o seu preço”, cerca de um ano de trabalho de um trabalhador comum (v. 5).
– Quando Davi quis comprar a eira de Araúna para ali erguer um altar e oferecer uma oferta ao Senhor, Araúna quis dar a Davi tudo de graça (a terra, os bois, a lenha), sem nada lhe cobrar. Davi porém lhe disse: “não oferecerei ao Senhor, meu Deus, holocaustos que não me custem nada” (2 Sm 24.24).
– “Maria, numa atitude sem precedentes, enxugou os pés de Jesus com os seus cabelos, mostrando grande devoção e humildade. A mulher judia no geral não soltava os cabelos em público”.
– Que a nossa adoração genuína possa encher e impregnar todos os ambientes pelos quais passarmos.
– Temos sido verdadeiros adoradores? Qual tem sido a qualidade de nossa vida de adoração? Temos oferecido ao Senhor algo que nos custa, ou temos oferecido qualquer oferta? Temos demonstrado grande devoção e humildade em nossos atos de adoração?

V.) Cuidado com qualquer tipo de obra da carne travestida de piedade – v. 5, 6 a
– “Judas tinha sido movido pela cobiça e não porque tivesse cuidado dos pobres”.

VI.) Cuidado com as tentações que surgem no decorrer da caminhada – v. 6
– “Nenhuma evidência existe no sentido dos discípulos saberem naquela oportunidade que Judas era ladrão […] Embora pareça estranho que Jesus permitisse um ladrão como tesoureiro, com toda probabilidade Judas fora honesto no início, mas deixou-se tentar pelo dinheiro”.
– As três maiores áreas de tentação são o sexo, o dinheiro e o poder.
– Começar bem não significa terminar bem. Portanto, vigiemos!

VII.) Aprenda a discernir o que é prioridade, ainda que tal prioridade seja em detrimento de uma boa ação – v. 7, 8.
– v. 7 – É como se Jesus estivesse dizendo: “Ela deveria guardar isto para o dia do meu sepultamento, mas está na verdade agindo assim em antecipação desse acontecimento que logo terá lugar”.
– Ainda que ajudar aos pobres fosse uma causa nobre, naquele momento o mais importante era aproveitar os últimos momentos na presença de Jesus que em poucos dias seria crucificado e morto.
– Temos trocado prioridades por boas ações?

VIII.) Entenda que se o seu desejo de servir ao próximo for genuíno, nunca faltarão oportunidades para fazê-lo – v. 8
– “Se Judas e os outros discípulos realmente se preocupassem com os pobres, haveria oportunidades diárias para ajudá-los”.
– Depois de dar atenção às suas prioridades, você tem aproveitado as oportunidades de servir ao próximo?

IX.) Tenha muito cuidado com as suas reações quando se sentir ameaçado pela liderança e destaque de outra pessoa – v. 9-11.
– Ver também Jo 11.47-53,57
– Temos nos sentido ameaçados pelo desempenho de outra pessoa? Como temos reagido?

Pr Ronaldo Guedes Beserra (Esboço preparado em 02.11.19; citações entre aspas de Frank Pack).

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A conspiração para matar Jesus

Texto: João 11.45-54

I.) Escolha sempre a reação correta diante dos feitos de Jesus – v. 45,46
– Diante da ressurreição de Lázaro, uns creram, outros “agiram com antagonismo contando aos fariseus o sinal que Jesus realizara […] estavam […] levando notícias dos atos de Jesus aos seus opositores”.
– Como temos regido diante dos sinais de Jesus? Com fé ou incredulidade?

II.) Tenha muito cuidado com as suas reações quando se sentir ameaçado pela liderança e destaque de outra pessoa – v. 47-53,57
– v. 47 – “a atitude adotada até então de nada valera. Por que seguir um curso que não resolve nada?”
– “O conselho não fez qualquer tentativa para negar os milagres de Jesus”.
– v. 48 – Os líderes religiosos dos judeus estavam com medo de perder a sua posição. Foi o que ocorreu, mesmo tendo levado a efeito o seu plano de matar Jesus.
– v. 51-52 – “O evangelista viu aqui uma profecia inconsciente da morte salvadora de Jesus […] Deus falava através de suas palavras com um significado mais profundo do que o alcançado por Caifás”.
– Ver também Jo 12.9-11.
– Nesse tipo de situação vemos claramente a natureza caída do ser humano.
– A atitude de João Batista foi totalmente diferente da atitude dos sacerdotes e fariseus – ver Jo 4.1; 3.22-30.
– Temos nos sentido ameaçados pelo desempenho de outra pessoa? Como temos reagido?

III.) Entenda que a morte de Jesus teve como objetivo reunir judeus e gentios em um só corpo, a Igreja de Cristo – v. 52
– “O evangelista não viu o propósito da morte de Jesus como limitado à nação de Israel, mas incluindo também os gentios”.
– Ver Jo 1.12; 10.16
– “A quebra das barreiras que separavam judeus e gentios […] encontra paralelo em Gl 3.28; Ef 2.13-22; Cl 3.11”.

IV.) Entenda que há momentos e situações em que uma retirada estratégica é a melhor coisa a fazer – v. 54
– “Jesus estava perfeitamente a par da oposição contra ele e do que planejavam”.
– Ainda não havia chegado a hora de Jesus se entregar à morte pela humanidade. Portanto, Ele se retirou estrategicamente para uma região próxima ao deserto para não ser preso e morto antes do tempo certo estabelecido por Deus.
– Temos de aprender a discernir quando se retirar e quando se apresentar para o combate.
– Não devemos entrar em qualquer tipo de luta ou guerra. Temos que aprender a discernir também quais guerras valem a pena serem lutadas e quais devem ser deixadas de lado.

Pr Ronaldo Guedes Beserra (Esboço preparado em 02.11.19; citações entre aspas de Frank Pack).

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Fé e Ciência

Textos: Gn 1.1; Rm 1.19,20; Hb 11.1,3

Introdução
– Tema difícil, não é a minha área de especialidade.
– Me arrisco um pouco na teologia e na história, mas não sou cientista.
– Tema importante: cristianismo e consequentemente os jovens cristãos são fortemente atacados nas universidades.
– Muitos jovens abandonam a igreja durante os anos da universidade entre outras razões por influência dos professores e amigos céticos.

I.) Definições
– Ciência: do latim scientia, conhecimento; corpo de conhecimentos sistematizados adquiridos via observação, identificação, pesquisa e explicação de determinadas categorias de fenômenos e fatos, e formulados metódica e racionalmente.
– Fé: do latim fidere, confiar; crer, acreditar ou confiar em um ser (Supremo ou não), em um objeto (inanimado ou não), ou em um credo (propostas ou dogmas de uma ciência ou religião).
– “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem” (Hb 11.1).
– “Fé não é certeza empírica. Se fosse certeza empírica não seria fé” (Ronaldo Guedes).

II.) Fé e ciência se contradizem?
– “Quem pensa que pode haver um conflito real entre ciência e religião deve ser muito inexperiente em ciência ou muito ignorante em religião” (Philip Henry).
– “A ciência precisamente estabelecida e a Bíblia corretamente interpretada nunca cairão em contradição” (Adauto Lourenço).
– A questão é que tipo de fé vamos abraçar, e que tipo de ciência vamos considerar.
– Temos que partir dos pressupostos da fé cristã (existem diversos sistemas religiosos) e da boa ciência.
– Fé cristã como a verdade, cosmovisão que melhor e mais coerentemente explica a realidade que nos cerca.
– Boa ciência como aquela que está alicerçada em fatos científicos devidamente comprováveis e não em meras teorias que são ‘vendidas’ como se fossem verdades absolutas e inquestionáveis. Existe uma ideologia anticristã que se veste de ciência para tentar fazer ruir os pilares da fé cristã.

III.) Relação entre fé e ciência na História
– Depois que o Cristianismo se tornou a religião oficial do Império Romano, tudo passou a ser explicado a partir da fé; tudo girava em torno da fé, que era a medida de todas as coisas (artes, literatura, etc).
– Buscava-se explicar os fenômenos da natureza através da intervenção divina.
– Filosofia Escolástica visa buscar a conciliação da fé cristã com um sistema de pensamento racional. Foi o método dominante no ensino nas universidades medievais europeias no período dos séculos IX ao XVI, que surgiu da necessidade de responder às exigências da fé. A obra-prima de Tomás de Aquino, denominado Summa Theologica, é, frequentemente, vista como exemplo maior da escolástica.
– No Escolasticismo, portanto, já havia um diálogo entre a fé e a razão. Uma não necessariamente eliminava a outra, antes se completavam.
– “A investigação científica só encontrou solo fértil depois que a fé num criador pessoal, racional, realmente impregnou toda uma cultura, a partir dos séculos da Idade Média Alta” (Stanley Jack, historiador da ciência).
– Terá sido apenas coincidência que a ciência moderna se desenvolvesse em um ambiente em ampla medida cristão, ou houve alguma coisa no próprio cristianismo que possibilitou o seu progresso?
– “Longe de obstruírem o progresso da ciência, as ideias cristãs contribuíram para torná-lo possível” (Thomas Woods).
– Essa é uma realidade silenciada nas escolas e deixada de fora do conhecimento das pessoas. O Cristianismo é constantemente difamado neste e em vários outros pontos.
– Gn 1,2; Rm 1.19,20; Hb 11.3 – Textos bíblicos que apoiam a Criação.
– Os textos bíblicos sustentam a ideia de que Deus é um criador pessoal, racional (inteligente) e digno de confiança. Portanto, pode-se esperar que sua criação seja ordenada e racional. Foi sobre esse fundamento que os primeiros cientistas desenvolveram o conceito de leis naturais e começaram a procurá-las por meio da observação e da experimentação.
– De acordo com Gn 1:26-27, os seres humanos são feitos à imagem e semelhança de Deus. Essa ideia deu aos primeiros cientistas a segurança necessária para que pudessem crer que suas mentes eram imagens finitas da mente de Deus e que, portanto, eram capazes de entender sua criação e suas leis naturais. Eles tinham motivos para confiar na razão e na lógica humana.
– No Renascimento científico (séc XV e XVI), a razão passou a ser um dos principais objetivos daqueles que pretendiam desvendar os grandes mistérios do mundo físico. As explicações religiosas foram sendo substituídas pelas explicações baseadas nas ciências; descobertas científicas também impactaram o pensamento filosófico da época.
– Iluminismo (séc XVII e XVIII) elevou a ciência ao primeiro lugar na hierarquia das atividades humanas.
– Para aqueles que queriam definitivamente “desbancar” Deus do trono, o livro “A origem das espécies”, de Charles Darwin, lançado em 1859, foi a cereja do bolo. Já não precisavam mais da explicação criacionista para explicar a origem do universo, da natureza, dos animais e seres humanos.
– Se em um determinado momento histórico a religião e a fé eram a medida de todas as coisas, a partir deste ponto, a ciência passou a ser a medida de todas as coisas.
– Os seres humanos começaram a achar que, a partir da ciência e das ideologias políticas, poderiam criar um paraíso na terra. Vide o que aconteceu no início do século XX.
– No entanto, assim como a ciência passou a questionar a fé, a fé também deve questionar a ciência, pois nem tudo o que a ciência apresenta como algo definitivo é de fato definitivo. Muita coisa não passa de teoria que é apresentado como fato.
– “A visão de que a ciência e a religião sempre estiveram — e ainda estão — envolvidas em um conflito permanente e inevitável permeia o mundo ocidental e fornece um suporte essencial para a agenda agressivamente antirreligiosa dos neoateus” (Ted Davis).

IV.) Algumas considerações
– A ciência não pode provar a existência de Deus, mas também não pode provar a Sua não existência. A existência de Deus é uma questão de fé!
– Existem ótimos argumentos sobre a existência de Deus que podem fundamentar um caminho nessa direção. No entanto, em um determinado ponto da jornada será necessário dar um salto de fé.
– Pessoalmente eu sempre achei que seria necessário mais fé para crer na teoria evolucionista do que no relato bíblico de um Criador de todas as coisas.
– Argumento do relojoeiro. Se alguém jamais tivesse visto um relógio antes e encontrasse um, pensaria que tal máquina teria surgido ao acaso ou que alguém inteligente o havia projetado? E o que dizer do universo?
– Uma das maiores construções do ser humano é um foguete ou um avião. Há altíssima tecnologia envolvida. No entanto, precisa de alguém pilotando, e não tem um sistema de reprodução. Uma ave possui uma espécie de sistema de autonavegação e ainda possui um sistema reprodutivo. Um avião foi planejado, arquitetado e uma ave teria surgido ao acaso?
– “Fé não é certeza empírica. Se fosse certeza empírica não seria fé”

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 18/05/2019

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Frutificando em Retidão

Texto: Gn 49.22

Introdução
– Definição de retidão: virtude de seguir, sem desvios, a direção indicada pelo senso de justiça, pela equidade; virtude de estar em conformidade com a razão, com o dever; integridade, lisura, probidade.

I.) Um crente reto e integro não está imune às provações
– A retidão de José o levou ao cárcere.
– A retidão de Daniel o levou à Cova dos Leões.
– A retidão de Jó não impediu que ele sofresse investidas de Satanás, ainda que permitidas por Deus.

II.) Um crente reto e integro frutifica onde e quando quer que seja plantado
– José frutificou na casa de Potifar (ambiente de fartura) e também na casa do cárcere (ambiente de escassez).
– Daniel frutificou no governo dos Impérios Babilônico e Medo-Persa (neste último já em idade avançada).

III.) Um crente reto e integro colherá recompensas por sua conduta
– José se tornou governador do Egito.
– Daniel recebeu de Deus grandes revelações.
– Será salvo por Deus – Sl 7.10
– Terá posteridade – Sl 37.37 (Deixará descendência abençoada).
– Se gloriam no Senhor – Sl 64.10; 97.11 (Se alegram)
– São os verdadeiros detentores da sabedoria – Pv 2.7 a
– Habitarão a terra – Pv 2.21 (Segurança, estabilidade, herança)
– Andam seguros – Pv 10.9
– Sua tenda (casa) florescerá – Pv 14.11

Pr Ronaldo Guedes Beserra

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O que realmente importa

Textos: 1 Co 13.3 b; 2 Jo 1.6

Introdução
– A lição mais importante que Deus quer que você aprenda na terra é como amar.
– É quando amamos que somos mais parecidos com Ele.
– O amor é o fundamento de todos os mandamentos que ele nos deu; Toda a lei pode ser resumida neste único mandamento (Gálatas 5.14).
– Aprender a amar altruisticamente não é tarefa fácil; vai contra a nossa natureza egoísta. É por isso que temos toda uma vida para aprender.
– Deus se interessa especialmente por que aprendamos a amar as outras pessoas que fazem parte de sua família (1 Pedro 2.17; Gálatas 6.10).
– Deus quer que sua família seja conhecida pelo seu amor, mais do que por qualquer outra coisa. Nosso amor uns pelos outros — e não nossas crenças doutrinárias — é o nosso maior testemunho perante o mundo (João 13.35).
– É da vontade de Deus que você tenha uma associação íntima e constante com os outros crentes, para que possa desenvolver a habilidade de amar.
– O amor não pode ser aprendido solitariamente. Você tem de ter pessoas por perto: pessoas irritantes, imperfeitas e frustrantes.

– Três verdades importantes sobre o amor:

I.) A melhor utilidade que se pode dar à vida é amar
– Amar deve ser sua principal prioridade, seu objetivo primordial e sua maior ambição. Amar não é uma parte boa de sua vida; é a parte mais importante (1 Coríntios 14.1 a).
– Seus relacionamentos devem ter prioridade acima de todo o resto.

– 1. A vida sem amor não tem realmente nenhum valor (1 Coríntios 13.3).
– A vida se constitui de relacionamentos. Quatro dos Dez Mandamentos versam sobre nosso relacionamento com Deus; os outros seis falam sobre nosso relacionamento com as pessoas. Mas todos os dez são sobre relacionamentos!
– Jesus resumiu o que mais importa para Deus: amar a Deus e amar as pessoas (Mateus 22.37-40).
– Após aprender a amar a Deus (adorar), aprender a amar os outros é o segundo propósito de sua vida.
– Os relacionamentos, e não as realizações ou a compra de bens, são o que mais importa na vida.
– As ocupações são um grande inimigo dos relacionamentos.
– O objetivo da vida é aprender a amar; tanto a Deus quanto às pessoas.

– 2. O amor é para sempre; ele é eterno (1 Coríntios 13.13).
– O amor deixa um legado. A forma de você tratar outras pessoas, e não sua riqueza ou suas façanhas, é a influência mais duradoura que se pode deixar na terra.
– O amor é o segredo de uma herança duradoura. No leito de morte, jamais se ouve dizer: Tragam os meus diplomas, meus títulos, minhas medalhas, etc. Quando a vida na terra está no fim, as pessoas não se cercam de objetos. Querem em torno de si pessoas — pessoas que amam e com as quais mantêm relacionamentos.

– 3. Seremos avaliados quanto ao nosso amor.
– Na eternidade seremos avaliados com base no nosso amor.
– Nossa maturidade espiritual é medida pela qualidade de nossos relacionamentos.
– No céu, Deus não dirá: “Fale-me de sua carreira, de sua conta bancária e de seus passatempos”. Ele vai rever como você tratou as outras pessoas (Mateus 25.34-46)
– A forma de amar a Jesus é amar a família dele (Mateus 25.40).
– Tudo que você levará para a eternidade será o caráter (Gálatas 5.6)

II.) A melhor expressão do amor é o tempo
– A importância das coisas pode ser medida pelo tempo que estamos dispostos a investir. Quanto maior o tempo dedicado a alguma coisa, mais você demonstra a importância e o valor que ela tem para você. Se você quiser conhecer as prioridades de uma pessoa, observe a forma como ela utiliza o tempo.
– O tempo é sua dádiva mais importante; você só recebeu uma quantidade fixa dele. Você pode fazer mais dinheiro, mas não pode fazer mais tempo.
– Quando você dedica seu tempo a alguém, você está dedicando uma porção de sua vida que jamais irá recuperar. É por isso que o maior presente que você pode dar a alguém é o seu tempo.
– Nós devemos provar que os relacionamentos são importantes para nós investindo tempo neles.
– Palavras não têm nenhum valor se não forem acompanhadas de prática (1 João 3.18).
– Relacionamentos tomam tempo e esforço, e a melhor maneira de soletrar amor é T-E-M-P-O.
– A essência do amor não é o que pensamos, fazemos ou proporcionamos aos outros, mas quanto damos de nós mesmos. Não basta dar tudo o que seu cônjuge e filhos precisam. Eles querem você! Seus olhos, seus ouvidos, seu tempo, sua atenção, sua presença, seu interesse — seu tempo. Nada pode substituir isso.
– O mais desejado presente de amor não são diamantes, rosas ou chocolate; é a atenção concentrada.
– O amor se concentra tão atentamente na outra pessoa que por um momento você se esquece de si.
– A atenção diz: Eu valorizo você o bastante para lhe dar meu mais precioso bem: meu tempo.
– Sempre que você dá seu tempo, está fazendo um sacrifício, e o sacrifício é a essência do amor (Efésios 5.2).
– Você pode dar sem amar, mas não pode amar sem dar (João 3.16 a).
– Amar significa abrir mão — ceder minhas preferências, conforto, objetivos, segurança, dinheiro, energia ou tempo para o benefício de outra pessoa.

III.) O melhor momento para amar é agora
– Como o amor é o que mais importa, ele tem prioridade máxima (Efésios 5.16)
– Aproveite cada chance que tiver para fazer o bem (Gálatas 6.10; Provérbios 3.27,28).
– Você não sabe até quando terá oportunidade para expressar amor. As circunstâncias mudam, as pessoas morrem, os filhos crescem. Você não tem nenhuma garantia do amanhã. Se você quiser expressar seu amor, é melhor que o faça agora.
– Tendo consciência de que algum dia ficará perante Deus, eis algumas questões que você precisa levar em consideração.
– Como você explicará aqueles momentos em que projetos e coisas foram mais importantes para você do que as pessoas?
– Com quem você precisa começar a passar mais tempo?
– O que você precisa eliminar de sua agenda para tornar isso possível?
– Que sacrifícios você precisa fazer?

Conclusão
– A melhor utilidade que pode se dar à vida é amar. A melhor expressão do amor é o tempo. O melhor momento para amar é agora.

Fonte: Livro “Uma vida com propósitos” de Rick Warren, capítulo (dia) 16.

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Check-up da saúde masculina

Novembro Azul – é uma campanha de conscientização realizada por diversas entidades no mês de novembro dirigida à sociedade e, em especial, aos homens, para conscientização a respeito de doenças masculinas, com ênfase na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de próstata.
O check-up é uma avaliação médica de rotina associada a exames específicos de acordo com idade, sexo e históricos pessoal e familiar.
Podemos ampliar isso para várias áreas da saúde masculina. Vamos fazer um check-up? Como está a sua saúde nas seguintes áreas?

I.) Saúde espiritual
– “O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Ts 5.23).
– Você tem separado tempo de qualidade para a prática da oração e da leitura bíblica?
– Como você definiria o seu conhecimento bíblico: ótimo, bom, razoável, sofrível, péssimo?
– Como está o seu envolvimento com a igreja local? Você tem participado dos cultos, das células, dos trabalhos da igreja?

II.) Saúde emocional
– “O presbítero ao amado Gaio, a quem em verdade eu amo. Amado, desejo que te vá bem em todas as coisas, e que tenhas saúde, assim como bem vai a tua alma” (3 Jo 1,2).
– Você tem andado muito estressado? Tem gritado com sua esposa e filhos?
– Como anda o seu nível de ansiedade?
– Você tem sido vítima de sintomas de enfermidade emocional, tais como: autopiedade (autocomiseração), ressentimentos, raiva, soberba, atribuição de culpa aos outros, insatisfação, impaciência, medo, ódio, inveja, etc.?
– Você tem conseguido administrar e gerenciar bem os seus pensamentos e emoções?
– Você consegue admirar e apreciar o belo?

III.) Saúde conjugal
– “Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros” (Hb 13.4).
– Você tem dedicado tempo para conversar com a sua esposa? Como está o seu nível de comunicação com a sua esposa?
– Você tem amado a sua esposa?
– Você tem sido sábio na resolução de conflitos com a sua esposa?
– Como está a sua vida íntima, sexual com a sua esposa?
– Você tem incentivado a sua esposa a crescer em todas as áreas?
– Você tem vigiado no uso da internet e das redes sociais?

IV.) Saúde familiar
– “Tua esposa, no interior de tua casa, será como a videira frutífera; teus filhos, como rebentos da oliveira, à roda da tua mesa. Eis como será abençoado o homem que teme ao SENHOR!” (Sl 128.3,4).
– Você tem conversado com seus filhos? Tem dado a eles orientações nesses momentos críticos de relativização de valores absolutos?
– Você tem disciplinado seus filhos e estabelecido limites a eles quando necessário?

V.) Saúde financeira
– “A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros” (Rm 13.8).
– Você é uma pessoa consumista?
– Você tem permitido que as dívidas escravizem a sua vida?
– Você tem conseguido viver dentro do seu orçamento?
– Você tem feito um planejamento (orçamento) financeiro mensal?

VI.) Saúde física
– “Não bebas mais água só, mas usa de um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas frequentes enfermidades” (1 Tm 5.23).
– Você tem feito os seus exames regularmente?
– Você tem praticado algum tipo de atividade física?
– Você tem sido cuidadoso com a sua alimentação?

Pr Ronaldo Guedes Beserra

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A Festa dos Tabernáculos

Texto: Dt 16.13-15

Introdução
– A Festa dos Tabernáculos era a última das três grandes festas anuais, a que todos do sexo masculino tinham de comparecer (Páscoa, Pentecostes, Tabernáculos – ver Dt 16).
– O povo, durante os sete dias da festa, habitava em tendas de ramos, em memória de sua peregrinação no deserto.
– Adquiriu o nome de “festa da colheita”, realizando-se depois da colheita do trigo e de se recolherem os frutos. Ou seja, era uma grande festa, de ações de graças a Deus, pela colheita do ano.

Transição
– Portanto, a Festa dos Tabernáculos tem a ver com ações de graças, com gratidão a Deus.
– Por quais motivos devemos ser gratos a Deus hoje?
– Podemos ser gratos por suas bênçãos materiais, pela saúde, pelas nossas famílias, etc. No entanto, quero destacar, baseando-me nas festas judaicas (já que hoje esse é o nosso tema) que devemos ser gratos pelos seguintes motivos, ou as seguintes bênçãos espirituais:

I.) Devemos ser gratos a Deus pelo sacrifício de Cristo na cruz; e, porque, em Cristo, Ele nos libertou do pecado, do mundo e do poder do diabo (simbolizado pela Páscoa)
– Na Páscoa, um cordeiro sem defeito foi sacrificado. Esse cordeiro apontava para Cristo que seria sacrificado por nós!
– “Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado” (1 Co 5.7).
– “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8).
– O Egito simboliza o mundo, e Faraó, o rei do Egito, simboliza Satanás.
– Assim como Deus libertou o seu povo do Egito e de Faraó, hoje, em Cristo, Ele nos libertou do mundo, de Satanás e do pecado!
– “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor” (Cl 1.13).
– “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência […] Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou […] nos deu vida juntamente com Cristo, – pela graça sois salvos” (Ef 2.1,2,4,5).

II.) Devemos ser gratos a Deus pois Cristo ressuscitou dos mortos (simbolizado pela Festa das Primícias)
– “Também tereis santa convocação no dia das primícias” (Nm 28.26).
– A Festa das Primícias está associada à Festa de Pentecostes.
– Nessa festa das Primícias, um feixe da colheita das primícias era movido perante o Senhor (Pearlman).
– Tipifica a ressurreição de Cristo – “Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem” (1 Co 15.20).
– “e qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos, segundo a eficácia da força do seu poder; o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais, acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir não só no presente século, mas também no vindouro” (Ef 1.19-21).
– Porque Cristo ressuscitou e nós estamos nEle, estamos, portanto, assentados nos lugares celestiais – “e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus” (Ef 2.6).
– Porque Cristo ressuscitou nós também ressuscitaremos! (1 Co 15).

III.) Devemos ser gratos a Deus pelo derramamento do Espírito Santo (simbolizado pela Festa de Pentecostes)
– Foi no dia de Pentecostes que o Espírito Santo foi derramado (At 2)
– O Espírito Santo nos capacita a vencer o pecado – “Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne” (Gl 5.16).
– O Espírito Santo nos dá poder para sermos testemunhas de Jesus – “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra” (At 1.8).
– O Espírito Santo é a garantia da nossa herança celestial – “em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; o qual é o penhor da nossa herança, até ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória” (Ef 1.13,14).

