Pecados contra o Espírito Santo

fb1ddcedomo-identificar-problemas-de-audio-internaResumo extraído de: “GRAHAM, Billy. O Espírito Santo. São Paulo: Edições Vida Nova, 1990, p. 61-78, cap. 10”.

A Blasfêmia contra o Espírito Santo
O pior pecado; para este pecado não há perdão. Todos os outros pecados contra o Espírito Santo são cometidos por crentes. Podemos nos arrepender deles, receber perdão e fazer um novo começo. A blasfêmia contra o Espírito Santo, chamado de “o pecado imperdoável”, é cometido por descrentes (Mt 12.31,32). O pecado imperdoável implica na rejeição total e irrevogável de Jesus Cristo.
Em Atos 7.51, Estevão estava dizendo aos seus ouvintes que eles eram culpados dos mesmos pecados que seus pais, que se tinham recusado a levar a sério as mensagens dos profetas. O pecado infeccionou tanto o coração das pessoas não regeneradas que elas estarão sempre resistindo ao Espírito Santo. A carne e a mente perversa sempre O combatem. Estas pessoas não darão acolhida à Palavra de Deus enquanto o Espírito Santo não obtiver a vitória sobre eles. Estevão estava dizendo algo mais: da mesma maneira como o Espírito tinha lutado em vão com muitas pessoas no Antigo Testamento, que depois foram condenadas, também seus ouvintes, naquela época e hoje, seriam condenados se não prestassem atenção à atuação do Espírito em seu coração. Este pecado, resistir ao Espírito, quando praticado por muito tempo, leva à condenação eterna. A única maneira de o pecador receber o perdão por este pecado é deixar de resistir ao Espírito Santo e abrir o coração para Jesus, de quem o Espírito dá testemunho.
Cristãos devem hesitar muito para tomar dogmaticamente suas decisões próprias sobre se alguém cometeu o pecado imperdoável. Deixe esta decisão com o Espírito Santo e com Deus-Pai. Nossa parte é instar sempre com as pessoas para que se arrependam e se voltem para Jesus, porque nós não sabemos se o Espírito já cessou de atuar neles ou não.
O pecado imperdoável é rejeitar as verdades sobre Cristo. É rejeitar de maneira completa e definitiva o que o Espírito Santo diz sobre Jesus Cristo. Você rejeitou a Cristo, e disse em seu coração que o que a Bíblia diz sobre Ele é mentira? Se for este o caso, você está em uma situação perigosa. Você tem de aceitar as verdades sobre Cristo em confissão humilde, arrependimento e fé. Persistir na descrença poderia ser trágico, levando-o a uma eternidade sem Deus. Por outro lado, você pode ser crente, mas cometeu algum pecado o qual você até agora pensou que o impedisse de ser salvo. Não interessa o que é: lembre-se que Deus o ama, e que quer perdoar este pecado. Você só precisa confessar este pecado a Ele e perdi-Lhe perdão. Este pecado – o que quer que seja – não é o pecado imperdoável. Só que você tem de fazê-lo sair de sua vida (Sl 103.12).

Entristecer o Espírito
Pecados contra o Espírito Santo que podem ser cometidos por cristãos: entristecer e apagar o Espírito. Quase tudo o que nós fazemos de errado pode ser incluído em um destes dois termos.
Em Efésios 4.30, Paulo não está falando de julgamento, no sentido de que o que estamos fazendo aqui está nos separando do amor de Deus e nos fará ir para o inferno. Está, isto sim, falando de coisas que não combinam com a natureza do Espírito Santo e por isso O ferem em Seu ser e O entristecem. Podemos magoar ou irar alguém que não nos tem afeição, mas só podemos entristecer quem nos ama.
Como um cristão pode entristecer o Espírito Santo? Ler Efésios 4.20-32. Podemos saber o que entristece o Espírito analisando nossa conduta à luz das palavras que a Escritura usa para caracterizar o Espírito. O Espírito Santo é o Espírito da: [1] Verdade, Jo 14.17 (tudo o que é falso, enganoso e hipócrita O entristece); [2]Fé, 2 Co 4.13 (dúvidas, desconfiança, ansiedades e preocupações O entristecem); [3] Graça, Hb 10.29 (tudo em nós que é duro, amargo, malicioso, indelicado e indisposto para perdoar e amar O entristece); [4] Santidade, Rm 1.4 (tudo que é impuro, sujo ou degradante O entristece).
O que acontece quando nós entristecemos o Espírito Santo? Ele gosta de nos revelar o que é de Cristo. Também nos proporciona alegria, paz. Mas quando nós O entristecemos, Seu ministério fica interrompido. Quando eu me desvio do caminho claro da vontade de Deus, então o ministério do Espírito em minha vida está prejudicado. Sua atuação é interrompida, mas Ele continua presente. Ele não é afastado, somente Sua atuação é prejudicada. Assim que o fio partido é restaurado, Seu ministério pleno recomeça.
Entristecer o Espírito Santo não implica em perdê-lO. Eu continuo selado por Ele; Ele não deixa de morar em mim. Nenhum crente pode entristecê-lO a ponto de Ele o deixar totalmente (Ef 1.13; 4.30; Rm 8.23). Podemos escorregar, mas isso é bem diferente de cair da graça ou perder o Espírito Santo totalmente. Mas quando nós O entristecemos, Ele retira de nós a alegria e o poder até que renunciemos e confessemos o pecado. Estou convencido que, uma vez batizados no corpo de Cristo, tendo o Espírito Santo em nós, nunca mais seremos abandonados por Ele. Estamos selados para sempre. Ele é a garantia, o penhor do que virá. Ele nos concede alegria contínua por sabermos que somos de Deus; esta alegria só cessa quando alguma obra da carne entristece Aquele que nos selou (Tg 4.5).

Apagar o Espírito
Ler 1 Ts 5.19. Entristecer dá a ideia de mágoa, de sofrimento. Tem a ver com a maneira com que nós ferimos o coração do Espírito em nossa vida particular. Apagar significa “abafar, extinguir” e nos lembra do conceito bíblico de que o Espírito é um fogo. Não quer dizer que O expulsamos, mas que abafamos o amor e o poder do Espírito.
Um fogo se apaga quando lhe tiramos o combustível. O fogo do Espírito fica bloqueado quando deixamos de orar, falar de Cristo ou ler a Palavra de Deus. Estas coisas são veículos que Deus usa para nos dar o combustível para manter o fogo. Outra maneira de apagar um fogo é jogar água ou terra sobre ele, ou sufocá-lo com um cobertor. Um pecado intencional apaga o Espírito. O momento de confessar isto a Deus é exatamente este; arrependa-se. E depois viva cada dia na plenitude do Espírito, sensível à Sua orientação e ao Seu poder em sua vida.

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Por Que Não Devemos Andar Ansiosos?

WallpaperTexto: Mateus 6.25-34

Introdução
> O que é ansiedade? Estado de insegurança; está associada a uma busca de significado, à necessidade de se sentir amado e apreciado; viver dia a dia em estado de alerta, prisioneiro do passado, não conseguir entregar-se à aventura da descoberta; necessidade de controlar o que vai acontecer; medo do futuro; necessidade de controlar tudo e todos; sofrer por antecipação; não sentir tranquilidade em momento algum; correria; se envolver em várias atividades para não entrar em contato consigo mesmo, por temor do que possa surgir de uma reflexão mais profunda sobre a própria existência (Definição extraída do livro: “O evangelho e as questões emocionais”, capítulo escrito por Dagmar Silva Pinto de Castro).

Transição
> A vontade de Deus para nós é que não andemos ansiosos!
> O texto nos mostra algumas razões pelas quais não devemos viver em ansiedade, ou seja, vamos responder a seguinte questão: Por que não devemos andar ansiosos?

I.) Porque a vida e o corpo são mais valiosos do que o alimento e as vestes – v. 25
> A vida é mais importante do que os bens materiais
> “Ser” é mais importante do que “ter”

II.) Porque o nosso sustento e provisão procedem do Pai Celeste – v. 26,28-30
> Exemplo das aves dos céus e dos lírios dos campos
> Ler Salmo 127.1-3

III.) Porque a nossa ansiedade não pode acrescentar nem um dia à nossa existência – v. 27
> Não pode acrescentar, mas pode nos abreviar a vida, pois a ansiedade e o desequilíbrio emocional podem provocar doenças psicossomáticas, ou seja, podem trazer consequências para nossa saúde física.

IV.) Porque a ansiedade é sinal de falta de fé na fidelidade de Deus – v. 30
> Alguém já disse que a ansiedade é o pecado da falta de fé na fidelidade de Deus!

V.) Porque a ansiedade gera inquietação e preocupação – v. 31
> Preocupação = Pré ocupação

VI.) Porque Deus sabe exatamente do que precisamos – v. 32
> Deus satisfará nossas necessidades e não nossos caprichos!

VII.) Porque quando buscamos o Reino e a Justiça de Deus em primeiro lugar, todas as nossas necessidades serão supridas – v. 33
> O nosso problema é que muitas vezes invertemos a ordem: buscamos em primeiro lugar todas as demais coisas e se sobrar algum tempo e recursos buscamos o Reino e a Justiça de Deus.

VIII.) Porque temos de aprender a viver um dia de cada vez – v. 34
> O amanhã trará os seus cuidados, basta a cada dia o seu próprio mal
> Vivamos o hoje; não vamos sofrer por antecipação!

Pr. Ronaldo Guedes Beserra – SP, 30.03.2016

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Vitória Sobre o Desequilíbrio Emocional

522Texto: 1 Rs 19.1-18

Introdução
> Breve histórico da vida de Elias até este ponto de sua vida.
> Falar sobre como Elias chegou ao ponto de ficar depressivo.

Transição
> O desequilíbrio emocional tem suas causas, seus sintomas e existem formas de vencê-lo.
> O texto nos mostra alguns ensinos sobre causas, sintomas e formas de vitória sobre o desequilíbrio emocional:

I.) O desequilíbrio emocional pode surgir como consequência de ameaças e oposição – v. 1,2
> A ameaça e a oposição da rainha Jezabel levaram Elias a um processo depressivo.
> Jesus soube como lidar com a pressão da oposição e das ameaças. Nem todos estão suficientemente protegidos emocionalmente para saber lidar com esses desafios.
> Precisamos aprender a proteger nossas emoções contra ameaças e oposição!

II.) O desequilíbrio emocional se manifesta através de vários sintomas – v. 3-14
> Medo – v. 3
> Fuga – v. 3,4 (Deserto é um símbolo de aridez, inclusive emocional)
> Interrupção da normalidade, da rotina diária – v. 3 (Deixou o seu moço em Berseba)
> Ausência do prazer de viver – v. 4 (Moisés, Jó e outros homens de Deus também pediram a morte)
> Alteração do sono e do apetite – v. 5-8
> Isolamento – v. 9 (Caverna)
> Desânimo, lamentação, autocomiseração – v. 10
> Falta de sensibilidade espiritual – v. 11-14
– Elias aprendeu que o Senhor não é um Deus de espetáculos. Às vezes a obra dEle é experimentada na simplicidade […] Deus estava operando na vida de muitas pessoas!
– Mesmo depois de o Senhor se revelar Elias continuava com o mesmo discurso!

III.) O desequilíbrio emocional é vencido quando tomamos consciência da missão, do propósito e dos planos de Deus para nós – v. 15-17
> Deus levantou Elias daquele momento de depressão mostrando-lhe missões específicas, mostrando-lhe Seus propósitos e planos para a vida do profeta.
> Deus tem uma missão para cada um de nós. Ele tem propósitos e planos específicos para as nossas vidas. Busquemos conhecê-los e saiamos a conquistá-los.
> “O que fazes aqui Elias?” Saiamos da caverna e sigamos para cumprir os propósitos de Deus para nós!

IV.) O desequilíbrio emocional é vencido quando Deus nos mostra que Ele está agindo, ainda que os nossos olhos naturais não estejam conseguindo perceber a ação de Deus – v. 18
> Elias pensou que só ele se mantinha fiel ao Senhor. Pensou que ninguém mais estivesse abrindo o coração para o agir de Deus. No entanto estava enganado. Havia ainda sete mil que não tinham se dobrado diante de Baal. Ainda que Elias não estivesse percebendo, Deus estava agindo!
> Ainda que os nossos olhos naturais não estejam conseguindo ver o agir de Deus, Ele está agindo! E esta convicção nos leva a vencer o desequilíbrio emocional!

Pr. Ronaldo Guedes Beserra em 31.03 e 05.04.2016

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Causas e Consequências do Desequilíbrio Emocional

mujer-enferma3Texto: Nm 13, 14 – ler inicialmente Nm 14.1

Introdução
> Aprender a manter o equilíbrio emocional é algo extremamente importante em nossas vidas.
> Precisamos depender de Deus para alcançar o equilíbrio emocional.
> Problemas emocionais podem gerar sérias consequências, inclusive de ordem física.

Transição
> O desequilíbrio emocional tem várias causas e consequências.
> O texto nos traz alguns ensinamentos através dos quais podemos aprender sobre algumas causas e consequências do descontrole emocional.

I.) O desequilíbrio emocional é causado pela falta de fé nas promessas de Deus – Nm 13.1-3,25-33
> A falta de fé dos dez espias gerou um desequilíbrio emocional neles mesmo
> A falta de fé e o desequilíbrio emocional dos dez espias influenciaram toda a congregação de Israel
> Quando deixamos de crer que Deus está cuidando de nós (Mt 6.25-33), de que Ele está no controle de nossas vidas (Rm 8.28), ficamos sujeitos ao descontrole emocional!

II.) O desequilíbrio emocional é causado pela maneira como reagimos àquilo que ouvimos de outras pessoas – Nm 14.1
> Devemos evitar ouvir o que não edifica ou buscar interpretar os fatos a partir de uma perspectiva de fé!

III.) O desequilíbrio emocional gera reações perigosas – Nm 14.2-4
> Murmuração – v. 2 a
> Palavras insensatas – v. 2 b
> Questionamento dos caminhos de Deus – v. 3 a
> Consideração de ações desesperadas – v. 3 b, 4
> Ideias criminosas – v. 10

IV.) O desequilíbrio emocional gera desgastes naqueles que procuram se manter emocionalmente equilibrados – Nm 14.5,6
> Moisés, Arão, Josué e Calebe foram afetados pelo descontrole emocional dos israelitas!

V.) O desequilíbrio emocional nos impede de ouvir bons conselhos – Nm 14.7-10 a
> A pessoa que está descontrolada emocionalmente não consegue se acalmar para ponderar boas orientações e conselhos! Não controla suas emoções, mas é controlado por elas!

VI.) O desequilíbrio emocional pode trazer consequências tristes e duradouras – Nm 14.10-38
> Deus não destruiu o povo naquele momento, pois ouviu a intercessão de Moisés – v. 10-19
> Todavia, toda aquela geração morreu no deserto – v. 29
> Ao invés de entrarem na Terra Prometida naquele momento histórico, tiveram de esperar mais 40 anos para o cumprimento da promessa de Deus – v. 34
> Aqueles que inflamaram negativamente ao povo morreram de praga – v. 37

Pr. Ronaldo Guedes Beserra – SP, 23.03.2016.

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Deus Abre as Portas da Prisão!

maxresdefaultTexto: Atos 16.16-40

Introdução
> Elucidar o contexto dos acontecimentos (v. 16-24): chegada da equipe missionária a Filipos, a cura da jovem com espírito de adivinhação, a reação dos seus donos e de toda a cidade, a reação das autoridades, os açoites e a prisão de Paulo e Silas (imaginar o sofrimento físico ao qual foram submetidos).
> Todavia, Deus lhes abriu as portas da prisão!

Transição
> Deus é poderoso para abrir as portas nos momentos mais difíceis e críticos da nossa existência, inclusive em momentos de ‘prisão’.
> O texto nos mostra alguns ensinamentos sobre a abertura das portas de Deus em nossas vidas.

I.) Deus abre portas quando oramos e adoramos a Deus, e testemunhamos, mesmo nas circunstâncias mais adversas – v. 25
> Elucidar a situação de Paulo e Silas. Eles haviam sido açoitados, presos no cárcere interior, os pés presos a um tronco.
> Não reclamaram, não murmuraram, não se acusaram mutuamente, não se ‘revoltaram’ contra Deus, já que foram presos fazendo a Sua obra.
> “Por volta da meia noite”, ou seja, no momento de intensas trevas, eles oravam e adoravam! E esta atitude deles servia de testemunho aos outros presos que se encontravam naquele cárcere.
> A atitude deles foi determinante para que Deus lhes abrisse as portas da prisão.
> Qual tem sido nossa reação quando passamos por momentos de prisão em nossas vidas? Reclamamos, murmuramos, arrumamos um culpado? Nos ‘revoltamos’ contra Deus? Ou oramos e adoramos, dando assim um bom testemunho aos que nos cercam?

II.) Deus abre portas para que livremos da morte aqueles que estão prestes a se perder – v. 27-29
> Em seu desespero o carcereiro estava prestes a tirar a própria vida. Paulo percebe a situação e exorta-o a não fazer tal coisa.
> Deus nos abrirá portas, ou já nos tem aberto portas, para que sejamos seus instrumentos para livrar pessoas da morte, seja literal, seja espiritual, familiar, etc.
> Uma palavra, um olhar, um pequeno gesto podem fazer a diferença na vida de alguém em desespero.
> Deus abrirá portas em nossas vidas, ou já nos tem aberto portas, para que possamos trazer equilíbrio para alguém em desespero.
> Ler Pv 24.11,12.
> Temos nos colocado como instrumentos do Senhor para livrar aqueles que estão sendo levados para a morte?

III.) Deus abre portas para que anunciemos a Palavra de Deus àqueles que ainda não conhecem a salvação que há em Cristo Jesus – v. 30-34
> Paulo e Silas anunciaram a mensagem de salvação para o carcereiro.
> Deus nos abrirá portas, ou já nos tem aberto portas que nos trarão oportunidades para pregar o evangelho àqueles que o precisam ouvir. Devemos estar atentos às oportunidades de falar do amor de Cristo.
> Não podemos falar de Cristo a todas as pessoas, mas talvez somente nós teremos acesso de falar às pessoas com as quais estamos convivendo em nosso trabalho, escola, vizinhança, etc. Devemos nos entender como missionários no lugar onde Deus nos colocou, naquela porta que Ele nos abriu ou abrirá. Devemos usar nossa atividade profissional como um instrumento para alcançar vidas com o evangelho.
> Deus pode nos levar a pregar o evangelho para pessoas que nos prejudicaram! Paulo e Silas haviam sido colocados no cárcere interior pelo carcereiro, mas não deixaram de lhe anunciar a Cristo quando tiveram a oportunidade! Jonas tentou fugir e não pregar aos ninivitas, que eram grandes inimigos dos judeus. Não queria ver os seus inimigos salvos! E se Deus o levar a pregar a alguém que lhe prejudicou? Você obedeceria? Imitaria a Paulo ou a Jonas?
> Devemos buscar alcançar toda a família daquele a quem estamos evangelizando. Paulo e Silas alcançaram toda a família do carcereiro.
> Devemos levar os que evangelizamos à integração, pelo batismo (v. 33) e à comunhão (v. 34).
> Temos aproveitado as portas que Deus tem nos aberto para falar do amor de Cristo?

