Como se deve fazer a obra do Senhor?

Texto: 1 Co 15.58

1. A obra do Senhor se deve fazer com firmeza
– Sede firmes.
– Sólido, estável; Resistente, compacto; Resoluto, que não hesita ou vacila; Constante, inabalável, perseverante.
– Temos sido firmes na realização da obra de Deus?

2. A obra do Senhor se deve fazer com constância
– Sede … inabaláveis (ARA)
– Sentido no original: irremovível, que não pode ser mudado de seu lugar.
– Não podemos ser inconstantes como Israel – Os 6.4
– Temos sido inabaláveis, ou temos nos abalado facilmente? Temos sido constantes ou inconstantes?

3. A obra do Senhor se deve fazer com abundância
– Sempre abundantes, não de vez em quando.
– Abundar: Produzir em grande quantidade.
– Temos sido sempre abundantes? Nossa produção tem sido grande ou pequena?

4. A obra do Senhor se deve fazer com esforço
– Vosso trabalho, no original pode ser traduzido por ‘vosso esforço’.
– Ler Ec 9.10; Rm 12.11
– Temos nos esforçado na realização da obra de Deus?

5. A obra do Senhor se deve fazer com a consciência de que teremos recompensa pelo nosso trabalho
– No Senhor o vosso trabalho não é vão, vazio.
– Ler 1 Co 3.11-15 – Os galardões serão dados de acordo com o tipo de material usado na realização da obra de Deus.

Pr Ronaldo Guedes Beserra

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Um Verdadeiro Servo

Texto: João 13.1-17

Introdução
– Ef 6.6 – “não servindo à vista, como para agradar a homens, mas como servos de Cristo, fazendo, de coração, a vontade de Deus”; Nosso objetivo como servos não deve ser o de agradar a homens, mas agradar a Deus.
– Jesus é o maior exemplo de servo que agradou ao Pai; é o Servo por excelência – Is 53; Mt 20.28; Fp 2.5-8.

Transição
– João 13 é uma das passagens mais emblemáticas (simbólicas) de Jesus como Servo. Aqui, de forma bastante prática, Jesus é apresentado como Servo.
– A partir do exemplo de Jesus como Servo, o texto nos mostra alguns ensinamentos a respeito de um verdadeiro servo.

I.) O verdadeiro servo ama até o fim – v. 1
– Para servir é necessário muito amor!
– Ler 1 Co 13.4-8 e comentar.
– Como servos temos amado aqueles a quem servimos? E amado até o fim?

II.) O verdadeiro servo pode ser traído por alguns daqueles a quem serve – v. 2
– Jesus seria traído por Judas, pois o diabo havia colocado esse desejo maligno no coração de Judas. Portanto, nosso trabalho como servos está envolvido em intensa luta espiritual.
– Mesmo sabendo que está sendo traído, o servo deve continuar disposto a servir o traidor; Jesus também lavou os pés de Judas!
– Traições podem acontecer, e isso pode até nos angustiar, mas não deve nos tirar de nosso objetivo (v. 21).

III.) O verdadeiro servo tem consciência de quem lhe deu autoridade, e tem segurança da sua identidade – v. 3
– O servo sabe que sua autoridade vem de Deus, ainda que por meio das autoridades eclesiásticas. Portanto, a sua responsabilidade é antes para com Deus, do que para com os líderes da igreja. Em última instância, o servo deve prestar contas a Deus. O seu serviço está sendo feito para Deus. Ao servir pessoas, na verdade ele está servindo a Deus!
– Se Deus, e não o nosso líder, nos pedir conta hoje do nosso trabalho, o que responderemos?
– Jesus tinha “plena consciência de sua divindade e messiado”. (Pack). Ou seja, Ele tinha segurança de Sua identidade; não precisava ficar se comparando com os outros!
– Quem está seguro do seu valor pessoal, e do seu lugar no corpo de Cristo, não precisa ficar se comparando com outras pessoas, seja para se engrandecer, seja para se depreciar!
– Você tem se comparado muito com outros servos? Isso não pode ser sinal de insegurança pessoal?

IV.) O verdadeiro servo se dispõe a fazer o serviço mais vil – v. 4,5
– “Ele se veste como um empregado da casa e pratica a tarefa de um empregado” (F. F. Bruce, referindo-se a Jesus).
– Diante da intensa competição que havia entre eles, Jesus lhes deu um grande exemplo (ver Lc 22.24-27).
– As pessoas brigam por cargos na igreja, mas geralmente não se dispõem para ir aos asilos, orfanatos, hospitais, clinicas de recuperação, etc.
– As pessoas brigam para participar de ministérios que mais aparecem, mas não brigam para limpar banheiros e para olhar os carros na parte externa do templo.
– Estamos dispostos a fazer o trabalho mais vil? Jesus o fez!