IV.) Devemos ser gratos a Deus pois em Breve seremos arrebatados para o encontro com o Senhor (simbolizado pela Festa das Trombetas)
– Dia do ano novo no calendário antigo dos israelitas.
– Paulo associa claramente o “soar das trombetas” com a Segunda Vinda de Cristo sobre as nuvens – “Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares” (1 Ts 4.16,17).

V.) Devemos ser gratos a Deus, pois viveremos para sempre com o Senhor (Festa dos Tabernáculos)
– Esses tabernáculos (ou tendas terrenas) apontam para as nossas moradas eternas”
– “seremos arrebatados […] para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (1 Ts 4.17).

Conclusão
– A Sequencia típica das festas judaicas apontam para a história da redenção:
– Páscoa – Crucificação de Cristo e nossa libertação do mundo e do diabo
– Primícias – Ressurreição de Cristo e nossa futura ressurreição
– Pentecostes – Derramamento do Espírito Santo
– Trombetas – Arrebatamento da Igreja
– Tabernáculos – Nossa morada eterna na presença do Senhor

– Temos sido gratos por essas bênçãos espirituais?

– De que formas práticas devemos demonstrar a nossa gratidão a Deus?
– Entregando as nossas vidas a Cristo
– Consagrando as nossas vidas e famílias a Cristo
– Servindo a Deus com os nossos dons, recursos, talentos e ministérios.

Pr Ronaldo Guedes Beserra

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A Família em Provérbios

– O homem é conclamado a ser não apenas leal com sua companheira, como também ardente (5.8-21).
– A mulher não é uma escrava e produtora de filhos, mas uma companheira; longe de ser uma nulidade, a mulher é aquela que edifica ou arruína o seu marido; a estabilidade da família depende principalmente da sua sabedoria feminina construtiva (14.1); Ela é um bem dado por Deus (18.22; 19.14); a coroa do marido, ou como podridão nos seus ossos (12.4); No caso de possuir ela habilidades especiais, terá bastante oportunidade para colocá-las em prática (31.10ss).
– Marido e mulher devem falar de modo uníssono no treinamento dos filhos (1.8,9; 6.20); devem fazer uso da vara (13.24); se a sabedoria é a própria vida (8.35,36), um caminho penoso para atingir a ela é melhor do que uma caminhada tranquila até a morte (23.14); o caminho há de ser difícil porque a estultícia está ligada ao coração da criança e é necessário muito mais do que palavras para afastá-la (22.15); no caso da criança entregue a si mesma, o único produto que se pode prever é a vergonha (29.15).
– Em Provérbios as lealdades da família assumem feições vivas nos vislumbres domésticos de crianças criadas de modo fiel, e pais unidos em alegria; a estabilidade (4.10) é o produto da vida sadia em família.

Fonte: “Provérbios: introdução e comentário”, autor Derek Kidner.

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Os Cinco Pilares da Reforma Protestante

Texto: Ef 2.8,9

Introdução
– As 95 Teses de Martinho Lutero são o marco inicial da Reforma Protestante. Elas foram afixadas na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, em 31 de outubro de 1517, dando início ao movimento de renovação da Igreja Cristã.
– Os 5 Solas são proposições teológicas que sintetizam os pilares da Reforma Protestante. Eles expressam em cinco frases latinas o conceito da teologia reformada em oposição à teologia católica. Os Cinco Solas são: Sola Scriptura, Solus Christus, Sola Gratia, Sola Fide e Soli Deo Gloria. A palavra latina sola significa “unicamente” ou “somente”. Assim, os 5 Solas significam: Somente a Escritura, Somente Cristo, Somente a Graça, Somente a Fé e Somente a Deus a Glória.

I.) Sola Scriptura (Somente a Escritura) – 2 Tm 3.16; 2 Pe 1.21
– Indica a inspiração, autoridade, suficiência, infalibilidade e inerrância das Escrituras.
– Somente a Palavra de Deus deve ser identificada como regra de fé e prática da Igreja.
– A autoridade das Escrituras não depende do testemunho de qualquer homem ou mesmo da Igreja, mas unicamente do próprio Deus, seu Autor.
– Esse conceito contrastava diretamente com a teologia da Igreja Medieval. Naquela época a autoridade papal, a tradição e as formulações dos concílios possuíam autoridade equiparável às Escrituras. Todavia, apenas a Bíblia é a auto revelação especial de Deus e de sua vontade ao homem.

II.) Solus Christus (Somente Cristo) – Jo 14.6; At 4.12; 1 Tm 2.5
– Significa que Cristo é o único mediador entre Deus e o homem. Nenhum outro complemento precisa ser adicionado a sua obra redentora. Seu sacrifício substitutivo em nosso lugar é suficiente para o perdão de nossos pecados satisfazendo plenamente a justiça de Deus.
– (Lembrar que os judaizantes queriam adicionar o cumprimento de aspectos cerimoniais da Lei como condição para a salvação, além da fé em Cristo).
– Essa posição combatia o entendimento da liderança da Igreja que colocava outras pessoas em posição especial entre Deus e o restante dos homens (Maria, por exemplo).
– A Bíblia diz que somente pelos méritos de Cristo o homem pecador pode ser justificado diante de Deus. Nenhuma outra pessoa tem o poder de prover a reconciliação do homem com o Criador.

III.) Sola Gratia (Somente a Graça) – At 15.11; Rm 3.24; 11.6; Ef 2.8,9
– Significa que a salvação é somente pela graça.
– É uma obra realizada unicamente por Deus não dependendo de qualquer cooperação humana. O homem nasce morto em seus delitos e pecados, e não pode obter a salvação mediante suas obras. Ele nem mesmo tem capacidade para desejar e amar aquilo que é espiritualmente bom.
– Na época da Reforma a Igreja estava envolvida num verdadeiro comércio da salvação. Vendia-se perdão de pecados a quem pudesse pagar. As esmolas, as boas obras, o comprometimento com as tradições da Igreja e as doutrinas humanas desenvolvidas por ela, garantiam um suposto lugar no paraíso aos seus fiéis. Mas definitivamente o homem não pode comprar a salvação pelos seus próprios esforços, nem mesmo optar por ela com sua vontade escravizada pelo pecado.

IV.) Sola Fide (Somente a Fé) – Jo 3.16; Rm 5.1; 10.9; Ef 2.8,9
– Significa que a justificação é unicamente pela fé em Cristo e até mesmo essa fé não tem origem no próprio homem, mas é dom de Deus.
– O homem não regenerado é incapaz de confessar que Jesus é o Cristo. É somente através da obra sobrenatural do Espírito Santo que o homem pode responder com fé e arrependimento a mensagem do Evangelho.
– Este foi um ponto essencial na Reforma Protestante. Lutero se empenhou durante um longo tempo em uma grande busca pela salvação de sua alma. Mas ele teve sua vida transformada quando o Espírito Santo iluminou seu entendimento e ele conseguiu compreender toda verdade que há na declaração das Escrituras de que o justo viverá pela fé (Rm 1.17).
– “Deus estende graça suficiente para todas as pessoas através do Espírito Santo, para opor-se à influência do pecado e capacitar uma resposta positiva a Deus (Jo 15.26-27; 16.7-11). A iniciativa aqui é inteiramente da parte de Deus; o papel do pecador é simplesmente responder em fé e grata obediência (Lc 15; Rm 5.6-8; Ef 2.4-5; Fp 2.12-13). Todavia, os pecadores podem resistir à iniciativa de Deus, e persistir no pecado e rebelião. Em outras palavras, a graça de Deus capacita e encoraja uma resposta positiva e salvífica para todas as pessoas, mas ela não determina uma resposta salvífica para ninguém (At 7.51)” (WALLS, Jerry L.; DONGEL, Joseph R.).

V.) Soli Deo Gloria (Somente a Deus a Glória) – Rm 11.36
– É o resultado natural dos quatro pontos anteriores.
– O propósito último da criação de todas as coisas e da salvação do homem é a glória de Deus.
– Ninguém pode ocupar o lugar de Deus. Ele não divide Sua glória com ninguém e toda adoração nos céus e na terra pertence somente a Ele.

Conclusão
Infelizmente quando comparamos os 5 Solas com o pensamento de muitas igrejas protestantes da atualidade, percebemos o quão distante elas estão das bases da Reforma e consequentemente das Escrituras.

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A Primeira Purificação do Templo de Jerusalém

Texto: João 2.12-25

Introdução
– Este texto fala sobre a primeira purificação do templo. Tudo indica que ocorreram duas purificações do templo durante o ministério de Jesus: uma na primeira Páscoa de Seu ministério e outra na última Páscoa, dias antes dEle ser crucificado.
– A Páscoa era uma das três grandes festas do calendário anual dos judeus e celebrava a libertação dos filhos de Israel do cativeiro no Egito.
– Como um judeu fiel, Jesus seguiu para Jerusalém (v. 13).
– Portanto, com este contexto e neste texto, temos alguns ensinamentos importantes.

I.) Conheça bem as Escrituras para não ser levado por falsas interpretações – v. 12
– No segundo século surgiu a ideia da virgindade perpétua de Maria.
– Para justificá-la Epifânio disse os irmãos de Jesus eram filhos de um casamento anterior de José.
– Jerônimo declarou serem eles primos de Jesus.
– Mas Helvídio, no quarto século, afirmava que eram filhos de Maria e José e portanto irmãos de sangue de Jesus. Esse é o significado mais evidente da palavra ‘irmãos’
– Ver Mt 13.55; Mc 6.3 onde inclusive os nomes dos irmãos de Jesus são citados.

II.) Não permita que nada mude a verdadeira natureza da adoração no templo do Senhor – v. 13-16 a
– Elucidar os versículos mostrando a severidade de Jesus: fez um chicote, expulsou, derramou, virou e falou.
– Na nova aliança nós somos os templos do Espírito Santo – ver 1 Co 6.19
– Portanto, devemos permitir que Jesus nos purifique como templo do Espírito Santo que somos.
– O mesmo zelo que Jesus demonstrou na purificação do templo (v. 17) devemos demonstrar em buscar a purificação e a santificação de nosso corpo e de nossas vidas.
– Alguma coisa tem mudado a verdadeira natureza da adoração do templo do Senhor que somos nós? O que exatamente precisa ser purificado e mudado?
– O templo deve ser purificado e restaurado à sua condição e propósitos originais.

III.) Aprenda a valorizar igrejas e pastores que fazem a obra do Senhor com zelo, e não como uma oportunidade de negócio – v. 16b, 17
– “O zelo da tua casa me consumirá” é uma citação do Salmo 69.9
– Muitos pastores e igrejas têm feito a obra do Senhor sem zelo, de forma relaxada.
– Alguns dão um passo adiante e buscam fazer da obra de Deus uma oportunidade para negócio, mercadejando a Palavra de Deus e comercializando o evangelho.
– Pregam o que as pessoas querem ouvir assim como os negociantes oferecem aos clientes os produtos que estes querem adquirir.
– Usam a máxima: “Pequenas igrejas, grandes negócios”.
– Existem anúncios passando o ponto de igrejas com equipamentos, cadeiras e até mesmo membros, como se fosse um negócio qualquer!
– O apóstolo Paulo escreveu: “Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus; antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus” (2 Co 2.17).

IV.) Inspire-se no singular relacionamento que havia entre Jesus e Seu Pai – v. 16b
– A declaração de Jesus, “a casa de meu Pai” mostra sua singular conscientização do relacionamento que havia entre Ele e Deus.
– Como anda o nosso relacionamento com o nosso Pai, que é Deus?

V.) Jamais questione a autoridade de Jesus em relação aos Seus feitos – v. 18
– Os líderes judeus pediram a Jesus um sinal que indicasse Sua autoridade para o que tinha feito.
– Esse era um costume dos judeus – ver 1 Co 1.22
– Não devemos seguir o exemplo dos judeus, mas confiar na autoridade do Filho de Deus.

VI.) Aprenda a discernir o significado espiritual por trás das declarações de Jesus – v. 19-22
– Essa declaração segue um modelo encontrado várias vezes nos ensinos de Jesus em João.
– Ex. diálogos com Nicodemus (Jo 3), com a mulher samaritana (Jo 4), com a multidão (Jo 6).
– Todas as palavras, parábolas, milagres e atos de Jesus trazem um significado espiritual que temos que aprender a discernir.
– Isso contribuirá para aprofundar a sua fé nas Escrituras e nas Palavras de Jesus – ver v. 22

– Outro significado espiritual aqui: “Jesus viria a ser (como de fato veio a ser) o verdadeiro templo, o verdadeiro objeto e centro de adoração dos homens em lugar do velho templo com os seus sacrifícios. A velha ordem de adoração seria substituída por uma nova ordem, e os velhos sacrifícios e ofertas seriam abolidos mediante o que Jesus realizou na cruz e mediante a Sua ressurreição” (Frank Pack).

VII.) Avance em direção a uma fé mais firme e amadurecida – v. 23,24
– Jesus operou vários milagres em Jerusalém que não foram registrados por João – ver Jo 4.45
– A fé daquelas pessoas, ao que parece, não era ainda firme e amadurecida, pois ainda se apoiava em sinais e precisava crescer. As pessoas poderiam ter-se mostrado muito entusiasmadas por causa dos sinais, mas Jesus não estava disposto a confiar nessa espécie de animação.
– Que tipo de fé é a sua? Ainda é muito dependente de sinais? Ou já cresceu, e, portanto é firme e amadurecida? Essa fé amadurecida é o tipo de fé que Jesus quer que tenhamos.

VIII.) Aprenda, como Jesus, a discernir a natureza humana – v. 25
– Jesus os conhecia tão bem que não precisava que ninguém lhe falasse sobre o homem, suas limitações, seu egoísmo, e sua falta de visão.
– Há pessoas muito simples (no sentido de ingênuas, tolas), muito insensatas, que dão crédito a tudo e a todos. Não aprenderam a ter um senso crítico e um discernimento da natureza humana; falta-lhes sabedoria.
– Que como Jesus possamos aprender a ser sábios e perspicazes o suficiente para discernir as profundezas do coração humano.

Pr Ronaldo Guedes Beserra, com auxílio dos comentários de Frank Pack – SP, 04 e 05.10.2019.

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Somos Peregrinos e Forasteiros

Texto: 1 Pe 2.11

Introdução
– “Estive em contato com etnias peregrinas em dois momentos de minha vida. Visitei brevemente um grupo tuaregue na região desértica do Saara e, de forma mais prolongada, convivi com três famílias fula no nordeste de Gana. Fiquei impressionado com as características que marcam uma sociedade nômade e destacaria três. Eles mantêm uma vida material simples, com bens e posses que podem ser facilmente transportados, descartando o supérfluo. Orientam sua vida pelos relacionamentos pessoais e não pelo território, mantendo um alto nível de compromisso relacional que subsista a diferentes cenários. E, por fim, as motivações que os levam à peregrinação passam por diversas vertentes, sendo uma delas a esperança de encontrar algo melhor em outra terra” (Ronaldo Lidório).

Proposição
– Cristãos são peregrinos e forasteiros na terra; não somos residentes fixos e nem naturais deste mundo.
– A Bíblia nos mostra algumas dimensões (marginalização, separação, desapego, relacionamentos, esperança) e características dos cristãos como forasteiros e peregrinos.

I.) Peregrinos e forasteiros vivem debaixo de perseguições e marginalizações
– “Os leitores a quem esta epístola foi endereçada originalmente estavam sendo perseguidos. Portanto, ela se concentra no tema da conduta cristã apropriada em face de hostilidades anticristãs” (Robert Gundry) – ver 1 Pe 1.6; 2.20-23.
– A esses que estavam enfrentando perseguições e hostilidades, o apóstolo Pedro chama de forasteiros (1.1) e peregrinos (1.17).
– “Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós” (Mt 5.10-12).
– Se o mundo não estiver nos perseguindo e nos maltratando pode estar havendo algo de errado. Talvez estejamos nos adaptando muito facilmente ao seu sistema de valores corrompidos.

II.) Peregrinos e forasteiros vivem separados dos povos que os cercam – 1 Pe 2.11
– “Vivemos em uma terra à qual não pertencemos. Nossa verdadeira cidadania está no céu com Cristo (Fp 3.20). Por sermos estrangeiros nesta terra, devemos abster-nos dos prazeres malignos deste mundo, que procura destruir nossa alma” (BEP).
– Forasteiros “não devem adotar os costumes desse país [estranho], porém lhes cumpre comportarem-se honrosamente e de tal modo que seja mantida a boa reputação de sua pátria” (NCB – Vol II).
– Elucidar o próprio contexto de 1 Pe 2.11,12.
– Ler e comentar 1 Jo 2.15-17.
– Alguns cristãos estão se sentindo muito confortáveis nesse mundo, estão se adaptando muito facilmente aos prazeres desta terra. Peregrinos e forasteiros não devem se comportar assim!

III.) Peregrinos e forasteiros vivem desapegados de bens e posses materiais
– “Eles mantêm uma vida material simples, com bens e posses que podem ser facilmente transportados, descartando o supérfluo” (R. Lidório).
– Peregrinos e forasteiros atentam para as Palavras de Jesus (Mt 6.19-21). Crentes que se concentram mais em acumular tesouros na terra do que em ajuntar tesouros no céu estão agindo como residentes fixos neste mundo, e não como peregrinos e forasteiros.
– Peregrinos e forasteiros atentam para as Palavras do apóstolo Paulo a Timóteo (1 Tm 6.7-10).
– Nesse quesito, como temos vivido? Como peregrinos ou como residentes fixos?

IV.) Peregrinos e forasteiros vivem investindo em relacionamentos pessoais
– “Orientam sua vida pelos relacionamentos pessoais […] mantendo um alto nível de compromisso relacional que subsista a diferentes cenários” (R. Lidório).
– Seus relacionamentos devem ter prioridade acima de todo o resto.
– A vida se constitui de relacionamentos. Quatro dos Dez Mandamentos versam sobre nosso relacionamento com Deus; os outros seis falam sobre nosso relacionamento com as pessoas. Mas todos os dez são sobre relacionamentos!
– Jesus resumiu o que mais importa para Deus: amar a Deus e amar as pessoas (Mateus 22.37-40).
– Após aprender a amar a Deus (adorar), aprender a amar os outros é o segundo propósito de sua vida.
– Os relacionamentos, e não as realizações ou a compra de bens, são o que mais importa na vida.
– As ocupações são um grande inimigo dos relacionamentos.
– No leito de morte, jamais se ouve dizer: Tragam os meus diplomas, meus títulos, minhas medalhas, etc. Quando a vida na terra está no fim, as pessoas não se cercam de objetos. Querem em torno de si pessoas; pessoas que amam e com as quais mantêm relacionamentos.
– Nossa maturidade espiritual é medida pela qualidade de nossos relacionamentos.
– No céu, Deus não dirá: “Fale-me de sua carreira, de sua conta bancária e de seus passatempos”. Ele vai rever como você tratou as outras pessoas (Mateus 25.34-46)
– Nós devemos provar que os relacionamentos são importantes para nós investindo tempo neles.

V.) Peregrinos e forasteiros vivem na esperança de uma pátria melhor
– “a esperança de encontrar algo melhor em outra terra” (R. Lidório).
– Ler e elucidar Hb 11.9,10,13-16.
– “Nosso lar não é nessa terra. Nós somos estrangeiros aqui, viajando para nosso lar celestial, o céu” (NCB – NT).
– Temos vivido com peregrinos e forasteiros ou como residentes fixos neste mundo passageiro?

Pr Ronaldo Guedes Beserra – Novembro de 2018

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Multiplicando Discípulos

Texto: 2 Tm 2.2 (Enfatizar as quatro gerações de discípulos).

Introdução
– O discipulado é o método neotestamentário para o crescimento da igreja.
– A partir de vários textos bíblicos vejamos algumas características de um multiplicador de discípulos.

I.) O multiplicador de discípulos percebe o interesse daqueles nos quais vale a pena investir – Jo 1.38
– Jesus percebeu o interesse de André e do outro discípulo de João Batista.
– O multiplicador de discípulos precisa estar atento àqueles nos quais vale a pena investir.

II.) O multiplicador de discípulos está disposto a compartilhar a sua vida com aqueles que está disposto a discipular – Jo 1.39
– Jesus compartilhou a Sua casa e o Seu tempo. O que estamos dispostos a compartilhar?

III.) O multiplicador de discípulos é alguém que foi inicialmente discipulado e também se tornou um multiplicador de discípulos – Jo 1.40-42
– André levou seu irmão Simão (Pedro) a Jesus.
– André encontrou o menino cujo lanche Jesus multiplicou para alimentar milhares de pessoas – Jo 6.8,9
– André sabia aonde levar os gregos que queriam ver a Jesus – Jo 12.21

– Ao alcançar Pedro, o ministério de André se estende até os nossos dias:
a.) Deus usou Pedro para evangelizar milhares de judeus em Jerusalém no dia de Pentecostes e no período subsequente – At 2
b.) Deus usou Pedro para confirmar a obra que o Senhor havia iniciado em Samaria por intermédio de Felipe – At 8
c.) Pedro foi o instrumento que Deus usou para abrir a porta de conversão aos gentios, na casa de Cornélio – At 10
d.) Os convertidos por intermédio do ministério de Pedro se espalharam depois da perseguição e chegaram a Antioquia. De Antioquia o evangelho alcançou o mundo conhecido da época através das viagens missionárias de Paulo.
– Ao levar seu irmão Pedro a Cristo, André participou das recompensas de tudo o que Simão Pedro mais tarde realizou para o reino de Deus!

– Exemplos atuais:
1. Quando estava muito enfermo, internado por causa de tuberculose, Paul Yong Cho recebeu um NT de uma mulher desconhecida, a qual nunca mais encontrou.
2. Na década de 1950, o evangelista Mordecai Ham estava lendo seus velhos diários quando se deparou com a seguinte entrada de 1934: “Reunião de reavivamento, Charlote, Carolina do Norte, fracasso. Nada aconteceu. Apenas um jovem de 16 anos foi salvo. Billy Graham era o nome dele”.

IV.) O multiplicador de discípulos é também um encorajador – At 4.36
– Barnabé: filho de exortação (ARA); filho da consolação (ARC); aquele que dá ânimo (NTLH); encorajador (NVI).

V.) O multiplicador de discípulos é alguém acolhedor, ajudador, intermediador, intercessor, facilitador – At 9.27
– Barnabé sempre olhava para os problemas passados das pessoas a fim de visualizar o potencial que enxergava nelas pela obra da graça de Deus.
– Barnabé confirmou Paulo diante dos apóstolos.

VI.) O multiplicador de discípulos é um promotor de talentos; não alguém egoísta – At 11.25,26
– Barnabé percebeu que era o momento de usar Paulo de forma mais intensa.
– Barnabé concedeu uma oportunidade para Paulo, que estava esquecido em Tarso.
– Barnabé não se preocupou com a possibilidade de o talento de Paulo ofuscar o seu próprio talento.
– Barnabé colocou o reino de Deus acima de interesses pessoais.
– O multiplicador de discípulos age em todas essas coisas à semelhança de Barnabé.

VII.) O multiplicador de discípulos não desiste quando tropeçam aqueles nos quais investiu seu precioso tempo – At 15.36-38
– Barnabé não desistiu de João Marcos.
– Em 2 Tm 4.11, Paulo reconhece que Marcos é muito útil.
– Marcos foi o instrumento que Deus usou para escrever o evangelho que leva o seu nome.
– O que explica essa mudança em Marcos? A segunda chance, o tempo, o amor, o treinamento que recebeu de Barnabé e de Pedro.

Conclusão
– Barnabé investiu em Paulo. Paulo investiu em Áquila e Priscila (At 18.1-3). Áquila e Priscila investiram em Apolo (At 18.24-26). Apolo investiu nos judeus da Acaia (At 18.27,28).
– Paulo investiu em muitos outros: Lucas (que escreveu dois livros bíblicos), Timóteo, Tito.

– André e Barnabé não eram tão talentosos quanto as pessoas que eles alcançaram. Contudo, ambos compartilharam alegremente com os outros o que eles conheciam de Cristo. E ambos participaram das recompensas espirituais dos que eles ajudaram.

– Cada um de nós é capaz de fazer discípulos e se multiplicar. Você pode ser um André!

– Quem foi o “André” que Deus usou para levar você a Cristo? Quem foi o “Barnabé” que Deus usou para te discipular? Quem será o “Timóteo, Tito, Lucas, Áquila e Priscila” nos quais você vai investir tempo de qualidade para compartilhar sua vida?

SP, 01.06.2019 – Pr Ronaldo Guedes Beserra, com auxílio do livro “Multiplicando discípulos” de Waylon B. Moore.

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Jovens Cristãos Enraizados

Texto: Gn 49.22

Introdução
– Um ramo só será frutífero, seus galhos só se estenderão, se estiver bem enraizado!
– José foi um ramo frutífero e bem enraizado. Por isso foi tão abençoado apesar das tribulações que viveu.

Transição
– A partir da vida do jovem José podemos aprender alguns princípios, verdades, lições importantes sobre um jovem (pessoa) enraizado (a).

I.) O jovem enraizado tem sonhos procedentes de Deus – Gn 37.5-7,9
– Deus deu dois sonhos para José que apontavam para os planos de Deus para o seu futuro.
– Que sonhos Deus tem te dado? O que Ele tem plantado em seu coração?
– Esses sonhos visam a glória de Deus e a expansão do Seu reino, ou são sonhos egoístas?

II.) O jovem enraizado enfrenta obstáculos antes da concretização dos sonhos procedentes de Deus – Gn 37.4,5,8,11,19,20,23,24,27,28,36; 39.6-23
– Obstáculos que José teve de enfrentar:
– Ódio, ciúmes, inveja, zombaria dos irmãos.
– Lançado em uma cisterna.
– Se adaptou a uma nova língua e cultura.
– Não permitiu que o ressentimento e a amargura crescessem em seu coração.
– Calúnia e prisão.
– Que tipos de obstáculos você tem enfrentado em sua caminhada? Não desista, como José não desistiu! O melhor de Deus ainda está por vir!

III.) O jovem enraizado enfrenta e vence difíceis tentações – Gn 39.7-12
– Tentação que José enfrentou foi muito difícil: mulher bonita, marido ausente, insistência da mulher, condições perfeitas para um grande romance, um grande caso de amor.
– Resposta de José e fuga – v. 8,9,12
– Que tipo de tentações você tem enfrentado? Como você tem reagido? Tem cedido ou tem fugido?

IV.) O jovem enraizado sabe aproveitar as oportunidades, mesmo em momentos aparentemente desfavoráveis – Gn 39.20-23; 40.7,14
– Se tornou o auxiliar direto do carcereiro
– Serviu o copeiro e o padeiro no momento de angustia pelo qual passavam
– Percebeu que o copeiro poderia ser o instrumento que Deus usaria para tirá-lo da prisão
– Você tem estado atento às oportunidades? Ou tem reclamado das circunstâncias?
– As oportunidades estão à nossa frente, só precisamos descobri-las.