IV.) Deus abre portas para nos honrar diante daqueles que nos negaram direitos e nos humilharam e prenderam injustamente – v. 35-40
> Por serem cidadãos romanos, Paulo e Silas tiveram os seus direitos negados. Foram humilhados publicamente através dos açoites e presos injustamente, sem ter havido um processo formal contra eles.
> Depois as autoridades romanas quiseram soltá-los, mas eles não aceitaram serem soltos sem que houvesse desculpas formais.
> Certas atitudes de outras pessoas podem ferir nossos direitos, nos humilhar publicamente e até nos ‘prender’ por determinados períodos a uma situação de desemprego, baixa autoestima, mágoa, ressentimento, etc, embora não devamos dar lugar a estes sentimentos negativos.
> Deus abre portas para nos honrar. Abriu as portas do cárcere de Paulo e Silas para honrá-los diante das autoridades romanas que os tinham injustiçado. Todavia, quando Deus nos honrar não significa necessariamente a aniquilação daqueles que nos prejudicaram.
> A vingança não pertence a nós, pertence ao Senhor (Rm 12.19). Ele sabe a maneira e a dose certa de tratar a cada um. Se nós fossemos nos vingar a nós mesmos, erraríamos na maneira e na dose. Deixemos isso nas mãos de Deus.

Pr. Ronaldo Guedes Beserra – SP, 12 e 15.03.2016

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Carta à Igreja de Laodicéia – Série Igrejas do Apocalipse (Parte 8)

ESCATOLOGIA - APOCALIPSE - Carta á Igreja de LAODICÉIA - LOGOTexto: Apocalipse 3.14-22

Introdução
> A cidade de Laodicéia era um centro bancário e industrial de destaque. Um terremoto a danificou em 60-61 d.C., mas foi capaz de financiar a reconstrução com seus próprios recursos!
> Cada uma das sete igrejas destacadas nos capítulos 2 e 3 de apocalipse, provavelmente representam um período da história da igreja:
– Éfeso – Fim da idade apostólica;
– Esmirna – Os primeiros séculos de perseguição;
– Pérgamo – A época de Constantino, prosperidade temporal;
– Tiatira – A época da apostasia papal;
– Sardes – A idade média;
– Filadélfia – O período da Reforma, época de Lutero;
– Laodicéia – Os últimos dias.

Transição
> Deus quer e nós também devemos desejar experimentar um avivamento urgente e eficaz.
> O texto nos mostra alguns ensinamentos que devemos aprender para experimentar um avivamento urgente e eficaz.

I.) Pecados a Serem Vencidos e Evitados

1.) Indiferença Espiritual – v. 15,16
> “Conheço as tuas obras …” Ele conhece tudo; podemos nos esconder dos homens, mas não de Deus! “Os olhos do Senhor estão em todo lugar …” (Pv. 15.3).
> “… nem és frio nem quente …” A falta de compromisso, a indiferença e a apatia complacente da igreja são piores que a hostilidade aberta contra o evangelho.
> Jesus disse que quem não renunciar a tudo, a todos e a si mesmo (vontades carnais, velha natureza, ego) não pode ser seu discípulo (Lc 14.26,27,33).
> Muitos hoje acham que ao irem à igreja, ao fazerem algo na obra de Deus, estão “quebrando o galho de Deus”. Deus não precisa de nós! Nós é que precisamos dEle!

2.) Orgulho Espiritual – v. 17
> Exemplificar com Lucas 18.9-14 – Parábola do fariseu e do publicano.
> Temos que nos apropriar sim de nossa posição espiritual em Cristo (… somos mais do que vencedores por aquele que nos amou … tudo posso naquele que me fortalece … Ele nos transportou das trevas para o reino do Filho de seu amor … Ele nos deu vida juntamente com Cristo …), mas não devemos esquecer de que Ele é o Senhor e nós os servos!
> Talvez alguns líderes hoje, para serem coerentes com o que pregam, deveriam rasgar de suas Bíblias o texto do Salmo 40.17: “Eu sou pobre e necessitado, porém o Senhor cuida de mim …”
> Quanto mais perto nos aproximamos de Deus, mais a nossa pobreza espiritual fica evidente – “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus …” (Mt 5.3).

3.) Destronamento de Jesus como Senhor da Igreja – v. 20
> Jesus estava do lado de fora da igreja (este texto foi escrito a uma igreja)! Haviam tirado Jesus do centro.
> Jesus é a estrela, importa que Ele cresça e que nós diminuamos (Jo 3.30).

II.) Conseqüências dos Pecados

> “… estou a ponto de vomitar-te da minha boca …” (v. 16) – “Vocês estão me causando náuseas, repulsa!”
> “… nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu” (v. 17) – Infelicidade, miserabilidade, pobreza espiritual, cegueira espiritual e nudez espiritual.

III.) Conselhos de Jesus para a Mudança

1.) Comprar Ouro Refinado pelo Fogo para te Enriqueceres – v. 18
> Por serem pobres (v. 17), Cristo está exortando a igreja que procure as verdadeiras riquezas.
> Riquezas espirituais – Mt 6.19-21; 13.44-46 (Parábola tesouro escondido e pérola de grande valor).

2.) Comprar Vestiduras Brancas para te Vestires, a fim de que não seja Manifesta a Vergonha da tua Nudez – v. 18
> Cristo faz esta exortação por estarem nus (v. 17).
> O pecado traz dois tipos de sentimentos (impressões): a nudez ou de roupas esfarrapadas.
> Adão e Eva se sentiram nus ao pecarem!
> A igreja é exortada a cobrir sua nudez com vestimentas de pureza e santidade (vestiduras brancas).

3.) Comprar Colírio para Ungires os Olhos, a fim de que Vejas – v. 18
> Cristo faz esta exortação por estarem cegos (v. 17).
> Laodicéia era um centro médico e fabricava o “pó frígio”, usado para fazer colírio. Os médicos frígios talvez ajudassem as pessoas em sua cegueira física; mas somente Cristo pode curar os olhos dos que estão cegos espiritualmente!

4.) Ser Zeloso – v. 19
> Substituir a indiferença pelo zelo.
> “No zelo não sejais remissos …” (Rm 12.11).

5.) Arrependimento Genuíno – v. 19
> Arrependimento significa mudança de vida, mudança de direção!
> Que passos práticos posso dar em direção à mudança? O que devo começar a fazer? O que devo deixar de fazer?

6.) Ouvir a batida de Jesus à porta, ouvir a voz de Jesus, abrir a porta de nossa casa para Jesus – v. 20
> Se assim fizermos, o verdadeiro avivamento virá: “… cearei com ele e ele comigo” (v.20)
> “… hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o coração …” (Sl 95.7,8).

IV.) Recompensas Alcançadas Quando Seguimos os Conselhos de Jesus

> Ver Apocalipse 2.7, 11, 17, 26-28; 3.5, 12, 21.

Conclusão

> Nunca houve tanto apelo ao pecado; vivemos na época mais difícil da história; não podemos brincar; é tempo de buscarmos a Deus e de nos separarmos do mundo!
> “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (v. 22).

Pr. Ronaldo Guedes Beserra

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Carta à Igreja de Filadélfia – Série Igrejas do Apocalipse (Parte 7)

Filadelfia-630x210Texto: Ap 3.7-13

Introdução
> Era a mais jovem das sete igrejas da Ásia. O culto pagão principal era a Dionísio, mas o maior problema da igreja eram os judeus, e não tanto os pagãos.
> Filadélfia, em grego, significa “amor fraternal”.
> Destacar que Jesus é o Santo, o Verdadeiro, Aquele que tem a chave!
> Aplicação já: você precisa de uma porta aberta? Jesus tem a chave! Ele pode abrir portas de oportunidades e fechar aquelas portas que não são o melhor para nós!

I.) Virtudes da Igreja

1.) Tens pouca força – v. 8
> Aparentemente esta igreja era pequena e sem muita influência aparente. Contraste com Sardes (Ap 3.1).
> Ler 1 Co 1.26-29 e 2 Co 12.7-10.
> Deus nunca escolheu alguém que fosse cheio de si, confiante em si mesmo. Todos os escolhidos de Deus estavam absolutamente conscientes de suas limitações. Ex. Moisés (Sou pesado de língua); Gideão (Sou o menor); Isaías (Sou um homem de lábios impuros); Jeremias (Não passo de uma criança).
> Quando sinceramente estamos conscientes de nossas fraquezas humanas, então estamos no ponto certo para Deus nos usar!

2.) Guardaste a minha Palavra (Palavra de minha perseverança, paciência) – v. 8,10
> Pouco tempo antes, a igreja tinha passado por períodos de grandes dificuldades, provavelmente perseguida pelos judeus (ver v. 9), durante os quais tinha permanecido fiel ao seu Senhor.
> Foram perseverantes, pacientes e constantes em guardar a Palavra pura de Deus, mesmo em meio às pressões.
> O mundo, as mídias apelam para ter nossa audiência, nossa atenção. Algumas igrejas, entrando no mesmo ritmo, apelam para conquistar fieis, muitas vezes adulterando a Palavra e comprometendo a mensagem do evangelho! Ex. Rosa ungida, sal grosso, água do rio Jordão, óleo de determinado lugar, etc.

3.) Não negaste o meu nome – v. 8
> Talvez foram pressionados (pelos judeus) a negar o nome de Cristo, mas não o fizeram.
> Não devemos negar o nome de Cristo, nem por palavras e muito menos por atos, atitudes – Mt 10.32,33.

II.) Promessas à Igreja

1.) Porta aberta – v. 8
> Pode ser uma promessa de que a igreja tem entrada garantida no Reino de Deus, na Nova Jerusalém.
> A ideia de porta aberta aparece diversas vezes para indicar uma porta de oportunidade, principalmente para a pregação do evangelho – 1 Co 16.9; 2 Co 2.12; Cl 4.3; At 14.27.

2.) Honra diante dos adversários – v. 9
> Ler Salmo 23.5

3.) Livramento da tribulação – v. 10
> Parece uma promessa de que Ele os arrebatará antes do tempo da grande tribulação.
> Para alguns comentaristas, essa promessa não significa que os cristãos serão arrebatados, e sim protegidos durante esse período de angústia na terra. Ex.: Daniel na cova dos leões, os três amigos de Daniel na fornalha, o povo de Israel no Egito sendo poupado das pragas (Ex 8.22,23; 9.4; 11.6,7). Ver Isaías 43.2.

Conclusão
> “Venho sem demora” – é a ideia predominante em todo o livro
> “Conserva o que tens” – Em meio à perseguição, a igreja deve ficar firme em suas boas obras de fé e amor.
> Promessas ao vencedor:
– “fá-lo-ei coluna” – indica uma promessa do lugar (posição) que o vencedor terá no Reino de Deus eterno.
– “gravarei sobre ele o nome do meu Deus” – é um símbolo de posse.
– “gravarei sobre ele … o nome da cidade do meu Deus” – expressa a cidadania na Nova Jerusalém.
– “gravarei sobre ele … o meu novo nome” – Quando Cristo vier ele terá um nome escrito que ninguém sabe, a não ser ele mesmo (Ap 19.12).
> Exortação: “Quem tem ouvidos, ouça…”

Pr. Ronaldo Guedes Beserra, com ajuda de comentários bíblicos.

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Carta à Igreja de Sardes – Série Igrejas do Apocalipse (Parte 6)

saTexto: Ap 3.1-6

Introdução
> O que uma pessoa busca quando pensa em arrumar alguém para se casar, para passar o resto de sua vida? Quais características você procurou ou procura para encontrar alguém para ser seu companheiro (a)? Beleza, inteligência, sinceridade, amor, carinho? A Igreja é a noiva de Cristo. O que será que Cristo gostaria de ver em sua noiva? Como seria uma noiva, ou seja, uma Igreja segundo o coração de Deus?

> Sardes tinha sido a capital do reino da Lídia; nela se encontravam diversas estradas romanas grandes; era um importante centro industrial de produtos de lã e tinturaria.
> Celebravam o culto à deusa Cibele e o culto ao imperador
> A cidade era conhecida por sua maneira luxuosa e dissoluta; a carta não diz nada sobre hostilidade dos judeus, perseguição pública ou ensino herético; problema principal da igreja: profunda apatia espiritual.

> v. 1 – “os sete espíritos de Deus” – É uma alusão à plenitude do Espírito Santo, como em 1.4
> “sete estrelas” – Ap 1.16,20 – são os anjos (líderes) das sete igrejas

Transição
> Deus busca Igrejas segundo o Seu coração.
> A partir dos erros e acertos da Igreja de Sardes e da mensagem de Jesus a ela, podemos extrair algumas características de uma Igreja segundo o coração de Deus.

I.) Uma Igreja segundo o coração de Deus deve ter conteúdo, essência e não somente forma – v. 1 b
> Tinha nome de que vive, mas estava morta. Este é o quadro do cristianismo nominal, próspero externamente, ocupado com as coisas externas da atividade religiosa, mas sem vida e poder espiritual.
>Ex. do bolo de chocolate muito bonito por fora, mas ruim em seu sabor ou essência.
> Ler e comentar Os 6.6; 1 Sm 15.22
> “Exteriormente parecia viva e ativa, tinha uma reputação de sucesso e espiritualidade. É possível que tivesse uma forma impressionante de adoração, mas não o verdadeiro poder e retidão no Espírito Santo. Jesus, no entanto, via os seus corações” (Bíblia de Estudo Pentecostal).
> As aparências enganam! Jesus não vê como o homem vê. Nós julgamos a partir de coisas exteriores (quantidade, riqueza, etc), Jesus julga a partir do interior, do coração!

II.) Uma Igreja segundo o coração de Deus deve ser vigilante – v. 2 a
> “consolida o resto que estava para morrer” – Esta advertência implica também em que a Igreja não estava totalmente sem esperança. Ainda não era tarde para acordar da letargia espiritual; ainda havia um restinho de vida que podia ser avivado. Se o avivamento não viesse também este pequeno remanescente seria vítima da morte espiritual.
> Exercício da vigilância: (1) em relação à segunda vinda de Cristo (Mt 25.13; 1 Ts 5.5,6); e (2) contra o pecado e a tentação (Mt 26.41; 1 Co 10.12,13; 1 Pe 5.8).

III.) Uma Igreja segundo o coração de Deus deve apresentar obras íntegras – v. 2 b
> Aos olhos de Deus todas estas atividades religiosas eram um fracasso porque eram somente formais e externas e não inspiradas pelo Espírito Santo que dá a vida. Temos aqui um exemplo perfeito de cristianismo puramente nominal, que se destaca em todos os aspectos externos e formais, mas aos olhos de Deus é um fracasso completo.
> Por que suas obras não eram íntegras? Algumas possibilidades: (1) Talvez porque eram formais, externas, não feitas de todo o coração; (2) Talvez porque ao fazê-las procuravam receber o louvor dos homens – Mt 6.5,6,16-18; (3) Talvez porque houvesse ânimo dobre no serviço – 2 Cr 25.2; Jr 3.10

IV.) Uma Igreja segundo o coração de Deus deve conservar sua devoção inicial – v. 3 a
> “Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, guarda-o e arrepende-te”.
> Lembrar da Igreja de Éfeso – Ap 2.4,5
> Ver o resultado da falta de arrependimento – v. 3 b
> Neste contexto, a advertência se encaixa melhor em algum acontecimento histórico, quando o Senhor trouxer uma experiência inesperada sobre uma igreja letárgica, à guisa de julgamento divino.

V.) Uma Igreja segundo o coração de Deus deve ter suas vestiduras sempre incontaminadas – v. 4
> Devemos manter a santidade (santificação), separação, consagração, mesmo em meio a um mundo completamente corrupto.
> Está muito fácil hoje em dia sujar as vestes espirituais – Cuidado!
> “Em todo tempo sejam alvas as tuas vestes, e jamais falte o óleo sobre a tua cabeça” (Ec 9.8).

Conclusão
> Vale a pena ser fiel, contemple aquele dia!
> Promessas ao vencedor: (1) “será assim vestido de vestiduras brancas”; (2) “de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida”; (3) “confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos” – v. 5.
> Exortação: “Quem tem ouvidos, ouça” – v. 6.

Pr. Ronaldo Guedes Beserra, com ajuda do comentário de George Ladd – SP, 12.03.2003.

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Carta à Igreja de Tiatira – Série Igrejas do Apocalipse (Parte 5)

destinatário da igreja de tiatira ebd adulto lição 6 2º trimestre de 2012Texto: Ap 2.18-29

Introdução
> Tiatira possuía um grande destacamento militar, indústrias de lã e tintas, e várias associações comerciais
> v. 18 – Ver Ap 1.14,15
> Seus olhos penetram a tudo e a todos, nada está oculto às suas vistas, sejam pecados não confessados, maquinações ocultas, etc. (Ler Pv 15.3).

I.) Qualidades da Igreja de Tiatira – v. 19

1.) Amor
> Esta igreja se destacava pelo seu amor (Ler 1 Co 13.4-8)
> Esse amor gerava serviço, descrito a seguir

2.)
> Possivelmente tenha haver com fidelidade em não negar a fé em Cristo
> Essa fé gerava a perseverança e obras, também descritas a seguir

3.) Serviço
> Servir às pessoas em suas necessidades (não em seus caprichos), quando temos oportunidade.
> Servir na obra de Deus, através do uso de dons e ministérios, com zelo e responsabilidade.
> O nossa disposição de servir talvez seja o melhor termômetro de nosso amor. Ou seja, o amor é demonstrado na prática por nossa disposição de servir

4.) Perseverança
> Paciência; Persistência; Firmeza, consistência em amar, em testemunhar, em servir
> Ler Hb 6.11,12

5.) Crescimento em obras
> Sabemos que a salvação não é pelas obras, mas sim pela graça de Deus, mediante a fé (Ef 2.8,9). No entanto, a fé sem obras é morta (Tg 2.26).
> Devemos também crescer em boas obras
> Obras não se refere apenas a ações de caridade; se refere a bom testemunho, amor, virtudes cristãs em geral, trabalho, serviço, etc.