V.) O verdadeiro servo pode encontrar resistência ao servir; no entanto deve contornar tal resistência com sabedoria e completar a tarefa – v. 6-9
– Pedro tentou resistir; Jesus sabiamente lhe convenceu a ser servido!
– Você tem encontrado resistência em sua função e em seu desejo de servir? Haja com sabedoria e cumpra a sua tarefa!

VI.) O verdadeiro servo é uma pessoa de discernimento – v. 10,11.
– Discernimento para ensinar verdades espirituais, e discernimento para conhecer as pessoas com as quais convive.
– Um servo não precisa necessariamente ser uma pessoa sem discernimento; deve se aplicar no aprendizado das coisas espirituais, deve ser dirigido pelo Espírito Santo, deve aprender com as experiências da vida.
– Não se conforme em ser alguém sem preparo bíblico, espiritual, intelectual!
– Você tem tido discernimento como servo?

VII.) O verdadeiro servo ensina com palavras e pelo exemplo – v. 12-15
– Nesses versos Jesus ensina com palavras o que já havia ensinado com Seu exemplo prático!
– Jesus foi um especialista em abrir as janelas da mente dos discípulos; Ele instigava a inteligência deles, não só com palavras, mas também com atitudes!
– v. 14 – Devemos lavar os pés uns dos outros! Temos feito isso? Temos sido servos uns dos outros?
– v. 15 – Devemos imitar o Mestre! Temos feito isso? Temos sido seus imitadores?

Conclusão
– Destacar os vs. 16,17.
– v. 16 – O servo não é maior que o seu senhor, ou seja, se o senhor serve, os servos também devem servir!
– v. 17 – Bem-aventurados, felizes sereis se praticardes estas coisas!

Pr Ronaldo Guedes Beserra – SP, 25.08.2017.

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Abraão: Uma Jornada de Fé

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Evangelização — A missão máxima da Igreja

“Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16.15).

A igreja de Cristo não pode enclausurar-se dentro dos templos, mas deve cumprir a sua missão por toda parte, onde estão os pecadores.

Mateus 28.19,20; Marcos 16.15-18.

INTRODUÇÃO

Evangelização: É o esforço conjunto e contínuo da igreja para anunciar o evangelho de Cristo aos pecadores.

O progresso de uma igreja local não pode ser medido ou avaliado primeiramente por suas atividades filantrópicas, educacionais e materiais. O progresso real de uma igreja é avaliado por seu alcance evangelístico, juntamente com seus frutos espirituais, como resultado da semeadura da Palavra de Deus. Todas as demais atividades são importantes, mas a prioritária e incessante é a evangelização.

I. DEFINIÇÃO DE TERMOS

Existem três palavras interligadas na proclamação das Boas-Novas que merecem a nossa atenção: evangelho, evangelismo e evangelização. Estas definem e explicam a missão máxima da igreja na terra.

1. Evangelho (Mc 16.15). Só entenderemos a importância da missão evangelizadora da igreja compreendendo o significado de evangelho. O que é evangelho? No sentido mais simples, o evangelho é definido como “boas-novas de salvação em Cristo”. Noutras palavras, “evangelho” é o conteúdo da revelação de Deus, em Jesus como Salvador e Senhor de todas as criaturas que o aceitam como seu Salvador pessoal. Evangelho, portanto, é o conjunto das doutrinas da fé cristã que deve ser anunciado a toda criatura.

2. Evangelização. Mateus 28.19,20 apresenta o imperativo evangelístico de Cristo à sua igreja, com quatro determinações verbais:
a) Ir. No sentido de mover-se ao encontro das pessoas, a fim de comunicar a mensagem salvífica do evangelho;
b) Fazer discípulos. Com o sentido de “estar com” as pessoas e torná-las seguidoras de Cristo;
c) Batizar. É o ato físico que confirma o novo discípulo pela sua confissão pública de que Jesus Cristo é o seu Salvador e Senhor;
d) Ensinar as doutrinas da Bíblia, com o objetivo de aperfeiçoar e preparar o discípulo para a sua jornada na vida cristã.

3. Evangelismo. Possui um caráter técnico, pois se propõe a ensinar o cristão a cumprir, de modo eficaz, a tarefa da evangelização. O evangelismo na igreja local implica uma ação organizada e ativada pelos membros, para desenvolver três ações necessárias à pessoa do evangelista: informação, persuasão e integração do novo convertido.

