Escatologia (Parte 7) – Interpretações, sonhos e visões de Daniel

I.) A interpretação do sonho de Nabucodonosor por Daniel – Dn 2.1-49
A estátua gigantesca composta por elementos diversos (ouro, prata, bronze, ferro e barro) representa simbolicamente a história humana vista como um todo, mas dividida, ao mesmo tempo, em períodos distintos.
1.) A cabeça de ouro (v. 37,38) – Nabucodonosor era a cabeça de ouro, que representava o império babilônico (605 – 539 a.C.).
2.) O peito e os braços de prata (v. 32, 39) – O reino babilônico seria seguido por um reino inferior, representado pelo peito e braços de prata. Este reino seria o império medo-persa fundado por Ciro (539 a.C.)
3.) O ventre e os quadris de bronze (v. 32, 39) – Um terceiro reino, simbolizado pelo ventre e quadris de bronze, representava o império grego fundado por Alexandre, o Grande (330 a. C.).
4.) As pernas de ferro (v.33, 40) – Representa o império romano, que teve seu início cerca de 67 a. C. e dominou o mundo numa amplitude que nenhum império antes o fizera.
5.) Os pés em parte de ferro e em parte de barro (v. 33, 41-43) – Provavelmente representam os estados nacionalistas que vieram a existir na área do antigo império romano a partir de sua queda ou talvez se refiram à confederação de reis e/ou reinos que surgirá dando suporte à manifestação do anticristo nos tempos do fim (Dn 2.44a, 7.24, Ap 13.1).
6.) A pedra cortada sem auxílio de mãos (v. 34, 35, 44, 45) – A pedra cortada sem auxílio de mãos, isto é, sobrenaturalmente, tornou-se um reino que encheu toda a terra (v. 35). Este reino é o reino de Deus, estabelecido por Jesus, o Messias. Ele encherá a terra inteira e se estenderá até aos novos céus e nova terra (cf. Ap 21.1). É certo que a presente ordem mundial não durará para sempre, mas o reino de Deus, sim, durará para sempre (cf. 2 Pe 3.10-13).

II.) O sonho de Daniel sobre os quatro animais – Dn 7.1-28
1.) O primeiro era como leão e tinha asas de águia (v, 4) – Tanto o leão como a águia eram símbolos de força e velocidade, respectivamente. O leão e a águia eram símbolos usados com relação ao império babilônico (cf. Jr 4.7,13).
2.) O segundo semelhante a um urso (v. 5) – Um símbolo do império medo-persa, conhecido por sua força e ferocidade em combate (cf. Is 13.17,18).
3.) O terceiro semelhante a um leopardo com quatro asas e quatro cabeças (v. 6) – Representa o império grego (ou macedônio), construído por Alexandre, o Grande. Depois de sua morte o império passou a ter quatro cabeças: Ásia Menor, Síria, Egito e Macedônia (cf. Dn 8.8).
4.) O quarto com grandes dentes de ferro (v. 7) – Este animal representa o império romano. Os dez chifres são explicados no v. 24, e o chifre pequeno (v.8) se referindo ao anticristo é explicado nos vs. 24 e 25 (comparar com Ap 12.3; 13.1).

III.) A visão de Daniel sobre um carneiro e um bode – Dn 8.1-27
1.) O carneiro (v. 3, 4) – Representa o império medo-persa (v, 20). O texto diz “… o mais alto subiu por último …” porque embora a Pérsia fosse um reino mais novo, tomou-se o reino dominante com a subida de Ciro ao trono em 550 a. C.
2.) O bode (v. 5-8) – Refere-se ao império grego. “… um chifre notável …” refere-se a Alexandre, o Grande, cujos exércitos varreram a Ásia Menor, a Síria, o Egito e a Mesopotâmia entre 334 e 331 a. C. (ver vs. 21, 22). “… quebrou-se-lhe o grande chifre …” é uma referência à morte de Alexandre, depois da qual seu império foi dividido entre seus quatro generais.
3.) O chifre pequeno (v. 9-14, 23-25) – Este é identificado corretamente como Antíoco Epifânio (175-164 a. C) que saqueou o templo em Jerusalém, profanando-o ao oferecer um porca sobre o altar do holocausto. Torna-se perceptível a razão pela qual Daniel usou o mesmo termo, “pequeno chifre”, ao falar tanto deste homem da história antiga quanto do anticristo no futuro. O segundo pequeno chifre será como o primeiro em trazer sofrimento aos judeus. Antíoco fez isto num grau maior que qualquer outro do tempo antigo; o anticristo fará o mesmo num grau maior que qualquer outra pessoa do futuro. Antíoco Epifânio foi, então, um tipo de anticristo da antiguidade, e, portanto, chamado apropriadamente pelo mesmo termo “pequeno chifre”. Assim, o uso deste termo tinha uma função profética. Ao designar esta pessoa da história como o anticristo da antiguidade, Daniel estava profetizando o caráter e obras do anticristo do futuro.

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Escatologia (Parte 6) – A grande tribulação

Texto: Mateus 24.15-31

I.) A duração do período
Se a septuagésima semana de Daniel (Dn 9.27) representar o período da Tributação, então temos aqui a informação de que durará sete anos. Harmonizando-se com isto, a segunda metade do período é mencionada em outros textos como “um tempo, tempos, e metade de um tempo” (Dn 7.25; 12.7; Ap 12.14), como “quarenta e dois meses” (Ap 11.2; 13.5) e como 1.260 dias (Ap 11.3; 12.6; cf. Dn 12.11,12).

II.) Antecedentes do período
Jesus fez um sermão profético que está registrado em Mateus 24, Marcos 13 e Lucas 21. Neste sermão, Jesus fala de alguns acontecimentos que ocorrerão em um período chamado de “o princípio das dores” que antecederá os últimos sete anos antes da vinda de Cristo. É possível que já estejamos vivendo este período chamado “princípio das dores” (Ver Mateus 24.3-14).

III.) Acontecimentos do período
O período da Grande Tribulação está descrito em vários textos bíblicos: Dn 9.27; Mt 24.15-28; Mc 13.14-23; Lc 21.20-23 entre outros. Todavia, a Bíblia possui um livro que se dedica em sua maior parte para detalhar este período. Dos 22 capítulos do livro de Apocalipse, pelo menos 13 capítulos falam dos acontecimentos que se darão neste período futuro de sete anos chamado de “Grande Tribulação”.
1.) Os sete selos abertos (Ap 6.1-17, 8.1,2) – A natureza dos eventos devastadores que ocorrem com a abertura dos selos, sugere que começam logo após o início da tribulação. É provável que, com a abertura do sexto selo, a primeira metade da tribulação se finde. Isto é, os eventos simbolizados por estes seis selos abertos acontecem nos primeiros três anos e meio do total de sete.
2.) As sete trombetas tocadas (Ap 8.7 – 9.21; 11.15-19) – O soar das trombetas deve seguir o abrir dos selos, visto que emergem do sétimo selo (Ap 8.1,2). As três últimas trombetas são descritas também como três “ais” (Ap 8.13).
A sétima trombeta toca (anuncia) o estabelecimento do reino milenar de Cristo (Ap 11.15- 19). Já que esta sétima trombeta representa a implantação do reino, é evidente que as sete trombetas juntas simbolizam eventos cobrindo a segunda metade inteira da Grande Tribulação.
3.) As sete tacas de ira derramadas (Ap 16.1-21) – Os julgamentos das taças são bastante semelhantes às pragas do Egito. Devido ao fato de os julgamentos das trombetas caírem sobre os últimos três anos e meio do período, uma questão é levantada sobre quando ocorrerá o derramamento das taças da ira de Deus.
São sugeridas duas respostas: (a) Os julgamentos das taças acontecem simultaneamente aos julgamentos das trombetas, pois há certas semelhanças marcantes entre as trombetas e as taças; (b) Os julgamentos das taças acontecem num curto espaço de tempo, bem no final da grande tribulação, entre a sexta e a sétima trombeta.

IV.) Personagens principais do período
O livro de Apocalipse fala de vários personagens. Vejamos alguns que se destacam de forma especial no período da grande tribulação;
1.) As duas testemunhas (Ap 11.3-13) – Exercerão seu ministério por três anos e meio, possivelmente a última parte da grande tribulação. Especula-se serem Enoque e Elias pelo fato de terem sido trasladados ao céu sem experimentarem a morte física. Outros pensam serem Elias e Moisés pois os sinais que as duas testemunhas têm poder de fazer são muito semelhantes aos sinais que Elias e Moisés fizeram durante seus ministérios. Todavia, estes nomes são apenas especulações.
2.) A mulher perseguida pelo dragão (Ap 12.1-6, 13-17) – Segundo a interpretação mais comum, esta mulher simboliza o Israel fiel a Deus, que sofre as dores de parto até dar à luz o Messias prometido.
3.) A besta que emerge do mar (Ap 13.1-10) – O Anticristo.
4.) A besta que emerge da terra (Ap 13.11-18) – O Falso Profeta (Ap 16.13; 19.20).

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Escatologia (Parte 5) – A igreja poupada da tribulação

Mostramos aqui porque cremos que as Escrituras ensinam que a igreja não passará pela tribulação.

1.) A promessa à igreja de Filadélfia (Ap 3.10) – O tempo envolvido é o que foi profetizado em Mt 24.21 em diante, a saber, a grande hora de dificuldade que haverá antes da volta do Senhor (Revelação de Cristo). A provação será dirigida aos que “habitam na terra”; significa aqueles que se acomodaram ao mundo, que se identificaram com ele. A promessa de Ap 3.10 não é apenas que Ele livrará os fiéis da tentação, como se a protegê-los dela, mas vai guardá-los da hora da provação, do período como um todo.

2. A natureza da septuagésima semana de Daniel (Dn 9.27) – Datamos o começo da igreja em Pentecostes. Não foi, portanto, parte das 69 semanas. Tampouco será parte da septuagésima semana. Foi dito a Daniel que todas as setenta semanas foram “decretadas” para seu povo e sua cidade santa. A igreja preenche o parêntese entre as semanas sessenta e nove e setenta e não faz parte de nenhum dos dois períodos.

3. A natureza e propósito da tribulação – A “hora da provação” virá para “experimentar os que habitam sobre a terra” (Ap 3.10). Estas são as pessoas que se identificaram com este mundo, as não salvas. É também o “tempo de angústia para Jacó” (Jr 30.7). A tribulação é o período no qual Deus sairá a punir um mundo que rejeitou a Deus e a Cristo. Quando Deus achou que estava na hora de castigar Sodoma e Gomorra, primeiro tirou Ló e sua família daquele lugar. Com relação à igreja, a experiência de Ló nos ensina que Ele a tirará do mundo antes que Seus juízos comecem a cair sobre os ímpios.

4.) Os vinte e quatro anciãos em relação à tribulação (Ap 4.4) – Na visão de João, os vinte e quatro anciãos estavam no céu assentados sobre tronos antes do primeiro selo ser quebrado (Ap 6.1,2), isto é, antes que o primeiro julgamento da tribulação fosse despejado. Quem são estes anciãos? Representam a igreja. A cena mostrada em Apocalipse 4, 5 resulta diretamente do arrebatamento.

5.) A missão do Espírito Santo como reprimidor (2 Ts 2.6-8) – Para que a maldade chegue ao seu pleno desenvolvimento no período da grande tribulação, o Espírito Santo terá de ser afastado. E quando isso ocorrerá? Quando do arrebatamento da igreja, antes da tribulação. A igreja será levada e juntamente com ela será afastado aquele (o Espírito Santo) que agora detém o aparecimento do iníquo (o anticristo).

6.) A necessidade de um intervalo entre o arrebatamento e a revelação – Pelo menos duas coisas terão de acontecer entre esses dois acontecimentos: o julgamento dos crentes e a Ceia das Bodas do Cordeiro. O crente será julgado para saber se tem direito a um galardão ou não (2 Co 5.10; Rm 14.10), e se tiver, qual o tamanho desse galardão (1 Co 3.11-15). O Senhor chamará a si os seus servos para um julgamento particular de suas obras (Lc 19.15). Isto se torna necessário também pelo fato de que, quando voltarem com Ele, imediatamente tomarão posse de sua parte no governo do reino terrestre (Ap 19.14,19; 20.4). O fato de que a Ceia das Bodas do Cordeiro ocorrerá entre os dois acontecimentos é ainda mais óbvio. Em Ap 19.1-10, a cena é colocada no “céu”; no v. 11, o céu se abre e Cristo e seus santos descem à terra. Mas a Ceia das Bodas nos é apresentada nos v. 7-9, e acontece, portanto, no “céu”. É manifesto que um acontecimento de tamanha importância levará algum tempo. Não podemos ficar a pensar que só ocupará um momento. Portanto, deverá haver um intervalo entre o arrebatamento e a revelação.

7.) As exortações à constante expectativa da volta do Senhor – Várias passagens no NT dão a entender que o arrebatamento da igreja está próximo, porque incentivam o cristão a vigiar, tendo em vista a volta iminente de Cristo. Estas passagens se baseiam na presunção de que Ele pode voltar a qualquer hora. Se a tribulação viesse a acontecer antes do arrebatamento, isso daria espaço para que o período de sete anos da tribulação, e os acontecimentos que ali se darão, servisse de aviso prévio. Assim sendo, poder-se-ia calcular exatamente o número de meses antes do retorno de Cristo; desse modo se perderia o senso de iminência que as passagens enfatizam (Mt 24.42; 25.13; Mc 13.37; Ap 3.3).

Fontes: “Palestras em Teologia Sistemática” (H. C. Thiessen), e “A Bíblia e os eventos futuros” (Leon J. Wood).

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Escatologia (Parte 4) – O arrebatamento da igreja e a ressurreição dos santos

Textos: 1 Tessalonicenses 4.13-18; 1 Coríntíos 15.51-53

I.) A Sequência do Arrebatamento
1.) “… o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem …” (v. 16) – Esta palavra de ordem dada pelo Senhor possivelmente se refira à ressurreição dos mortos e ao traslado dos vivos.
2.) “… ouvida a voz do arcanjo …” (v.16) – Visto que Miguel é o líder dos anjos em sua oposição a Satanás, talvez ele esteja presente aqui, para anunciar o triunfo e a vitória.
3.) “… ressoada a trombeta de Deus …” (v. 16) – Ver 1 Co 15.52 e Mt 24.31
4.) “… o Senhor mesmo … descerá dos céus … Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os aue dormem …” (v. 16 e 14) – Isso se relaciona aos crentes que morreram. A referência à morte do salvo como “dormir” é usada para enfatizar a natureza temporária de tal acontecimento. Quando um crente morre, sua alma vai diretamente para o paraíso (2 Co 5.6-8). Por ocasião do Arrebatamento da Igreja, Paulo declarou que Jesus trará em sua companhia as almas dos que dormiram. Isso, porque Cristo fará reviver dentre os mortos os corpos dos crentes que faleceram, e suas almas se integrarão a seus corpos ressurretos.
5.) “… os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro …” (v. 16) – Segundo a Escritura, haverá uma ressurreição do corpo, isto é, não uma criação inteiramente nova, mas um corpo que será, num sentido fundamental, idêntico ao corpo atual. Deus não vai criar um novo corpo para cada ser humano, mas vai ressuscitar o próprio corpo que foi depositado na terra (ver Rm 8.11; 1 Co 15.53). Ao mesmo tempo, a Escritura deixa perfeitamente evidente que o corpo passará por grande mudança (1 Co 15.42-44). Essa mudança oü transformação não é incoerente com retenção da identidade. Um corpo idoso é exatamente o mesmo de quando nasceu do ventre materno; é o mesmo corpo que passou por transformações. Haverá certa conexão física entre o corpo antigo e o novo, mas não nos é revelada a natureza dessa conexão. A doutrina da ressurreição é ensinada no Antigo Testamento (Jó 19.25-27; Is 26.19; Dn 12.2) e no Novo Testamento (Mt 22.23-33; Jo 5.25-29; 6.39,40,44,54; 11.24,25; 14.3; 17.24; 1 Co 15).
6.) “… depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares …” (v. 17) – A natureza do corpo transformado (1 Co 15.52) será a mesma dos corpos ressurretos. Em termos práticos, toda essa sequência deverá ocorrer instantaneamente. (Ver 1 Co 15.51-52).
7.) “… e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (v. 17).

II.) A Ocasião do Arrebatamento
Existem vários pontos de vista sobre este ponto. Vejamos:
1.) Pré-tribulacionismo – Assegura que o arrebatamento da igreja ocorrerá antes do começo da grande tribulação, significando que a igreja não passará por este período de grande sofrimento. Vê a segunda vinda de Cristo ocorrendo em duas fases: na primeira Cristo vem para a igreja, para removê-la do mundo. Na segunda fase, Cristo chega com a igreja, para iniciar o milênio.
2.) Mid-tribulacionismo – Assegura que o arrebatamento da igreja ocorrerá na metade da grande tribulação, significando que a igreja não experimentará a última metade deste período quando o sofrimento será mais severo.
3.) Pós-tribulacionismo – Assegura que o arrebatamento da igreja ocorrerá após a grande tribulação, significando que a igreja estará na terra durante este período de sete anos. Vê o arrebatamento da igreja e a segunda vinda de Cristo como um evento único.

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Três grandes verdades a respeito de Jesus

Texto: Jo 1.29

Introdução
– João Batista usa três termos expressivos para se referir a Jesus.
– Foram revelações de Deus para João, portanto, revelam o pensamento do Pai a respeito da abrangente obra do Filho.
– Cada um destes três termos (designações) trazem verdades a respeito de Jesus.

I.) Filho de Deus – Divindade – Jo 1.34
João Batista testemunha a respeito da divindade de Cristo – ler Jo 1.15-18, 30, 32-34.

– O próprio Cristo testemunhou sobre a Sua própria divindade:
– “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30).
– “E quem me vê a mim vê aquele que me enviou” (Jo 12.45)
– “Replicou-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta. 9Disse-lhe Jesus: Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Quem me vê a mim vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai?” (Jo 14.8,9).

– O apóstolo Pedro testemunhou:
– “Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mt 16.16).

– O apóstolo João testemunhou:
– “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus” (Jo 1.1,2).

– O apóstolo Paulo testemunhou:
– “porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade” (Cl 2.9).

– O escritor aos Hebreus também testificou
– “Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas” (Hb 1.3).

II.) Cordeiro de Deus – Obra expiatória, sacrifício na cruz – Jo 1.29,36
– Além das duas vezes que João Batista fala de Jesus como o Cordeiro de Deus, temos essa expressão em Isaías (53.7), em Atos (8.32), em 1Pedro (1.19) e mais 27 referências em Apocalipse.

– A primeira vez que a palavra Cordeiro aparece na Bíblia (e, portanto, no AT) foi no ‘sacrifício’ de Isaque quando ele perguntou: “onde está o cordeiro?”
– A primeira vez que a palavra ocorre no NT é quando João Batista (descendente de Isaque) diz: “Eis o Cordeiro de Deus”.
– O AT pergunta, o NT responde!

– Cristo veio como dádiva de Deus para um mundo cheio de pecado.
– Ele era o Cordeiro sem mancha e sem defeito.

– Ele tira “o pecado”. Não os pecados (os frutos), mas o pecado (a raiz), que indica um estado errôneo da mente e da alma (princípio que atua no ser humano desde a queda, e gera os atos de rebeldia e desobediência contra Deus).

– O “Cordeiro de Deus tira o pecado do mundo”. O pecado aqui é descrito como uma carga ou fardo. Cristo tirou no sentido de que carregou os nossos pecados em seu corpo, sobre o madeiro (1 Pe 2.24).
– Havia uma insuportável carga ou fardo sobre nós. A carga foi levantada, carregada, suportada e retirada. O original grego traduzido por “tira” significa “erguer, levantar, levar, retirar”.
– Por que viver sobrecarregado se Cristo já carregou o fardo? “Vinde a mim, todos os que estais […] sobrecarregados, e eu vos aliviarei (Mt 11.28).

III.) Noivo – Arrebatamento, Advento – Jo 3.29,30
– Jesus é descrito como o Noivo que vem buscar a sua noiva
– Parábola das dez virgens – Mt 25.1-13
– Paulo escreveu aos coríntios: “vos tenho preparado para vos apresentar como virgem pura a um só esposo, que é Cristo” (2 Co 11.2).
– “Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória, porque são chegadas as bodas do Cordeiro, cuja esposa a si mesma já se ataviou” (Ap 19.7).

Conclusão
– Diante dessas três designações e suas aplicações, só nos resta ler a visão do apóstolo João em Apocalipse e nos unir aos “muitos anjos ao redor do trono, dos seres viventes e dos anciãos, cujo número era de milhões de milhões e milhares de milhares, proclamando em grande voz: Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor” (Ap 5.11,12).

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 01.08.2020.

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Escatologia (Parte 3) – As setenta semanas de Daniel

Texto: Daniel 9.24-27

I.) As 70 semanas como 490 anos
A maioria dos estudiosos deste texto, independentemente de sua interpretação do mesmo, concordam que Daniel está falando de semanas de anos e não de dias. A palavra hebraica traduzida “semanas” significa “setes”, e se aplica tanto a setes de anos, quanto a sete de dias. A base para a interpretação da profecia de que se refere a semanas de anos, parece se encontrar em Levítico 25.1- 4, onde se faz referência aos anos sabáticos, que são os que caem a cada 7 anos. Em outras palavras, 70 semanas perfazem 490 anos. Este período diz respeito ao teu povo (os judeus) e à tua santa cidade (Jerusalém).

II.) Eventos principais que caracterizam os 490 anos
De acordo com Daniel 9.24, seis eventos principais caracterizam os 490 anos: (1) “fazer cessar a transgressão”, pôr fim à apostasia dos judeus; (2) “dar fim aos pecados”, pode significar expiar os pecados ou selar os pecados no sentido de julgá-los de modo definitivo; (3) “expiar a iniquidade”, uma referência à morte de Cristo na cruz, que é a base para o futuro perdão de Israel (Zc 12.10; Rm 11.26- 27); (4) “trazer a justiça eterna”, no reino milenar do Messias (Jr 23.5-6); (5) “selar a visão e a profecia”, ou seja, colocar o selo divino de confirmação em todas as profecias concernentes ao povo judeu e Jerusalém; (6) “ungir o Santo dos Santos”, a consagração do Santo dos Santos no templo, no Milênio.

III.) A data de inicio dos 490 anos
Segundo Daniel 9.25, o início dos 490 anos é a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém …” Esta ordem está registrada em Neemias 2.1-8, ou seja, a ordem de Artaxerxes emitida em 445 ou 444 a.C. Se 444 a.C. for aceito como o início dos 490 anos, os 483 anos culminariam em 33 d.C., onde a erudição mais recente colocou a data provável da morte de Cristo (Na interpretação bíblica, as Escrituras autorizam o uso do ano profético de 360 dias; o conceito de que o ano profético tinha 360 dias é confirmado pelos textos Ap 11.2,3; 12.6,14; 13.5; Dn 7.25; 12.7).

IV.) As primeiras 7 semanas
Os 490 anos são divididos em três partes: um período de 7 semanas, seguido de um período de 62 semanas, perfazendo um total de 69 semanas, e posteriormente mais um período de uma semana. Conforme Daniel 9.25, “… as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos”. As praças e as circunvalações foram reedificadas ao cumprirem-se as primeiras 7 semanas (49 anos a partir do decreto).

V.) As 62 semanas seguintes
Depois das 7 primeiras semanas (49 anos), seguir-se-iam imediatamente mais 62 semanas (434 anos), perfazendo um total de 69 semanas (483 anos). Daniel 9.26 diz: “Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido e já não estará …” Esta profecia claramente se refere à morte de Cristo na cruz para expiação dos nossos pecados.

VI.) O lapso de tempo e eventos entre a 69ª e a 70ª semana
Certos acontecimentos importantes se sucederiam depois das sessenta e duas semanas (que somadas às sete primeiras perfazem um total de 69): a crucificação do Messias (Ungido) e a destruição de Jerusalém no ano 70 d. C. pelos romanos, que são o povo de um príncipe que há de vir. Uma vez que tais acontecimentos deveriam ocorrer depois de as 69 semanas se completarem e antes que a septuagésima semana começasse, deve haver um espaço de tempo entre a conclusão da sexagésima nona semana e o início da septuagésima.

VII.) A 70ª semana
Para muitos comentaristas, parece perfeitamente claro que a septuagésima semana está ainda no futuro e que é o período da tribulação e/ou grande tribulação. Os que seguem esta linha de interpretação, confirmam o cumprimento futuro da última semana pela identificação do “… príncipe que há de vir…” do v. 26 com o pronome “ele” do v. 27, que indicam, ambos, o futuro governante mundial. Os sete anos da última semana começarão quando o futuro governante mundial (Anticristo) fará uma aliança de paz com Israel, a qual será quebrada depois de três anos e meio.
Comparar Daniel 9.27 com Dn 12.11; Mt 24.15; Mc 13.14; 2 Ts 2.3,4; Ap 13.1-18.

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Escatologia (Parte 2) – A morte e o estado intermediário

I.) A Morte Física
A.) Natureza da Morte Física – De acordo com a Escritura, a morte física é o término da vida física pela separação do corpo e alma, Ec 12.7 (comp. Gn 2.7); Tg 2.26, ideia também básica em passagens como Jo 19.30; At 7.59; Fp 1.23.
B.) Relação ente o Pecado e a Morte – A Bíblia sempre liga a morte ao pecado (Gn 2.17; SI 90.7-11; Rm 5.12; 6.23; 1 Co 15.21; Tg 1.15). A morte não é natural ao homem, mas surgiu devido à nossa rebelião contra Deus; ela é uma forma de juízo de Deus. Para a Bíblia, porém, embora a morte seja inevitável, ela não é o fim de tudo. Ensina-se claramente uma existência continuada dos justos e dos ímpios. Que as almas dos crentes sobreviverão, vê-se de passagens como Mt 10.28; Lc 23.43; Jo 11.25,26; 14.3; 2 Co 5.1; e várias outras passagens evidenciam muito bem que se pode dizer a mesma coisa das almas dos ímpios, Mt 11.21-24; 12.41; Rm 2.5- 11; 2 Co 5.10.
C.) Significado da Morte dos Crentes – Para os crentes, a morte não é o fim, mas o início de uma vida perfeita. Eles adentram a morte com a certeza de que o seu aguilhão já foi retirado, 1 Co 15.55, e de que ela é para eles a porta do céu. Eles dormem em Jesus, 1 Ts 4.14, e sabem que até os seus corpos serão finalmente arrebatados do poder da morte, para estarem para sempre com o Senhor, Rm 8.11; 1 Ts 4.16,17. Disse Jesus: “Quem crê em mim, ainda que morra, viverá” (Jo 11.25). E Paulo tinha a bem-aventurada consciência de que, para ele, o viver era Cristo, e o morrer era lucro (Fp 1.21). Daí, pôde ele entoar com jubilosas notas, no fim de sua carreira, o que está registrado em 2 Tm 4.7,8.