V.) O jovem enraizado reconhece a Deus em todos os seus caminhos – Gn 39.9b, 40.8, 41.16
– José reconhece a Deus diante da mulher de Potifar, diante do copeiro e do padeiro, e diante do próprio Faraó
– Pv 3.5,6 – “Confia … não te estribes … Reconhece-o …”
– Você tem reconhecido a Deus em todos os seus caminhos, ou tem se vangloriado?

VI.) O jovem enraizado é proativo; não faz apenas o que se espera que ele faça – Gn 41.25-36
– Não apenas interpretou os sonhos, mas deu a solução para o problema que o sonho revelara.
– Não foi promotor de problemas, mas solucionador de problemas
– Não fez apenas o que se espera dele, mas foi além!
– E quanto a você, jovem cristão enraizado?

VII.) O jovem enraizado entende que Deus usa todas as circunstâncias de nossa existência para que os Seus propósitos sejam alcançados em nossas vidas – Gn 50.20
– Teve de aprender a lidar com o ódio e a inveja dos irmãos, pois certamente enfrentaria isso quando se tornasse governador do Egito.
– Teve de aprender a língua e cultura dos egípcios, caso contrário como poderia governá-los?
– Fez um estágio na casa de Potifar para aprender a administrar fartura.
– Fez um estágio na casa do cárcere para aprender a administrar escassez.
– Que circunstâncias Deus tem permitido em sua vida? Na família, na escola, no trabalho, na igreja?
– Entenda que Ele pode estar te preparando para os propósitos dEle.
– Gn 50.20; Jr 29.11; Rm 8.28

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 24.05.2019

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Ensinamentos acerca das provações da vida

Texto: Tiago 1.2-4

Introdução
– Entregar a vida a Cristo não significa estar isento de tribulações, muito pelo contrário.
– Exemplo de Joni Eareckson Tada. Nasceu em 15 de outubro de 1949. Aos 17 anos sofreu uma fratura cervical que a deixou tetraplégica. Escreveu suas experiências durante a reabilitação e as publicou em 1976 em sua autobiografia, best-seller internacional. O livro se tornou um filme, tendo ela como atriz principal. Ela também se tornou uma autora e apresentadora cristã evangélica, e fundadora de Joni and Friends, uma organização de apoio cristão entre a comunidade deficiente física. Realizou diversas publicações e palestras, recebendo diversos prêmios e reconhecimentos. Entre eles, em 2005 foi indicada ao Comitê Consultivo de Deficiência Física do Departamento de Estado dos EUA.
– Todos nós conhecemos muitos exemplos de muitos cristãos que já sofreram ou ainda sofrem com muitas provações.

Transição
– As provações são uma realidade na vida de todos os crentes em Cristo Jesus.
– O texto nos traz alguns ensinamentos acerca das provações pelas quais Deus nos permite passar.

I.) As provações devem ser consideradas e reconhecidas como motivo de alegria – v. 2
– “É uma ordem categórica e sugere a necessidade de uma decisão definitiva no sentido de tomar uma atitude alegre”.
– “O ‘toda a’ pode sugerir que a alegria não deve ser misturada com outras emoções – ‘tende por motivo de somente alegria’ – mas provavelmente enfatize em primeiro lugar a qualidade da alegria (‘grande alegria’)”.
– “Essa ordem se aplica a uma situação em que a reação de alegria não seria muito natural” (Douglas J. Moo).
– Por que devemos nos alegrar nas provações? Porque elas têm uma finalidade, o que veremos na sequência.

II.) As provações são passageiras – v. 2
– “O texto diz ‘passardes’, não ficardes” (Rev. Hernandes D. Lopes).
– Elas não são eternas, uma hora vão passar, vão se findar, nem que seja na eternidade.
– Exemplo de José: invejado, lançado numa cova, vendido, traído, escravizado, tentado, encarcerado, etc. Mas chegou um momento em que essas provações passaram.

III.) As provações são e serão várias e variadas ao longo de nossa jornada terrena – v. 2
– A palavra grega é “poikilos” cujo significado é multicolorido, variado, várias.
– As provações são multicoloridas, possuem muitas cores, são várias e variadas.
– Exemplo de Jesus: recém-nascido foi levado para o Egito para fugir da fúria de Herodes; teve uma infância muito simples; já no início da adolescência começou a trabalhar como carpinteiro; perdeu o ‘pai’ ainda muito jovem; foi uma espécie de arrimo para a sua família; foi perseguido pelas autoridades religiosas dos judeus; foi traído por um de seus discípulos; foi condenado injustamente; foi açoitado brutalmente; sofreu a pena de morte mais cruel.
– Hb 5.8: “…embora fosse Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu”.
– As provações serão muitas, portanto, se concentre apenas nas provações do presente, “pois basta a cada dia o seu mal”.

IV.) As provações são testes, provas da nossa fé – v. 3
– A palavra grega é “dokimion” cujo significado é teste, prova. “A palavra se refere ao processo pelo qual prata e ouro são refinados pelo fogo […] o sofrimento é o meio através do qual a fé, testada no fogo da adversidade, pode ser purificada e então fortalecida” (D. J. Moo).
– “A vida é um teste” (Rick Warren).
– Exemplo de Jó. Depois de ter passado pelo processo de prova, ele pôde dizer: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem” (42.6).

V.) As provações visam a um propósito (finalidade) específico – v. 3,4
– A fé, uma vez provada (testada) e confirmada (aprovada), produz perseverança.
– “Esta palavra (hypomone, no grego) indica a qualidade que se exige dos cristãos que enfrentam adversidades”. Tem o sentido de ‘firmeza’, ‘força estável’ e ‘persistência heróica’.
– “Pede-se ao cristão que reaja com alegria às provações, porque ele sabe que elas operam para produzir uma fé mais profunda, mais forte e mais segura” (D. J. Moo).
– Ler Rm 5.3,4 e 1 Pe 1.6,7.
– “A perseverança deve ter ação completa” (v. 4) – literalmente, uma obra perfeita. A perseverança deve produzir frutos completos e apropriados.

– “… para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes” (v. 4).
– Perfeitos, ou seja, maduros. “Cristãos maduros são o produto final das provações”.
– Íntegros, ou seja, completos, inteiros. “A palavra denota a inteireza de todas as virtudes cristãs” (Chave linguística do NT grego).
– Em nada deficientes, “não falhando em nada” (NTLH), “sem lhes faltar coisa alguma” (NVI).

– Um grande exemplo aqui é o Apóstolo Paulo. Ele foi perseguido, preso, açoitado, apedrejado, sofreu naufrágio, foi traído. No entanto, ele permitiu que todas essas coisas fossem meios para o tornarem mais parecido com Cristo.

Conclusão
– As provações são permitidas por Deus como instrumentos e oportunidades para que nos tornemos cada vez mais parecidos com Jesus (ler Rm 8.28,29). Por isso devem ser motivo de grande alegria!

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 21.09.2019.

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Como Deus nos trata a fim de darmos mais frutos

Texto: João 15.2

Introdução
– Olhando para as vidas de alguns dos principais personagens da história bíblica (Abraão, José, Moisés, Davi, Paulo) notamos um padrão do tratamento de Deus no sentido de prepará-los para os Seus propósitos em suas vidas, ou seja, para frutificarem.
– Podemos resumir os propósitos de Deus na vida destes personagens com uma só frase. Você já descobriu o propósito de Deus para a sua vida? Poderia resumi-lo em uma única frase?
– Essa descoberta também é um processo. Não ocorre da noite para o dia.
– Rick Warren ensina que podemos ter uma dica de como Deus que nos usar (qual o Seu propósito, qual a missão que Ele reservou para nós) a partir da combinação de pelo menos cinco fatores:
F ormação espiritual (dons espirituais específicos)
O pções do coração (áreas de interesse, o que você ama fazer)
R ecursos pessoais (talentos naturais, habilidades específicas)
M odo de ser (personalidade, temperamento)
Á reas de experiência (histórico familiar, educacional, vocacional, espiritual, ministerial, situações difíceis).

Proposição
– A fim de darmos mais frutos, de cumprirmos o propósito de Deus para as nossas vidas, Deus nos trata.
– Nesse processo de tratamento, Deus permite que passemos por alguns estágios. (Vamos falar de 7 estágios, sendo que o primeiro e o último não são processos de tratamento especificamente. Os processos específicos de tratamento são os de número 2 a 6, relacionados abaixo).

I.) Estágio das promessas e dos sonhos
– Ainda não é um processo de tratamento propriamente dito.
– Deus faz promessas a Abraão (Gn 12.1-3).
– Deus dá sonhos a José (Gn 37.5-11).
– Deus faz Moisés perceber as razões de sua história ser tão diferente das histórias dos outros meninos que nasceram na mesma época em que ele nasceu (At 7.25).
– Deus manda o profeta Samuel ungir o futuro rei Davi e faz nascer no coração de Davi o sonho de reinar sobre Israel (1 Sm 16.11-13).
– Aplicação: que promessas e sonhos Deus tem feito a você?

II.) Estágio da preparação
– José é preparado para administrar fartura na casa de Potifar (Gn 39.3-6) e é preparado para administrar escassez na casa do cárcere (Gn 39.20-23).
– Moisés é preparado para escrever o Pentateuco (se tornar um legislador) ao ser instruído em toda a sabedoria dos egípcios em seus primeiros 40 anos de vida (At 7.22); é preparado para liderar e pastorear o povo de Israel durante os 40 anos que viveu no deserto cuidando das ovelhas de seu sogro (At 7.29,30).
– Davi é preparado para pastorear o povo de Israel ao pastorear as ovelhas de seu pai (1 Sm 16.11); prepara a base de seu poderoso exército enquanto era fugitivo de Saul (1 Sm 22.1,2); envia presentes aos anciãos de Israel preparando o caminho para se tornar rei (1 Sm 30.26-31).
– Paulo foi instruído aos pés de Gamaliel (At 22.3) e depois de sua conversão passou um tempo na Arábia para provavelmente fazer uma releitura do AT à luz de Jesus como o Messias prometido (Gl 1.15-18).
– Aplicação: as circunstâncias difíceis pelas quais você tem passado podem ser exatamente o expediente que Deus está usando para prepará-lo para os propósitos que Ele tem para a sua vida!

III.) Estágio da espera e obscuridade
– Abraão, depois de ter chegado à Palestina, espera 25 anos pelo cumprimento da promessa de Deus (Gn 12.4 com Gn 21.5).
– José, desde que teve os sonhos até se tornar governador do Egito, espera treze anos (Gn 37.2 com Gn 41.46).
– Moisés esperou 80 anos para começar a missão que Deus lhe confiou (At 7.23,30), ou seja, os primeiros dois terços de sua vida foram para preparação e o último terço para a execução da tarefa. Até os 80 anos Moisés era tão somente um ilustre desconhecido.
– Desde a unção feita pelo profeta Samuel até se tornar rei Davi teve de esperar muitos anos, talvez aproximadamente 15 anos (2 Sm 5.4,5).
– Aparentemente, o ministério do apóstolo Paulo só começou a deslanchar depois que Barnabé foi buscá-lo em Tarso para ajudar na igreja de Antioquia. Até então, Paulo era um ilustre desconhecido ainda que já tivesse tido contato com os apóstolos (At 9.20-30; 11.25,26; 13.1-3).
– O próprio Jesus não começou o seu ministério aos 18 anos, mas aos 30 anos (Lc 3.23). Neste período e no início de seu ministério ainda não era conhecido (obscuridade).
– Aplicação: você tem tido de esperar muito? Ainda está vivendo o período de obscuridade em sua vida? Entenda: isso tudo faz parte do tratamento de Deus!

IV.) Estágio do sofrimento
– A espera, citada no ponto anterior, gera sofrimento emocional.
– José perdeu a sua mãe quando ainda jovem (Gn 35.16-19); foi traído por seus próprios irmãos, jogado em uma cisterna, vendido como escravo (Gn 37); foi tirado abruptamente de sua terra natal, do convívio com a família e teve de se adaptar forçosamente a uma nova cultura; quando as coisas pareciam estar melhorando foi lançado no cárcere onde passou os melhores anos de sua vida (Gn 39).
– Moisés teve de enfrentar 40 anos de deserto, uma rotina cansativa em um ambiente inóspito (At 7.20-34).
– Davi foi vítima da inveja e da implacável perseguição do rei Saul (1 Sm 18.17-19; 19.8-11); teve que morar em cavernas (1 Sm 22.1); chegou ao ponto de buscar abrigo em Gate (a terra natal do gigante Golias) e, diante da desconfiança dos servos do rei teve que se fingir de louco para não ser morto (1 Sm 21.10-15); Davi chorou até não ter mais forças quando as mulheres e crianças foram levadas de Ziclague; ali muito se angustiou e os seus homens pensaram na hipótese de apedrejá-lo (1 Sm 30.1-6).
– Aplicação: por quais sofrimentos Deus tem permitido a você enfrentar?

V.) Estágio da tentação
– Abraão caiu na tentação de mentir duas vezes sobre o fato de Sara ser sua esposa (Gn 12.10-20; 20.1,2); também concordou em se deitar com a serva Agar por sugestão de sua esposa (Gn 16.1-4).
– José venceu a tentação de se deitar com a mulher de Potifar (Gn 39.7-12).
– Moisés caiu na tentação de matar um egípcio (At 7.24).
– Davi venceu por duas vezes a tentação de matar o rei Saul que o perseguia (1 Sm 24.1-7; 26.1-16).
– Aplicação: o nosso adversário colocará muitos pratos atraentes em nossa caminhada. Existem muitas ‘cascas de banana’ ao longo da jornada. Vigiemos!

VI.) Estágio da frustração
– A espera também gera muita frustração.
– Em algum momento, José pode ter ficado frustrado imaginando que os seus irmãos tinham estragado os sonhos de Deus para a vida dele.
– Aos 80 anos Moisés ainda não havia conquistado nada na vida; apenas apascentava o rebanho de seu sogro no deserto (Ex 3.1).
– Aplicação: você perdeu o controle ao longo do processo? Que tipo de frustração você tem enfrentado? Deus está trabalhando em todas as coisas!

VII.) Estágio do cumprimento dos propósitos de Deus
– Abraão testemunha o nascimento de Isaque (Gn 21.1-5); José se torna governador do Egito (Gn 41.37-45); Moisés é usado por Deus para tirar o povo de Israel do Egito e conduzi-lo rumo a Terra Prometida (At 7.35,36); Davi se torna rei de Israel (2 Sm 5.4,5).; Paulo se torna o maior missionário de todos os tempos.
– Se cumpriu bem todas as etapas anteriores, quando chegar neste estágio, você estará preparado para cumprir a missão de Deus para a sua vida. Por isso é necessário não queimar etapas ao longo do processo.
– No processo de tratamento Deus cuidará de quebrar o seu ego e o seu orgulho. Assim, você terá plena consciência de que não foi por seus méritos que chegou aonde chegou.
– Não pense que este estágio não trará novos desafios. Afinal, não foi nada fácil para José administrar toda a terra do Egito; foi muito penoso a Moisés liderar um povo rebelde por mais 40 anos; Davi se descuidou como rei, caiu em pecado e teve de enfrentar difíceis consequências em sua família e reinado; Paulo foi perseguido, apedrejado, açoitado, sofreu naufrágio, foi preso e martirizado pela causa de Cristo.
– Depois de tudo o que ouviu, você ainda está disposto a se deixar tratar e trabalhar por Deus? Ainda está disposto a cumprir os propósitos de Deus para a sua vida?

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 28.08.2019.

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Como Vencer Grandes Adversidades

Texto: 1 Samuel 30.1-20

Introdução
– Grande tempestade (tribulação, adversidade) se precipitou sobre a vida de Davi e seus homens – v. 1-6

Transição
– Todos nós estamos sujeitos a enfrentar grandes tempestades em alguns momentos de nossa existência.
– O texto nos mostra algumas atitudes a serem tomadas em momentos de grandes tempestades/adversidades.

I.) Reanime-se no Senhor – v. 6 b
– “Davi se esforçou no Senhor” (ARC); “Davi se reanimou no Senhor” (ARA); “fortaleceu-se no Senhor” (NVI); “o Senhor … lhe deu coragem” (NTLH).
– “… da fraqueza tiraram força, tornaram-se poderosos na batalha e puseram em fuga exércitos estrangeiros” (Hb 11.34).
– Nos momentos mais difíceis da vida, ou nos levantamos encontrando forças em Deus, ou seremos derrotados.

II.) Consulte ao Senhor – v. 7,8
– Precisamos aprender a consultar ao Senhor antes da tomada de decisões, principalmente aquelas de maior importância.
– Josué e os líderes de Israel deixaram de consultar a Deus e foram enganados pelos gibeonitas aos quais ficaram presos – Js 9.14

III.) Aja baseado nas Promessas de Deus, na Palavra de Deus a despeito das circunstâncias – v. 9,10
– Deus orientou Davi a perseguir os inimigos. Baseado nessa Palavra e nessa Promessa de Deus, Davi agiu.
– Ainda que nem todos os homens de Davi conseguissem ir adiante, Davi continuou firme em sua ação.
– “Respondeu-lhe Simão: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos, mas sob a tua palavra lançarei as redes” (Lc 5.5).

IV.) Conte com a Providência de Deus – v. 11-16
– Quando o propósito de Deus for nos conduzir à vitória, Ele sempre agirá a nosso favor através de Sua Divina Providência.
– Notar como na vida de José do Egito, tudo foi Providência de Deus.

V.) Lute decididamente com todas as suas forças – v. 17
– Aja com decisão, faça o que tiver de ser feito, enfrente o problema de frente, de cara; vença todo o cansaço, reúna todas as suas forças, lute!

VI.) Recupere tudo o que lhe seja possível recuperar – v. 18-20
– Não se conforme com menos, não se acomode em algum tipo de zona de conforto.
– Busque recuperar o tempo perdido, sua família, seu casamento, seus filhos, suas posses.

Conclusão
– Os mesmos que falavam em apedrejar Davi (v. 6), agora o honravam (v. 20).
– As tempestades/adversidades que Deus nos permite passar podem ser oportunidades disfarçadas para Ele nos honrar, para Ele confirmar a nossa liderança.
– Certamente são oportunidades para adquirirmos grandes experiências com o nosso Deus!

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 22.08.2018.

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Para Quem Deseja Ser Honrado

Texto: 1 Pedro 5.6

Introdução
– Citar vários personagens bíblicos, bem como líderes da história geral que foram honrados por Deus.
– Há no ser humano um desejo de ser honrado, de ser reconhecido: ser um grande executivo, um grande empresário, ter uma carreira sólida e reconhecida, ter um grande ministério, ser um grande intelectual, etc.

Transição
– Todos nós queremos ser honrados.
– O texto nos mostra algumas condições para que sejamos honrados e exaltados.

I.) Precisamos nos manter humildes
– Porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes – 1 Pe 5.5b; Tg 4.6,10; Pv 3.34,35; 29.23
– Porque os que se exaltam serão humilhados, mas os que se humilham serão exaltados – Mt 23.11,12
– Porque Deus atenta para os humildes – Sl 138.6; Is 57.15

II.) Precisamos nos manter debaixo da Mão de Deus, que é Poderosa
– Tem a ver com submissão, dependência.
– Jamais devemos sair dessa posição, ou seja, de debaixo da Mão de Deus. Tal atitude aponta para independência, insubmissão e autossuficiência.
– Na verdade não há como não ficar debaixo da Mão de Deus. Ou a pessoa estará debaixo da Mão de Deus para ser abençoado (Ed 7.9; 8.18; Ne 2.18), ou estará debaixo da mão de Deus para ser castigado, corrigido (Sl 32.4; At 13.11). Portanto, fiquemos debaixo da Mão de Deus para sermos abençoados!
– A Mão de Deus é Poderosa: Sl 89.13; Is 59.1,2.

III.) Precisamos entender que Quem nos honra é Deus
– Deus usa ou pode usar pessoas para nos honrar, mas em última análise quem nos honra é Deus.
– Você pode se esforçar, se dedicar, levantar cedo, dormir tarde, implementar estratégias, se desdobrar em mil – e você deve fazer isso! – no entanto, se Deus não quiser te honrar, nenhum esforço seu será suficiente.
– Ler 1 Cr 29.12; Dn 2.21; Sl 127.1; 1 Co 3.6; Rm 9.16

IV.) Precisamos estar cientes de que há o tempo certo de Deus nos honrar
– Devemos esperar o tempo de Deus e não tentar adiantar as coisas.
– Antes de ser honrado, José teria de ser alvo da inveja e traição dos irmãos, ser escravo no Egito, passar vários anos em uma prisão, e esperar muitos anos.
– Antes de ser honrado, Moisés teve de ser treinado no palácio de Faraó e no deserto. Moisés tentou adiantar as coisas ao matar um egípcio, mas ainda não era o tempo de Deus.
– Antes de ser coroado rei de Israel, Davi teve de ser perseguido implacavelmente por Saul. Davi teve 2 chances de adiantar as coisas, mas preferiu não ferir o ungido do Senhor e esperar o tempo de Deus.
– O fato de você ser honrado não depende das condições políticas e econômicas da nação, não depende do seu patrão ou gerente, não depende do seu pastor ou líder de ministério, mas de Deus. Quem está no controle de sua vida é o Senhor, e não as pessoas que exercem algum tipo de autoridade sobre você.
– Quando chegar o tempo de Deus te honrar, nada poderá impedir: “Ainda antes que houvesse dia, eu era; e nenhum há que possa livrar alguém das minhas mãos; agindo eu, quem o impedirá?” (Is 43.13).

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 19.08.2018.

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Vencendo as Tempestades da Vida

Texto: Atos 27.6-44; inicialmente ler o v. 20.

Introdução
– Na noite de 04 de outubro de 1744, o HMS Victory, um navio de primeira linha da Royal Navy (Marinha Real), foi pego por uma tempestade no Canal Inglês, quando a embarcação voltava para a Inglaterra. Toda a tripulação de 1.150 marinheiros morreu.
– São muitos os casos de navios que naufragaram em meio a uma forte tempestade.

Transição
– Todos nós enfrentamos várias tempestades ao longo de nossa existência.
– O texto nos mostra algumas lições a serem aprendidas quanto às tempestades da vida.

I.) As tempestades da vida podem ser evitadas se estivermos atentos às circunstâncias e dermos ouvidos a pessoas tementes a Deus, e não somente a especialistas – v. 6-12
– Tanto o piloto como o centurião já deveriam ter atentado para as circunstâncias contrárias relatadas nos versos 7,8.
– O piloto e o centurião também deveriam ter dado ouvidos ao que Paulo, um homem de discernimento espiritual, estava dizendo. No entanto, o centurião deu mais crédito ao que o piloto e o mestre do navio diziam – v. 9-11
– Deus fala pelas circunstâncias; precisamos estar atentos!
– Deus usa pessoas de discernimento espiritual para nos orientar; também precisamos ficar alertas!

II.) As tempestades da vida podem ser evitadas se não nos deixarmos enganar por supostos momentos de calmaria – v. 13-19
– O piloto e o centurião foram iludidos por um vento brando que soprava. No entanto, logo na sequencia, veio a tempestade.
– Momentos de calmaria podem ser ilusórios. Temos de estar atentos sempre, jamais podemos ‘baixar a guarda’. Mais uma vez vale ressaltar a necessidade de discernimento!

III.) As tempestades da vida, de tão intensas, podem nos levar a perder completamente as esperanças; no entanto, devem ser enfrentadas com bom ânimo – v. 20-22
– Diante dos acontecimentos relatados nos versos 14-20, as esperanças se desfizeram totalmente.
– Como é importante ouvir e dar bons conselhos em momentos de tempestades – v. 22
– Mau ânimo é sinônimo de incredulidade, não ajuda em nada; pelo contrário, atrapalha muito.

IV.) As tempestades da vida são momentos propícios para Deus se revelar a nós de maneira especial – v. 23
– Nos momentos de maior tempestade Deus pode se revelar a nós – v. 23,24
– Mesmo em momentos de grande tempestade, o verdadeiro servo de Deus não perde a convicção de sua posição espiritual, “Deus, de quem sou e a quem sirvo” – v. 23.

V.) As tempestades da vida devem ser enfrentadas com a convicção de que elas não podem impedir o propósito de Deus para as nossas vidas – v. 24-26
– As tempestades não podem impedir o propósito de Deus para as nossas vidas (v. 24). Era propósito de Deus que Paulo comparecesse perante o Imperador Romano, portanto, aquela tempestade não ceifaria a sua vida.
– Se Deus tem propósitos específicos para a sua vida, ainda que você esteja passando por uma grande tempestade, tal intempérie não poderá dar cabo da sua vida!
– Deus manifesta a Sua Graça nos momentos de tempestades da vida.
– Nos momentos de tempestades precisamos confiar que Deus cumprirá os Seus propósitos e promessas em nossas vidas – v. 25

VI.) As tempestades da vida não nos devem levar a ficarmos desapercebidos quanto ao egoísmo de pessoas mal intencionadas – v. 30-32
– Os marinheiros quiseram egoisticamente fugir do navio e deixar todos os viajantes à própria sorte. Mas Paulo estava atento e denunciou essa má intenção ao centurião.
– Além das tempestades, você ainda terá de lidar com pessoas mal intencionadas. Fique atento!

VII.) As tempestades da vida não devem nos impedir de nos preocuparmos com o bem estar das pessoas que estão à nossa volta, e de testemunharmos do nosso Deus – v. 33-38
– Enquanto os marinheiros pensavam apenas no seu próprio bem estar, o apóstolo Paulo pensava no bem estar de todos os viajantes.
– Ao tomar o pão e dar graças a Deus na presença de todos, Paulo testemunhava de sua fé em Deus.
– Precisamos aprender a praticar o altruísmo, e não o egoísmo.
– Vamos atrair pessoas a Cristo se, durante as tempestades que enfrentarmos, dermos um bom testemunho de altruísmo, e confiança em Deus.

VIII.) As tempestades da vida devem ser vencidas com os recursos que tivermos à mão – v. 42-44
– Os que sabiam nadar foram os primeiros a se salvar. Os demais tiveram de se apoiar em tábuas e destroços do navio.
– Os que sabiam nadar não aprenderam no momento da tempestade. Já haviam aprendido antes, em momentos de calmaria.
– Uma boa preparação em tempos de paz pode facilitar a vitória em tempos de tempestade!
– Quais recursos você tem à mão? Utilize-os para vencer a tempestade e chegar em terra firme!