Evangelho, evangelização e evangelismo distinguem-se quanto à prática, mas possuem as mesmas formações linguísticas. Evangelização é o anúncio da mensagem. Evangelismo é a técnica de comunicação da mensagem.

II. A BASE DA EVANGELIZAÇÃO

O Pastor Guilhermo Cook, da Costa Rica, declarou num congresso de missões que a tarefa da evangelização está firmada em três bases distintas: a base cristológica, a ministerial e a sociológica.

1. A base cristológica. É evidente que a mensagem que pregamos aos pecadores só pode ser a mesma que Cristo pregou quando esteve na Terra. Jesus, ao iniciar o seu ministério terreno, o fez a partir da cidade de Nazaré, quando entrou numa sinagoga e levantou-se para ler a Escritura. Foi-lhe dado o livro do profeta Isaías e, ao abri-lo, leu e explicou o texto de Isaías 61.1,2 (ver Lc 4.18,19). Nesta Escritura, Cristo se identificou com a missão para a qual viera (Jo 1.14), mas não restringiu a mensagem e a missão evangelizadora para si, pois outorgou-as a seus discípulos (Jo 20.21). Ora, o mesmo Espírito que ungiu a Jesus para proclamar as boas-novas habita na Igreja para que ela dê continuidade à proclamação da mensagem salvadora do evangelho de Cristo (Lc 24.49; At 1.8; Rm 1.16).

2. A base ministerial. No Antigo Testamento identificamos três ministérios distintos: o sacerdotal, o real e o profético.
a) O sacerdote representava o povo diante de Deus, orando e intercedendo por ele no exercício do ministério no Tabernáculo ou no Templo;
b) O rei representava a Deus perante o povo, e simbolizava o domínio do divino sobre o humano;
c) O profeta era o intermediário entre Deus e o povo, comunicando a mensagem de amor e de juízo.
Quando Jesus se fez homem, exerceu esse tríplice ministério. Como rei, nasceu da linhagem real de Davi (Lc 1.32; Rm 1.3). Como sacerdote, foi declarado sacerdote de acordo com a ordem de Melquisedeque, e não segundo a levítica (Hb 7.11-17,21-27). Como profeta, Cristo foi identificado pela mensagem que pregava (Lc 4.18,19). Porém, o Senhor Jesus transferiu para a igreja esse tríplice ministério. A igreja é vinculada à linhagem real de Jesus, porque somos o seu corpo glorioso na terra (Ap 1.6; 1 Co 12.27). O sacerdócio da igreja é identificado pela sua presença no mundo como intermediária entre Deus e os homens. Exercemos esse ministério, cumprindo as responsabilidades sacerdotais: interceder e reconciliar o mundo com Deus (2 Co 5.18,19; Hb 2.17). E, por último, a igreja, ao anunciar a Cristo como Senhor e Salvador, cumpre o seu papel profético (1 Pe 2.9; At 1.8).

3. A base sociológica. Em síntese, pessoas evangelizam pessoas, pois Jesus morreu pelos pecadores. É sociológica porque a igreja emprega os meios da comunicação pessoal para persuadir os indivíduos de que Jesus é o Salvador; e porque a mensagem não se restringe a um grupo, mas tem por objetivo alcançar todas as criaturas.

Os três pilares, que alicerçam a evangelização – cristológico, ministerial e sociológico – descrevem os fundamentos por meio dos quais as igrejas locais realizam a missão evangelizadora.

III. A EVANGELIZAÇÃO URBANA E A TRANSCULTURAL

1. Evangelização urbana. Sem prescindir da evangelização nos meios rurais, é um fato notório em nossos tempos que a vida urbana é uma realidade que desafia e exige da igreja uma pronta e veemente atitude para alcançá-la. Existe um fluxo migratório incontrolável de pessoas que deixam a vida rural e saem em busca de melhores oportunidades nas grandes cidades. Muitos problemas sociais resultam da desorganização da vida urbana, e a igreja deve estar preparada para responder a esses dilemas.
Estratégias adequadas devem ser desenvolvidas para alcançar as pessoas. Os problemas típicos da vida urbana, tais quais a diversidade cultural, a marginalização social, o materialismo, a invasão das seitas e as tendências sociais, desafiam a igreja no sentido de, sem afetar a essência da mensagem do evangelho, demonstrar o poder da Palavra de Deus que transforma e dá esperança a todos (Rm 1.16).