II.) O Estado Intermediário
A.) Descrição Bíblica dos Crentes entre a Morte e a Ressurreição – A posição usual das igrejas reformadas é que as almas dos crentes, imediatamente após a morte, ingressam nas glórias do céu. A Confissão de Westminster afirma que, na morte “As almas dos justos, sendo então aperfeiçoadas em santidade, são recebidas no mais alto dos céus, onde veem a face de Deus em luz e glória, esperando a plena redenção dos seus corpos”.
Alguns teólogos reformados assumiram a posição de que os crentes, ao morrerem, entram num lugar intermediário e ali permanecem até o dia da ressurreição. Todavia, a Bíblia ensina que a alma do crente, quando separada do corpo, entra na presença de Cristo, 2 Co 5.8; Fp 1.23; Lc 23.43. Estar com Cristo é também estar no céu. O Paraíso não é um lugar intermediário, mas o próprio céu (2 Co 12.2-4). Em Ap 2.7 se diz que a árvore da vida está no paraíso. E no cap. 22.1,2 se diz que a árvore da vida está no céu, isto é, onde se acha o trono de Deus e do Cordeiro. A conclusão irrecusável é que o paraíso é o céu. Ver ainda 2 Co 5.1; Hb 12.22,23.
O estado futuro dos crentes, após a morte, é um estado no qual os crentes estão verdadeiramente vivos e plenamente conscientes. O rico e Lázaro participam de uma conversação, Lc 16.19-31. Paulo descreve o estado desencarnado como “habitar com o Senhor’’, e como uma coisa preferível à vida presente, 2 Co 5.6-9; Fp 1.23. Decerto que dificilmente ele falaria dessa maneira acerca da uma existência inconsciente, que seria uma virtual não existência. Em Hb 12.23 se diz que os crentes têm chegado “aos espíritos dos justos aperfeiçoados”, o que certamente implica sua existência consciente. Ver ainda Ap 6.9; 20.4 que falam da consciência da alma após a morte.
B.) Descrição Bíblica do Estado dos ímpios entre a Morte e a Ressurreição – Diz a Confissão de Westminster que as almas dos ímpios, após a morte, “são lançadas no inferno, onde ficarão, em tormentos e em trevas espessas, reservadas para o juízo do grande dia final”. A passagem que realmente pode ser focalizada aqui é a parábola do rico e Lázaro, em Lucas 16, onde hades denota inferno, o lugar de tormento eterno. O rico achou-se no lugar de tormento; sua condição é descrita como fixa para sempre. Há também uma prova mediante dedução. Se os justos entram em seu estado eterno imediatamente, a pressuposição é que isso é igualmente verdadeiro quanto aos ímpios também.
Entendemos ainda que, segundo as Escrituras, são contrárias ao ensinamento bíblico as seguintes doutrinas a respeito do estado intermediário: Purgatório, Limbus Patrum, Limbus Infantum, Sono da Alma (Psicopaniquia), Extincionismo, Imortalidade Condicional e Segunda Prova.

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Escatologia (Parte 1) – Os sinais dos tempos

Textos: Mateus 24.32-33; Lucas 12.54-56

Introdução:
Houve uma preparação do “palco” para a primeira vinda de Cristo. Os Gregos contribuíram com cultura, os Romanos com estradas e a Pax Romana e os judeus com o contexto religioso (Gl 4.4). Da mesma forma o “palco” está sendo preparado para a segunda vinda de Cristo.
Embora a Bíblia declare que a data exata da segunda vinda de Cristo seja além do conhecimento humano, dá sinais que anunciam aquela vinda, para que os cristãos possam ser alertados para os tempos em geral. E mais, adverte os crentes a se despertarem ao ver tais sinais. Jesus repreendeu os fariseus daquela época por não reconhecerem os sinais que indicavam a presença dEle entre eles (Mt 16.3) – sinais como Seu nascimento humilde, Seus milagres, o fato dEle ser um homem de pesares e conhecedor de tristeza, a entrada dEle em Jerusalém no lombo de um jumentinho, etc. Parece lógico que Ele faria a mesma repreensão aos cristãos modernos por não estarem atentos aos sinais de Sua segunda vinda.
Vejamos a seguir alguns sinais da proximidade da segunda vinda de Cristo:

1.) Desequilíbrio Ambiental – Lc 21.11; Mt 24.7
Sob a bandeira do avanço e progresso, o meio ambiente do planeta está sendo destruído por puro egoísmo e ganância. A maior contribuição para o desequilíbrio ecológico existente ocorreu nesta nossa geração, nos últimos 40 a 50 anos.
a.) Terremotos – Sempre existiram, mas nos últimos 50 anos aproximadamente, aumentaram em frequência e magnitude (Mt 24.7, Lc 21.11).
b.) Clima – Mudanças incomuns . Com os danos causados à camada de ozônio (camada em volta do planeta que nos protege do forte calor solar), os raios ultra¬violetas aumentam e a radiação pode causar câncer de pele (Ap 16.8,9). Maremotos como o Tsunami estão profetizados em Lc 21.25-28.
c.) Fome e Peste – De 5 a 20 milhões de pessoas morrem de fome a cada ano. A Aids é uma das pestes modernas (Ver Rm 1.26-32). Têm surgido outras pestilências e vírus ao redor do mundo para os quais não se tem antibióticos eficazes (Lc 21.11).

2.) Imoralidade e Violência Crescentes – 2 Tm 3.1-5
a.) Depravação Moral – Libertinagem sempre existiu, mas nunca como em nossos dias. Segundo as Escrituras, o homossexualismo é um pecado grave (Rm 1.26-27). Há um grande crescimento da homossexualidade que antigamente era mais velada, mas hoje em dia é completamente aberta. Ex.: Parada do orgulho gay em SP (2a maior do mundo).
b.) Aborto – São assassinados 50 milhões de bebes por ano; 137 mil por dia.
c.) Prostituição Infantil – 800 mil crianças e adolescentes são vítimas da prostituição infantil só na Tailândia. No Brasil, mais de 400 mil.
d.) Pornografia – Uma estatística de 1995 revelou que os americanos gastam mais em pornografia do que em Coca-Cola. Mensalmente, cerca de 8 milhões de cópias de revistas pornográficas circulam no Brasil. Em 1994 a venda de vídeos pornôs chegou perto de US$ 500 milhões de dólares. A indústria pornográfica nos EUA movimenta de US$ 8 a 10 bilhões de dólares por ano.
e.) Violência Urbana – índice crescente em todas as grandes cidades do mundo.
f.) Atos Terroristas – Algo com o que já nos acostumamos nos noticiários. Temos testemunhado os piores e mais chocantes atos de terrorismo da história.
g.) Guerras – Ver Mt 24.6,7. Historicamente falando, a 1a e a 2a guerra mundial aconteceram recentemente. Nunca até então na história da humanidade haviam ocorrido guerras de tão grandes proporções. No século 21 já temos Afeganistão e Iraque, entre outras.

3.) Nação de Israel – Amós 9.14,15
Já foi dito que se quisermos entender um pouco o “relógio de Deus”, devemos olhar para a nação de Israel. Os judeus mantiveram a sua identidade nacional mesmo ficando quase dois mil anos sem uma pátria, sem uma terra.
a.) O Claro Sinal do Moderno Estado de Israel – O sinal mais claro do retorno de Cristo é o moderno estado de Israel. As Escrituras ensinam que, nos últimos dias, judeus voltarão à sua terra em grande número, com o conseguinte restabelecimento do seu estado soberano. Por exemplo, Isaías diz: “Naquele dia o Senhor tornará a estender a mão para resgatar o restante do seu povo, que for deixado … levantará um estandarte para as nações, ajuntará os desterrados de Israel, e os dispersos de Judá recolherá desde os quatro confins da terra” (Is 11.11,12). O primeiro retorno implicado nesta passagem foi da Babilônia em 538-537 a. C., quando o povo de Judá voltou à Palestina de uma direção, o leste. Mas o segundo retorno, diz o profeta, será dos “quatro confins”, ou das quatro direções. Nenhuma instância de tal retorno aconteceu até o século vinte, que significa que o retorno agora testemunhado deve ser o profetizado. E judeus têm retornado nestes dias de todas as quatro direções. Já vieram de aproximadamente cem países. As Escrituras também dizem que, uma vez de volta a terra, o povo não será mais forçado a sair (Amós 9.14,15). Visto que os judeus foram novamente arrancados da Palestina após o primeiro retorno, o retorno que Amós predisse deve ser o atual, o predito por Isaías. Portanto, é bem provável que a nação de Israel agora existente permanecerá, e que este retorno seja realmente a volta permanente que as Escrituras dizem preceder o começo dos eventos dos últimos dias. Em 29.11.1947, a ONU identificou e designou áreas de população principalmente judaica como pertencendo aos judeus. Em 14.05.1948, os judeus se declararam um Estado Soberano de acordo com o voto das Nações Unidas. Desde esta data, em todas as guerra contra “os palestinos (inclusive a dos seis dias em 1967), o território dos judeus aumentou 4 vezes mais.
b.) Israel Florescendo – Ver Is 27.6 e correlacionar com o fato de que Israel hoje é o terceiro maior exportador de frutos do mundo.

4.) Avanço Científico e Globalização – Dn 12.4; Ap 13.1-8
a.) Tecnologia – Coisas com as quais hoje estamos completamente acostumados são historicamente bem recentes: computador, internet, fax, aviões, carros, telefonia, etc. Desde os tempos de Abraão até a 120 anos atrás a comunicação era escrita apenas, viajava-se a cavalo e vestia-se através da economia agrária; hoje nos comunicamos à velocidade da luz, viajamos à velocidade do som e usamos roupas com tecidos sintéticos industrializados! A tecnologia prepara o caminho para a marca da Besta – Ap 13.16-18.
b.) Governo Único – O mundo está caminhando para um governo único. Mercado comum europeu (UE) com o Euro como moeda única é prova disso. A provável característica do Anticristo é que conseguirá costurar a paz mundial (pelo menos num primeiro momento). Será um líder político mundial.
c.) Religião Única – O falso profeta (a segunda besta) será um líder religioso que trabalhará ao lado da primeira besta (Ap 13.11-15). Notar o avanço de um movimento chamado “Nova Era”. Através do avanço do ocultismo e de livros e filmes como “Harry Potter”, talvez uma nova geração esteja sendo preparada para a manifestação da besta e do falso profeta, para que não estranhem os meios através dos quais farão os grandes sinais descritos em Ap 13.13,14, os quais serão feitos através do poder do dragão que é Satanás!

Conclusão:
Falta-nos tempo para dizer ainda dos falsos profetas que surgiriam (inclusive no meio evangélico) e de outros muitos sinais da vinda de Cristo!
Diante de tantos e claros sinais dos tempos, é necessário que estejamos alerta às exortações da Palavra e estejamos sempre prontos para se encontrar com o Senhor (Ler Lc 17.26-32; Ap 22.6,7, 10-17).

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Paz com Deus, Paz de Deus e Paz com o Próximo

Texto: Jo 14.27

Introdução
– Palavras que definem o mundo em que vivemos: Guerra, conflito, ódio, vazio, tumulto, turbulência, angústia, aflição, depressão, ansiedade, medo, estresse, inquietação, culpa, violência, suicídio.
– Diante desse quadro caótico precisamos de paz, em pelo menos três níveis.

I.) A Paz com Deus
– Tem a ver com um relacionamento certo com Deus.
– Andávamos mortos em delitos e pecados (Ef 2.1), ou seja, o nosso relacionamento com Deus não estava em ordem, em dia, em paz.
– O sacrifício de Cristo na cruz que nos possibilita a paz com Deus – Is 53.5; Ef 2.14-16; Cl 1.20
– A justiça de Deus foi satisfeita pelo sacrifício de Jesus.
– Quando nos apropriamos da obra de Cristo na cruz pela fé, passamos a ter paz com Deus (Rm 5.1), ou seja, o nosso relacionamento com Deus fica acertado, em ordem, em dia, em paz com Deus.

II.) A Paz de Deus
– Enquanto a paz com Deus tem a ver com um relacionamento certo com Deus, a paz de Deus é um sentimento de descanso em virtude desse relacionamento.
– A paz de Deus tem a ver com uma relação correta consigo mesmo.
– A paz com Deus é a raiz, e a paz de Deus é o fruto – Gl 5.22
– A paz de Deus é benção do Senhor para o seu povo (para aqueles que estão em paz com Deus) – Sl 29.11
– A paz de Deus é uma característica dos que amam a Palavra de Deus (Sl 119.165), dos que dão ouvidos aos mandamentos do Senhor (Is 48.18).
– A paz de Deus é para aquele cujo propósito é firme, e que confia no Senhor – Is 26.3
– A paz de Jesus não nos é dada como a paz que o mundo oferece: não depende das circunstâncias exteriores, não é passageira, efêmera; Ela expulsa a ansiedade e o medo – elucidar Jo 14.27
– A paz de Jesus não significa ausência de aflições, de guerras, de tempestades, de provações, mas é o senso da presença protetora do Senhor – Jo 16.33
– A paz de Deus é a sentinela que guarda a nossa mente e o nosso coração, a nossa razão e os nossos sentimentos – Fp 4.7
– A paz de Deus nos é concedida até mesmo para uma boa noite de descanso – Sl 4.8

III.) A Paz com o Próximo
– A paz com Deus e a paz de Deus se manifestarão na paz com as pessoas com as quais eu me relaciono.
– Devemos procurar a paz e nos empenharmos por alcançá-la – Sl 34.14
– Devemos fazer todo o possível que estiver ao nosso alcance para ter paz com todas as pessoas – Rm 12.18
– A paz de Cristo deve ser o árbitro em nossos corações pelo qual os nossos relacionamentos devem ser julgados – Cl 3.13-15.
– Estou em paz em relação a todos os meus relacionamentos interpessoais?
– Já pedi perdão pela parte que me cabe no processo de discórdia com alguém com quem o meu relacionamento foi quebrado?
– Estou com a minha consciência tranquila de que fiz tudo o que estava ao meu alcance para estar em paz com todas as pessoas com as quais me relaciono?
– Que a paz de Cristo seja o árbitro quanto às respostas a essas questões.
– Devemos seguir a paz com todos, juntamente com a santificação – Hb 12.14

Conclusão
– A verdadeira paz é mais que um sentimento; é uma pessoa. Jesus é a nossa paz.
– Ele é a fonte de conforto, segurança, cura, descanso, quietude, calma, tranquilidade, coragem, amor, sentido, propósito, razão de viver, perdão, vida!

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 18.07.2020.

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Um tipo de amor totalmente diferente

Texto: 1 Co 13.4-8

– Fonte das anotações abaixo: “Jesus, o homem mais sábio que já existiu” de Steven Scott.

– Equiparamos o amor aos sentimentos. No entanto, as emoções sobem e descem e são temporárias e imprevisíveis.
– Jesus apresentou ao mundo um tipo de amor totalmente diferente: não se baseia em sentimentos, não depende de nossa natureza mutável, não depende da pessoa que é objeto do nosso amor.
– É um amor mais estável, confiável e poderoso.
– Possibilita que você perdoe alguém que não merece seu perdão.
– É capaz de fazer com que você seja gentil e ajude pessoas que não gostam de você ou que até mesmo pessoas que te odeiam.
– Pode ser usado em qualquer lugar, em qualquer circunstância, com qualquer pessoa.
– Embora o amor ágape possa resultar em sentimentos, eles não são a sua fonte ou fundamento.
– Ele pode ser praticado mesmo quando não experimentamos qualquer emoção presente no amor convencional.
– Ele causa uma mudança em sua vida e na vida das pessoas com quem você interage que nenhuma outra postura é capaz de gerar.
– Ao praticá-lo, conseguiremos introduzir diferenças positivas inimagináveis na vida das pessoas, agregando valor a elas.
– Vai criar relacionamentos mais fortes, satisfatórios e seguros.
– Para entender melhor o ágape, precisamos compará-lo ao amor convencional.

– Eles provêm de duas FONTES diferentes.
– A fonte do amor convencional é o objeto daquele amor. Amamos a pessoa por ela ser quem é, pelo que faz ou por sua aparência física. Se ela tem uma personalidade atraente, nos trata bem ou é bonita, nós a consideramos amável e, portanto, a amamos. Problema: isso pode mudar quando o comportamento da pessoa muda.

– A fonte do ágape é o próprio Deus. Ele não nos ama porque fizemos algo para merecer aquele amor. Ele nos ama por ser quem é e não pelo que nós somos. O ágape não diminui com o tempo nem muda com as circunstâncias. Desafia firmemente o comportamento errado, mas trata com uma consideração extraordinária a pessoa que erra.

– Eles são EXPRESSOS de maneiras diferentes.
– O amor convencional costuma ser expresso por meio de nossas emoções e está diretamente ligado ao comportamento da pessoa e a como nos sentimos em relação a essa pessoa em determinado momento. É menos provável que expressemos nosso amor por alguém que está se comportando mal.

– O ágape é expresso por meio de ações concretas e não depende do comportamento da pessoa. O modelo é Jesus.

– O ágape sempre age em benefício dos outros, mesmo quando isso contraria o nosso interesse; cria honra, autoestima, confiança, compromisso e lealdade em qualquer relacionamento.

– Ninguém é capaz de impor esse amor aos outros, mas podemos nos tornar um agente do ágape em todos os lugares. Ele deveria ser a força que impele, motiva e guia nossa vida.

– Empregar as qualidades do ágape significa ser mais paciente e gentil; não agir de maneira arrogante ou vaidosa; não ser grosseiro, interesseiro e irascível; não ficar contabilizando as ações erradas dos outros; ser cuidadoso para evitar comportamentos equivocados.

– Esse tipo de amor contraria a natureza humana, que é extremamente egocêntrica e interesseira.

– Ler Lc 6.27-35.

– Tudo o que Jesus relaciona ao ágape envolve ações concretas. Esse amor não tem nada a ver com emoções ou sentimentos, e sim com fazer e dar. Por isso é tão poderoso, porque gera ações específicas e benéficas para os outros, mesmo quando eles nada fazem para merecê-las.

– Jesus supremo exemplo: na cruz, perdoa-os, perdoou o ladrão.
– Ler João 15.12,13.

– Aplicar a lista de 1 Co 13 a alguma pessoa específica.

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Ensinamentos a respeito do Evangelho de Cristo Jesus

Texto: 1 Coríntios 15.1-8.

I.) O evangelho em sua mais pura essência – v. 3,4
– Evangelho, no grego é boas novas ou boa mensagem.
– Qual é a essência do evangelho?
– “Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras (Is 53.5-12), e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras (Sl 16.8-10; Os 6.2)” (v.3,4).
– “O evangelho está centrado na pessoa e na obra de Cristo […] A morte de Cristo não foi um acidente. Ele não morreu porque foi vítima do poder romano nem porque foi traído pelo poder judaico. Ele não morreu porque Judas o traiu por ganância nem porque o sinédrio o condenou por inveja. Ele não morreu porque Pilatos o sentenciou à morte de cruz por covardia nem porque os soldados o pregaram na cruz por crueldade. Ele morreu porque o Pai o entregou por amor, e entregou-o desde a eternidade. A morte de Cristo não foi uma decisão de última hora, mas uma profecia que recua aos tempos eternos” (Hernandes D. Lopes).
– Ap 13.8 diz que o Cordeiro foi morto desde a fundação do mundo.
– Cristo ter sido sepultado significa que “sua morte não foi simulada, mas um fato histórico”.
– “Sua ressurreição não foi uma surpresa. Ele venceu a morte […] ao triunfar sobre ela na ressurreição. A ressurreição é a pedra angular do cristianismo e o fundamento da nossa esperança” (HDL).
– Testemunhas oculares da ressurreição – v. 5-8.

II.) O evangelho precisa ser lembrado – v. 1
– Paulo estava lembrando o evangelho aos coríntios.
– Ele não pode ser esquecido, precisa ser lembrado e relembrado.
– Como podemos nos lembrar do evangelho e de seus elementos fundamentais?
– Lendo e meditando nas Escrituras; ouvindo mensagens genuinamente bíblicas.
– Você tem aprendido o evangelho para dele se lembrar?

III.) O evangelho precisa ser anunciado / pregado – v. 1
– Paulo havia anunciado, pregado o evangelho aos coríntios.
– Temos pregado o evangelho àqueles que ainda não o conhecem? Aos nossos filhos e familiares?

IV.) O evangelho precisa ser recebido – v. 1
– Os coríntios haviam recebido o evangelho.
– Você já recebeu o evangelho? Já o entendeu, o compreendeu para que o possa receber?
– Se ainda não o fez, hoje é a oportunidade de fazê-lo.

V.) O evangelho é a mensagem da salvação – v. 2
– “O Evangelho é o meio que Cristo usa para efetuar a salvação” (Leon Morris).
– Você tem entendido a mensagem do evangelho para que possa ser salvo?
– Você tem anunciado a mensagem do evangelho para aqueles que ainda não a conhecem?

VI.) O evangelho precisa ser alvo de nossa perseverança – v. 1, 2
– “no qual ainda perseverais” (v. 1)
– “Sois salvos é presente continuo, significando, ’estais sendo salvos’. Há um sentido em que a salvação é uma vez por todas […] e também há um sentido em que ela é progressiva […] É para este caráter progressivo da salvação que Paulo dirige a atenção” (Leon Morris).
– Assim sendo, o v. 2 nos dá a entender que seremos salvos pela mensagem que o evangelho nos traz:
– “se retiverdes a palavra tal como vo-la preguei, a menos que tenhais crido em vão” (ARA)
– “desde que se apeguem firmemente à palavra que lhes preguei; caso contrário, vocês têm crido em vão” (NVI)
– “se continuarem firmes nele. A não ser que não tenha adiantado nada vocês crerem nele” (NTLH)

VII.) O evangelho precisa ser retido tal como nos foi pregado pelos apóstolos – v. 2,3.
– “se retiverdes a palavra tal como vo-la preguei” (v. 2).
– “Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi” (v. 3).
– Cristo passou a mensagem aos apóstolos e eles a transmitiram a nós.
– Não podemos dar atenção a outras tradições; não podemos mudar essa mensagem.
– A igreja primitiva permanecia na doutrina dos apóstolos (At 2.42). Nós também temos que permanecer!

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 04.07.2020.

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Lições para tempos de crises

Texto: Gn 26.1-33 (Inicialmente ler v. 12-14a).

Introdução
– Coronavírus: possivelmente estamos vivendo uma das crises mais difíceis dos últimos tempos.
– O texto bíblico nos ensina algumas lições preciosas para tempos de crises.

I.) Em tempos de crise fique atento ao direcionamento do Senhor e o cumpra – v. 2, 3a, 6.
– Fique atento às maneiras de Deus falar conosco: meditação na Palavra, circunstâncias, sonhos, conselhos sábios, etc
– Não apenas discirna, mas obedeça.

II.) Em tempos de crise não cometa os mesmos erros cometidos por outros no passado – v. 7
– Décadas antes, o pai de Isaque (Abraão) havia cometido os mesmos erros:
– Mentira, omissão da verdade.
– Falta de fé nas promessas de Deus.
– Que erros seus antepassados já cometeram no passado em momentos de crises?
– Aprenda também com os erros e os acertos de personagens bíblicos e históricos do passado.
– Quem não estuda a história está fadado a repetir os mesmos erros cometidos no passado.

III.) Em tempos de crise você precisa contar com a benção do Senhor – v. 12-14a, 28a, 29b.
– Temos que, por assim dizer, atrair a benção de Deus sobre nós!
– “A bênção do Senhor enriquece, e, com ela, ele não traz desgosto” (Pv 10.22).
– “Servireis ao Senhor, vosso Deus, e ele abençoará o vosso pão e a vossa água; e tirará do vosso meio as enfermidades” (Ex 23.25).
– “O que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à falsidade, nem jura dolosamente. Este obterá do Senhor a bênção e a justiça do Deus da sua salvação. Tal é a geração dos que o buscam, dos que buscam a face do Deus de Jacó” (Sl 24.4-6).

IV.) Em tempos de crise seja um pacificador – v. 14b-22.
– Quando Deus te abençoar, você poderá ser alvo da inveja alheia (v. 14b).
– Os invejosos tentarão ‘entulhar seus poços’ e não suportarão a sua presença entre eles (v. 15,16).
– Pacificamente, Isaque resolveu se retirar (v. 17).
– A inveja vinha de longe (v. 18).
– Isaque era mais poderoso que os seus inimigos (v. 16). Poderia guerrear contra aquelas pessoas. Mas decidiu não fazer isso.
– Às vezes não vale a pena entrar em demandas desgastantes demais.
– Pacientemente, Isaque e seus servos cavaram outros poços até encontrarem paz.
– Às vezes é melhor ter “certos prejuízos” e manter a paz, do que brigar pelos nossos direitos e viver em constante guerra.
– Além do mais, quando a benção de Deus está sobre nós, Deus vai nos abençoar em todos os novos empreendimentos nos quais nos envolvemos.
– Posteriormente, Isaque selou a paz com os seus adversários – v. 30,31.
– “Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5.9).

Conclusão
– Depois de ter cavado o poço pelo qual não contenderam (Reobote), Isaque foi para Berseba (v. 23).
– Ali o Senhor lhe apareceu e renovou as promessas feitas a Abraão (v. 24).
– Ali Isaque levantou um altar e invocou o nome do Senhor. Podemos ver, portanto, porque Isaque contava com a benção de Deus (v. 25).
– Ali abriram outro poço e foram prósperos nesse novo empreendimento (v. 25b, 32).
– Esteja atento e aplique as lições acima e você também será um vencedor nesse tempo de crise!

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, junho de 2020.

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É assim que Deus faz…

Houve um dia especialmente significativo na vida de José. Naquela manhã, como em todas as outras manhãs dos últimos anos, José acordou como um prisioneiro. Tinha diversas tarefas a realizar, outorgadas pelo carcereiro da prisão, o qual José assessorava. No entanto, inesperadamente alguns guardas o procuraram. Conduziram-no à presença de alguns oficiais do rei do Egito. Estes orientaram José a se banhar, se barbear e se preparar para uma audiência muito especial. Lhe deram roupas especiais, usadas apenas pelos nobres do Egito.
Os oficiais o conduziram à presença de Faraó, o homem mais poderoso daquelas terras no nordeste africano.
O rei lhe contou dois sonhos que o incomodavam e que nenhum de seus sábios puderam interpretar. Faraó estava inquieto. Um dos sonhos referiam-se a sete vacas gordas que haviam sido engolidas por sete vacas magras. O outro sonho se referia a sete espigas cheias que eram devoradas por sete espigas mirradas. José recebeu de Deus a interpretação e a relatou ao Faraó. Todavia, não lhe deu somente a interpretação. Lhe deu também todas as orientações de como aproveitar os sete anos de abundância que viriam, bem como enfrentar os sete anos de escassez que se sucederiam aos tempos de fartura.
Quando José terminou de falar, o rei de Egito estava boquiaberto com tanta sabedoria e discernimento. Não via em todo o seu vasto reino alguém tão capaz para gerenciar o seu grande império, como aquele homem que acabara de conhecer. Assim, Faraó nomeou José como governador de toda a terra do Egito. Assim, um homem que, naquela manhã, havia acordado como prisioneiro, ao se deitar na noite daquele mesmo dia memorável, era a segunda pessoa mais poderosa de toda a terra do Egito. Em um único dia a condição de José havia mudado de prisioneiro para governador da nação que era a maior potência de sua época.
É assim que o nosso Deus faz. Você pode estar aprisionado por alguma situação. Pode não ver saída com os seus olhos naturais. No entanto, o Senhor é Aquele que pode, em um único dia, mudar completamente a sua história! Você pode acordar ainda prisioneiro de determinada circunstância, mas pode terminar o dia em uma posição de honra! Ele é Poderoso para fazer isso, segundo o Seu querer, a Sua vontade e o Seu propósito soberano! Vamos crer, vamos esperar! A Ele toda a glória, sempre!
Seu servo em Cristo,
Pr Ronaldo Guedes Beserra

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Ensinamentos sobre a Maratona da Vida Cristã

Texto: Hb 12.1,2a

Introdução
– O autor retrata a vida cristã como uma corrida: “corramos […] a carreira”
– A corrida cristã é uma maratona e não uma corrida a curta distância.
– Esse texto nos mostra alguns ensinamentos sobre essa corrida ou maratona.

I.) A maratona da vida cristã é rodeada por uma grande nuvem (hoste) de testemunhas (expectadores) – v. 1
– Os heróis do passado descritos no cap. 11 agora são considerados expectadores, ao passo que os cristãos estão na arena.
– Os heróis são aqueles cuja fé ousada o autor elogiou. Terminaram sua parte na corrida. Passaram o bastão aos seus sucessores como numa corrida de revezamento.
– São testemunhas figuradamente, pois o autor não quer sugerir que aqueles que partiram estão agora literalmente observando do céu.
– A palavra no original para ‘testemunha’ nos diz alguma coisa acerca do caráter dos expectadores. Devem ser distinguidos da abordagem inconstante daqueles cujo único desejo é divertir-se.
– Estas testemunhas são bem qualificadas para inspirar – dão testemunho da fidelidade de Deus em sustentá-las. Estão ali para encorajar os competidores atuais.