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 09.08.2018

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O Perdão de Deus para Conosco e o Nosso Perdão para Aqueles que nos Ofendem

Texto: Mateus 18.21-35

Introdução
– A falta de perdão pode provocar sentimentos de vingança, pode desencadear doenças emocionais e físicas como depressão, dores musculares e hipertensão; pode ainda causar reações alérgicas, enxaquecas, dores no corpo e chegar a tal nível que se transforma em um tumor.
– A falta de perdão está diretamente associado a problemas de ordem emocional.
– Não perdoar é como alguém que toma um copo de veneno esperando que faça mal para aquele com o qual ficou ofendido.
– Às vezes houve, de fato, uma ofensa contra nós. Outras vezes, não passa de ‘coisa da nossa cabeça’.

Transição
– Devemos entender e nos apropriar do perdão de Deus para conosco, e também aprender a perdoar àqueles que nos têm ofendido, entristecido ou nos magoado.
– O texto bíblico nos ensina algumas importantes lições sobre o perdão de Deus para conosco e sobre o perdão que devemos liberar para os nossos ofensores.

I.) O perdão àqueles que nos ofendem deve ser praticado sem limites – v. 21,22
– Não sete vezes, mas setenta vezes sete.
– O perdão não é uma questão de matemática, mas de conduta.
– A compaixão divina, que é para ser imitada, não tem limites.
– O perdão deve ser uma atitude constante, como o é com Deus.
– Temos perdoado os nossos ofensores quantas vezes nos têm sido necessárias?

II.) O perdão de Deus para conosco nos foi concedido em relação a uma dívida impagável – v. 23-26
– Deus é o “rei que resolveu ajustar contas”.
– Nós somos os servos com quem ele ajusta contas. Todos nós compareceremos perante o tribunal de Cristo (Rm 14.10; 2 Co 5.10).
– Dez mil talentos de prata, segundo o cálculo judaico, representariam muito mais de dez milhões de dólares.
– Jamais teríamos como pagar a dívida dos nossos pecados diante de Deus!

III.) O perdão de Deus para conosco foi fruto da compaixão e graça divinas – v. 27
– “compadecendo-se […] perdoou-lhe”.
– “Nosso Rei nos dá aqui uma maravilhosa visão da misericórdia e compaixão do coração divino. Somente a benignidade é capaz de solucionar o nosso problema, porque não temos com que pagar o nosso débito. Mesmo que tivéssemos muito dinheiro com que quiséssemos pagar nossos pecados, tal transação seria inaceitável, tendo em vista que a salvação” não pode ser comprada por dinheiro. “É somente na obra consumada de Cristo […] que Deus pode solucionar o nosso estado de falência e abolir nosso débito” (Herbert Lockyer).
– Você já se apropriou do perdão de Deus, em Cristo Jesus?

IV.) O perdão àqueles que nos ofendem é extremamente pequeno se comparado com o perdão que Deus, em Cristo, nos concedeu – v. 28 a
– Dez mil talentos x cem denários – atualizando: Dez milhões de dólares x doze dólares.
– O perdão que devemos liberar aos que nos ofendem é praticamente nada se comparado com o perdão que Deus nos perdoou!
– Ainda assim vamos continuar a reter o perdão sobre os nossos ofensores?

V.) O perdão àqueles que nos ofendem não deve deixar de acontecer pela nossa dureza de coração – v. 28 b
– O servo foi extremamente violento, agressivo, estúpido e malvado.
– Nosso coração tem estado duro para com aqueles que nos ofenderam? Temos sido violentos e agressivos para com tais pessoas?

VI.) O perdão àqueles que nos ofendem deve ser uma imitação do perdão compassivo de Deus para conosco – v. 29-33
– Notar que o conservo fez exatamente o mesmo pedido que o servo havia feito ao rei (v. 26,29).
– No entanto, as respostas foram diferentes: o rei perdoou o servo, e o servo não perdoou o conservo. Ou seja, o servo não imitou a atitude compassiva do rei!
– O rei repreende ao seu servo – v. 32,33
– Temos sido imitadores de Deus no que diz respeito ao perdão?

VII.) O perdão àqueles que nos ofendem, quando não ocorre, causa a tristeza e o clamor daqueles que são testemunhas da nossa dureza de coração – v. 31
– Os companheiros do servo duro de coração ficaram entristecidos.
– A NTLH traduz que os outros empregados “ficaram revoltados” com a atitude do servo duro de coração.
– A sua tristeza e revolta levaram-nos a relatar ao rei a injustiça. Quando não perdoamos aos que nos ofendem, os que estão à nossa volta e são testemunhas disso, podem levar o caso a Deus, clamando até com certa ‘revolta’, ou seja, com intensidade. Penso que não desejamos que ninguém fique clamando a Deus por justiça contra nós!

VIII.) O perdão àqueles que nos ofendem, quando não ocorre, pode causar a indignação de Deus – v. 34
– O rei ficou indignado; Na NVI diz que ele ficou irado!
– Jamais despertemos a ira de Deus em função da falta de perdão àqueles que nos ofendem!

IX.) O perdão àqueles que nos ofendem, quando não ocorre, abre ocasião para que sejamos entregues aos torturadores – v. 34, 35 a
– Verdugos (ARA), torturadores (NVI), atormentadores, algozes, carrascos.
– “Se […] permanecermos em dureza de coração com relação aos outros, o Senhor nos entregará aos verdugos. Ele nos deixará, para que recebamos as agulhadas da nossa consciência, ou os ataques de Satanás, até que sejamos levados a agir de acordo com a sua vontade” (H. Lockyer).

X.) O perdão àqueles que nos ofendem deve ser sincero, do íntimo, e do coração – v. 35 b
– Íntimo (ARA), de coração (NVI), sinceramente (NTLH); Lembrar das palavras de Jesus depois de ensinar a Oração do Pai Nosso (Mt 6.12,14,15).

Pr Ronaldo Guedes Beserra com o auxílio de Herbert Lockyer, em ‘Todas as Parábolas da Bíblia’.

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A Parábola dos Dois Filhos

Parábola dos Dois Filhos – Mt 21.28-32

Texto: Mateus 21.28-32

Introdução
– Contextualizar: Essa parábola foi proferida na semana da Paixão de Cristo, e foi uma espécie de resposta ao questionamento dos principais sacerdotes e anciãos do povo quanto à autoridade com a qual Jesus havia realizado a purificação do templo (ler e elucidar Mt 21.12,13,23-27).
– Essa parábola traz algumas lições práticas para nós. Vejamos:

I.) Que a nossa prática não seja diferente do nosso discurso – v. 28,29
– Esse primeiro filho simbolizava os fariseus, saduceus e escribas, representantes da religião dos judeus, mas que estavam tão longe de Deus quanto os pecadores.
– Professavam ser do Senhor, mas eram desobedientes e rebeldes.
– Deveriam ser exemplos de espiritualidade pelo conhecimento que tinham, mas não eram.
– Por fora eram corretos e justos; tinham aparência de santidade, sempre dizendo “Eu vou Senhor”, porém não obedeciam na prática.

– Esse primeiro filho disse uma coisa e fez outra; era contraditório; havia um conflito entre o que dizia e o que fazia, entre o que prometia e o que cumpria.
– Suas palavras aduladoras eram mentirosas; não havia arrependimento; era hipócrita.
– Ele não mudou de uma intenção boa para uma má intenção; Sua atitude já era premeditada. Não tinha nenhuma intenção de mudar.
– Ao dizer que ia trabalhar na vinha, já sabia de antemão que não iria. Só dizia de boca para fora!

– Que jamais imitemos esse primeiro filho, que jamais nos inspiremos nos religiosos dos tempos de Jesus!
– Que o nosso discurso acompanhe a nossa prática, e vice versa!

II.) Que nos arrependamos quando a nossa disposição inicial for de negligência – v. 30
– Esse segundo filho representava os cobradores de impostos, os pecadores e as prostitutas.
– Representa os que não professam e nem praticam a fé cristã.
– Diferentemente do primeiro filho, não temem a Deus e nem fingem; não são hipócritas, não são contraditórios; sabem que são pecadores e afirmam isso claramente.

– No entanto, ao ouvirem a pregação de João Batista, esses pecadores que eram rebeldes (“Não quero ir, não vou”) arrependeram-se, obedeceram e se tornaram filhos de Deus.
– Viviam em pecado e sabiam disso, assumiam isso; eram como o filho rebelde.
– Mas a mensagem sobre o pecado e sobre o arrependimento penetrou no coração deles; se arrependeram, mudaram de atitude e foram servir ao Senhor em Sua vinha.

– Que a nossa disposição inicial sempre seja a de obedecer, seguida da prática da obediência. No entanto, caso sejamos inicialmente negligentes, que nos arrependamos e mudemos a disposição do nosso coração!
– Se houver alguém que está sendo deliberadamente rebelde, que se arrependa, confesse os seus pecados, creia em Jesus como Senhor e Salvador e se disponha a trabalhar na vinha do Senhor!

III.) Que estejamos atentos ao caminho da justiça, não negligenciemos a fé, e nem o arrependimento – v. 31,32
– Ao responderem a pergunta de Jesus, os fariseus emitiram um veredito que recaiu sobre eles mesmos.
– Quanto à declaração de Jesus no v. 31: “Há mais esperança para os conscientemente ímpios, do que para os que se consideram santos” (H. Lockyer).
– No entanto, a expressão “vos precedem” significa que Jesus estava deixando a porta aberta para os fariseus também entrarem no Reino de Deus. Alguns entraram no Reino após os pecadores salvos: Saulo foi um deles.
– O v. 32 destaca que os fariseus não estiveram atentos ao caminho da justiça, negligenciaram a fé (enquanto os pecadores que eles desprezavam vieram a crer), e negligenciaram também o arrependimento. Que jamais imitemos os religiosos dos dias de Jesus! Que façamos exatamente o contrário!

Conclusão
– As repostas diferentes dos dois filhos apenas demonstravam diferentes pecados.
– O primeiro prometeu obediência, mas não tinha a intenção de cumprir a palavra.
– O segundo nem prometeu e nem tinha a intenção de obedecer.
– Até esse ponto, não há porque preferir um a outro.
– Tornam-se diferentes somente no derradeiro ato.
– Quanto a nós, que respondamos afirmativamente quando chamados a servir, e que de fato cumpramos a palavra enpenhada!

Pr Ronaldo Guedes Beserra,
Com o apoio dos escritos de Herbert Lockyer, em “Todas as Parábolas da Bíblia”.

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Os Dons do Espírito Santo

Textos: Rm 12.6-8; 1 Co 12.8-10, 25-28; Ef 4.11

Introdução
– Os dons espirituais foram dados para o serviço, não para satisfação pessoal.
– Cada pessoa redimida recebeu pelo menos um dom do Espírito Santo.
– Somos responsáveis diante de Deus pela maneira com que usamos nossos dons.
– Cada membro tem uma função especial, mas todos devem trabalhar juntos (1 Co 12.14-21).
– Cada membro do corpo é único. Deus dá dons semelhantes a pessoas diferentes. Se qualquer de nós estiver faltando, o corpo estará incompleto.

I.) A Origem dos Dons Espirituais
– É o Espírito Santo quem decide quem recebe e que dons; Ele os distribui como quer (1 Co 12.11).
– Temos de prestar contas do uso de qualquer dom que recebemos, mas não somos responsáveis pelos dons que não recebemos.
– Não devemos cobiçar ou ter inveja de dons que outros tenham.
– Podemos desejar outros dons e até pedir por eles, mas se não for da vontade do Espírito Santo, não obteremos o que pedimos.
– Todos os crentes devem ter o mesmo fruto (Gl 5.22,23), mas nem todos os crentes terão o mesmo dom.

II.) Dons Espirituais e Talentos
– Nas três passagens que falam dos dons achamos mais ou menos vinte dons.
– Muitos dons se parecem com habilidades ou talentos naturais; outros são claramente espirituais.
– Deus pode tomar um talento, transformá-lo, pelo poder do Espírito Santo, e usá-lo como dom espiritual.
– Um dom é um “instrumento” que deve ser usado, e não uma joia ou objeto e decoração. Ex.: diferentes ferramentas que um carpinteiro usa, diferentes instrumentos que um médico precisa.
– Talento artístico de qualquer tipo é um dom de Deus (Tg 1.17), ainda que a pessoa não reconheça isso.

III.) O Propósito dos Dons
– Deus deu a cada um de nós um serviço, e dons sobrenaturais para executá-lo (Ef 4.12).
– Os dons são concedidos “visando a um fim proveitoso” (1 Co 12.7); portanto, não podem ser usados com propósitos egoístas. Através dos dons devemos ajudar uns aos outros (Fp 2.3,4).
– Antes de alistar os dons em Ef 4.11, Paulo nos exorta à unidade (v. 3-7). Portanto, os dons do Espírito nunca devem dividir o corpo de Cristo, mas mantê-lo unido.

IV.) Como Reconhecer Seu Dom
a.) Tenha certeza de que Deus lhe deu pelo menos um dom espiritual, e quer que você saiba qual é e o use para Sua glória.
b.) Orar com discernimento e objetivamente para que Deus nos mostre os nossos dons.
c.) Buscar uma compreensão inteligente do que a Bíblia diz sobre dons espirituais.
d.) Conheça a si mesmo e às suas capacidades. Se envolva em diferentes tarefas na igreja e responda às perguntas: O que eu sou atraído a fazer? O que eu faço com habilidade? Que dons espirituais outros irmãos têm reconhecido em minha vida?

V.) Dons Ministeriais – Ef 4.11

Apóstolo: O termo grego significa “alguém enviado com uma missão”.
– “o dom do apostolado deve se referir a este grupo pequeno e especial que eram os ‘apóstolos de Cristo’: os doze e Paulo. Eles eram diferentes porque tinham sido testemunhas oculares do Jesus histórico […] Neste sentido eles não têm sucessores, apesar de haver, sem dúvida, ‘apóstolos’ hoje em dia, no sentido secundário de ‘missionários’” (John Stott).

Profeta: O termo grego significa “expositor público”. Nos tempos apostólicos tinha duas facetas: (1) a transmissão de palavras de Deus para os homens; (2) edificar, instruir, consolar e exortar (1 Co 14.3). É preciso distinguir a profecia como dom ministerial, da profecia como manifestação momentânea do Espírito (1 Co 12.10).

Evangelista: Vem de uma palavra grega que significa “aquele que anuncia boas notícias”. O dom de evangelizar é uma capacidade maior para transmitir o evangelho.

Pastor: Ministros do evangelho ordenados e santos não ordenados que têm dons de aconselhar, orientar, advertir e guardar o rebanho.

Mestre: A palavra grega significa “instrutor”. Ensinar é uma capacidade, dada pelo Espírito, de firmar na vida de cristãos o conhecimento da Palavra de Deus e a sua aplicação em seu pensar e agir.
– A maneira como Paulo pôs as palavras em Ef 4.11 dá tanta proximidade aos dons de pastor e mestre, que quase poderiam ser traduzidos como se fossem um só dom, “pastor-mestre”.

VI.) Dons de Manifestações – 1 Co 12.8-10

Palavra da Sabedoria: Deus dá aos crentes sabedoria pela Escritura. E ainda dá um dom ou capacidade especial de sabedoria para alguns.

Palavra do Conhecimento: Ou seja, familiaridade com informação espiritual; os dons de sabedoria e conhecimento devem andar juntos; Este conhecimento, dom do Espírito, está baseado em longas horas de estudo disciplinado. Mas a capacidade de aplicar o que aprendemos, em situações específicas, de fato ultrapassa o estudo e vem diretamente do Espírito Santo.

: Não se trata da fé para a salvação, mas de um fé sobrenatural especial, comunicada pelo Espírito Santo, capacitando o crente a crer em Deus para a realização de coisas extraordinárias e milagrosas.

Dons de Curar: Concedidos à igreja para a restauração da saúde por meio divinos e sobrenaturais. Não são concedidos a todos os crentes; todavia, todos podem orar pelos enfermos.

Operação de Milagres: Atos sobrenaturais de poder que intervém nas leis da natureza; sinais, prodígios e maravilhas.

Profecia: Dom que capacita o crente a transmitir uma palavra ou revelação diretamente de Deus, sob o impulso do Espírito Santo (1 Co 14.24,25,29-31). Não envolve revelação nova, mas algo que o Espírito Santo está fazendo, relacionado com a Palavra escrita de Deus.

Discernimento de Espíritos: Vem de um termo grego que compreende diversas ideias: ver, considerar, examinar, compreender, ouvir, julgar de perto. A Bíblia ensina que muitos falsos profetas e enganadores surgiriam (2 Co 11.14,15; 1 Tm 4.1).
– Os crentes devem testar os vários espíritos e doutrinas, comparando-os com o padrão da Palavra de Deus. O Espírito Santo dá a algumas pessoas capacidade extraordinária para discernir a verdade.
– Capacidade para perceber hipocrisia, superficialidade, engano e mentira. Pedro reconheceu a hipocrisia de Ananias e Safira (At 5.1-11), e também o que se passava no interior do mágico Simão (At 8.9ss).

Variedade de Línguas: Podem ser línguas humanas e vivas (At 2.4-6), ou uma língua desconhecida na terra, “língua … dos anjos” (1 Co 13.1; 14.23,27,28,39). A língua falada através deste dom não é aprendida, e quase sempre não é entendida, tanto por quem fala (1 Co 14.14), como pelos ouvintes (1 Co 14.16). Deve haver ordem quanto ao falar em línguas em voz alta durante o culto (1 Co 14.27,28). Quem fala em línguas pelo Espírito, nunca fica em “êxtase” ou “fora de controle” (1 Co 14.32).

Interpretação de Línguas: Capacidade concedida pelo Espírito Santo, para o portador deste dom compreender e transmitir o significado de uma mensagem dada em línguas. A interpretação pode vir através de quem deu a mensagem em línguas, ou de outra pessoa. Quem fala em línguas deve orar para que possa interpretá-las (1 Co 14.13).

VII.) Dons de Operação na Igreja Local – 1 Co 12.25-28

Apóstolos: Ver acima.

Profetas: Ver acima.

Mestres: Ver acima.

Operação de Milagres: Ver acima.

Dons de Curar: Ver acima.

Socorros: Vem da palavra grega para auxiliar, ajudar. Ex.: instituição dos diáconos (At 6) para servir às mesas e distribuir os auxílios aos pobres. Também é serviço social, como ajudar os que são oprimidos por injustiça social, e cuidar de órfãos e viúvas. É o dom de mostrar misericórdia.

Governos: Palavra grega que traz a ideia de guiar, pilotar, dirigir. Algumas traduções trazem “administrar”. Algumas pessoas receberam o dom de liderança, que a Igreja reconhece (At 14.23; 1 Tm 3.1-7). Quando este dom não é reconhecido o resultado é confusão, e isto impede a atuação do Espírito Santo.

Variedade de Línguas: Ver acima.

VIII.) Dons Pessoais – Rm 12.3-8
– Esse texto “ao mesmo tempo em que combate o individualismo, ressalta o caráter pessoal do dom” (MBD IEAB).

Profecia: Ver acima.

Ministério: Ou serviço; É a disposição, a capacidade e poder, dados por Deus, para alguém servir e prestar assistência prática aos membros e líderes da igreja.

Ensino: Ver acima o dom de Mestre.

Exortar: NTLH traduz “dom de animar os outros”. Ou seja, encorajar, motivar, estimular a fé.

Contribuir: Repartir; Refere-se ao ato de dar algo com a mão e o coração abertos, que derivam da compaixão e de uma singeleza de propósito, não de ambição; contribuir livremente com os seus bens pessoais para suprir necessidades da obra ou do povo de Deus.

Presidir: Ver acima o dom de Governos.

Misericórdia: Ajudar e consolar os necessitados ou aflitos. Ver acima o dom de Socorros.

Fontes de pesquisa:
– “Bíblia de Estudo Pentecostal”
– “O Espírito Santo”, Billy Graham.
– “Manual Básico de Doutrinas” da IEAB.
– “Chave Linguística do Novo Testamento Grego”, Rienecker e Rogers.

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Investindo Recursos Materiais na Eternidade

Texto: Lucas 16.1-13

Introdução
– Grandes empresários pensam em uma forma de investir recursos para gerar mais recursos. No entanto, quando estes empresários partirem para a eternidade, tudo o que foi conquistado ficará aqui nesta terra.
– Entretanto, há uma maneira de investir recursos materiais na eternidade! Ou seja, há uma forma de fazer com que os seus recursos materiais te ‘acompanhem’ na eternidade.
– A Parábola do administrador infiel (desonesto, astuto) nos traz alguns ensinamentos muito relevantes.

I.) Devemos ser bons mordomos, bons administradores dos recursos que Deus nos tem confiado – v. 1
– O administrador do homem rico da parábola foi acusado de desperdiçar os bens que lhe haviam sido confiados.
– Nós somos mordomos, administradores dos recursos que Deus nos confiou: dinheiro, bens, talentos, dons, ministérios, funções, cargos, tempo, etc.
– Não podemos ser negligentes na administração desses recursos.
– “Os bens do Mestre não devem ser desperdiçados” (Herbert Lockyer).

II.) Devemos ter em mente que um dia teremos que prestar contas a Deus em relação aos recursos que Ele tem nos confiado – v. 2
– O homem rico da parábola chamou o administrador a prestar contas.
– Todos nós compareceremos perante o tribunal de Cristo – Rm 14.10; 2 Co 5.10

III.) Devemos nos concentrar nos interesses de Deus e de Seu Reino e não nos nossos próprios interesses – v. 3-7
– “O mordomo era alguém que cuidava de si mesmo” (H. L.). Ele não se preocupava nem se importava com os interesses de seu patrão, mas em si mesmo, no seu bem estar pessoal.
– As negociações com os devedores revelaram o verdadeiro caráter do mordomo; ele era egoísta, não tinha integridade e nem fidelidade.
– Sempre haverá cúmplices para os infiéis e desonestos – v. 5-7
– Nosso procedimento como mordomos de Cristo deve ser diametralmente oposto ao do administrador da parábola.

IV.) Devemos aprender a sermos espiritualmente prudentes – v. 8
– O próprio patrão do administrador elogiou a astúcia deste.
– “Cristo não elogiou a trapaça, mas sim a astúcia daquele mordomo” (H.L.).
– NTLH destaca a esperteza do mordomo (v. 8).
– “Jesus usou essa parábola em referência à astúcia do mundo para ensinar uma lição de prudência espiritual […] lição sobre prudência e o prevenir-se de antemão, atitudes essas muitas vezes presentes nos homens bem-sucedidos do mundo” (H. L.).
– Jesus destaca a capacidade de prever e agir.
– Prudência, previsão e ação estão presentes nos homens bem sucedidos do mundo, mas muitas vezes ausentes nos discípulos de Cristo.
– Usemos dessas habilidades na esfera espiritual!

V.) Devemos aplicar nossos recursos financeiros, nossa influência, nossa posição e nossas oportunidades para influenciar e ganhar amigos para o Reino de Deus – v. 9
– O administrar desonesto usou sua posição para ganhar amigos que o beneficiassem quando ele fosse despedido.
– Nós devemos usar recursos, influência, posição e oportunidades para fazer amigos ganhando e influenciando almas para Cristo, de forma que, quando não mais tivermos tais recursos, ou seja, quando não mais estivermos nesse mundo, sejamos recebidos por esses amigos (que fizemos com a aplicação dos recursos terrenos que Deus nos concedeu) no céu, na eternidade.
– Já que não podemos levar dinheiro para a eternidade, já que ‘caixão não tem gaveta’, “Muitos homens ricos não deixariam tanto para trás, se apenas tivessem feito mais amigos através de seu dinheiro” (H.L.)
– “Os mordomos de Deus […] terão amigos pela eternidade porque usaram prudentemente os seus recursos desse mundo no espírito do amor cristão” (H.L).
– “Na eternidade, os que forem beneficiados pelo seu ministério, ou seu dinheiro, ou ambos, serão a sua alegria e coroa de regozijo” (H.L.)
– “Dons e graças, usados na obra de Deus, trazem uma satisfação no presente e servem para construir um memorial na eternidade” (H.L.).

VI.) Devemos ser fiéis, pois esse é o critério para a recompensa na eternidade – v. 10-12
– O procedimento usado quando se administra pequenas coisas será também usado quando se administrar grandes coisas, seja fidelidade, seja infidelidade – v. 10
– Devemos ser fiéis na administração dos recursos materiais (riquezas de origem injusta, riquezas deste mundo ímpio) para que os recursos espirituais (verdadeira riqueza) nos sejam confiados (v. 11).
– Devemos ser fiéis na administração do que é dos outros para um dia administrarmos o que é nosso (v. 12); “o texto dá a impressão de um filho aprendendo através de pequenas responsabilidades a cuidar de uma fortuna maior que eventualmente lhe caberia” (Anthony Lee Ash).
– Lembrar da mensagem à Igreja de Esmirna: “Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap 2.10).

VII.) Devemos escolher a quem vamos servir, se a Deus ou se ao dinheiro – v. 13
– Trabalhar é lícito, ganhar dinheiro de forma honesta também é lícito. No entanto, precisamos tomar cuidado para que o dinheiro não se torne um deus em nossas vidas.
– “A natureza de mamom (riqueza), muito frequentemente, é que ela tende a tornar-se senhora do homem. Deus enfrenta assim um competidor, e esta competição pode destruir o verdadeiro discipulado” (Anthony Lee Ash).

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 30/06 e 01/07/2018.

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Rivalidades e seus Perigos

Texto: Obadias

Introdução
– Esaú e Jacó eram irmãos (Gn 25.23,30).
– Edomitas (descendentes de Esaú) e Israelitas (descendentes de Jacó) eram povos irmãos.
– Rivalidade cresceu entre ambos os povos desde os tempos de seus pais.
– Em Obadias Deus traz uma Palavra de juízo para os Edomitas. Tal Palavra traz alguns ensinos preciosos para nós. Vejamos:

I.) Jamais permita que a soberba engane o seu coração – v. 3
– Edomitas pensaram que jamais seriam abatidos por causa da cidade fortificada nas rochas onde habitavam.
– Cuidado com a arrogância, autossuficiência.
– Pv 11.2; 16.18; 29.23; ler Is 14.12-15 – Soberba foi o motivo da queda de Satanás.

II.) Jamais se alie àqueles que oprimem o seu irmão – v. 11
– Edomitas se aliaram aos babilônios para oprimirem a Judá.

III.) Jamais tenha prazer, nem se alegre e nem fale de boca cheia quando seu irmão estiver enfrentando calamidades ou angústias – v. 12
– Foi o que fizeram os Edomitas ao verem o sofrimento dos judeus.
– Ex. Davi não se alegrou com a morte de Saul
– Pv 24.17,18

IV.) Jamais tire proveito de seu irmão quando este estiver passando por momentos de calamidade – v. 13
– Edomitas entraram pela porta, lançaram mão dos bens e pilharam os judeus.