2. Evangelização transcultural. A evangelização transcultural começa na vida urbana com as diferentes culturas vividas pelos seus habitantes. Porém, ela avança quando requer dos missionários uma capacitação especial para alcançar as pessoas. É preciso que o missionário tenha uma visão nítida de que a mensagem do evangelho é global, pois o Cristianismo deve alcançar cada tribo, e língua, e povo, e nação até as extremidades da terra (Is 49.6; At 13.47).

A missão evangelizadora da igreja é local e global. Enquanto a evangelização local é intracultural (dentro da cultura do evangelista), a global é transcultural (fora da cultura do evangelista).

CONCLUSÃO

A mensagem do evangelho deve ir a todas as extremidades da Terra, porque a salvação que Cristo consumou no Calvário visa a toda a humanidade. A igreja não pode negligenciar sua missão principal: alcançar todos os povos com a mensagem do evangelho.

VOCABULÁRIO

Cristológico: Relativo a Cristo; fundamentado em Cristo.
Filantrópico: Relativo à filantropia; amor à humanidade; obras de caridade.
Imperativo: Que ordena, ou exprime uma ordem.
Migração: Mudar periodicamente, ou passar de uma região para outra.
Prescindir: Renunciar; abrir mão de; dispensar.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

COLEMAN, R. Plano mestre de evangelismo pessoal. RJ: CPAD, 2001.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

Subsídio Devocional

“Renovando e Alcançando Pessoas
Precisamos começar perguntando mais uma vez: Qual a nossa missão como igreja? A resposta está em reconhecer que somos o corpo de Cristo. Portanto, devíamos estar fazendo o que Ele fez na terra. A evangelização do mundo, portanto, tem de ser a missão, o objetivo norteador da Igreja, pois era a meta central de nosso Senhor — a única razão pela qual o Filho eterno, despojando-se de suas vestes de glória, assumiu nossa forma. Ele veio para ‘buscar e salvar o que se havia perdido’ (Lc 19.10) — ‘não veio para ser servido, mas para servir; e para dar a sua vida em resgate de muitos’ (Mt 20.28).
Uma senhora, num grupo de turistas que visitava o Mosteiro de Westminster, pinçou exatamente o problema. Voltando-se para o guia, perguntou-lhe: ‘Moço, moço! Pare um pouco essa conversa, e me responda: será que alguém foi salvo aqui por esses dias?’.
Um estranho silêncio recaiu sobre o grupo de turistas assustados e, quem sabe, já embaraçados. Salvo no Mosteiro de Westminster? Por que não? Não é essa a função da igreja? Uma igreja que esteja descobrindo o entusiasmo do avivamento saberá disso, e estará em atividade, procurando ganhar os perdidos. O avivamento e a evangelização, embora diferentes quanto à natureza, brotam da mesma fonte e fluem juntos. Uma igreja que não sai para o mundo anunciando as verdades do reino não reconheceria o avivamento, mesmo que este viesse”.
(COLEMAN, R. Como avivar a sua igreja. 15.ed., RJ: CPAD, 2005, p. 87-88.)

APLICAÇÃO PESSOAL

A Igreja não foi edificada por Cristo para construir escolas, fundar hospitais ou assumir cargos políticos, por mais dignas que sejam tais realizações, mas para cumprir com o mandato de “ir por todo o mundo e pregar o evangelho a toda criatura” (Mc 16.15). Quando os crentes prescindem da evangelização, não resta mais nada a igreja do que ser uma associação religiosa em busca de privilégios e reconhecimento social. Somente um poderoso reavivamento na vida dos crentes será capaz de transformar uma igreja apática quanto à evangelização em uma comunidade rediviva. Cada crente deve envolver-se com a evangelização dos pecadores. Cada cristão deve ser uma fiel testemunha de Cristo.

Fonte: Lições Bíblicas, Elienai Cabral, CPAD.

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Evangelismo

A igreja existe comunicar a Palavra de Deus. Somos embaixadores de Cristo e nossa missão é evangelizar o mundo. A palavra ir na Grande Comissão, no original grego, deve ser lida como “enquanto você está indo”. E responsabilidade de cada crente compartilhar as boas novas em qualquer lugar que vá. Devemos falar para to mundo que Cristo veio, morreu na cruz, ressuscitou e nos prometeu que voltaria. Um dia, cada um de nós prestará contas a Deus sobre o nosso posicionamento diante desta responsabilidade.

A missão do evangelismo é tão importante que Jesus nos deu cinco Grandes Comissões (Mt 28:19-20, Mc 16:15, Lc 24:47-49, Jo 20.21 e At 1:8). Jesus nos ordena a ir e falar para o mundo a mensagem da salvação.