II.) A maratona da vida cristã exige desembaraço – v. 1
– Precisamos nos desembaraçar de todo o peso.
– O cristão precisa remover tudo o que possa impedi-lo; tudo deve ser colocado de lado: empecilhos e quaisquer questões que impediriam um cristão em sua maratona.
– Que tipo de peso tem nos embaraçado? Coisas materiais, distrações, etc.
– Precisamos nos desembaraçar do pecado, o principal empecilho na corrida espiritual.
– Nos assedia, nos acossa, nos cerca de forma intensa.
– Precisamos andar no Espírito para vencer o pecado.

III.) A maratona da vida cristã exige perseverança – v. 1
– Requer esforço, resolução, persistência, resistência.
– Corrida firme até o fim apesar das dificuldades, não podemos desistir.
– Temos tido tais virtudes?

IV.) A maratona da vida cristã está proposta por Deus nós – v. 1
– Os competidores não podem escolher sua própria corrida, porque a carreira nos está proposta pelo próprio Deus. Está no programa dEle.
– “A corrida marcada para nós” (NTLH).
– É Deus quem escolhe o percurso, os obstáculos ao longo do circuito. Confiemos na soberania e sabedoria dEle, sigamos em frente sem desistir, aprendendo aquilo que Ele quer nos ensinar.

V.) A maratona da vida cristã deve ser corrida olhando para Jesus – v. 2
– Olhar firmemente para Jesus.
– O corredor de sucesso não se distrai facilmente, não deve olhar para a multidão nem para os concorrentes. Deve manter os olhos fixos em Jesus.
– O termo grego para ‘autor’ se refere a alguém que toma a liderança ou estabelece o exemplo. Foi Jesus quem primeiro ensinou a respeito da salvação, e foi Ele quem abriu o caminho para a mesma. Ele é o líder e a inspiração da fé possuída pelos homens, o alvo em direção ao qual eles se esforçam como corredores numa corrida. Jesus é o supremo exemplo a ser imitado.
– Jesus é o ‘consumador’ da fé, pois a fé teve nEle a sua expressão completa. Na NTLH “é ele quem a aperfeiçoa”.

Pr Ronaldo Guedes Beserra, com auxílio de comentários bíblicos.

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Certezas que podemos ter em momentos de incertezas

Texto: Hb 13.5b

Introdução
– Coronavírus e suas consequências.
– É como se fosse uma guerra em tempos de paz.
– Danos incalculáveis para a economia mundial.
– Campeonatos de futebol suspensos, remanejamento das agendas esportivas.
– Tudo isso causa muita incerteza, insegurança. O que será de nós? Dos nossos filhos? Passaremos algum tipo de privação? Minha empresa vai quebrar? Vou ser mandado embora? Vou ser infectado? Vou sobreviver a essa crise mundial?

Transição
– As Escrituras nos relevam algumas certezas que podemos ter em momentos de incertezas.

I.) É tempo de se humilhar diante de Deus – 2 Cr 20.1-5,13
– Josafá teve medo, o que é natural em tempos de incertezas.
– Mas ele convocou o povo para orar, jejuar.
– Como líder ele deu exemplo se colocando de pé diante da congregação.
– Até as crianças se puseram a buscar ao Senhor naquele momento de crise.
– 2 Cr 7.13,14

II.) Deus está conosco em todos os momentos – Sl 46.1; Mt 28.20; Hb 13.5b
– Ele não nos desampara jamais!
– O Espírito Santo habita em nós!

III.) Deus está no controle de todas as coisas – Sl 121.4; Rm 8.28
– Ele conhece o fim desde o princípio.
– O que está acontecendo hoje foi profetizado pelo Filho de Deus.
– Nós podemos perder o controle, mas Ele não perde jamais.
– “Estamos certos de que Deus age em todas as coisas com o fim de beneficiar todos os que o amam, dos que foram chamados conforme seu plano” (Rm 8.28 KJV).

IV.) Nada pode nos separar do amor de Deus – Rm 8.35-39
– Nem mesmo a morte!
– Temos vários textos que falam sobre livramento nas Escrituras. No entanto, a Bíblia deve ser interpretada em seu contexto mais amplo.
– Deus não poupou da morte vários de seus servos mais fiéis, embora tenha preservado outros.
– Será que nenhum cristão fiel foi infectado pelo coronavírus em todo o mundo? Nenhum cristão morreu ou morrerá?
– Temos que ter em mente que mesmo que chegarmos a este extremo, estaremos para sempre com o Senhor, pois nada pode nos separar dEle.
– Fp 1.23 – Estar com Cristo é incomparavelmente melhor!

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 19.03.2020

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Lições a serem aprendidas em meio à crise de coronavírus

Texto: Isaías 57.15

Introdução
– Essa crise internacional tem sido comparável, segundo alguns, a uma guerra mundial.
– O que ocorre em uma guerra? Isolamento, Recessão, Mortes.
– As pessoas estão escondidas em suas casas; os efeitos na economia serão devastadores (muitos empresários poderão falir, muitas pessoas ficarão desempregadas).

Transição
– Toda crise, por mais grave que seja, traz consigo lições importantes a serem aprendidas.

I.) Devemos aprender a humildade – Sl 138.6; Is 57.15
– Ricos e pobres, intelectuais e analfabetos, pessoas de todas as nações, poderosos ou pessoas comuns, todos se viram completamente impotentes diante de um vírus invisível.
– Ler e elucidar Isaías 40.12-15,17,18,21-24.
– Ler e elucidar o Sl 2.1-5,10-12.
– A nossa fragilidade e impotência ficaram expostas nessa crise.
– Nesses momentos, o orgulho, a arrogância, a soberba e a jactância devem cair por terra.

– Alguns são tão prepotentes que nunca conseguem tempo para estarem com a família, para participarem de um culto.
– Nessa crise quase todos tiveram que parar à força.
– O que custaria, portanto, ter a humildade de parar um pouco com as correrias da vida para dedicar algum tempo ao que realmente importa, como Deus e a família?

II.) Devemos praticar o altruísmo – 1 Co 10.24; 13.5; Fp 2.4.
– Não somos uma ilha, vivemos em comunidade, em sociedade.
– Não podemos ser egoístas, pensar somente em nós mesmos.
– Ex. pessoas que compram tudo, sem deixar nada para os outros.
– Atitude dos vizinhos dos meus pais.
– O que podemos fazer como igreja para ajudar os necessitados? Para aliviar a dor e o sofrimento?

III.) Devemos, como igreja, exercer o nosso papel como intercessores – Nm 16.41-50
– Houve uma rebelião liderada por Corá, Datã e Abirão contra a autoridade de Moisés e Arão.
– Os rebeldes foram devidamente punidos por Deus.
– Novo tumulto inicia-se – v. 41,42

– Deus ficou irado com a rebelião do povo e ameaçou destruir todo o povo; Deus ficou indignado e enviou uma praga que matou milhares de pessoas – v. 43-45 a, 46b, 49.
– A rebeldia provoca a ira de Deus. O mundo tem se rebelado contra Deus, contra os seus princípios e valores, contra o seu povo. Esse vírus não seria uma punição de Deus para a humanidade?

– Moisés e Arão se colocam como intercessores pelo povo diante de Deus – v. 45b, 46 a, 47,48,50.
– “O incenso ilustra a oração da fé (Ap 5.8)” (B. Shedd); simboliza a intercessão.
– “Arão e seus filhos foram escolhidos por Deus para que servissem como sacerdotes. Apenas eles poderiam ministrar no altar do Senhor” (NCB-AT).
– Hoje, a igreja é o sacerdócio real (1 Pe 2.9). Somente a igreja genuína de Cristo pode oferecer a Deus a verdadeira intercessão.
– Nessa crise as pessoas dizem: ‘Não importa a sua religião, vamos todos orar’. Com todo o respeito, as orações intercessórias que podem mudar essa situação são as orações dos nascidos de novo.
– “Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo” (Tg 5.16b); ou seja, aquele que já foi justificado pela fé em Cristo.

– “A ilustração deste sacerdote correndo para salvar as pessoas que o acusaram é memorável” (NCB-AT).
– O mundo tem odiado, ridicularizado e perseguido a igreja. Ainda assim, devemos nos colocar como intercessores dos povos diante de Deus.

– Arão se colocou em pé entre os mortos e os vivos – v. 48
– Nós como igreja precisamos hoje nos colocar diante do Senhor entre os mortos e os vivos para que essa epidemia cesse em nosso planeta.

– Arão (v. 46,47) simboliza e tipifica Cristo, que fez expiação entre a humanidade e Deus.
– Jesus morreu por nós, sendo nós ainda pecadores (Rm 5.8), amando assim a congregação rebelde (Jo 3.16).
– Por que não aproveitar esse momento de crise mundial para se voltar para Deus e entregar a sua vida ao Senhor Jesus?

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 21.03.2020.

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Todas as coisas cooperam para o bem

Texto: Rm 8.28

Introdução
– Você ama a Deus? Avalie meditando em Jo 14.21
– Há uma promessa para os que amam a Deus.
– “São apenas os filhos de Deus que recebem esta promessa. No fim, ver-se-á que nada contribuiu para o bem final dos ímpios” (G. B. Wilson).

I.) “Sabemos
– Não nos baseamos em fábulas, nem em sentimentos.
– Não se trata de uma viagem por uma estrada desconhecida.
– Não é uma hipótese, mas uma certeza que temos vivido em nossa experiência.

II.) “Todas as coisas cooperam para o bem” (ARA)
– “Deus age em todas as coisas para o bem” (NVI)
– “Deus age em todas as coisas com o fim de beneficiar” (KJV).
– As coisas não se acertam por si mesmas. É Deus quem age.
– “Não existe acaso. Não existe sorte nem azar. Deus é quem está com as rédeas da sua vida em suas onipotentes mãos e ele trabalha as circunstâncias da sua vida para o seu bem” (H. D. L.)

III.) “Todas as coisas
– Não as melhores, algumas ou a maioria, mas todas.
– Tanto aquilo que gostaríamos que acontecesse como aquilo que não gostaríamos que acontecesse.
– Provações, lutas internas ou externas, tribulações, acidentes, incidentes, perdas, traumas, erros de percurso, perseguições.

– “Mesmo os pecados do crente operam seu bem, não a partir de sua natureza de pecados, mas pela bondade e o poder dAquele que traz luz dentre as trevas. O transformá-lo em bem é obra de Deus, e não nossa. Seria […] errado concluir que por esta razão podemos pecar” (Haldane).

– Em que sentido Deus pode agir para que um pecado por nós cometido contribua para o nosso bem?
1. Se amamos a Deus, se somos filhos de Deus, ao cometer o pecado vamos nos arrepender, nos quebrantar, e isso nos levará para mais perto de Deus.
2. Ao ter a experiência do quanto o pecado é maléfico e prejudicial, com a ajuda o Espírito Santo, vamos buscar nos afastar daquilo que desagrada a Deus.
3. Com experiência, poderemos ter misericórdia daqueles que pecam.
4. Com experiência, poderemos aconselhar e ajudar aqueles que caíram em pecado a se levantar e a serem restaurados na presença de Deus.
– Mas que fique muito claro: isso não é desculpa para o pecado! Ler Rm 6.1

– “Mesmo que pessoas intentem o mal contra você, Deus transformará isso em benção” (H. D. L.) – Ex. José do Egito (ver Gn 50.20).

Conclusão
– Deus trabalha por aqueles que nEle esperam – ler Is 64.4
– Deus está trabalhando em você e por você.
– Você pode confiar no cuidado de Deus.
– Aquele que começou a boa obra vai completá-la – ler Fp 1.6

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Dicas práticas para todos os momentos da vida

Texto: Fp 4.2-9

Introdução
– Dicas pelo apóstolo Paulo, inspirado pelo Santo Espírito.

I.) Seja uma pessoa que busca viver em harmonia com seus irmãos e irmãs em Cristo – v. 2
– “peço, por favor, que procurem viver bem uma com a outra, como irmãs na fé” (NTLH).

II.) Seja uma pessoa que ajuda na reconciliação de pessoas valiosas – v. 3
– Nenhuma deveria ser deixada de lado.
– As duas eram valiosas, “Pois elas […] trabalharam muito para espalhar o evangelho” (NTLH).

III.) Seja uma pessoa alegre – v. 4
– É um imperativo, uma ordem.
– Deve ser uma atitude constante, “sempre”.
– Deve estar baseada na fonte certa: o Senhor.
– Devemos relembrar essa ordem constantemente: “outra vez digo”

IV.) Seja uma pessoa moderada (equilibrada), amável – v. 5
– Há muitos cristãos sem tais virtudes.
– Temos demonstrado moderação e amabilidade dentro de casa, na igreja, no trabalho, no trânsito, nas redes sociais?

V.) Seja uma pessoa consciente da proximidade da segunda vinda de Cristo – v. 5
– Observe os sinais que o próprio Senhor Jesus revelou, os quais precederiam a Sua vinda.
– O mundo está caminhando a passos largos para um governo mundial com bases anticristãs.

VI.) Seja uma pessoa que não é dominada pela ansiedade ou preocupação – v. 6
– Há pessoas que andam, vivem constantemente ansiosas. Se não estiverem ansiosas parece que está faltando alguma coisa.
– Não devemos andar ansiosos de nada, ou seja, de coisa alguma.
– Ansiedade é excesso de futuro.
– A ansiedade é o pecado da falta de fé no cuidado amoroso de Deus.

VII.) Seja uma pessoa que leva todas as suas petições em oração diante de Deus – v.6
– Orações, súplicas e ação de graças.
– Ficamos ansiosos e não oramos. Deveríamos orar e não ficar ansiosos.
– Importância do tempo devocional.

VIII.) Seja uma pessoa que se apropria da paz de Deus – 7
– Essa paz de Deus “ninguém consegue entender”.
– “guardará o coração e a mente de vocês” (NTLH).

IX.) Seja uma pessoa que ocupa o pensamento com aquilo que agrada a Deus – v. 8
– Os ouvidos e olhos são uma porta de entrada para o nosso interior.
– Portanto, vamos selecionar bem aquilo que ouvimos e vemos.
– Não perca o contato com a realidade, mas se afaste de más notícias.

X.) Seja uma pessoa que se inspira em bons referenciais – v. 9
– Um bom referencial é aquele com o qual você pode aprender, do qual pode receber tradição (boa), manter contato pessoal, caminhar junto (ouvistes e vistes), e praticar o exemplo.

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 14.05.2020.

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A Escola do Deserto

Texto: 1 Rs 17

– Paralelo entre a história de Elias e os tempos atuais de coronavírus que estamos vivendo.

I.) Deus enviou um juízo, a seca implacável, por causa da apostasia, da opressão ao povo, da idolatria e da perseguição ao seu remanescente fiel (v. 1).
– Se não tem enviado, Deus tem ao menos permitido esse vírus como manifestação do seu juízo sobre a terra.
– Por qual razão? Apostasia, opressão, idolatria, perseguição ao povo de Deus.

II.) Deus ordenou a Elias retirar-se para as bandas de Querite, para ficar escondido nesse deserto (v. 2,3).
– De alguma maneira, temos passado por um deserto.
– Temos nos retirado de nossa normalidade, temos ficado escondidos em nossas casas.

– O deserto não é um acidente de percurso, mas uma agenda de Deus.
– É a escola superior do Espírito Santo, onde Deus treina os seus servos.
– O deserto não nos promove, mas humilha-nos.
– Na escola do deserto, Deus trabalha em nós para depois trabalhar por meio de nós, pois Ele está mais interessado em quem somos do que no que fazemos.

III.) Deus sustentou Elias nos tempos de seca
– Deus sustentou Elias em Querite enquanto estava na escola do deserto (v. 4-6).
– Deus haverá de nos sustentar também.

– A fonte secou (v. 7).
– Talvez Deus permita que a fonte de nossa subsistência seque nesse tempo de crise.

– Deus preparou outra fonte de provisão para Elias (v. 8,9).
– Deus também haverá de preparar alguma fonte de provisão para nós!
– Ler v. 14-16.
– Quando nossa fonte seca, os mananciais de Deus continuam jorrando.
– Quando nossa despensa fica vazia, os celeiros de Deus continuam cheios.
– “Fui moço e já, agora, sou velho, porém jamais vi o justo desamparado, nem a sua descendência a mendigar o pão” (Sl 37:25).

IV.) Precisamos depender mais do provedor do que da provisão
– Deus provê. No entanto, precisamos depender mais de Deus do que da provisão de Deus.
– Temos nos preocupado mais com a provisão do que com o provedor?
– Muitos talvez estejam se desesperando por causa da provisão, sem dedicar algum tempo para o provedor. Como temos gasto nosso tempo nessa época de isolamento social?

Pr Ronaldo Guedes Beserra com auxílio do livro ‘Sabedoria Viva’ de Hernandes D. Lopes.

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Uma igreja relevante persevera na doutrina dos apóstolos

Texto: At 2.42

Introdução
– A igreja primitiva deve ser o nosso maior modelo de igreja relevante.
– A igreja primitiva perseverava (se mantinha firme) na doutrina (nos ensinamentos) dos apóstolos.
– A Bíblia nos revela algumas razões pelas quais uma igreja relevante deve permanecer na doutrina dos apóstolos.

I.) Pois o ensino dos apóstolos deriva-se de Cristo – 1 Co 3.10,11
– “É possível que tenham sido considerados, num sentido especial, os guardiães das tradições acerca de Jesus, na medida em que a igreja crescia e se desenvolvia” (Howard Marshall).
– “A uniformidade da crença em relação à pessoa de Jesus, baseada no testemunho ocular de Seus seguidores, era essencial” (Radmacher, Allen, House).
– Por isso os apóstolos colocaram condições para a escolha do substituto de Judas (At 1.21-23).
– Ler também Ef 2.19-22

II.) Pois precisamos de uma direção, de uma bússola, de um foco, de uma visão, não podemos nos desviar do propósito, do plano e projeto de Deus – 2 Tm 3.14-17
– Esse ensino está preservado no NT
– Falar sobre o processo de canonização do NT (apenas livros escritos pelos apóstolos ou escrito por alguém muito próximo aos apóstolos).
– Aplicação: importância de estar em uma igreja teologicamente sadia, de não ficar visitando igrejas indiscriminadamente (não ficar pulando de galho em galho), de tomar cuidado com o que ouve e quem ouve, inclusive na internet.

III.) Pois precisamos crescer em maturidade, ter firmeza no que cremos – Ef 4.14,15
– Não podemos ser levados por todo o vento de doutrina.
– Há pessoas e até mesmo igrejas que aceitam todo e qualquer ultimo modismo que aparece no ‘mercado’ religioso.
– Teologia da prosperidade que entrou no Brasil há alguns anos – totalmente fora da doutrina dos apóstolos, do NT

IV.) Pois a igreja é a coluna e o baluarte da verdade – 1 Tm 3.14,15
– A igreja é a coluna (sustentáculo) e o baluarte (apoio, base) do quê? O que a igreja deve sustentar? A igreja deve servir de apoio e base ao quê?
– Resposta: VERDADE! Aqui “representa a plena revelação de Deus em Cristo”, ou seja “a fé ortodoxa […] a função e a responsabilidade de cada congregação é apoiar, reforçar, e assim salvaguardar o ensino verdadeiro pelo (através) de seu testemunho consciente” (John Kelly).
– No papel de coluna e baluarte da verdade, a igreja deve ter seus credos muito bem estabelecidos – ver v. 16 – Quanto a este versículo, “as frases […] sugerem ser isso citação de um primitivo credo em forma de hino” (O Novo Comentário da Bíblia).
– Famosos credos da igreja são importantes, pois estabelecem balizas para que a verdade seja preservada. Exemplos de credos famosos: O assim chamado “credo dos apóstolos”, “Credo Niceno” (afirma a divindade de Cristo frente ao arianismo), etc.
– É importante que as igrejas tenham os seus credos bem definidos!
– Como seremos coluna e baluarte da verdade se não conhecermos profundamente a Palavra de Deus? Como está o seu nível de conhecimento das Escrituras? Você tem se dedicado ao estudo sistemático da Bíblia?

V.) Pois precisamos defender a sã doutrina, dos falsos profetas, falsos mestres e falsos ensinamentos – 1 Tm 4.1-5
– Desde os dias da igreja primitiva, a igreja tem sido vítima de falsos mestres, mestres do erro, que são denunciados pelos apóstolos.
– Notar que os falsos mestres são hipócritas, falam mentiras, têm a consciência cauterizada, e suas doutrinas têm origem em espíritos enganadores, demônios (1 Tm 4.1,2).
– Sobre os falsos mestres, ver ainda 1 Tm 6.3-5; 2 Tm 4.3,4; 2 Pe 2.1-3.

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 14.11.2019

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A unção em Betânia

Texto: João 11.55-12.11

Introdução
– “Mateus 26.6-13 e Marcos 14.3-9 mencionam a unção de Jesus por uma mulher não nomeada, na casa de Simão, o leproso, em Betânia, mas João não se refere à casa onde a refeição foi servida. Lucas 7.36-50 registra uma mulher pecadora ungindo Jesus […] Embora existam algumas semelhanças entre os dois relatos, o de Lucas se refere a uma situação diversa da de Mateus, Marcos e João”.

I.) No tempo certo, assuma a missão que Deus confiou a você, custe o que custar – v. 1
– Por um tempo, Jesus se retirou estrategicamente, pois ainda não havia chegado a hora de sua crucificação.
– v. 55-57 – “As multidões consideravam inconcebível que ele corresse tal risco, mas foi justamente isso que fez”.
– Jesus foi para a região de Jerusalém (inicialmente para Betânia), pois havia chegado o momento de cumprir o desafio mais difícil da missão que o Pai lhe havia confiado: morrer por toda a humanidade.
– Você está disposto a assumir a missão que Deus tem para a sua vida, no tempo certo, seja qual for o custo?

II.) Aprenda a expressar gratidão a Jesus por todos as bênçãos e benefícios que Ele lhe tem concedido – v. 2
– “O banquete foi dado em honra de Jesus e foi sugerido que Simão, o leproso, tinha sido curado por ele e expressou sua gratidão desta forma”.
– De que forma você tem expressado sua gratidão pelas dádivas que Deus tem lhe dado?

III.) Tenha um coração sempre disposto a servir – v. 2
– Embora Marta tenha sido exortada por Jesus no texto de Lucas 10.38-42, é inegável que ela tinha um coração de serva.
– Jesus é o nosso maior exemplo nesse quesito – ver Mt 20.28; Lc 22.27; Jo 13.12-15; Fp 2.5-7
– E quanto a nós? Temos um coração de servo? Ou queremos apenas ser servidos?

IV.) Seja um verdadeiro adorador, demonstrando grande devoção e humildade – v. 3
– Oferte ao Senhor algo que lhe custe; não apresente qualquer oferta. O bálsamo de nardo puro era “fabricado de plantas que crescem ao norte da Índia, o que justificava o seu preço”, cerca de um ano de trabalho de um trabalhador comum (v. 5).
– Quando Davi quis comprar a eira de Araúna para ali erguer um altar e oferecer uma oferta ao Senhor, Araúna quis dar a Davi tudo de graça (a terra, os bois, a lenha), sem nada lhe cobrar. Davi porém lhe disse: “não oferecerei ao Senhor, meu Deus, holocaustos que não me custem nada” (2 Sm 24.24).
– “Maria, numa atitude sem precedentes, enxugou os pés de Jesus com os seus cabelos, mostrando grande devoção e humildade. A mulher judia no geral não soltava os cabelos em público”.
– Que a nossa adoração genuína possa encher e impregnar todos os ambientes pelos quais passarmos.
– Temos sido verdadeiros adoradores? Qual tem sido a qualidade de nossa vida de adoração? Temos oferecido ao Senhor algo que nos custa, ou temos oferecido qualquer oferta? Temos demonstrado grande devoção e humildade em nossos atos de adoração?

V.) Cuidado com qualquer tipo de obra da carne travestida de piedade – v. 5, 6 a
– “Judas tinha sido movido pela cobiça e não porque tivesse cuidado dos pobres”.

VI.) Cuidado com as tentações que surgem no decorrer da caminhada – v. 6
– “Nenhuma evidência existe no sentido dos discípulos saberem naquela oportunidade que Judas era ladrão […] Embora pareça estranho que Jesus permitisse um ladrão como tesoureiro, com toda probabilidade Judas fora honesto no início, mas deixou-se tentar pelo dinheiro”.
– As três maiores áreas de tentação são o sexo, o dinheiro e o poder.
– Começar bem não significa terminar bem. Portanto, vigiemos!

VII.) Aprenda a discernir o que é prioridade, ainda que tal prioridade seja em detrimento de uma boa ação – v. 7, 8.
– v. 7 – É como se Jesus estivesse dizendo: “Ela deveria guardar isto para o dia do meu sepultamento, mas está na verdade agindo assim em antecipação desse acontecimento que logo terá lugar”.
– Ainda que ajudar aos pobres fosse uma causa nobre, naquele momento o mais importante era aproveitar os últimos momentos na presença de Jesus que em poucos dias seria crucificado e morto.
– Temos trocado prioridades por boas ações?

VIII.) Entenda que se o seu desejo de servir ao próximo for genuíno, nunca faltarão oportunidades para fazê-lo – v. 8
– “Se Judas e os outros discípulos realmente se preocupassem com os pobres, haveria oportunidades diárias para ajudá-los”.
– Depois de dar atenção às suas prioridades, você tem aproveitado as oportunidades de servir ao próximo?

IX.) Tenha muito cuidado com as suas reações quando se sentir ameaçado pela liderança e destaque de outra pessoa – v. 9-11.
– Ver também Jo 11.47-53,57
– Temos nos sentido ameaçados pelo desempenho de outra pessoa? Como temos reagido?

Pr Ronaldo Guedes Beserra (Esboço preparado em 02.11.19; citações entre aspas de Frank Pack).

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A conspiração para matar Jesus

Texto: João 11.45-54

I.) Escolha sempre a reação correta diante dos feitos de Jesus – v. 45,46
– Diante da ressurreição de Lázaro, uns creram, outros “agiram com antagonismo contando aos fariseus o sinal que Jesus realizara […] estavam […] levando notícias dos atos de Jesus aos seus opositores”.
– Como temos regido diante dos sinais de Jesus? Com fé ou incredulidade?

II.) Tenha muito cuidado com as suas reações quando se sentir ameaçado pela liderança e destaque de outra pessoa – v. 47-53,57
– v. 47 – “a atitude adotada até então de nada valera. Por que seguir um curso que não resolve nada?”
– “O conselho não fez qualquer tentativa para negar os milagres de Jesus”.
– v. 48 – Os líderes religiosos dos judeus estavam com medo de perder a sua posição. Foi o que ocorreu, mesmo tendo levado a efeito o seu plano de matar Jesus.
– v. 51-52 – “O evangelista viu aqui uma profecia inconsciente da morte salvadora de Jesus […] Deus falava através de suas palavras com um significado mais profundo do que o alcançado por Caifás”.
– Ver também Jo 12.9-11.
– Nesse tipo de situação vemos claramente a natureza caída do ser humano.
– A atitude de João Batista foi totalmente diferente da atitude dos sacerdotes e fariseus – ver Jo 4.1; 3.22-30.
– Temos nos sentido ameaçados pelo desempenho de outra pessoa? Como temos reagido?

III.) Entenda que a morte de Jesus teve como objetivo reunir judeus e gentios em um só corpo, a Igreja de Cristo – v. 52
– “O evangelista não viu o propósito da morte de Jesus como limitado à nação de Israel, mas incluindo também os gentios”.
– Ver Jo 1.12; 10.16
– “A quebra das barreiras que separavam judeus e gentios […] encontra paralelo em Gl 3.28; Ef 2.13-22; Cl 3.11”.