II.) Erro da Igreja de Tiatira – v. 20-25

> O erro desta igreja foi o de tolerar Jezabel, tolerar o pecado, tolerar ensinos errados, tolerar a prostituição e alguma forma de idolatria.
> Jezabel (esposa do Rei Acabe no AT) representa a idolatria, pois instituiu o culto a Baal em Israel, e a perseguição aos santos, pois exterminou profetas do Senhor (1 Rs 18.4)
> Esta falsa profetiza provavelmente não se chamava literalmente Jezabel, mas foi assim chamada por se assemelhar às práticas erradas da Jezabel do AT; ou talvez seja apenas uma designação simbólica das práticas pecaminosas de membros daquela igreja sob domínio do “espírito de Jezabel”.
> Esta cartas às igrejas do Apocalipse falam fortemente contra a imoralidade sexual e a idolatria, usando designações como “doutrina de Balaão”, “doutrina dos nicolaítas” e uma espécie de “doutrina de Jezabel”
> “Alguns, na igreja, costumam tolerar tais falsos ensinos, por indiferença, medo de confronto, amizade pessoal ou pelo desejo de paz, harmonia, autopromoção ou dinheiro” (B. E. Pentecostal).

> O sexo é uma benção de Deus, para ser desfrutada no casamento, nem antes e nem fora dele!
> Sexo antes ou fora do casamento traz grandes problemas, inclusive de ordem emocional, fere muita gente, destrói famílias e pode trazer doenças físicas.
> “Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia” (1 Co 10.12).
> Deus proíbe a imoralidade sexual para o nosso próprio bem, porque nos ama. Devemos ir contra a cultura de nossa época nesse quesito.

> Além da imoralidade sexual, Deus condena a idolatria.
> Ídolo não é apenas um “santo” de madeira, pedra ou metal. Ídolo é tudo aquilo que toma o lugar de Deus em nossa vida: dinheiro, trabalho, objetivos, carreira, entretenimento, esporte, atleta, pai, mãe, filho, namorado, TV, internet, mídias em geral, casa, carro, etc.
> Como está nossa vida de pureza diante de Deus? Existe algo que tem tomado o lugar de Deus em nossa vida?

> Contraste com a Igreja de Éfeso onde provaram os falsos apóstolos e mestres, mas perderam o primeiro amor; Em Tiatira estavam crescendo em amor, mas não trataram, se recusaram a lidar com esta falsa profetiza, com este falso ensino. Devemos buscar o equilíbrio: nem perder o amor, nem tolerar aqueles que colocam a obra de Deus em prejuízo.

> v. 21 – Deus dá tempo para arrependimento, por Sua graça e paciência. O pecado sempre trará tristes consequências, mas ainda há tempo para arrependimento e mudança. Ver v. 22 b
> Quando não há arrependimento, as consequências podem ser ainda mais graves – ver v. 21,22
> Deus age dessa forma com um propósito – ver v. 23
> Aquele que tem olhos como chama de fogo (v. 18) é Aquele que sonda mentes e corações (v. 23).

> v. 24 – Houve em Tiatira os que ficaram firmes na Palavra de Cristo e seus padrões de justiça, seus valores. Jesus lhe consola dizendo que “Outra carga não jogarei sobre vós” e os exorta: “conservai o que tendes, até que eu venha” (v. 25).

Conclusão

> Promessas:
– v. 26,27 – Os santos governarão as nações junto com Cristo, durante o Milênio (Ap 20.4,6). O vencedor recebe a promessa de que participará das funções do próprio Messias – ver Sl 2.9; Ap 12.5; 19.15
– v. 28 – Em Ap 22.16, o próprio Cristo é a brilhante Estrela da Manhã. O próprio Cristo será dado ao vencedor.

> Exortação:
– v. 29 – “Quem tem ouvidos, ouça …”

Pr. Ronaldo Guedes Beserra – SP, 05.03.2003; atualizado em 06.02.2016.

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Carta à Igreja de Pérgamo – Série Igrejas do Apocalipse (Parte 4)

maxresdefaultTexto: Apocalipse 2.12-17

Introdução:
> Pérgamo significa “Fortaleza”; ficou conhecida como o lugar onde o pergaminho foi usado pela primeira vez, daí o seu nome.
> Pérgamo comercialmente não era tão importante como Éfeso e Esmirna, mas mesmo assim era importante centro político e religioso.
> Foi a primeira cidade da Ásia que incentivou abertamente o culto ao imperador, e a recusa a tomar parte no culto oficial era considerada alta traição.
> Pérgamo era também o centro de culto a muitos outros deuses, entre os quais: Zeus, a deusa Atenas, Asclépio, o deus-serpente das curas. Assim, Pérgamo era uma fortaleza das religiões pagãs e do culto ao imperador, um ambiente extremamente difícil para uma igreja cristã.

I.) “… aquele que tem a espada afiada de dois gumes …” – v. 12
> Uma alusão à visão de Cristo em 1.16.
> A espada é a palavra de julgamento pronunciada sobre uma igreja que começou a relaxar em sua atitude diante das práticas pagãs (v. 16).

II.) “Conheço o lugar em que habitas, onde está o trono de Satanás …” – v.13
> Se refere ao destaque da cidade como centro religioso pagão, conforme descrito na introdução.
> A autoridade e o poder do diabo eram honrados abertamente ou pelas práticas implementadas ali.

III.) “… que conservas o meu nome e não negaste a minha fé …”v.13
> Qualidade ressaltada na igreja de Pérgamo.
> Honrar a Deus com nosso testemunho e vida, pois somos chamados pelo seu nome – 2 Cr 7.14
> Não devemos nos envergonhar do nome de Jesus e da fé que abraçamos – Mt 10.32-33, Mc 8.38, Lc 9.26
– Jesus não tem agentes secretos
– Jovem que serviu o exército e ninguém ficou sabendo que era de Cristo.
> Devemos ser sal da terra e luz do mundo (Mt 5.13-16), devemos dar o nosso testemunho de que só Cristo pode salvar o pecador, só Ele é o caminho que nos conduz à salvação.
> Conforme final do v. 13, houve um martírio na igreja de Pérgamo, que foi desafiada a negar sua fé em Cristo, mas permaneceu fiel em meio a esta luta.
> “Quem não está disposto a morrer pelo que crê não é digno de viver” – ilustração de organização guerrilheira na América do Sul.

IV.) “Tenho … contra ti… que tens aí os que sustentam a doutrina de Balaão … tu tens os que … sustentam a doutrina dos nicolaítas” – v.14,15.
> Balaque, rei de Moabe, sentindo-se ameaçado pelos israelitas, pedira ao profeta Balaão que os amaldiçoasse. Deus impediu isto, e, para desgosto de Balaque, Balaão os tinha abençoado e não amaldiçoado (Nm 22.24).
> Mas depois disto Israel deixou-se envolver em prostituição e no culto idólatra de Baal-Peor (Nm 25.1-3), pecado que foi atribuído ao conselho de Balaão (Nm 31.16).
> Aparentemente, uma sedução parecida estava acontecendo na igreja de Pérgamo, principalmente em relação aos ídolos e à prostituição.
> Contra o povo de Deus não vale encantamento, então Satanás procura seduzi-los ao pecado, pois ao cair em pecado, logo vêm as consequências do pecado.

> Cuidado com coisas sacrificadas aos ídolos
– Paulo diz que é impossível beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios (1 Co 10.21), referindo-se neste caso sem dúvida à participação nas festas nos templos, que implicavam na adoração do deus em questão. Ex. Festa Cosme e Damião, Festas Juninas, simpatias, horóscopo, etc.

> Cuidado com a prática da prostituição
– Deus requer santidade nesta área. Aos jovens cuidado com os desejos carnais, conservem-se puros para os seus futuros cônjuges. Aos adultos e casados também muito cuidado, pois as pessoas nunca estiveram tão libertinas nesta área como estão agora. Cuidado com novelas, mini- séries e filmes que só ensinam traição! (1 Co 6.13,15,16,18-20).

V.) “Portanto, arrepende-te …” – v.16
> O fato de Deus não julgar imediatamente alguém que está em pecado não quer dizer que Ele está aprovando aquela conduta e sim que está dando tempo para se arrepender.

Conclusão:

> Uma exortação:
– “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas …” – v. 17

> Duas promessas:
– “Ao vencedor, dar-lhe-ei o maná escondido…” (v.17) – Participação nas bodas do Cordeiro (Ap 19.9).
– “Ao vencedor, dar-lhe-ei … uma pedrinha branca …” – (v. 17) No mundo antigo usava-se pedras brancas como bilhetes de entrada em festivais públicos. Este é o significado que melhor cabe no contexto. A pedra branca é o símbolo da admissão à festa dos bodas do Cordeiro.

Pr. Ronaldo Guedes Beserra (Com auxílio de alguns comentários bíblicos) – SP, 26.02.2003 e 28.01.2016.

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Carta à Igreja de Esmirna – Série Igrejas do Apocalipse (Parte 3)

carta-esmirnaTexto: Apocalipse 2.8-11

Introdução:
> Esmirna ficava a uns 55 Km ao norte de Éfeso, e era, como esta, um ponto marítimo próspero. Sua riqueza e prosperidade fizeram com que ela disputasse com Éfeso a honra de ser a principal cidade da Ásia.
> Não sabemos quando e por quem a igreja foi fundada. Podemos supor que ela é fruto da atividade missionária de Paulo na Ásia, com centro em Éfeso (At 19.10).
> Parece que a igreja era saudável e próspera espiritualmente, porque a carta não contém nenhuma palavra de crítica ou condenação.

I.) “Estas coisas diz o primeiro e o último, que esteve morto e tomou a viver” (v. 8)
> Descrição de Cristo glorificado já feita em 1.17-18.
> O nosso Senhor Jesus é o Primeiro e o Último, o Alfa e o Ômega, o Início e o Fim; Ele é único (Is 44.6).
> Esteve morto; morreu para nos salvar, perdoar, redimir, libertar, dar vida eterna
> Ele está vivo – Ele não só voltou à vida; Ele está vivo para sempre. Ele não só ressurgiu dos mortos; Ele venceu a própria morte e tem as chaves da morte e do inferno (1.18).

II.) “Conheço a tua tribulação” (v. 9)
> Às vezes parece que Deus não vê, não sabe o que estamos passando ou sofrendo. Mas Ele está nos dizendo hoje: “EU CONHEÇO A TUA TRIBULAÇAO”!
> Is. 40.27 – O Deus dos versos 12, 22 e 26 é que está vendo todas as nossas tribulações e um Deus tão poderoso assim certamente nos livrará de todas.
> Ilustração da mulher que passou em uma vinha abandonada – Mananciais 19.02

III.) “Conheço … a tua pobreza (mas tu és rico)” (v.9)
> Podiam ser pobres materialmente falando, mas eram ricos espiritualmente.
> Contraste com a igreja de Laodicéia (3.17).
> A Igreja primitiva não tinha prata e nem ouro, mas possuía o poder do Espírito Santo (At 3.6). Hoje, as igrejas possuem prata e ouro, mas falta-lhes o poder de Deus!
> Você que já tem Jesus é rico da graça de Deus !

IV.) “Conheço … a blasfêmia dos que a si mesmos se declaram judeus e não são, sendo antes, sinagoga de Satanás” (v. 9)
> Não se refere a blasfêmias contra Deus, mas a acusações caluniosas contra homens.
> Os cristãos da igreja de Esmirna estavam provavelmente sendo falsamente acusados pelos judeus não cristãos, que eram perseguidores da igreja. Esta perseguição chegou a tal ponto que a história registra a morte em uma fogueira do bispo Policarpo da cidade de Esmirna, incentivada pelos pagãos e judeus, pouco depois da escrita desta carta.
> Eram judeus por raça e religião, mas interiormente não o eram, pois rejeitaram a Jesus e confirmaram esta rejeição perseguindo a Igreja,- portanto, disse Jesus, eram da “sinagoga de Satanás”. Paulo disse que o verdadeiro judeu não é aquele que o é exteriormente e sim aquele que o é interiormente (Rm 2.28-29). Temos uma distinção entre o Israel literal – os judeus – e o Israel espiritual – a igreja.

V.) “Não temas as coisas que tens de sofrer” (v. 10)
a) “o diabo está para lançarem prisão alguns dentre vós, para … prova
> Jesus sabe e até avisa que o diabo lançaria alguns deles na prisão, mas não impede que eles passassem por isso. Porque? Jesus não tinha poder para impedir esta situação? Sim, mas fazer a obra de Deus não nos isenta de passarmos por “prisões”, perseguições e sofrimentos.
> Ex. Paulo (2 Co 11.24-28). A Teologia que diz que fazer a obra de Deus implica em isenção de lutas, perseguições, etc, está completamente equivocada. É bom que aqueles que se propõem a fazer a obra de Deus e a servir a Deus com inteira lealdade saibam que sofrera© batalhas advindas do inimigo.
> Ex. Jesus. Foi perseguido e até morto. Ver Mt 10.24-25: “… o discípulo não está acima do mestre …” – Se o mestre passou por tribulações, os discípulos também passarão.
> Ex. John Bunyan (1628-1688) – Escreveu “O Peregrino” na prisão.
> Em toda e qualquer situação, Deus está e estará conosco, tanto que Ele diz: “não temas as coisas que tens de sofrer•” (v. 10).
> Fidelidade muitas vezes traz lutas – Ex. Três amigos (Dn 3.16-18,23-27)
b) “e tereis tribulação de dez dias’’
> Não tem nenhum significado simbólico especial além de indicar um período relativamente curto de perseguição. Não é uma perseguição mundial, mas local e de curta duração.

VI.) “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (v. 10)
> Muitas são as aflições do justo, mas se este for fiel até a morte, receberá a vida eterna.
> “Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam” (Tg 1.12).

Conclusão:
> Uma promessa: “O vencedor de nenhum modo sofrerá dano da segunda morte”
– A separação definitiva de Deus – Ap 20.6,14; 21.8
– Quem nasce duas vezes morre apenas uma. Quem nasce uma unica vez, passa por duas mortes!
> Uma exortação: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas’’ (v. 11)
– No original: “Quem tem ouvido”, no singular – basta um!
– “às igrejas” – Palavra, em última instância, dirigida a todas as igrejas.

Pr. Ronaldo Guedes Beserra – SP, 19 de Fevereiro de 2003.

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Carta à Igreja de Éfeso – Série Igrejas do Apocalipse (Parte 2)

slide_1Texto: Apocalipse 2.1-7

Introdução:

> Falar sobre a estrutura das cartas às 7 igrejas: breve caracterização de Cristo; louvor às boas qualidades da igreja; censura pelas suas faltas; promessa dirigida ao vencedor; a fórmula: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas…”
> Éfeso era a principal cidade da Ásia, e nela estava a igreja mais importante de toda a província Romana. Nó primeiro século era o porto mais importante de toda a Ásia Menor.
> Era também um centro religioso. Há muito tempo já era a cidade da deusa-mãe, que para os gregos era Artemis, e para os romanos Diana (At 19.35). Um templo dedicado a esta deusa, era conhecido como uma das maravilhas do mundo antigo. Éfeso também era o centro de todos os tipos de práticas supersticiosas, e era conhecida no mundo todo por suas artes mágicas (At 19.19).
> A igreja em Éfeso foi fundada por dois cristãos de destaque, Áquila e Priscila. Junto com Paulo eles tinham vindo de Corinto a Éfeso (At 18.18), e permaneceram ali depois de Paulo viajar a Antioquia. Dois ou três anos depois Paulo voltou à cidade e pregou e ensinou o evangelho por dois anos. Seu trabalho em Éfeso se tornou o centro de evangelismo para toda a província da Ásia. Mais tarde o trabalho em Éfeso foi levado avante por Timóteo (1 Tm 1.3); e, de acordo com as tradições, pelo apóstolo João depois da morte de Paulo.
> A esta igreja, Paulo escreveu uma epístola que nós chamamos de Éfesios.
> Em 2.1 “conserva”; em 1.16 “tinha”. A palavra usada aqui, é uma palavra mais forte que significa segurar com firmeza, indicando que Cristo segura suas igreja firme na mão, para que ninguém as agarre (Jo 10.28). A palavra também implica em uma vigilância constante e na presença protetora de Cristo sobre todas as igrejas.
> Relembrar o que significa: aquele que conserva na mão as sete estrelas e que anda no meio dos sete candeeiros de ouro” (v. 1). Os líderes estão em Suas mãos; Ele pesa suas intenções; Ele anda, habita no meio das igrejas!
> Você já pediu para alguém fazer uma análise isenta sobre você, virtudes e falhas?!

A.) Qualidades Ressaltadas por Jesus na Igreja de Éfeso

1.) Labor – v. 2a
– Trabalho constante, realizado com zelo.
– “No zelo, não sejais remissos…” (Rm 12.11a)
– “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças…” (Ec 9.10a)
– Horário de chegada aos cultos, dedicação, etc.

2.) Perseverança – v. 2a,3
– Deus permitiu que a Igreja de Éfeso enfrentasse provas/provações por causa do nome de Jesus (v. 3).
– Deus permite provações por outros motivos também (Ver Dt 8.2).
– Não entendemos os caminhos de Deus, só sabemos que são perfeitos. Muitas vezes Ele não nos livra das provas, mas certamente nos livra nas provas (Ex. Daniel e seus 3 amigos).
– “Sabemos que todas as coisas cooperam (contribuem) para o bem daqueles que amam a Deus …” (Rm 8.28)
– Podemos passar provas pelo simples fato de querermos nos manter fiéis a Deus.
– Mesmo em meio às mais duras perseguições e provações, não nos devemos deixar esmorecer, devemos perseverar, ficar firmes, ir até o fim (Ex. José)
– Deus é especialista em reverter males que o inimigo intentou contra nós, em bênçãos (Ex. José)

3.) Não suportava homens maus – v. 2
– Aqueles que causam divisões, que procuram semear discórdia entre os irmãos
– Ver Tito 3.10; Rm 16.17,18 – O mesmo apóstolo Paulo que ensinou sobre amor e perdão, ensina sobre se afastar dos facciosos

4.) Colocavam à prova os falsos mestres (apóstolos) – v. 2
– Esta igreja se destacava por sua pureza de doutrina.
– Se opunham fortemente aos falsos mestres.
– Vale notar que Paulo gastou muito tempo com esta igreja (aproximadamente 3 anos). Como consequência, na carta que Paulo escreveu aos efésios, não vemos tantas correções com vemos na primeira carta aos coríntios, por exemplo!

5.) Odiavam as obras dos Nicolaítas – v.6
– Os nicolaítas eram certamente adeptos do ensino de Balaão, isto é, que a imoralidade sexual não afeta nossa salvação em Cristo (1 Co 6.9-10,19-20).

