O Poder de Deus para Reverter Situações de Opróbrio em Alegria

Texto: Lucas 1.5-25

Introdução
– Enfatizar a veracidade dos fatos históricos do livro de Lucas (1.1-4)

Transição
– O texto nos mostra vários princípios importantes a serem aplicados em nossas vidas.

I.) Tenha um caráter aprovado e aceite a Soberania e a Sabedoria de Deus – v. 6
– “O caráter de Zacarias e Isabel apresentava-os como prontos para serem usados por Deus […] ausência de amargura com relação à esterilidade de Isabel” (Anthony Lee Ash).
– O nosso caráter tem sido aprovado? Quais falhas de caráter ainda temos mantido? O que fazer para mudar?
– Queremos ser usados por Deus? Nosso caráter tem nos apresentado como prontos para sermos usados pelo Senhor?
– Temos nos mantido amargurados por aquilo que Deus não tem nos dado? Ou temos aprendido a aceitar a soberania e a sabedoria de Deus?

II.) Exerça diante de Deus o ministério que Ele tem lhe confiado, ‘entre’ na presença de Deus em oração e adoração, pois à medida que assim fizer Deus pode revelar a Sua vontade, os seus planos e os seus propósitos a seu respeito – v. 8,9
– “À medida que Deus recebeu louvor, Ele revelou a Sua vontade”
– Temos exercido o ministério que o Senhor nos tem confiado?
– Como está a nossa devoção diária diante do Senhor?

III.) Não temas, pois o nosso Deus é um Deus que ouve as nossas orações – v. 13
– “Não tenha medo […] era para indicar que os propósitos de Deus eram bons, não maus”.
– Aplicação: Não temas, os propósitos de Deus para a sua vida são bons e não maus!
– “Se eles continuaram a oferecer essa prece, após anos sem filhos e com idade avançada, sua persistência era um grande testemunho da sua fé”.
– Como tem estado a sua ‘persistência’? Ela tem testemunhado de sua fé?

IV.) Busque conhecer qual é o propósito e a missão que Deus tem para a sua vida – v. 14-17
– “Não apenas que Zacarias seria pai, mas o sexo da criança, nome, caráter, qualidades e missão foram especificados”.
– A sua vida tem sido fonte de prazer, alegria e regozijo?
– Você tem cumprido o propósito de Deus para a sua existência?

V.) Jamais deixe de acreditar nas promessas de Deus – v. 18-20
– O mesmo homem de caráter reto e irrepreensível que tinha orado por tantos anos por um milagre vacilou em sua fé quando a futura realização do milagre lhe foi apresentada!
– As pessoas que oravam para Pedro ser solto da prisão não acreditaram quando isso ocorreu!
– Que assim não ocorra conosco!

VI.) Creia que Deus é gracioso e poderoso para substituir a sua vergonha por intensa alegria – v. 24,25
– “A declaração exultante de Isabel é […] exemplo da alegria que um ato de Deus pode trazer”.
– “O texto enfatiza a intenção de Deus em promover o bem-estar do homem”
– Creiamos: o melhor de Deus ainda está por vir!!!

Pr Ronaldo Guedes Beserra, com auxílio do “Comentário Bíblico Vida Cristã” de Anthony Lee Ash (Fev/18)

Visite o Site do Pr Ronaldo em http://www.ronaldoguedesbeserra.com.br

Anúncios
Publicado em Esboços de Sermões - Sermões Expositivos | Marcado com , , , , , , , , | Deixe um comentário

Necessidades no Processo de Realização da Obra de Deus

Texto: 2 Reis 6.1-7

Introdução
– Eliseu liderava (dirigia) um grupo de profetas (NTLH). O lugar onde habitavam era provavelmente uma escola de profetas (uma espécie de seminário para preparação de líderes). Estavam sendo treinados para levar a Palavra de Deus às pessoas. Quiseram aumentar as instalações da escola e puseram as mãos à obra para tal objetivo. Ou seja, a obra de Deus estava em processo de realização.

