Escatologia (Parte 7) – Interpretações, sonhos e visões de Daniel

I.) A interpretação do sonho de Nabucodonosor por Daniel – Dn 2.1-49
A estátua gigantesca composta por elementos diversos (ouro, prata, bronze, ferro e barro) representa simbolicamente a história humana vista como um todo, mas dividida, ao mesmo tempo, em períodos distintos.
1.) A cabeça de ouro (v. 37,38) – Nabucodonosor era a cabeça de ouro, que representava o império babilônico (605 – 539 a.C.).
2.) O peito e os braços de prata (v. 32, 39) – O reino babilônico seria seguido por um reino inferior, representado pelo peito e braços de prata. Este reino seria o império medo-persa fundado por Ciro (539 a.C.)
3.) O ventre e os quadris de bronze (v. 32, 39) – Um terceiro reino, simbolizado pelo ventre e quadris de bronze, representava o império grego fundado por Alexandre, o Grande (330 a. C.).
4.) As pernas de ferro (v.33, 40) – Representa o império romano, que teve seu início cerca de 67 a. C. e dominou o mundo numa amplitude que nenhum império antes o fizera.
5.) Os pés em parte de ferro e em parte de barro (v. 33, 41-43) – Provavelmente representam os estados nacionalistas que vieram a existir na área do antigo império romano a partir de sua queda ou talvez se refiram à confederação de reis e/ou reinos que surgirá dando suporte à manifestação do anticristo nos tempos do fim (Dn 2.44a, 7.24, Ap 13.1).
6.) A pedra cortada sem auxílio de mãos (v. 34, 35, 44, 45) – A pedra cortada sem auxílio de mãos, isto é, sobrenaturalmente, tornou-se um reino que encheu toda a terra (v. 35). Este reino é o reino de Deus, estabelecido por Jesus, o Messias. Ele encherá a terra inteira e se estenderá até aos novos céus e nova terra (cf. Ap 21.1). É certo que a presente ordem mundial não durará para sempre, mas o reino de Deus, sim, durará para sempre (cf. 2 Pe 3.10-13).

II.) O sonho de Daniel sobre os quatro animais – Dn 7.1-28
1.) O primeiro era como leão e tinha asas de águia (v, 4) – Tanto o leão como a águia eram símbolos de força e velocidade, respectivamente. O leão e a águia eram símbolos usados com relação ao império babilônico (cf. Jr 4.7,13).
2.) O segundo semelhante a um urso (v. 5) – Um símbolo do império medo-persa, conhecido por sua força e ferocidade em combate (cf. Is 13.17,18).
3.) O terceiro semelhante a um leopardo com quatro asas e quatro cabeças (v. 6) – Representa o império grego (ou macedônio), construído por Alexandre, o Grande. Depois de sua morte o império passou a ter quatro cabeças: Ásia Menor, Síria, Egito e Macedônia (cf. Dn 8.8).
4.) O quarto com grandes dentes de ferro (v. 7) – Este animal representa o império romano. Os dez chifres são explicados no v. 24, e o chifre pequeno (v.8) se referindo ao anticristo é explicado nos vs. 24 e 25 (comparar com Ap 12.3; 13.1).

III.) A visão de Daniel sobre um carneiro e um bode – Dn 8.1-27
1.) O carneiro (v. 3, 4) – Representa o império medo-persa (v, 20). O texto diz “… o mais alto subiu por último …” porque embora a Pérsia fosse um reino mais novo, tomou-se o reino dominante com a subida de Ciro ao trono em 550 a. C.
2.) O bode (v. 5-8) – Refere-se ao império grego. “… um chifre notável …” refere-se a Alexandre, o Grande, cujos exércitos varreram a Ásia Menor, a Síria, o Egito e a Mesopotâmia entre 334 e 331 a. C. (ver vs. 21, 22). “… quebrou-se-lhe o grande chifre …” é uma referência à morte de Alexandre, depois da qual seu império foi dividido entre seus quatro generais.
3.) O chifre pequeno (v. 9-14, 23-25) – Este é identificado corretamente como Antíoco Epifânio (175-164 a. C) que saqueou o templo em Jerusalém, profanando-o ao oferecer um porca sobre o altar do holocausto. Torna-se perceptível a razão pela qual Daniel usou o mesmo termo, “pequeno chifre”, ao falar tanto deste homem da história antiga quanto do anticristo no futuro. O segundo pequeno chifre será como o primeiro em trazer sofrimento aos judeus. Antíoco fez isto num grau maior que qualquer outro do tempo antigo; o anticristo fará o mesmo num grau maior que qualquer outra pessoa do futuro. Antíoco Epifânio foi, então, um tipo de anticristo da antiguidade, e, portanto, chamado apropriadamente pelo mesmo termo “pequeno chifre”. Assim, o uso deste termo tinha uma função profética. Ao designar esta pessoa da história como o anticristo da antiguidade, Daniel estava profetizando o caráter e obras do anticristo do futuro.

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