B.) Falta Ressaltada por Jesus na Igreja de Éfeso

1.) Abandono do primeiro amor

> O que significa?
– Diminuição da devoção pessoal a Cristo – Não orar, meditar, congregar, se santificar, buscar ao Senhor como no início da vida cristã.

> Como corrigir esta falta?
– ‘‘Lembra-te, pois, de onde caíste …” – Fazer uma retrospectiva!
– “… arrepende-te …” – Arrependimento
– “… volta à prática das primeiras obras …” – Mudança de atitude; Retorno à vontade de Deus

> Qual o resultado da não correção desta falta?
– Cristo rejeitará toda congregação ou igreja que não se arrepender de sua falta de devoção adequada, obediência e amor ao Senhor Jesus Cristo, e a removerá do seu reino – Aplicar não no geral, mas pessoalmente (v. 5b).

Conclusão:

> Uma Promessa: “Ao vencedor, dar-lhe-ei que se alimente da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus” (v. 7)
– Árvore da Vida – cujos frutos dão vida; citada em Gn 2.9
– Paraíso – Nova Jerusalém; se refere ao estado eterno.
– A promessa é ao vencedor e não ao perdedor.

> Uma Exortação: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (v. 7)
– Quem tem discernimento espiritual, discirna; estejamos atentos
– É às igrejas (todas) que o Espírito está falando.

SP, 12.02.2003 – Pr. Ronaldo Guedes Beserra

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Cristo: Rei, Senhor e Juiz da Igreja – Série Igrejas do Apocalipse (Parte 1)

86643511-314e-44a4-9871-790a1f7abb7cTexto: Ap 1.1-20

Introdução:
– Necessidade de “Uma Igreja Segundo o Coração de Deus”
– A igreja atual está se afastando muito do propósito de Deus
– Elucidar todo o capítulo para depois fazer as aplicações práticas. Destacar:
– Sete igrejas situadas na região da Ásia Menor que hoje corresponde à parte ocidental da Turquia. Visto que este número é símbolo de totalidade e perfeição, as 7 igrejas representam todas as igrejas.
– Destacar a Trindade nos versos 4-5.
– Sete Espíritos simbolizam o Espírito Santo de Deus nas múltiplas manifestações (Ver ls 11.2).

Aplicações Práticas:

I.) Ele nos revela as Suas Bem-Aventuranças
– Ap 1.3; 14.13; 16.15; 19,9; 20.6; 22.7; 22.14

II.) Ele peleja por nós
– Nós somos a sua igreja, a menina dos seus olhos, Ele nos ama e peleja por nós. Se Ele é por nós, quem poderá ser contra nós?
– Quem peleja por nós ? o Todo-Poderoso descrito nos versos 13-16!

III.) Ele está no meio dos candeeiros/castiçais
– “… e, no meio dos candeeiros, um semelhante a filho do homem…” (v. 13)
– “… os sete candeeiros são as sete igrejas …” (v.20)
– Ele está no meio da igrejas, ou das igrejas hoje, como esteve em todas as eras e épocas
– Sua presença deve ser reverenciada
– Estamos diante do Rei dos reis e Senhor dos senhores, devemos apresentar-se diante dEle em temor e tremor. Se assim o fazemos diante de uma autoridade humana, quanto mais diante do Todo-Poderoso !
– Ele tem direito sobre a igreja pois Ele se deu por ela (ver Ap 1,5b-6)

IV.) Ele vê todas as coisas
– “… os olhos como chama de fogo…” (v. 14)
– Pecados não confessados
– Aquilo que maquinamos em oculto
– Pv 15.3

V.) Ele tem uma voz poderosa
– “… a voz, como voz de muitas águas…” (v.15)
– Salmo 29.3-9
– Sua voz pode despedaçar todos os impedimentos de sua vida

VI.) Ele tem na mão direita sete estrelas
– “… as sete estrelas são os anjos das sete igrejas…” (v.20)
– Referências aos líderes das igrejas
– Eles estão nas mãos de Jesus, não podem enganá-lo, não podem se orgulhar
– A Mão de Jesus como que uma balança a pesá-los, a pesar suas intenções
– A responsabilidade dos que fazem a obra (1 Co 3.10-15; Ap 22.18-19).

Conclusão/Aplicação:
– Renovemos diante dEle nossos votos de servi-Lo, e tê-Lo como nosso único Senhor!

Pr. Ronaldo Guedes Beserra – SP, 05.02.2003

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Portas Abertas na Vida de Moisés – Parte 2

sarca-ardente-e-moisesTexto: Ex 2.23-4.31 – Ler inicialmente Ex 2.23-25

Introdução
> O povo de Israel precisava que Deus lhes abrisse a porta para a liberdade da escravidão no Egito; eram escravos há mais de 400 anos!
> Moisés também precisava de uma porta aberta para a sua vida que havia se tornado monótona: ele já vivia há 40 anos no deserto e cuidava de um rebanho de ovelhas que nem mesmo lhe pertenciam (eram do seu sogro)!
> A espera sempre é difícil, mas é maravilhoso quando chega o tempo de Deus abrir as portas!

Transição
> Assim como o povo de Israel e o próprio Moisés precisavam de portas abertas, nós também precisamos de portas abertas em nossas vidas.
> O texto nos mostra alguns ensinamentos sobre a ação de Deus no sentido de abrir portas em nossa jornada de vida.

I.) Deus abre portas em resposta ao clamor do Seu povo – Ex 2.23-25; 3.7-9
> O povo de Israel gemeu e clamou em decorrência da escravidão que sofriam por tanto tempo. Deus ouviu o seu clamor!
> Temos clamado, até mesmo gemido, diante do Senhor por portas abertas?

II.) Deus abre portas no tempo certo, depois de nos treinar devidamente para os seus propósitos – Ex 3.1-6; 4.19
> Antes de abrir portas para a missão específica que tinha para a vida de Moisés, era necessário Deus treiná-lo para a tarefa!
> O treinamento de Deus pode incluir obscuridade, solidão, tempo de espera, monotonia, frustração, lugares inóspitos, etc.
Obscuridade: No Egito, Moisés era considerado filho da filha de Faraó; era uma celebridade; durante o treinamento de Deus teve de ficar 40 anos na obscuridade.
Solidão: Embora tenha obtido uma família, Moisés fazia o seu trabalho na solidão do deserto, acompanhado apenas por umas poucas ovelhas de seu sogro.
Tempo de espera: Nós temos pressa, Deus não tem pressa! Moisés teve de esperar 40 longos anos. Deus nos prova pelo tempo!
Monotonia: Foram 40 anos de uma rotina monótona, sem novidades, a mesma “batidinha”.
Frustração: Era um príncipe no Egito, agora não tinha praticamente nada. Até as ovelhas de que cuidava não lhe pertenciam, eram de seu sogro.
Lugares inóspitos: um deserto de pedras, poeira e uma calor causticante!
> Deus tem usado esses elementos para treinar você para os seus propósitos? Você tem se deixado treinar? Como tem reagido?
> Tempo certo: depois do preparo e com as condições ideais – Ex 4.19

III.) Deus abre portas para corrigir situações de injustiça social – Ex 3.7-9
> v. 7 – Fala dos exatores dos Israelitas. Exator: Aquele que cobra com rigor.
> Deus viu a opressão com que os egípcios oprimiam ao povo de Israel.
> Por isso, Deus “desceu” para livrar o Seu povo.
> Ainda hoje Deus age no sentido de livrar pessoas oprimidas!

IV.) Deus abre portas para nos abençoar com uma situação melhor do que a situação anterior – Ex 3.8
> Deus estava para tirar o seu povo de uma condição de escravidão para lhes dar “uma terra boa e ampla, terra que mana leite e mel” (v.8), em liberdade!
> Deus é poderoso para nos abrir portas para que experimentemos uma situação melhor do que a que vivemos hoje.
> Lembremo-nos que ter mais posses materiais não significa necessariamente viver em uma situação melhor! Existem ricos materialmente falando que são pobres interiormente, em virtudes, em espiritualidade. Existem pobres materialmente falando que são ricos nas virtudes que realmente importam!

segredo da oraçãoV.) Deus abre portas usando-nos como instrumentos ativos (não passivos) no processo – Ex 3.10
> Deus iria mover as circunstâncias, mas Moisés teria de encarar o Faraó “cara a cara”, enfrentá-lo pessoalmente! Moisés teria de falar ao povo também, “convencê-los” de que Deus o havia enviado; teria de enfrentar a oposição dos próprios hebreus em alguns momentos e a fúria dos egípcios.
> Não é da vontade de Deus que cruzemos os braços e esperemos Deus fazer tudo. Ele abrirá as portas, mas nós teremos que nos mover, nos mobilizar, fazer contatos, ir atrás das oportunidades, estar atentos às circunstâncias, etc.
> Temos nos disposto a ser instrumentos ativos no processo de aberturas de portas?

VI.) Deus abre portas ajudando-nos a vencer os nossos receios, e dando-nos todas as orientações necessárias a cada passo do processo – Ex 3.11-22; 4.1-17
> Como era natural, Moisés tinha muitos receios, muitas dúvidas e inseguranças. Pacientemente, Deus foi ajudando-o a vencer os receios, incentivando-o, fazendo-lhe promessas.
> Deus orientou Moisés sobre o que deveria falar ao povo, sobre o que deveria fazer, que estratégias deveria usar!
> No processo de Deus nos abrir portas, também enfrentamos receios, dúvidas e inseguranças. Mas Deus, quando se dispõe a abrir portas à nossa frente, nos ajudará a vencer todas as dificuldades.
> Se estivermos atentos à Sua voz, Ele também nos mostrará cada passo a ser dado, nos dará cada orientação que se fizer necessária.

VII.) Deus abre portas preparando pessoas certas para nos ajudar no processo – Ex 4.14-16,27-31
> Até em função da insegurança que Moisés apresentou, Deus preparou a vida de Arão, irmão de Moisés, para o ajudar e o apoiar na difícil missão.
> Em um tempo em que não havia as ferramentas de comunicação que temos hoje em dia, Deus preparou o encontro de Moisés e Arão no monte de Deus, no deserto – Ex 4.27
> No processo de abrir portas em nossa vida, seja em que área for, Deus haverá de preparar pessoas certas para nos ajudar e para nos apoiar.

Pr. Ronaldo Guedes Beserra – SP, 11.02.2016

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Portas Abertas na Vida de Moisés – Parte 1

Biblia-Moisés-salvo-das-águas-pela-princesa-ThermutisTexto: Ex 2.1-22

Introdução
> Muitas vezes ansiamos para que Deus abra portas à nossa frente. Portas de trabalho, finanças, ministério, saúde, casamento, paternidade, etc.

Transição
> Deus é poderoso para abrir muitas portas em nossa jornada.
> No entanto, é importante aprendermos alguns ensinamentos sobre o processo de Deus abrir portas no decorrer de nossa existência.

I.) Deus abre portas quando Ele tem um propósito específico – Ex 1.22; 2.1-10
> Enquanto todos os meninos hebreus estavam sendo mortos por ordem de Faraó, Deus abriu as portas para que Moisés vivesse, sendo considerado filho da filha do rei do Egito! Todavia, Deus fez isso (abriu essa porta) porque tinha o propósito específico de usar Moisés no futuro para a libertação do povo hebreu do cativeiro do Egito.
> Deus não só abriu as portas para que o menino Moisés vivesse, como também abriu as portas para que ele fosse criado pela própria mãe que recebeu um salário para cuidar do próprio filho!
> Deus abriu as portas também para que Moisés fosse educado na corte de Faraó e recebesse a melhor instrução de sua época – Ler At 7.22.
> Com tantas portas abertas, Deus só podia mesmo ter um propósito específico na vida de Moisés!
> Deus tem propósitos específicos para cada um de Seus filhos, para cada uma de Suas igrejas, e Ele abrirá portas para que os Seus propósitos se cumpram!

II.) Deus abre portas no tempo certo, sem a necessidade de agirmos em nossa própria força – Ex 2.11-15
> Moisés tentou abrir as portas de libertação para o seu povo na sua própria força. Não esperou o agir de Deus e nem o tempo de Deus. Forçou uma situação.
> “Esta é a palavra do Senhor […] dizendo: Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos” (Zc 4.6).
> Quando Deus abre as portas, não temos que forçar uma situação. As coisas começam a acontecer naturalmente, no tempo certo.
> Se esforçar é diferente de forçar!
> Temos forçado a abertura de portas fora do tempo de Deus?
> Temos discernido o agir de Deus abrindo portas à nossa frente para entrarmos por elas?

III.) Deus abre portas quando estamos dispostos a nos levantar para defender os injustiçados com uma atitude de servos – Ex 2.15-22
> Deus abriu portas de moradia, casamento e paternidade para Moisés!
> Deus abriu estas portas para Moisés, pois ele se dispôs a defender as filhas de Jetro quando viu a atitude errada daqueles rudes pastores a maltratá-las.
> Não só se levantou e as defendeu como deu de beber aos seus rebanhos, com uma atitude de servo.
> Ler Pv 31.8,9; Is 58.6-11; At 20.35; Hb 13.3; Tg 1.27

Pr. Ronaldo Guedes Beserra – SP, 04.02.2016.

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Uma Grande Porta em um Único Dia!

Texto: Gênesis 41.38-46

JOSÉ DO EGITO 1Introdução
> Deus é poderoso para abrir uma grande porta em um único dia!
> História de José: em determinado dia, José acordou prisioneiro e foi dormir governador do maior império de sua época!
> O fato de ter se tornado governador do Egito foi a porta que Deus abriu para José!
> Que tipo de porta você necessita que Deus abra à sua frente?

Transição
> Deus é poderoso para abrir portas!
> O texto nos mostra alguns ensinamentos sobre portas abertas por Deus.

I.) Deus abre portas quando Ele tem propósitos específicos – Gn 37.5-11
> Muito antes de acontecer, Deus já havia planejado e estabelecido que José seria governador de toda a terra do Egito.
> Portanto, no tempo certo, Deus abriu as portas para que isso acontecesse!

II.) Deus abre portas depois de nos ter preparado para as oportunidades que virão – Gn 37.12-36; 39.1-23
> A ida de José para o Egito, embora em condições de sofrimento, foi o caminho que Deus usou para prepará-lo para o propósito que tinha na vida dele de fazê-lo governador do Egito.
> A traição dos irmãos, a calúnia da mulher de Potifar, o tempo de encarceramento na prisão, nada fugiu ao controle de Deus.
> Para ser governador no Egito José precisaria aprender a língua e os costumes egípcios, por isso Deus o colocou lá!
> Os sofrimentos foram o meio de Deus aperfeiçoar o caráter de José!
> O tempo que passou como mordomo na casa de Potifar foi um treinamento para que José aprendesse a administrar fartura.
> O tempo que passou como responsável pelo cárcere foi um treinamento para que José aprendesse a administrar escassez.

III.) Deus abre portas quando O reconhecemos em todos os nossos caminhos – Gn 39.7-9; 40.1-8; 41.14-16
> José sempre reconheceu a Deus em todos os seus caminhos!
> Vemos o exemplo disso em pelo menos três oportunidades: ao ser tentado pela mulher de Potifar, ao interpretar os sonhos do copeiro e padeiro na prisão e ao se apresentar diante de Faraó.
> Temos reconhecido ao Senhor em todos os nossos caminhos? Ler Pv 3.5,6

IV.) Deus abre portas quando sabemos discernir e aproveitar as oportunidades – Gn 40.9-15; 41.9-45
> Deus é poderoso para abrir grandes portas, mas é importante que estejamos atentos para saber discernir e aproveitar as oportunidades que nos surgem.
> Quando interpretou o sonho do copeiro e percebeu que este seria restituído ao seu posto, José percebeu que o copeiro poderia ser o instrumento que Deus usaria para que ele ficasse livre da prisão, como de fato ocorreu. Mas note que José estava atento ao fato, à oportunidade que surgiu à sua frente e falou com o copeiro para que este não se esquecesse dele! Embora o copeiro tenha se esquecido de José por dois anos, no momento certo lembrou-se dele e falou de José ao Faraó.
> José não apenas interpretou o sonho de Faraó, como também lhe aconselhou como administrar a situação que teria pela frente com sete anos de fartura e sete anos de escassez. José poderia se limitado a interpretar o sonho, mas não o fez. Possivelmente percebeu que, se aconselhasse Faraó a nomear um homem para administrar os anos de fartura e escassez, ele mesmo poderia ser esse homem. Ele não perdeu a oportunidade que surgiu à sua frente. Estava preparado para aproveitar a oportunidade quando esta surgiu em seu caminho.
> Temos discernido e aproveitado as oportunidades que Deus tem colocado à nossa frente? Temos nos preparado para aproveitar as oportunidades à medida que elas forem surgindo?

V.) Deus abre portas para trabalharmos e não para ficarmos no comodismo – Gn 41.45-49
> José teve muito trabalho depois que as portas para que ele se tornasse governador do Egito se abriram. Teve de percorrer toda a terra do Egito. Teve de organizar equipes para o trabalho. Teve de construir novos celeiros, administrar as colheitas e supervisionar todo o trabalho de estocagem. O trabalho de José certamente aumentou em relação ao seu trabalho na prisão e na casa de Potifar!
> Se de fato queremos que Deus nos abra portas, devemos entender que isso não ocorrerá para que fiquemos deitados, descansando. Portas abertas não significarão menos trabalho. Na verdade, podem significar muito mais trabalho!
> Queremos mesmo portas abertas? Estamos dispostos a sair de nossa zona de conforto?

20130127palestraa-caminho-da-felicidaderosana-de-rosa-18-638VI.) Deus abre portas para que façamos as pazes com nosso passado, com nosso presente e até mesmo com nosso futuro – Gn 41.50-52
> Quando Deus abriu as portas para que José se tornasse governador do Egito, as coisas começaram a fazer mais sentido para ele. José começava a entender o propósito do sofrimento que havia enfrentado em seu passado. Mais do que nunca, entendia que Deus estava no controle de todas as coisas. Por isso, fez as pazes com seu passado. Percebemos isso pelos nomes que deu aos filhos que teve com sua esposa Azenate, após ter se tornado o segundo homem mais poderoso do Egito.
> Manasés, o nome do primeiro filho, significa “esquecimento” (v. 51). José se esqueceu de todas as coisas que tinham o potencial de produzir mágoas e ressentimentos em seu coração (Ver Fp 3.13,14).
> Passou a focar o presente e o futuro, já que o nome de seu segundo filho foi Efraim, que significa “prosperidade” (v. 52). José estava experimentando um momento de êxito e sucesso em sua vida presente e acreditava, pela fé, que o futuro não seria diferente.
> Estamos dispostos a fazer as pazes com o nosso passado, com o nosso presente e com o nosso futuro? Algumas portas abertas por Deus podem ter exatamente esse propósito: o de fazermos as pazes com nossa história de vida!