Transição
– A obra de Deus ainda não está concluída; a obra de Deus está em processo de realização.
– O texto bíblico nos mostra algumas necessidades no processo de realização da obra de Deus

I.) Que se percebam as oportunidades de expansão e crescimento – v. 1
– Os discípulos dos profetas liderados por Eliseu perceberam que o lugar onde habitavam, e onde provavelmente eram ministrados pelo profeta, estava pequeno demais.
– A percepção de tal necessidade trouxe a visão de ampliação do espaço.
– Uma necessidade específica pode representar uma oportunidade para o estabelecimento de uma visão de crescimento.
– Temos estado atentos às oportunidades que se apresentam a partir de necessidades que identificamos? Tais necessidades têm gerado visão de crescimento ou desânimo?

II.) Que se estabeleçam estratégias claras para que se implemente a visão de crescimento – v. 2 a
– A visão do grupo de profetas era construir uma casa maior.
– A estratégia para se alcançar a visão era que os próprios profetas cortassem e reunissem várias vigas de madeira com as quais se construiria uma nova sede.
– Qual é a nossa visão para a obra de Deus? Que estratégia haveremos de usar para concretizar tal visão? Podemos fazer as mesmas perguntas para várias áreas de nossas vidas.

III.) Que se entenda que o trabalho deve ser feito em conjunto, e não individualmente – v. 2
– “Vamos […] tomemos […] construamos […] habitemos”.
– Ninguém faz nada de valor, nada de relevante, sozinho.
– Destaca-se aqui a importância do trabalho em equipe.
– Na obra de Deus não há espaço para estrelas solitárias!
– Como temos agido nesse quesito, nesse particular?

IV.) Que todos os projetos e ações sejam submetidos à liderança – v. 1, 2
– O grupo de profetas não tomou nenhuma atitude sem antes consultar o profeta Eliseu. Só depois de terem obtido o aval do profeta é que partiram à execução do projeto.
– As autoridades foram instituídas por Deus e lhes devemos submissão – Rm 13.1-5.
– A quebra de autoridade da cadeia de comando não será acompanhada pela benção de Deus.

V.) Que os líderes estejam junto aos seus liderados – v. 3, 4 a
– Os liderados não se contentaram apenas com a autorização do líder. Quiseram que Eliseu os acompanhasse.
– “Eliseu não era ocupado e nem orgulhoso demais para participar do trabalho […] a presença dele encorajava os jovens” (W. Wiersbe).
– É muito importante que os líderes estejam junto, acompanhando, encorajando, apoiando e dando o exemplo para os liderados.

VI.) Que haja trabalho duro – v. 4 b
– “Chegados ao Jordão, cortaram madeira” (ARA); “começaram a trabalhar” (NTLH).
– Cortar madeira é um trabalho pesado, duro e cansativo.
– Não se faz a obra de Deus com corpo mole; é necessário dedicação, compromisso, comprometimento.

VII.) Que se tenha consciência de que o poder para realizar a obra não é nosso, e que, ao executá-la, muitas vezes perdemos o poder – v. 5
– O machado simboliza o poder para realizar o trabalho.
– É impossível cortar árvores só com o cabo. Além do cabo é necessário o machado. Da mesma maneira não se pode fazer a obra de Deus na força humana. É necessário o poder do Espírito Santo de Deus. Ver Atos 1.8.
– Coisa terrível é fazer a obra de Deus sem o poder e a unção do Espírito Santo, ou seja, na própria força, usando apenas um cabo sem machado.
– O poder do Espírito Santo, com o qual realizamos a obra de Deus, não é nosso; é “emprestado”.
– No processo de realização da obra de Deus, muitas vezes, infelizmente, perdemos o poder, assim como o trabalhador perdeu o machado na história em questão.

VIII.) Que nos humilhemos reconhecendo onde temos perdido o poder – v. 6 a
– Eliseu perguntou ao trabalhador em que ponto do rio o machado havia caído.
– Só quem perdeu o poder sabe onde perdeu, sabe exatamente o que ocorreu para que o poder se perdesse.
– Você tem perdido o poder no processo de realização da obra de Deus?
– Onde você perdeu o poder? Por que você perdeu o poder? Falta de oração? De comunhão com Deus? Falta de consagração? Algum pecado oculto? Falta de perdão? Inveja, ciúme de alguém? Falta de dependência de Deus?
– Reconheçamos onde temos perdido o poder e nos humilhemos diante do Senhor!