Evangelismo é mais do que responsabilidade, é um grande privilégio. Somos convidados a participar, trazendo pessoas para a família eterna de Deus. Não conheço uma causa mais importante à qual alguém possa dedicar sua vida. Se você soubesse como curar o câncer, estou certo de que faria tudo que pudesse para compartilhar isso com os outros, pois isto salvaria milhões de vidas. Mas você já sabe de algo bem melhor: a você foi dado o evangelho da vida eterna para ser propagado. Existe notícia melhor que essa?

Enquanto houver uma pessoa no mundo que não conhece a Cristo, a igreja tem o mandamento de continuar crescendo. O crescimento não é algo opcional, é uma ordem de Jesus. Nós levemos buscar o crescimento da igreja para o nosso próprio benefício, mas sim porque Deus quer que as pessoas sejam salvas.

Fonte: Uma igreja com propósitos, Rick Warren, Editora Vida.

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O significado da evangelização

A evangelização está principalmente relacionada com o crescimento por conversão. Em segundo lugar, tem alguma relação com o crescimento biológico porque, na realidade, os filhos dos crentes precisam ser evangelizados. O crescimento por transferência, porém, não é preocupação propriamente dita da evangelização.

Não fui capaz de melhorar o que é conhecido como a “definição dos arcebispos”, formulada por um grupo de arcebispos anglicanos. Essa definição declara:

“Evangelizar é de tal maneira apresentar a Cristo Jesus no poder do Espírito Santo, que homens e mulheres venham a confiar em Deus através dEle, aceitando-O como Salvador e servindo-O como Rei, dentro da comunhão de Sua igreja”.

No final dos anos 70 […] John Stott veio com esta definição de evangelização […] e esta se tornou a definição oficial do Comitê de Lausanne:

“A natureza do evangelismo é comunicação das Boas Novas. O propósito do evangelismo é oferecer às pessoas uma oportunidade válida de aceitar Jesus Cristo. O alvo do evangelismo é persuadir homens e mulheres a aceitarem Jesus Cristo como Senhor e Salvador, servindo-O dentro da comunhão de Sua igreja”.

Fonte: Estratégias para o crescimento da igreja: princípios bíblicos e métodos práticos para uma evangelização eficaz, Peter Wagner, Editora Sepal.

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Métodos para Evangelização

Métodos de Evangelismo

Atualmente existem muitos métodos usados para a proclamação do evangelho, alguns mais eficientes que outros. De um modo geral, todos têm o seu devido valor. As pessoas possuem qualidades, personalidades e habilidades diferentes, e o desejo de Deus é que cada um use daquilo que Ele deu para levar as Boas Novas. Na Bíblia encontraremos vários exemplos de personagens que foram usados por Deus para que muitos viessem a crer no Senhor Jesus, cada um usando o seu próprio estilo. Destacaremos apenas alguns dos métodos que podem ser usados tanto pelo cristão como membro, quanto pela igreja como corpo.

Lembre-se que a mensagem sempre será a mesma em qualquer época ou para qualquer pessoa, porém os métodos podem e devem variar.

A. Método de confrontação:

A evangelização confrontadora é a forma pela qual os cristãos encontram uma pessoa ou mais, que geralmente não conhecem e aproveitam a oportunidade para apresentar-lhe o evangelho. Às vezes, o uso desta técnica ocorre com pessoas conhecidas pelo evangelizador, tais como colegas de trabalho ou vizinhos, com quem o cristão não tem um relacionamento particularmente forte ou longo. Uma característica bem forte deste método é que o cristão habitualmente determina quem está inclinado a ouvir o evangelho, quando e onde as condições são apropriadas, sendo a mensagem tipicamente dogmática para levar o ouvinte a tomar uma decisão no ato, ou arriscar-se à condenação eterna, ou seja, há proclamação das Boas Novas e uma chamada à decisão. A evangelização confrontadora acontece nos mais variados ambientes: no lar do não-cristão, por exemplo: evangelização de porta-em-porta ou encontro combinado por telefone; em lugares de atividade de lazer ou de descanso, como em praias, em concertos; em lugares públicos, ônibus, aviões, estacionamentos e eventos esportivos; em qualquer lugar onde duas pessoas ou mais possam manter uma conversa.

a. Exemplo: Em Atos 2.11-12, na ocasião da descida do Espírito, diante do que estava acontecendo, alguns ficaram atônitos e perplexos, mas outros zombavam e diziam que os discípulos estavam bêbados. Diante desta situação, Pedro começa o seu discurso (At 2.14-41) e neste deixa bem claro as Boas Novas de salvação para aquele povo, e no verso 41 diz que naquele dia houve cerca de três mil pessoas se rendendo aos pés de Cristo. Coragem, intrepidez, disposição e paixão pelos perdidos, isto é que Pedro possuía. Deus usou a Pedro com suas características pessoais, com sua personalidade própria e com suas imperfeições. Deus queria uma pessoa sem medo para assumir uma posição ali em Jerusalém – local em que Cristo fora crucificado. Em nosso meio há pessoas que precisam ser confrontadas com as verdades do evangelho seja pessoalmente, através de um diálogo ou impessoalmente, através de uma grande cruzada evangelística.