VII.) Deus abre portas para que possamos ser bênçãos nas vidas de outras pessoas – Gn 41.53-57
> Pela ótima administração de José, por não ter sido negligente e indolente, mas por ter trabalho firme e com afinco, milhares de pessoas puderam ser abençoadas!
> Deus não abriu as portas na vida de José para que somente ele, sua família e as famílias de Faraó e dos nobres do Egito desfrutassem das bênçãos e dos alimentos armazenados no tempo de fartura. No tempo de escassez, José abriu os celeiros do Egito não somente para os egípcios, mas também para todos os povos que vinham de longe para comprar o alimento.
> “… abriu José todos os celeiros …” (v. 56).
> José não reteve o alimento, mas o distribuiu a todos os que se apresentaram para comprá-lo e assim foi fonte e canal de bênçãos para muitos.
> Veja o que dizem as Escrituras: “Ao que retém o trigo, o povo o amaldiçoa, mas bênção haverá sobre a cabeça do seu vendedor” (Pv 11.26).
> “Costumamos pensar em bênçãos (portas abertas) como presentes a serem desfrutados. Mas quando Deus nos abençoa é com o propósito de fazer estas bênçãos transbordarem para outros” (BEAP).
> Estamos dispostos a sermos canais de bênçãos nas vidas de outros, ou queremos que Deus nos abra portas apenas para benefício próprio?

Pr. Ronaldo Guedes Beserra – SP, 14 e 21 de janeiro de 2016.

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Ensinamentos Sobre as Portas que Deus Abre à Nossa Frente

Parabola-Site-3004Texto: Mateus 25.14-30

Introdução
> Nosso Deus é um Deus que abre portas, que é poderoso para abrir portas adiante de nós!
> Ler 1 Co 16.9; 2 Co 2.12,13

Transição
> Confiar os bens, os talentos, seja em termos espirituais, familiares, ministeriais, financeiros, profissionais, etc. é uma forma de Deus abrir portas adiante de nós!
> O texto nos traz alguns ensinamentos sobre as portas que Deus abre à nossa frente.

I.) Deus abre portas em quantidades diferentes, de acordo com a capacidade de cada um – v. 15
> As portas são abertas de acordo com a capacidade, portanto sempre existirão pessoas com mais portas abertas que nós e sempre existirão pessoas com menos portas abertas que nós.
> Não devemos nos depreciar em relação aos que têm mais e nem nos orgulhar em relação aos que têm menos.
> Não nos comparar. Quanto mais cedo entendermos e aceitarmos que somos limitados em comparação a outros, menos sofreremos!
> As portas se abrem de acordo com a capacidade, mas isso não quer dizer que não devemos buscar nos capacitar!
> Vivemos no tempo da completa indolência!
> “Nenhum deles recebeu recursos superiores ou inferiores à sua capacidade de administrar. Se alguém falhasse em sua missão, a desculpa não poderia estar relacionada à sobrecarga. O insucesso indicaria apenas preguiça ou falta de amor para com o seu senhor […] A questão não é o quanto temos, mas como usamos aquilo que temos” (BEAP).
> Você tem se depreciado? Se comparado? Já aprendeu a aceitar suas limitações?
> Você tem se orgulhado em relação aos que têm menos que você?
> Você tem buscado se capacitar? Ou vive na mais completa indolência? O que você tem produzido de últil em sua vida? Você acha que isso é suficiente?

II.) Deus abre portas para que estas sejam expandidas e não para que sejamos negligentes – v. 16-18
> “Saiu imediatamente…” (v. 16)
> Você tem expandido as portas que Deus tem aberto para você? Ou tem sido negligente? Ou tem se acomodado? Ou tem “enterrado” as portas que Deus lhe tem aberto?

III.) Deus abre portas para que prestemos contas a Ele – v. 19
> Os recursos são dEle e não nossos (ver v. 18: “… dinheiro do seu senhor”).
> Os talentos, os dons, as oportunidades, a capacitação, etc., tudo vem dEle, e em última instância são dEle e a Ele devemos prestar contas!
> Quanto aos recursos financeiros: Sl 24.1; Ag 2.8
> Você está pronto para fazer uma boa prestação de contas ao Senhor em relação àquilo que Ele tem lhe confiado? (Ver Rm 14.10; 2 Co 5.10).

IV.) Deus abre portas para que sejamos considerados servos bons e fiéis e não servos maus e negligentes – v. 21,23
> O prazer de Deus será nos considerar servos bons e fiéis; a tristeza de Deus será ter de reconhecer servos maus e negligentes!
> Não devemos inventar desculpas para deixar de fazer aquilo que Deus nos chamou para fazer. Devemos obedecer-lhe voluntariamente, com toda a disposição (BEAP).
> Se prestasse contas ao Senhor hoje, em qual categoria você seria enquadrado? Servo bom e fiel ou servo mau e negligente?

V.) Deus abre portas para que, ao sermos fiéis no pouco, sejamos colocados no muito, e não para sermos lançados fora, caso sejamos infiéis – v. 20-30
> Aquele que for fiel no pouco, também será fiel no muito!
> Notar o v. 29

Conclusão
> “Costumamos pensar em bênçãos (portas abertas) como presentes a serem desfrutados. Mas quando Deus nos abençoa é com o propósito de fazer estas bênçãos transbordarem para outros” (BEAP).

Pr. Ronaldo Guedes Beserra – SP, 21.01.2016.

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Os números de 2015

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2015 deste blog.

Aqui está um resumo:

O Museu do Louvre, em Paris, é visitado todos os anos por 8.5 milhões de pessoas. Este blog foi visitado cerca de 720.000 vezes em 2015. Se fosse o Louvre, eram precisos 31 dias para todas essas pessoas o visitarem.

Clique aqui para ver o relatório completo

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Elementos para um Matrimônio Bem Sucedido

couple-close-up-profileTexto: Hb 13.4 a

Introdução

– “Digno de honra entre todos seja o matrimônio …” (Hb 13.4 a) – enfatizar!
– Deus celebrou o primeiro casamento.
– Jesus realizou o seu primeiro sinal em uma festa de casamento.

Transição

– O casamento foi estabelecido por Deus, agrada a Deus, se bem administrado trás honra a Deus
– A Bíblia nos mostra alguns elementos – princípios ensinados na Palavra de Deus – que se aplicados ao casamento farão deste um empreendimento muito bem sucedido:

I.) Edificar a Casa na Rocha – Mt 7.24-27

“Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína” (Mt 7.24-27)

– Vivemos em um tempo onde tudo é questionável, relativismos
– Precisamos de absolutos, onde nos ancorar, um porto seguro
– Cristo e Sua Palavra é o de que precisamos

II.) Exercitar a Paciência e a Perseverança – Tg 1.2-4; 5.7,8; Hb 12.1c

“Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes” (Tg 1.2-4).

“Sede, pois, irmãos, pacientes, até à vinda do Senhor. Eis que o lavrador aguarda com paciência o precioso fruto da terra, até receber as primeiras e as últimas chuvas. Sede vós também pacientes” (Tg 5.7,8 a)

“ … corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta” (Hb 12.1c)

– Ao longo da jornada vão surgir muitas situações de provação
– Vontade de desistir
– Será necessário paciência e perseverança!

III.) Agir com Sabedoria – Tg 1.5; Pv 3.13,14; 14.1

“Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida (Tg 1.5).

“Feliz o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento; porque melhor é o lucro que ela dá do que o da prata, e melhor a sua renda do que o ouro mais fino” (Pv 3.13,14).

“A mulher sábia edifica a sua casa, mas a insensata, com as próprias mãos, a derriba” (Pv 14.1).

IV.) Priorizar o Amor – 1 Co 13.4-8 a

“O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba” (1 Co 13.4-8 a).

V.) Praticar a Humildade – Pv 22.4; 1 Pe 5.5c

“O galardão da humildade e o temor do SENHOR são riquezas, e honra, e vida” (Pv 22.4).

“Deus resiste aos soberbos, contudo, aos humildes concede a sua graça” (1 Pe 5.5c).

– Alguém precisa romper o ciclo da não graça
– Pedir perdão
– “não se ponha o sol sobre a vossa ira” – Ef 4.26

Pr. Ronaldo Guedes Beserra – SP, 05.09.2015.

Visite o Site do Pr Ronaldo em http://www.ronaldoguedesbeserra.com.br

 

 

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Para ter mais informações sobre o livro, acesse

https://cristianismototal.wordpress.com/2016/09/02/abraao-uma-jornada-de-fe-adquira-ja-o-seu-exemplar/

ou veja o vídeo de apresentação:

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História de Contrastes – Vida de Davi

batsheva2Texto: 2 Sm 8.6b, 14b-18

Introdução
A história do Rei Davi é uma história de muitos contrastes. Podemos aprender muito através da história de sua vida. Vejamos alguns destes contrastes vistos a partir de demonstrações na vida de Davi, algumas dignas de serem imitadas, outras de serem evitadas:

I.) Demonstração de Graça – 2 Sm 9
– Ler e elucidar o texto.
– Aleijado, vivia escondido no deserto.
– Mefibosete certamente pensou que seria morto
– Da mesma forma que Davi usou de misericórdia com Mefibosete, Deus usou de graça para conosco. Estávamos enfermos por causa do pecado, vivíamos no deserto da separação de Deus. Todavia, Deus nos curou, nos aproximou dEle e nos fez assentar em sua mesa através de Jesus Cristo!

II.) Demonstração de Falta de Vigilância – 2 Sm 11
– Davi não havia ido à guerra como os outros reis – v.1
– Davi estava dormindo em plena tarde e estava um tanto quanto ocioso – v.2 – – Cuidado: A falta de vigilância muitas vezes ocorre como conseqüência da ociosidade. Portanto, é importante que sempre estejamos com nossas mentes ocupadas, aplicando nossas energia em algo útil e proveitoso.
– Ver Tg 1.12-15
– Muito cuidado com a porta dos olhos, dos ouvidos e do coração.
– Cuidado: A falta de vigilância demonstrada através de um pecado, pode desencadear o cometimento de uma série de outros pecados
– Este acontecimento expressa toda a nossa necessidade de prudência, pois foi praticado por um homem que amava profundamente a Deus, mas que por falta de vigilância conseguiu descer tão baixo. Existe dentro de nós a capacidade de fazermos tudo de bom e tudo de ruim que Davi fez. Daí a necessidade de vigilância!
– Cuidado: Ninguém está isento de descer a um nível tão baixo de conduta. O potencial para isto está dentro de cada pessoa, mesmo daquelas que amam profundamente a Deus. Por isso, a necessidade de vigilância.

III.) Demonstração de Arrependimento – 2 Sm 12
– Ver 2 Sm 11.27c
– Elucidar a abordagem de Nata a Davi – a parábola – ler até o v. 7 a, depois ler o v. 13 a.
– Davi se arrepende genuinamente – ver SI 51.1-4, 9-17
– Um homem segundo o coração de Deus não é aquele que não tem nenhum erro, mas aquele que se arrepende genuinamente e sabe se humilhar e se quebrantar diante de Deus.
– Deus é bondoso e capaz de perdoar todo e qualquer pecado, mas as conseqüências de nossos pecados podem perdurar durante o decorrer de ioda a vida.
– Depois disso: Amnom força sua meia irmã Tamar e comete incesto com eia; Absalão, irmão de Tamar, se vinga de Amnom matando-o; Absalão se revolta contra o próprio pai e Davi é obrigado a fugir de Jerusalém; Absalão é morto por Joabe a contragosto de Davi.

Pr. Ronaldo Guedes Beserra

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Davi e a Arca – Vida de Davi

arca-da-aliança2Texto: 2 Sm 6.9-11

Introdução
> O que significa trazer a mim a arca do Senhor?
> Trazer, atrair a presença de Deus, estar perto de Deus, desfrutar de comunhão profunda com o Senhor. Trazer a arca para nossas vidas traz muitas bênçãos como recompensa (v. 11)

Transição
> Como podemos trazer a nós a arca de Deus?

I.) Demonstrando profundo desejo e dando passos concretos para realizá-lo – v.1-2
> Davi sempre demonstrou profundo desejo pela presença de Deus: quando jovem, certamente estava sempre louvando a Deus com sua harpa enquanto as ovelhas descansavam; desejou trazer a arca da aliança para Jerusalém; desejou construir o templo do Senhor; organizou o culto com detalhadas escalas em Jerusalém, etc.
> Ver SI 38.9; 63.1; 143.6
> Quais passos concretos podemos dar no sentido de trazer a nós a arca do Senhor? Oração, Meditação das Escrituras (e de outras literaturas cristãs), participação nos cultos. Podemos avaliar nosso desejo por Deus a partir de uma análise de como temos nos envolvido nas práticas espirituais citadas!

II.) Tomando cuidado para não fazermos as coisas da maneira errada e para não negligenciarmos os detalhes estabelecidos por Deus – v. 3-19
> Não bastam boas intenções (carro novo, alegria, música, instrumentos, festa, etc) – v.3-5
> Ver v. 6-7. Porque os bois tinham que tropeçar bem naquele momento? Os bois não tropeçaram por acaso, foi Deus quem os fez tropeçar! E porque Deus os fez tropeçar? Porque Davi e o povo estavam fazendo as coisas da maneira errada, estavam negligenciando os detalhes estabelecidos por Deus!
> Explicar qual era a maneira certa que Deus estabelecera para que a Arca fosse carregada: somente nos ombros dos levitas com as varas colocadas nas argolas!
> Mas será que Deus se importa com detalhes aparentemente tão pequenos? A resposta é sim.
> Deus não se importa … se eu adorá-lo sem congregar, sem ser constante nos cultos; … com santidade no namoro, afinal de contas estamos no século 21; … com as roupas que eu uso, o que importa é o coração;… se eu dizimo ou não …
> Quando negligenciamos os detalhes estabelecidos por Deus, Ele pode fazer com que alguma coisa aconteça (os bois tropecem) para chamar a nossa atenção para nos conduzirmos da maneira certa.
> Tem boi tropeçando na sua vida? Será que Deus não está querendo nos chamar a atenção para algum detalhe das nossas vidas que estamos negligenciando?
> Ver v. 7. Deus considera “irreverência” quando fazemos algo para Ele sem observarmos os detalhes (princípios, preceitos) por Ele estabelecidos, mesmo que façamos bem intencionados.
> Não fazer as coisas da maneira prescrita traz desgosto, frustração, tristeza – v. 8

III.) Tendo consciência de que quando nos rendermos de todo o coração a este propósito, certamente incomodaremos aqueles que não se rendem – v. 16. 20-23
> Pessoas que tem dificuldades de se renderem ao Senhor de todo o coração em muitas áreas!
> Muitas vezes os incomodados serão pessoas bem próximas, até mesmo de nossa família!
> Davi estava preocupado em agradar a Deus e não às pessoas – v.21-22
> “Não importa o que vão pensar de mim, eu quero é Deus”!!!
> Ver os resultados da atitude correta de Davi em sua vida e ver os (prováveis) resultados da atitude crítica de Mical – v.23.

Conclusão
> Certamente, foi por atitudes como essas que Davi foi considerado um homem segundo o coração de Deus e tem sido considerado como um exemplo de verdadeiro adorador. Você anela também ser reconhecido por esses títulos? Busque trazer a “arca” (presença) do Senhor de forma abundante sobre a sua vida!!!

Pr. Ronaldo Guedes Beserra

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Perigos a Serem Evitados Antes da Concretização das Promessas de Deus – Vida de Davi

thumbTextos: 1 Sm 25.13; 27.1-4; 30.1-6.

Introdução
– Deus cumpre a sua promessa feita a Davi – 2 Sm 5.1-5
– No tempo certo Deus sempre cumpre as suas promessas; vale a pena esperar!

Transição
– Todavia, existe um caminho a ser trilhado entre a revelação da promessa e o cumprimento (realização) da promessa. E neste caminho existem alguns perigos a serem evitados, perigos esses que podem comprometer a concretização da promessa (poderíamos falar de outros perigos, mas vamos falar de três):

I.) O perigo de se agir por impulso, sem pensar, sem domínio próprio, sem controle e sem paciência – 1 Sm 25.13
– Contar, elucidar o texto e o contexto.
– Se Davi tivesse se vingado de Nabal, mesmo que tivesse assumido o trono, teria que viver sempre com sua consciência pesada por ter agido brutalmente contra aquelas pessoas, muitas delas totalmente inocentes (v.32-34)
– Quanto ao perigo da falta de domínio próprio ver Pv 16.32; 25.28.
– Por causa da impaciência, Naamã quase deixa escapar a sua cura, e Moisés deixou de entrar na terra prometida. Cuidado!!!

II.) O perigo da incredulidade, do desânimo e de se deixar levar pelas circunstâncias
– 1 Sm 27.1-4
– Contar, elucidar o texto e o contexto.
– Algumas conseqüências terríveis surgem quando não evitamos este tipo de perigo:
a. Ao agir assim, não prejudicaremos apenas a nós mesmos, mas também as nossas famílias e todos os que nos cercam (v.2,3).
b. Ao agir assim, estaremos nos sujeitando às causas e ao controle do nosso inimigo (v.8-12).
c. Ao agir assim, podemos ficar embaraçados por um razoável período de tempo (v.7).
– Gancho evangelístico: se formos incrédulos quanto ao meio de salvação que a Palavra de Deus nos mostra (Jesus), jamais alcançaremos a promessa de vida eterna. Creia em Jesus e entregue-se a Ele antes que seja tarde!

III.) O perigo de desistir e se entregar em meio a momentos de muita pressão – 1 Sm 30.1-6
– Contar, elucidar o texto e o contexto.
– Como Davi saiu dessa? Ver 1 Sm 30.6c-8, 17-18
a. Se fortaleceu no Senhor (v.6)
b. Consultou ao Senhor (v.8)
c. Foi à luta (v.9-10)

Conclusão
– Não desista, não se entregue, vá à luta, Deus tem promessas para cumprir em sua vida!
– Evitando esses perigos em nossa caminhada, certamente obteremos a concretização das promessas do Senhor em nossas vidas!
Pr. Ronaldo Guedes Beserra

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Os Métodos de Deus – Vida de Davi

Davi+e+Golias+03Texto: 1 Samuel 16

Introdução
– Davi é o único em toda a Escritura a ser chamado de “homem segundo o coração de Deus”
– Cerca de 14 capítulos dedicados à vida de Abraão e José; Jacó 11, Elias 10. Davi? Cerca de 66 capítulos, sem contar 59 referências à sua vida no NT.