IX.) Que contemos com milagres (ações sobrenaturais) da parte de Deus – v. 6 b
– Eliseu fez flutuar o ferro! Foi um milagre, foi algo sobrenatural!
– Se faz necessário orarmos para que Deus realize milagres no processo de realização da Sua obra. E Ele pode fazer isso!

X.) Que recuperemos o poder perdido e voltemos ao trabalho eficaz – v. 7
– Depois de reconhecer que perdemos o poder, e depois de identificarmos onde o perdemos, se faz necessário que o recuperemos novamente.
– Que o poder do Espírito Santo seja renovado em nossas vidas!
– Que passos práticos você tem dado para ser novamente cheio do Espírito Santo?

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 10.06.2018.

Visite o Site do Pr Ronaldo em http://www.ronaldoguedesbeserra.com.br

Publicado em Esboços de Sermões - Sermões Expositivos, Liderança | Marcado com , , , , , , , | Deixe um comentário

O Jovem Cristão, o Namoro e a Sexualidade

Texto: Gênesis 24.2-4, 12-20, 50, 51, 60, 63-67.

Introdução
– Dicas livros cristãos sobre o assunto.
– O que a Bíblia tem a ensinar sobre o namoro e a sexualidade para o jovem cristão?

I.) O jovem cristão jamais deve se colocar em jugo desigual – Gn 24.2-4; 2 Co 6.14; Am 3.3
– Explicar o que significa jugo: dois animais puxando carro de arar a terra.
– Ser ‘gente boa’ não basta; quase crente é quase salvo; a salvação é individual, portanto, toda a família pode ser cristã, mas se a pessoa não for fica configurado o jugo desigual.
– Quem garante que o namorado (a) vai se converter depois do casamento?
– Casamento é para a vida toda e não podemos nos arriscar; uma escolha muda todo o seu futuro; depois não tem volta.
– Deus nos dá instruções não pelo prazer de nos ver privados do que gostamos, mas porque Ele nos ama e quer o nosso bem. Deus não quer nos ver sofrer!

> Consequências de se colocar em jugo desigual (mesmo depois de casado):
– Sair do centro da vontade de Deus (não precisa nem orar para pedir a direção da vontade de Deus quando o pretendente é não cristão).
– Casal não terá comunhão na principal área de relacionamento: espiritual
– Cônjuge não crente pode conseguir tirar o companheiro da igreja (começa a fazer críticas à igreja, reclama que cônjuge não fica com ele (a), que só pensa em igreja)
– Os dois ficarão separados nos momentos de culto
– Quando nascerem os filhos, eles serão batizados (católicos) ou serão apresentados (evangélicos)? Esse tipo de situação gera estresse entre as famílias dos cônjuges.
– Criação dos filhos (cônjuge crente tem valores cristãos, o outro não tem; pai tira a autoridade da mãe na correção e vice-versa; pai ou mãe não cristão pode impedir os filhos de irem à igreja, ou ficar questionando na cabeça da criança o que ela aprendeu na igreja, etc).

– Gn 24.2-4 – Abraão faz seu servo jurar de que não tomará para seu filho esposa dentre as mulheres cananéias, mas dentre a sua parentela.

II.) O jovem cristão jamais deve “ficar” e nem praticar o sexo antes do casamento
– Buscar simplesmente o prazer sem qualquer perspectiva de compromisso; comportamento em que os jovens conversam, se beijam, se abraçam e até mantêm relação sexual, sem nenhuma responsabilidade pós-encontro.
– “Não vos defraudeis uns aos outros” (I Co. 7:5). Defraudar é passar dos limites da intimidade com uma outra pessoa que não seja o seu cônjuge.
– “Ficar” é compatível com uma vida de santidade? Obviamente NÃO!
– Possíveis consequências: traumas, frustrações, decepções e até uma gravidez precoce.
– A Bíblia diz que ao se unir a uma mulher, o homem se torna uma só carne com ela (Gn 2.24). Existem pessoas que tem se tornado uma só carne com diversas pessoas diferentes!
– A Bíblia nos ensina que a relação íntima de um casal é algo sagrado (Hb 13.4) que não deve ser desfrutada nem antes e nem fora do casamento. A negligência dessa orientação trará tristes consequências!