B. Método socrático [1]:

Este é o método pelo do qual argumenta com o não-cristão acerca da realidade, reflete-se sobre os argumentos que tem ouvido e tira conclusões para uma conversa, uma troca de idéias. É um método que leva a pessoa a pensar a raciocinar e até mesmo a questionar, a fim de que suas dúvidas quanto ao evangelho sejam tiradas. Este tipo de abordagem não requer uma aceitação calada de verdades impostas. Segundo George Barna este método “diferencia conhecimento de opinião, fato de emoção” [2]. Normalmente as pessoas não têm muita confiança naqueles que alegam conhecer a verdade e, além do mais, afirmam saber como obtê-la, visto que fazemos parte de uma geração onde tudo é relativo, onde não “há mais” verdades absolutas. Através da evangelização socrática, é menor o risco do não-cristão tomar uma decisão simplesmente por emoção, por pressão de um amigo ou parente, ou por estar passando por um período de dificuldades. A sua decisão virá após uma compreensão do significado do evangelho que está aceitando. Paulo usou muito este método, mesmo que ele usasse a confrontação, o seu método envolvia também uma apresentação lógica e racional da mensagem do evangelho, ele era expert em apresentar verdades centrais a respeito de Deus, o pecado, o homem e a solução para o problema do homem, haja visto a carta aos Romanos.

a. Exemplo 1 : Certa ocasião, Paulo estava em Tessalônica, onde havia uma sinagoga de judeus, e foi procurá-los a fim discutir sobre as Escrituras (At 17.1-4). É interessante que a Bíblia diz que este já era um costume de Paulo (v.2), e este “discutir” envolvia expor ou defender algum assunto alegando razões, envolvia muito o raciocínio, o intelecto. Paulo explicava-lhes porque foi necessário que Cristo padecesse e ressurgisse dentre os mortos.

b. Exemplo 2: Um pouco mais adiante, Paulo encontra-se em Atenas enfurecido por causa da idolatria do povo, e não se cala e começa a anunciar as Boas Novas, e por isso foi levado ao Areópago, que era um Tribunal Ateniense onde eram realizadas assembleias de magistrados, sábios e literatos, e lá pôde falar mais ainda a respeito do seu Deus. Paulo usou de muita sabedoria para falar àqueles homens, pois ele partiu do conhecido; que eram as várias estátuas de deuses, para o desconhecido, que era uma estátua que havia entre as demais a qual Paulo chamou de “o Deus desconhecido”. Paulo falou com eles usando cultura e conhecimento do evangelho, e alguns creram e se agregaram a ele (At 17.16-34).

c. Exigência: Há pessoas que são resistentes ao evangelho, não aceitam qualquer ideia que seja nova para elas. São pessoas que não aceitam respostas fáceis, quadradinhas, muitos querem ver a razão em tudo. Diante destas pessoas não há método melhor a ser usado que o socrático, pois este envolve o uso de uma argumentação racional, e para isto é necessário estar preparado “para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós” (1 Pe 3.15).

C. Método testemunhal:

Este é o método em que a pessoa evangeliza falando da obra realizada por Deus em sua vida, é um testemunho do poder transformador do evangelho. Este método, como qualquer outro, exige muito mais do que falar, porque as pessoas vão querer ver o que de fato aconteceu, investigarão para ver se é verdade ou não.

a. Exemplo 1: As Escrituras falam a respeito de um cego de nascença que fora curado pelo Senhor Jesus (Jo 9), e este teve a oportunidade de testemunhar a respeito deste milagre, tanto para seus vizinhos (vv. 8-9) quanto para os fariseus (vv. 31-33), mesmo sem conhecer o autor do mesmo. Após conhecê-lo, o que era cego creu no Senhor Jesus e O adorou (v. 38). Mesmo a liderança não acreditando, questionando o seu testemunho, ele não cessou de falar a verdade ao ponto de ser expulso da sinagoga. Nem sempre as pessoas reagirão positivamente ante ao testemunho pessoal, muitos rejeitam o evangelho independente do método usado para anunciá-lo.