Transição
– O texto nos traz algumas lições preciosas, para as quais não podemos deixar de prestar atenção:

I.) Tenha em mente que Deus sempre revela sua vontade de forma progressiva e quando Ele a revela, devemos obedecer sem medo – v. 1-4 a
– Deus revela as coisas progressivamente
– O Senhor nos chama a uma vida de fé – “Fé é confiar em Deus mesmo não sabendo o que o amanhã nos reserva”!
– Ilustração do garotinho sossegado durante uma tempestade em um voo: “Meu pai é o piloto”!

II.) Fique sempre preparado, pois as atividades de Deus são geralmente súbitas e surpreendentes
– Em um dia absolutamente comum, Samuel apareceu para ungir Davi como futuro rei de Israel. Em um dia absolutamente “comum” as trombetas irão soar e Cristo arrebatará a sua igreja. Seja para qual surpresa de Deus for, nossa parte é sempre obedecer e estar constantemente em comunhão com o nosso Senhor!

III.) Lembre-se de que os critérios de escolha de Deus são diferentes dos critérios de escolha do homem – v. 6-13
– Aquilo que chama a atenção para o homem, não necessariamente chama a atenção de Deus – v. 7 + Deus não olha aparência, Deus vê o caráter e a motivação do coração!
– Jessé via o filho menor apenas como aquele que cuidava das ovelhas e revela dois erros muito comuns cometidos pelos pais: (1) ele não apreciava igualmente todos os filhos; e (2) ele deixou de cultivar entre eles o respeito mútuo.
– Davi altamente honrado no meio de seus familiares. Às vezes parece que Deus nunca honra aqueles que optam pela fidelidade, mas o momento vem em que Ele nos honra sim!
– A maneira como Davi reagiu depois de ter sido ungido como rei, talvez revele um pouco do porque Deus o escolheu – ver 1 Sm 16.17-19; 17.14,15 (destacando o seu cuidado para com as ovelhas). Deus lhe deu grandes coisas, pois ele sempre demonstrou ser fiel nas pequenas coisas!

IV.) Jamais despreze dons, talentos, habilidades e conhecimentos adquiridos e praticados no passado e no presente, pois eles podem ser a porta de oportunidade que Deus usará para cumprir seus planos em sua vida – v. 14-20
– Você pode pensar que alguma habilidade aprendida ou usada há anos se perdeu, ou que você gastou tempo fazendo coisas sem utilidade, mas não creia nisso. Deus pose usar exatamente isso para cumprir os seus propósitos em sua vida!
– Falar um pouco sobre os caminhos da providência de Deus – O sucessor de Saul se encontrava diante dele e o rei não sabia!

V.) Lembre-se que o louvor a Deus, entregue em espírito e em verdade, é uma arma poderosa para vencer o inimigo e abrir portas de libertação – v. 21-23
– Havia cantos antes de a terra ser formada (Jo 38.7) e haverá cantos depois que ela se for (Ap 7.9- 17), portanto, é razoável pensar que deve haver muito canto enquanto estivermos aqui na terra.
– Louvá-lo com cânticos não somente na igreja, mas também sozinhos e em nossos momentos devocionais.
– Paulo e Silas libertos da prisão através do louvor – At 16.19-26

Anotações baseadas no livro “Davi: um homem segundo o coração de Deus” de Charles R. Swindoll.

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O Tipo de Pessoa que Deus usa – Vida de Davi

O-jogo-da-biblia-daviTEXTO: Atos 13.22b

INTRODUÇÃO
– Provérbio de lenhadores: “Uma árvore é melhor medida quando cai por terra”
– Davi é o único em toda a Escritura a ser chamado de “homem segundo o coração de Deus”
– Cerca de 14 capítulos dedicados à vida de Abraão e José; Jacó 11, Elias 10. Davi? Cerca de 66 capítulos, sem contar 59 referências à sua vida no NT.
– Falar sobre o pano de fundo histórico dos dias de Davi
– 1 Sm 8.1-9 – Conformidade ao modo de vida dos incrédulos desagrada ao Senhor e indica declínio espiritual.
– Saul foi a escolha dos homens. Falar sobre Saul (de sua ascensão à sua queda).
– Davi foi a escolha de Deus – ver 1 Sm 13.13-14

QUE TIPO DE PESSOAS DEUS ESCOLHE E USA?
1 Co 1.26-29 – O superficial nos impressiona muito mais do que gostaríamos de admitir. Deus escolhe os ninguéns e os transforma em alguém.

I.) QUALIDADES NECESSÁRIAS AOS LÍDERES-SERVOS PROCURADOS PELO SENHOR
Espiritualidade – Significa ser uma pessoa cuja vida está em harmonia com o Senhor; obediência; coração sensível às coisas de Deus; coração totalmente entregue ao Senhor e à Sua vontade – ver 2 Cr 16.9
Humildade – Enquanto os irmãos de Davi estavam no exército, travando grandes e impressionantes batalhas, o menino estava cuidando fielmente das ovelhas do pai. Deus viu humildade; um coração de servo. O que chama a atenção do coração de Deus não é o temperamento, carisma, eloquência, altura, currículo, mas sim caráter e coração de servo. O Servo é humilde, faz o que lhe mandam, não se rebela, respeita as autoridades, serve fielmente e em silêncio e não se importa com quem recebe a glória.
Integridade – SI 78.71-72. íntegro é o que você é quando ninguém está olhando. Não adianta causar uma boa impressão para as pessoas. Você não pode fingir para o Todo-poderoso. Ele não se impressiona com o exterior, mas concentra-se nas qualidades interiores … aquelas coisas que levam tempo e disciplina para cultivar.

II.) O MÉTODO DIVINO DE TREINAMENTO DOS LÍDERES-SERVOS
Solidão – Se você não consegue ficar sozinho consigo mesmo, é porque há conflitos profundos e não resolvidos em sua vida íntima. A solidão ajuda-nos a lidar com essas questões.
Obscuridade – Líderes-servos em potencial são primeiro desconhecidos, invisíveis, não- apreciados e não aplaudidos. Nas exigências implacáveis da obscuridade é construído o caráter. Os que aceitam o silêncio da obscuridade, são melhor qualificados para lidar com o aplauso da popularidade.
Monotonia – Ser fiel nas tarefas servis, insignificantes, rotineiras, regulares, desinteressantes e diárias da vida. Ex. Moisés no deserto – 40 anos de monotonia!
Realidade – Golias não era tão espantoso assim. Por quê? Porque Davi estivera matando leões e ursos quando não havia ninguém por perto. Ele já enfrentara a realidade muito antes de deparar-se com Golias (1 Sm 17.34-35). Não podemos ser pessoas que ficam esperando que Deus faça tudo por nós. Deus não vai confrontar nenhum gigante em nossa vida por nós. Ele nos ajudará a enfrentar, mas quem terá que enfrentar seremos nós mesmos.

CONCLUSÃO: DUAS LIÇÕES DURADOURAS
– É nas pequenas coisas e nos lugares solitários que provamos ser capazes de grandes coisas.
– Quando Deus desenvolve nossas qualidades interiores, Ele jamais tem pressa.

Anotações realizadas com base no livro “Davi: um homem segundo o coração de Deus” de Charles R. Swindoll.

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Orações Ouvidas, Pecados Perdoados e Terra Sarada

139_feTEXTO: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, orar e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” (2 Cr 7.14)

INTRODUÇÃO
> Ver e comentar o v. 13
> “… se chama pelo meu nome” – Quando um filho faz algo vergonhoso, ele desonra o nome de seu pai, sua família. Somos chamados pelo nome de Deus, que jamais o desonremos!

TRANSIÇÃO
> Orações ouvidas, pecados perdoados e terra sarada é o que todos queremos. Mas existem algumas CONDIÇÕES a serem observadas:

I.) SE HUMILHAR
> Tornar humilde – só se torna humilde algo que está em posição de orgulho. Quando deixamos de buscar a Deus, é como se arrogantemente estivéssemos dizendo que não dependemos dEle!
> Humildade: Virtude que nos dá o sentimento de nossa fraqueza; Submissão.

II.) ORAR
> Ao orar, o cristão declara sua total dependência de Deus e do Espírito Santo.
> Alguém que ora pode não ser um verdadeiro cristão, mas é impossível um cristão verdadeiro não sentir a urgência de orar.
> Foi por não ter conseguido orar e vigiar com o Senhor Jesus que Pedro caiu em tentação, atingiu o servo do sumo sacerdote com sua espada e depois negou a Cristo. Se tivesse orado, provavelmente teria entendido o que estava acontecendo (em relação à prisão de Jesus) e teria tido forças para não negar a Cristo.
> 1 Tm 2.1 ss; Ef 6.18; Tg 4.3 A oração que abre todas as portas é aquela que busca o reino de Deus e sua justiça.

III.) BUSCAR A DEUS
> Buscar a Deus, as coisas de Deus, conhecer a Deus. Creio que pode se referir ao conhecimento da Palavra.
> Quanto temos lido da Palavra por dia, semana, mês, ano?
> Podemos dizer que conhecemos com profundidade as Escrituras? Conheceremos mais a Deus quando conhecermos mais a Sua Palavra, na qual Ele se revela.

IV.) SE CONVERTER DOS SEUS MAUS CAMINHOS
> Conversão = mudar de rumo, de direção.
> Faça uma reflexão e aliste aquelas áreas em que você sabe que precisa mudar / melhorar: vida devocional, familiar (como pai, mãe, filho, esposo, esposa, irmão), etc.
> Não dependa de você para mudar, dependa do Espírito Santo
> Lembre-se: “… sem mim nada podeis fazer … quem permanece em mim e eu nele esse dá muito fruto …” (Jo 15) – necessidade de permanência, comunhão!

Pr. Ronaldo Guedes Beserra com algumas citações de R. Gondim.

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Deus Honra – Mensagem Baseada na Vida do Profeta Elias

DDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDTexto: 1 Reis 17.1-16

Introdução
> Elias exerceu o seu ministério no reino do Norte, durante os reinados de Acabe e Acazias, entre os anos 874 a 852 a.C.
> O nome Elias significa “Jeová é Deus’’. Notar que os dois protagonistas da luta, Elias e Jezabel, levam o nome do respectivo deus (Jezabel significa “O príncipe [Baal] existe”).
> O NT destaca Elias pelas suas ferventes orações: “Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos, e orou, com instância, para que não chovesse sobre a terra, e, por três anos e seis meses, não choveu. E orou, de novo, e o céu deu chuva, e a terra fez germinar os seus frutos” (Tg 5.17,18).

Transição
> Neste texto que traz os primeiros relatos sobre a vida de Elias, podemos aprender algumas lições valiosas para nossas vidas.

I.) Deus Honra a Sua Palavra -1 Rs 16.34 -17.1
> Por que veio a seca?
1. Esse juízo humilhava Baal, pois seus adoradores criam que ele controlava a chuva e que era responsável pela abundância nas colheitas.
2. Foi resultado da condição espiritual do povo (Dt 11.16,17; 28.15,23,24 – Deus honra Sua Palavra) – Quando o povo de Deus se afasta dEle, o Senhor pode permitir “seca”, escassez (em vários níveis) como manifestação de juízo e como forma de correção. Ver a que ponto o afastamento do Senhor havia chegado:
a. Elucidar o que diz 1 Rs 16.29-33;
b. A alusão à reconstrução de Jericó (1 Rs 16.34), por Hiel, em franco desafio à maldição de Josué (Js 6.26) pretende denunciar a corrupção religiosa daquela época (Aqui está outro exemplo claro de que Deus honra a Sua Palavra!); reconstruir Jericó talvez fosse como que desafiar a Deus, buscando reconstruir um sistema corrupto que Ele havia condenado.
c. Foi mais fácil Deus encontrar fé no coração de uma viúva pagã do que nos corações das viúvas de Israel (ver Lc 4.25,26).
> Aplicação: Você tem enfrentado “secas”, aridez (material, espiritual, relacional, emocional, etc)? Veja se isto não é um sinal de afastamento do Senhor! Pode ser que não, mas seja sincero na avaliação!
Deus honra sua Palavra tanto para nos abençoar como para nos corrigir! É melhor não desafiarmos a Palavra do Senhor!

II.) Deus Honra Aqueles que Lhe são Fiéis -1 Rs 17.2-9
> Em meio à frieza e apostasia espiritual, sempre há um remanescente fiel. Elias fazia parte deles. Ele diz: “Tão certo como vive o SENHOR, Deus de Israel, perante cuja face estou …”
> Aplicação: Você faz parte do remanescente fiel do Senhor hoje, ou faz parte da igreja morna, fria, apática, idólatra dos nossos dias? De que lado você está? Dos que são fiéis ao Senhor ou dos que estão dormindo, embriagados, acomodados espiritualmente?
> Deus sustentou Elias. Deus tem compromisso com os que lhe são fiéis. Mesmo que em um determinado momento uma das fontes de suprimento se secou, Deus não deixou de sustentar o seu servo. Deus quer nos ensinar a depender de Deus. Às vezes, Deus até permite que uma fonte se seque para mostrar que a nossa fé não deve estar na fonte de Deus, mas no Deus da fonte! Às vezes Deus nos prova para que demonstremos onde está depositada nossa fé!
> Aplicação: Se você for fiel, Deus vai lhe sustentar! Mas não coloque sua fé na fonte (bom emprego, empresa sólida, aposentadoria, etc) e sim em Deus. Ele é o nosso provedor!

III.) Deus Honra Pessoas de Fé -1 Rs 17.10-16
> Embora pagã (posteriormente, certamente veio a se converter ao Deus de Israel) aquela viúva demonstrou muita fé prática (tem muita gente que só tem fé teórica). Um comentarista disse: “Dificilmente se pode exagerar a fé da viúva”. Deus houve a oração sincera de não cristãos e certamente prepara um meio de alcançá-los (ver também o caso do centurião Cornélio em At 10).
> Por que essa viúva pagã demonstrou fé?
1. Não havia se entregado, estava apanhando lenha – v. 10
2. Ao se dispor a atender o primeiro pedido de Elias (aparentemente a mulher reconheceu que Elias era um profeta) ela já mostrou receptividade, prontidão, disponibilidade (a água era um produto escasso naqueles dias, e, portanto muito precioso); é como se o primeiro pedido de Elias fosse um teste para ver se aquela pessoa era responsiva, aberta, disposta, se estava pronta para ser abençoada!
3. Quando Elias percebeu que ela havia mostrado receptividade ao seu primeiro pedido, entendeu que lhe poderia lançar o segundo desafio. Ela deu primeiro a Deus na pessoa do profeta e foi grandemente abençoada por isso!
> Aplicação: Você já se entregou? Ainda está “apanhando lenha” ou já está murmurando, resmungando, blasfemando, etc. Você tem mostrado receptividade nos primeiros testes que Deus tem lhe feito, ou já é reprovado logo de início? A fé é trabalhada progressivamente. Você está disposto a dar a Deus, independentemente das circunstâncias e crer que Ele honra a Sua Palavra?

Pr. Ronaldo Guedes Beserra – SP, 13 e 14.01.2006

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Metas, Aprendizado e Visão

o-alvo-vai-alem-do-alcance-visualTexto: 2 Reis 13.14-19

Introdução
> Filme do Patch Adams: mudança de foco (em vez de 4 dedos, podemos ver 8), desejo de se formar em medicina e desejo de construir hospital gratuito onde pessoas seriam tratadas com dignidade e alegria.

Transição
> O texto nos mostra 3 atitudes a serem aprendidas

I.) Tenha metas e alvos definidos a conquistar
> Elucidar: “Toma um arco e flechas” – v. 15, 18.
> Ex. Desde infância, adolescência eu já dizia e outros também diziam que eu seria um pastor!
> Meta + Sacrifício = Êxito
> Mire em nada e acertará
> O determinar suas metas – talvez mais que qualquer outro fator na vida – determinará se alcançará ou não o que você devia alcançar na vida.
> O homem nem sempre consegue determinar suas metas, mas as metas determinarão o homem.
> A maioria dos grandes sonhos dos grandes sonhadores não são realizados, são superados.
> Traçar plano de ação, mantendo-se motivado e fixando um tempo para cada etapa.
> O que você quer conquistar? Trocar de casa, ter uma casa própria, pagar suas dívidas, trocar de carro, formar-se na faculdade, etc, etc, etc.
> Fp 3.13,14.

II.) Esteja disposto a aprender com quem tem algo a ensinar
> Jeoás, mesmo sendo rei, teve a humildade de aprender com o profeta – v. 16
> Pv 3.13; 4.5; 15.14; 18.15; 23.23; 25.12
> Quem tem ouvidos para ouvir, ouça …

III.) Tenha uma visão de longo alcance
> O profeta já havia liberado uma palavra profética da qual o rei não se apropriou – v 17, 19.
> Quando Deus nos dá uma promessa, uma palavra profética ou demonstra que acredita em nós, que “aposta” em nós, temos que acreditar e “sair” para fazer aquilo acontecer!
> Só conquistaremos aquilo que conseguirmos ver, com que sonharmos e acreditarmos – v. 18,18
> Viúva com potes de azeite – conquistou até onde creu! – 2 Rs 4.1-7

Pr. Ronaldo Guedes Beserra

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Não Desagrade a Deus

Caim e Abel ofertam_visual colorTEXTO: Gn 4.1-16

INTRODUÇÃO
> Lembrar de algum show ou apresentação de algum artista que não agradou ao público para exemplificar.
> As pessoas se agradam e se desagradam pois foram criadas à imagem e semelhança de Deus, que também se agrada e se desagrada de pessoas, atitudes e circunstâncias.
> Todavia, os critérios pelos quais Deus se agrada ou se desagrada são geralmente diferentes dos nossos.
> Neste texto, Deus se desagradou com Caim.