IV.) Entenda que há momentos e situações em que uma retirada estratégica é a melhor coisa a fazer – v. 54
– “Jesus estava perfeitamente a par da oposição contra ele e do que planejavam”.
– Ainda não havia chegado a hora de Jesus se entregar à morte pela humanidade. Portanto, Ele se retirou estrategicamente para uma região próxima ao deserto para não ser preso e morto antes do tempo certo estabelecido por Deus.
– Temos de aprender a discernir quando se retirar e quando se apresentar para o combate.
– Não devemos entrar em qualquer tipo de luta ou guerra. Temos que aprender a discernir também quais guerras valem a pena serem lutadas e quais devem ser deixadas de lado.

Pr Ronaldo Guedes Beserra (Esboço preparado em 02.11.19; citações entre aspas de Frank Pack).

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Fé e Ciência

Textos: Gn 1.1; Rm 1.19,20; Hb 11.1,3

Introdução
– Tema difícil, não é a minha área de especialidade.
– Me arrisco um pouco na teologia e na história, mas não sou cientista.
– Tema importante: cristianismo e consequentemente os jovens cristãos são fortemente atacados nas universidades.
– Muitos jovens abandonam a igreja durante os anos da universidade entre outras razões por influência dos professores e amigos céticos.

I.) Definições
– Ciência: do latim scientia, conhecimento; corpo de conhecimentos sistematizados adquiridos via observação, identificação, pesquisa e explicação de determinadas categorias de fenômenos e fatos, e formulados metódica e racionalmente.
– Fé: do latim fidere, confiar; crer, acreditar ou confiar em um ser (Supremo ou não), em um objeto (inanimado ou não), ou em um credo (propostas ou dogmas de uma ciência ou religião).
– “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem” (Hb 11.1).
– “Fé não é certeza empírica. Se fosse certeza empírica não seria fé” (Ronaldo Guedes).

II.) Fé e ciência se contradizem?
– “Quem pensa que pode haver um conflito real entre ciência e religião deve ser muito inexperiente em ciência ou muito ignorante em religião” (Philip Henry).
– “A ciência precisamente estabelecida e a Bíblia corretamente interpretada nunca cairão em contradição” (Adauto Lourenço).
– A questão é que tipo de fé vamos abraçar, e que tipo de ciência vamos considerar.
– Temos que partir dos pressupostos da fé cristã (existem diversos sistemas religiosos) e da boa ciência.
– Fé cristã como a verdade, cosmovisão que melhor e mais coerentemente explica a realidade que nos cerca.
– Boa ciência como aquela que está alicerçada em fatos científicos devidamente comprováveis e não em meras teorias que são ‘vendidas’ como se fossem verdades absolutas e inquestionáveis. Existe uma ideologia anticristã que se veste de ciência para tentar fazer ruir os pilares da fé cristã.

III.) Relação entre fé e ciência na História
– Depois que o Cristianismo se tornou a religião oficial do Império Romano, tudo passou a ser explicado a partir da fé; tudo girava em torno da fé, que era a medida de todas as coisas (artes, literatura, etc).
– Buscava-se explicar os fenômenos da natureza através da intervenção divina.
– Filosofia Escolástica visa buscar a conciliação da fé cristã com um sistema de pensamento racional. Foi o método dominante no ensino nas universidades medievais europeias no período dos séculos IX ao XVI, que surgiu da necessidade de responder às exigências da fé. A obra-prima de Tomás de Aquino, denominado Summa Theologica, é, frequentemente, vista como exemplo maior da escolástica.
– No Escolasticismo, portanto, já havia um diálogo entre a fé e a razão. Uma não necessariamente eliminava a outra, antes se completavam.
– “A investigação científica só encontrou solo fértil depois que a fé num criador pessoal, racional, realmente impregnou toda uma cultura, a partir dos séculos da Idade Média Alta” (Stanley Jack, historiador da ciência).
– Terá sido apenas coincidência que a ciência moderna se desenvolvesse em um ambiente em ampla medida cristão, ou houve alguma coisa no próprio cristianismo que possibilitou o seu progresso?
– “Longe de obstruírem o progresso da ciência, as ideias cristãs contribuíram para torná-lo possível” (Thomas Woods).
– Essa é uma realidade silenciada nas escolas e deixada de fora do conhecimento das pessoas. O Cristianismo é constantemente difamado neste e em vários outros pontos.
– Gn 1,2; Rm 1.19,20; Hb 11.3 – Textos bíblicos que apoiam a Criação.
– Os textos bíblicos sustentam a ideia de que Deus é um criador pessoal, racional (inteligente) e digno de confiança. Portanto, pode-se esperar que sua criação seja ordenada e racional. Foi sobre esse fundamento que os primeiros cientistas desenvolveram o conceito de leis naturais e começaram a procurá-las por meio da observação e da experimentação.
– De acordo com Gn 1:26-27, os seres humanos são feitos à imagem e semelhança de Deus. Essa ideia deu aos primeiros cientistas a segurança necessária para que pudessem crer que suas mentes eram imagens finitas da mente de Deus e que, portanto, eram capazes de entender sua criação e suas leis naturais. Eles tinham motivos para confiar na razão e na lógica humana.
– No Renascimento científico (séc XV e XVI), a razão passou a ser um dos principais objetivos daqueles que pretendiam desvendar os grandes mistérios do mundo físico. As explicações religiosas foram sendo substituídas pelas explicações baseadas nas ciências; descobertas científicas também impactaram o pensamento filosófico da época.
– Iluminismo (séc XVII e XVIII) elevou a ciência ao primeiro lugar na hierarquia das atividades humanas.
– Para aqueles que queriam definitivamente “desbancar” Deus do trono, o livro “A origem das espécies”, de Charles Darwin, lançado em 1859, foi a cereja do bolo. Já não precisavam mais da explicação criacionista para explicar a origem do universo, da natureza, dos animais e seres humanos.
– Se em um determinado momento histórico a religião e a fé eram a medida de todas as coisas, a partir deste ponto, a ciência passou a ser a medida de todas as coisas.
– Os seres humanos começaram a achar que, a partir da ciência e das ideologias políticas, poderiam criar um paraíso na terra. Vide o que aconteceu no início do século XX.
– No entanto, assim como a ciência passou a questionar a fé, a fé também deve questionar a ciência, pois nem tudo o que a ciência apresenta como algo definitivo é de fato definitivo. Muita coisa não passa de teoria que é apresentado como fato.
– “A visão de que a ciência e a religião sempre estiveram — e ainda estão — envolvidas em um conflito permanente e inevitável permeia o mundo ocidental e fornece um suporte essencial para a agenda agressivamente antirreligiosa dos neoateus” (Ted Davis).

IV.) Algumas considerações
– A ciência não pode provar a existência de Deus, mas também não pode provar a Sua não existência. A existência de Deus é uma questão de fé!
– Existem ótimos argumentos sobre a existência de Deus que podem fundamentar um caminho nessa direção. No entanto, em um determinado ponto da jornada será necessário dar um salto de fé.
– Pessoalmente eu sempre achei que seria necessário mais fé para crer na teoria evolucionista do que no relato bíblico de um Criador de todas as coisas.
– Argumento do relojoeiro. Se alguém jamais tivesse visto um relógio antes e encontrasse um, pensaria que tal máquina teria surgido ao acaso ou que alguém inteligente o havia projetado? E o que dizer do universo?
– Uma das maiores construções do ser humano é um foguete ou um avião. Há altíssima tecnologia envolvida. No entanto, precisa de alguém pilotando, e não tem um sistema de reprodução. Uma ave possui uma espécie de sistema de autonavegação e ainda possui um sistema reprodutivo. Um avião foi planejado, arquitetado e uma ave teria surgido ao acaso?
– “Fé não é certeza empírica. Se fosse certeza empírica não seria fé”

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 18/05/2019

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Frutificando em Retidão

Texto: Gn 49.22

Introdução
– Definição de retidão: virtude de seguir, sem desvios, a direção indicada pelo senso de justiça, pela equidade; virtude de estar em conformidade com a razão, com o dever; integridade, lisura, probidade.

I.) Um crente reto e integro não está imune às provações
– A retidão de José o levou ao cárcere.
– A retidão de Daniel o levou à Cova dos Leões.
– A retidão de Jó não impediu que ele sofresse investidas de Satanás, ainda que permitidas por Deus.

II.) Um crente reto e integro frutifica onde e quando quer que seja plantado
– José frutificou na casa de Potifar (ambiente de fartura) e também na casa do cárcere (ambiente de escassez).
– Daniel frutificou no governo dos Impérios Babilônico e Medo-Persa (neste último já em idade avançada).

III.) Um crente reto e integro colherá recompensas por sua conduta
– José se tornou governador do Egito.
– Daniel recebeu de Deus grandes revelações.
– Será salvo por Deus – Sl 7.10
– Terá posteridade – Sl 37.37 (Deixará descendência abençoada).
– Se gloriam no Senhor – Sl 64.10; 97.11 (Se alegram)
– São os verdadeiros detentores da sabedoria – Pv 2.7 a
– Habitarão a terra – Pv 2.21 (Segurança, estabilidade, herança)
– Andam seguros – Pv 10.9
– Sua tenda (casa) florescerá – Pv 14.11

Pr Ronaldo Guedes Beserra

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O que realmente importa

Textos: 1 Co 13.3 b; 2 Jo 1.6

Introdução
– A lição mais importante que Deus quer que você aprenda na terra é como amar.
– É quando amamos que somos mais parecidos com Ele.
– O amor é o fundamento de todos os mandamentos que ele nos deu; Toda a lei pode ser resumida neste único mandamento (Gálatas 5.14).
– Aprender a amar altruisticamente não é tarefa fácil; vai contra a nossa natureza egoísta. É por isso que temos toda uma vida para aprender.
– Deus se interessa especialmente por que aprendamos a amar as outras pessoas que fazem parte de sua família (1 Pedro 2.17; Gálatas 6.10).
– Deus quer que sua família seja conhecida pelo seu amor, mais do que por qualquer outra coisa. Nosso amor uns pelos outros — e não nossas crenças doutrinárias — é o nosso maior testemunho perante o mundo (João 13.35).
– É da vontade de Deus que você tenha uma associação íntima e constante com os outros crentes, para que possa desenvolver a habilidade de amar.
– O amor não pode ser aprendido solitariamente. Você tem de ter pessoas por perto: pessoas irritantes, imperfeitas e frustrantes.

– Três verdades importantes sobre o amor:

I.) A melhor utilidade que se pode dar à vida é amar
– Amar deve ser sua principal prioridade, seu objetivo primordial e sua maior ambição. Amar não é uma parte boa de sua vida; é a parte mais importante (1 Coríntios 14.1 a).
– Seus relacionamentos devem ter prioridade acima de todo o resto.

– 1. A vida sem amor não tem realmente nenhum valor (1 Coríntios 13.3).
– A vida se constitui de relacionamentos. Quatro dos Dez Mandamentos versam sobre nosso relacionamento com Deus; os outros seis falam sobre nosso relacionamento com as pessoas. Mas todos os dez são sobre relacionamentos!
– Jesus resumiu o que mais importa para Deus: amar a Deus e amar as pessoas (Mateus 22.37-40).
– Após aprender a amar a Deus (adorar), aprender a amar os outros é o segundo propósito de sua vida.
– Os relacionamentos, e não as realizações ou a compra de bens, são o que mais importa na vida.
– As ocupações são um grande inimigo dos relacionamentos.
– O objetivo da vida é aprender a amar; tanto a Deus quanto às pessoas.

– 2. O amor é para sempre; ele é eterno (1 Coríntios 13.13).
– O amor deixa um legado. A forma de você tratar outras pessoas, e não sua riqueza ou suas façanhas, é a influência mais duradoura que se pode deixar na terra.
– O amor é o segredo de uma herança duradoura. No leito de morte, jamais se ouve dizer: Tragam os meus diplomas, meus títulos, minhas medalhas, etc. Quando a vida na terra está no fim, as pessoas não se cercam de objetos. Querem em torno de si pessoas — pessoas que amam e com as quais mantêm relacionamentos.

– 3. Seremos avaliados quanto ao nosso amor.
– Na eternidade seremos avaliados com base no nosso amor.
– Nossa maturidade espiritual é medida pela qualidade de nossos relacionamentos.
– No céu, Deus não dirá: “Fale-me de sua carreira, de sua conta bancária e de seus passatempos”. Ele vai rever como você tratou as outras pessoas (Mateus 25.34-46)
– A forma de amar a Jesus é amar a família dele (Mateus 25.40).
– Tudo que você levará para a eternidade será o caráter (Gálatas 5.6)

II.) A melhor expressão do amor é o tempo
– A importância das coisas pode ser medida pelo tempo que estamos dispostos a investir. Quanto maior o tempo dedicado a alguma coisa, mais você demonstra a importância e o valor que ela tem para você. Se você quiser conhecer as prioridades de uma pessoa, observe a forma como ela utiliza o tempo.
– O tempo é sua dádiva mais importante; você só recebeu uma quantidade fixa dele. Você pode fazer mais dinheiro, mas não pode fazer mais tempo.
– Quando você dedica seu tempo a alguém, você está dedicando uma porção de sua vida que jamais irá recuperar. É por isso que o maior presente que você pode dar a alguém é o seu tempo.
– Nós devemos provar que os relacionamentos são importantes para nós investindo tempo neles.
– Palavras não têm nenhum valor se não forem acompanhadas de prática (1 João 3.18).
– Relacionamentos tomam tempo e esforço, e a melhor maneira de soletrar amor é T-E-M-P-O.
– A essência do amor não é o que pensamos, fazemos ou proporcionamos aos outros, mas quanto damos de nós mesmos. Não basta dar tudo o que seu cônjuge e filhos precisam. Eles querem você! Seus olhos, seus ouvidos, seu tempo, sua atenção, sua presença, seu interesse — seu tempo. Nada pode substituir isso.
– O mais desejado presente de amor não são diamantes, rosas ou chocolate; é a atenção concentrada.
– O amor se concentra tão atentamente na outra pessoa que por um momento você se esquece de si.
– A atenção diz: Eu valorizo você o bastante para lhe dar meu mais precioso bem: meu tempo.
– Sempre que você dá seu tempo, está fazendo um sacrifício, e o sacrifício é a essência do amor (Efésios 5.2).
– Você pode dar sem amar, mas não pode amar sem dar (João 3.16 a).
– Amar significa abrir mão — ceder minhas preferências, conforto, objetivos, segurança, dinheiro, energia ou tempo para o benefício de outra pessoa.

III.) O melhor momento para amar é agora
– Como o amor é o que mais importa, ele tem prioridade máxima (Efésios 5.16)
– Aproveite cada chance que tiver para fazer o bem (Gálatas 6.10; Provérbios 3.27,28).
– Você não sabe até quando terá oportunidade para expressar amor. As circunstâncias mudam, as pessoas morrem, os filhos crescem. Você não tem nenhuma garantia do amanhã. Se você quiser expressar seu amor, é melhor que o faça agora.
– Tendo consciência de que algum dia ficará perante Deus, eis algumas questões que você precisa levar em consideração.
– Como você explicará aqueles momentos em que projetos e coisas foram mais importantes para você do que as pessoas?
– Com quem você precisa começar a passar mais tempo?
– O que você precisa eliminar de sua agenda para tornar isso possível?
– Que sacrifícios você precisa fazer?

Conclusão
– A melhor utilidade que pode se dar à vida é amar. A melhor expressão do amor é o tempo. O melhor momento para amar é agora.

Fonte: Livro “Uma vida com propósitos” de Rick Warren, capítulo (dia) 16.

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Check-up da saúde masculina

Novembro Azul – é uma campanha de conscientização realizada por diversas entidades no mês de novembro dirigida à sociedade e, em especial, aos homens, para conscientização a respeito de doenças masculinas, com ênfase na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de próstata.
O check-up é uma avaliação médica de rotina associada a exames específicos de acordo com idade, sexo e históricos pessoal e familiar.
Podemos ampliar isso para várias áreas da saúde masculina. Vamos fazer um check-up? Como está a sua saúde nas seguintes áreas?

I.) Saúde espiritual
– “O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Ts 5.23).
– Você tem separado tempo de qualidade para a prática da oração e da leitura bíblica?
– Como você definiria o seu conhecimento bíblico: ótimo, bom, razoável, sofrível, péssimo?
– Como está o seu envolvimento com a igreja local? Você tem participado dos cultos, das células, dos trabalhos da igreja?

II.) Saúde emocional
– “O presbítero ao amado Gaio, a quem em verdade eu amo. Amado, desejo que te vá bem em todas as coisas, e que tenhas saúde, assim como bem vai a tua alma” (3 Jo 1,2).
– Você tem andado muito estressado? Tem gritado com sua esposa e filhos?
– Como anda o seu nível de ansiedade?
– Você tem sido vítima de sintomas de enfermidade emocional, tais como: autopiedade (autocomiseração), ressentimentos, raiva, soberba, atribuição de culpa aos outros, insatisfação, impaciência, medo, ódio, inveja, etc.?
– Você tem conseguido administrar e gerenciar bem os seus pensamentos e emoções?
– Você consegue admirar e apreciar o belo?

III.) Saúde conjugal
– “Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros” (Hb 13.4).
– Você tem dedicado tempo para conversar com a sua esposa? Como está o seu nível de comunicação com a sua esposa?
– Você tem amado a sua esposa?
– Você tem sido sábio na resolução de conflitos com a sua esposa?
– Como está a sua vida íntima, sexual com a sua esposa?
– Você tem incentivado a sua esposa a crescer em todas as áreas?
– Você tem vigiado no uso da internet e das redes sociais?

IV.) Saúde familiar
– “Tua esposa, no interior de tua casa, será como a videira frutífera; teus filhos, como rebentos da oliveira, à roda da tua mesa. Eis como será abençoado o homem que teme ao SENHOR!” (Sl 128.3,4).
– Você tem conversado com seus filhos? Tem dado a eles orientações nesses momentos críticos de relativização de valores absolutos?
– Você tem disciplinado seus filhos e estabelecido limites a eles quando necessário?

V.) Saúde financeira
– “A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros” (Rm 13.8).
– Você é uma pessoa consumista?
– Você tem permitido que as dívidas escravizem a sua vida?
– Você tem conseguido viver dentro do seu orçamento?
– Você tem feito um planejamento (orçamento) financeiro mensal?

VI.) Saúde física
– “Não bebas mais água só, mas usa de um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas frequentes enfermidades” (1 Tm 5.23).
– Você tem feito os seus exames regularmente?
– Você tem praticado algum tipo de atividade física?
– Você tem sido cuidadoso com a sua alimentação?

Pr Ronaldo Guedes Beserra

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A Festa dos Tabernáculos

Texto: Dt 16.13-15

Introdução
– A Festa dos Tabernáculos era a última das três grandes festas anuais, a que todos do sexo masculino tinham de comparecer (Páscoa, Pentecostes, Tabernáculos – ver Dt 16).
– O povo, durante os sete dias da festa, habitava em tendas de ramos, em memória de sua peregrinação no deserto.
– Adquiriu o nome de “festa da colheita”, realizando-se depois da colheita do trigo e de se recolherem os frutos. Ou seja, era uma grande festa, de ações de graças a Deus, pela colheita do ano.

Transição
– Portanto, a Festa dos Tabernáculos tem a ver com ações de graças, com gratidão a Deus.
– Por quais motivos devemos ser gratos a Deus hoje?
– Podemos ser gratos por suas bênçãos materiais, pela saúde, pelas nossas famílias, etc. No entanto, quero destacar, baseando-me nas festas judaicas (já que hoje esse é o nosso tema) que devemos ser gratos pelos seguintes motivos, ou as seguintes bênçãos espirituais:

I.) Devemos ser gratos a Deus pelo sacrifício de Cristo na cruz; e, porque, em Cristo, Ele nos libertou do pecado, do mundo e do poder do diabo (simbolizado pela Páscoa)
– Na Páscoa, um cordeiro sem defeito foi sacrificado. Esse cordeiro apontava para Cristo que seria sacrificado por nós!
– “Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado” (1 Co 5.7).
– “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8).
– O Egito simboliza o mundo, e Faraó, o rei do Egito, simboliza Satanás.
– Assim como Deus libertou o seu povo do Egito e de Faraó, hoje, em Cristo, Ele nos libertou do mundo, de Satanás e do pecado!
– “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor” (Cl 1.13).
– “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência […] Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou […] nos deu vida juntamente com Cristo, – pela graça sois salvos” (Ef 2.1,2,4,5).

II.) Devemos ser gratos a Deus pois Cristo ressuscitou dos mortos (simbolizado pela Festa das Primícias)
– “Também tereis santa convocação no dia das primícias” (Nm 28.26).
– A Festa das Primícias está associada à Festa de Pentecostes.
– Nessa festa das Primícias, um feixe da colheita das primícias era movido perante o Senhor (Pearlman).
– Tipifica a ressurreição de Cristo – “Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem” (1 Co 15.20).
– “e qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos, segundo a eficácia da força do seu poder; o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais, acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir não só no presente século, mas também no vindouro” (Ef 1.19-21).
– Porque Cristo ressuscitou e nós estamos nEle, estamos, portanto, assentados nos lugares celestiais – “e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus” (Ef 2.6).
– Porque Cristo ressuscitou nós também ressuscitaremos! (1 Co 15).

III.) Devemos ser gratos a Deus pelo derramamento do Espírito Santo (simbolizado pela Festa de Pentecostes)
– Foi no dia de Pentecostes que o Espírito Santo foi derramado (At 2)
– O Espírito Santo nos capacita a vencer o pecado – “Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne” (Gl 5.16).
– O Espírito Santo nos dá poder para sermos testemunhas de Jesus – “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra” (At 1.8).
– O Espírito Santo é a garantia da nossa herança celestial – “em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; o qual é o penhor da nossa herança, até ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória” (Ef 1.13,14).

IV.) Devemos ser gratos a Deus pois em Breve seremos arrebatados para o encontro com o Senhor (simbolizado pela Festa das Trombetas)
– Dia do ano novo no calendário antigo dos israelitas.
– Paulo associa claramente o “soar das trombetas” com a Segunda Vinda de Cristo sobre as nuvens – “Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares” (1 Ts 4.16,17).

V.) Devemos ser gratos a Deus, pois viveremos para sempre com o Senhor (Festa dos Tabernáculos)
– Esses tabernáculos (ou tendas terrenas) apontam para as nossas moradas eternas”
– “seremos arrebatados […] para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (1 Ts 4.17).

Conclusão
– A Sequencia típica das festas judaicas apontam para a história da redenção:
– Páscoa – Crucificação de Cristo e nossa libertação do mundo e do diabo
– Primícias – Ressurreição de Cristo e nossa futura ressurreição
– Pentecostes – Derramamento do Espírito Santo
– Trombetas – Arrebatamento da Igreja
– Tabernáculos – Nossa morada eterna na presença do Senhor

– Temos sido gratos por essas bênçãos espirituais?

– De que formas práticas devemos demonstrar a nossa gratidão a Deus?
– Entregando as nossas vidas a Cristo
– Consagrando as nossas vidas e famílias a Cristo
– Servindo a Deus com os nossos dons, recursos, talentos e ministérios.

Pr Ronaldo Guedes Beserra

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A Família em Provérbios

– O homem é conclamado a ser não apenas leal com sua companheira, como também ardente (5.8-21).
– A mulher não é uma escrava e produtora de filhos, mas uma companheira; longe de ser uma nulidade, a mulher é aquela que edifica ou arruína o seu marido; a estabilidade da família depende principalmente da sua sabedoria feminina construtiva (14.1); Ela é um bem dado por Deus (18.22; 19.14); a coroa do marido, ou como podridão nos seus ossos (12.4); No caso de possuir ela habilidades especiais, terá bastante oportunidade para colocá-las em prática (31.10ss).
– Marido e mulher devem falar de modo uníssono no treinamento dos filhos (1.8,9; 6.20); devem fazer uso da vara (13.24); se a sabedoria é a própria vida (8.35,36), um caminho penoso para atingir a ela é melhor do que uma caminhada tranquila até a morte (23.14); o caminho há de ser difícil porque a estultícia está ligada ao coração da criança e é necessário muito mais do que palavras para afastá-la (22.15); no caso da criança entregue a si mesma, o único produto que se pode prever é a vergonha (29.15).
– Em Provérbios as lealdades da família assumem feições vivas nos vislumbres domésticos de crianças criadas de modo fiel, e pais unidos em alegria; a estabilidade (4.10) é o produto da vida sadia em família.

Fonte: “Provérbios: introdução e comentário”, autor Derek Kidner.

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Os Cinco Pilares da Reforma Protestante

Texto: Ef 2.8,9

Introdução
– As 95 Teses de Martinho Lutero são o marco inicial da Reforma Protestante. Elas foram afixadas na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, em 31 de outubro de 1517, dando início ao movimento de renovação da Igreja Cristã.
– Os 5 Solas são proposições teológicas que sintetizam os pilares da Reforma Protestante. Eles expressam em cinco frases latinas o conceito da teologia reformada em oposição à teologia católica. Os Cinco Solas são: Sola Scriptura, Solus Christus, Sola Gratia, Sola Fide e Soli Deo Gloria. A palavra latina sola significa “unicamente” ou “somente”. Assim, os 5 Solas significam: Somente a Escritura, Somente Cristo, Somente a Graça, Somente a Fé e Somente a Deus a Glória.

I.) Sola Scriptura (Somente a Escritura) – 2 Tm 3.16; 2 Pe 1.21
– Indica a inspiração, autoridade, suficiência, infalibilidade e inerrância das Escrituras.
– Somente a Palavra de Deus deve ser identificada como regra de fé e prática da Igreja.
– A autoridade das Escrituras não depende do testemunho de qualquer homem ou mesmo da Igreja, mas unicamente do próprio Deus, seu Autor.
– Esse conceito contrastava diretamente com a teologia da Igreja Medieval. Naquela época a autoridade papal, a tradição e as formulações dos concílios possuíam autoridade equiparável às Escrituras. Todavia, apenas a Bíblia é a auto revelação especial de Deus e de sua vontade ao homem.

II.) Solus Christus (Somente Cristo) – Jo 14.6; At 4.12; 1 Tm 2.5
– Significa que Cristo é o único mediador entre Deus e o homem. Nenhum outro complemento precisa ser adicionado a sua obra redentora. Seu sacrifício substitutivo em nosso lugar é suficiente para o perdão de nossos pecados satisfazendo plenamente a justiça de Deus.
– (Lembrar que os judaizantes queriam adicionar o cumprimento de aspectos cerimoniais da Lei como condição para a salvação, além da fé em Cristo).
– Essa posição combatia o entendimento da liderança da Igreja que colocava outras pessoas em posição especial entre Deus e o restante dos homens (Maria, por exemplo).
– A Bíblia diz que somente pelos méritos de Cristo o homem pecador pode ser justificado diante de Deus. Nenhuma outra pessoa tem o poder de prover a reconciliação do homem com o Criador.

III.) Sola Gratia (Somente a Graça) – At 15.11; Rm 3.24; 11.6; Ef 2.8,9
– Significa que a salvação é somente pela graça.
– É uma obra realizada unicamente por Deus não dependendo de qualquer cooperação humana. O homem nasce morto em seus delitos e pecados, e não pode obter a salvação mediante suas obras. Ele nem mesmo tem capacidade para desejar e amar aquilo que é espiritualmente bom.
– Na época da Reforma a Igreja estava envolvida num verdadeiro comércio da salvação. Vendia-se perdão de pecados a quem pudesse pagar. As esmolas, as boas obras, o comprometimento com as tradições da Igreja e as doutrinas humanas desenvolvidas por ela, garantiam um suposto lugar no paraíso aos seus fiéis. Mas definitivamente o homem não pode comprar a salvação pelos seus próprios esforços, nem mesmo optar por ela com sua vontade escravizada pelo pecado.