V.) Jamais bloqueie o caminho de seus irmãos quando buscam escapar; jamais os entreguem aos inimigos deles em seus momentos de angústia – v. 14
– Regra de Ouro, Mateus 7.12: “Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles”

Conclusão
Por que jamais devemos fazer estas coisas?
1. Porque Deus abate os soberbos – v. 4
2. Porque aqueles aos quais você se aliar contra o seu irmão podem se voltar contra você – v. 7
3. Porque ao agir assim você estará agindo sem entendimento, sem sabedoria – v. 7 d, 8.
4. Porque você ficará envergonhado e será punido – v. 10
5. Porque o que semearmos iremos colher – v. 15,16
6. Porque Deus pode te abater e restaurar aquele a quem você desprezou – v. 17
7. Porque Deus pode tirar o que você possui e dar àquele que você perseguiu – v. 19 a

Pr Ronaldo Guedes Beserra, SP 04.11.2017.

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Sintomas do Esfriamento Espiritual

Texto: Ap 2.4

Introdução
– Contar sobre quando apareceram os primeiros sintomas de diabetes
– Existe uma doença espiritual muito perigosa, cujo nome é esfriamento.
– A Bíblia nos fala de quais são os sintomas dessa ameaçadora enfermidade espiritual

I.) Relaxamento das práticas devocionais
– Período devocional é o tempo diário que o cristão deve observar de oração, leitura e meditação nas Escrituras.
– Dn 6.10 mostra o segredo do êxito de Daniel em uma cultura totalmente pagã: oração incessante (ler 1 Ts 5.17).
– Sl 1.1-3 fala dos benefícios da leitura e meditação constante nas Escrituras.
– “Nunca permitas, sob qualquer circunstância, que passe um dia sequer sem que tenhas no mínimo uma hora para a sua vida devocional” (John Wesley).

II.) Relaxamento no servir/serviço a Deus
– Esfriamento na presença nos cultos e no trabalho através de dons e ministérios.
– Hb 10.25 nos orienta a não deixarmos de congregar como infelizmente é costume de alguns.
– Se na segunda-feira as pessoas pudessem dar aos seus patrões as mesmas justificativas que dão para não irem a um culto no domingo, então, me parece que o motivo da ausência no culto tenha sido, de fato, justo. Caso contrário, talvez tais justificativas não tenham passado de uma boa desculpa!
– Abandono do primeiro amor – Ap 2.4, Mt 24.12
– Quanto ao trabalho na obra de Deus:
– Rm 12.11: “No zelo, não sejais remissos; sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor”.
– Ef 6.6,7: “não servindo à vista, como para agradar a homens, mas como servos de Cristo, fazendo, de coração, a vontade de Deus; servindo de boa vontade, como ao Senhor e não como a homens”.
– O nosso padrão de servo deve ser o Senhor Jesus Cristo!

III.) Colocar Deus em segundo plano
– Era o que estava acontecendo nos dias do profeta Ageu: Ag 1.4-11
– Mt 6.24,33: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro […] buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”.

IV.) Concessão ao pecado
– Livro “Cinco Votos para Obter Poder Espiritual” de A. W. Tozer ensina o seguinte:
– Primeiro Voto: Trate Seriamente com o Pecado
> O pecado tem sido disfarçado aparecendo com novos nomes e caras.
> O pecado é ainda o mesmo antigo inimigo da alma.
> Todo pecado conhecido deve ser nomeado, identificado e repudiado; devemos confiar em Deus para nos libertar dele, para que não exista qualquer pecado consciente, deliberado em qualquer parte de nossa vida.
> Rm 6.1,2,11-13,15,16.
> O sangue de Jesus Cristo nos purifica de todo o pecado (1 Jo 1.9). Em lugar de tentar disfarçar o pecado chame-o por seu nome correto e livre-se dele pela graça de Deus.

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 03.12.2017

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Um Verdadeiro Avivamento Espiritual

Texto: Atos 8.4-25

Introdução
– Um avivamento é uma renovação espiritual que causa mais fervor e dedicação a Deus. O avivamento pode ser individual ou coletivo, podendo afetar comunidades inteiras!
– A palavra avivamento não aparece na Bíblia, mas existem algumas passagens bíblicas que contam sobre o que nós chamaríamos de avivamentos.
– Uma dessas passagens é a que relata o Avivamento na cidade de Samaria.
– Há algum tempo atrás Jesus já havia evangelizado a mulher Samaritana e uma aldeia de samaritanos (Jo 4).

Transição
– Deus pode e quer visitar o seu povo e as pessoas em geral com um poderoso Avivamento espiritual.
– O texto em questão nos ensina sobre Características de um Verdadeiro Avivamento Espiritual.

I.) Um verdadeiro Avivamento Espiritual tem como base a pregação da Palavra de Deus com foco no anúncio de Jesus Cristo e na evangelização a respeito do Reino de Deus – v. 4,5,12
– Em um genuíno avivamento se prega a Palavra de Deus e não mensagens egocêntricas e de autoajuda.
– A mensagem é Cristocêntrica, anuncia-se a Jesus, seus ensinamentos, sua morte, sua ressurreição e seus significados.
– Ensina-se que o Reino de Deus não é deste mundo, que tal Reino de Deus deve ser a prioridade do discípulo de Cristo, e que tem valores e princípios diferentes dos valores dos reinos deste mundo.

II.) Um verdadeiro Avivamento Espiritual tem como característica o fato de que as pessoas atendem e ouvem com atenção a mensagem do evangelho – v. 6
– Há fome pela Palavra de Deus.

III.) Um verdadeiro Avivamento Espiritual é acompanhado de sinais e maravilhas, como libertação e curas divinas – v. 6,7, 13
– Deus é poderoso para realizar isso em nossos dias.
– Maravilhas, libertação e curas são marcas de um avivamento.

IV.) Um verdadeiro Avivamento Espiritual produz grande alegria – v. 8
– Hoje, as pessoas têm vivido muito tristes, inclusive cristãos.
– Precisamos de um avivamento!

V.) Um verdadeiro Avivamento Espiritual leva as pessoas a cumprirem a ordenança do batismo – v. 12
– Hoje, em muitos casos, há resistência quanto ao batismo.
– Algumas pessoas simpatizam com a mensagem do evangelho, mas não se dispõem a serem batizadas.
– Em um avivamento espiritual é diferente.

VI.) Um verdadeiro Avivamento Espiritual gera a necessidade de novos obreiros para atenderem às demandas do povo visitado pelo Senhor – v. 14
– Primeiramente precisamos de um avivamento, mas estamos dispostos a sermos estes obreiros dos quais a obra do Senhor necessita?

VII.) Um verdadeiro Avivamento Espiritual evidencia-se pela descida do Espírito Santo, pelo enchimento do Espírito Santo sobre o povo que está sendo avivado – v. 15-17
– Se o Espírito Santo é recebido no momento da conversão (Ef 1.13,14), nos parece que Lucas está se referindo aqui a uma segunda experiência com o Espírito Santo, a qual envolve algum tipo de evidência externa.
– Somente haviam sido batizados em nome de Jesus (v. 16), ou seja, faltava-lhes outro batismo, o batismo com o Espírito Santo.
– O enchimento do Espírito Santo vinha mediante a imposição de mãos dos apóstolos e era seguido de algum sinal visível.
– Precisamos hoje desse enchimento do Espírito Santo – Ef 5.18

VIII.) Um verdadeiro Avivamento Espiritual será provado pela possibilidade de suborno – v. 18,19
– Deste evento surgiu o termo “Simonia”
– Simonia é a venda de favores divinos, cargos eclesiásticos, prosperidade material, bens espirituais, coisas sagradas, objetos ungidos, etc. em troca de dinheiro. É o ato de pagar por sacramentos e consequentemente por cargos eclesiásticos ou posições na hierarquia da igreja.
– A partir da atitude de Simão podemos perceber o quanto as pessoas têm sede de poder, e para obtê-lo, muitas vezes, estão dispostas ao suborno.
– Três áreas muito perigosas: Sexo, dinheiro e poder!
– Muitas igrejas e ministérios têm se perdido diante da oportunidade de dinheiro fácil.
– Seremos provados pela possibilidade de suborno, de nos perdermos pela tentação de obter dinheiro fácil. Resistamos!

IX.) Um verdadeiro Avivamento Espiritual gera confronto firme em relação às práticas iníquas – v. 20-22
– Pedro confrontou a Simão firmemente.
– E quanto a nós? Temos confrontado com firmeza aqueles que precisam ser confrontados?

X.) Um verdadeiro Avivamento Espiritual produz autêntico discernimento espiritual – v. 21 b,23
– Pedro teve o discernimento de que o coração de Simão não era honesto diante do Senhor, que ele estava cheio de uma inveja amarga como o fel, e que estava preso pelo pecado (iniquidade).
– Precisamos buscar discernimento espiritual!

XI.) Um verdadeiro Avivamento Espiritual gera temor a Deus e à Sua Palavra – v. 24
– O confronto de Pedro parece ter produzido temor no coração de Simão.

Conclusão
– É tempo de buscarmos e clamarmos por um verdadeiro Avivamento espiritual.
– Se precisamos das características acima em nossas igrejas e ministérios, certamente as alcançaremos através de um autêntico Avivamento!

Pr Ronaldo Guedes Beserra

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Casais Inteligentes Crescem Juntos

Textos
– “Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo” (2 Pe 3.18).
– “Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é o cabeça, Cristo” (Ef 4.15).

Introdução
– Livro secular: “Casais inteligentes enriquecem juntos”. Daí a ideia para esta palestra.
– Crescem, o seja, desenvolvem, progridem, avançam, evoluem, melhoram, expandem, prosperam, florescem, multiplicam, etc.
– Casais inteligentes crescem juntos, pois casais insensatos, néscios e imprudentes não buscam e crescimento e nem querem crescer!
– O cônjuge deve incentivar – não cobrar – o crescimento de seu parceiro(a) em todas as áreas (talvez aqui esteja o ‘segredo’ de toda esta palestra).
– Cobrança gera peso no ambiente, gera insatisfação na relação.
– Incentivar: impelir, instigar, entusiasmar, encorajar, animar, estimular, fomentar,
impulsionar.
– Algumas áreas em que casais inteligentes crescem juntos:

I.) Casais inteligentes crescem espiritualmente juntos
– Crescimento espiritual se dá através de práticas devocionais: oração, leitura e meditação bíblica, leitura de bons livros cristãos, envolvimento em uma igreja local.
– É importante que o casal esteja congregando junto na mesma igreja.
– É também importante que o casal tire algum tempo para orar junto.
– Cada cônjuge deve ter disciplina na leitura bíblica e devocional. Não precisa ser junto necessariamente, mas o casal deve trocar ideias sobre o que cada um está lendo; ou podem fazer o propósito de lerem os mesmos textos, separadamente, e depois trocarem ideias sobre tais livros, textos, etc.
– Para o crescimento em qualquer área, a leitura é imprescindível!!!

II.) Casais inteligentes crescem emocionalmente juntos
– Buscar aprender juntos princípios de boa saúde emocional (A Bíblia tem muito a ensinar sobre saúde emocional; ler outros livros sobre o assunto).
– Hoje se fala muito em inteligência emocional. O casal deve buscar tal tipo de inteligência junto! A Inteligência Emocional é a capacidade de compreender e gerenciar os próprios sentimentos, assim como o sentimento dos outros.
– Com muito amor, os cônjuges devem ajudar um ao outro a vencer: autopiedade (autocomiseração), ressentimentos, raiva, soberba, atribuição de culpa aos outros, insatisfação, impaciência, medo, ódio, inveja, etc. (sintomas de enfermidade emocional)
– Quando perceber que seu cônjuge está tomando o caminho errado no que diz respeito a questões emocionais você deve confrontá-lo, e não apoiá-lo!
– Incentivar: desprendimento, benevolência, compreensão, humildade, disposição de servir, generosidade, honestidade, compaixão, paciência, admiração, reconhecimento, consideração, perdão (características de saúde emocional).

III.) Casais inteligentes crescem culturalmente juntos
– Incentive o seu cônjuge a concluir os estudos do ensino médio, caso ainda não tenha concluído.
– Incentive o seu cônjuge a ter graduações e pós-graduações. Nunca é tarde para estudar!
– Além de espiritualidade, casais inteligentes crescem juntos no conhecimento de outras disciplinas (história, literatura, filosofia, etc.)
– Incentive o seu cônjuge a tocar um instrumento musical.
– Agendem passeios e programas culturais juntos.
– Cristãos não podem ser pessoas alienadas e obscurantistas.

IV.) Casais inteligentes crescem juntos em boa comunicação
– “Comunicação é o processo verbal ou não verbal de compartilhar informação com uma outra pessoa de maneira tal que ela entenda o que você está falando” (J. Kemp).
– “Há pelo menos seis maneiras de interpretação ao nos comunicarmos: (1) O que você quer dizer; (2) O que você realmente diz; (3) O que a outra pessoa ouve; (4) O que a outra pessoa pensa que ouve; (5) O que a outra pessoa responde frente ao que você comunicou; (6) O que você pensa que a outra pessoa responde” (Kemp).
– “Devemos crescer de uma conversa superficial para uma comunicação verdadeira, pessoal e emocional. Todos os relacionamentos profundos, especialmente o casamento, precisam ser baseados na honestidade e abertura total. É difícil conseguir tal comunicação porque envolve risco (a pessoa se expõe). Mas é vital no casamento” (Kemp).
– A Bíblia, e em especial o livro de Provérbios, traz ótimas dicas para uma boa comunicação!

V.) Casais inteligentes crescem juntos em intimidade sexual
– Entender que o sexo é uma benção criada por Deus para ser desfrutada no casamento; nem antes e nem fora do casamento.
– Cônjuges inteligentes ajudam o seu parceiro(a) a vencer as dificuldades na área sexual.
– Um relacionamento sexual ajustado pode redundar em equilíbrio em outras áreas da vida (espiritual, emocional, profissional, etc).
– “Alguns casais pensam que o sexo vai ser fácil, rápido e automático e com 100% de satisfação. Quando isto não acontece, desenvolvem medos e incertezas” (Jaime Kemp).
– A relação sexual deve ser o ápice da comunicação de um casal. Não é apenas envolvimento físico. Deve ser o ápice da comunhão física, emocional, e até mesmo espiritual.
– Um bom relacionamento sexual à noite pode e deve começar a ser preparado desde as primeiras horas da manhã e no decorrer de todo o dia!

VI.) Casais inteligentes crescem financeiramente juntos
– Reconhecem que o dinheiro é de Deus – Ag 2.8; Sl 24.1
– Reconhecem que não devem depositar esperança no dinheiro ou posses – 1 Tm 6.17
– Reconhecem que a avareza é um grande perigo – 1 Tm 6.10
– Não se deixam levar pelo consumismo desenfreado – Is 55.2; Pv 30.15
a. Cuidado com apelos consumistas nos meios de comunicação
b. Cuidado com o supérfluo (tudo aquilo que não é essencial à manutenção da vida) em detrimento do essencial (comida, roupa, moradia, etc).
– Entendem que a dívida escraviza a pessoa – Pv 22.7; Rm 13.8
– Algumas coisas que provocam dívidas:
a. Cartões de crédito (é uma maneira fácil de comprar coisas com o
dinheiro que você não tem);
b. Comprar coisas sob o impulso do momento;
c. Não economizar;
d. Não zelar por suas coisas; evitar o desperdício.
– Aprendem a viver dentro do seu orçamento – Fp 4.10-13
– Aprendem a fazer um planejamento (orçamento) financeiro mensal – Lc 14.28-32
a. Liste todos os seus gastos fixos.
b. Liste todos os seus gastos eventuais.
c. Planeje viagens, passeios, etc.
d. Planeje poupar, economizar.

VII.) Casais inteligentes crescem juntos na educação dos filhos
– Casais inteligentes criam seus filhos de acordo com os princípios e valores da Palavra de Deus, fazem questão de levar seus filhos para a igreja desde cedo, incentivam-nos a lerem a Bíblia.
– Pai e mãe devem estar unidos na criação dos filhos. Se o pai corrigir, a mãe não deve tirar a autoridade do pai, mas deve concordar com a correção. Se a mãe corrigir, o pai também não deve jamais tirar a autoridade da mãe na correção. Caso contrário, os filhos crescerão sabendo que os pais estão perdidos no processo de educação e perderão o respeito pela autoridade dos pais.
– Qualquer desacordo quanto à forma de correção não deve ser discutido na frente dos filhos, mas em um momento e lugar à parte, longe dos filhos.
– Os pais não devem provocar seus filhos (Ef 6.4; Cl 3.21) através do uso impróprio de autoridade, através de disciplina em momentos impróprios e sem boa comunicação. Ao invés de provocar, os pais devem incentivar e encorajar os filhos.
– Os pais devem criar seus filhos na disciplina do Senhor (Ef 6.4). Disciplinar tem a ver com treinar e discipular. Os pais devem usar a vara da correção: Pv 13.24; 19.18; 22.15; 23.13,14; 29.15-17; Hb 12.5-11.

Pr Ronaldo Guedes Beserra

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O Poder de Deus para Reverter Situações de Opróbrio em Alegria

Texto: Lucas 1.5-25

Introdução
– Enfatizar a veracidade dos fatos históricos do livro de Lucas (1.1-4)

Transição
– O texto nos mostra vários princípios importantes a serem aplicados em nossas vidas.

I.) Tenha um caráter aprovado e aceite a Soberania e a Sabedoria de Deus – v. 6
– “O caráter de Zacarias e Isabel apresentava-os como prontos para serem usados por Deus […] ausência de amargura com relação à esterilidade de Isabel” (Anthony Lee Ash).
– O nosso caráter tem sido aprovado? Quais falhas de caráter ainda temos mantido? O que fazer para mudar?
– Queremos ser usados por Deus? Nosso caráter tem nos apresentado como prontos para sermos usados pelo Senhor?
– Temos nos mantido amargurados por aquilo que Deus não tem nos dado? Ou temos aprendido a aceitar a soberania e a sabedoria de Deus?

II.) Exerça diante de Deus o ministério que Ele tem lhe confiado, ‘entre’ na presença de Deus em oração e adoração, pois à medida que assim fizer Deus pode revelar a Sua vontade, os seus planos e os seus propósitos a seu respeito – v. 8,9
– “À medida que Deus recebeu louvor, Ele revelou a Sua vontade”
– Temos exercido o ministério que o Senhor nos tem confiado?
– Como está a nossa devoção diária diante do Senhor?

III.) Não temas, pois o nosso Deus é um Deus que ouve as nossas orações – v. 13
– “Não tenha medo […] era para indicar que os propósitos de Deus eram bons, não maus”.
– Aplicação: Não temas, os propósitos de Deus para a sua vida são bons e não maus!
– “Se eles continuaram a oferecer essa prece, após anos sem filhos e com idade avançada, sua persistência era um grande testemunho da sua fé”.
– Como tem estado a sua ‘persistência’? Ela tem testemunhado de sua fé?

IV.) Busque conhecer qual é o propósito e a missão que Deus tem para a sua vida – v. 14-17
– “Não apenas que Zacarias seria pai, mas o sexo da criança, nome, caráter, qualidades e missão foram especificados”.
– A sua vida tem sido fonte de prazer, alegria e regozijo?
– Você tem cumprido o propósito de Deus para a sua existência?

V.) Jamais deixe de acreditar nas promessas de Deus – v. 18-20
– O mesmo homem de caráter reto e irrepreensível que tinha orado por tantos anos por um milagre vacilou em sua fé quando a futura realização do milagre lhe foi apresentada!
– As pessoas que oravam para Pedro ser solto da prisão não acreditaram quando isso ocorreu!
– Que assim não ocorra conosco!

VI.) Creia que Deus é gracioso e poderoso para substituir a sua vergonha por intensa alegria – v. 24,25
– “A declaração exultante de Isabel é […] exemplo da alegria que um ato de Deus pode trazer”.
– “O texto enfatiza a intenção de Deus em promover o bem-estar do homem”
– Creiamos: o melhor de Deus ainda está por vir!!!

Pr Ronaldo Guedes Beserra, com auxílio do “Comentário Bíblico Vida Cristã” de Anthony Lee Ash (Fev/18)

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Necessidades no Processo de Realização da Obra de Deus

Texto: 2 Reis 6.1-7

Introdução
– Eliseu liderava (dirigia) um grupo de profetas (NTLH). O lugar onde habitavam era provavelmente uma escola de profetas (uma espécie de seminário para preparação de líderes). Estavam sendo treinados para levar a Palavra de Deus às pessoas. Quiseram aumentar as instalações da escola e puseram as mãos à obra para tal objetivo. Ou seja, a obra de Deus estava em processo de realização.

Transição
– A obra de Deus ainda não está concluída; a obra de Deus está em processo de realização.
– O texto bíblico nos mostra algumas necessidades no processo de realização da obra de Deus

I.) Que se percebam as oportunidades de expansão e crescimento – v. 1
– Os discípulos dos profetas liderados por Eliseu perceberam que o lugar onde habitavam, e onde provavelmente eram ministrados pelo profeta, estava pequeno demais.
– A percepção de tal necessidade trouxe a visão de ampliação do espaço.
– Uma necessidade específica pode representar uma oportunidade para o estabelecimento de uma visão de crescimento.
– Temos estado atentos às oportunidades que se apresentam a partir de necessidades que identificamos? Tais necessidades têm gerado visão de crescimento ou desânimo?

II.) Que se estabeleçam estratégias claras para que se implemente a visão de crescimento – v. 2 a
– A visão do grupo de profetas era construir uma casa maior.
– A estratégia para se alcançar a visão era que os próprios profetas cortassem e reunissem várias vigas de madeira com as quais se construiria uma nova sede.
– Qual é a nossa visão para a obra de Deus? Que estratégia haveremos de usar para concretizar tal visão? Podemos fazer as mesmas perguntas para várias áreas de nossas vidas.

III.) Que se entenda que o trabalho deve ser feito em conjunto, e não individualmente – v. 2
– “Vamos […] tomemos […] construamos […] habitemos”.
– Ninguém faz nada de valor, nada de relevante, sozinho.
– Destaca-se aqui a importância do trabalho em equipe.
– Na obra de Deus não há espaço para estrelas solitárias!
– Como temos agido nesse quesito, nesse particular?

IV.) Que todos os projetos e ações sejam submetidos à liderança – v. 1, 2
– O grupo de profetas não tomou nenhuma atitude sem antes consultar o profeta Eliseu. Só depois de terem obtido o aval do profeta é que partiram à execução do projeto.
– As autoridades foram instituídas por Deus e lhes devemos submissão – Rm 13.1-5.
– A quebra de autoridade da cadeia de comando não será acompanhada pela benção de Deus.

V.) Que os líderes estejam junto aos seus liderados – v. 3, 4 a
– Os liderados não se contentaram apenas com a autorização do líder. Quiseram que Eliseu os acompanhasse.
– “Eliseu não era ocupado e nem orgulhoso demais para participar do trabalho […] a presença dele encorajava os jovens” (W. Wiersbe).
– É muito importante que os líderes estejam junto, acompanhando, encorajando, apoiando e dando o exemplo para os liderados.

VI.) Que haja trabalho duro – v. 4 b
– “Chegados ao Jordão, cortaram madeira” (ARA); “começaram a trabalhar” (NTLH).
– Cortar madeira é um trabalho pesado, duro e cansativo.
– Não se faz a obra de Deus com corpo mole; é necessário dedicação, compromisso, comprometimento.

VII.) Que se tenha consciência de que o poder para realizar a obra não é nosso, e que, ao executá-la, muitas vezes perdemos o poder – v. 5
– O machado simboliza o poder para realizar o trabalho.
– É impossível cortar árvores só com o cabo. Além do cabo é necessário o machado. Da mesma maneira não se pode fazer a obra de Deus na força humana. É necessário o poder do Espírito Santo de Deus. Ver Atos 1.8.
– Coisa terrível é fazer a obra de Deus sem o poder e a unção do Espírito Santo, ou seja, na própria força, usando apenas um cabo sem machado.
– O poder do Espírito Santo, com o qual realizamos a obra de Deus, não é nosso; é “emprestado”.
– No processo de realização da obra de Deus, muitas vezes, infelizmente, perdemos o poder, assim como o trabalhador perdeu o machado na história em questão.

VIII.) Que nos humilhemos reconhecendo onde temos perdido o poder – v. 6 a
– Eliseu perguntou ao trabalhador em que ponto do rio o machado havia caído.
– Só quem perdeu o poder sabe onde perdeu, sabe exatamente o que ocorreu para que o poder se perdesse.
– Você tem perdido o poder no processo de realização da obra de Deus?
– Onde você perdeu o poder? Por que você perdeu o poder? Falta de oração? De comunhão com Deus? Falta de consagração? Algum pecado oculto? Falta de perdão? Inveja, ciúme de alguém? Falta de dependência de Deus?
– Reconheçamos onde temos perdido o poder e nos humilhemos diante do Senhor!

IX.) Que contemos com milagres (ações sobrenaturais) da parte de Deus – v. 6 b
– Eliseu fez flutuar o ferro! Foi um milagre, foi algo sobrenatural!
– Se faz necessário orarmos para que Deus realize milagres no processo de realização da Sua obra. E Ele pode fazer isso!

X.) Que recuperemos o poder perdido e voltemos ao trabalho eficaz – v. 7
– Depois de reconhecer que perdemos o poder, e depois de identificarmos onde o perdemos, se faz necessário que o recuperemos novamente.
– Que o poder do Espírito Santo seja renovado em nossas vidas!
– Que passos práticos você tem dado para ser novamente cheio do Espírito Santo?

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 10.06.2018.

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O Jovem Cristão, o Namoro e a Sexualidade

Texto: Gênesis 24.2-4, 12-20, 50, 51, 60, 63-67.

Introdução
– Dicas livros cristãos sobre o assunto.
– O que a Bíblia tem a ensinar sobre o namoro e a sexualidade para o jovem cristão?

I.) O jovem cristão jamais deve se colocar em jugo desigual – Gn 24.2-4; 2 Co 6.14; Am 3.3
– Explicar o que significa jugo: dois animais puxando carro de arar a terra.
– Ser ‘gente boa’ não basta; quase crente é quase salvo; a salvação é individual, portanto, toda a família pode ser cristã, mas se a pessoa não for fica configurado o jugo desigual.
– Quem garante que o namorado (a) vai se converter depois do casamento?
– Casamento é para a vida toda e não podemos nos arriscar; uma escolha muda todo o seu futuro; depois não tem volta.
– Deus nos dá instruções não pelo prazer de nos ver privados do que gostamos, mas porque Ele nos ama e quer o nosso bem. Deus não quer nos ver sofrer!