PROPOSIÇÃO
(AT) “Caim nos apresenta o triste exemplo de alguém de quem Deus não se agradou”
(ST) “O texto nos traz, a partir do triste exemplo de Caim, três lições importantes que devemos observar para que de nós Deus não se desagrade”

I.) A QUALIDADE DA OFERTA – v. 3-5a
> O texto diz que Agradou-se o SENHOR de Abel e de sua oferta; ao passo que de Caim e de sua oferta não se agradou …” (v. 4b,5a) Porque Deus não se agradou da oferta de Caim? Certamente não é porque houve ausência de sangue como alguns afirmam, pois: (1) os sacrifícios de sangue ainda não haviam sido instituídos aqui, e (2) Deus também se agradava de ofertas do fruto da terra, como a oferta das primícias descrita em Dt 26.1-11. Então, porque Deus não se agradou da oferta de Caim?
a. Porque ele não deu o melhor. Notar a diferença da descrição Bíblica da oferta de Caim em relação à oferta de Abel: “… trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao SENHOR. Abel, por sua vez, trouxe das primícias do seu rebanho e da gordura deste …” (v.3b,4a).
b. Porque foi apenas um rito não acompanhado de uma vida que agradasse a Deus e não foi feito em fé. Vejamos o que o N.T. tem a dizer sobre estas ofertas: Hb 11.4 nos mostra que o sacrifício de Abel foi excelente e realizado em fé; 1 Jo 3.12 nos diz que as obras de Caim eram más e que ele era do Maligno. Ambos os textos do N.T. nos falam da “justiça” de Abel.
c. Porque faltou quebrantamento: porque ele se manteve arrogante. Caim irou-se por sua oferta não ter sido aceita e por ter sido aceita a oferta de seu irmão. Deus, porém, deu-lhe uma segunda chance, mas ele não se quebrantou, ao contrário se manteve arrogante (ver Gn 4.6,7a). Através desta advertência, Deus estava lhe prometendo restauração, desde que houvesse uma mudança de coração. Infelizmente não houve! Quantas promessas de restauração Deus não traz ao nos advertir! Diante destas advertências temos nos quebrantado ou continuamos com nosso coração arrogante?
> Porque Deus aceitou o sacrifício (oferta) de Abel ?
a. Porque ele deu o melhor, foi um sacrifício excelente.
b. Porque sua oferta não era apenas um ato ritual, mas era a expressão de uma vida que agradava a Deus: “… pelo qual obteve testemunho de ser justo …” (Hb 11.4) e “… Porque as suas obras (de Caim) eram más, e as de seu irmão, justas …” (1 Jo 3.12).
c. Porque ele o fez em fé (Hb 11.4). Creu que Deus acetaria seu sacrifício.
d. Porque certamente tinha um coração quebrantado diante do Senhor.
> Ver Pv 15.8. Como tem sido os nossos sacrifícios, as nossas ofertas diante do Senhor? (Dinheiro, vida devocional, tempo, envolvimento nos cultos no sentido de não estar disperso, etc.)

II.) O PERIGO DA IRA – v. 5b-8
> Deus deu a Caim uma chance de arrependimento, mas também lhe advertiu de que “se … procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti (o seu desejo é por você), mas a ti cumpre dominá-lo…” (Gn 4.7).
> Deus sonda os corações. Ele já sabia o que se passava no coração de Caim, ou seja, o desejo de matar a seu irmão Abel. Deus sabe o que vai nos nossos corações!
> O pecado aparece aqui como uma fera (animal selvagem) recostando-se à porta, à espreita e pronta para atacar. Quando damos lugar à ira é como se estivéssemos alimentando esta fera! Não devemos dar lugar à ira para não alimentarmos o pecado, mas pelo contrário, devemos dominar sobre o pecado (esta besta fera) e não sermos dominados por ele!
> Caim não domina o pecado e é dominado. Caim mata Abel – v.8
> Ver os seguintes textos:
– “Deixa a ira, e abandona o furor; não te indignes para fazer o mal” (SI 37.8).
– “ O que facilmente se ira faz doidices, e o homem de maus desígnios é odiado” (Pv 14.17).
– “ Melhor é o longânimo do que o valente, e o que governa o seu espírito do que o que toma uma cidade” (Pv 16.32).
– “ Não te apresses no teu espírito a irar-te, pois a ira abriga-se no seio dos tolos” (Ec 7.9).
– “Sabei isto, meus amados irmãos: Todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar e tardio para se irar “ (Tg 1.19).

III.) O SALÁRIO DO PECADO – v. 9-16
> Caim é inquirido, questionado, indagado por Deus quanto a Abel, mas continua arrogante, sem quebrantamento, nem arrependimento – v.9
> O triste salário do pecado é descrito nos vs. 10-12.
> As palavras de Caim nos vs. 13-14 ecoam mais como protesto do que como quebrantamento. Alguns comentaristas entendem que aparentemente apenas o castigo é que perturbava Caim, e não seu pecado.
> No v. 15 vemos um gesto misericordioso de Deus que alivia em parte o castigo. “Mesmo a queixosa oração de Caim continha um germe de súplica; a promessa de Deus, em resposta, juntamente com a sua marca ou sinal, é quase uma aliança, fazendo dele virtualmente o protetor de Caim. É o máximo que a misericórdia pode fazer pelos que não se arrependem” (D. Kidner).
> Notar a triste parte “a” do v. 16: “Então saiu Caim da presença do SENHOR…”
> Rm 6.23 – gancho evangelístico!

CONCLUSÃO
> Que sejamos zelosos quanto à qualidade de nossa oferta; que jamais alimentemos a ira; e que dominemos o pecado para que não recebamos do seu salário!

Pr. Ronaldo Guedes Beserra – SP, 19.01.2001

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Três Parábolas de Jesus

a-ovelha-perdida-1TEXTO: Marcos 4.21-32

INTRODUÇÃO
> Parábola é uma pequena narrativa que usa alegorias para transmitir uma lição moral.
> As parábolas são muito comuns na literatura oriental e consistem em histórias que pretendem trazer algum ensinamento de vida. Possuem simbolismo, onde cada elemento da história tem um significado específico.
> Algumas das parábolas mais famosas são as parábolas bíblicas, especificamente as parábolas de Jesus, que eram histórias com elementos comuns da cultura daquele tempo que tinham como objetivo ensinar coisas sobre o Reino de Deus. Entre as parábolas de Jesus, algumas das mais conhecidas são a parábola do filho pródigo, parábola dos talentos, parábola do semeador, parábola do trigo e do joio, etc.
> O texto desta introdução foi extraído de http://www.significados.com.br/parabola/

TRANSIÇÃO
> O texto nos mostra Princípios a serem aprendidos a partir destas três Parábolas

I.) A NECESSIDADE DO TESTEMUNHO E ENVOLVIMENTO NA OBRA DO SENHOR – v. 21
A.) A luz da verdade divina não nos é concedida para ficar obscurecida pela falta de testemunho.
> Nós somos o sal da terra e a luz do mundo – Lembrar de Mt 5.13-16
> Testemunho por palavras com sabedoria
> Testemunho de vida, procedimento – Lembrar 1 Pe 3.1-2
B.) A luz da verdade divina não nos é concedida para ficar obscurecida pelos interesses comerciais do crente, a vasilha, ou o alqueire, ou o cesto (recipiente usado para medir grãos); ou pelas suas responsabilidades caseiras, a cama; mas para ser manifestada perante todos.
> O nosso trabalho secular não nos pode impedir de fazer a obra do Senhor.
> As ocupações domésticas não nos podem impedir de fazer a obra do Senhor
> Nada nos deve embaraçar de se envolver na obra do Senhor
> Como se envolver?
(a) Congregando;
(b) Descobrindo os seus dons e ministérios;
( c) Deixando Deus te exaltar;

II.) A NECESSIDADE DO DESEJO DE CONHECER O QUE ESTÁ OCULTO NA PALAVRA -v. 22
> Deus quer manifestar e revelar sua Palavra a nós, mas devemos ter o desejo de buscar conhecer
> Ver Provérbios 2.1-5 – Necessidade do estudo e meditação disciplinada e diária
> Ex. Mineiro que escava a busca de pedras preciosas e do mergulhador que busca as belezas das profundezas. Deus nos tem chamado não apenas para ficarmos na superfície, mas sim para mergulharmos nas profundezas de sua Santa Palavra!
> A necessidade de intensidade na busca – Quanto mais buscar mais terá – Elucidar v. 24,25.

III.) A NECESSIDADE DE DEIXAR A SEMENTE CRESCER POR SI MESMA (NATURALMENTE)
> Elucidar os versos 26 a 29, enfatizando que: “A terra por si mesma frutifica …” – O vocábulo no texto original é automate, do qual temos o termo automático;”… não sabendo ele como …” – Não sabemos como as coisas acontecem, mas sabemos que elas acontecem.
> Devemos lançar a nossa semente (amor, perdão, testemunho, ofertas, oração, solidariedade, ajuda, compreensão, etc), seguir a nossa rotina, e esperar que nascerá naturalmente, pois nada podemos fazer para apressar a colheita.
> Os caminhos misteriosos de Deus podem estar além do nosso entendimento, mas podemos descansar no fato de que, os seus propósitos estão amadurecendo.
> Na agricultura espiritual, não convém, tirar as sementes da terra para ver se estão crescendo. O mais sensato a fazer é deixar a terra por si mesma frutificar, deixar Deus trabalhar!
> Aplicação evangelística (v. 29): A colheita é o fim da vida de cada homem. Deverá haver uma temível colheita de condenação para “o joio”, ou seja, todos os que morrem fora de Cristo. Deverá haver uma colheita de recompensa para todos os que forem fiéis até a morte. Se estamos em Cristo não temos o que temer. O Semeador supremo sabe quando colher a sua semente preciosa.

IV.) A NECESSIDADE DE FÉ, PACIÊNCIA E PERSEVERANÇA
> Elucidar também a parábola do grão de mostarda.
> Para se lançar a semente é necessário ter fé que um dia ela vai nascer, e é necessário ter paciência e perseverança para esperar que se torne um grão cheio na espiga ou uma árvore cheia de ramos.
> As coisas não acontecem da noite para o dia – ver v. 27
> Devemos lançar a semente dos nossos sonhos, pois um dia eles se tornarão realidade, e serão benção não apenas para nós, mas também para todos os que nos cercam!

Pr. Ronaldo Guedes Beserra – SP, 18.06.2003

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11 de Setembro de 2001, o Dia que Marcou a História

11162150263413TEXTO: Salmo 121.1-8

INTRODUÇÃO
> Dia 11.09.2001 entra para história como o dia em que ocorreu o mais violento ataque terrorista de todos os tempos até então.
> Torres gêmeas em Manhatam (símbolo do centro financeiro dos EUA) e Prédios do Pentágono (símbolo do centro de inteligência militar dos EUA).
> Ação coordenada de maneira minuciosa a ponto de 4 aviões serem sequestrados simultaneamente em aeroportos diferentes; muitos meses de preparo; muito dinheiro dispendido.
> História mundial vai mudar – alguns afirmam
> EUA não vão mais tolerar o terrorismo.
> Alguns temem uma 3a Guerra de proporções mundiais

TRANSIÇÃO
> Creio que nós deveríamos fazer a leitura (ou seja, procurar o entendimento) destes acontecimentos levando em consideração e nos lembrando de alguns DETALHES:

I.) DEUS É A NOSSA ÚNICA FONTE DE SEGURANÇA
> A maior potência do mundo, com a maior economia do mundo, com a maior tecnologia do mundo, com a maior agência de informações secretas do mundo, com os mais avançados sistemas de segurança do mundo, não puderam evitar este ato de terrorismo. Porque?
“… se o SENHOR não guardara cidade, em vão vigia a sentinela’’ (S1127.1b).
> Salmo 121.1-3a,5-8.
> Segurança de salvação: Nós queremos viver, nós queremos acompanhar a história do mundo, nós queremos alcançar nossos alvos, mas se por acaso nossa vida for interrompida bruscamente (e isso só acontecerá se Deus permitir e ainda assim Ele não perderá o controle da situação), nós temos a certeza que imediatamente nos encontraremos com o Senhor.
> “Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? … Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 8.35,38-39).

II.) DEUS ESTÁ NO CONTROLE DE TODAS AS COISAS
> Ler Salmo 121.3b-4.
> Deus jamais é pego de surpresa ou desprevenido!
“Não se vendem dois pardais por um asse? E nenhum deles cairá em terra sem o consentimento de vosso Pai. E, quanto a vós outros, até os cabelos todos da cabeça estão contados” (Mt 10.29-30).
> Deus esteve no controle (e até presidiu) acontecimentos como: Dilúvio; Destruição de várias nações da antiguidade; Primeira e Segunda Guerras mundiais, Guerra do Golfo,etc. Deus continuava no controle quando milhares de judeus eram massacrados e assassinados pelos nazistas nos campos de concentração durante a segunda grande guerra! Deus jamais perde o controle!
> Ele é o Senhor da história. Ele cuida dos pequenos detalhes da nossa vida e dos grandes detalhes da história mundial! Este é o nosso Deus!

III.) DEUS FALA POR MEIO DAS CIRCUNSTÂNCIAS
> Foram atingidos dois grandes pontos dos quais os Americanos se orgulhavam. Na verdade o próprio orgulho dos EUA foi atingido, foi ferido. Muitas vezes quando somos atingidos em nosso orgulho, pode ser que Deus esteja querendo nos falar algo. Quando Deus permitiu a invasão de Jerusalém, permitiu que o templo fosse destruído e profanado ! Porque ? Para punir os judeus pelos seus pecados, mas também para chamar a sua atenção para que se voltassem para Ele.
> Os EUA sempre identificado como um país temente a Deus. Será que hoje o capitalismo, as riquezas, e os bens de consumo não tomaram o lugar de Deus? Não seria esta uma forma de Deus lhes chamar a atenção?
> Aplicação pessoal: que isso não aconteça conosco; que Deus não tenha necessidade de chamar a nossa atenção !

IV.) DEUS ESTÁ APONTANDO PARA A IMINENTE SEGUNDA VINDA DE CRISTO
> Jesus, quando falava dos sinais da sua vinda, disse: “E, certamente, ouvireis faiar de guerras e rumores de guerras … Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares” (Mt 24.6-7).
> Como se não bastasse isso, vemos também:
a. efeitos da globalização – um acontecimento desses afeta economia mundial b. hoje vemos tudo ao vivo e a cores – há 30 ou 40 anos atrás não era assim ! Exemplo jornais há 100 anos atrás (Estadão – coluna “Há um século” – noticias demoravam a chegar !). Este é um sinal inequívoco dos finais dos tempos. O mundo hoje é uma aldeia global fácil de ser controlado !

CONCLUSÃO
> Repassar os pontos acima procurando tirar aplicações práticas para as nossas vidas !
> Orar!

Pr. Ronaldo Guedes Beserra em 12.09.2001

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Espiritualidade Desenvolvida Através do Louvor e da Adoração

F2_1_~1Texto: Salmo 95.1-7a

Introdução
> O que é desenvolver a espiritualidade? Em linhas gerais, penso que é o seguinte:
– É buscar o Conhecimento de Deus, e o conhecimento da maneira de Deus agir e dirigir as nossas vidas;
– É o desenvolvimento da vida espiritual em detrimento da vida carnal;
– É buscar uma vida, ou um estilo de vida que agrade a Deus;
– É buscar conhecer a Sua Palavra e aplicá-la em cada circunstância das nossas vidas
> O que é Louvor e Adoração?
– É a nossa exaltação dirigida a Deus, glorificando-o por aquilo que Ele é, por nos ter salvado, redimido, e por tudo o que tem feito e pelo que ainda haverá de fazer. Esta atitude deve ser observada “em Espírito e em Verdade”, ou seja, de todo o coração, não mecanicamente, algo que procede com intensidade, com sinceridade do mais profundo da nossa alma e não apenas de boca para fora.
– Creio que uma vida de louvor e adoração a Deus, não consiste apenas em um período de louvor que observamos em nossos cultos semanais nos templos.
– O período de louvor e adoração nos templos deve ser o clímax, deve ser a extensão de uma vida que glorifica a Deus em todas as áreas da existência humana,
– Será que louvor e adoração a Deus podem ser expressos somente através de cânticos ou de algumas expressões de exaltação que lhe prestamos em nossos períodos de oração? Não!

Transição
(A.T.) “Louvor e Adoração a Deus não lhe são expressos somente através de cânticos ou de expressões de glorificação que observamos em nossos momentos de oração”
(S.T.) “Quero compartilhar ALGUMAS FORMAS PRÁTICAS de louvor e adoração a Deus, que se devidamente observadas, contribuirão para o desenvolvimento de nossa espiritualidade”

I.) Vida Devocional Disciplinada
– Creio que agrada muito a Deus ver um filho buscando-o devocionalmente, diariamente
– Jo 4.23-24, nos diz que Deus procura os verdadeiros adoradores que o adorem em Espírito e em Verdade. Se procura é porque não são fáceis de serem encontrados.
– Período a sós com Deus de oração (colocando o seu dia diante do Senhor), leitura e meditação da Palavra, sistematicamente.
– Ex. de Davi no Salmo 5.3 : “Pela manhã, ouvirás a minha voz, ó SENHOR; pela manhã, me apresentarei a ti, e vigiarei” (ARC).
– Você não tem tempo? E o que dizer de Suzana Wesley. Era mãe de 19 filhos, entre os quais João e Carlos Wesley, esposa de pastor, e cheia de serviços domésticos, mas mesmo entre tantos afazeres passava uma hora de madrugada e outra à noite, orando e meditando sobre as Escrituras. Resultado: Dois de seus filhos figuram entre os maiores evangelistas de todos os tempos ! Lembre-se: “Quem não tem tempo para Deus, vive perdendo tempo”!
– Aplicação: Como está sua vida devocional?

II.) Vida de Testemunho Pessoal
– Não só o testemunho referente à evangelização pessoal, mas principalmente atitudes que demonstrem um bom testemunho diante dos homens
– É fácil fechar os olhos, levantar as mãos, abrir a boca e cantar: “Senhor, eu te amo, eu te adoro, etc …”. Mas este louvor deve ser acompanhado de uma vida de bom testemunho, caso contrário, não tem nenhum valor diante de Deus.
– Cristãos que não têm vida com Deus, maus maridos ou esposas, maus pais ou mães, péssimos e desobedientes filhos, péssimos funcionários, insubmissos na igreja a pastores e líderes, caloteiros, maus pagadores, briguentos … como uma pessoa com tal retrospecto pode adorar a Deus?
– Gl 5.22 – Os aspectos do fruto do Espírito como uma expressão prática de louvor a Deus.
– Mt 5.16: “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus”.
– Aplicação: Como está o seu testemunho pessoal? Como está sua vida com Deus? Como está sua vida familiar? Pode-se ver Cristo em sua família? Você tem sido submisso às autoridades superiores a você? Você tem glorificado a Deus com as suas finanças? Ou seu nome está no SPC, não por você de repente ter ficado desempregado, mas por negligência mesmo?

alegria-1III.) Vida de Obediência
– Obediência à Palavra de Deus e à vontade de Deus.
– Davi é um dos maiores exemplos de adorador. A Bíblia diz que era “um homem segundo o coração de Deus”. Mas como Deus poderia aceitar os sacrifícios dele em meio àquela fase em que desobedeceu à Palavra de Deus, adulterando e cometendo homicídio?
– Como alguém pode se considerar um adorador se não obedece ao Senhor e à Palavra?
– Oseias 6.6 : “Pois misericórdia quero e não sacrifício, e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos”
– 1 Samuel 15.22 : “Tem, porventura, o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros”
– Quem instituiu o culto, os holocaustos, os sacrifícios, porventura não foi o Senhor?
– Sim, mas estes atos não têm nenhum valor diante de Deus se não forem acompanhados de Obediência.
– Quem instituiu o louvor congregacional, os períodos de louvor em nossos cultos, e até mesmo as equipes de louvor, porventura não foi o Senhor?
– Sim, mas nada disso tem valor diante dEle, se não acompanhado de Obediência!
– Ou seja, a forma de Louvor e Adoração que Deus quer, antes de cânticos ou palavras vazias é a Obediência !
– Aplicação: Como está sua vida de obediência diante do Senhor?