– Gn 24.65 pode representar a importância do pudor e de se guardar a pureza para o casamento. É óbvio que hoje, em nossa cultura, as mulheres não precisam usar véu, mas as pessoas também não precisam ser tão vulgares como muitas vezes tem sido!
– Hoje se fala muito em “sexo seguro” (uso de preservativos, etc). Quem inventou o “sexo seguro” foi Deus, só que com outro nome: “casamento”!
– Se há alguém que deseja ter um casamento abençoado, é importante que guarde a pureza na área sexual, para desfrutar desta benção chamada sexo apenas no casamento!

– Gn 24.63-67 – Não foi o fato de Isaque e Rebeca terem ido a um cartório ou terem comparecido perante um sacerdote religioso que lhes selou a união, mas sim o relacionamento físico que tiveram; me parece que a Bíblia faz questão de mostrar isso aqui! (Isso não quer dizer que hoje o casamento civil e religioso não tem valor). A união sexual é o ato sagrado que sela o casamento, portanto, o sexo não pode ser banalizado como tem sido!

III.) O jovem cristão deve estabelecer limites em seu namoro
– Com relação ao namoro entre jovens cristãos, considerando que o corpo é templo do Espírito Santo (1 Co 6.19), entendemos que não podem ir além dos limites da santidade, da obediência e do respeito à visão bíblica do corpo como templo do Espírito Santo.

Dicas práticas para estabelecer limites no namoro cristão:
– Busque uma vida de comunhão com Deus através da leitura bíblica e oração (tempo devocional).
– Busque andar no Espírito – Ler Gl 5.16-25
– Faça uma aliança com seu namorado (a) para sempre buscarem glorificar a Deus nos atos que fizerem no namoro
– Evite ficar sozinho com seu namorado (a); busque ficar próximo de pessoas da família; busquem programações juntos com outros jovens e amigos cristãos; prefira ter um momento a sós em um shopping movimentado do que dentro do quarto de vocês.
– Estabeleça limites para beijos, toques e lugares onde as mãos possam ser colocadas.
– Cuidado com as conversas sobre assuntos “quentes”. Os homens “esquentam” muito rápido.
– Cuide das roupas que usa. Sabemos que as roupas passam mensagens. Deve haver critérios no uso das vestimentas, principalmente por parte das moças, já que a fisiologia masculina é muito baseada na visão.

IV.) O jovem cristão deve observar alguns critérios para iniciar um namoro cristão
– Namorar é ter a oportunidade de conhecer o outro; é verificar o que o casal tem em comum; é o momento de trocar confidências, aprofundar a amizade; é quando as longas conversas e os passeios irão confirmar se haverá a possibilidade de um compromisso futuro.

> Critérios a serem observados:
– Orar pedindo que Deus prepare a pessoa certa. Buscar orientação e confirmação de Deus (Gn 24.12-20). O servo de Abraão buscou orientação de Deus para escolher a mulher certa para o filho de seu senhor. Muitas pessoas começam relacionamentos e até se casam sem buscarem a menor orientação e direção de Deus e sem pedirem confirmação da vontade de Deus!
– O namoro só deve acontecer com intenção de casamento, de construir uma família e ter uma vida abençoada; não se faz experiência com sentimentos. Um jovem cristão (principalmente um rapaz) não deve iniciar um namoro sério sem estar trabalhando, sem ter nenhum tipo de perspectiva profissional.
– Observe a vida espiritual da pessoa pretendida (É constante nos cultos? Busca conhecer mais de Deus e de Sua Palavra? É interessado em ler bons livros cristãos? Se envolve em ministérios na igreja? É submisso aos líderes?)
– Observe a vida familiar (É um bom filho (a)? É submisso e obediente aos pais?) Alguém já disse que um bom filho (a) será um bom cônjuge, mas o contrário muitas vezes também é verdade!
– Observe a vida profissional (É trabalhador? Ou vive trocando de emprego toda hora? O que planeja para o futuro profissional?)
– Ter a aprovação e a benção da família (Gn 24.50, 51, 60). Muitas vezes (talvez não todas as vezes), a falta de aprovação da família pode representar também a falta de aprovação da parte de Deus. Para um casamento começar bem sucedido é muito importante haver a aprovação e benção por parte das famílias, de ambas as partes.

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 24.01.2018.