> Consequências de se colocar em jugo desigual (mesmo depois de casado):
– Sair do centro da vontade de Deus (não precisa nem orar para pedir a direção da vontade de Deus quando o pretendente é não cristão).
– Casal não terá comunhão na principal área de relacionamento: espiritual
– Cônjuge não crente pode conseguir tirar o companheiro da igreja (começa a fazer críticas à igreja, reclama que cônjuge não fica com ele (a), que só pensa em igreja)
– Os dois ficarão separados nos momentos de culto
– Quando nascerem os filhos, eles serão batizados (católicos) ou serão apresentados (evangélicos)? Esse tipo de situação gera estresse entre as famílias dos cônjuges.
– Criação dos filhos (cônjuge crente tem valores cristãos, o outro não tem; pai tira a autoridade da mãe na correção e vice-versa; pai ou mãe não cristão pode impedir os filhos de irem à igreja, ou ficar questionando na cabeça da criança o que ela aprendeu na igreja, etc).

– Gn 24.2-4 – Abraão faz seu servo jurar de que não tomará para seu filho esposa dentre as mulheres cananéias, mas dentre a sua parentela.

II.) O jovem cristão jamais deve “ficar” e nem praticar o sexo antes do casamento
– Buscar simplesmente o prazer sem qualquer perspectiva de compromisso; comportamento em que os jovens conversam, se beijam, se abraçam e até mantêm relação sexual, sem nenhuma responsabilidade pós-encontro.
– “Não vos defraudeis uns aos outros” (I Co. 7:5). Defraudar é passar dos limites da intimidade com uma outra pessoa que não seja o seu cônjuge.
– “Ficar” é compatível com uma vida de santidade? Obviamente NÃO!
– Possíveis consequências: traumas, frustrações, decepções e até uma gravidez precoce.
– A Bíblia diz que ao se unir a uma mulher, o homem se torna uma só carne com ela (Gn 2.24). Existem pessoas que tem se tornado uma só carne com diversas pessoas diferentes!
– A Bíblia nos ensina que a relação íntima de um casal é algo sagrado (Hb 13.4) que não deve ser desfrutada nem antes e nem fora do casamento. A negligência dessa orientação trará tristes consequências!

– Gn 24.65 pode representar a importância do pudor e de se guardar a pureza para o casamento. É óbvio que hoje, em nossa cultura, as mulheres não precisam usar véu, mas as pessoas também não precisam ser tão vulgares como muitas vezes tem sido!
– Hoje se fala muito em “sexo seguro” (uso de preservativos, etc). Quem inventou o “sexo seguro” foi Deus, só que com outro nome: “casamento”!
– Se há alguém que deseja ter um casamento abençoado, é importante que guarde a pureza na área sexual, para desfrutar desta benção chamada sexo apenas no casamento!

– Gn 24.63-67 – Não foi o fato de Isaque e Rebeca terem ido a um cartório ou terem comparecido perante um sacerdote religioso que lhes selou a união, mas sim o relacionamento físico que tiveram; me parece que a Bíblia faz questão de mostrar isso aqui! (Isso não quer dizer que hoje o casamento civil e religioso não tem valor). A união sexual é o ato sagrado que sela o casamento, portanto, o sexo não pode ser banalizado como tem sido!

III.) O jovem cristão deve estabelecer limites em seu namoro
– Com relação ao namoro entre jovens cristãos, considerando que o corpo é templo do Espírito Santo (1 Co 6.19), entendemos que não podem ir além dos limites da santidade, da obediência e do respeito à visão bíblica do corpo como templo do Espírito Santo.

Dicas práticas para estabelecer limites no namoro cristão:
– Busque uma vida de comunhão com Deus através da leitura bíblica e oração (tempo devocional).
– Busque andar no Espírito – Ler Gl 5.16-25
– Faça uma aliança com seu namorado (a) para sempre buscarem glorificar a Deus nos atos que fizerem no namoro
– Evite ficar sozinho com seu namorado (a); busque ficar próximo de pessoas da família; busquem programações juntos com outros jovens e amigos cristãos; prefira ter um momento a sós em um shopping movimentado do que dentro do quarto de vocês.
– Estabeleça limites para beijos, toques e lugares onde as mãos possam ser colocadas.
– Cuidado com as conversas sobre assuntos “quentes”. Os homens “esquentam” muito rápido.
– Cuide das roupas que usa. Sabemos que as roupas passam mensagens. Deve haver critérios no uso das vestimentas, principalmente por parte das moças, já que a fisiologia masculina é muito baseada na visão.

IV.) O jovem cristão deve observar alguns critérios para iniciar um namoro cristão
– Namorar é ter a oportunidade de conhecer o outro; é verificar o que o casal tem em comum; é o momento de trocar confidências, aprofundar a amizade; é quando as longas conversas e os passeios irão confirmar se haverá a possibilidade de um compromisso futuro.

> Critérios a serem observados:
– Orar pedindo que Deus prepare a pessoa certa. Buscar orientação e confirmação de Deus (Gn 24.12-20). O servo de Abraão buscou orientação de Deus para escolher a mulher certa para o filho de seu senhor. Muitas pessoas começam relacionamentos e até se casam sem buscarem a menor orientação e direção de Deus e sem pedirem confirmação da vontade de Deus!
– O namoro só deve acontecer com intenção de casamento, de construir uma família e ter uma vida abençoada; não se faz experiência com sentimentos. Um jovem cristão (principalmente um rapaz) não deve iniciar um namoro sério sem estar trabalhando, sem ter nenhum tipo de perspectiva profissional.
– Observe a vida espiritual da pessoa pretendida (É constante nos cultos? Busca conhecer mais de Deus e de Sua Palavra? É interessado em ler bons livros cristãos? Se envolve em ministérios na igreja? É submisso aos líderes?)
– Observe a vida familiar (É um bom filho (a)? É submisso e obediente aos pais?) Alguém já disse que um bom filho (a) será um bom cônjuge, mas o contrário muitas vezes também é verdade!
– Observe a vida profissional (É trabalhador? Ou vive trocando de emprego toda hora? O que planeja para o futuro profissional?)
– Ter a aprovação e a benção da família (Gn 24.50, 51, 60). Muitas vezes (talvez não todas as vezes), a falta de aprovação da família pode representar também a falta de aprovação da parte de Deus. Para um casamento começar bem sucedido é muito importante haver a aprovação e benção por parte das famílias, de ambas as partes.

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 24.01.2018.

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A Oração do Cristão

Texto: Mt 6.5-15

Introdução
– Qual é a oração que agrada a Deus, que toca o coração de Deus?
– Existe oração verdadeira e oração falsa? Jesus citou a oração dos fariseus e a oração dos pagãos como modelos de oração equivocada.

Transição
– A Oração do Pai Nosso é um modelo da verdadeira oração, da oração genuinamente cristã.
– Essa oração (e o texto no qual está registrada) nos ensina as características da verdadeira oração.

I.) A verdadeira oração não é hipócrita – v. 5,6
– Não busca se aparecer, atrair os holofotes, não está em busca de auto glorificação, de glorificação do próprio ego .
– É feita em segredo, com discrição.

II.) A verdadeira oração não é mecânica – v. 7,8
– Vãs repetições é igual à falta de significado, verbosidade, falar sem pensar.
– Oração que só vem dos lábios e não do pensamento ou do coração.
– Cuidado com a reza e com os jargões religiosos enquanto a mente vagueia.

III.) A verdadeira oração visa a um despertamento pessoal e é uma confissão de nossa total dependência de Deus – v.8b
– A verdadeira oração não busca informar a Deus, nem persuadir a Deus a agir.
– Deus já sabe do que precisamos antes de lhe pedirmos. Por que orar então?
– Porque através da oração nós despertamos espiritualmente, buscamos a Deus, nos desligamos das coisas carnais e nos ligamos às coisas espirituais, aliviamos as nossas ansiedades e declaramos nossa esperança e dependência nEle.
– A oração não muda Deus; a oração muda a nós mesmos!

IV.) A verdadeira oração é aquela na qual o que ora sabe que está se dirigindo a um Pai pessoal, amoroso e poderoso – v. 9
– Ele é um Deus pessoal e não impessoal. Ele é uma pessoa e não uma força.
– Ele é um Pai amoroso; Ele preenche o ideal de paternidade em seu cuidado amoroso por seus filhos.
– Ele é poderoso. A expressão “nos céus” indicam não tanto o lugar de sua habitação como a autoridade e o poder que tem na qualidade de criador e governador de todas as coisas.
– Ele combina amor paternal com poder celestial. O que o seu amor ordena, o seu poder é capaz de realizar.

V.) A verdadeira oração dá prioridade aos interesses de Deus – v. 9 b, 10
– Santificado seja o teu nome: Desejamos que a devida honra lhe seja dada.
– Momento de adoração na oração.
– Venha o teu reino: Que o Reino de Deus cresça à medida que as pessoas se submetam a Jesus através do testemunho da Igreja, e que logo ele seja consumado com a volta de Jesus.
– Momento de interceder pelo avanço da Igreja, da obra missionária.
– Seja feita a tua vontade: Desde que a vontade de Deus é boa, perfeita e agradável (Rm 12.2), resistir a ela é loucura; discerni-la, desejá-la e fazê-la é sabedoria.
– Momento de abrirmos mão das nossas vontades e desejos (muitas vezes mesquinhos) em detrimento da vontade de Deus.

– Jesus nos ensina a orar para que a vida na terra se aproxime o máximo possível da vida no céu, pois “assim na terra como no céu” parece se referir aos três pedidos acima.
– Essa oração expressa as prioridades do cristão: não o nosso nome, não o nosso império (reino), não a nossa vontade…

VI.) A verdadeira oração expressa nossa humilde dependência da Graça de Deus – v. 11-13
– O pão nosso de cada dia: É uma oração pelo imediato e não pelo distante. Ou seja, devemos viver e depender dEle um dia de cada vez.
– Perdoa as nossas dívidas: O perdão é tão indispensável à vida e à saúde da alma como o alimento para o corpo. Ler os vs. 14,15.
– Nosso Pai nos perdoará se perdoarmos aos outros, mas não nos perdoará se nos recusarmos a perdoar aos outros.
– Uma das principais evidências do verdadeiro arrependimento é um espírito perdoador. Quando nossos olhos são abertos para vermos a enormidade de nossa ofensa cometida contra Deus, as injúrias dos outros contra nós parecem, comparativamente, muitíssimo insignificantes. Se, por outro lado, temos uma visão exagerada das ofensas dos outros, é uma prova de que diminuímos muito a nossa própria (Stott).
– Não nos deixes cair em tentação: A oração é mais no sentido de podermos vencer a tentação do que de a evitarmos.

– Os três pedidos incluem as nossas necessidades humanas: materiais (pão), espirituais (perdão) e morais (livramento do mal).
– Ao fazer a oração expressamos nossa dependência de Deus em cada setor da vida humana.

Conclusão
– Em nossas orações, em nossos momentos de devoção pessoal, sigamos o seguro modelo de oração que Jesus nos ensinou na Oração do Pai Nosso!

SP, 03 e 04/03/2018 – Pr Ronaldo Guedes Beserra, baseando-se na leitura de “A mensagem do Sermão do Monte” de John R. W. Stott.

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Sermão para o Domingo de Ramos

Texto: Lucas 19.29-44

Introdução
– Entrada triunfal de Jesus em Jerusalém se deu no domingo anterior ao domingo da ressurreição de Cristo.
– Popularmente conhecido como “Domingo de Ramos”.
– O texto traz algumas aplicações práticas para as nossas vidas.

I.) Consagre ao Senhor as suas posses, seus bens, seus dons e talentos – v. 29-34
– Era um jumentinho sobre o qual ninguém jamais havia montado.
– Deus é Autossuficiente, Ele não depende de ninguém. No entanto, aprouve a Deus fazer uma parceria desigual com o ser humano. E nesse sentido Ele precisa de nós, da dedicação de nossas posses, bens, dons e talentos.
– Dedique ao Senhor não somente a sua vida e a sua família, mas também a sua casa, o seu carro, o seu dinheiro, o seu tempo, as suas habilidades, etc.
– “O Senhor precisa dele” (v. 31, 34). O Senhor ‘precisa’ de cada item relacionado acima!

II.) Obedeça ao Senhor sem questionar, por mais inusitado que seja o Seu pedido – 32-34
– Os discípulos enviados obedeceram sem questionar, talvez sem entender o pedido incomum e até mesmo estranho do Mestre.
– Estamos dispostos a obedecer nesse nível?

III.) Creia que a Palavra de Deus se cumprirá, ainda que demore muito tempo – Mt 21.4,5
– Ver a profecia de Zacarias (9.9) proferida aproximadamente 400 anos antes.

IV.) Aprenda a humildade com o Mestre da humildade – v. 35,36
– “Ele não se caracterizava por nenhuma das coisas que poderiam ser esperadas de um Messias triunfante e somente o povo comum o louvava. Sua ênfase era na humildade, aplicando assim uma lição que ele ensinava frequentemente” (Anthony Lee Ash).
– Ele se humilhou esvaziando-se a si mesmo e assumindo a natureza humana.
– Quando de seu nascimento, não nasceu em palácios, mas em uma manjedoura. O primeiro anuncio oficial de seu nascimento após o nascimento se deu a humildes pastores de Belém e não a reis, poderosos ou importantes líderes religiosos.
– Se o Todo-Poderoso Filho de Deus foi humilde e nos ensinou a humildade, quem somos nós para nos exaltarmos, para darmos lugar à arrogância, soberba e jactância?

V.) Adore ao Senhor por todas as Suas obras, mas verifique quais são as motivações do seu coração – v. 37,38
– Ler João 12.17,18
– “A adoração do povo foi efêmera e o seu compromisso superficial […] A devoção baseada apenas na curiosidade ou na popularidade desfalece rapidamente” (BEAP).
– Poucos dias mais tarde essa mesma multidão iria rejeitar Jesus e alguns até iriam gritar: Crucifica-o!
– Hoje muitos têm adorado a Deus de maneira passageira e sem compromisso, motivados apenas por curiosidade e popularidade. Com bases tão frágeis não demora muito para rejeitarem a Cristo.

VI.) Cuidado com a insensibilidade espiritual – v. 39,40.
– Ao verem toda aquela alegria e expectativa, os fariseus ficaram incomodados (ver Jo 12.19).
– Queriam que Jesus repreendesse a multidão que com suas palavras identificava Jesus como o Messias.
– “Se os discípulos não pudessem louvar, a criação clamaria. A criação é mais sensível do que aqueles que estavam reclamando”.
– Os fariseus são um modelo de insensibilidade espiritual. Não os imitemos, portanto.

VII.) Esteja atento ao tempo da visitação de Deus – v. 41-44
– Jesus chorou intensamente. “A palavra usada é forte, sugerindo arfar do peito e o soluço de uma alma em agonia” (A. L. Ash).
– Contraste da insensibilidade dos fariseus com a sensibilidade de Jesus!
– A motivo da futura destruição da cidade era “porque não conheceste o tempo da tua visitação” (v. 44).
– O Salvador esteve entre eles, andou no meio deles, curou enfermos, ensinou nas ruas e nas praças e eles não perceberam. Não souberam discernir o tempo da visitação de Deus.
– E quanto a nós? Temos discernido a ação de Deus, o mover de Deus, a visitação de Deus? Ou temos estado insensíveis?
– Que tristeza saber que Deus nos visitou e não atentamos para isso!

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 24 de março de 2018.

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Objetivos a Serem Alcançados por um Atleta de Cristo

Texto: 1 Co 9.24-27

Introdução
– Jogos Ístmicos eram disputados de três em três anos em Corinto.
– Paulo muitas vezes usa a linguagem esportiva para ilustrar verdades espirituais.
– Devemos buscar os objetivos a seguir para todas as áreas da nossa vida: espiritualidade, família, ministério, trabalho, profissão, estudos, etc (Cristo deve ser o centro ao redor do qual giram todas as áreas de nossa vida).

I.) Corra com excelência, fazendo o seu melhor – v. 24
– Não corra como mero participante, corra como quem quer vencer!
– “A excelência pode ser obtida se você se importa mais do que os outros julgam ser necessário; se arrisca mais do que os outros julgam ser seguro, sonha mais do que os outros julgam ser prático, e espera mais do que os outros julgam ser possível” (Vince Lombardi).
– “Só fazemos melhor aquilo que repetidamente insistimos em melhorar. A busca da excelência não deve ser um objetivo, e sim um hábito” (Aristóteles).

II.) Exerça controle próprio, disciplina e esforço intensos, e abstenha-se daquilo que não é necessariamente ilícito – v. 25
– Domínio
– Disciplina, esforço (não se tem em mente nenhum esforço frouxo e sem entusiasmo)
– Treino adequado e rigoroso, perseverança
– Abstinência de vinho e uma dieta rigorosa com um regime de hábitos alimentares eram requeridos (o atleta nega a si próprio muitos prazeres lícitos)

III.) Corra e lute tendo um objetivo específico em vista – v. 26
– A maneira mais certa de chegar à parte alguma é não ter um alvo em mira.
– Mire em nada e chegará a lugar nenhum.
– Tenha um alvo bem definido
– Fp 3.14

IV.) Faça tudo o que for preciso para não ser desqualificado – v. 27
– Paulo se recusa a ser dominado pelos desejos do corpo.
– Renuncie àquilo que te atrapalha na atividade em questão.
– Paulo não deixa dúvida quanto ao vigor com que subjuga a carne.
– Não seja desclassificado, desaprovado.

Conclusão
– Agindo dessa forma, um dia poderemos dizer como o apóstolo Paulo disse em 2 Tm 4.7
– Combater o bom combate, não o mal; aquele no qual vale a pena se envolver.
– Para qual causa você tem dedicado a sua vida?
– Muitos têm jogado suas vidas fora, dedicando suas forças e energias no que não perdura para a vida eterna.
– Completar a carreira, a corrida; não desistir, não ficar no meio do caminho, não jogar a toalha.
– Guardar a fé, algo muito importante nesse tempo em que a fé está sendo tão atacada e questionada!

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 25/03/2018.

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Contrastes entre a Graça e o Legalismo

Texto: João 8.1-11.

Introdução
– Definição de Legalismo: “É um termo que os Cristãos evangélicos usam para descrever uma posição doutrinária que enfatiza um sistema de regras e regulamentos para alcançar salvação e crescimento espiritual. Legalistas acreditam que é necessário ter uma aderência estrita e literal a essas regras e regulamentos. De acordo com a doutrina ensinada na Bíblia, essa posição vai de encontro à graça de Deus” (Got Questions).
– Definição de Graça: “Graça é Deus escolhendo nos abençoar ao invés de amaldiçoar como o nosso pecado merece. É a sua benevolência a quem não merece” (Got Questions).

Transição
– Nas Escrituras Sagradas, tanto a Graça é ensinada quanto o legalismo é percebido.
– Neste texto, tendo Jesus a representar a Graça, e os escribas e fariseus a representarem o legalismo, vejamos as características de uma e outra posição, bem como os seus contrastes.

I.) Características do Legalismo

a.) O legalismo espreita (vigia, regula, controla) a vida das pessoas – v. 3 a
– Talvez essa mulher estava sendo vigiada para ser pega no ato de adultério!
– Ver Gl 2.3-5

b.) O legalismo expõe o pecador – v. 3 b, 4
– Colocaram a mulher de pé diante de todos e expuseram o seu pecado diante de todos.

c.) O legalismo é parcial: expõe o que interessa expor e esconde o que interessa esconder – v. 5 a
– Expuseram apenas a mulher e não o homem adúltero com ela.
– A Lei mandava que ambos fossem apedrejados (Lv 20.10; Dt 22.22-24).

d.) O legalismo é ardiloso e está permeado pela astúcia e sagacidade – v. 5 b, 6 a
– Os legalistas queriam um motivo para acusar a Jesus.

II.) Características da Graça

a.) A Graça pensa antes de responder; reflete; não age açodadamente, afoitamente; fica em silêncio, se possível – v. 6 b, 7 a
– Jesus escrevia na terra e aparentemente só respondeu pois os legalistas insistiram muito.

b.) A Graça se compadece do pecador; a Graça põe em evidência que ninguém é melhor do que ninguém, pois todos somos pecadores – v. 7 b
– Ninguém deve se colocar em uma posição de superioridade em relação aos demais, pois todos somos pecadores.
– A questão é que alguns pecados se podem esconder, outros não!
– A base da minha salvação é a mesma base da salvação de uma prostituta ou de um ladrão: a Graça de Deus.

c.) A Graça expõe a verdade e permite que o Espírito Santo trabalhe, respeitando o livre arbítrio de cada um – v. 7 b, 8
– Jesus fez a confrontação e voltou a se inclinar e escrever na terra; não ficou pressionando e nem ameaçando os legalistas.

d.) A Graça desarma o legalismo quando este se deixa guiar pela transparência e pela verdade – v. 9
– Diante do argumento de Jesus, desarmados, os legalistas foram embora.

e.) A Graça afasta os acusadores e os que querem apenas nos condenar ou condenar o seu próximo – v. 9 d, 10 a
– Tendo sido desarmados, os legalistas se foram. Ficaram somente Jesus e a mulher.

f.) A Graça nos faz ver, perceber e entender que os acusadores (e aqueles que querem nos condenar) se foram, que eles não têm autoridade sobre nós – v. 10 b, 11 a
– Notar a pergunta de Jesus e a resposta da mulher.

g.) A Graça jamais nos condena – v. 11 b
– O único que tinha autoridade espiritual e moral para acusar a mulher não o fez!

h.) A Graça nos manda seguir livremente – v. 11 c
– “…vai…”
– Seguir livremente no sentido de não ficar preso ao pecado, ao passado, à culpa, a uma consciência pesada, à condenação – Ver Rm 5.1

i.) A Graça não compactua com o pecado; ama o pecador, mas abomina o pecado; a Graça nos perdoa e nos manda seguir sem pecar novamente – v. 11 d
– A Graça de Deus é maravilhosa, mas não é barata!

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP 30.06.2012.

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Segunda Oração de Paulo pelos Efésios

Texto: Ef 3.14-21

– v. 14 – “Por esta causa” – repassar muito resumidamente o que Paulo escreveu na epístola até esse ponto.
– Ajoelhar-se para a oração era sinal de profunda emoção ao fervor.

– v. 15 – Alguns veem aqui uma referência à igreja triunfante e à igreja militante.
– Deus é o Pai de todos nós. Deus é infinitamente superior em suas virtudes paternas para conosco do que o mais nobre pai humano.

– v. 16 – Primeiro pedido: “que sejais fortalecidos com poder” (sentido de fortalecimento ou capacitação).
– Que tal fortalecimento seja “segundo a riqueza da sua glória”
– Tal fortalecimento ocorre “mediante o seu Espírito no homem interior”
– A força para a vida cristã vem através da habitação do Espírito Santo no crente
– Homem interior pode incluir coração, mente, vontade e espírito; é o núcleo central da personalidade; o lugar de onde o Espírito transforma toda a vida de uma pessoa.

– v. 17 – e assim, portanto, como consequência, “habite Cristo no vosso coração”
– A habitação de Cristo e o fortalecimento do Espírito não são duas experiências distintas.
– A fé é descrita como requisito da parte humana, a atitude que O recebe. Cristo espera apenas por essa disposição e desejo para entrar na vida do ser humano com todas as bênçãos que a Sua presença oferece (Ap 3.20).
– Arraigados (raiz) e alicerçados (alicerce) em Amor.

– v. 18 – Paulo ora para que, por meio do amor, possam seguir em direção a um entendimento de Deus cada vez mais profundo (largura, etc).
– O verdadeiro conhecimento de Deus é inatingível sem amor!
– Essa compreensão se dá “com todos os santos” – não deve ser algo individual, isolado; uma convivência em amor não é algo fácil, mas é o caminho para um verdadeiro conhecimento de Deus.

– v. 19 – O alvo é conhecer algo que ultrapassa o entendimento (paradoxo).
– Um número muito grande de cristãos pensa em Deus como um Juiz ameaçador ou como um Senhor severo, em vez de como um Pai amoroso.
– Paulo ora pedindo que o povo de Deus seja cheio até o máximo dEle mesmo!

– v. 20 – Oração de Paulo é ousada, mas ele entende que Deus ó poderoso para fazer mais…
– “conforme o seu poder”, o qual age, “opera em nós”.

– v. 21 – “na igreja e em Cristo”, ou seja, Noiva e Noivo, redimida e Redentor, corpo e Cabeça, são inseparáveis.

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As Verdadeiras Funções de uma Igreja

Texto: 1 Tm 3.14,15

Introdução
– Da mesma maneira que existe o populismo político, infelizmente existe também o populismo religioso. Temos que ficar atentos a esses dois tipos de exploração da boa fé das pessoas.
– Pessoas desinformadas, insensatas, e sem um mínimo de senso crítico se tornam presas fáceis destes populistas.
– As pessoas não pedem para serem enganadas, elas clamam por isso! Sempre querem o caminho mais fácil, os atalhos enganosos.
– Para que não sejamos enganados, Deus nos deu a Sua Palavra e estabeleceu a Sua igreja para ser um lugar de segurança para nós.

Transição
– O texto bíblico nos revela alguns aspectos relevantes relativos à igreja do Senhor, que fazem dela um lugar de segurança, um porto seguro para os cristãos.

I.) A Igreja é uma instituição (divina) com procedimentos adequados – v. 14, 15 a
– Paulo escreve para que, caso ele tarde em ver Timóteo, este saiba como se deve proceder na igreja (v. 14, 15 a). Não é “a casa da mãe Joana”, onde cada um faz o que quer, quando quer, sem ordem e decência.
– “Deus não é de confusão, e sim de paz […] Tudo, porém, seja feito com decência e ordem” (1 Co 14.33.40).

– E como se deve proceder?
– Com amor (1.5)
– Tendo a oração como prática (2.1, 2, 8)
– Observando-se certas qualificações para a separação de pastores e diáconos (3.1-13)
– Para com as viúvas (5.3-16)
– Para com os presbíteros (5.17-19)
– Em relação aos senhores e aos escravos (6.1-3)
– Em relação aos falsos mestres

– Temos, como igreja, observado os procedimentos adequados relevados pelo Senhor através da Sua Palavra?

II.) A Igreja é a família de Deus – v. 15
– “como se deve proceder na casa de Deus”, ‘casa’ aqui no sentido de ‘família’. A NTLH já traduz como ‘família de Deus’.

– Somos filhos de Deus: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome” (Jo 1.12).
– Fomos inseridos em Sua família: “Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo […] Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus (Ef 2.13,19).
– Somos irmãos uns dos outros: “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (Rm 8.29).

