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Como Vencer Grandes Adversidades

Texto: 1 Samuel 30.1-20

Introdução
– Grande tempestade (tribulação, adversidade) se precipitou sobre a vida de Davi e seus homens – v. 1-6

Transição
– Todos nós estamos sujeitos a enfrentar grandes tempestades em alguns momentos de nossa existência.
– O texto nos mostra algumas atitudes a serem tomadas em momentos de grandes tempestades/adversidades.

I.) Reanime-se no Senhor – v. 6 b
– “Davi se esforçou no Senhor” (ARC); “Davi se reanimou no Senhor” (ARA); “fortaleceu-se no Senhor” (NVI); “o Senhor … lhe deu coragem” (NTLH).
– “… da fraqueza tiraram força, tornaram-se poderosos na batalha e puseram em fuga exércitos estrangeiros” (Hb 11.34).
– Nos momentos mais difíceis da vida, ou nos levantamos encontrando forças em Deus, ou seremos derrotados.

II.) Consulte ao Senhor – v. 7,8
– Precisamos aprender a consultar ao Senhor antes da tomada de decisões, principalmente aquelas de maior importância.
– Josué e os líderes de Israel deixaram de consultar a Deus e foram enganados pelos gibeonitas aos quais ficaram presos – Js 9.14

III.) Aja baseado nas Promessas de Deus, na Palavra de Deus a despeito das circunstâncias – v. 9,10
– Deus orientou Davi a perseguir os inimigos. Baseado nessa Palavra e nessa Promessa de Deus, Davi agiu.
– Ainda que nem todos os homens de Davi conseguissem ir adiante, Davi continuou firme em sua ação.
– “Respondeu-lhe Simão: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos, mas sob a tua palavra lançarei as redes” (Lc 5.5).

IV.) Conte com a Providência de Deus – v. 11-16
– Quando o propósito de Deus for nos conduzir à vitória, Ele sempre agirá a nosso favor através de Sua Divina Providência.
– Notar como na vida de José do Egito, tudo foi Providência de Deus.

V.) Lute decididamente com todas as suas forças – v. 17
– Aja com decisão, faça o que tiver de ser feito, enfrente o problema de frente, de cara; vença todo o cansaço, reúna todas as suas forças, lute!

VI.) Recupere tudo o que lhe seja possível recuperar – v. 18-20
– Não se conforme com menos, não se acomode em algum tipo de zona de conforto.
– Busque recuperar o tempo perdido, sua família, seu casamento, seus filhos, suas posses.

Conclusão
– Os mesmos que falavam em apedrejar Davi (v. 6), agora o honravam (v. 20).
– As tempestades/adversidades que Deus nos permite passar podem ser oportunidades disfarçadas para Ele nos honrar, para Ele confirmar a nossa liderança.
– Certamente são oportunidades para adquirirmos grandes experiências com o nosso Deus!

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 22.08.2018.

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Para Quem Deseja Ser Honrado

Texto: 1 Pedro 5.6

Introdução
– Citar vários personagens bíblicos, bem como líderes da história geral que foram honrados por Deus.
– Há no ser humano um desejo de ser honrado, de ser reconhecido: ser um grande executivo, um grande empresário, ter uma carreira sólida e reconhecida, ter um grande ministério, ser um grande intelectual, etc.

Transição
– Todos nós queremos ser honrados.
– O texto nos mostra algumas condições para que sejamos honrados e exaltados.

I.) Precisamos nos manter humildes
– Porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes – 1 Pe 5.5b; Tg 4.6,10; Pv 3.34,35; 29.23
– Porque os que se exaltam serão humilhados, mas os que se humilham serão exaltados – Mt 23.11,12
– Porque Deus atenta para os humildes – Sl 138.6; Is 57.15

II.) Precisamos nos manter debaixo da Mão de Deus, que é Poderosa
– Tem a ver com submissão, dependência.
– Jamais devemos sair dessa posição, ou seja, de debaixo da Mão de Deus. Tal atitude aponta para independência, insubmissão e autossuficiência.
– Na verdade não há como não ficar debaixo da Mão de Deus. Ou a pessoa estará debaixo da Mão de Deus para ser abençoado (Ed 7.9; 8.18; Ne 2.18), ou estará debaixo da mão de Deus para ser castigado, corrigido (Sl 32.4; At 13.11). Portanto, fiquemos debaixo da Mão de Deus para sermos abençoados!
– A Mão de Deus é Poderosa: Sl 89.13; Is 59.1,2.