b. Exemplo 2: Outro exemplo do uso deste método é o testemunho da mulher samaritana (Jo 4.1-18) que, após compreender quem era Jesus saiu contanto a todos quem havia conhecido (Jo 4.39-42); por intermédio do seu testemunho, muitos vieram a crer no Senhor. Mesmo sendo uma mulher de má reputação ela não receou em ir até a cidade para falar a respeito de quem ela conhecera. É bem possível que tenha acontecido alguém tê-la rejeitado, mas muitos foram os que a ouviram.

c. Lembrete: A maioria das pessoas tem em mente o método testemunhal para ser usado somente por aqueles que possuem um testemunho dramático ou sensacionalista. Na realidade basta haver evidências de transformação de vida, para que um testemunho seja eficiente, e se algum cristão não consegue ver o que Deus fez e faz em sua vida, algum problema há.

D. Método assistencial:

É aquele que leva as Boas Novas através de alguma obra de ação social, seja abrigando crianças de rua, distribuindo alimentos e roupas aos carentes. Este método busca infiltrar o evangelho na comunidade suprindo suas necessidades, tanto físicas quanto materiais e espirituais.

a. Exemplo: Vemos em Dorcas o exemplo de alguém que praticava este método de evangelização, um personagem pouco conhecido, mas que fez muita diferença na vida de algumas pessoas. Em Atos 9.36-42, diz que Dorcas era uma mulher notável pelas boas obras que praticava, pelos seus atos amorosos; tinha um ministério de assistência às viúvas, confeccionava roupas e lhes dava. Nesta passagem fica nítido o amor que os beneficiados sentiam por Dorcas, que havia falecido e fora ressuscitada pelo apóstolo Pedro, fato este, que tornou-se conhecido por toda Jope.

b. Perfil: Geralmente as pessoas que gostam de servir aos demais são as que se identificam com este método. Elas tem a sensibilidade de perceber a necessidade dos outros e procuram empenhar-se ao máximo para ajudá-los sentem-se realizadas e felizes em exercer este ministério, mesmo que não haja o reconhecimento de muitos.

c. Lembrete: Este é um método que leva tempo até que a pessoa compreenda o evangelho, visto que muitos só estão interessados em suprir suas necessidades físicas e materiais. As pessoas que se empenham neste método de evangelismo são as que tocam naquelas pessoas que ninguém jamais tocaria, são geralmente aquelas consideradas “escória da sociedade”. Certa vez ouvi uma ilustração que contava a história de um menino de rua que estava faminto em frente a uma padaria, observando pela janela de vidro os pãezinhos que iam saindo. Eis que chegou um senhor e vendo o menino perguntou-lhe se estava com fome, ao que este respondeu positivamente. Então, aquele senhor entrou na padaria e comprou vários daqueles pãezinhos e os entregou nas mãos do menino que olhou para ele e perguntou-lhe: — Moço, o senhor é Deus? Há pessoas famintas não só de pão, mas de Deus, e nós somos instrumentos seus para suprir tais necessidades. As pessoas não estão tão interessadas no que pensamos ou falamos até estarem sensibilizadas pelo que somos e como nos interessamos por nelas, elas querem ver Jesus Cristo em nós.

E. Método Comportamental:

Como o próprio nome diz, este método de evangelização baseia-se no relacionamento entre cristãos e não-cristãos. É desenvolvido através da amizade sincera e desinteressada do cristão. Conseqüentemente essa amizade desperta uma curiosidade no não-cristão quanto ao modo de viver, padrões, conduta, razões e motivações essenciais do estilo vida do cristão. Desta forma, não se corre o risco de fazer do não-cristão apenas o projeto evangelístico, é uma oportunidade para investir em um relacionamento autêntico de amor e amizade, o que os não-cristãos estão sempre a procura. Esse método tem crescido de modo significativo, e o que é melhor, tem crescido também a confiança mútua. Joseph Aldrich, divide o evangelismo comportamental em três fases [3].

a. Presença: A primeira fase é a presença, na qual o cristão se aproxima do não-cristão e antes que ele ouça a respeito do evangelho ele deve perceber através do modo de vida e do amor demonstrado pelo cristão, o evangelho no qual ele supostamente se baseia.

b. Proclamação: A segunda fase é a proclamação, e nesta sim, o cristão falará do evangelho para o seu amigo. Viver o evangelho não é suficiente para que o não-cristão o compreenda, há também a necessidade de falar sobre a essência do evangelho, falar sobre os fundamentos ou em que está baseado este diferente estilo de vida. É fundamental, portanto, que se fale para o não-cristão as boas notícias de salvação.

