Escatologia (Parte 11) – O Estado Eterno

I.) A Nova Criação
O estado final dos crentes será precedido pelo passamento do presente mundo e pelo surgimento de uma nova criação. O apóstolo João teve uma visão dessa nova criação (Ap 21.1). Somente depois que a nova criação estiver estabelecida é que a Nova Jerusalém descerá dos céus, da parte de Deus; o tabernáculo de Deus será montado entre os homens e os justos adentrarão o seu gozo eterno. Muitas vezes é levantada a questão sobre se essa criação será inteiramente nova ou se será uma renovação da presente criação.

II.) A Habitação Eterna dos Justos
Muitos concebem também o céu como uma condição subjetiva, que os homens podem desfrutar no presente e que, seguindo a justiça, naturalmente se tornará permanente no futuro. Mas aqui também se deve dizer que a Escritura apresenta o céu como um lugar. Cristo ascendeu ao céu, o que só pode significar que Ele foi de um lugar para outro. O céu é descrito como a casa de nosso Pai, onde há muitas mansões (Jo 14.1), e esta descrição dificilmente seria válida para uma condição.
Não devíamos esperar, nem é essencial possuir uma descrição circunstanciada de um mundo, que não estamos preparados para compreender. Tentar trazer a vida futura para o âmbito de uma mente finita, seria o mesmo que nos esforçarmos por colocar o oceano dentro de uma xícara pequenina.
Entretanto, Deus reconheceu a necessidade que tem o homem de incentivo e encorajamento, e, uma vez por outra, levantou o véu.
Além de passagens rápidas e isoladas, existe uma de considerável extensão. Apocalipse 21 e 22 destinam-se claramente a nos iluminar quanto à existência e a algumas circunstâncias do céu.
Isto se torna evidente pelo fato de seguirem à cena do juízo final, no fim do cap. 20, apresentando-nos, portanto, cenas e condições posteriores ao juízo. Uma compreensão correta do Apocalipse nos indica que há certa cronologia na estrutura do livro.
O fato de que se trata do céu se verifica ainda pela condição da vida na Nova Jerusalém; não haverá morte, nem tristeza,, nem choro, nem dor. Verifica-se o mesmo fato g na absoluta ausência da maldade que enche o mundo: nenhum tímido, nem incrédulo, nem abominável, nem assassino, nem fornicário, nem feiticeiro, nem idólatra, nem mentiroso entrará lá. A grandeza da cidade, conforme é descrita pelo anjo, fala do mesmo fato. A mesma coisa é indicada pelo fato de as portas jamais se fecharem; por estar a cidade completamente livre de todos os temores, perigos e alarmes: não haverá inimigos de que se resguardar, nem perigo de ataque ou invasão. Portanto, não é preciso fechar as portas. Vê-se também que se trata do céu na ausência dos fenômenos terrenos – nem sol, nem lua, nem noite. A mesma coisa se prova com a declaração inicial do capítulo: “E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram e o mar já não existe”.
Diante de tudo isto, é claro que não estamos tratando de condições como as que existem neste mundo. O coração da Igreja tem estado certo em reconhecer nesta passagem a terra que é mais linda do que o dia.
O céu descreve-se por vários títulos: (1) Paraíso (literalmente, jardim), lembrando- nos a felicidade e o contentamento dos nossos primeiros pais ao participarem de comunhão e conversação com o Senhor Deus (Ap 2.7; 2 Co 12.4); (2) “Casa de meu Pai”, com suas muitas mansões (jo 14.2) expondo o conforto, descanso e comunhão do lar; (3) O país celestial, a caminho do qual estamos viajando, como Israel naquele tempo se destinava a Canaã, a Terra Prometida (Hb 11.13-16); (4) Uma cidade, sugerindo a idéia duma sociedade organizada (Hb 11.10; Ap 21.2).

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