III.) Precisamos entender que Quem nos honra é Deus
– Deus usa ou pode usar pessoas para nos honrar, mas em última análise quem nos honra é Deus.
– Você pode se esforçar, se dedicar, levantar cedo, dormir tarde, implementar estratégias, se desdobrar em mil – e você deve fazer isso! – no entanto, se Deus não quiser te honrar, nenhum esforço seu será suficiente.
– Ler 1 Cr 29.12; Dn 2.21; Sl 127.1; 1 Co 3.6; Rm 9.16

IV.) Precisamos estar cientes de que há o tempo certo de Deus nos honrar
– Devemos esperar o tempo de Deus e não tentar adiantar as coisas.
– Antes de ser honrado, José teria de ser alvo da inveja e traição dos irmãos, ser escravo no Egito, passar vários anos em uma prisão, e esperar muitos anos.
– Antes de ser honrado, Moisés teve de ser treinado no palácio de Faraó e no deserto. Moisés tentou adiantar as coisas ao matar um egípcio, mas ainda não era o tempo de Deus.
– Antes de ser coroado rei de Israel, Davi teve de ser perseguido implacavelmente por Saul. Davi teve 2 chances de adiantar as coisas, mas preferiu não ferir o ungido do Senhor e esperar o tempo de Deus.
– O fato de você ser honrado não depende das condições políticas e econômicas da nação, não depende do seu patrão ou gerente, não depende do seu pastor ou líder de ministério, mas de Deus. Quem está no controle de sua vida é o Senhor, e não as pessoas que exercem algum tipo de autoridade sobre você.
– Quando chegar o tempo de Deus te honrar, nada poderá impedir: “Ainda antes que houvesse dia, eu era; e nenhum há que possa livrar alguém das minhas mãos; agindo eu, quem o impedirá?” (Is 43.13).

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 19.08.2018.

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Vencendo as Tempestades da Vida

Texto: Atos 27.6-44; inicialmente ler o v. 20.

Introdução
– Na noite de 04 de outubro de 1744, o HMS Victory, um navio de primeira linha da Royal Navy (Marinha Real), foi pego por uma tempestade no Canal Inglês, quando a embarcação voltava para a Inglaterra. Toda a tripulação de 1.150 marinheiros morreu.
– São muitos os casos de navios que naufragaram em meio a uma forte tempestade.

Transição
– Todos nós enfrentamos várias tempestades ao longo de nossa existência.
– O texto nos mostra algumas lições a serem aprendidas quanto às tempestades da vida.

I.) As tempestades da vida podem ser evitadas se estivermos atentos às circunstâncias e dermos ouvidos a pessoas tementes a Deus, e não somente a especialistas – v. 6-12
– Tanto o piloto como o centurião já deveriam ter atentado para as circunstâncias contrárias relatadas nos versos 7,8.
– O piloto e o centurião também deveriam ter dado ouvidos ao que Paulo, um homem de discernimento espiritual, estava dizendo. No entanto, o centurião deu mais crédito ao que o piloto e o mestre do navio diziam – v. 9-11
– Deus fala pelas circunstâncias; precisamos estar atentos!
– Deus usa pessoas de discernimento espiritual para nos orientar; também precisamos ficar alertas!

II.) As tempestades da vida podem ser evitadas se não nos deixarmos enganar por supostos momentos de calmaria – v. 13-19
– O piloto e o centurião foram iludidos por um vento brando que soprava. No entanto, logo na sequencia, veio a tempestade.
– Momentos de calmaria podem ser ilusórios. Temos de estar atentos sempre, jamais podemos ‘baixar a guarda’. Mais uma vez vale ressaltar a necessidade de discernimento!