IV.) Sola Fide (Somente a Fé) – Jo 3.16; Rm 5.1; 10.9; Ef 2.8,9
– Significa que a justificação é unicamente pela fé em Cristo e até mesmo essa fé não tem origem no próprio homem, mas é dom de Deus.
– O homem não regenerado é incapaz de confessar que Jesus é o Cristo. É somente através da obra sobrenatural do Espírito Santo que o homem pode responder com fé e arrependimento a mensagem do Evangelho.
– Este foi um ponto essencial na Reforma Protestante. Lutero se empenhou durante um longo tempo em uma grande busca pela salvação de sua alma. Mas ele teve sua vida transformada quando o Espírito Santo iluminou seu entendimento e ele conseguiu compreender toda verdade que há na declaração das Escrituras de que o justo viverá pela fé (Rm 1.17).
– “Deus estende graça suficiente para todas as pessoas através do Espírito Santo, para opor-se à influência do pecado e capacitar uma resposta positiva a Deus (Jo 15.26-27; 16.7-11). A iniciativa aqui é inteiramente da parte de Deus; o papel do pecador é simplesmente responder em fé e grata obediência (Lc 15; Rm 5.6-8; Ef 2.4-5; Fp 2.12-13). Todavia, os pecadores podem resistir à iniciativa de Deus, e persistir no pecado e rebelião. Em outras palavras, a graça de Deus capacita e encoraja uma resposta positiva e salvífica para todas as pessoas, mas ela não determina uma resposta salvífica para ninguém (At 7.51)” (WALLS, Jerry L.; DONGEL, Joseph R.).

V.) Soli Deo Gloria (Somente a Deus a Glória) – Rm 11.36
– É o resultado natural dos quatro pontos anteriores.
– O propósito último da criação de todas as coisas e da salvação do homem é a glória de Deus.
– Ninguém pode ocupar o lugar de Deus. Ele não divide Sua glória com ninguém e toda adoração nos céus e na terra pertence somente a Ele.

Conclusão
Infelizmente quando comparamos os 5 Solas com o pensamento de muitas igrejas protestantes da atualidade, percebemos o quão distante elas estão das bases da Reforma e consequentemente das Escrituras.

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A Primeira Purificação do Templo de Jerusalém

Texto: João 2.12-25

Introdução
– Este texto fala sobre a primeira purificação do templo. Tudo indica que ocorreram duas purificações do templo durante o ministério de Jesus: uma na primeira Páscoa de Seu ministério e outra na última Páscoa, dias antes dEle ser crucificado.
– A Páscoa era uma das três grandes festas do calendário anual dos judeus e celebrava a libertação dos filhos de Israel do cativeiro no Egito.
– Como um judeu fiel, Jesus seguiu para Jerusalém (v. 13).
– Portanto, com este contexto e neste texto, temos alguns ensinamentos importantes.

I.) Conheça bem as Escrituras para não ser levado por falsas interpretações – v. 12
– No segundo século surgiu a ideia da virgindade perpétua de Maria.
– Para justificá-la Epifânio disse os irmãos de Jesus eram filhos de um casamento anterior de José.
– Jerônimo declarou serem eles primos de Jesus.
– Mas Helvídio, no quarto século, afirmava que eram filhos de Maria e José e portanto irmãos de sangue de Jesus. Esse é o significado mais evidente da palavra ‘irmãos’
– Ver Mt 13.55; Mc 6.3 onde inclusive os nomes dos irmãos de Jesus são citados.

II.) Não permita que nada mude a verdadeira natureza da adoração no templo do Senhor – v. 13-16 a
– Elucidar os versículos mostrando a severidade de Jesus: fez um chicote, expulsou, derramou, virou e falou.
– Na nova aliança nós somos os templos do Espírito Santo – ver 1 Co 6.19
– Portanto, devemos permitir que Jesus nos purifique como templo do Espírito Santo que somos.
– O mesmo zelo que Jesus demonstrou na purificação do templo (v. 17) devemos demonstrar em buscar a purificação e a santificação de nosso corpo e de nossas vidas.
– Alguma coisa tem mudado a verdadeira natureza da adoração do templo do Senhor que somos nós? O que exatamente precisa ser purificado e mudado?
– O templo deve ser purificado e restaurado à sua condição e propósitos originais.

III.) Aprenda a valorizar igrejas e pastores que fazem a obra do Senhor com zelo, e não como uma oportunidade de negócio – v. 16b, 17
– “O zelo da tua casa me consumirá” é uma citação do Salmo 69.9
– Muitos pastores e igrejas têm feito a obra do Senhor sem zelo, de forma relaxada.
– Alguns dão um passo adiante e buscam fazer da obra de Deus uma oportunidade para negócio, mercadejando a Palavra de Deus e comercializando o evangelho.
– Pregam o que as pessoas querem ouvir assim como os negociantes oferecem aos clientes os produtos que estes querem adquirir.
– Usam a máxima: “Pequenas igrejas, grandes negócios”.
– Existem anúncios passando o ponto de igrejas com equipamentos, cadeiras e até mesmo membros, como se fosse um negócio qualquer!
– O apóstolo Paulo escreveu: “Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus; antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus” (2 Co 2.17).

IV.) Inspire-se no singular relacionamento que havia entre Jesus e Seu Pai – v. 16b
– A declaração de Jesus, “a casa de meu Pai” mostra sua singular conscientização do relacionamento que havia entre Ele e Deus.
– Como anda o nosso relacionamento com o nosso Pai, que é Deus?

V.) Jamais questione a autoridade de Jesus em relação aos Seus feitos – v. 18
– Os líderes judeus pediram a Jesus um sinal que indicasse Sua autoridade para o que tinha feito.
– Esse era um costume dos judeus – ver 1 Co 1.22
– Não devemos seguir o exemplo dos judeus, mas confiar na autoridade do Filho de Deus.

VI.) Aprenda a discernir o significado espiritual por trás das declarações de Jesus – v. 19-22
– Essa declaração segue um modelo encontrado várias vezes nos ensinos de Jesus em João.
– Ex. diálogos com Nicodemus (Jo 3), com a mulher samaritana (Jo 4), com a multidão (Jo 6).
– Todas as palavras, parábolas, milagres e atos de Jesus trazem um significado espiritual que temos que aprender a discernir.
– Isso contribuirá para aprofundar a sua fé nas Escrituras e nas Palavras de Jesus – ver v. 22

– Outro significado espiritual aqui: “Jesus viria a ser (como de fato veio a ser) o verdadeiro templo, o verdadeiro objeto e centro de adoração dos homens em lugar do velho templo com os seus sacrifícios. A velha ordem de adoração seria substituída por uma nova ordem, e os velhos sacrifícios e ofertas seriam abolidos mediante o que Jesus realizou na cruz e mediante a Sua ressurreição” (Frank Pack).

VII.) Avance em direção a uma fé mais firme e amadurecida – v. 23,24
– Jesus operou vários milagres em Jerusalém que não foram registrados por João – ver Jo 4.45
– A fé daquelas pessoas, ao que parece, não era ainda firme e amadurecida, pois ainda se apoiava em sinais e precisava crescer. As pessoas poderiam ter-se mostrado muito entusiasmadas por causa dos sinais, mas Jesus não estava disposto a confiar nessa espécie de animação.
– Que tipo de fé é a sua? Ainda é muito dependente de sinais? Ou já cresceu, e, portanto é firme e amadurecida? Essa fé amadurecida é o tipo de fé que Jesus quer que tenhamos.

VIII.) Aprenda, como Jesus, a discernir a natureza humana – v. 25
– Jesus os conhecia tão bem que não precisava que ninguém lhe falasse sobre o homem, suas limitações, seu egoísmo, e sua falta de visão.
– Há pessoas muito simples (no sentido de ingênuas, tolas), muito insensatas, que dão crédito a tudo e a todos. Não aprenderam a ter um senso crítico e um discernimento da natureza humana; falta-lhes sabedoria.
– Que como Jesus possamos aprender a ser sábios e perspicazes o suficiente para discernir as profundezas do coração humano.

Pr Ronaldo Guedes Beserra, com auxílio dos comentários de Frank Pack – SP, 04 e 05.10.2019.

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Somos Peregrinos e Forasteiros

Texto: 1 Pe 2.11

Introdução
– “Estive em contato com etnias peregrinas em dois momentos de minha vida. Visitei brevemente um grupo tuaregue na região desértica do Saara e, de forma mais prolongada, convivi com três famílias fula no nordeste de Gana. Fiquei impressionado com as características que marcam uma sociedade nômade e destacaria três. Eles mantêm uma vida material simples, com bens e posses que podem ser facilmente transportados, descartando o supérfluo. Orientam sua vida pelos relacionamentos pessoais e não pelo território, mantendo um alto nível de compromisso relacional que subsista a diferentes cenários. E, por fim, as motivações que os levam à peregrinação passam por diversas vertentes, sendo uma delas a esperança de encontrar algo melhor em outra terra” (Ronaldo Lidório).

Proposição
– Cristãos são peregrinos e forasteiros na terra; não somos residentes fixos e nem naturais deste mundo.
– A Bíblia nos mostra algumas dimensões (marginalização, separação, desapego, relacionamentos, esperança) e características dos cristãos como forasteiros e peregrinos.

I.) Peregrinos e forasteiros vivem debaixo de perseguições e marginalizações
– “Os leitores a quem esta epístola foi endereçada originalmente estavam sendo perseguidos. Portanto, ela se concentra no tema da conduta cristã apropriada em face de hostilidades anticristãs” (Robert Gundry) – ver 1 Pe 1.6; 2.20-23.
– A esses que estavam enfrentando perseguições e hostilidades, o apóstolo Pedro chama de forasteiros (1.1) e peregrinos (1.17).
– “Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós” (Mt 5.10-12).
– Se o mundo não estiver nos perseguindo e nos maltratando pode estar havendo algo de errado. Talvez estejamos nos adaptando muito facilmente ao seu sistema de valores corrompidos.

II.) Peregrinos e forasteiros vivem separados dos povos que os cercam – 1 Pe 2.11
– “Vivemos em uma terra à qual não pertencemos. Nossa verdadeira cidadania está no céu com Cristo (Fp 3.20). Por sermos estrangeiros nesta terra, devemos abster-nos dos prazeres malignos deste mundo, que procura destruir nossa alma” (BEP).
– Forasteiros “não devem adotar os costumes desse país [estranho], porém lhes cumpre comportarem-se honrosamente e de tal modo que seja mantida a boa reputação de sua pátria” (NCB – Vol II).
– Elucidar o próprio contexto de 1 Pe 2.11,12.
– Ler e comentar 1 Jo 2.15-17.
– Alguns cristãos estão se sentindo muito confortáveis nesse mundo, estão se adaptando muito facilmente aos prazeres desta terra. Peregrinos e forasteiros não devem se comportar assim!

III.) Peregrinos e forasteiros vivem desapegados de bens e posses materiais
– “Eles mantêm uma vida material simples, com bens e posses que podem ser facilmente transportados, descartando o supérfluo” (R. Lidório).
– Peregrinos e forasteiros atentam para as Palavras de Jesus (Mt 6.19-21). Crentes que se concentram mais em acumular tesouros na terra do que em ajuntar tesouros no céu estão agindo como residentes fixos neste mundo, e não como peregrinos e forasteiros.
– Peregrinos e forasteiros atentam para as Palavras do apóstolo Paulo a Timóteo (1 Tm 6.7-10).
– Nesse quesito, como temos vivido? Como peregrinos ou como residentes fixos?

IV.) Peregrinos e forasteiros vivem investindo em relacionamentos pessoais
– “Orientam sua vida pelos relacionamentos pessoais […] mantendo um alto nível de compromisso relacional que subsista a diferentes cenários” (R. Lidório).
– Seus relacionamentos devem ter prioridade acima de todo o resto.
– A vida se constitui de relacionamentos. Quatro dos Dez Mandamentos versam sobre nosso relacionamento com Deus; os outros seis falam sobre nosso relacionamento com as pessoas. Mas todos os dez são sobre relacionamentos!
– Jesus resumiu o que mais importa para Deus: amar a Deus e amar as pessoas (Mateus 22.37-40).
– Após aprender a amar a Deus (adorar), aprender a amar os outros é o segundo propósito de sua vida.
– Os relacionamentos, e não as realizações ou a compra de bens, são o que mais importa na vida.
– As ocupações são um grande inimigo dos relacionamentos.
– No leito de morte, jamais se ouve dizer: Tragam os meus diplomas, meus títulos, minhas medalhas, etc. Quando a vida na terra está no fim, as pessoas não se cercam de objetos. Querem em torno de si pessoas; pessoas que amam e com as quais mantêm relacionamentos.
– Nossa maturidade espiritual é medida pela qualidade de nossos relacionamentos.
– No céu, Deus não dirá: “Fale-me de sua carreira, de sua conta bancária e de seus passatempos”. Ele vai rever como você tratou as outras pessoas (Mateus 25.34-46)
– Nós devemos provar que os relacionamentos são importantes para nós investindo tempo neles.

V.) Peregrinos e forasteiros vivem na esperança de uma pátria melhor
– “a esperança de encontrar algo melhor em outra terra” (R. Lidório).
– Ler e elucidar Hb 11.9,10,13-16.
– “Nosso lar não é nessa terra. Nós somos estrangeiros aqui, viajando para nosso lar celestial, o céu” (NCB – NT).
– Temos vivido com peregrinos e forasteiros ou como residentes fixos neste mundo passageiro?

Pr Ronaldo Guedes Beserra – Novembro de 2018

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Multiplicando Discípulos

Texto: 2 Tm 2.2 (Enfatizar as quatro gerações de discípulos).

Introdução
– O discipulado é o método neotestamentário para o crescimento da igreja.
– A partir de vários textos bíblicos vejamos algumas características de um multiplicador de discípulos.

I.) O multiplicador de discípulos percebe o interesse daqueles nos quais vale a pena investir – Jo 1.38
– Jesus percebeu o interesse de André e do outro discípulo de João Batista.
– O multiplicador de discípulos precisa estar atento àqueles nos quais vale a pena investir.

II.) O multiplicador de discípulos está disposto a compartilhar a sua vida com aqueles que está disposto a discipular – Jo 1.39
– Jesus compartilhou a Sua casa e o Seu tempo. O que estamos dispostos a compartilhar?

III.) O multiplicador de discípulos é alguém que foi inicialmente discipulado e também se tornou um multiplicador de discípulos – Jo 1.40-42
– André levou seu irmão Simão (Pedro) a Jesus.
– André encontrou o menino cujo lanche Jesus multiplicou para alimentar milhares de pessoas – Jo 6.8,9
– André sabia aonde levar os gregos que queriam ver a Jesus – Jo 12.21

– Ao alcançar Pedro, o ministério de André se estende até os nossos dias:
a.) Deus usou Pedro para evangelizar milhares de judeus em Jerusalém no dia de Pentecostes e no período subsequente – At 2
b.) Deus usou Pedro para confirmar a obra que o Senhor havia iniciado em Samaria por intermédio de Felipe – At 8
c.) Pedro foi o instrumento que Deus usou para abrir a porta de conversão aos gentios, na casa de Cornélio – At 10
d.) Os convertidos por intermédio do ministério de Pedro se espalharam depois da perseguição e chegaram a Antioquia. De Antioquia o evangelho alcançou o mundo conhecido da época através das viagens missionárias de Paulo.
– Ao levar seu irmão Pedro a Cristo, André participou das recompensas de tudo o que Simão Pedro mais tarde realizou para o reino de Deus!

– Exemplos atuais:
1. Quando estava muito enfermo, internado por causa de tuberculose, Paul Yong Cho recebeu um NT de uma mulher desconhecida, a qual nunca mais encontrou.
2. Na década de 1950, o evangelista Mordecai Ham estava lendo seus velhos diários quando se deparou com a seguinte entrada de 1934: “Reunião de reavivamento, Charlote, Carolina do Norte, fracasso. Nada aconteceu. Apenas um jovem de 16 anos foi salvo. Billy Graham era o nome dele”.

IV.) O multiplicador de discípulos é também um encorajador – At 4.36
– Barnabé: filho de exortação (ARA); filho da consolação (ARC); aquele que dá ânimo (NTLH); encorajador (NVI).

V.) O multiplicador de discípulos é alguém acolhedor, ajudador, intermediador, intercessor, facilitador – At 9.27
– Barnabé sempre olhava para os problemas passados das pessoas a fim de visualizar o potencial que enxergava nelas pela obra da graça de Deus.
– Barnabé confirmou Paulo diante dos apóstolos.

VI.) O multiplicador de discípulos é um promotor de talentos; não alguém egoísta – At 11.25,26
– Barnabé percebeu que era o momento de usar Paulo de forma mais intensa.
– Barnabé concedeu uma oportunidade para Paulo, que estava esquecido em Tarso.
– Barnabé não se preocupou com a possibilidade de o talento de Paulo ofuscar o seu próprio talento.
– Barnabé colocou o reino de Deus acima de interesses pessoais.
– O multiplicador de discípulos age em todas essas coisas à semelhança de Barnabé.

VII.) O multiplicador de discípulos não desiste quando tropeçam aqueles nos quais investiu seu precioso tempo – At 15.36-38
– Barnabé não desistiu de João Marcos.
– Em 2 Tm 4.11, Paulo reconhece que Marcos é muito útil.
– Marcos foi o instrumento que Deus usou para escrever o evangelho que leva o seu nome.
– O que explica essa mudança em Marcos? A segunda chance, o tempo, o amor, o treinamento que recebeu de Barnabé e de Pedro.

Conclusão
– Barnabé investiu em Paulo. Paulo investiu em Áquila e Priscila (At 18.1-3). Áquila e Priscila investiram em Apolo (At 18.24-26). Apolo investiu nos judeus da Acaia (At 18.27,28).
– Paulo investiu em muitos outros: Lucas (que escreveu dois livros bíblicos), Timóteo, Tito.

– André e Barnabé não eram tão talentosos quanto as pessoas que eles alcançaram. Contudo, ambos compartilharam alegremente com os outros o que eles conheciam de Cristo. E ambos participaram das recompensas espirituais dos que eles ajudaram.

– Cada um de nós é capaz de fazer discípulos e se multiplicar. Você pode ser um André!

– Quem foi o “André” que Deus usou para levar você a Cristo? Quem foi o “Barnabé” que Deus usou para te discipular? Quem será o “Timóteo, Tito, Lucas, Áquila e Priscila” nos quais você vai investir tempo de qualidade para compartilhar sua vida?

SP, 01.06.2019 – Pr Ronaldo Guedes Beserra, com auxílio do livro “Multiplicando discípulos” de Waylon B. Moore.

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Jovens Cristãos Enraizados

Texto: Gn 49.22

Introdução
– Um ramo só será frutífero, seus galhos só se estenderão, se estiver bem enraizado!
– José foi um ramo frutífero e bem enraizado. Por isso foi tão abençoado apesar das tribulações que viveu.

Transição
– A partir da vida do jovem José podemos aprender alguns princípios, verdades, lições importantes sobre um jovem (pessoa) enraizado (a).

I.) O jovem enraizado tem sonhos procedentes de Deus – Gn 37.5-7,9
– Deus deu dois sonhos para José que apontavam para os planos de Deus para o seu futuro.
– Que sonhos Deus tem te dado? O que Ele tem plantado em seu coração?
– Esses sonhos visam a glória de Deus e a expansão do Seu reino, ou são sonhos egoístas?

II.) O jovem enraizado enfrenta obstáculos antes da concretização dos sonhos procedentes de Deus – Gn 37.4,5,8,11,19,20,23,24,27,28,36; 39.6-23
– Obstáculos que José teve de enfrentar:
– Ódio, ciúmes, inveja, zombaria dos irmãos.
– Lançado em uma cisterna.
– Se adaptou a uma nova língua e cultura.
– Não permitiu que o ressentimento e a amargura crescessem em seu coração.
– Calúnia e prisão.
– Que tipos de obstáculos você tem enfrentado em sua caminhada? Não desista, como José não desistiu! O melhor de Deus ainda está por vir!

III.) O jovem enraizado enfrenta e vence difíceis tentações – Gn 39.7-12
– Tentação que José enfrentou foi muito difícil: mulher bonita, marido ausente, insistência da mulher, condições perfeitas para um grande romance, um grande caso de amor.
– Resposta de José e fuga – v. 8,9,12
– Que tipo de tentações você tem enfrentado? Como você tem reagido? Tem cedido ou tem fugido?

IV.) O jovem enraizado sabe aproveitar as oportunidades, mesmo em momentos aparentemente desfavoráveis – Gn 39.20-23; 40.7,14
– Se tornou o auxiliar direto do carcereiro
– Serviu o copeiro e o padeiro no momento de angustia pelo qual passavam
– Percebeu que o copeiro poderia ser o instrumento que Deus usaria para tirá-lo da prisão
– Você tem estado atento às oportunidades? Ou tem reclamado das circunstâncias?
– As oportunidades estão à nossa frente, só precisamos descobri-las.

V.) O jovem enraizado reconhece a Deus em todos os seus caminhos – Gn 39.9b, 40.8, 41.16
– José reconhece a Deus diante da mulher de Potifar, diante do copeiro e do padeiro, e diante do próprio Faraó
– Pv 3.5,6 – “Confia … não te estribes … Reconhece-o …”
– Você tem reconhecido a Deus em todos os seus caminhos, ou tem se vangloriado?

VI.) O jovem enraizado é proativo; não faz apenas o que se espera que ele faça – Gn 41.25-36
– Não apenas interpretou os sonhos, mas deu a solução para o problema que o sonho revelara.
– Não foi promotor de problemas, mas solucionador de problemas
– Não fez apenas o que se espera dele, mas foi além!
– E quanto a você, jovem cristão enraizado?

VII.) O jovem enraizado entende que Deus usa todas as circunstâncias de nossa existência para que os Seus propósitos sejam alcançados em nossas vidas – Gn 50.20
– Teve de aprender a lidar com o ódio e a inveja dos irmãos, pois certamente enfrentaria isso quando se tornasse governador do Egito.
– Teve de aprender a língua e cultura dos egípcios, caso contrário como poderia governá-los?
– Fez um estágio na casa de Potifar para aprender a administrar fartura.
– Fez um estágio na casa do cárcere para aprender a administrar escassez.
– Que circunstâncias Deus tem permitido em sua vida? Na família, na escola, no trabalho, na igreja?
– Entenda que Ele pode estar te preparando para os propósitos dEle.
– Gn 50.20; Jr 29.11; Rm 8.28

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 24.05.2019

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Ensinamentos acerca das provações da vida

Texto: Tiago 1.2-4

Introdução
– Entregar a vida a Cristo não significa estar isento de tribulações, muito pelo contrário.
– Exemplo de Joni Eareckson Tada. Nasceu em 15 de outubro de 1949. Aos 17 anos sofreu uma fratura cervical que a deixou tetraplégica. Escreveu suas experiências durante a reabilitação e as publicou em 1976 em sua autobiografia, best-seller internacional. O livro se tornou um filme, tendo ela como atriz principal. Ela também se tornou uma autora e apresentadora cristã evangélica, e fundadora de Joni and Friends, uma organização de apoio cristão entre a comunidade deficiente física. Realizou diversas publicações e palestras, recebendo diversos prêmios e reconhecimentos. Entre eles, em 2005 foi indicada ao Comitê Consultivo de Deficiência Física do Departamento de Estado dos EUA.
– Todos nós conhecemos muitos exemplos de muitos cristãos que já sofreram ou ainda sofrem com muitas provações.

Transição
– As provações são uma realidade na vida de todos os crentes em Cristo Jesus.
– O texto nos traz alguns ensinamentos acerca das provações pelas quais Deus nos permite passar.

I.) As provações devem ser consideradas e reconhecidas como motivo de alegria – v. 2
– “É uma ordem categórica e sugere a necessidade de uma decisão definitiva no sentido de tomar uma atitude alegre”.
– “O ‘toda a’ pode sugerir que a alegria não deve ser misturada com outras emoções – ‘tende por motivo de somente alegria’ – mas provavelmente enfatize em primeiro lugar a qualidade da alegria (‘grande alegria’)”.
– “Essa ordem se aplica a uma situação em que a reação de alegria não seria muito natural” (Douglas J. Moo).
– Por que devemos nos alegrar nas provações? Porque elas têm uma finalidade, o que veremos na sequência.

II.) As provações são passageiras – v. 2
– “O texto diz ‘passardes’, não ficardes” (Rev. Hernandes D. Lopes).
– Elas não são eternas, uma hora vão passar, vão se findar, nem que seja na eternidade.
– Exemplo de José: invejado, lançado numa cova, vendido, traído, escravizado, tentado, encarcerado, etc. Mas chegou um momento em que essas provações passaram.

III.) As provações são e serão várias e variadas ao longo de nossa jornada terrena – v. 2
– A palavra grega é “poikilos” cujo significado é multicolorido, variado, várias.
– As provações são multicoloridas, possuem muitas cores, são várias e variadas.
– Exemplo de Jesus: recém-nascido foi levado para o Egito para fugir da fúria de Herodes; teve uma infância muito simples; já no início da adolescência começou a trabalhar como carpinteiro; perdeu o ‘pai’ ainda muito jovem; foi uma espécie de arrimo para a sua família; foi perseguido pelas autoridades religiosas dos judeus; foi traído por um de seus discípulos; foi condenado injustamente; foi açoitado brutalmente; sofreu a pena de morte mais cruel.
– Hb 5.8: “…embora fosse Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu”.
– As provações serão muitas, portanto, se concentre apenas nas provações do presente, “pois basta a cada dia o seu mal”.

IV.) As provações são testes, provas da nossa fé – v. 3
– A palavra grega é “dokimion” cujo significado é teste, prova. “A palavra se refere ao processo pelo qual prata e ouro são refinados pelo fogo […] o sofrimento é o meio através do qual a fé, testada no fogo da adversidade, pode ser purificada e então fortalecida” (D. J. Moo).
– “A vida é um teste” (Rick Warren).
– Exemplo de Jó. Depois de ter passado pelo processo de prova, ele pôde dizer: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem” (42.6).

V.) As provações visam a um propósito (finalidade) específico – v. 3,4
– A fé, uma vez provada (testada) e confirmada (aprovada), produz perseverança.
– “Esta palavra (hypomone, no grego) indica a qualidade que se exige dos cristãos que enfrentam adversidades”. Tem o sentido de ‘firmeza’, ‘força estável’ e ‘persistência heróica’.
– “Pede-se ao cristão que reaja com alegria às provações, porque ele sabe que elas operam para produzir uma fé mais profunda, mais forte e mais segura” (D. J. Moo).
– Ler Rm 5.3,4 e 1 Pe 1.6,7.
– “A perseverança deve ter ação completa” (v. 4) – literalmente, uma obra perfeita. A perseverança deve produzir frutos completos e apropriados.

– “… para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes” (v. 4).
– Perfeitos, ou seja, maduros. “Cristãos maduros são o produto final das provações”.
– Íntegros, ou seja, completos, inteiros. “A palavra denota a inteireza de todas as virtudes cristãs” (Chave linguística do NT grego).
– Em nada deficientes, “não falhando em nada” (NTLH), “sem lhes faltar coisa alguma” (NVI).

– Um grande exemplo aqui é o Apóstolo Paulo. Ele foi perseguido, preso, açoitado, apedrejado, sofreu naufrágio, foi traído. No entanto, ele permitiu que todas essas coisas fossem meios para o tornarem mais parecido com Cristo.

Conclusão
– As provações são permitidas por Deus como instrumentos e oportunidades para que nos tornemos cada vez mais parecidos com Jesus (ler Rm 8.28,29). Por isso devem ser motivo de grande alegria!

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 21.09.2019.