Visite o Site do Pr Ronaldo em http://www.ronaldoguedesbeserra.com.br

Publicado em Casais, Esboços de Sermões - Série sobre Família, Esboços de Sermões - Sermões Temáticos, Família | Marcado com , , , , | Deixe um comentário

A Oração do Cristão

Texto: Mt 6.5-15

Introdução
– Qual é a oração que agrada a Deus, que toca o coração de Deus?
– Existe oração verdadeira e oração falsa? Jesus citou a oração dos fariseus e a oração dos pagãos como modelos de oração equivocada.

Transição
– A Oração do Pai Nosso é um modelo da verdadeira oração, da oração genuinamente cristã.
– Essa oração (e o texto no qual está registrada) nos ensina as características da verdadeira oração.

I.) A verdadeira oração não é hipócrita – v. 5,6
– Não busca se aparecer, atrair os holofotes, não está em busca de auto glorificação, de glorificação do próprio ego .
– É feita em segredo, com discrição.

II.) A verdadeira oração não é mecânica – v. 7,8
– Vãs repetições é igual à falta de significado, verbosidade, falar sem pensar.
– Oração que só vem dos lábios e não do pensamento ou do coração.
– Cuidado com a reza e com os jargões religiosos enquanto a mente vagueia.

III.) A verdadeira oração visa a um despertamento pessoal e é uma confissão de nossa total dependência de Deus – v.8b
– A verdadeira oração não busca informar a Deus, nem persuadir a Deus a agir.
– Deus já sabe do que precisamos antes de lhe pedirmos. Por que orar então?
– Porque através da oração nós despertamos espiritualmente, buscamos a Deus, nos desligamos das coisas carnais e nos ligamos às coisas espirituais, aliviamos as nossas ansiedades e declaramos nossa esperança e dependência nEle.
– A oração não muda Deus; a oração muda a nós mesmos!

IV.) A verdadeira oração é aquela na qual o que ora sabe que está se dirigindo a um Pai pessoal, amoroso e poderoso – v. 9
– Ele é um Deus pessoal e não impessoal. Ele é uma pessoa e não uma força.
– Ele é um Pai amoroso; Ele preenche o ideal de paternidade em seu cuidado amoroso por seus filhos.
– Ele é poderoso. A expressão “nos céus” indicam não tanto o lugar de sua habitação como a autoridade e o poder que tem na qualidade de criador e governador de todas as coisas.
– Ele combina amor paternal com poder celestial. O que o seu amor ordena, o seu poder é capaz de realizar.

V.) A verdadeira oração dá prioridade aos interesses de Deus – v. 9 b, 10
– Santificado seja o teu nome: Desejamos que a devida honra lhe seja dada.
– Momento de adoração na oração.
– Venha o teu reino: Que o Reino de Deus cresça à medida que as pessoas se submetam a Jesus através do testemunho da Igreja, e que logo ele seja consumado com a volta de Jesus.
– Momento de interceder pelo avanço da Igreja, da obra missionária.
– Seja feita a tua vontade: Desde que a vontade de Deus é boa, perfeita e agradável (Rm 12.2), resistir a ela é loucura; discerni-la, desejá-la e fazê-la é sabedoria.
– Momento de abrirmos mão das nossas vontades e desejos (muitas vezes mesquinhos) em detrimento da vontade de Deus.

– Jesus nos ensina a orar para que a vida na terra se aproxime o máximo possível da vida no céu, pois “assim na terra como no céu” parece se referir aos três pedidos acima.
– Essa oração expressa as prioridades do cristão: não o nosso nome, não o nosso império (reino), não a nossa vontade…

VI.) A verdadeira oração expressa nossa humilde dependência da Graça de Deus – v. 11-13
– O pão nosso de cada dia: É uma oração pelo imediato e não pelo distante. Ou seja, devemos viver e depender dEle um dia de cada vez.
– Perdoa as nossas dívidas: O perdão é tão indispensável à vida e à saúde da alma como o alimento para o corpo. Ler os vs. 14,15.
– Nosso Pai nos perdoará se perdoarmos aos outros, mas não nos perdoará se nos recusarmos a perdoar aos outros.
– Uma das principais evidências do verdadeiro arrependimento é um espírito perdoador. Quando nossos olhos são abertos para vermos a enormidade de nossa ofensa cometida contra Deus, as injúrias dos outros contra nós parecem, comparativamente, muitíssimo insignificantes. Se, por outro lado, temos uma visão exagerada das ofensas dos outros, é uma prova de que diminuímos muito a nossa própria (Stott).
– Não nos deixes cair em tentação: A oração é mais no sentido de podermos vencer a tentação do que de a evitarmos.