III.) As tempestades da vida, de tão intensas, podem nos levar a perder completamente as esperanças; no entanto, devem ser enfrentadas com bom ânimo – v. 20-22
– Diante dos acontecimentos relatados nos versos 14-20, as esperanças se desfizeram totalmente.
– Como é importante ouvir e dar bons conselhos em momentos de tempestades – v. 22
– Mau ânimo é sinônimo de incredulidade, não ajuda em nada; pelo contrário, atrapalha muito.

IV.) As tempestades da vida são momentos propícios para Deus se revelar a nós de maneira especial – v. 23
– Nos momentos de maior tempestade Deus pode se revelar a nós – v. 23,24
– Mesmo em momentos de grande tempestade, o verdadeiro servo de Deus não perde a convicção de sua posição espiritual, “Deus, de quem sou e a quem sirvo” – v. 23.

V.) As tempestades da vida devem ser enfrentadas com a convicção de que elas não podem impedir o propósito de Deus para as nossas vidas – v. 24-26
– As tempestades não podem impedir o propósito de Deus para as nossas vidas (v. 24). Era propósito de Deus que Paulo comparecesse perante o Imperador Romano, portanto, aquela tempestade não ceifaria a sua vida.
– Se Deus tem propósitos específicos para a sua vida, ainda que você esteja passando por uma grande tempestade, tal intempérie não poderá dar cabo da sua vida!
– Deus manifesta a Sua Graça nos momentos de tempestades da vida.
– Nos momentos de tempestades precisamos confiar que Deus cumprirá os Seus propósitos e promessas em nossas vidas – v. 25

VI.) As tempestades da vida não nos devem levar a ficarmos desapercebidos quanto ao egoísmo de pessoas mal intencionadas – v. 30-32
– Os marinheiros quiseram egoisticamente fugir do navio e deixar todos os viajantes à própria sorte. Mas Paulo estava atento e denunciou essa má intenção ao centurião.
– Além das tempestades, você ainda terá de lidar com pessoas mal intencionadas. Fique atento!

VII.) As tempestades da vida não devem nos impedir de nos preocuparmos com o bem estar das pessoas que estão à nossa volta, e de testemunharmos do nosso Deus – v. 33-38
– Enquanto os marinheiros pensavam apenas no seu próprio bem estar, o apóstolo Paulo pensava no bem estar de todos os viajantes.
– Ao tomar o pão e dar graças a Deus na presença de todos, Paulo testemunhava de sua fé em Deus.
– Precisamos aprender a praticar o altruísmo, e não o egoísmo.
– Vamos atrair pessoas a Cristo se, durante as tempestades que enfrentarmos, dermos um bom testemunho de altruísmo, e confiança em Deus.

VIII.) As tempestades da vida devem ser vencidas com os recursos que tivermos à mão – v. 42-44
– Os que sabiam nadar foram os primeiros a se salvar. Os demais tiveram de se apoiar em tábuas e destroços do navio.
– Os que sabiam nadar não aprenderam no momento da tempestade. Já haviam aprendido antes, em momentos de calmaria.
– Uma boa preparação em tempos de paz pode facilitar a vitória em tempos de tempestade!
– Quais recursos você tem à mão? Utilize-os para vencer a tempestade e chegar em terra firme!

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 09.08.2018

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O Perdão de Deus para Conosco e o Nosso Perdão para Aqueles que nos Ofendem

Texto: Mateus 18.21-35

Introdução
– A falta de perdão pode provocar sentimentos de vingança, pode desencadear doenças emocionais e físicas como depressão, dores musculares e hipertensão; pode ainda causar reações alérgicas, enxaquecas, dores no corpo e chegar a tal nível que se transforma em um tumor.
– A falta de perdão está diretamente associado a problemas de ordem emocional.
– Não perdoar é como alguém que toma um copo de veneno esperando que faça mal para aquele com o qual ficou ofendido.
– Às vezes houve, de fato, uma ofensa contra nós. Outras vezes, não passa de ‘coisa da nossa cabeça’.