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Como Deus nos trata a fim de darmos mais frutos

Texto: João 15.2

Introdução
– Olhando para as vidas de alguns dos principais personagens da história bíblica (Abraão, José, Moisés, Davi, Paulo) notamos um padrão do tratamento de Deus no sentido de prepará-los para os Seus propósitos em suas vidas, ou seja, para frutificarem.
– Podemos resumir os propósitos de Deus na vida destes personagens com uma só frase. Você já descobriu o propósito de Deus para a sua vida? Poderia resumi-lo em uma única frase?
– Essa descoberta também é um processo. Não ocorre da noite para o dia.
– Rick Warren ensina que podemos ter uma dica de como Deus que nos usar (qual o Seu propósito, qual a missão que Ele reservou para nós) a partir da combinação de pelo menos cinco fatores:
F ormação espiritual (dons espirituais específicos)
O pções do coração (áreas de interesse, o que você ama fazer)
R ecursos pessoais (talentos naturais, habilidades específicas)
M odo de ser (personalidade, temperamento)
Á reas de experiência (histórico familiar, educacional, vocacional, espiritual, ministerial, situações difíceis).

Proposição
– A fim de darmos mais frutos, de cumprirmos o propósito de Deus para as nossas vidas, Deus nos trata.
– Nesse processo de tratamento, Deus permite que passemos por alguns estágios. (Vamos falar de 7 estágios, sendo que o primeiro e o último não são processos de tratamento especificamente. Os processos específicos de tratamento são os de número 2 a 6, relacionados abaixo).

I.) Estágio das promessas e dos sonhos
– Ainda não é um processo de tratamento propriamente dito.
– Deus faz promessas a Abraão (Gn 12.1-3).
– Deus dá sonhos a José (Gn 37.5-11).
– Deus faz Moisés perceber as razões de sua história ser tão diferente das histórias dos outros meninos que nasceram na mesma época em que ele nasceu (At 7.25).
– Deus manda o profeta Samuel ungir o futuro rei Davi e faz nascer no coração de Davi o sonho de reinar sobre Israel (1 Sm 16.11-13).
– Aplicação: que promessas e sonhos Deus tem feito a você?

II.) Estágio da preparação
– José é preparado para administrar fartura na casa de Potifar (Gn 39.3-6) e é preparado para administrar escassez na casa do cárcere (Gn 39.20-23).
– Moisés é preparado para escrever o Pentateuco (se tornar um legislador) ao ser instruído em toda a sabedoria dos egípcios em seus primeiros 40 anos de vida (At 7.22); é preparado para liderar e pastorear o povo de Israel durante os 40 anos que viveu no deserto cuidando das ovelhas de seu sogro (At 7.29,30).
– Davi é preparado para pastorear o povo de Israel ao pastorear as ovelhas de seu pai (1 Sm 16.11); prepara a base de seu poderoso exército enquanto era fugitivo de Saul (1 Sm 22.1,2); envia presentes aos anciãos de Israel preparando o caminho para se tornar rei (1 Sm 30.26-31).
– Paulo foi instruído aos pés de Gamaliel (At 22.3) e depois de sua conversão passou um tempo na Arábia para provavelmente fazer uma releitura do AT à luz de Jesus como o Messias prometido (Gl 1.15-18).
– Aplicação: as circunstâncias difíceis pelas quais você tem passado podem ser exatamente o expediente que Deus está usando para prepará-lo para os propósitos que Ele tem para a sua vida!

III.) Estágio da espera e obscuridade
– Abraão, depois de ter chegado à Palestina, espera 25 anos pelo cumprimento da promessa de Deus (Gn 12.4 com Gn 21.5).
– José, desde que teve os sonhos até se tornar governador do Egito, espera treze anos (Gn 37.2 com Gn 41.46).
– Moisés esperou 80 anos para começar a missão que Deus lhe confiou (At 7.23,30), ou seja, os primeiros dois terços de sua vida foram para preparação e o último terço para a execução da tarefa. Até os 80 anos Moisés era tão somente um ilustre desconhecido.
– Desde a unção feita pelo profeta Samuel até se tornar rei Davi teve de esperar muitos anos, talvez aproximadamente 15 anos (2 Sm 5.4,5).
– Aparentemente, o ministério do apóstolo Paulo só começou a deslanchar depois que Barnabé foi buscá-lo em Tarso para ajudar na igreja de Antioquia. Até então, Paulo era um ilustre desconhecido ainda que já tivesse tido contato com os apóstolos (At 9.20-30; 11.25,26; 13.1-3).
– O próprio Jesus não começou o seu ministério aos 18 anos, mas aos 30 anos (Lc 3.23). Neste período e no início de seu ministério ainda não era conhecido (obscuridade).
– Aplicação: você tem tido de esperar muito? Ainda está vivendo o período de obscuridade em sua vida? Entenda: isso tudo faz parte do tratamento de Deus!

IV.) Estágio do sofrimento
– A espera, citada no ponto anterior, gera sofrimento emocional.
– José perdeu a sua mãe quando ainda jovem (Gn 35.16-19); foi traído por seus próprios irmãos, jogado em uma cisterna, vendido como escravo (Gn 37); foi tirado abruptamente de sua terra natal, do convívio com a família e teve de se adaptar forçosamente a uma nova cultura; quando as coisas pareciam estar melhorando foi lançado no cárcere onde passou os melhores anos de sua vida (Gn 39).
– Moisés teve de enfrentar 40 anos de deserto, uma rotina cansativa em um ambiente inóspito (At 7.20-34).
– Davi foi vítima da inveja e da implacável perseguição do rei Saul (1 Sm 18.17-19; 19.8-11); teve que morar em cavernas (1 Sm 22.1); chegou ao ponto de buscar abrigo em Gate (a terra natal do gigante Golias) e, diante da desconfiança dos servos do rei teve que se fingir de louco para não ser morto (1 Sm 21.10-15); Davi chorou até não ter mais forças quando as mulheres e crianças foram levadas de Ziclague; ali muito se angustiou e os seus homens pensaram na hipótese de apedrejá-lo (1 Sm 30.1-6).
– Aplicação: por quais sofrimentos Deus tem permitido a você enfrentar?

V.) Estágio da tentação
– Abraão caiu na tentação de mentir duas vezes sobre o fato de Sara ser sua esposa (Gn 12.10-20; 20.1,2); também concordou em se deitar com a serva Agar por sugestão de sua esposa (Gn 16.1-4).
– José venceu a tentação de se deitar com a mulher de Potifar (Gn 39.7-12).
– Moisés caiu na tentação de matar um egípcio (At 7.24).
– Davi venceu por duas vezes a tentação de matar o rei Saul que o perseguia (1 Sm 24.1-7; 26.1-16).
– Aplicação: o nosso adversário colocará muitos pratos atraentes em nossa caminhada. Existem muitas ‘cascas de banana’ ao longo da jornada. Vigiemos!

VI.) Estágio da frustração
– A espera também gera muita frustração.
– Em algum momento, José pode ter ficado frustrado imaginando que os seus irmãos tinham estragado os sonhos de Deus para a vida dele.
– Aos 80 anos Moisés ainda não havia conquistado nada na vida; apenas apascentava o rebanho de seu sogro no deserto (Ex 3.1).
– Aplicação: você perdeu o controle ao longo do processo? Que tipo de frustração você tem enfrentado? Deus está trabalhando em todas as coisas!

VII.) Estágio do cumprimento dos propósitos de Deus
– Abraão testemunha o nascimento de Isaque (Gn 21.1-5); José se torna governador do Egito (Gn 41.37-45); Moisés é usado por Deus para tirar o povo de Israel do Egito e conduzi-lo rumo a Terra Prometida (At 7.35,36); Davi se torna rei de Israel (2 Sm 5.4,5).; Paulo se torna o maior missionário de todos os tempos.
– Se cumpriu bem todas as etapas anteriores, quando chegar neste estágio, você estará preparado para cumprir a missão de Deus para a sua vida. Por isso é necessário não queimar etapas ao longo do processo.
– No processo de tratamento Deus cuidará de quebrar o seu ego e o seu orgulho. Assim, você terá plena consciência de que não foi por seus méritos que chegou aonde chegou.
– Não pense que este estágio não trará novos desafios. Afinal, não foi nada fácil para José administrar toda a terra do Egito; foi muito penoso a Moisés liderar um povo rebelde por mais 40 anos; Davi se descuidou como rei, caiu em pecado e teve de enfrentar difíceis consequências em sua família e reinado; Paulo foi perseguido, apedrejado, açoitado, sofreu naufrágio, foi preso e martirizado pela causa de Cristo.
– Depois de tudo o que ouviu, você ainda está disposto a se deixar tratar e trabalhar por Deus? Ainda está disposto a cumprir os propósitos de Deus para a sua vida?

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 28.08.2019.

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Como Vencer Grandes Adversidades

Texto: 1 Samuel 30.1-20

Introdução
– Grande tempestade (tribulação, adversidade) se precipitou sobre a vida de Davi e seus homens – v. 1-6

Transição
– Todos nós estamos sujeitos a enfrentar grandes tempestades em alguns momentos de nossa existência.
– O texto nos mostra algumas atitudes a serem tomadas em momentos de grandes tempestades/adversidades.

I.) Reanime-se no Senhor – v. 6 b
– “Davi se esforçou no Senhor” (ARC); “Davi se reanimou no Senhor” (ARA); “fortaleceu-se no Senhor” (NVI); “o Senhor … lhe deu coragem” (NTLH).
– “… da fraqueza tiraram força, tornaram-se poderosos na batalha e puseram em fuga exércitos estrangeiros” (Hb 11.34).
– Nos momentos mais difíceis da vida, ou nos levantamos encontrando forças em Deus, ou seremos derrotados.

II.) Consulte ao Senhor – v. 7,8
– Precisamos aprender a consultar ao Senhor antes da tomada de decisões, principalmente aquelas de maior importância.
– Josué e os líderes de Israel deixaram de consultar a Deus e foram enganados pelos gibeonitas aos quais ficaram presos – Js 9.14

III.) Aja baseado nas Promessas de Deus, na Palavra de Deus a despeito das circunstâncias – v. 9,10
– Deus orientou Davi a perseguir os inimigos. Baseado nessa Palavra e nessa Promessa de Deus, Davi agiu.
– Ainda que nem todos os homens de Davi conseguissem ir adiante, Davi continuou firme em sua ação.
– “Respondeu-lhe Simão: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos, mas sob a tua palavra lançarei as redes” (Lc 5.5).

IV.) Conte com a Providência de Deus – v. 11-16
– Quando o propósito de Deus for nos conduzir à vitória, Ele sempre agirá a nosso favor através de Sua Divina Providência.
– Notar como na vida de José do Egito, tudo foi Providência de Deus.

V.) Lute decididamente com todas as suas forças – v. 17
– Aja com decisão, faça o que tiver de ser feito, enfrente o problema de frente, de cara; vença todo o cansaço, reúna todas as suas forças, lute!

VI.) Recupere tudo o que lhe seja possível recuperar – v. 18-20
– Não se conforme com menos, não se acomode em algum tipo de zona de conforto.
– Busque recuperar o tempo perdido, sua família, seu casamento, seus filhos, suas posses.

Conclusão
– Os mesmos que falavam em apedrejar Davi (v. 6), agora o honravam (v. 20).
– As tempestades/adversidades que Deus nos permite passar podem ser oportunidades disfarçadas para Ele nos honrar, para Ele confirmar a nossa liderança.
– Certamente são oportunidades para adquirirmos grandes experiências com o nosso Deus!

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 22.08.2018.

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Para Quem Deseja Ser Honrado

Texto: 1 Pedro 5.6

Introdução
– Citar vários personagens bíblicos, bem como líderes da história geral que foram honrados por Deus.
– Há no ser humano um desejo de ser honrado, de ser reconhecido: ser um grande executivo, um grande empresário, ter uma carreira sólida e reconhecida, ter um grande ministério, ser um grande intelectual, etc.

Transição
– Todos nós queremos ser honrados.
– O texto nos mostra algumas condições para que sejamos honrados e exaltados.

I.) Precisamos nos manter humildes
– Porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes – 1 Pe 5.5b; Tg 4.6,10; Pv 3.34,35; 29.23
– Porque os que se exaltam serão humilhados, mas os que se humilham serão exaltados – Mt 23.11,12
– Porque Deus atenta para os humildes – Sl 138.6; Is 57.15

II.) Precisamos nos manter debaixo da Mão de Deus, que é Poderosa
– Tem a ver com submissão, dependência.
– Jamais devemos sair dessa posição, ou seja, de debaixo da Mão de Deus. Tal atitude aponta para independência, insubmissão e autossuficiência.
– Na verdade não há como não ficar debaixo da Mão de Deus. Ou a pessoa estará debaixo da Mão de Deus para ser abençoado (Ed 7.9; 8.18; Ne 2.18), ou estará debaixo da mão de Deus para ser castigado, corrigido (Sl 32.4; At 13.11). Portanto, fiquemos debaixo da Mão de Deus para sermos abençoados!
– A Mão de Deus é Poderosa: Sl 89.13; Is 59.1,2.

III.) Precisamos entender que Quem nos honra é Deus
– Deus usa ou pode usar pessoas para nos honrar, mas em última análise quem nos honra é Deus.
– Você pode se esforçar, se dedicar, levantar cedo, dormir tarde, implementar estratégias, se desdobrar em mil – e você deve fazer isso! – no entanto, se Deus não quiser te honrar, nenhum esforço seu será suficiente.
– Ler 1 Cr 29.12; Dn 2.21; Sl 127.1; 1 Co 3.6; Rm 9.16

IV.) Precisamos estar cientes de que há o tempo certo de Deus nos honrar
– Devemos esperar o tempo de Deus e não tentar adiantar as coisas.
– Antes de ser honrado, José teria de ser alvo da inveja e traição dos irmãos, ser escravo no Egito, passar vários anos em uma prisão, e esperar muitos anos.
– Antes de ser honrado, Moisés teve de ser treinado no palácio de Faraó e no deserto. Moisés tentou adiantar as coisas ao matar um egípcio, mas ainda não era o tempo de Deus.
– Antes de ser coroado rei de Israel, Davi teve de ser perseguido implacavelmente por Saul. Davi teve 2 chances de adiantar as coisas, mas preferiu não ferir o ungido do Senhor e esperar o tempo de Deus.
– O fato de você ser honrado não depende das condições políticas e econômicas da nação, não depende do seu patrão ou gerente, não depende do seu pastor ou líder de ministério, mas de Deus. Quem está no controle de sua vida é o Senhor, e não as pessoas que exercem algum tipo de autoridade sobre você.
– Quando chegar o tempo de Deus te honrar, nada poderá impedir: “Ainda antes que houvesse dia, eu era; e nenhum há que possa livrar alguém das minhas mãos; agindo eu, quem o impedirá?” (Is 43.13).

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 19.08.2018.

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Vencendo as Tempestades da Vida

Texto: Atos 27.6-44; inicialmente ler o v. 20.

Introdução
– Na noite de 04 de outubro de 1744, o HMS Victory, um navio de primeira linha da Royal Navy (Marinha Real), foi pego por uma tempestade no Canal Inglês, quando a embarcação voltava para a Inglaterra. Toda a tripulação de 1.150 marinheiros morreu.
– São muitos os casos de navios que naufragaram em meio a uma forte tempestade.

Transição
– Todos nós enfrentamos várias tempestades ao longo de nossa existência.
– O texto nos mostra algumas lições a serem aprendidas quanto às tempestades da vida.

I.) As tempestades da vida podem ser evitadas se estivermos atentos às circunstâncias e dermos ouvidos a pessoas tementes a Deus, e não somente a especialistas – v. 6-12
– Tanto o piloto como o centurião já deveriam ter atentado para as circunstâncias contrárias relatadas nos versos 7,8.
– O piloto e o centurião também deveriam ter dado ouvidos ao que Paulo, um homem de discernimento espiritual, estava dizendo. No entanto, o centurião deu mais crédito ao que o piloto e o mestre do navio diziam – v. 9-11
– Deus fala pelas circunstâncias; precisamos estar atentos!
– Deus usa pessoas de discernimento espiritual para nos orientar; também precisamos ficar alertas!

II.) As tempestades da vida podem ser evitadas se não nos deixarmos enganar por supostos momentos de calmaria – v. 13-19
– O piloto e o centurião foram iludidos por um vento brando que soprava. No entanto, logo na sequencia, veio a tempestade.
– Momentos de calmaria podem ser ilusórios. Temos de estar atentos sempre, jamais podemos ‘baixar a guarda’. Mais uma vez vale ressaltar a necessidade de discernimento!

III.) As tempestades da vida, de tão intensas, podem nos levar a perder completamente as esperanças; no entanto, devem ser enfrentadas com bom ânimo – v. 20-22
– Diante dos acontecimentos relatados nos versos 14-20, as esperanças se desfizeram totalmente.
– Como é importante ouvir e dar bons conselhos em momentos de tempestades – v. 22
– Mau ânimo é sinônimo de incredulidade, não ajuda em nada; pelo contrário, atrapalha muito.

IV.) As tempestades da vida são momentos propícios para Deus se revelar a nós de maneira especial – v. 23
– Nos momentos de maior tempestade Deus pode se revelar a nós – v. 23,24
– Mesmo em momentos de grande tempestade, o verdadeiro servo de Deus não perde a convicção de sua posição espiritual, “Deus, de quem sou e a quem sirvo” – v. 23.

V.) As tempestades da vida devem ser enfrentadas com a convicção de que elas não podem impedir o propósito de Deus para as nossas vidas – v. 24-26
– As tempestades não podem impedir o propósito de Deus para as nossas vidas (v. 24). Era propósito de Deus que Paulo comparecesse perante o Imperador Romano, portanto, aquela tempestade não ceifaria a sua vida.
– Se Deus tem propósitos específicos para a sua vida, ainda que você esteja passando por uma grande tempestade, tal intempérie não poderá dar cabo da sua vida!
– Deus manifesta a Sua Graça nos momentos de tempestades da vida.
– Nos momentos de tempestades precisamos confiar que Deus cumprirá os Seus propósitos e promessas em nossas vidas – v. 25

VI.) As tempestades da vida não nos devem levar a ficarmos desapercebidos quanto ao egoísmo de pessoas mal intencionadas – v. 30-32
– Os marinheiros quiseram egoisticamente fugir do navio e deixar todos os viajantes à própria sorte. Mas Paulo estava atento e denunciou essa má intenção ao centurião.
– Além das tempestades, você ainda terá de lidar com pessoas mal intencionadas. Fique atento!

VII.) As tempestades da vida não devem nos impedir de nos preocuparmos com o bem estar das pessoas que estão à nossa volta, e de testemunharmos do nosso Deus – v. 33-38
– Enquanto os marinheiros pensavam apenas no seu próprio bem estar, o apóstolo Paulo pensava no bem estar de todos os viajantes.
– Ao tomar o pão e dar graças a Deus na presença de todos, Paulo testemunhava de sua fé em Deus.
– Precisamos aprender a praticar o altruísmo, e não o egoísmo.
– Vamos atrair pessoas a Cristo se, durante as tempestades que enfrentarmos, dermos um bom testemunho de altruísmo, e confiança em Deus.

VIII.) As tempestades da vida devem ser vencidas com os recursos que tivermos à mão – v. 42-44
– Os que sabiam nadar foram os primeiros a se salvar. Os demais tiveram de se apoiar em tábuas e destroços do navio.
– Os que sabiam nadar não aprenderam no momento da tempestade. Já haviam aprendido antes, em momentos de calmaria.
– Uma boa preparação em tempos de paz pode facilitar a vitória em tempos de tempestade!
– Quais recursos você tem à mão? Utilize-os para vencer a tempestade e chegar em terra firme!

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 09.08.2018

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O Perdão de Deus para Conosco e o Nosso Perdão para Aqueles que nos Ofendem

Texto: Mateus 18.21-35

Introdução
– A falta de perdão pode provocar sentimentos de vingança, pode desencadear doenças emocionais e físicas como depressão, dores musculares e hipertensão; pode ainda causar reações alérgicas, enxaquecas, dores no corpo e chegar a tal nível que se transforma em um tumor.
– A falta de perdão está diretamente associado a problemas de ordem emocional.
– Não perdoar é como alguém que toma um copo de veneno esperando que faça mal para aquele com o qual ficou ofendido.
– Às vezes houve, de fato, uma ofensa contra nós. Outras vezes, não passa de ‘coisa da nossa cabeça’.

Transição
– Devemos entender e nos apropriar do perdão de Deus para conosco, e também aprender a perdoar àqueles que nos têm ofendido, entristecido ou nos magoado.
– O texto bíblico nos ensina algumas importantes lições sobre o perdão de Deus para conosco e sobre o perdão que devemos liberar para os nossos ofensores.

I.) O perdão àqueles que nos ofendem deve ser praticado sem limites – v. 21,22
– Não sete vezes, mas setenta vezes sete.
– O perdão não é uma questão de matemática, mas de conduta.
– A compaixão divina, que é para ser imitada, não tem limites.
– O perdão deve ser uma atitude constante, como o é com Deus.
– Temos perdoado os nossos ofensores quantas vezes nos têm sido necessárias?

II.) O perdão de Deus para conosco nos foi concedido em relação a uma dívida impagável – v. 23-26
– Deus é o “rei que resolveu ajustar contas”.
– Nós somos os servos com quem ele ajusta contas. Todos nós compareceremos perante o tribunal de Cristo (Rm 14.10; 2 Co 5.10).
– Dez mil talentos de prata, segundo o cálculo judaico, representariam muito mais de dez milhões de dólares.
– Jamais teríamos como pagar a dívida dos nossos pecados diante de Deus!

III.) O perdão de Deus para conosco foi fruto da compaixão e graça divinas – v. 27
– “compadecendo-se […] perdoou-lhe”.
– “Nosso Rei nos dá aqui uma maravilhosa visão da misericórdia e compaixão do coração divino. Somente a benignidade é capaz de solucionar o nosso problema, porque não temos com que pagar o nosso débito. Mesmo que tivéssemos muito dinheiro com que quiséssemos pagar nossos pecados, tal transação seria inaceitável, tendo em vista que a salvação” não pode ser comprada por dinheiro. “É somente na obra consumada de Cristo […] que Deus pode solucionar o nosso estado de falência e abolir nosso débito” (Herbert Lockyer).
– Você já se apropriou do perdão de Deus, em Cristo Jesus?

IV.) O perdão àqueles que nos ofendem é extremamente pequeno se comparado com o perdão que Deus, em Cristo, nos concedeu – v. 28 a
– Dez mil talentos x cem denários – atualizando: Dez milhões de dólares x doze dólares.
– O perdão que devemos liberar aos que nos ofendem é praticamente nada se comparado com o perdão que Deus nos perdoou!
– Ainda assim vamos continuar a reter o perdão sobre os nossos ofensores?

V.) O perdão àqueles que nos ofendem não deve deixar de acontecer pela nossa dureza de coração – v. 28 b
– O servo foi extremamente violento, agressivo, estúpido e malvado.
– Nosso coração tem estado duro para com aqueles que nos ofenderam? Temos sido violentos e agressivos para com tais pessoas?

VI.) O perdão àqueles que nos ofendem deve ser uma imitação do perdão compassivo de Deus para conosco – v. 29-33
– Notar que o conservo fez exatamente o mesmo pedido que o servo havia feito ao rei (v. 26,29).
– No entanto, as respostas foram diferentes: o rei perdoou o servo, e o servo não perdoou o conservo. Ou seja, o servo não imitou a atitude compassiva do rei!
– O rei repreende ao seu servo – v. 32,33
– Temos sido imitadores de Deus no que diz respeito ao perdão?

VII.) O perdão àqueles que nos ofendem, quando não ocorre, causa a tristeza e o clamor daqueles que são testemunhas da nossa dureza de coração – v. 31
– Os companheiros do servo duro de coração ficaram entristecidos.
– A NTLH traduz que os outros empregados “ficaram revoltados” com a atitude do servo duro de coração.
– A sua tristeza e revolta levaram-nos a relatar ao rei a injustiça. Quando não perdoamos aos que nos ofendem, os que estão à nossa volta e são testemunhas disso, podem levar o caso a Deus, clamando até com certa ‘revolta’, ou seja, com intensidade. Penso que não desejamos que ninguém fique clamando a Deus por justiça contra nós!

VIII.) O perdão àqueles que nos ofendem, quando não ocorre, pode causar a indignação de Deus – v. 34
– O rei ficou indignado; Na NVI diz que ele ficou irado!
– Jamais despertemos a ira de Deus em função da falta de perdão àqueles que nos ofendem!

IX.) O perdão àqueles que nos ofendem, quando não ocorre, abre ocasião para que sejamos entregues aos torturadores – v. 34, 35 a
– Verdugos (ARA), torturadores (NVI), atormentadores, algozes, carrascos.
– “Se […] permanecermos em dureza de coração com relação aos outros, o Senhor nos entregará aos verdugos. Ele nos deixará, para que recebamos as agulhadas da nossa consciência, ou os ataques de Satanás, até que sejamos levados a agir de acordo com a sua vontade” (H. Lockyer).

X.) O perdão àqueles que nos ofendem deve ser sincero, do íntimo, e do coração – v. 35 b
– Íntimo (ARA), de coração (NVI), sinceramente (NTLH); Lembrar das palavras de Jesus depois de ensinar a Oração do Pai Nosso (Mt 6.12,14,15).

Pr Ronaldo Guedes Beserra com o auxílio de Herbert Lockyer, em ‘Todas as Parábolas da Bíblia’.

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A Parábola dos Dois Filhos

Parábola dos Dois Filhos – Mt 21.28-32

Texto: Mateus 21.28-32

Introdução
– Contextualizar: Essa parábola foi proferida na semana da Paixão de Cristo, e foi uma espécie de resposta ao questionamento dos principais sacerdotes e anciãos do povo quanto à autoridade com a qual Jesus havia realizado a purificação do templo (ler e elucidar Mt 21.12,13,23-27).
– Essa parábola traz algumas lições práticas para nós. Vejamos:

I.) Que a nossa prática não seja diferente do nosso discurso – v. 28,29
– Esse primeiro filho simbolizava os fariseus, saduceus e escribas, representantes da religião dos judeus, mas que estavam tão longe de Deus quanto os pecadores.
– Professavam ser do Senhor, mas eram desobedientes e rebeldes.
– Deveriam ser exemplos de espiritualidade pelo conhecimento que tinham, mas não eram.
– Por fora eram corretos e justos; tinham aparência de santidade, sempre dizendo “Eu vou Senhor”, porém não obedeciam na prática.

– Esse primeiro filho disse uma coisa e fez outra; era contraditório; havia um conflito entre o que dizia e o que fazia, entre o que prometia e o que cumpria.
– Suas palavras aduladoras eram mentirosas; não havia arrependimento; era hipócrita.
– Ele não mudou de uma intenção boa para uma má intenção; Sua atitude já era premeditada. Não tinha nenhuma intenção de mudar.
– Ao dizer que ia trabalhar na vinha, já sabia de antemão que não iria. Só dizia de boca para fora!

– Que jamais imitemos esse primeiro filho, que jamais nos inspiremos nos religiosos dos tempos de Jesus!
– Que o nosso discurso acompanhe a nossa prática, e vice versa!

II.) Que nos arrependamos quando a nossa disposição inicial for de negligência – v. 30
– Esse segundo filho representava os cobradores de impostos, os pecadores e as prostitutas.
– Representa os que não professam e nem praticam a fé cristã.
– Diferentemente do primeiro filho, não temem a Deus e nem fingem; não são hipócritas, não são contraditórios; sabem que são pecadores e afirmam isso claramente.

– No entanto, ao ouvirem a pregação de João Batista, esses pecadores que eram rebeldes (“Não quero ir, não vou”) arrependeram-se, obedeceram e se tornaram filhos de Deus.
– Viviam em pecado e sabiam disso, assumiam isso; eram como o filho rebelde.
– Mas a mensagem sobre o pecado e sobre o arrependimento penetrou no coração deles; se arrependeram, mudaram de atitude e foram servir ao Senhor em Sua vinha.

– Que a nossa disposição inicial sempre seja a de obedecer, seguida da prática da obediência. No entanto, caso sejamos inicialmente negligentes, que nos arrependamos e mudemos a disposição do nosso coração!
– Se houver alguém que está sendo deliberadamente rebelde, que se arrependa, confesse os seus pecados, creia em Jesus como Senhor e Salvador e se disponha a trabalhar na vinha do Senhor!