– Os três pedidos incluem as nossas necessidades humanas: materiais (pão), espirituais (perdão) e morais (livramento do mal).
– Ao fazer a oração expressamos nossa dependência de Deus em cada setor da vida humana.

Conclusão
– Em nossas orações, em nossos momentos de devoção pessoal, sigamos o seguro modelo de oração que Jesus nos ensinou na Oração do Pai Nosso!

SP, 03 e 04/03/2018 – Pr Ronaldo Guedes Beserra, baseando-se na leitura de “A mensagem do Sermão do Monte” de John R. W. Stott.

Visite o Site do Pr Ronaldo Guedes Beserra em http://www.ronaldoguedesbeserra.com.br

Publicado em Esboços de Sermões - Sermões Expositivos | Marcado com , , , , , | Deixe um comentário

Sermão para o Domingo de Ramos

Texto: Lucas 19.29-44

Introdução
– Entrada triunfal de Jesus em Jerusalém se deu no domingo anterior ao domingo da ressurreição de Cristo.
– Popularmente conhecido como “Domingo de Ramos”.
– O texto traz algumas aplicações práticas para as nossas vidas.

I.) Consagre ao Senhor as suas posses, seus bens, seus dons e talentos – v. 29-34
– Era um jumentinho sobre o qual ninguém jamais havia montado.
– Deus é Autossuficiente, Ele não depende de ninguém. No entanto, aprouve a Deus fazer uma parceria desigual com o ser humano. E nesse sentido Ele precisa de nós, da dedicação de nossas posses, bens, dons e talentos.
– Dedique ao Senhor não somente a sua vida e a sua família, mas também a sua casa, o seu carro, o seu dinheiro, o seu tempo, as suas habilidades, etc.
– “O Senhor precisa dele” (v. 31, 34). O Senhor ‘precisa’ de cada item relacionado acima!

II.) Obedeça ao Senhor sem questionar, por mais inusitado que seja o Seu pedido – 32-34
– Os discípulos enviados obedeceram sem questionar, talvez sem entender o pedido incomum e até mesmo estranho do Mestre.
– Estamos dispostos a obedecer nesse nível?

III.) Creia que a Palavra de Deus se cumprirá, ainda que demore muito tempo – Mt 21.4,5
– Ver a profecia de Zacarias (9.9) proferida aproximadamente 400 anos antes.

IV.) Aprenda a humildade com o Mestre da humildade – v. 35,36
– “Ele não se caracterizava por nenhuma das coisas que poderiam ser esperadas de um Messias triunfante e somente o povo comum o louvava. Sua ênfase era na humildade, aplicando assim uma lição que ele ensinava frequentemente” (Anthony Lee Ash).
– Ele se humilhou esvaziando-se a si mesmo e assumindo a natureza humana.
– Quando de seu nascimento, não nasceu em palácios, mas em uma manjedoura. O primeiro anuncio oficial de seu nascimento após o nascimento se deu a humildes pastores de Belém e não a reis, poderosos ou importantes líderes religiosos.
– Se o Todo-Poderoso Filho de Deus foi humilde e nos ensinou a humildade, quem somos nós para nos exaltarmos, para darmos lugar à arrogância, soberba e jactância?

V.) Adore ao Senhor por todas as Suas obras, mas verifique quais são as motivações do seu coração – v. 37,38
– Ler João 12.17,18
– “A adoração do povo foi efêmera e o seu compromisso superficial […] A devoção baseada apenas na curiosidade ou na popularidade desfalece rapidamente” (BEAP).
– Poucos dias mais tarde essa mesma multidão iria rejeitar Jesus e alguns até iriam gritar: Crucifica-o!
– Hoje muitos têm adorado a Deus de maneira passageira e sem compromisso, motivados apenas por curiosidade e popularidade. Com bases tão frágeis não demora muito para rejeitarem a Cristo.