Transição
– Devemos entender e nos apropriar do perdão de Deus para conosco, e também aprender a perdoar àqueles que nos têm ofendido, entristecido ou nos magoado.
– O texto bíblico nos ensina algumas importantes lições sobre o perdão de Deus para conosco e sobre o perdão que devemos liberar para os nossos ofensores.

I.) O perdão àqueles que nos ofendem deve ser praticado sem limites – v. 21,22
– Não sete vezes, mas setenta vezes sete.
– O perdão não é uma questão de matemática, mas de conduta.
– A compaixão divina, que é para ser imitada, não tem limites.
– O perdão deve ser uma atitude constante, como o é com Deus.
– Temos perdoado os nossos ofensores quantas vezes nos têm sido necessárias?

II.) O perdão de Deus para conosco nos foi concedido em relação a uma dívida impagável – v. 23-26
– Deus é o “rei que resolveu ajustar contas”.
– Nós somos os servos com quem ele ajusta contas. Todos nós compareceremos perante o tribunal de Cristo (Rm 14.10; 2 Co 5.10).
– Dez mil talentos de prata, segundo o cálculo judaico, representariam muito mais de dez milhões de dólares.
– Jamais teríamos como pagar a dívida dos nossos pecados diante de Deus!

III.) O perdão de Deus para conosco foi fruto da compaixão e graça divinas – v. 27
– “compadecendo-se […] perdoou-lhe”.
– “Nosso Rei nos dá aqui uma maravilhosa visão da misericórdia e compaixão do coração divino. Somente a benignidade é capaz de solucionar o nosso problema, porque não temos com que pagar o nosso débito. Mesmo que tivéssemos muito dinheiro com que quiséssemos pagar nossos pecados, tal transação seria inaceitável, tendo em vista que a salvação” não pode ser comprada por dinheiro. “É somente na obra consumada de Cristo […] que Deus pode solucionar o nosso estado de falência e abolir nosso débito” (Herbert Lockyer).
– Você já se apropriou do perdão de Deus, em Cristo Jesus?

IV.) O perdão àqueles que nos ofendem é extremamente pequeno se comparado com o perdão que Deus, em Cristo, nos concedeu – v. 28 a
– Dez mil talentos x cem denários – atualizando: Dez milhões de dólares x doze dólares.
– O perdão que devemos liberar aos que nos ofendem é praticamente nada se comparado com o perdão que Deus nos perdoou!
– Ainda assim vamos continuar a reter o perdão sobre os nossos ofensores?

V.) O perdão àqueles que nos ofendem não deve deixar de acontecer pela nossa dureza de coração – v. 28 b
– O servo foi extremamente violento, agressivo, estúpido e malvado.
– Nosso coração tem estado duro para com aqueles que nos ofenderam? Temos sido violentos e agressivos para com tais pessoas?

VI.) O perdão àqueles que nos ofendem deve ser uma imitação do perdão compassivo de Deus para conosco – v. 29-33
– Notar que o conservo fez exatamente o mesmo pedido que o servo havia feito ao rei (v. 26,29).
– No entanto, as respostas foram diferentes: o rei perdoou o servo, e o servo não perdoou o conservo. Ou seja, o servo não imitou a atitude compassiva do rei!
– O rei repreende ao seu servo – v. 32,33
– Temos sido imitadores de Deus no que diz respeito ao perdão?

VII.) O perdão àqueles que nos ofendem, quando não ocorre, causa a tristeza e o clamor daqueles que são testemunhas da nossa dureza de coração – v. 31
– Os companheiros do servo duro de coração ficaram entristecidos.
– A NTLH traduz que os outros empregados “ficaram revoltados” com a atitude do servo duro de coração.
– A sua tristeza e revolta levaram-nos a relatar ao rei a injustiça. Quando não perdoamos aos que nos ofendem, os que estão à nossa volta e são testemunhas disso, podem levar o caso a Deus, clamando até com certa ‘revolta’, ou seja, com intensidade. Penso que não desejamos que ninguém fique clamando a Deus por justiça contra nós!