III.) Que estejamos atentos ao caminho da justiça, não negligenciemos a fé, e nem o arrependimento – v. 31,32
– Ao responderem a pergunta de Jesus, os fariseus emitiram um veredito que recaiu sobre eles mesmos.
– Quanto à declaração de Jesus no v. 31: “Há mais esperança para os conscientemente ímpios, do que para os que se consideram santos” (H. Lockyer).
– No entanto, a expressão “vos precedem” significa que Jesus estava deixando a porta aberta para os fariseus também entrarem no Reino de Deus. Alguns entraram no Reino após os pecadores salvos: Saulo foi um deles.
– O v. 32 destaca que os fariseus não estiveram atentos ao caminho da justiça, negligenciaram a fé (enquanto os pecadores que eles desprezavam vieram a crer), e negligenciaram também o arrependimento. Que jamais imitemos os religiosos dos dias de Jesus! Que façamos exatamente o contrário!

Conclusão
– As repostas diferentes dos dois filhos apenas demonstravam diferentes pecados.
– O primeiro prometeu obediência, mas não tinha a intenção de cumprir a palavra.
– O segundo nem prometeu e nem tinha a intenção de obedecer.
– Até esse ponto, não há porque preferir um a outro.
– Tornam-se diferentes somente no derradeiro ato.
– Quanto a nós, que respondamos afirmativamente quando chamados a servir, e que de fato cumpramos a palavra enpenhada!

Pr Ronaldo Guedes Beserra,
Com o apoio dos escritos de Herbert Lockyer, em “Todas as Parábolas da Bíblia”.

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Os Dons do Espírito Santo

Textos: Rm 12.6-8; 1 Co 12.8-10, 25-28; Ef 4.11

Introdução
– Os dons espirituais foram dados para o serviço, não para satisfação pessoal.
– Cada pessoa redimida recebeu pelo menos um dom do Espírito Santo.
– Somos responsáveis diante de Deus pela maneira com que usamos nossos dons.
– Cada membro tem uma função especial, mas todos devem trabalhar juntos (1 Co 12.14-21).
– Cada membro do corpo é único. Deus dá dons semelhantes a pessoas diferentes. Se qualquer de nós estiver faltando, o corpo estará incompleto.

I.) A Origem dos Dons Espirituais
– É o Espírito Santo quem decide quem recebe e que dons; Ele os distribui como quer (1 Co 12.11).
– Temos de prestar contas do uso de qualquer dom que recebemos, mas não somos responsáveis pelos dons que não recebemos.
– Não devemos cobiçar ou ter inveja de dons que outros tenham.
– Podemos desejar outros dons e até pedir por eles, mas se não for da vontade do Espírito Santo, não obteremos o que pedimos.
– Todos os crentes devem ter o mesmo fruto (Gl 5.22,23), mas nem todos os crentes terão o mesmo dom.

II.) Dons Espirituais e Talentos
– Nas três passagens que falam dos dons achamos mais ou menos vinte dons.
– Muitos dons se parecem com habilidades ou talentos naturais; outros são claramente espirituais.
– Deus pode tomar um talento, transformá-lo, pelo poder do Espírito Santo, e usá-lo como dom espiritual.
– Um dom é um “instrumento” que deve ser usado, e não uma joia ou objeto e decoração. Ex.: diferentes ferramentas que um carpinteiro usa, diferentes instrumentos que um médico precisa.
– Talento artístico de qualquer tipo é um dom de Deus (Tg 1.17), ainda que a pessoa não reconheça isso.

III.) O Propósito dos Dons
– Deus deu a cada um de nós um serviço, e dons sobrenaturais para executá-lo (Ef 4.12).
– Os dons são concedidos “visando a um fim proveitoso” (1 Co 12.7); portanto, não podem ser usados com propósitos egoístas. Através dos dons devemos ajudar uns aos outros (Fp 2.3,4).
– Antes de alistar os dons em Ef 4.11, Paulo nos exorta à unidade (v. 3-7). Portanto, os dons do Espírito nunca devem dividir o corpo de Cristo, mas mantê-lo unido.

IV.) Como Reconhecer Seu Dom
a.) Tenha certeza de que Deus lhe deu pelo menos um dom espiritual, e quer que você saiba qual é e o use para Sua glória.
b.) Orar com discernimento e objetivamente para que Deus nos mostre os nossos dons.
c.) Buscar uma compreensão inteligente do que a Bíblia diz sobre dons espirituais.
d.) Conheça a si mesmo e às suas capacidades. Se envolva em diferentes tarefas na igreja e responda às perguntas: O que eu sou atraído a fazer? O que eu faço com habilidade? Que dons espirituais outros irmãos têm reconhecido em minha vida?

V.) Dons Ministeriais – Ef 4.11

Apóstolo: O termo grego significa “alguém enviado com uma missão”.
– “o dom do apostolado deve se referir a este grupo pequeno e especial que eram os ‘apóstolos de Cristo’: os doze e Paulo. Eles eram diferentes porque tinham sido testemunhas oculares do Jesus histórico […] Neste sentido eles não têm sucessores, apesar de haver, sem dúvida, ‘apóstolos’ hoje em dia, no sentido secundário de ‘missionários’” (John Stott).

Profeta: O termo grego significa “expositor público”. Nos tempos apostólicos tinha duas facetas: (1) a transmissão de palavras de Deus para os homens; (2) edificar, instruir, consolar e exortar (1 Co 14.3). É preciso distinguir a profecia como dom ministerial, da profecia como manifestação momentânea do Espírito (1 Co 12.10).

Evangelista: Vem de uma palavra grega que significa “aquele que anuncia boas notícias”. O dom de evangelizar é uma capacidade maior para transmitir o evangelho.

Pastor: Ministros do evangelho ordenados e santos não ordenados que têm dons de aconselhar, orientar, advertir e guardar o rebanho.

Mestre: A palavra grega significa “instrutor”. Ensinar é uma capacidade, dada pelo Espírito, de firmar na vida de cristãos o conhecimento da Palavra de Deus e a sua aplicação em seu pensar e agir.
– A maneira como Paulo pôs as palavras em Ef 4.11 dá tanta proximidade aos dons de pastor e mestre, que quase poderiam ser traduzidos como se fossem um só dom, “pastor-mestre”.

VI.) Dons de Manifestações – 1 Co 12.8-10

Palavra da Sabedoria: Deus dá aos crentes sabedoria pela Escritura. E ainda dá um dom ou capacidade especial de sabedoria para alguns.

Palavra do Conhecimento: Ou seja, familiaridade com informação espiritual; os dons de sabedoria e conhecimento devem andar juntos; Este conhecimento, dom do Espírito, está baseado em longas horas de estudo disciplinado. Mas a capacidade de aplicar o que aprendemos, em situações específicas, de fato ultrapassa o estudo e vem diretamente do Espírito Santo.

: Não se trata da fé para a salvação, mas de um fé sobrenatural especial, comunicada pelo Espírito Santo, capacitando o crente a crer em Deus para a realização de coisas extraordinárias e milagrosas.

Dons de Curar: Concedidos à igreja para a restauração da saúde por meio divinos e sobrenaturais. Não são concedidos a todos os crentes; todavia, todos podem orar pelos enfermos.

Operação de Milagres: Atos sobrenaturais de poder que intervém nas leis da natureza; sinais, prodígios e maravilhas.

Profecia: Dom que capacita o crente a transmitir uma palavra ou revelação diretamente de Deus, sob o impulso do Espírito Santo (1 Co 14.24,25,29-31). Não envolve revelação nova, mas algo que o Espírito Santo está fazendo, relacionado com a Palavra escrita de Deus.

Discernimento de Espíritos: Vem de um termo grego que compreende diversas ideias: ver, considerar, examinar, compreender, ouvir, julgar de perto. A Bíblia ensina que muitos falsos profetas e enganadores surgiriam (2 Co 11.14,15; 1 Tm 4.1).
– Os crentes devem testar os vários espíritos e doutrinas, comparando-os com o padrão da Palavra de Deus. O Espírito Santo dá a algumas pessoas capacidade extraordinária para discernir a verdade.
– Capacidade para perceber hipocrisia, superficialidade, engano e mentira. Pedro reconheceu a hipocrisia de Ananias e Safira (At 5.1-11), e também o que se passava no interior do mágico Simão (At 8.9ss).

Variedade de Línguas: Podem ser línguas humanas e vivas (At 2.4-6), ou uma língua desconhecida na terra, “língua … dos anjos” (1 Co 13.1; 14.23,27,28,39). A língua falada através deste dom não é aprendida, e quase sempre não é entendida, tanto por quem fala (1 Co 14.14), como pelos ouvintes (1 Co 14.16). Deve haver ordem quanto ao falar em línguas em voz alta durante o culto (1 Co 14.27,28). Quem fala em línguas pelo Espírito, nunca fica em “êxtase” ou “fora de controle” (1 Co 14.32).

Interpretação de Línguas: Capacidade concedida pelo Espírito Santo, para o portador deste dom compreender e transmitir o significado de uma mensagem dada em línguas. A interpretação pode vir através de quem deu a mensagem em línguas, ou de outra pessoa. Quem fala em línguas deve orar para que possa interpretá-las (1 Co 14.13).

VII.) Dons de Operação na Igreja Local – 1 Co 12.25-28

Apóstolos: Ver acima.

Profetas: Ver acima.

Mestres: Ver acima.

Operação de Milagres: Ver acima.

Dons de Curar: Ver acima.

Socorros: Vem da palavra grega para auxiliar, ajudar. Ex.: instituição dos diáconos (At 6) para servir às mesas e distribuir os auxílios aos pobres. Também é serviço social, como ajudar os que são oprimidos por injustiça social, e cuidar de órfãos e viúvas. É o dom de mostrar misericórdia.

Governos: Palavra grega que traz a ideia de guiar, pilotar, dirigir. Algumas traduções trazem “administrar”. Algumas pessoas receberam o dom de liderança, que a Igreja reconhece (At 14.23; 1 Tm 3.1-7). Quando este dom não é reconhecido o resultado é confusão, e isto impede a atuação do Espírito Santo.

Variedade de Línguas: Ver acima.

VIII.) Dons Pessoais – Rm 12.3-8
– Esse texto “ao mesmo tempo em que combate o individualismo, ressalta o caráter pessoal do dom” (MBD IEAB).

Profecia: Ver acima.

Ministério: Ou serviço; É a disposição, a capacidade e poder, dados por Deus, para alguém servir e prestar assistência prática aos membros e líderes da igreja.

Ensino: Ver acima o dom de Mestre.

Exortar: NTLH traduz “dom de animar os outros”. Ou seja, encorajar, motivar, estimular a fé.

Contribuir: Repartir; Refere-se ao ato de dar algo com a mão e o coração abertos, que derivam da compaixão e de uma singeleza de propósito, não de ambição; contribuir livremente com os seus bens pessoais para suprir necessidades da obra ou do povo de Deus.

Presidir: Ver acima o dom de Governos.

Misericórdia: Ajudar e consolar os necessitados ou aflitos. Ver acima o dom de Socorros.

Fontes de pesquisa:
– “Bíblia de Estudo Pentecostal”
– “O Espírito Santo”, Billy Graham.
– “Manual Básico de Doutrinas” da IEAB.
– “Chave Linguística do Novo Testamento Grego”, Rienecker e Rogers.

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Investindo Recursos Materiais na Eternidade

Texto: Lucas 16.1-13

Introdução
– Grandes empresários pensam em uma forma de investir recursos para gerar mais recursos. No entanto, quando estes empresários partirem para a eternidade, tudo o que foi conquistado ficará aqui nesta terra.
– Entretanto, há uma maneira de investir recursos materiais na eternidade! Ou seja, há uma forma de fazer com que os seus recursos materiais te ‘acompanhem’ na eternidade.
– A Parábola do administrador infiel (desonesto, astuto) nos traz alguns ensinamentos muito relevantes.

I.) Devemos ser bons mordomos, bons administradores dos recursos que Deus nos tem confiado – v. 1
– O administrador do homem rico da parábola foi acusado de desperdiçar os bens que lhe haviam sido confiados.
– Nós somos mordomos, administradores dos recursos que Deus nos confiou: dinheiro, bens, talentos, dons, ministérios, funções, cargos, tempo, etc.
– Não podemos ser negligentes na administração desses recursos.
– “Os bens do Mestre não devem ser desperdiçados” (Herbert Lockyer).

II.) Devemos ter em mente que um dia teremos que prestar contas a Deus em relação aos recursos que Ele tem nos confiado – v. 2
– O homem rico da parábola chamou o administrador a prestar contas.
– Todos nós compareceremos perante o tribunal de Cristo – Rm 14.10; 2 Co 5.10

III.) Devemos nos concentrar nos interesses de Deus e de Seu Reino e não nos nossos próprios interesses – v. 3-7
– “O mordomo era alguém que cuidava de si mesmo” (H. L.). Ele não se preocupava nem se importava com os interesses de seu patrão, mas em si mesmo, no seu bem estar pessoal.
– As negociações com os devedores revelaram o verdadeiro caráter do mordomo; ele era egoísta, não tinha integridade e nem fidelidade.
– Sempre haverá cúmplices para os infiéis e desonestos – v. 5-7
– Nosso procedimento como mordomos de Cristo deve ser diametralmente oposto ao do administrador da parábola.

IV.) Devemos aprender a sermos espiritualmente prudentes – v. 8
– O próprio patrão do administrador elogiou a astúcia deste.
– “Cristo não elogiou a trapaça, mas sim a astúcia daquele mordomo” (H.L.).
– NTLH destaca a esperteza do mordomo (v. 8).
– “Jesus usou essa parábola em referência à astúcia do mundo para ensinar uma lição de prudência espiritual […] lição sobre prudência e o prevenir-se de antemão, atitudes essas muitas vezes presentes nos homens bem-sucedidos do mundo” (H. L.).
– Jesus destaca a capacidade de prever e agir.
– Prudência, previsão e ação estão presentes nos homens bem sucedidos do mundo, mas muitas vezes ausentes nos discípulos de Cristo.
– Usemos dessas habilidades na esfera espiritual!

V.) Devemos aplicar nossos recursos financeiros, nossa influência, nossa posição e nossas oportunidades para influenciar e ganhar amigos para o Reino de Deus – v. 9
– O administrar desonesto usou sua posição para ganhar amigos que o beneficiassem quando ele fosse despedido.
– Nós devemos usar recursos, influência, posição e oportunidades para fazer amigos ganhando e influenciando almas para Cristo, de forma que, quando não mais tivermos tais recursos, ou seja, quando não mais estivermos nesse mundo, sejamos recebidos por esses amigos (que fizemos com a aplicação dos recursos terrenos que Deus nos concedeu) no céu, na eternidade.
– Já que não podemos levar dinheiro para a eternidade, já que ‘caixão não tem gaveta’, “Muitos homens ricos não deixariam tanto para trás, se apenas tivessem feito mais amigos através de seu dinheiro” (H.L.)
– “Os mordomos de Deus […] terão amigos pela eternidade porque usaram prudentemente os seus recursos desse mundo no espírito do amor cristão” (H.L).
– “Na eternidade, os que forem beneficiados pelo seu ministério, ou seu dinheiro, ou ambos, serão a sua alegria e coroa de regozijo” (H.L.)
– “Dons e graças, usados na obra de Deus, trazem uma satisfação no presente e servem para construir um memorial na eternidade” (H.L.).

VI.) Devemos ser fiéis, pois esse é o critério para a recompensa na eternidade – v. 10-12
– O procedimento usado quando se administra pequenas coisas será também usado quando se administrar grandes coisas, seja fidelidade, seja infidelidade – v. 10
– Devemos ser fiéis na administração dos recursos materiais (riquezas de origem injusta, riquezas deste mundo ímpio) para que os recursos espirituais (verdadeira riqueza) nos sejam confiados (v. 11).
– Devemos ser fiéis na administração do que é dos outros para um dia administrarmos o que é nosso (v. 12); “o texto dá a impressão de um filho aprendendo através de pequenas responsabilidades a cuidar de uma fortuna maior que eventualmente lhe caberia” (Anthony Lee Ash).
– Lembrar da mensagem à Igreja de Esmirna: “Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap 2.10).

VII.) Devemos escolher a quem vamos servir, se a Deus ou se ao dinheiro – v. 13
– Trabalhar é lícito, ganhar dinheiro de forma honesta também é lícito. No entanto, precisamos tomar cuidado para que o dinheiro não se torne um deus em nossas vidas.
– “A natureza de mamom (riqueza), muito frequentemente, é que ela tende a tornar-se senhora do homem. Deus enfrenta assim um competidor, e esta competição pode destruir o verdadeiro discipulado” (Anthony Lee Ash).

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 30/06 e 01/07/2018.

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Rivalidades e seus Perigos

Texto: Obadias

Introdução
– Esaú e Jacó eram irmãos (Gn 25.23,30).
– Edomitas (descendentes de Esaú) e Israelitas (descendentes de Jacó) eram povos irmãos.
– Rivalidade cresceu entre ambos os povos desde os tempos de seus pais.
– Em Obadias Deus traz uma Palavra de juízo para os Edomitas. Tal Palavra traz alguns ensinos preciosos para nós. Vejamos:

I.) Jamais permita que a soberba engane o seu coração – v. 3
– Edomitas pensaram que jamais seriam abatidos por causa da cidade fortificada nas rochas onde habitavam.
– Cuidado com a arrogância, autossuficiência.
– Pv 11.2; 16.18; 29.23; ler Is 14.12-15 – Soberba foi o motivo da queda de Satanás.

II.) Jamais se alie àqueles que oprimem o seu irmão – v. 11
– Edomitas se aliaram aos babilônios para oprimirem a Judá.

III.) Jamais tenha prazer, nem se alegre e nem fale de boca cheia quando seu irmão estiver enfrentando calamidades ou angústias – v. 12
– Foi o que fizeram os Edomitas ao verem o sofrimento dos judeus.
– Ex. Davi não se alegrou com a morte de Saul
– Pv 24.17,18

IV.) Jamais tire proveito de seu irmão quando este estiver passando por momentos de calamidade – v. 13
– Edomitas entraram pela porta, lançaram mão dos bens e pilharam os judeus.

V.) Jamais bloqueie o caminho de seus irmãos quando buscam escapar; jamais os entreguem aos inimigos deles em seus momentos de angústia – v. 14
– Regra de Ouro, Mateus 7.12: “Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles”

Conclusão
Por que jamais devemos fazer estas coisas?
1. Porque Deus abate os soberbos – v. 4
2. Porque aqueles aos quais você se aliar contra o seu irmão podem se voltar contra você – v. 7
3. Porque ao agir assim você estará agindo sem entendimento, sem sabedoria – v. 7 d, 8.
4. Porque você ficará envergonhado e será punido – v. 10
5. Porque o que semearmos iremos colher – v. 15,16
6. Porque Deus pode te abater e restaurar aquele a quem você desprezou – v. 17
7. Porque Deus pode tirar o que você possui e dar àquele que você perseguiu – v. 19 a

Pr Ronaldo Guedes Beserra, SP 04.11.2017.

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Sintomas do Esfriamento Espiritual

Texto: Ap 2.4

Introdução
– Contar sobre quando apareceram os primeiros sintomas de diabetes
– Existe uma doença espiritual muito perigosa, cujo nome é esfriamento.
– A Bíblia nos fala de quais são os sintomas dessa ameaçadora enfermidade espiritual

I.) Relaxamento das práticas devocionais
– Período devocional é o tempo diário que o cristão deve observar de oração, leitura e meditação nas Escrituras.
– Dn 6.10 mostra o segredo do êxito de Daniel em uma cultura totalmente pagã: oração incessante (ler 1 Ts 5.17).
– Sl 1.1-3 fala dos benefícios da leitura e meditação constante nas Escrituras.
– “Nunca permitas, sob qualquer circunstância, que passe um dia sequer sem que tenhas no mínimo uma hora para a sua vida devocional” (John Wesley).

II.) Relaxamento no servir/serviço a Deus
– Esfriamento na presença nos cultos e no trabalho através de dons e ministérios.
– Hb 10.25 nos orienta a não deixarmos de congregar como infelizmente é costume de alguns.
– Se na segunda-feira as pessoas pudessem dar aos seus patrões as mesmas justificativas que dão para não irem a um culto no domingo, então, me parece que o motivo da ausência no culto tenha sido, de fato, justo. Caso contrário, talvez tais justificativas não tenham passado de uma boa desculpa!
– Abandono do primeiro amor – Ap 2.4, Mt 24.12
– Quanto ao trabalho na obra de Deus:
– Rm 12.11: “No zelo, não sejais remissos; sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor”.
– Ef 6.6,7: “não servindo à vista, como para agradar a homens, mas como servos de Cristo, fazendo, de coração, a vontade de Deus; servindo de boa vontade, como ao Senhor e não como a homens”.
– O nosso padrão de servo deve ser o Senhor Jesus Cristo!

III.) Colocar Deus em segundo plano
– Era o que estava acontecendo nos dias do profeta Ageu: Ag 1.4-11
– Mt 6.24,33: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro […] buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”.

IV.) Concessão ao pecado
– Livro “Cinco Votos para Obter Poder Espiritual” de A. W. Tozer ensina o seguinte:
– Primeiro Voto: Trate Seriamente com o Pecado
> O pecado tem sido disfarçado aparecendo com novos nomes e caras.
> O pecado é ainda o mesmo antigo inimigo da alma.
> Todo pecado conhecido deve ser nomeado, identificado e repudiado; devemos confiar em Deus para nos libertar dele, para que não exista qualquer pecado consciente, deliberado em qualquer parte de nossa vida.
> Rm 6.1,2,11-13,15,16.
> O sangue de Jesus Cristo nos purifica de todo o pecado (1 Jo 1.9). Em lugar de tentar disfarçar o pecado chame-o por seu nome correto e livre-se dele pela graça de Deus.

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 03.12.2017

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Um Verdadeiro Avivamento Espiritual

Texto: Atos 8.4-25

Introdução
– Um avivamento é uma renovação espiritual que causa mais fervor e dedicação a Deus. O avivamento pode ser individual ou coletivo, podendo afetar comunidades inteiras!
– A palavra avivamento não aparece na Bíblia, mas existem algumas passagens bíblicas que contam sobre o que nós chamaríamos de avivamentos.
– Uma dessas passagens é a que relata o Avivamento na cidade de Samaria.
– Há algum tempo atrás Jesus já havia evangelizado a mulher Samaritana e uma aldeia de samaritanos (Jo 4).

Transição
– Deus pode e quer visitar o seu povo e as pessoas em geral com um poderoso Avivamento espiritual.
– O texto em questão nos ensina sobre Características de um Verdadeiro Avivamento Espiritual.

I.) Um verdadeiro Avivamento Espiritual tem como base a pregação da Palavra de Deus com foco no anúncio de Jesus Cristo e na evangelização a respeito do Reino de Deus – v. 4,5,12
– Em um genuíno avivamento se prega a Palavra de Deus e não mensagens egocêntricas e de autoajuda.
– A mensagem é Cristocêntrica, anuncia-se a Jesus, seus ensinamentos, sua morte, sua ressurreição e seus significados.
– Ensina-se que o Reino de Deus não é deste mundo, que tal Reino de Deus deve ser a prioridade do discípulo de Cristo, e que tem valores e princípios diferentes dos valores dos reinos deste mundo.

II.) Um verdadeiro Avivamento Espiritual tem como característica o fato de que as pessoas atendem e ouvem com atenção a mensagem do evangelho – v. 6
– Há fome pela Palavra de Deus.

III.) Um verdadeiro Avivamento Espiritual é acompanhado de sinais e maravilhas, como libertação e curas divinas – v. 6,7, 13
– Deus é poderoso para realizar isso em nossos dias.
– Maravilhas, libertação e curas são marcas de um avivamento.

IV.) Um verdadeiro Avivamento Espiritual produz grande alegria – v. 8
– Hoje, as pessoas têm vivido muito tristes, inclusive cristãos.
– Precisamos de um avivamento!

V.) Um verdadeiro Avivamento Espiritual leva as pessoas a cumprirem a ordenança do batismo – v. 12
– Hoje, em muitos casos, há resistência quanto ao batismo.
– Algumas pessoas simpatizam com a mensagem do evangelho, mas não se dispõem a serem batizadas.
– Em um avivamento espiritual é diferente.

VI.) Um verdadeiro Avivamento Espiritual gera a necessidade de novos obreiros para atenderem às demandas do povo visitado pelo Senhor – v. 14
– Primeiramente precisamos de um avivamento, mas estamos dispostos a sermos estes obreiros dos quais a obra do Senhor necessita?

VII.) Um verdadeiro Avivamento Espiritual evidencia-se pela descida do Espírito Santo, pelo enchimento do Espírito Santo sobre o povo que está sendo avivado – v. 15-17
– Se o Espírito Santo é recebido no momento da conversão (Ef 1.13,14), nos parece que Lucas está se referindo aqui a uma segunda experiência com o Espírito Santo, a qual envolve algum tipo de evidência externa.
– Somente haviam sido batizados em nome de Jesus (v. 16), ou seja, faltava-lhes outro batismo, o batismo com o Espírito Santo.
– O enchimento do Espírito Santo vinha mediante a imposição de mãos dos apóstolos e era seguido de algum sinal visível.
– Precisamos hoje desse enchimento do Espírito Santo – Ef 5.18

VIII.) Um verdadeiro Avivamento Espiritual será provado pela possibilidade de suborno – v. 18,19
– Deste evento surgiu o termo “Simonia”
– Simonia é a venda de favores divinos, cargos eclesiásticos, prosperidade material, bens espirituais, coisas sagradas, objetos ungidos, etc. em troca de dinheiro. É o ato de pagar por sacramentos e consequentemente por cargos eclesiásticos ou posições na hierarquia da igreja.
– A partir da atitude de Simão podemos perceber o quanto as pessoas têm sede de poder, e para obtê-lo, muitas vezes, estão dispostas ao suborno.
– Três áreas muito perigosas: Sexo, dinheiro e poder!
– Muitas igrejas e ministérios têm se perdido diante da oportunidade de dinheiro fácil.
– Seremos provados pela possibilidade de suborno, de nos perdermos pela tentação de obter dinheiro fácil. Resistamos!

IX.) Um verdadeiro Avivamento Espiritual gera confronto firme em relação às práticas iníquas – v. 20-22
– Pedro confrontou a Simão firmemente.
– E quanto a nós? Temos confrontado com firmeza aqueles que precisam ser confrontados?

X.) Um verdadeiro Avivamento Espiritual produz autêntico discernimento espiritual – v. 21 b,23
– Pedro teve o discernimento de que o coração de Simão não era honesto diante do Senhor, que ele estava cheio de uma inveja amarga como o fel, e que estava preso pelo pecado (iniquidade).
– Precisamos buscar discernimento espiritual!

XI.) Um verdadeiro Avivamento Espiritual gera temor a Deus e à Sua Palavra – v. 24
– O confronto de Pedro parece ter produzido temor no coração de Simão.

Conclusão
– É tempo de buscarmos e clamarmos por um verdadeiro Avivamento espiritual.
– Se precisamos das características acima em nossas igrejas e ministérios, certamente as alcançaremos através de um autêntico Avivamento!

Pr Ronaldo Guedes Beserra

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Casais Inteligentes Crescem Juntos

Textos
– “Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo” (2 Pe 3.18).
– “Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é o cabeça, Cristo” (Ef 4.15).