VI.) Cuidado com a insensibilidade espiritual – v. 39,40.
– Ao verem toda aquela alegria e expectativa, os fariseus ficaram incomodados (ver Jo 12.19).
– Queriam que Jesus repreendesse a multidão que com suas palavras identificava Jesus como o Messias.
– “Se os discípulos não pudessem louvar, a criação clamaria. A criação é mais sensível do que aqueles que estavam reclamando”.
– Os fariseus são um modelo de insensibilidade espiritual. Não os imitemos, portanto.

VII.) Esteja atento ao tempo da visitação de Deus – v. 41-44
– Jesus chorou intensamente. “A palavra usada é forte, sugerindo arfar do peito e o soluço de uma alma em agonia” (A. L. Ash).
– Contraste da insensibilidade dos fariseus com a sensibilidade de Jesus!
– A motivo da futura destruição da cidade era “porque não conheceste o tempo da tua visitação” (v. 44).
– O Salvador esteve entre eles, andou no meio deles, curou enfermos, ensinou nas ruas e nas praças e eles não perceberam. Não souberam discernir o tempo da visitação de Deus.
– E quanto a nós? Temos discernido a ação de Deus, o mover de Deus, a visitação de Deus? Ou temos estado insensíveis?
– Que tristeza saber que Deus nos visitou e não atentamos para isso!

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 24 de março de 2018.

Visite o Site do Pr Ronaldo em http://www.ronaldoguedesbeserra.com.br

Publicado em Esboços de Sermões - Sermões Expositivos | Marcado com , , , , , , , , | Deixe um comentário

Objetivos a Serem Alcançados por um Atleta de Cristo

Texto: 1 Co 9.24-27

Introdução
– Jogos Ístmicos eram disputados de três em três anos em Corinto.
– Paulo muitas vezes usa a linguagem esportiva para ilustrar verdades espirituais.
– Devemos buscar os objetivos a seguir para todas as áreas da nossa vida: espiritualidade, família, ministério, trabalho, profissão, estudos, etc (Cristo deve ser o centro ao redor do qual giram todas as áreas de nossa vida).

I.) Corra com excelência, fazendo o seu melhor – v. 24
– Não corra como mero participante, corra como quem quer vencer!
– “A excelência pode ser obtida se você se importa mais do que os outros julgam ser necessário; se arrisca mais do que os outros julgam ser seguro, sonha mais do que os outros julgam ser prático, e espera mais do que os outros julgam ser possível” (Vince Lombardi).
– “Só fazemos melhor aquilo que repetidamente insistimos em melhorar. A busca da excelência não deve ser um objetivo, e sim um hábito” (Aristóteles).

II.) Exerça controle próprio, disciplina e esforço intensos, e abstenha-se daquilo que não é necessariamente ilícito – v. 25
– Domínio
– Disciplina, esforço (não se tem em mente nenhum esforço frouxo e sem entusiasmo)
– Treino adequado e rigoroso, perseverança
– Abstinência de vinho e uma dieta rigorosa com um regime de hábitos alimentares eram requeridos (o atleta nega a si próprio muitos prazeres lícitos)

III.) Corra e lute tendo um objetivo específico em vista – v. 26
– A maneira mais certa de chegar à parte alguma é não ter um alvo em mira.
– Mire em nada e chegará a lugar nenhum.
– Tenha um alvo bem definido
– Fp 3.14

IV.) Faça tudo o que for preciso para não ser desqualificado – v. 27
– Paulo se recusa a ser dominado pelos desejos do corpo.
– Renuncie àquilo que te atrapalha na atividade em questão.
– Paulo não deixa dúvida quanto ao vigor com que subjuga a carne.
– Não seja desclassificado, desaprovado.

Conclusão
– Agindo dessa forma, um dia poderemos dizer como o apóstolo Paulo disse em 2 Tm 4.7
– Combater o bom combate, não o mal; aquele no qual vale a pena se envolver.
– Para qual causa você tem dedicado a sua vida?
– Muitos têm jogado suas vidas fora, dedicando suas forças e energias no que não perdura para a vida eterna.
– Completar a carreira, a corrida; não desistir, não ficar no meio do caminho, não jogar a toalha.
– Guardar a fé, algo muito importante nesse tempo em que a fé está sendo tão atacada e questionada!

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 25/03/2018.

Visite o Site do Pr Ronaldo em http://www.ronaldoguedesbeserra.com.br

Publicado em Esboços de Sermões - Sermões Expositivos | Marcado com , , , , , , | Deixe um comentário

Contrastes entre a Graça e o Legalismo

Texto: João 8.1-11.