VIII.) O perdão àqueles que nos ofendem, quando não ocorre, pode causar a indignação de Deus – v. 34
– O rei ficou indignado; Na NVI diz que ele ficou irado!
– Jamais despertemos a ira de Deus em função da falta de perdão àqueles que nos ofendem!

IX.) O perdão àqueles que nos ofendem, quando não ocorre, abre ocasião para que sejamos entregues aos torturadores – v. 34, 35 a
– Verdugos (ARA), torturadores (NVI), atormentadores, algozes, carrascos.
– “Se […] permanecermos em dureza de coração com relação aos outros, o Senhor nos entregará aos verdugos. Ele nos deixará, para que recebamos as agulhadas da nossa consciência, ou os ataques de Satanás, até que sejamos levados a agir de acordo com a sua vontade” (H. Lockyer).

X.) O perdão àqueles que nos ofendem deve ser sincero, do íntimo, e do coração – v. 35 b
– Íntimo (ARA), de coração (NVI), sinceramente (NTLH); Lembrar das palavras de Jesus depois de ensinar a Oração do Pai Nosso (Mt 6.12,14,15).

Pr Ronaldo Guedes Beserra com o auxílio de Herbert Lockyer, em ‘Todas as Parábolas da Bíblia’.

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A Parábola dos Dois Filhos

Parábola dos Dois Filhos – Mt 21.28-32

Texto: Mateus 21.28-32

Introdução
– Contextualizar: Essa parábola foi proferida na semana da Paixão de Cristo, e foi uma espécie de resposta ao questionamento dos principais sacerdotes e anciãos do povo quanto à autoridade com a qual Jesus havia realizado a purificação do templo (ler e elucidar Mt 21.12,13,23-27).
– Essa parábola traz algumas lições práticas para nós. Vejamos:

I.) Que a nossa prática não seja diferente do nosso discurso – v. 28,29
– Esse primeiro filho simbolizava os fariseus, saduceus e escribas, representantes da religião dos judeus, mas que estavam tão longe de Deus quanto os pecadores.
– Professavam ser do Senhor, mas eram desobedientes e rebeldes.
– Deveriam ser exemplos de espiritualidade pelo conhecimento que tinham, mas não eram.
– Por fora eram corretos e justos; tinham aparência de santidade, sempre dizendo “Eu vou Senhor”, porém não obedeciam na prática.

– Esse primeiro filho disse uma coisa e fez outra; era contraditório; havia um conflito entre o que dizia e o que fazia, entre o que prometia e o que cumpria.
– Suas palavras aduladoras eram mentirosas; não havia arrependimento; era hipócrita.
– Ele não mudou de uma intenção boa para uma má intenção; Sua atitude já era premeditada. Não tinha nenhuma intenção de mudar.
– Ao dizer que ia trabalhar na vinha, já sabia de antemão que não iria. Só dizia de boca para fora!

– Que jamais imitemos esse primeiro filho, que jamais nos inspiremos nos religiosos dos tempos de Jesus!
– Que o nosso discurso acompanhe a nossa prática, e vice versa!

II.) Que nos arrependamos quando a nossa disposição inicial for de negligência – v. 30
– Esse segundo filho representava os cobradores de impostos, os pecadores e as prostitutas.
– Representa os que não professam e nem praticam a fé cristã.
– Diferentemente do primeiro filho, não temem a Deus e nem fingem; não são hipócritas, não são contraditórios; sabem que são pecadores e afirmam isso claramente.

– No entanto, ao ouvirem a pregação de João Batista, esses pecadores que eram rebeldes (“Não quero ir, não vou”) arrependeram-se, obedeceram e se tornaram filhos de Deus.
– Viviam em pecado e sabiam disso, assumiam isso; eram como o filho rebelde.
– Mas a mensagem sobre o pecado e sobre o arrependimento penetrou no coração deles; se arrependeram, mudaram de atitude e foram servir ao Senhor em Sua vinha.