– Fazer parte de uma família implica em privilégios e responsabilidades.
– A igreja, a família de Deus, é o espaço propício para praticarmos a mutualidade. As expressões “uns aos outros” e “entre si” são usadas mais de 50 vezes no NT: amar, orar, incentivar, admoestar, saudar, servir, ensinar, aceitar, honrar, carregar os fardos, perdoar, nos submeter, ser dedicados, e até não nos morder!
– “É fácil pensar que se é maduro quando não há ninguém para nos contestar. A verdadeira maturidade se manifesta nos relacionamentos” (Rick Warren) – Não podemos mudar de igreja a cada vez que surge um problema de relacionamento. Esses problemas são oportunidades para aprofundarmos os relacionamentos e praticarmos a mutualidade.

– A igreja, a família de Deus, vai ajudá-lo a vencer o pecado.
– A igreja, a família de Deus é um espaço para desfrutarmos de comunhão.

– Como igreja, temos sido família de Deus?

III.) A Igreja pertence e serve a um Deus vivo – v. 15
– “na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo”
– A igreja é de Deus, pertence a Ele, e, portanto deve lhe servir.
– Paulo frequentemente descreve Deus como sendo vivo (4.10; 2 Co 3.3; 6.16; 1 Ts 1.9).
– Toma emprestado a designação do AT, onde serve para ressaltar o contraste entre Jeová e os ídolos mortos.
– Não servimos a um Deus morto; Ele é vivo, é real, é pessoal, quer se relacionar conosco, cuida de nós, pode nos atender em nossas suplicas, pois Ele “é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós” (Ef 3.20).

IV.) A Igreja é a coluna e o baluarte da verdade – v. 15
– A igreja é a coluna (sustentáculo) e o baluarte (apoio, base) do quê? O que a igreja deve sustentar? A igreja deve servir de apoio e base ao quê?
– Resposta: VERDADE! Aqui “representa a plena revelação de Deus em Cristo”, ou seja “a fé ortodoxa […] a função e a responsabilidade de cada congregação é apoiar, reforçar, e assim salvaguardar o ensino verdadeiro pelo (através) de seu testemunho consciente” (John Kelly).

– Por que a igreja deve ser coluna e alicerce (NTLH) da verdade?
– Porque desde os dias da igreja primitiva, a igreja tem sido vítima de falsos mestres, mestres do erro, que são denunciados na sequência (1 Tm 4.1-5).
– Notar que os falsos mestres são hipócritas, falam mentiras, têm a consciência cauterizada, e suas doutrinas têm origem em espíritos enganadores, demônios (1 Tm 4.1,2).
– Sobre os falsos mestres, ver ainda 1 Tm 6.3-5; 2 Tm 4.3,4; 2 Pe 2.1-3.

– No papel de coluna e baluarte da verdade, a igreja deve ter seus credos muito bem estabelecidos – ver v. 16 – Quanto a este versículo, “as frases […] sugerem ser isso citação de um primitivo credo em forma de hino” (O Novo Comentário da Bíblia).
– Famosos credos da igreja são importantes, pois estabelecem balizas para que a verdade seja preservada. Exemplos de credos famosos: O assim chamado “credo dos apóstolos”, “Credo Niceno” (afirma a divindade de Cristo frente ao arianismo), a “Confissão de fé de Westminster”, etc.
– É importante que as igrejas tenham os seus credos bem definidos!

– Como seremos coluna e baluarte da verdade se não conhecermos profundamente a Palavra de Deus? Como está o seu nível de conhecimento das Escrituras? Você tem se dedicado ao estudo sistemático da Bíblia?

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, Maio de 2018.

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Curando as Feridas da Alma: Autopiedade

Autopiedade

Texto: 1 Rs 19.1-18 – ler inicialmente v. 9,10.

Introdução
– Autopiedade é o sentimento, emoção ou comportamento de pena de si mesmo diante de um evento estressante. Pode envolver desde um comportamento breve, ocasional e transitório até um traço de personalidade central que causa sofrimento a si e aos outros; tendência para se fazer de vítima das circunstâncias.
– Sinônimos: Vitimismo; autocomiseração; coitadismo.
– Ao que tudo indica, o profeta Elias foi vítima do sentimento de autopiedade.
– Ele se comportou com pena de si mesmo diante do stress emocional que a batalha no Monte Carmelo, contra os profetas de Baal, e suas consequências, lhe trouxeram.

Transição
– A autopiedade é um sentimento ao qual estamos sujeitos, é um comportamento desaprovado por Deus, e uma atitude a ser vencida pelo cristão.
– O texto bíblico nos traz alguns ensinamentos a respeito da autopiedade à qual estamos sujeitos, e como vencê-la.

I.) A autopiedade pode ser precedida por algum tipo de ameaça – v. 2
– Elias foi ameaçado por Jezabel, esposa do rei Acabe.
– Aqui, a autopiedade ainda não estava em curso. Temos aqui uma possível causa da autopiedade.
– Temos de estar atentos aos eventos estressantes e às ameaças de qualquer espécie para evitar sentimentos de autopiedade.
– Ex. de ameaças: um problema familiar, emocional, profissional, ministerial, etc.

II.) A autopiedade pode ser precedida por um sentimento de medo – v. 3
– Medo foi uma reação instintiva diante da ameaça sofrida.
– Aparentemente também aqui, a autopiedade ainda não estava em curso. Temos aqui outra possível causa da autopiedade.
– Por ser um problema de natureza emocional, a autopiedade e o medo são sentimentos relacionados.
– O medo, vivenciado de forma equilibrada, pode até mesmo nos preservar. No entanto, devemos ficar atentos a um sentimento de medo estremo.

III.) A autopiedade pode levar à solidão e à fuga – v. 3, 4 a
– “[…] se foi […] deixou o seu moço […] se foi ao deserto […] assentou-se debaixo de um zimbro”
– A autopiedade muito provavelmente começa a se desenvolver nesse processo de fugir e se isolar.
– Enquanto fugia e se isolava, o sentimento de vitimismo, autocomiseração e coitadismo começou a tomar lugar no coração do profeta Elias.
– Você tem dado lugar à solidão e à fuga? Fique atento.

IV.) A autopiedade pode levar à depressão – v. 4-9 a
– Aqui, a autopiedade já estava instaurada no interior do profeta e o levou à depressão.
– Sintomas de depressão em Elias:
a. Elias pediu para si a morte.
– Só uma pessoa em estado depressivo não quer continuar vivendo.
– Para não nos escandalizarmos, vale lembrar que outros personagens bíblicos como Moisés (Nm 11.15) e Jonas (Jn 4.3) também chegaram a esse ponto de pedir a morte para si.
b. Elias começou a se depreciar e a se achar um fracasso (ver v. 4 na NTLH).
c. Elias só queria ficar deitado e dormindo.
d. Elias entrou numa caverna (simboliza a depressão).
– Temos de ficar atentos a comportamentos estranhos dos nossos cônjuges, filhos e ente queridos.

V.) A autopiedade leva a pessoa a se enxergar como vítima das circunstâncias – v. 10, 14
– Elias se sentia como se fosse o único em Israel que ainda permanecia fiel a Deus.
– Nesses versículos fica claro o seu vitimismo, coitadismo e autocomiseração.
– Esse é o pior tipo de sentimento ao qual uma pessoa pode dar lugar em sua vida.

VI.) A autopiedade produz insensibilidade espiritual – v. 11-14
– Ainda que não estivesse no vento, no terremoto e no fogo, foi Deus quem promoveu essas manifestações.
– Depois destes tremendos sinais, Elias continuou dando a mesma resposta de antes. Ou seja, estava insensível aos sinais de Deus.

VII.) A autopiedade pode ser vencida quando percebemos que Deus está cuidando de nós em todos os detalhes e em todos os momentos – v. 5-8
– Deus enviou comida e água para Elias através de um anjo – v. 5-7
– Deus o conduziu até o Monte Horebe/Sinai – v. 8
– Ainda que você esteja passando por um momento de autopiedade e de luta emocional, Deus continua cuidando de você!

VIII.) A autopiedade pode ser vencida quando não negligenciamos o confronto de Deus para conosco – v. 9, 13
– Deus perguntou para Elias duas vezes: “O que fazes aqui, Elias?”
– Ele nos faz a mesma pergunta: O que você está fazendo aqui, dando lugar a esse sentimento de autopiedade, vitimismo e coitadismo? Até quando você vai ficar se lamentando e reclamando?

IX.) A autopiedade pode ser vencida quando entendemos e obedecemos aos propósitos de Deus para as nossas vidas – v. 15,16
– “Vai, volta ao teu caminho […]”. Essa orientação de Deus para o profeta serve também para nós!
– “Unge a Hazael […] A Jeú […] ungirás […] e também Eliseu […] ungirás” – Descubra a missão especifica que Deus tem para você e se coloque a cumpri-la.
– Pare de se comparar com os outros. Deus trata cada um de uma maneira diferente. Ele usa cada um de uma forma particular. Se concentre na missão de Deus para você, levante-se, e cumpra o propósito de Deus para a sua vida!
– W. Wiersbe: “Pare de reclamar e de lamentar a respeito de seus fracassos aparentes. Volte ao trabalho”.

X.) A autopiedade pode ser vencida quando entendermos que não estamos sozinhos e nem devemos ficar sozinhos – v. 18
– Elias não estava sozinho. Havia mais sete mil que não haviam se dobrado a Baal.
– Você também não está sozinho. Abra os olhos e veja à sua volta pessoas que têm os mesmos valores e propósitos que você!
– Provérbios 18.1.

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 31.05.2018.

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O Meu Chamado é Maior que a Minha Dor

Texto: Josué 1.9

Introdução
– De fato, o chamado é acompanhado de muitas dores.
– Abraão, chamado para ser o pai da nação da qual descenderia o Messias, sofreu a dor a espera.
– José, chamado para ser governador do Egito, durante o processo de preparo, sofreu a dor do ciúmes, da traição, da calúnia, da prisão, do esquecimento.
– Moisés, chamado para liderar o povo de Israel na saída do Egito e na peregrinação no deserto, sofreu a dor da murmuração, a dor de achar o seu cargo pesado demais, a dor da rebelião de seus próprios irmãos, entre outros.
– Davi, chamado para ser rei de Israel, durante o processo de preparo, sofreu a dor da perseguição implacável.
– Elias, chamado para profetizar ao povo de Israel, sofreu a dor da solidão, da perseguição e da depressão.
– Neemias, chamado para reconstruir os muros de Jerusalém, sofreu a dor da oposição.
– Jeremias, chamado para profetizar ao povo de Judá, sofreu ao ver falsos profetas enganando o povo, sofreu perseguições, prisões e acusações de ser subversivo.
– Daniel, chamado para profetizar sobre acontecimentos futuros, sofreu com a armação de líderes invejosos e acabou indo parar na cova dos leões.
– Paulo, chamado para pregar o evangelho entre os gentios, sofreu desconfianças, açoites, naufrágios, prisões, perseguições, traições, incompreensões, acusações, etc.
– Jesus, chamado para efetuar a nossa redenção, sofreu a pressão dos líderes religiosos e do sistema religioso de seus dias, e por fim, suportou os pecados de toda a humanidade na cruz do calvário.
– Quais têm sido as suas dores no cumprimento do seu chamado e do seu ministério?
– Você já pensou em desistir do chamado em função das dores que tem sofrido?

Transição
– Apesar de todas as dores que enfrentamos no cumprimento do propósito para o qual Deus nos chamou, podemos afirmar que o nosso chamado é maior que a nossa dor.
– A Bíblia nos mostra algumas razões que explicam porque o nosso chamado é maior que a nossa dor.

I.) O chamado de Deus para mim foi feito pelo próprio Senhor e não por homem algum
– Não fui chamado por homens. Deus pode ter usado homens para me colocar na posição em que estou, mas o chamado vem de Deus.
– “Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós outros […] O SENHOR, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó, me enviou a vós outros” (Ex 3.14,15).
– “Não to mandei eu?” (Js 1.9 a).
– “não te enviei eu? (Jz 6.14)
– Paulo tinha consciência de que havia sido chamado por Deus: “me separou antes de eu nascer e me chamou pela sua graça […] para que eu o pregasse entre os gentios” (Gl 1.15,16).
– Foi Deus quem te chamou. Portanto, siga em frente cumprindo o chamado que você recebeu do Senhor.

II.) O chamado de Deus para mim inclui um propósito específico do Senhor para a minha vida
– Deus tem um chamado específico para cada pessoa.
– Podemos resumir o chamado de Deus para vários personagens bíblicos em uma frase.
– Abraão (Gn 12.2,3), Moisés (Ex 3.10), Josué (Js 1.2,6), Gideão (Jz 6.14), Davi (1 Sm 16.1,12,13), Jeremias (1.5), Neemias (Ne 1.4,11; 2.5), Paulo (At 9.15,16), Jesus (Lc 1.32,33; 2.34,35).
– Você já sabe qual é o chamado específico que Deus tem para a sua vida?
– Você vai deixar de cumprir o propósito de Deus para a sua vida porque a dor que o seu chamado traz é muito grande?

III.) O chamado de Deus para mim inclui promessas específicas do Senhor para a minha vida
– Além das promessas gerais que Deus tem para todos os seus filhos, Ele tem promessas específicas para cada um de nós.
– Promessas a Abraão (Gn 12.2,3).
– Promessas a Josué (Js 1.3-5 a).
– Quais são as promessas de Deus para a sua vida? Você vai deixar de usufruí-las desistindo do chamado?

IV.) O chamado de Deus para mim será acompanhado de sinais que o confirmarão
– Ex 4.1-9, 28-31 (bordão virou uma serpente, mão ficou leprosa, águas do Nilo tornadas em sangue ao serem derramadas sobre a terra).
– Nm 17 – A vara de Arão que brotou, floresceu.
– Js 1.5 – Ao perceber que Deus havia aberto o rio Jordão através da liderança de Josué, assim como havia aberto o mar Vermelho sob a liderança de Moisés, o povo certamente reconheceu que Deus havia chamado Josué para aquele momento e para aquela tarefa.
– Ao testemunhar tais sinais, as pessoas crerão que Deus nos chamou, que Ele está conosco e respeitarão a nossa liderança.

V.) O chamado de Deus para mim faz parte de um plano maior de cumprimento da vontade de Deus
– Js 1.2 – “Moisés, meu servo, é morto; dispõe-te agora…”
– Moisés já cumpriu o chamado dele, agora é com você Josué…
– Existe um plano maior ao qual temos que dar sequência, não podemos falhar.
– Somos um elo da corrente. Temos que continuar algo que alguém já começou e que outro dará continuidade depois que partirmos. Não podemos quebrar o elo da corrente.
– Isaque deu sequência ao plano de Deus depois de Abraão; Jacó deu sequência depois de Isaque, e assim sucessivamente.
– Você foi chamado para dar sequência ao plano de expansão do Reino de Deus. Você não é uma ilha isolada, você faz parte de um plano maior!

VI.) O chamado de Deus para mim tem a promessa da presença constante do Senhor
– “como fui com Moisés, assim serei contigo; não te deixarei, nem te desampararei” (Js 1.5).
– “o Anjo do SENHOR lhe apareceu e lhe disse: O SENHOR é contigo, homem valente […] Já que eu estou contigo, ferirás os midianitas como se fossem um só homem” (Jz 6.12,16).
– “Não temas diante deles, porque eu sou contigo para te livrar, diz o SENHOR” (Jr 1.8).
– “E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt 28.20).
– A presença constante dEle é maior do que qualquer dor que possamos enfrentar. Fique firme!

VII.) O chamado de Deus para mim deve ser obedecido custe o que custar
– Devemos dar mais importância à obediência ao chamado do que à dor que o chamado nos traz.
– O apóstolo Paulo falando aos presbíteros de Éfeso: “E, agora, constrangido em meu espírito, vou para Jerusalém, não sabendo o que ali me acontecerá, senão que o Espírito Santo, de cidade em cidade, me assegura que me esperam cadeias e tribulações. Porém em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus” (At 20.22-24).
– Em intensa agonia, Jesus orou: “Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua” (Lc 22.42).
– Você está disposto a cumprir o chamado de Deus a qualquer custo?
– “Ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás é apto para o reino de Deus” (Lc 9.62).

Conclusão
– Dicas para o cumprimento do chamado: Dependa de Deus (Jo 15.5); Seja forte e corajoso (Js 1.6,7,9); Pratique a Palavra, fale da Palavra, medite na Palavra (Js 1.7,8).

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 28.02.2018.

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Pai, em que Mundo seu Filho Está?

Texto: 2 Sm 13

Introdução
– Esse tema chama os pais à responsabilidade de haver um acompanhamento em relação à vida dos filhos quanto à espiritualidade, quanto à vida emocional, quanto às amizades, quanto à influência das mídias, quanto à pregação das ideologias antibíblicas, etc.
– O que aconteceu com a família de Davi foi resultado de seu pecado com Bate-Seba, mas penso que também podemos afirmar que foi consequência de sua devida falta de acompanhamento para com os seus filhos, talvez devido às suas muitas responsabilidades reais.
– Às vezes estamos tão imersos em nossas responsabilidades profissionais, ministeriais, etc. que deixamos de dar o devido acompanhamento aos nossos filhos.
– A história narrada em 2 Sm 13 é uma história de acontecimentos extremos, mas serve como alerta aos pais.

Transição
– A falta de um devido acompanhamento dos filhos por parte dos pais pode acarretar consequências bastante desagradáveis.
– O texto abordado nos mostra algumas das possíveis tristes consequências da falta de um devido acompanhamento dos filhos por parte dos pais.

I.) Quando não há o devido acompanhamento, nossos filhos podem alimentar sentimentos e pensamentos errados e absurdos – v. 1,2
– Amnom se apaixonou por sua meia irmã.

II.) Quando não há o devido acompanhamento, nossos filhos podem ser vítimas de amizades erradas e influências nocivas – v. 3-5
– Jonadabe era muito sagaz e astuto e elaborou todo o plano maldoso para que Amnom violentasse a própria irmã.

III.) Quando não há o devido acompanhamento, nossos filhos podem seguir o conselho dos ímpios e nos enganar – v. 6
– Amnom seguiu o plano de Jonadabe e fingiu diante do próprio pai.

IV.) Quando não há o devido acompanhamento, nossos filhos podem fazer coisas desprezíveis, vergonhosas e repugnantes – v. 7-18
– Amnom violentou a própria irmã e depois sentiu enorme aversão por ela.

V.) Quando não há o devido acompanhamento, nossos filhos(as) podem ficar vulneráveis à dor, vergonha, angustia e desolação – v. 19,20
– Situação a que ficou exposta Tamar, filha de Davi.

VI.) Quando não há o devido acompanhamento, deixamos de repreender e confrontar nossos filhos quando necessário – v. 21
– Versões antigas acrescentam: “mas não repreendeu ao seu filho Amnom porque, como era o seu filho mais velho, o estimava muito”.

VII.) Quando não há o devido acompanhamento, expomos nossos filhos à rivalidade, ao ódio e até mesmo à morte entre irmãos – v. 22-29a
– Absalão passou a odiar o seu irmão Amnom.
– Durante dois anos Absalão ficou maquinando uma forma de se vingar de Amnom.
– Absalão agiu e ordenou a morte do seu irmão Amnom.

VIII.) Quando não há o devido acompanhamento, expomos toda a nossa família e a nós mesmos a situações extremamente constrangedoras e de muita tristeza e sofrimento – v. 29b-37
– Que constrangimento todos os filhos do rei terem de fugir às pressas e desesperadamente!
– Que angustia o rei sofreu inicialmente ao pensar que todos os seus filhos haviam sido mortos.
– Que grande tristeza tomou conta do rei e de sua família – v. 36,37

Conclusão
– Davi ainda enfrentou vários outros infortúnios devido ao seu pecado e também à falta de devido acompanhamento de seus filhos como: (1) a revolta de seu filho Absalão seguida da humilhante fuga do rei da cidade de Jerusalém; (2) o fato de Absalão ter coabitado com as concubinas do próprio pai; (3) a morte de Absalão que causou grande tristeza para o rei Davi.

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, fevereiro de 2018.

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O Nascimento de Jesus e seus Aprendizados

Texto: Lucas 2.1-20

Introdução
– Nessa época do ano devemos ter em mente que os holofotes devem estar sempre em Jesus e não em árvores de Natal, papai Noel, panetones e presentes!
– O nascimento de Jesus não se deu nesta época do ano, mas convencionou-se comemorá-la nesta época. A data provável do nascimento deve ter sido na primavera (maio-junho). Nesta época é inverno em Israel, e dificilmente o imperador determinaria um recenseamento no inverno.

Transição
– O fato é que um dia Jesus nasceu, o Verbo se fez carne e habitou entre nós.
– Esse texto bíblico mostra alguns ENSINAMENTOS preciosos a serem aprendidos por ocasião do nascimento do Salvador.

I.) O nascimento de Jesus nos mostra que Deus é capaz de mover um império, caso seja necessário, para que suas promessas e profecias se cumpram – v. 1-7 a.
– Havia a profecia de que o Messias nasceria em Belém – Mq 5.2
– Como José e Maria estavam na Galiléia e a criança deveria nascer na Judéia, penso que podemos dizer que Deus moveu o coração do imperador para publicar um decreto convocando a população para um recenseamento.
– Como as pessoas deveriam se apresentar na cidade natal de suas famílias de origem, José e Maria foram para Belém.
– Estando eles ali, chegou o tempo do nascimento de Jesus, cumprindo-se assim a profecia do VT.
– Deus tem profecias e promessas para a sua vida? Então espere, pois Ele é capaz de mover um império para cumprir o que falou!

II.) O nascimento de Jesus nos revela que Deus se manifesta através de coisas simples e humildes – v. 7b-14
– Podemos perceber isso através do lugar onde Jesus nasceu, e para quem a notícia de seu nascimento foi transmitida pela primeira vez.
– Jesus nasceu em uma manjedoura (tabuleiro em que se deposita comida para vacas, cavalos e outros animais, em estábulos). Deus poderia ter agido para que o Seu Filho nascesse em um palácio real. No entanto, o Deus que está no controle de todas as coisas, quis que Jesus nascesse em um estábulo.
– O anuncio do nascimento do Salvador do mundo foi feito primeiro a um grupo de pastores humildes que moravam em grutas naturais. Deus confiou o mais importante anúncio público da História a pessoas comuns. Não anunciou primeiramente a reis, príncipes, sacerdotes ou religiosos, mas a pessoas simples!
– Creio que Deus quis comunicar que Ele pode ser encontrado e se manifesta através coisas simples e humildes. Além disso, Deus quis comunicar que Ele não é inatingível como os membros de famílias reais. Ele está acessível a todos, inclusive às pessoas mais simples e humildes!
– Você tem dado valor às coisas simples e humildes da vida, ou tem se deixado impressionar pela suntuosidade, pelo glamour, pelo orgulho e pela grandeza e arrogância humanas?

III.) O nascimento de Jesus nos lembra que devemos reconhecê-Lo como nosso Salvador, como o Cristo, e como o nosso Senhor – v. 10,11
– O nascimento de Jesus, o fato de o Verbo ter se feito carne é uma boa nova de grande alegria para todos os povos (v. 10).
– É imprescindível que se reconheça Jesus como: (1) o Salvador (Aquele que é o único que pode nos salvar de uma eternidade longe de Deus); (2) o Cristo (o Messias prometido); (3) o Senhor (Aquele que tem todo o direito e domínio sobre a minha vida) – ver v. 11.
– Temos reconhecido Jesus como o nosso Salvador, como o Cristo, e como o nosso Senhor?

IV.) O nascimento de Jesus nos ensina que Deus se manifesta àqueles que Ele sabe que irão RECONHECER a importância de Sua revelação – v. 15
– Ao ouvirem o anúncio, os pastores se dispuseram a ir até Belém e ver o que se lhes tinha sido anunciado pelo anjo. Ou seja, eles reconheceram a importância da mensagem e da revelação!
– Me parece que Deus não se revela a quem não dá importância à Sua revelação, mas àqueles que a valorizam (ver Sl 25.14).
– Nós também não devemos ‘jogar pérolas aos porcos’ (Mt 7.6).
– Temos reconhecido a importância da revelação de Deus a nós?

V.) O nascimento de Jesus nos ensina que Deus se manifesta àqueles que irão ANUNCIAR a Sua revelação – v. 16,17
– Depois de conferirem as palavras do anjo, os pastores divulgaram o que lhes tinha sido dito!
– As revelações de Deus a nós através de Sua Palavra não devem ficar guardadas, mas devem ser anunciadas!
– Deus nos revelou a verdade do evangelho para que divulguemos a mensagem àqueles que não a conhecem (Mt 28.18-20; Mc 16.15; At 1.8).
– Temos anunciado as boas novas de salvação em Cristo?

VI.) O nascimento de Jesus nos ensina que Deus se manifesta àqueles que se deixarão TRANSFORMAR por Sua revelação – v. 20
– Os pastores se puseram a glorificar e louvar a Deus! Foram transformados pelo impacto da mensagem!
– Deus não se revelará àqueles que não estão dispostos a se deixarem transformar pela mensagem da Graça de Deus!
– Temos estado dispostos a permitir que o Espírito Santo trabalhe em nós, nos alinhando e tirando de nós tudo o que Lhe desagrada? Quando tivermos esta disposição, Deus se manifestará a nós!

Pr Ronaldo Guedes Beserra

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Hebreus: Jesus, Nosso Grande Sumo Sacerdote

Tema
O autor da epístola aos Hebreus retrata distintivamente a Jesus Cristo como o grande Sumo Sacerdote que, tendo oferecido nada menos que a Si mesmo, como o sacrifício totalmente suficiente pelos pecados, agora ministra no santuário celestial. O propósito desse retrato, que exibe a superioridade de Cristo sobre todo aspecto e sobre todo herói da religião revelada no Antigo Testamento, foi o de impedir que os leitores originais da epístola revertessem ao judaísmo.