c. Persuasão: A terceira fase, Aldrich a chama de persuasão. É a fase em que a pessoa é chamada a tomar uma decisão por Cristo.

d. Vantagem: Algumas vantagens deste método é que é um método que não depende de muito conhecimento bíblico, visto que o não-cristão valoriza mais a pessoa do cristão do que o conhecimento dele. O fato de apresentar o evangelho a uma pessoa com a qual já exista um laço de amizade, facilita a proclamação da mensagem do evangelho. O conteúdo do evangelho ganha impacto adicional quando é comunicado com base no que se vive, e se a presença do espírito for de fato sentida e positiva, o não-cristão perguntará a respeito da razão da sua fé .

e. Cuidado: O cuidado que se deve tomar com este método de evangelismo é o de não acomodar-se a simplesmente viver o evangelho e se calar não buscando oportunidades para compartilhar o evangelho. O “deixar que Deus fale aos corações dos pecadores” pode-se tornar desculpa para o cristão fugir de sua responsabilidade de proclamar as Boas Novas.

F. Sobre os Métodos:

Deus escolhe pessoas diferentes para realizar Seus propósitos; deleita-se em usar pessoas comuns e simples de maneiras surpreendentes e emocionantes [4]. O evangelho deve permanecer puro e inflexível, não importando que mecanismos são usados para apresentá-lo aos não-cristãos, porém, o mecanismo que escolhermos poderá influenciar na disposição, na capacidade de ouvir, ou até mesmo na compreensão da mensagem que está sendo pregada.

a. Exemplo de Cristo: O próprio Cristo usou vários métodos para falar das Boas Novas do Reino, evangelizou através do Seu testemunho de vida, supriu as necessidades das pessoas, pregou para grandes multidões e falou individualmente com as pessoas, contudo, Ele diferenciou os método que usou para alcançar judeus, samaritanos e romanos, ricos e pobres. É preciso avaliarmos o provável sucesso de cada um desses métodos baseados no que sabemos a respeito de formas de pensamento, estilos de vida, visões e experiências religiosas, bem como das necessidades e interesses pessoais desta geração.

b. Exemplo de Paulo: O incentivo do apóstolo Paulo aos cristãos é que usem de todos os meios que estiverem ao alcance para efetivamente e sem comprometimento da integridade da mensagem, apresentem o evangelho aos não-cristãos (Rm 11.13-14; 1 Co 9.19-23).

G. Outras Sugestões:

Além de métodos (tipos) de evangelização, é importante lembrar que existem diversas outras formas de se levar o evangelho.

a. Folhetos e Literaturas: Nunca subestime o poder de um folheto, pois você nunca sabe onde ele vai parar. São diversas as histórias de pessoas que se converteram por intermédio de um folheto evangelístico. O importante é sempre ter por perto um folheto que pode ser usado nas mais diversas situações. Mantenha no carro, em casa, na gaveta da mesa do escritório, pois temos certeza que será útil em alguma oportunidade.

b. Oração: O cristão sempre deve manter-se em oração pela Evangelização. É nossa responsabilidade orar:
i. Por quem está realizando esse ministério (Ef.6.19; Cl.4.3; 2Ts.3.1)
ii. Para que Deus desperte outros para fazer esse trabalho (Mt.9.38)
iii. Para Deus abrir o coração dos pecadores (At.16.14; Rm.10.1)
iv. Por todos aqueles que desejamos evangelizar (1Tm.2.1-7)

Notas

[1] Sócrates desenvolveu um método de instrução que tem a propriedade de envolver um estudante em um debate lógico que leva a uma conclusão sólida. A chave para o método socrático é que o professor tenha domínio sobre a questão que está sendo considerada, de modo que ele possa fazer perguntas investigativas, diretivas que não manipulem o estudante, antes ajudem a esclarecer a verdade conclusiva que o estudante procura. (George Barna. Evangelização Eficaz, p. 162).

[2] BARNA, George. Evangelização Eficaz. Campinas, SP: United Press, 1998. p.164.

[3] As fases do evangelismo como estilo de vida e suas vantagens encontram-se no livro de Joseph Aldrich. “Amizade a chave para a evangelização”, p. 73-78.

[4] HYBELS, Bill, MITTELBERG, Mark, BISPO, Armando. Cristão Contagiante, São Paulo: Vida, 1999. p. 141.

Fonte: https://marceloberti.wordpress.com/2009/02/16/metodos-para-evangelizacao/

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