– Que a nossa disposição inicial sempre seja a de obedecer, seguida da prática da obediência. No entanto, caso sejamos inicialmente negligentes, que nos arrependamos e mudemos a disposição do nosso coração!
– Se houver alguém que está sendo deliberadamente rebelde, que se arrependa, confesse os seus pecados, creia em Jesus como Senhor e Salvador e se disponha a trabalhar na vinha do Senhor!

III.) Que estejamos atentos ao caminho da justiça, não negligenciemos a fé, e nem o arrependimento – v. 31,32
– Ao responderem a pergunta de Jesus, os fariseus emitiram um veredito que recaiu sobre eles mesmos.
– Quanto à declaração de Jesus no v. 31: “Há mais esperança para os conscientemente ímpios, do que para os que se consideram santos” (H. Lockyer).
– No entanto, a expressão “vos precedem” significa que Jesus estava deixando a porta aberta para os fariseus também entrarem no Reino de Deus. Alguns entraram no Reino após os pecadores salvos: Saulo foi um deles.
– O v. 32 destaca que os fariseus não estiveram atentos ao caminho da justiça, negligenciaram a fé (enquanto os pecadores que eles desprezavam vieram a crer), e negligenciaram também o arrependimento. Que jamais imitemos os religiosos dos dias de Jesus! Que façamos exatamente o contrário!

Conclusão
– As repostas diferentes dos dois filhos apenas demonstravam diferentes pecados.
– O primeiro prometeu obediência, mas não tinha a intenção de cumprir a palavra.
– O segundo nem prometeu e nem tinha a intenção de obedecer.
– Até esse ponto, não há porque preferir um a outro.
– Tornam-se diferentes somente no derradeiro ato.
– Quanto a nós, que respondamos afirmativamente quando chamados a servir, e que de fato cumpramos a palavra enpenhada!

Pr Ronaldo Guedes Beserra,
Com o apoio dos escritos de Herbert Lockyer, em “Todas as Parábolas da Bíblia”.

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Os Dons do Espírito Santo

Textos: Rm 12.6-8; 1 Co 12.8-10, 25-28; Ef 4.11

Introdução
– Os dons espirituais foram dados para o serviço, não para satisfação pessoal.
– Cada pessoa redimida recebeu pelo menos um dom do Espírito Santo.
– Somos responsáveis diante de Deus pela maneira com que usamos nossos dons.
– Cada membro tem uma função especial, mas todos devem trabalhar juntos (1 Co 12.14-21).
– Cada membro do corpo é único. Deus dá dons semelhantes a pessoas diferentes. Se qualquer de nós estiver faltando, o corpo estará incompleto.

I.) A Origem dos Dons Espirituais
– É o Espírito Santo quem decide quem recebe e que dons; Ele os distribui como quer (1 Co 12.11).
– Temos de prestar contas do uso de qualquer dom que recebemos, mas não somos responsáveis pelos dons que não recebemos.
– Não devemos cobiçar ou ter inveja de dons que outros tenham.
– Podemos desejar outros dons e até pedir por eles, mas se não for da vontade do Espírito Santo, não obteremos o que pedimos.
– Todos os crentes devem ter o mesmo fruto (Gl 5.22,23), mas nem todos os crentes terão o mesmo dom.

II.) Dons Espirituais e Talentos
– Nas três passagens que falam dos dons achamos mais ou menos vinte dons.
– Muitos dons se parecem com habilidades ou talentos naturais; outros são claramente espirituais.
– Deus pode tomar um talento, transformá-lo, pelo poder do Espírito Santo, e usá-lo como dom espiritual.
– Um dom é um “instrumento” que deve ser usado, e não uma joia ou objeto e decoração. Ex.: diferentes ferramentas que um carpinteiro usa, diferentes instrumentos que um médico precisa.
– Talento artístico de qualquer tipo é um dom de Deus (Tg 1.17), ainda que a pessoa não reconheça isso.