Autoria
Paulo – A tradição da Igreja primitiva manifesta-se em tons incertos quanto à autoria do livro anônimo dirigido aos Hebreus. Sem embargo, em data bastante recuada (cerca de 95 D. C.), a epístola aos Hebreus já era conhecida e usada, conforme se vê em I Clemente. Na porção oriental do império romano, Paulo era usualmente reputado seu autor. A teologia do tratado aos Hebreus realmente se assemelha à de Paulo, quando se coteja a preexistência e a posição de Cristo como criador, em Hebreus 1:1-4 e Colossenses 1:15-17; a humilhação de Cristo, em Hebreus 2:14-17 e Filipenses 2:5-8; a nova aliança, em Hebreus 8:6 e 11 Coríntios 3:4-11; e a distribuição de dons do Espírito Santo, em Hebreus 2:4 e I Coríntios 12:11. Não obstante, o segmento ocidental da Igreja duvidava da autoria paulina, tendo chegado mesmo a excluir o livro aos Hebreus do cânon, pelo menos a princípio, por causa de dúvidas quanto à autoria do mesmo. Esse fato mostra-nos que a Igreja primitiva não aceitava credulamente a quaisquer obras no cânon neotestamentário sem primeiramente examinar as credenciais comprobatórias no tocante à autoria, à natureza fidedigna e à pureza doutrinária. A Igreja ocidental tinha bons motivos para duvidar da autoria paulina. Nenhuma das epístolas reconhecidamente pertencentes a Paulo é anônima como a epístola aos Hebreus. O polido estilo grego de Hebreus difere radicalmente do estilo rude desse apóstolo, muito mais do que pode ser explicado pelo emprego de um amanuense diferente. E, se por um lado Paulo apelava constantemente para sua própria autoridade apostólica, por outro lado o escritor da epístola aos Hebreus apela para autoridade daqueles que tinham sido testemunhas oculares do ministério de Jesus (vide Hebreus 2:3).
Barnabé – Outros estudiosos têm sugerido Barnabé, cujo passado como levita (vide Atos 4:36) se harmoniza com o interesse pelas funções sacerdotais que se manifesta por todo o livro aos Hebreus, e cuja associação com Paulo poderia explicar as similaridades com a teologia paulina. No entanto, por ter sido residente em Jerusalém (vide Atos 4:36,37), provavelmente Barnabé chegara a ouvir e ver a Jesus, ao passo que o autor da epístola aos Hebreus inclui a si mesmo entre aqueles que dependiam de outros quanto ao testemunho ocular (vide Hebreus 2:3).
Lucas – Lucas, um outro companheiro de Paulo, também é candidato à autoria da epístola aos Hebreus, devido à semelhança de estilo do livro aos Hebreus, em grego culto e polido, e o de Lucas-Atos. Todavia, Lucas-Atos se reveste de uma perspectiva tipicamente gentílica, ao mesmo tempo que o livro aos Hebreus manifesta-se altamente judaico.
Apolo – Martinho Lutero sugeria a autoria de Apolo, cuja familiaridade com Paulo (vide 1 Coríntios 16:12), além de ter sido melhor instruído por Priscila e Áquila (vide Atos 18:26), pode ser justificativa para a semelhança com a teologia paulina que se vê em Hebreus. A eloquência de Apolo (vide Atos 18:24,27,28) poderia ter produzido o estilo elevadamente literário da epístola aos Hebreus. Outrossim, seu passado formativo alexandrino se adapta ao uso exclusivo da Septuaginta, na epístola em apreço, quando de citações extraídas do Antigo Testamento, porquanto a Septuaginta foi produzida em Alexandria, no Egito.(Alguns eruditos traçam o paralelo entre as interpretações alegóricas do Antigo Testamento, pelo filósofo judeu Filo, contemporâneo de Apolo e também nativo de Alexandria, e o manuseio das revelações do Velho Testamento em Hebreus. Todavia, Hebreus trata o Antigo Testamento como história simbólica, e não como alegoria.) Porém, a ausência de tradições antigas em favor de Apolo deixa-nos na dúvida a esse respeito.
Silvano – A suposição de que Silvano (ou Silas), companheiro de Paulo, tenha sido o autor de Hebreus, também pode explicar as suas similaridades com a teologia paulina. Mas não muito mais do que isso pode ser dito em favor ou contra a autoria de Silvano.
Felipe – Outro tanto se pode dizer no que tange à sugestão de que Filipe escreveu a epístola ao Hebreus.
Priscila – Harnack sugeriu Priscila, devido às íntimas associações entre ela e Paulo, e engenhosamente argumentou que ela escrevera a obra no anonimato porque a autoria da parte de uma mulher não era aceitável pelo público.
Clemente de Roma – As semelhanças entre Hebreus e I Clemente permitem a possibilidade que seu autor tenha sido Clemente de Roma. Entretanto, há muitas diferenças quanto à perspectiva, e o mais provável é que Clemente tenha feito empréstimos da epístola aos Hebreus, e nada mais. Juntamente com Orígenes, pai da antiga Igreja, concluímos que somente Deus sabe quem escreveu a epístola aos Hebreus.

Destinatários
A despeito do tradicional apêndice do título “aos Hebreus”, alguns têm pensado que esse livro foi originalmente endereçado a crentes gentílicos. Em apoio a essa opinião, apela-se ao estilo polido no grego e ao contínuo uso da Septuaginta, havendo apenas um desvio ocasional em relação à tradução grega do Antigo Testamento. Todos esses fenômenos, entretanto, nada deixam implícito quanto aos destinatários originais da epístola. Indicam tão-somente o passado formativo de seu autor. O uso freqüente do Antigo Testamento, o pressuposto conhecimento dos rituais judaicos, a advertência para seus leitores não reverterem ao judaísmo, além do título tradicional e antiquíssimo do livro, tudo aponta para o fato que o livro foi endereçado originalmente a judeus cristãos.

Destinação
À primeira vista, poderia parecer mais verossímil que esses judeus cristãos viviam na Palestina. Mas, levando-se em conta o trecho de Hebreus 2:3, seus leitores não tinham visto nem ouvido a Jesus, pessoalmente, durante Seu ministério terreno, conforme muitos cristãos palestinos sem dúvida o tinham feito; e, em consonância com Hebreus 6:10, eles haviam ajudado financeira e materialmente a outros cristãos, ao passo que os cristãos palestinos eram pobres e tinham recebido ajuda externa (vide Atos 11:27-30; Romanos 15:26 e II Coríntios 8 e 9). Outrossim, o conhecimento que os seus leitores dispunham sobre os rituais judaicos ao que parece provinha do Antigo Testamento segundo a versão da Septuaginta, e não porque frequentassem aos cultos no templo de Jerusalém. E a declaração, “Os da Itália vos saúdam (13:24), soa como se italianos distantes da Itália estivessem enviando saudações de volta à sua pátria. Nesse caso, Roma seria o destino provável da presente epístola. Consubstanciando essa conclusão, temos de considerar o fato que a evidência em prol do conhecimento da epístola aos Hebreus nos chega, antes de tudo, de Roma (vide I Clemente).
Recentemente, H. Montefiore propôs que Apolo escreveu a epístola aos Hebreus em Éfeso, à igreja de Corinto, especialmente a seus membros judeus cristãos, em 52-54 D. C. Ele traçou numerosos paralelos entre Hebreus e a correspondência de Paulo com os crentes coríntios. De acordo com essa posição, as palavras “Os da Itália vos saúdam” (13:24) seriam Priscila e Áquila, os quais originalmente se tinham mudado de Roma para Corinto, mas depois acompanharam Paulo de Corinto a Éfeso. Poderíamos inquirir, entretanto, por qual motivo o autor da epístola aos Hebreus não mencionou por nome a Priscila e Áquila, mas preferiu usar uma expressão generalizadora, sobretudo diante do fato que acabara de mencionar a Timóteo por nome. Não obstante, os argumentos de Montefiore merecem séria consideração.

Propósito
Onde quer que habitassem os destinatários da epístola, eram bem conhecidos do seu autor. Ele escreve a respeito da generosidade deles (vide 6:10), das perseguições que vinham sofrendo (vide 10:32-34 e 12:4), da imaturidade deles (vide 5:11 – 6:12) e de sua esperança de que em breve haveria de visitá-los novamente (vide 13:19,23). Dois detalhes adicionais podem ser muito significativos: (1) os leitores da epístola são exortados a saudar não somente os líderes e demais membros de sua própria congregação, mas também “a todos os santos” (13:24); (2) eles são repreendidos por não se reunirem com a necessária freqüência (vide 10:25). O mais provável, portanto, é que fossem um grupo de cristãos judeus que se reuniam em algum domicílio e que se tinham separado do corpo central de cristãos da localidade em que viviam, e que agora corriam o perigo de retornar ao judaísmo, a fim de evitarem as perseguições. O propósito fundamental da epístola é justamente o de entravar tal apostasia, trazendo-os de volta ao caudal da comunhão cristã.

Data
O uso da epístola aos Hebreus, em I Clemente, requer que tal epístola tenha sido escrita antes de 95 D. C., data de I Clemente. Também se tem argumentado que os verbos no tempo presente, que se vêem na epístola aos Hebreus, ao descrever a mesma os rituais expiatórios, subentendem uma data anterior ao ano 70 D. C., ano em que Tito destruiu o templo de Jerusalém e os sacrifícios deixaram de ser oferecidos ali pelos judeus. Todavia, outros escritos que por certo datam de após o ano 70 D. C., continuam a usar verbos no tempo presente ao aludirem aos rituais mosaicos (vide I Clemente, Josefo, Justino Mártir e o Talmude). Além disso, a epístola aos Hebreus não faz a descrição dos rituais efetuados no templo, e, sim, dos rituais do “tabernáculo” pré- salomônico, pelo que os verbos no tempo presente consistem tão só de um vívido estilo literário, não podendo subentender coisa alguma no tocante à data em que foi escrito o livro aos Hebreus. O que realmente favorece uma data anterior a 70 D. C., para a escrita do livro, é a ausência a qualquer alusão, nessa epístola, à destruição do templo de Jerusalém, como indicação divina de que o sistema de holocaustos do Antigo Testamento se tornara obsoleto. Não há que duvidar que o autor sagrado ter-se-ia valido de um argumento histórico dessa magnitude, se aquele acontecimento já houvesse ocorrido.

Forma literária
Tal como no caso de outras epístolas, Hebreus termina com alusões pessoais, mas, divergentemente de outras epístolas, ela não conta com saudações introdutórias. O estilo de oratória e observações como “Certamente me faltará o tempo necessário para referir…” (11:32), parecem indicar mais um sermão. Porém, a assertiva: “…vos escrevi resumidamente” (13:22), requer que pensemos que o livro de Hebreus é uma epístola, afinal de contas, embora escrita segundo o estilo de um sermão.

A superioridade de Cristo
A fim de impedir seus leitores de retornarem ao judaísmo, o autor de Hebreus ressalta a superioridade de Cristo em relação a tudo o mais, especialmente em relação a várias características do judaísmo originadas do Antigo Testamento. A expressão “melhor que” epitoma o tema predominante da superioridade de Cristo, um tema reiterado enfaticamente por toda a obra, mediante exortações para que seus leitores não apostatassem da fé cristã.

Superior aos profetas
Cristo é superior aos profetas do Antigo Testamento porquanto é Ele o próprio Filho de Deus, o herdeiro do universo, o criador, o reflexo exato da natureza divina, o sustentador da vida no mundo, o purificador dos pecados, o Ser exaltado – e, por conseguinte, a última e mais excelente palavra de Deus ao homem (vide 1:13a).

Superior aos anjos
Cristo é também superior aos anjos, a quem os contemporâneos judeus do autor sagrado reputavam mediadores da legislação mosaica, no Monte Sinai (vide Atos 7:53 e Gálatas 3:19); porque Cristo é o Filho divino e criador eterno, mas os anjos são apenas servos e seres criados (vide 1:3b – 2:18). E mesmo o fato que Ele se tornou menor que os anjos, mediante a encarnação e a morte, foi uma ocorrência meramente temporária. Era mister que Ele se tivesse tornado um ser humano a fim de estar qualificado como aquele que, por Sua morte, pudesse elevar o homem decaído àquela dignidade que originalmente lhe fora propiciada por Deus, quando da criação. Por causa de Seu ato expiatório, Cristo foi revestido de imensa honra. Na metade dessa seção é que ocorre uma exortação que insta para que os leitores originais da epístola não declinassem da sua profissão cristã (vide 2:1-4). Ler Hebreus 1 e 2.

Superior a Moisés
Na posição de divino Filho sobre a casa de Deus, Jesus Cristo é superior a Moisés, um servo na casa de Deus(vide 3:1-6). A exortação, pois, visa a evitarmos incorrer no juízo de Deus, em resultado da incredulidade. A geração de israelitas que saiu do Egito sob a liderança de Moisés, mas morreu no deserto por causa da indignação divina contra a rebelião deles provê um terrível exemplo de advertência (vide 3:7-19).

Superior a Josué
Cristo é melhor do que Josué; pois embora Josué tenha feito Israel entrar na terra de Canaã, Cristo conduzirá aos crentes ao lugar de repouso eterno, nos céus, onde Deus descansa de Sua obra criativa (vide 4:1-10). É óbvio que Josué não conseguiu fazer Israel entrar nesse repouso celestial; porquanto muito tempo depois de Josué ter vivido e morrido, Davi falou do lugar de repouso de Israel como lugar ainda não atingido (vide Salmo 95:7,8). A comparação entre Jesus e Josué é bem mais impressionante no Novo Testamento grego, pois o apelativo hebraico “Josué” assume a forma “Jesus”, no grego. Noutras palavras, o texto grego desconhece a distinção entre o nome próprio Josué, do Antigo Testamento, e o nome próprio Jesus, do Novo Testamento.
Em prosseguimento, o autor exorta os seus leitores a entrarem no descanso celestial, através da fidelidade à sua profissão cristã (vide 4:11-16). Essa ênfase posterior sobre a total suficiência da obra expiatória de Jesus elimina qualquer implicação de que a continuação das boas obras, na vida do crente, merece a salvação. Entretanto, as boas obras e o desviar-se da apostasia são coisas necessárias para demonstração da genuinidade da profissão de fé cristã. O décimo segundo versículo contém a famosa comparação da Palavra de Deus com uma espada de dois gumes, que penetra e desnuda o ser mais interior do homem. Por conseguinte, os crentes devem provar que sua externa profissão de fé se origina de uma realidade interna. Ler Hebreus 3 e 4.

Superior a Arão
Cristo é superior a Arão e seus sucessores no ofício sumo sacerdotal (vide 5:1 – 12:29). O autor da epístola aos Hebreus primeiramente destaca dois pontos de semelhança entre os sacerdotes arônicos e Jesus Cristo: (1) à semelhança de Arão, Cristo foi divinamente nomeado ao sumo sacerdócio, e (2) ao compartilhar de nossa experiência humana, Cristo adquiriu por nós uma simpatia pelo menos igual àquela de Arão (vide 5:1-10). O mais proeminente exemplo desses sentimentos de Jesus foi que Ele instintivamente procurou furtar-se da morte, quando orava no jardim do Getsêmani (embora jamais do terror da morte, como se fosse culpado, e, obviamente, também não houve a recusa de aceitar a cruz).
Em seguida há uma longa exortação (vide 5:11 – 6:20) com vistas ao progresso que nos leva da infância à maturidade espirituais, se avançarmos para além das doutrinas elementares da fé judaica, que formam o alicerce da fé cristã e que adquirem uma nova significação no seu contexto cristão. Quando o crente não se desenvolve espiritualmente, isso aumenta o perigo de vir a apostatar. E se um cristão renunciar a Cristo de maneira pública, voluntária e final, deixará de existir para sempre toda e qualquer possibilidade de salvação. O autor sagrado descreveu os seus leitores como cristãos falando do ponto de vista de sua presente profissão de fé (não conhecendo os seus corações, de que outra maneira poderia tê-los descrito?), mas continua e salienta que a apostasia tanto haveria de demonstrar a ilegitimidade de sua profissão cristã como os levaria a incorrer em irrevogável julgamento, por motivo de falsa profissão. Deve-se notar que a apostasia envolve um sentido muito mais grave do que no caso de desobediência temporária. Ler Hebreus 5 e 6.
Os itens frisados da superioridade de Cristo sobre Arão são: (1) Cristo se tornou sacerdote em virtude de um juramento divino, mas não assim com os aronitas (Arão e seus descendentes sacerdotais); (2) Cristo é eterno, ao passo que os aronitas morriam e tinham de ser substituídos; (3) Cristo é impecável, ao passo que os aronitas não o eram; (4) as funções sacerdotais de Cristo envolvem as realidades celestiais, mas as dos aronitas dizem respeito somente a símbolos terrenais; (5) Cristo ofereceu-se a Si mesmo voluntariamente como um sacrifício que jamais precisará ser repetido, ao passo que as repetitivas ofertas de animais desmascaram a sua ineficácia, pois animais inferiores não podem tirar os nossos pecados; e (6) o próprio Antigo Testamento, escrito durante o período do sacerdócio arônico, predizia que sobreviria uma nova aliança, que tornaria obsoleto ao antigo pacto, segundo o qual funcionava o sacerdócio arônico (vide Jeremias 31:31-34).
Muito se tem disputado sobre a interpretação correta da advertência que aparece em Hebreus 6:1-12, a saber:
(1) Aqueles que ensinam que a passagem fala de aterrorizante possibilidade de um verdadeiro crente reverter à condição de perdição, têm de ver-se a braços com a declarada impossibilidade de restauração (vide 6:4), e isso contrariamente àqueles trechos neotestamentários que asseguram a eterna segurança para os crentes, para os eleitos (vide João 6:39,40; 10:27-29; Romanos 11:29; Filipenses 1:6; 1 Pedro 1:5 e 1 João 2:1), e também em desacordo com a doutrina inteira da regeneração.
(2) Aqueles que sentem que o autor da epístola aos Hebreus postula aqui uma hipótese, e não uma possibilidade realista, descobrem que a reiteração dessa urgente advertência, aqui e alhures nesta epístola (vide especialmente 10:26-31), é algo muito embaraçador.
(3) Aqueles que diluem a severidade do juízo ameaçador, da perda da salvação para a perda de galardões (em que a salvação por um triz não se perdera – comparar com 1 Coríntios 3:12-15), descobrem-se antagonizando o que fica implícito em Hebreus 6:9, isto é, que o juízo aqui ameaçado é o oposto da salvação: `…estamos persuadidos das cousas que são melhores e pertencentes à salvação, ainda que falamos desta maneira.” (Comparar isso com Hebreus 10:27: “… certa expectação horrível de juízo e fogo vingador prestes a consumir os adversários”).
(4) Aqueles que encaram essa advertência como se ela houvesse sido dirigida a quase cristãos, e não a cristãos no mais alto sentido da palavra, são forçados a minimizar a força das expressões “… aqueles que uma vez foram iluminados (comparar com 10:32; II Coríntios 4:4,6; I Pedro 2:9; et passim), e provaram do dom celestial (comparar com o fato que Cristo ‘provou’ a morte a favor de todo homem (vide 2:9), certamente uma experiência plena), e se tornaram participantes do Espírito Santo (comparar com o fato que Cristo se tornou participante da natureza humana (vide 2:14), certamente não uma encarnação parcial), e provaram a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro (comparar com I Pedro 2:3)”. Esses também sentem grande dificuldade ante o apelo em favor da maturidade, e não da conversão, ante a advertência a respeito da “apostasia” (vide 6:6), e não a respeito de não se haver confessado a Cristo no princípio, e ante o título conferido aos leitores da epístola, “amados”, um termo distintivamente cristão (vide 6:9; comparar com 10:30: “O Senhor julgará o seu povo”).
(5) A interpretação mais promissora é aquela que encara essa advertência como uma aviso dirigido a cristãos professos, ficando entendido que esses devem demonstrar a genuinidade de sua profissão resistindo à pressão tendente à apostasia. Se, por uma parte, as passagens que nos asseguram a eterna segurança do crente refletem a perspectiva divina (Deus, que conhece perfeitamente aos corações dos homens, resguardará para sempre aos que Lhe pertencem), por outra parte a presente advertência, juntamente com outras que lhe são correlatas, reflete a perspectiva humana (os cristãos, que conhecem imperfeitamente aos seus corações, devem demonstrar a si mesmo e a outros, mediante exteriorizações na forma de correta conduta, que a sua profissão de fé é real, não mediante uma perfeição impecável, mas mediante a perseverança contra a oposição e a tentação). Dessa forma, o autor do livro aos Hebreus dirige-se a seus leitores como cristãos, como não poderia mesmo ser diferente, porquanto ao escrever-lhes todos se professavam crentes. Todavia, diferentemente de Deus, ele não poderia conhecer seu estado espiritual interno. Por isso, viu-se forçado a adverti-los contra o perigo da profissão falsa, contra a apostasia final que vem mediante a negação voluntária, e finai da fé cristã anteriormente professada, e contra o julgamento irrevogável disso tudo resultante. Na verdade, não é possível alguém ser salvo e depois perder-se, mas isso é aparentemente possível, e essa “aparência” deve ser tratada com toda a gravidade, porquanto os seres humanos se movimentam principalmente no nível do que é aparente.
Quanto à distinção entre a perspectiva divina e a perspectiva humana, podemos consultar o trecho de I Samuel 16:7b (“O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração”), confrontando-o com a doutrina paulina da justificação pela fé (à vista de Deus), e também com a doutrina de Tiago da justificação comprovada pelas obras (à vista dos homens). É importante reconhecermos a validade e a seriedade de ambas perspectivas. Finalmente, o propósito de advertências como essa não é perturbar os crentes conscienciosos, e, sim, acautelar os crentes negligentes, para que não terminem por nem ser cristãos, afinal de contas.

Melquisedeque
Alicerçando-se sobre a sugestão da assertiva em Salmo 110:4, de que o rei messiânico seria sacerdote segundo o padrão de Melquisedeque, o autor da epístola aos Hebreus descobre diversos paralelos entre Cristo e aquela misteriosa personagem do Antigo Testamento, a quem Abraão deu uma décima parte dos despojos, depois da batalha na qual resgatou a Ló de seus captores (vide Gênesis 14). Ora, Melquisedeque era sacerdote de Deus; assim também o é Cristo. O nome “Melquisedeque” significa “Rei da Justiça” (ou, mais literalmente ainda, “meu rei é justo”); o homem que tinha esse nome era rei de “Salém” (provavelmente uma forma abreviada de “Jerusalém”), que significa “paz” (no sentido de completa bênção divina); e justiça e paz são características e resultados do ministério sacerdotal de Cristo. A ausência, nas páginas do Antigo Testamento, de qualquer genealogia registrada de Melquisedeque ou de narrativas sobre seu nascimento e morte (naturalmente, ele teve pais e antepassados, nasceu e morreu), tipifica a real eternidade de Cristo como Filho de Deus, em contraste com a morte que atingia a todos os sacerdotes da linhagem de Arão. A superioridade de Cristo sobre Arão é ainda retratada pelo fato que Abraão deu a Melquisedeque a décima parte dos despojos tomados em batalha, sendo que Arão era descendente de Abraão. A solidariedade de uma pessoa com seus ancestrais fica assim pressuposta. Idêntica superioridade aparece, novamente, no fato que Melquisedeque abençoou a Abraão, e não vice-versa, pois o maior é quem abençoa ao menor. Ler Hebreus 7:1 – 10:18.

Exortação
A epístola aos Hebreus se encerra com longa seção exortatória e algumas saudações finais (vide 10:19 – 13:25). O autor dela exorta seus leitores a usarem o método superior de aproximação a Deus por intermédio de Cristo, e não através do método ultrapassado do Antigo Testamento, mormente na adoração coletiva, a qual estavam abandonando (vide 10:19-22). E adverte-os novamente, tal como no sexto capítulos, a respeito do terrível julgamento que sobrevém àqueles que, aberta e terminantemente, repudiam a sua profissão cristã, apesar do que, expressa a sua confiança, baseada na constância anterior de seus leitores, sob a perseguição, de que não haveriam de cair na apostasia (vide 10:23-31).
Em seguida, encoraja-os a uma contínua perseverança, citando, como exemplos, os heróis da fé do Antigo Testamento, (O capítulo 11 é, às vezes, considerado o grande capítulo da fé do Novo Testamento, assim como I Coríntios 13 é o capítulo do amor e I Coríntios 15 o capítulo da ressurreição.) vinculando a estes os seus leitores, e, finalmente, citando a pessoa de Jesus como o mais extraordinário exemplo de paciente perseverança sob os sofrimentos, após o que recebeu o seu galardão (vide 10:32 – 12:3). O sofrimento é uma excelente disciplina, além de ser um sinal de filiação (vide 12:4-13). Por outro lado, Esaú se torna um exemplo negativo, que adverte acerca do fim dos apóstatas infiéis (vide 12:14-17).
Em conclusão, o escritor sagrado novamente põe em relevo a superioridade do novo pacto, fundamentado como está sobre o sangue de Cristo (vide 12:18-29), e exorta os seus leitores ao amor mútuo, à hospitalidade (especialmente necessária naqueles dias, para os pregadores itinerantes), à simpatia, ao uso saudável e moral do sexo, dentro dos liames do matrimônio, à necessidade de evitar a avareza, à imitação do exemplo dado pelos líderes eclesiásticos piedosos, à necessidade de evitar os ensinamentos distorcidos, à aceitação conformada diante da perseguição, às ações de graças, à generosidade, à obediência aos líderes eclesiásticos e à oração. Ler Hebreus 10:19 – 13,25.

ESBOÇO SUMÁRIO DE HEBREUS
Tema: A superioridade de Cristo como impediente da apostasia, ou seja, a reversão do cristianismo ao judaísmo.
I. A SUPERIORIDADE DE CRISTO SOBRE OS PROFETAS DO ANTIGO TESTAMENTO (1:1-3a)
II. A SUPERIORIDADE DE CRISTO SOBRE OS ANJOS (1:3b – 2:18), E AVISO QUANTO À APOSTASIA (2:1-4)
III. A SUPERIORIDADE DE CRISTO SOBRE MOISÉS (3:1-6), E AVISO QUANTO À APOSTASIA (3:7-19)
IV. A SUPERIORIDADE DE CRISTO SOBRE JOSUÉ (4:1-10), E AVISO QUANTO À APOSTASIA (4:11-6)
V. A SUPERIORIDADE DE CRISTO SOBRE OS ARONITAS E AVISOS QUANTO À APOSTASIA (51 – 12:29)
A. A Simpatia humana de Cristo e Sua divina nomeação ao sumo sacerdócio (5:1-10)
B. Aviso quanto à apostasia com uma exortação acerca da busca pela maturidade (5:11  – 6:10)
C. Melquisedeque, modelo do sumo sacerdócio de Cristo (7:1-10)
D. Caráter transitório do sacerdócio arônico (7:11-28)
E. Realezas celestiais do sacerdócio de Cristo (8:1 – 10:18)
F. Advertência contra a apostasia (10:19-39)
G. Encorajamento derivado dos heróis da fé do Antigo Testamento (11:1-40)
H. Encorajamento derivado do exemplo dado por Cristo (12:1-11)
I. Advertência acerca da apostasia, com o mau exemplo de Esaú (12:12-29)
VI. EXORTAÇÕES PRÁTICAS (13:1-19)
CONCLUSÃO: Saudações, notícia da libertação de Timóteo, e bênção final (13:20-25).

Fonte: “Panorama do Novo Testamento”, de Robert H. Gundry.

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