Introdução
– Definição de Legalismo: “É um termo que os Cristãos evangélicos usam para descrever uma posição doutrinária que enfatiza um sistema de regras e regulamentos para alcançar salvação e crescimento espiritual. Legalistas acreditam que é necessário ter uma aderência estrita e literal a essas regras e regulamentos. De acordo com a doutrina ensinada na Bíblia, essa posição vai de encontro à graça de Deus” (Got Questions).
– Definição de Graça: “Graça é Deus escolhendo nos abençoar ao invés de amaldiçoar como o nosso pecado merece. É a sua benevolência a quem não merece” (Got Questions).

Transição
– Nas Escrituras Sagradas, tanto a Graça é ensinada quanto o legalismo é percebido.
– Neste texto, tendo Jesus a representar a Graça, e os escribas e fariseus a representarem o legalismo, vejamos as características de uma e outra posição, bem como os seus contrastes.

I.) Características do Legalismo

a.) O legalismo espreita (vigia, regula, controla) a vida das pessoas – v. 3 a
– Talvez essa mulher estava sendo vigiada para ser pega no ato de adultério!
– Ver Gl 2.3-5

b.) O legalismo expõe o pecador – v. 3 b, 4
– Colocaram a mulher de pé diante de todos e expuseram o seu pecado diante de todos.

c.) O legalismo é parcial: expõe o que interessa expor e esconde o que interessa esconder – v. 5 a
– Expuseram apenas a mulher e não o homem adúltero com ela.
– A Lei mandava que ambos fossem apedrejados (Lv 20.10; Dt 22.22-24).

d.) O legalismo é ardiloso e está permeado pela astúcia e sagacidade – v. 5 b, 6 a
– Os legalistas queriam um motivo para acusar a Jesus.

II.) Características da Graça

a.) A Graça pensa antes de responder; reflete; não age açodadamente, afoitamente; fica em silêncio, se possível – v. 6 b, 7 a
– Jesus escrevia na terra e aparentemente só respondeu pois os legalistas insistiram muito.

b.) A Graça se compadece do pecador; a Graça põe em evidência que ninguém é melhor do que ninguém, pois todos somos pecadores – v. 7 b
– Ninguém deve se colocar em uma posição de superioridade em relação aos demais, pois todos somos pecadores.
– A questão é que alguns pecados se podem esconder, outros não!
– A base da minha salvação é a mesma base da salvação de uma prostituta ou de um ladrão: a Graça de Deus.

c.) A Graça expõe a verdade e permite que o Espírito Santo trabalhe, respeitando o livre arbítrio de cada um – v. 7 b, 8
– Jesus fez a confrontação e voltou a se inclinar e escrever na terra; não ficou pressionando e nem ameaçando os legalistas.

d.) A Graça desarma o legalismo quando este se deixa guiar pela transparência e pela verdade – v. 9
– Diante do argumento de Jesus, desarmados, os legalistas foram embora.

e.) A Graça afasta os acusadores e os que querem apenas nos condenar ou condenar o seu próximo – v. 9 d, 10 a
– Tendo sido desarmados, os legalistas se foram. Ficaram somente Jesus e a mulher.

f.) A Graça nos faz ver, perceber e entender que os acusadores (e aqueles que querem nos condenar) se foram, que eles não têm autoridade sobre nós – v. 10 b, 11 a
– Notar a pergunta de Jesus e a resposta da mulher.

g.) A Graça jamais nos condena – v. 11 b
– O único que tinha autoridade espiritual e moral para acusar a mulher não o fez!

h.) A Graça nos manda seguir livremente – v. 11 c
– “…vai…”
– Seguir livremente no sentido de não ficar preso ao pecado, ao passado, à culpa, a uma consciência pesada, à condenação – Ver Rm 5.1

i.) A Graça não compactua com o pecado; ama o pecador, mas abomina o pecado; a Graça nos perdoa e nos manda seguir sem pecar novamente – v. 11 d
– A Graça de Deus é maravilhosa, mas não é barata!

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP 30.06.2012.

Visite o Site do Pr Ronaldo em http://www.ronaldoguedesbeserra.com.br

Publicado em Esboços de Sermões - Sermões Expositivos | Marcado com , , , , | Deixe um comentário