III.) O Propósito dos Dons
– Deus deu a cada um de nós um serviço, e dons sobrenaturais para executá-lo (Ef 4.12).
– Os dons são concedidos “visando a um fim proveitoso” (1 Co 12.7); portanto, não podem ser usados com propósitos egoístas. Através dos dons devemos ajudar uns aos outros (Fp 2.3,4).
– Antes de alistar os dons em Ef 4.11, Paulo nos exorta à unidade (v. 3-7). Portanto, os dons do Espírito nunca devem dividir o corpo de Cristo, mas mantê-lo unido.

IV.) Como Reconhecer Seu Dom
a.) Tenha certeza de que Deus lhe deu pelo menos um dom espiritual, e quer que você saiba qual é e o use para Sua glória.
b.) Orar com discernimento e objetivamente para que Deus nos mostre os nossos dons.
c.) Buscar uma compreensão inteligente do que a Bíblia diz sobre dons espirituais.
d.) Conheça a si mesmo e às suas capacidades. Se envolva em diferentes tarefas na igreja e responda às perguntas: O que eu sou atraído a fazer? O que eu faço com habilidade? Que dons espirituais outros irmãos têm reconhecido em minha vida?

V.) Dons Ministeriais – Ef 4.11

Apóstolo: O termo grego significa “alguém enviado com uma missão”.
– “o dom do apostolado deve se referir a este grupo pequeno e especial que eram os ‘apóstolos de Cristo’: os doze e Paulo. Eles eram diferentes porque tinham sido testemunhas oculares do Jesus histórico […] Neste sentido eles não têm sucessores, apesar de haver, sem dúvida, ‘apóstolos’ hoje em dia, no sentido secundário de ‘missionários’” (John Stott).

Profeta: O termo grego significa “expositor público”. Nos tempos apostólicos tinha duas facetas: (1) a transmissão de palavras de Deus para os homens; (2) edificar, instruir, consolar e exortar (1 Co 14.3). É preciso distinguir a profecia como dom ministerial, da profecia como manifestação momentânea do Espírito (1 Co 12.10).

Evangelista: Vem de uma palavra grega que significa “aquele que anuncia boas notícias”. O dom de evangelizar é uma capacidade maior para transmitir o evangelho.

Pastor: Ministros do evangelho ordenados e santos não ordenados que têm dons de aconselhar, orientar, advertir e guardar o rebanho.

Mestre: A palavra grega significa “instrutor”. Ensinar é uma capacidade, dada pelo Espírito, de firmar na vida de cristãos o conhecimento da Palavra de Deus e a sua aplicação em seu pensar e agir.
– A maneira como Paulo pôs as palavras em Ef 4.11 dá tanta proximidade aos dons de pastor e mestre, que quase poderiam ser traduzidos como se fossem um só dom, “pastor-mestre”.

VI.) Dons de Manifestações – 1 Co 12.8-10

Palavra da Sabedoria: Deus dá aos crentes sabedoria pela Escritura. E ainda dá um dom ou capacidade especial de sabedoria para alguns.

Palavra do Conhecimento: Ou seja, familiaridade com informação espiritual; os dons de sabedoria e conhecimento devem andar juntos; Este conhecimento, dom do Espírito, está baseado em longas horas de estudo disciplinado. Mas a capacidade de aplicar o que aprendemos, em situações específicas, de fato ultrapassa o estudo e vem diretamente do Espírito Santo.

: Não se trata da fé para a salvação, mas de um fé sobrenatural especial, comunicada pelo Espírito Santo, capacitando o crente a crer em Deus para a realização de coisas extraordinárias e milagrosas.

Dons de Curar: Concedidos à igreja para a restauração da saúde por meio divinos e sobrenaturais. Não são concedidos a todos os crentes; todavia, todos podem orar pelos enfermos.

Operação de Milagres: Atos sobrenaturais de poder que intervém nas leis da natureza; sinais, prodígios e maravilhas.