Introdução
– Livro secular: “Casais inteligentes enriquecem juntos”. Daí a ideia para esta palestra.
– Crescem, o seja, desenvolvem, progridem, avançam, evoluem, melhoram, expandem, prosperam, florescem, multiplicam, etc.
– Casais inteligentes crescem juntos, pois casais insensatos, néscios e imprudentes não buscam e crescimento e nem querem crescer!
– O cônjuge deve incentivar – não cobrar – o crescimento de seu parceiro(a) em todas as áreas (talvez aqui esteja o ‘segredo’ de toda esta palestra).
– Cobrança gera peso no ambiente, gera insatisfação na relação.
– Incentivar: impelir, instigar, entusiasmar, encorajar, animar, estimular, fomentar,
impulsionar.
– Algumas áreas em que casais inteligentes crescem juntos:

I.) Casais inteligentes crescem espiritualmente juntos
– Crescimento espiritual se dá através de práticas devocionais: oração, leitura e meditação bíblica, leitura de bons livros cristãos, envolvimento em uma igreja local.
– É importante que o casal esteja congregando junto na mesma igreja.
– É também importante que o casal tire algum tempo para orar junto.
– Cada cônjuge deve ter disciplina na leitura bíblica e devocional. Não precisa ser junto necessariamente, mas o casal deve trocar ideias sobre o que cada um está lendo; ou podem fazer o propósito de lerem os mesmos textos, separadamente, e depois trocarem ideias sobre tais livros, textos, etc.
– Para o crescimento em qualquer área, a leitura é imprescindível!!!

II.) Casais inteligentes crescem emocionalmente juntos
– Buscar aprender juntos princípios de boa saúde emocional (A Bíblia tem muito a ensinar sobre saúde emocional; ler outros livros sobre o assunto).
– Hoje se fala muito em inteligência emocional. O casal deve buscar tal tipo de inteligência junto! A Inteligência Emocional é a capacidade de compreender e gerenciar os próprios sentimentos, assim como o sentimento dos outros.
– Com muito amor, os cônjuges devem ajudar um ao outro a vencer: autopiedade (autocomiseração), ressentimentos, raiva, soberba, atribuição de culpa aos outros, insatisfação, impaciência, medo, ódio, inveja, etc. (sintomas de enfermidade emocional)
– Quando perceber que seu cônjuge está tomando o caminho errado no que diz respeito a questões emocionais você deve confrontá-lo, e não apoiá-lo!
– Incentivar: desprendimento, benevolência, compreensão, humildade, disposição de servir, generosidade, honestidade, compaixão, paciência, admiração, reconhecimento, consideração, perdão (características de saúde emocional).

III.) Casais inteligentes crescem culturalmente juntos
– Incentive o seu cônjuge a concluir os estudos do ensino médio, caso ainda não tenha concluído.
– Incentive o seu cônjuge a ter graduações e pós-graduações. Nunca é tarde para estudar!
– Além de espiritualidade, casais inteligentes crescem juntos no conhecimento de outras disciplinas (história, literatura, filosofia, etc.)
– Incentive o seu cônjuge a tocar um instrumento musical.
– Agendem passeios e programas culturais juntos.
– Cristãos não podem ser pessoas alienadas e obscurantistas.

IV.) Casais inteligentes crescem juntos em boa comunicação
– “Comunicação é o processo verbal ou não verbal de compartilhar informação com uma outra pessoa de maneira tal que ela entenda o que você está falando” (J. Kemp).
– “Há pelo menos seis maneiras de interpretação ao nos comunicarmos: (1) O que você quer dizer; (2) O que você realmente diz; (3) O que a outra pessoa ouve; (4) O que a outra pessoa pensa que ouve; (5) O que a outra pessoa responde frente ao que você comunicou; (6) O que você pensa que a outra pessoa responde” (Kemp).
– “Devemos crescer de uma conversa superficial para uma comunicação verdadeira, pessoal e emocional. Todos os relacionamentos profundos, especialmente o casamento, precisam ser baseados na honestidade e abertura total. É difícil conseguir tal comunicação porque envolve risco (a pessoa se expõe). Mas é vital no casamento” (Kemp).
– A Bíblia, e em especial o livro de Provérbios, traz ótimas dicas para uma boa comunicação!

V.) Casais inteligentes crescem juntos em intimidade sexual
– Entender que o sexo é uma benção criada por Deus para ser desfrutada no casamento; nem antes e nem fora do casamento.
– Cônjuges inteligentes ajudam o seu parceiro(a) a vencer as dificuldades na área sexual.
– Um relacionamento sexual ajustado pode redundar em equilíbrio em outras áreas da vida (espiritual, emocional, profissional, etc).
– “Alguns casais pensam que o sexo vai ser fácil, rápido e automático e com 100% de satisfação. Quando isto não acontece, desenvolvem medos e incertezas” (Jaime Kemp).
– A relação sexual deve ser o ápice da comunicação de um casal. Não é apenas envolvimento físico. Deve ser o ápice da comunhão física, emocional, e até mesmo espiritual.
– Um bom relacionamento sexual à noite pode e deve começar a ser preparado desde as primeiras horas da manhã e no decorrer de todo o dia!

VI.) Casais inteligentes crescem financeiramente juntos
– Reconhecem que o dinheiro é de Deus – Ag 2.8; Sl 24.1
– Reconhecem que não devem depositar esperança no dinheiro ou posses – 1 Tm 6.17
– Reconhecem que a avareza é um grande perigo – 1 Tm 6.10
– Não se deixam levar pelo consumismo desenfreado – Is 55.2; Pv 30.15
a. Cuidado com apelos consumistas nos meios de comunicação
b. Cuidado com o supérfluo (tudo aquilo que não é essencial à manutenção da vida) em detrimento do essencial (comida, roupa, moradia, etc).
– Entendem que a dívida escraviza a pessoa – Pv 22.7; Rm 13.8
– Algumas coisas que provocam dívidas:
a. Cartões de crédito (é uma maneira fácil de comprar coisas com o
dinheiro que você não tem);
b. Comprar coisas sob o impulso do momento;
c. Não economizar;
d. Não zelar por suas coisas; evitar o desperdício.
– Aprendem a viver dentro do seu orçamento – Fp 4.10-13
– Aprendem a fazer um planejamento (orçamento) financeiro mensal – Lc 14.28-32
a. Liste todos os seus gastos fixos.
b. Liste todos os seus gastos eventuais.
c. Planeje viagens, passeios, etc.
d. Planeje poupar, economizar.

VII.) Casais inteligentes crescem juntos na educação dos filhos
– Casais inteligentes criam seus filhos de acordo com os princípios e valores da Palavra de Deus, fazem questão de levar seus filhos para a igreja desde cedo, incentivam-nos a lerem a Bíblia.
– Pai e mãe devem estar unidos na criação dos filhos. Se o pai corrigir, a mãe não deve tirar a autoridade do pai, mas deve concordar com a correção. Se a mãe corrigir, o pai também não deve jamais tirar a autoridade da mãe na correção. Caso contrário, os filhos crescerão sabendo que os pais estão perdidos no processo de educação e perderão o respeito pela autoridade dos pais.
– Qualquer desacordo quanto à forma de correção não deve ser discutido na frente dos filhos, mas em um momento e lugar à parte, longe dos filhos.
– Os pais não devem provocar seus filhos (Ef 6.4; Cl 3.21) através do uso impróprio de autoridade, através de disciplina em momentos impróprios e sem boa comunicação. Ao invés de provocar, os pais devem incentivar e encorajar os filhos.
– Os pais devem criar seus filhos na disciplina do Senhor (Ef 6.4). Disciplinar tem a ver com treinar e discipular. Os pais devem usar a vara da correção: Pv 13.24; 19.18; 22.15; 23.13,14; 29.15-17; Hb 12.5-11.

Pr Ronaldo Guedes Beserra

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O Poder de Deus para Reverter Situações de Opróbrio em Alegria

Texto: Lucas 1.5-25

Introdução
– Enfatizar a veracidade dos fatos históricos do livro de Lucas (1.1-4)

Transição
– O texto nos mostra vários princípios importantes a serem aplicados em nossas vidas.

I.) Tenha um caráter aprovado e aceite a Soberania e a Sabedoria de Deus – v. 6
– “O caráter de Zacarias e Isabel apresentava-os como prontos para serem usados por Deus […] ausência de amargura com relação à esterilidade de Isabel” (Anthony Lee Ash).
– O nosso caráter tem sido aprovado? Quais falhas de caráter ainda temos mantido? O que fazer para mudar?
– Queremos ser usados por Deus? Nosso caráter tem nos apresentado como prontos para sermos usados pelo Senhor?
– Temos nos mantido amargurados por aquilo que Deus não tem nos dado? Ou temos aprendido a aceitar a soberania e a sabedoria de Deus?

II.) Exerça diante de Deus o ministério que Ele tem lhe confiado, ‘entre’ na presença de Deus em oração e adoração, pois à medida que assim fizer Deus pode revelar a Sua vontade, os seus planos e os seus propósitos a seu respeito – v. 8,9
– “À medida que Deus recebeu louvor, Ele revelou a Sua vontade”
– Temos exercido o ministério que o Senhor nos tem confiado?
– Como está a nossa devoção diária diante do Senhor?

III.) Não temas, pois o nosso Deus é um Deus que ouve as nossas orações – v. 13
– “Não tenha medo […] era para indicar que os propósitos de Deus eram bons, não maus”.
– Aplicação: Não temas, os propósitos de Deus para a sua vida são bons e não maus!
– “Se eles continuaram a oferecer essa prece, após anos sem filhos e com idade avançada, sua persistência era um grande testemunho da sua fé”.
– Como tem estado a sua ‘persistência’? Ela tem testemunhado de sua fé?

IV.) Busque conhecer qual é o propósito e a missão que Deus tem para a sua vida – v. 14-17
– “Não apenas que Zacarias seria pai, mas o sexo da criança, nome, caráter, qualidades e missão foram especificados”.
– A sua vida tem sido fonte de prazer, alegria e regozijo?
– Você tem cumprido o propósito de Deus para a sua existência?

V.) Jamais deixe de acreditar nas promessas de Deus – v. 18-20
– O mesmo homem de caráter reto e irrepreensível que tinha orado por tantos anos por um milagre vacilou em sua fé quando a futura realização do milagre lhe foi apresentada!
– As pessoas que oravam para Pedro ser solto da prisão não acreditaram quando isso ocorreu!
– Que assim não ocorra conosco!

VI.) Creia que Deus é gracioso e poderoso para substituir a sua vergonha por intensa alegria – v. 24,25
– “A declaração exultante de Isabel é […] exemplo da alegria que um ato de Deus pode trazer”.
– “O texto enfatiza a intenção de Deus em promover o bem-estar do homem”
– Creiamos: o melhor de Deus ainda está por vir!!!

Pr Ronaldo Guedes Beserra, com auxílio do “Comentário Bíblico Vida Cristã” de Anthony Lee Ash (Fev/18)

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Necessidades no Processo de Realização da Obra de Deus

Texto: 2 Reis 6.1-7

Introdução
– Eliseu liderava (dirigia) um grupo de profetas (NTLH). O lugar onde habitavam era provavelmente uma escola de profetas (uma espécie de seminário para preparação de líderes). Estavam sendo treinados para levar a Palavra de Deus às pessoas. Quiseram aumentar as instalações da escola e puseram as mãos à obra para tal objetivo. Ou seja, a obra de Deus estava em processo de realização.

Transição
– A obra de Deus ainda não está concluída; a obra de Deus está em processo de realização.
– O texto bíblico nos mostra algumas necessidades no processo de realização da obra de Deus

I.) Que se percebam as oportunidades de expansão e crescimento – v. 1
– Os discípulos dos profetas liderados por Eliseu perceberam que o lugar onde habitavam, e onde provavelmente eram ministrados pelo profeta, estava pequeno demais.
– A percepção de tal necessidade trouxe a visão de ampliação do espaço.
– Uma necessidade específica pode representar uma oportunidade para o estabelecimento de uma visão de crescimento.
– Temos estado atentos às oportunidades que se apresentam a partir de necessidades que identificamos? Tais necessidades têm gerado visão de crescimento ou desânimo?

II.) Que se estabeleçam estratégias claras para que se implemente a visão de crescimento – v. 2 a
– A visão do grupo de profetas era construir uma casa maior.
– A estratégia para se alcançar a visão era que os próprios profetas cortassem e reunissem várias vigas de madeira com as quais se construiria uma nova sede.
– Qual é a nossa visão para a obra de Deus? Que estratégia haveremos de usar para concretizar tal visão? Podemos fazer as mesmas perguntas para várias áreas de nossas vidas.

III.) Que se entenda que o trabalho deve ser feito em conjunto, e não individualmente – v. 2
– “Vamos […] tomemos […] construamos […] habitemos”.
– Ninguém faz nada de valor, nada de relevante, sozinho.
– Destaca-se aqui a importância do trabalho em equipe.
– Na obra de Deus não há espaço para estrelas solitárias!
– Como temos agido nesse quesito, nesse particular?

IV.) Que todos os projetos e ações sejam submetidos à liderança – v. 1, 2
– O grupo de profetas não tomou nenhuma atitude sem antes consultar o profeta Eliseu. Só depois de terem obtido o aval do profeta é que partiram à execução do projeto.
– As autoridades foram instituídas por Deus e lhes devemos submissão – Rm 13.1-5.
– A quebra de autoridade da cadeia de comando não será acompanhada pela benção de Deus.

V.) Que os líderes estejam junto aos seus liderados – v. 3, 4 a
– Os liderados não se contentaram apenas com a autorização do líder. Quiseram que Eliseu os acompanhasse.
– “Eliseu não era ocupado e nem orgulhoso demais para participar do trabalho […] a presença dele encorajava os jovens” (W. Wiersbe).
– É muito importante que os líderes estejam junto, acompanhando, encorajando, apoiando e dando o exemplo para os liderados.

VI.) Que haja trabalho duro – v. 4 b
– “Chegados ao Jordão, cortaram madeira” (ARA); “começaram a trabalhar” (NTLH).
– Cortar madeira é um trabalho pesado, duro e cansativo.
– Não se faz a obra de Deus com corpo mole; é necessário dedicação, compromisso, comprometimento.

VII.) Que se tenha consciência de que o poder para realizar a obra não é nosso, e que, ao executá-la, muitas vezes perdemos o poder – v. 5
– O machado simboliza o poder para realizar o trabalho.
– É impossível cortar árvores só com o cabo. Além do cabo é necessário o machado. Da mesma maneira não se pode fazer a obra de Deus na força humana. É necessário o poder do Espírito Santo de Deus. Ver Atos 1.8.
– Coisa terrível é fazer a obra de Deus sem o poder e a unção do Espírito Santo, ou seja, na própria força, usando apenas um cabo sem machado.
– O poder do Espírito Santo, com o qual realizamos a obra de Deus, não é nosso; é “emprestado”.
– No processo de realização da obra de Deus, muitas vezes, infelizmente, perdemos o poder, assim como o trabalhador perdeu o machado na história em questão.

VIII.) Que nos humilhemos reconhecendo onde temos perdido o poder – v. 6 a
– Eliseu perguntou ao trabalhador em que ponto do rio o machado havia caído.
– Só quem perdeu o poder sabe onde perdeu, sabe exatamente o que ocorreu para que o poder se perdesse.
– Você tem perdido o poder no processo de realização da obra de Deus?
– Onde você perdeu o poder? Por que você perdeu o poder? Falta de oração? De comunhão com Deus? Falta de consagração? Algum pecado oculto? Falta de perdão? Inveja, ciúme de alguém? Falta de dependência de Deus?
– Reconheçamos onde temos perdido o poder e nos humilhemos diante do Senhor!

IX.) Que contemos com milagres (ações sobrenaturais) da parte de Deus – v. 6 b
– Eliseu fez flutuar o ferro! Foi um milagre, foi algo sobrenatural!
– Se faz necessário orarmos para que Deus realize milagres no processo de realização da Sua obra. E Ele pode fazer isso!

X.) Que recuperemos o poder perdido e voltemos ao trabalho eficaz – v. 7
– Depois de reconhecer que perdemos o poder, e depois de identificarmos onde o perdemos, se faz necessário que o recuperemos novamente.
– Que o poder do Espírito Santo seja renovado em nossas vidas!
– Que passos práticos você tem dado para ser novamente cheio do Espírito Santo?

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 10.06.2018.

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O Jovem Cristão, o Namoro e a Sexualidade

Texto: Gênesis 24.2-4, 12-20, 50, 51, 60, 63-67.

Introdução
– Dicas livros cristãos sobre o assunto.
– O que a Bíblia tem a ensinar sobre o namoro e a sexualidade para o jovem cristão?

I.) O jovem cristão jamais deve se colocar em jugo desigual – Gn 24.2-4; 2 Co 6.14; Am 3.3
– Explicar o que significa jugo: dois animais puxando carro de arar a terra.
– Ser ‘gente boa’ não basta; quase crente é quase salvo; a salvação é individual, portanto, toda a família pode ser cristã, mas se a pessoa não for fica configurado o jugo desigual.
– Quem garante que o namorado (a) vai se converter depois do casamento?
– Casamento é para a vida toda e não podemos nos arriscar; uma escolha muda todo o seu futuro; depois não tem volta.
– Deus nos dá instruções não pelo prazer de nos ver privados do que gostamos, mas porque Ele nos ama e quer o nosso bem. Deus não quer nos ver sofrer!

> Consequências de se colocar em jugo desigual (mesmo depois de casado):
– Sair do centro da vontade de Deus (não precisa nem orar para pedir a direção da vontade de Deus quando o pretendente é não cristão).
– Casal não terá comunhão na principal área de relacionamento: espiritual
– Cônjuge não crente pode conseguir tirar o companheiro da igreja (começa a fazer críticas à igreja, reclama que cônjuge não fica com ele (a), que só pensa em igreja)
– Os dois ficarão separados nos momentos de culto
– Quando nascerem os filhos, eles serão batizados (católicos) ou serão apresentados (evangélicos)? Esse tipo de situação gera estresse entre as famílias dos cônjuges.
– Criação dos filhos (cônjuge crente tem valores cristãos, o outro não tem; pai tira a autoridade da mãe na correção e vice-versa; pai ou mãe não cristão pode impedir os filhos de irem à igreja, ou ficar questionando na cabeça da criança o que ela aprendeu na igreja, etc).

– Gn 24.2-4 – Abraão faz seu servo jurar de que não tomará para seu filho esposa dentre as mulheres cananéias, mas dentre a sua parentela.

II.) O jovem cristão jamais deve “ficar” e nem praticar o sexo antes do casamento
– Buscar simplesmente o prazer sem qualquer perspectiva de compromisso; comportamento em que os jovens conversam, se beijam, se abraçam e até mantêm relação sexual, sem nenhuma responsabilidade pós-encontro.
– “Não vos defraudeis uns aos outros” (I Co. 7:5). Defraudar é passar dos limites da intimidade com uma outra pessoa que não seja o seu cônjuge.
– “Ficar” é compatível com uma vida de santidade? Obviamente NÃO!
– Possíveis consequências: traumas, frustrações, decepções e até uma gravidez precoce.
– A Bíblia diz que ao se unir a uma mulher, o homem se torna uma só carne com ela (Gn 2.24). Existem pessoas que tem se tornado uma só carne com diversas pessoas diferentes!
– A Bíblia nos ensina que a relação íntima de um casal é algo sagrado (Hb 13.4) que não deve ser desfrutada nem antes e nem fora do casamento. A negligência dessa orientação trará tristes consequências!

– Gn 24.65 pode representar a importância do pudor e de se guardar a pureza para o casamento. É óbvio que hoje, em nossa cultura, as mulheres não precisam usar véu, mas as pessoas também não precisam ser tão vulgares como muitas vezes tem sido!
– Hoje se fala muito em “sexo seguro” (uso de preservativos, etc). Quem inventou o “sexo seguro” foi Deus, só que com outro nome: “casamento”!
– Se há alguém que deseja ter um casamento abençoado, é importante que guarde a pureza na área sexual, para desfrutar desta benção chamada sexo apenas no casamento!

– Gn 24.63-67 – Não foi o fato de Isaque e Rebeca terem ido a um cartório ou terem comparecido perante um sacerdote religioso que lhes selou a união, mas sim o relacionamento físico que tiveram; me parece que a Bíblia faz questão de mostrar isso aqui! (Isso não quer dizer que hoje o casamento civil e religioso não tem valor). A união sexual é o ato sagrado que sela o casamento, portanto, o sexo não pode ser banalizado como tem sido!

III.) O jovem cristão deve estabelecer limites em seu namoro
– Com relação ao namoro entre jovens cristãos, considerando que o corpo é templo do Espírito Santo (1 Co 6.19), entendemos que não podem ir além dos limites da santidade, da obediência e do respeito à visão bíblica do corpo como templo do Espírito Santo.

Dicas práticas para estabelecer limites no namoro cristão:
– Busque uma vida de comunhão com Deus através da leitura bíblica e oração (tempo devocional).
– Busque andar no Espírito – Ler Gl 5.16-25
– Faça uma aliança com seu namorado (a) para sempre buscarem glorificar a Deus nos atos que fizerem no namoro
– Evite ficar sozinho com seu namorado (a); busque ficar próximo de pessoas da família; busquem programações juntos com outros jovens e amigos cristãos; prefira ter um momento a sós em um shopping movimentado do que dentro do quarto de vocês.
– Estabeleça limites para beijos, toques e lugares onde as mãos possam ser colocadas.
– Cuidado com as conversas sobre assuntos “quentes”. Os homens “esquentam” muito rápido.
– Cuide das roupas que usa. Sabemos que as roupas passam mensagens. Deve haver critérios no uso das vestimentas, principalmente por parte das moças, já que a fisiologia masculina é muito baseada na visão.

IV.) O jovem cristão deve observar alguns critérios para iniciar um namoro cristão
– Namorar é ter a oportunidade de conhecer o outro; é verificar o que o casal tem em comum; é o momento de trocar confidências, aprofundar a amizade; é quando as longas conversas e os passeios irão confirmar se haverá a possibilidade de um compromisso futuro.

> Critérios a serem observados:
– Orar pedindo que Deus prepare a pessoa certa. Buscar orientação e confirmação de Deus (Gn 24.12-20). O servo de Abraão buscou orientação de Deus para escolher a mulher certa para o filho de seu senhor. Muitas pessoas começam relacionamentos e até se casam sem buscarem a menor orientação e direção de Deus e sem pedirem confirmação da vontade de Deus!
– O namoro só deve acontecer com intenção de casamento, de construir uma família e ter uma vida abençoada; não se faz experiência com sentimentos. Um jovem cristão (principalmente um rapaz) não deve iniciar um namoro sério sem estar trabalhando, sem ter nenhum tipo de perspectiva profissional.
– Observe a vida espiritual da pessoa pretendida (É constante nos cultos? Busca conhecer mais de Deus e de Sua Palavra? É interessado em ler bons livros cristãos? Se envolve em ministérios na igreja? É submisso aos líderes?)
– Observe a vida familiar (É um bom filho (a)? É submisso e obediente aos pais?) Alguém já disse que um bom filho (a) será um bom cônjuge, mas o contrário muitas vezes também é verdade!
– Observe a vida profissional (É trabalhador? Ou vive trocando de emprego toda hora? O que planeja para o futuro profissional?)
– Ter a aprovação e a benção da família (Gn 24.50, 51, 60). Muitas vezes (talvez não todas as vezes), a falta de aprovação da família pode representar também a falta de aprovação da parte de Deus. Para um casamento começar bem sucedido é muito importante haver a aprovação e benção por parte das famílias, de ambas as partes.

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 24.01.2018.

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A Oração do Cristão

Texto: Mt 6.5-15

Introdução
– Qual é a oração que agrada a Deus, que toca o coração de Deus?
– Existe oração verdadeira e oração falsa? Jesus citou a oração dos fariseus e a oração dos pagãos como modelos de oração equivocada.

Transição
– A Oração do Pai Nosso é um modelo da verdadeira oração, da oração genuinamente cristã.
– Essa oração (e o texto no qual está registrada) nos ensina as características da verdadeira oração.

I.) A verdadeira oração não é hipócrita – v. 5,6
– Não busca se aparecer, atrair os holofotes, não está em busca de auto glorificação, de glorificação do próprio ego .
– É feita em segredo, com discrição.

II.) A verdadeira oração não é mecânica – v. 7,8
– Vãs repetições é igual à falta de significado, verbosidade, falar sem pensar.
– Oração que só vem dos lábios e não do pensamento ou do coração.
– Cuidado com a reza e com os jargões religiosos enquanto a mente vagueia.

III.) A verdadeira oração visa a um despertamento pessoal e é uma confissão de nossa total dependência de Deus – v.8b
– A verdadeira oração não busca informar a Deus, nem persuadir a Deus a agir.
– Deus já sabe do que precisamos antes de lhe pedirmos. Por que orar então?
– Porque através da oração nós despertamos espiritualmente, buscamos a Deus, nos desligamos das coisas carnais e nos ligamos às coisas espirituais, aliviamos as nossas ansiedades e declaramos nossa esperança e dependência nEle.
– A oração não muda Deus; a oração muda a nós mesmos!

IV.) A verdadeira oração é aquela na qual o que ora sabe que está se dirigindo a um Pai pessoal, amoroso e poderoso – v. 9
– Ele é um Deus pessoal e não impessoal. Ele é uma pessoa e não uma força.
– Ele é um Pai amoroso; Ele preenche o ideal de paternidade em seu cuidado amoroso por seus filhos.
– Ele é poderoso. A expressão “nos céus” indicam não tanto o lugar de sua habitação como a autoridade e o poder que tem na qualidade de criador e governador de todas as coisas.
– Ele combina amor paternal com poder celestial. O que o seu amor ordena, o seu poder é capaz de realizar.

V.) A verdadeira oração dá prioridade aos interesses de Deus – v. 9 b, 10
– Santificado seja o teu nome: Desejamos que a devida honra lhe seja dada.
– Momento de adoração na oração.
– Venha o teu reino: Que o Reino de Deus cresça à medida que as pessoas se submetam a Jesus através do testemunho da Igreja, e que logo ele seja consumado com a volta de Jesus.
– Momento de interceder pelo avanço da Igreja, da obra missionária.
– Seja feita a tua vontade: Desde que a vontade de Deus é boa, perfeita e agradável (Rm 12.2), resistir a ela é loucura; discerni-la, desejá-la e fazê-la é sabedoria.
– Momento de abrirmos mão das nossas vontades e desejos (muitas vezes mesquinhos) em detrimento da vontade de Deus.

– Jesus nos ensina a orar para que a vida na terra se aproxime o máximo possível da vida no céu, pois “assim na terra como no céu” parece se referir aos três pedidos acima.
– Essa oração expressa as prioridades do cristão: não o nosso nome, não o nosso império (reino), não a nossa vontade…

VI.) A verdadeira oração expressa nossa humilde dependência da Graça de Deus – v. 11-13
– O pão nosso de cada dia: É uma oração pelo imediato e não pelo distante. Ou seja, devemos viver e depender dEle um dia de cada vez.
– Perdoa as nossas dívidas: O perdão é tão indispensável à vida e à saúde da alma como o alimento para o corpo. Ler os vs. 14,15.
– Nosso Pai nos perdoará se perdoarmos aos outros, mas não nos perdoará se nos recusarmos a perdoar aos outros.
– Uma das principais evidências do verdadeiro arrependimento é um espírito perdoador. Quando nossos olhos são abertos para vermos a enormidade de nossa ofensa cometida contra Deus, as injúrias dos outros contra nós parecem, comparativamente, muitíssimo insignificantes. Se, por outro lado, temos uma visão exagerada das ofensas dos outros, é uma prova de que diminuímos muito a nossa própria (Stott).
– Não nos deixes cair em tentação: A oração é mais no sentido de podermos vencer a tentação do que de a evitarmos.

– Os três pedidos incluem as nossas necessidades humanas: materiais (pão), espirituais (perdão) e morais (livramento do mal).
– Ao fazer a oração expressamos nossa dependência de Deus em cada setor da vida humana.

Conclusão
– Em nossas orações, em nossos momentos de devoção pessoal, sigamos o seguro modelo de oração que Jesus nos ensinou na Oração do Pai Nosso!

SP, 03 e 04/03/2018 – Pr Ronaldo Guedes Beserra, baseando-se na leitura de “A mensagem do Sermão do Monte” de John R. W. Stott.

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