Profecia: Dom que capacita o crente a transmitir uma palavra ou revelação diretamente de Deus, sob o impulso do Espírito Santo (1 Co 14.24,25,29-31). Não envolve revelação nova, mas algo que o Espírito Santo está fazendo, relacionado com a Palavra escrita de Deus.

Discernimento de Espíritos: Vem de um termo grego que compreende diversas ideias: ver, considerar, examinar, compreender, ouvir, julgar de perto. A Bíblia ensina que muitos falsos profetas e enganadores surgiriam (2 Co 11.14,15; 1 Tm 4.1).
– Os crentes devem testar os vários espíritos e doutrinas, comparando-os com o padrão da Palavra de Deus. O Espírito Santo dá a algumas pessoas capacidade extraordinária para discernir a verdade.
– Capacidade para perceber hipocrisia, superficialidade, engano e mentira. Pedro reconheceu a hipocrisia de Ananias e Safira (At 5.1-11), e também o que se passava no interior do mágico Simão (At 8.9ss).

Variedade de Línguas: Podem ser línguas humanas e vivas (At 2.4-6), ou uma língua desconhecida na terra, “língua … dos anjos” (1 Co 13.1; 14.23,27,28,39). A língua falada através deste dom não é aprendida, e quase sempre não é entendida, tanto por quem fala (1 Co 14.14), como pelos ouvintes (1 Co 14.16). Deve haver ordem quanto ao falar em línguas em voz alta durante o culto (1 Co 14.27,28). Quem fala em línguas pelo Espírito, nunca fica em “êxtase” ou “fora de controle” (1 Co 14.32).

Interpretação de Línguas: Capacidade concedida pelo Espírito Santo, para o portador deste dom compreender e transmitir o significado de uma mensagem dada em línguas. A interpretação pode vir através de quem deu a mensagem em línguas, ou de outra pessoa. Quem fala em línguas deve orar para que possa interpretá-las (1 Co 14.13).

VII.) Dons de Operação na Igreja Local – 1 Co 12.25-28

Apóstolos: Ver acima.

Profetas: Ver acima.

Mestres: Ver acima.

Operação de Milagres: Ver acima.

Dons de Curar: Ver acima.

Socorros: Vem da palavra grega para auxiliar, ajudar. Ex.: instituição dos diáconos (At 6) para servir às mesas e distribuir os auxílios aos pobres. Também é serviço social, como ajudar os que são oprimidos por injustiça social, e cuidar de órfãos e viúvas. É o dom de mostrar misericórdia.

Governos: Palavra grega que traz a ideia de guiar, pilotar, dirigir. Algumas traduções trazem “administrar”. Algumas pessoas receberam o dom de liderança, que a Igreja reconhece (At 14.23; 1 Tm 3.1-7). Quando este dom não é reconhecido o resultado é confusão, e isto impede a atuação do Espírito Santo.

Variedade de Línguas: Ver acima.

VIII.) Dons Pessoais – Rm 12.3-8
– Esse texto “ao mesmo tempo em que combate o individualismo, ressalta o caráter pessoal do dom” (MBD IEAB).

Profecia: Ver acima.

Ministério: Ou serviço; É a disposição, a capacidade e poder, dados por Deus, para alguém servir e prestar assistência prática aos membros e líderes da igreja.

Ensino: Ver acima o dom de Mestre.

Exortar: NTLH traduz “dom de animar os outros”. Ou seja, encorajar, motivar, estimular a fé.

Contribuir: Repartir; Refere-se ao ato de dar algo com a mão e o coração abertos, que derivam da compaixão e de uma singeleza de propósito, não de ambição; contribuir livremente com os seus bens pessoais para suprir necessidades da obra ou do povo de Deus.

Presidir: Ver acima o dom de Governos.

Misericórdia: Ajudar e consolar os necessitados ou aflitos. Ver acima o dom de Socorros.

Fontes de pesquisa:
– “Bíblia de Estudo Pentecostal”
– “O Espírito Santo”, Billy Graham.
– “Manual Básico de Doutrinas” da IEAB.
– “Chave Linguística do Novo Testamento Grego”, Rienecker e Rogers.

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