IV.) Vida de Santidade
– Significa Separação, Consagração para Deus e para Sua obra.
– “O pecado está do outro lado da rua”, dizia um pregador do passado. Hoje, está dentro dos nossos lares!
– Hoje, o pecado está do mesmo lado da rua, está dentro de casa, está logo aí, na sala.
– Apelo à sensualidade e ao pecado hoje é maior do que em qualquer outra época
– Principalmente para os homens hoje em dia não está fácil. Outdoors em avenidas e em traseiras de ônibus! Temos que dirigir clamando pelo “Sangue de Jesus”!
– BBB, Casa Artistas, Mini-séries, novelas, filmes (violência, sensualidade), programas de auditório (Faustão, Gugu) cheios de erotismo, depois no culto no período de louvor: “Ao Rei dos reis consagro tudo o que sou …” ?!
– Permitimos que em nosso lares e mentes entre toda sorte de lixo e depois queremos crescer em nossa espiritualidade? Crescer em nossa vida de adoração a Deus?
– Tiago 4.4 : “Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus”.
– Ler também 1 João 2.15-17.
– Aplicação: Como é que está sua vida de santidade, irmão ?

Conclusão
– Se não observarmos essas formas práticas de louvor e adoração, o nosso cântico nos cultos semanais e nossas expressões de louvor em nossas orações serão um sacrifício vazio.
– Se seriamente observarmos UMA VIDA DEVOCIONAL DISCIPLINADA, UMA VIDA DE TESTEMUNHO PESSOAL, UMA VIDA DE OBEDIÊNCIA E UMA VIDA DE SANTIDADE, então certamente estas Formas Práticas de Louvor e Adoração ao Senhor serão meios através dos quais nossa Espiritualidade será Abençoadamente Desenvolvida !

SP, 11.02.2003 – Pr. Ronaldo Guedes Beserra

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O Reino de Deus

Mudança de PensamentoTextos: Mt 13.31-33, 44-46

Introdução
– Você colocaria sua fé em um homem cuja mensagem foi rejeitada, e cujo amor foi desprezado, que foi condenado como criminoso e recebeu uma sentença de pena de morte?
– A imagem do garotinho em algum país islâmico que teve o seu braço colocado debaixo do pneu de um carro por ter roubado um pedaço de pão!
– Jesus instituiu a igreja para ser uma sociedade alternativa que espalhe o seu reino a todas as nações, para que este tipo barbárie não mais ocorra. O que é, ou qual é este reino de Deus que fomos chamados a espalhar?

I.) Os judeus esperavam um reino (e um Messias) visível, político, militar
– Zelotes
– O povo querendo fazê-lo rei – Jo 6.15

II.) Jesus falava acerca de um tipo de reino estranhamente diferente
– Grão de mostarda – Mt 13.31-32
– Comerciante de pérolas – Mt 13.45-46
– O Reino de Deus não pede uma revolução violenta.
– Jesus proclama uma mensagem de duas pontas: para os opressores, tinha palavras de advertência e julgamento; para os oprimidos, tinha uma mensagem de conforto e consolo (Bem- aventuranças – Mt 5).
– As pessoas com quem Jesus andava ou a quem ministrava (não tinha distinção de raça, posição social, capacidade intelectual) – prostitutas, cobradores de impostos, leprosos, doentes, pobres, ladrão, mulher samaritana, Nicodemos, centurião romano.
– Quando o reino de Deus (a igreja é a legítima representante do reino de Deus na terra) faz alianças com os reinos deste mundo (as estruturas de poder deste mundo) as coisas não andam bem, perde-se o foco.
– As metáforas de Jesus sobre o reino descrevem uma espécie de “força secreta” que trabalha de dentro para fora: ovelhas entre lobos, a semente de mostarda, o fermento na massa do pão, o sal no alimento.
– Jesus perante Pilatos – Jo 18.36; Jesus interrogado pelos fariseus – Lc 17.20
– Temos uma espécie de dupla cidadania. A lealdade ao reino de Deus às vezes significa entrar em choque com o reino deste mundo – Ex. igreja primitiva, igreja na China.

III.) O Reino de Deus vem em estágios
– É “agora, já” e também “ainda não”, presente e também futuro. “O reino de Deus está próximo” ou “dentro de vós”. Outra ocasiões “Venha o teu reino…”
– Ver textos de At 1.6, 11; Fp 2.10,11.
– O Reino de Deus aparecerá em toda a sua plenitude somente na segunda vinda de Cristo, quando então não será mais apenas um reino invisível, mas um reino visível.
– “O Reino de Deus crescerá na terra quando a igreja criar uma sociedade alternativa, demonstrando o que o mundo não é, mas um dia será […] Uma sociedade que recebe pessoas de todas as raças e de todas as classes sociais, que se caracteriza pelo amor e não pela polarização, que se interessa mais pelos seus membros mais fracos, que defende a justiça e o direito num mundo apaixonado pelo egoísmo e pela decadência, uma sociedade na qual os membros competem pelo privilégio de servir uns aos outros […] Nós, na igreja, os sucessores de Jesus, fomos deixados com a tarefa de apresentar os sinais do reino de Deus” (Philip Yancey).

Conclusão
– Rm 14.15-17 – Temos que dar verdadeira ênfase ao que é realmente o Reino de Deus e não perdermos tempo discutindo acerca do tamanho do cabelo, ou se devemos usar ou não desodorante e sabonete!
– Um dia, quando Cristo voltar não veremos mais injustiças do tipo das do garotinho que teve seu braço atropelado por um carro e outras. Mas enquanto Cristo não voltar, como O que fazer quando Deus parece ausente?discípulos de Cristo, temos o dever de viver os valores do Reino que Cristo nos ensinou, e procurar levar estes valores a todas as nações.

Pr. Ronaldo Guedes Beserra, baseado no cap 13 do livro “O Jesus que eu nunca conheci” de Philip Yancey

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Ensinamentos aos Discípulos de Cristo

RoadEmmausTexto: João 7.1-9

Introdução
> Falar do filme “A queda: as últimas horas de Hitler” e da fidelidade que os generais e seguidores de Hitler tinham por seu líder. Estes homens deram suas vidas por um ideal, por uma causa, por um homem (insano, egoísta, assassino, excêntrico e louco). E nós como discípulos de Jesus, até que ponto estamos dispostos a nos envolver com Ele? A se dar por Ele, por sua causa e por seu Reino?

Transição
O texto nos mostra alguns ensinamentos para quem quer ser um verdadeiro discípulo de Jesus.

I.) O discípulo de Jesus, a exemplo de seu mestre, dedica tempo ao discipulado – v. 3-5
> Na concepção dos irmãos de Jesus, ninguém que alegasse ser o Messias passaria seu tempo em oculto, isto é, trabalhando em particular somente com alguns, especialmente se quisesse ser conhecido em público.
> Todavia, a visão de Jesus era exatamente aplicar tempo de qualidade com poucas pessoas, era discipular.
> O discipulado não são apenas dez lições preparatórias para o batismo.
> Como discípulos devemos ser discipulados e discipuladores
> Caminhar junto, abrir sua vida, seu estilo de vida, compartilhar, afiar-se mutuamente (ferro com ferro).
> Jesus escolheu doze (talvez os mais improváveis – pescadores, cobrador de impostos, militante político, etc; não escolheu nenhum religioso, fariseu, doutor da lei) e investiu tempo com eles, buscou treiná-los e capacitá-los para a missão de dar continuidade ao projeto de implantação do Reino de Deus.
> O propósito de Deus – ver 2 Tm 2.2
> Você tem sido discipulado? Está discipulando alguém?
> Falar da importância da EBD e de pequenos grupos (seja nos lares, sejam equipes de ministério, etc)
> Quem quer se isolar, quem não participa talvez não possa dizer que é um discípulo! Ver Pv 18.1

II.) O discípulo de Jesus, a exemplo de seu mestre, dá testemunho a respeito de que as obras do mundo são más – v. 7
> Elucidar o v. 7. Era impossível para o mundo odiar os irmãos de Jesus, pois não havia disputa entre eles e o mundo. Eles não ofereciam qualquer desafio a este. Quando subiram para Jerusalém não foram hostilizados. O mundo odiava Jesus porque os seus ensinamentos condenavam as suas obras, testemunhando contra elas e chamando atenção para sua natureza má.
> O discípulo não está acima do seu mestre. Basta ao discípulo ser como o seu mestre (Mt 10.24-25).
> Se o mundo não te odiar, talvez você deva ficar preocupado e até avaliar o grau de seu discipulado com Cristo, pois possivelmente você não está dando testemunho de que as suas obras são más.
> A luz deve incomodar, denunciar, desafiar, condenar as trevas (muitas vezes até mesmo silenciosamente). Ex.: Pessoas que nos pedem desculpas por falar um palavrão em nossa presença.
> O mundo odeia a luz e a rejeita, porque ama e se deleita mais nas trevas do que na luz – Jo 3.19-21
> Nós somos a luz do mundo (Mt 5.14-16). A tua luz tem brilhado?

III.) O discípulo de Jesus, a exemplo de seu mestre, é orientado somente pela vontade de Deus – v. 6, 8
> Da mesma forma que Jesus mostrou à mãe que não agiria de acordo com os desejos dela mas sim em harmonia com a vontade do Pai (Jo 2.4), aqui também ele fez os irmãos saberem que deveriam ir adiante, mas ele seria orientado pela vontade de Deus.
> Jesus sabia discernir a vontade de Deus quanto ao tempo (Kairós – hora exata, momento decisivo – e não chronos – sequência cronológica) de todas as coisas.
> Não se deixava pressionar por pessoas (mesmo próximas), nem por circunstâncias. Por que? Certamente devido à sua íntima comunhão com o Pai.
> Quando conhecemos alguém, temos liberdade com essa pessoa, não precisamos de alguém para nos intermediar, não precisamos mandar recado e nem receber recados de outros. Ex. Filho do presidente da República de um país!
> Comunhão só se adquire com investimento de tempo (com Deus em oração e comunhão com a Palavra). Por que um filho supostamente tem muita comunhão com o Pai? Porque supostamente eles passaram a vida toda juntos (tanto nos momentos bons como nos ruins)!
> Devemos aprofundar nossa comunhão com Deus para sermos orientados e direcionados somente por Ele (mesmo quando ele quiser usar alguém para nos aconselhar ou ministrar), conhecendo o seu tempo certo para todas as coisas.
> Como está sua comunhão com o Pai? Você está perdido sem saber quem ouvir e em que acreditar? O discípulo desenvolve tamanha comunhão que é orientado somente pela vontade de Deus.

IV.) O discípulo de Jesus, a exemplo de seu mestre, sabe que sofrerá tentações e investidas do vil tentador
> Em Mt 4 e em Lc 4 temos a tentação de Jesus no deserto.
> “Passadas que foram as tentações de toda sorte, apartou-se dele o diabo, até momento oportuno” (Lc 4.13).
> Em João 6.15 o povo queria tomá-lo à força e fazê-lo rei – comparar com Lc 4.5-7.
> Em João 6.30,31 o povo desejava o pão milagroso – comparar com Lc 4.3.
> Em João 7.3,4, os irmãos de Jesus queriam que fosse a Jerusalém mostrar seu poder ao mundo – comparar com Lc 4.9-11.
> As mesmas tentações a que Jesus poderosamente resistiu quando oferecidas por Satanás no deserto, estavam agora novamente presentes durante o seu ministério e certamente Satanás estava por trás destas velhas tentações com novas roupagens, afinal, de acordo com Lc 4.13, o diabo esperava momento oportuno!
> Como Jesus venceu, nós certamente podemos vencer também, todavia é necessário ficarmos muito alertas, pois do discípulo de Cristo deve estar ciente de que sofrerá tentações e investidas do vil tentador!
> Você tem estado alerta às tentações ou tem sido presa fácil do inimigo? Causamos ou não causamos preocupação ao inferno?

Conclusão
> Lc 14 diz que devemos calcular o preço. Estamos ou não dispostos a ser discípulos de Cristo. Os seguidores de Hitler deram suas vidas pela causa de um homem insano. Será que nós estamos dispostos a dar nossas vidas pela causa do Salvador da humanidade?

Pr. Ronaldo Guedes Beserra – SP, 10.09.2005

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Como Obter a Sabedoria

13417900266131. Tema ao Senhor – Pv 1.7

2. Evite as más companhias – Pv 1.10,15,16; 4.14-17

3. Ouça os conselhos da sabedoria – Pv 1.23,33

4. Busque a sabedoria – Pv 2.1-5

5. Evite o adultério – Pv 2.16-19

6. Confie somente no Senhor – Pv 3.5-8

7. Esteja sempre aberto a repartir – Pv 3.9,10; 11.24,25

8. Aceite a disciplina e repreensão do Senhor – Pv 3.11,12

9. Seja bondoso e generoso – Pv 3.27-30

10. Guarde o seu coração – Pv 4.23

11. Fuja da preguiça – Pv 6.6-11

12. Evite aquilo que Deus abomina – Pv 6.16-19

Pr. Ronaldo Guedes Beserra

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Auto-estima

estana05O QUE É AUTO-ESTIMA?

O auto-conceito e a auto-imagem referem-se à ideia que fazemos de nós mesmos. Incluem os pensamentos, atitudes e sentimentos que temos a respeito de nós mesmos.

A auto-estima refere-se à avaliação que um indivíduo faz de seu valor, competência e significado. Enquanto a auto-imagem e o auto-conceito envolvem uma auto-descrição, a auto-estima envolve uma auto-avaliação.

A auto-estima é a busca de um sentido de autovalor, autoconfiança e auto-fortalecimento, para entrar numa relação de amor com os outros e com o mundo.

A falta de amor por si mesmo é uma coisa séria e prejudicial. Devemos amar o nosso próximo COMO A NÓS MESMOS (Mt 22:39; Mc 12:31). O referencial do amor ao próximo está no amor que temos para conosco. A qualidade do amor que temos para conosco mesmos dará a medida e a qualidade do nosso amor para com o próximo.

Quando eu não gosto de mim, é muito difícil louvar a Deus, orar e aprofundar minha espiritualidade. Quando eu gosto de mim, é muito mais fácil aprofundar a minha relação com Deus. Quando eu não gosto de mim, minha tendência é expressar essa frustração e falta de satisfação com meu próximo. Quando eu gosto de mim, minha tendência é compartilhar essa paz, segurança e satisfação com meu próximo.

O QUE GERA A AUSÊNCIA DA AUTO-ESTIMA?

> Rejeição quando no ventre materno, na infância ou na adolescência (a infância é um período demasiado importante na formação da auto-estima).
> Pais que dilaceram a imagem que os filhos têm de si mesmos (Ef 6.4)
> Comparação feita por outros ou por nós mesmos
> Expectativas pouco realistas
> Aparência, a cor, estatura, etc, podem ser responsáveis pela aceitação ou não da auto-imagem
> Influências da sociedade (meios de comunicação). O valor da pessoa depende de sua inteligência, atração física (aparência), educação, dinheiro, poder e realizações
> Determinadas pessoas não reconhecerem nunca o nosso valor ou esforço
> Falta de conhecimento adequado da Palavra de Deus
> Pecado que gera culpa, o que contribui para destruir nossa auto-estima (Hb 12.1)

COMO SER CURADO DA BAIXA AUTO-ESTIMA?

> Devemos nos apropriar do que a Bíblia ensina sobre o valor humano:
– Somos criados à imagem e semelhança de Deus (Gn 1.26-28)
– Temos capacidade intelectual e de comunicação
– Temos liberdade para fazer escolhas
– Conhecimento do que é certo ou errado
– Deus deu Jesus por amor a nós; Ele nos ama (Jo 3.16); Jesus veio para nos dar vida abundante (Jo 10.10).
– Deus envia anjos para nos guardar e o Espírito Santo para nos guiar (Sl 34.7; Jo 14.16,17,26).
– Temos as Escrituras para nos ensinar (2 Tm 3.16,17).
– Somos eleitos por Deus desde antes da fundação do mundo (Ef 1.3)
– Se confiarmos em Deus, passaremos a eternidade com Ele no céu
> Devemos fazer uma auto-avaliação realista
> Devemos evitar as influências destrutivas (pecado, incapacidade de perdoar)
> Devemos procurar nos envolver em um grupo onde nos sintamos aceitos

COMPONENTES DA AUTO-ESTIMA

(1) Senso básico de confiança diante dos desafios da vida, ou seja, confiar em nossa capacidade de aprender o que precisamos e de fazer o que é necessário para viver. Confiança é a certeza de que somos capazes de aprender o que precisamos aprender. Isso não é arrogância, mas confiança de que, como filhos de Deus, temos a capacidade (dada por Ele) de lidar com o mundo e com nós mesmos.

(2) Senso pessoal de dignidade e de valor. O auto-respeito é enfatizado pela consciência de que somos feitos à imagem de Deus; é a convicção do nosso próprio valor e dignidade, de que nossa vida vale a pena, de que merecemos respeito. Isso não é egoísmo, mas consciência de que, como filhos de Deus, temos um grande valor.

Pr. Ronaldo Guedes Beserra com auxílio dos livros “A cura das feridas interiores”, “Aconselhamento cristão” e “O evangelho e as questões emocionais” – SP, 06.04.2006; atualizado em 03.03.2016.

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Preservando o que se Conquistou – Série Neemias (Parte 12)

definir-manter-direcao-lider.jpgTexto: Neemias 13.4-29; ler inicialmente o v. 14

Introdução
> Taça conquistada pela seleção brasileira de futebol após a conquista do tri-campeonato mundial e que depois foi roubada e possivelmente derretida (ou seja, foi conquistada, mas não mantida).
> Em uma corrida, após se conseguir o primeiro lugar, pode ser muito difícil mantê-lo!
> Em função da ausência de Neemias em Jerusalém (v. 6), as várias conquistas obtidas sob sua liderança estavam grandemente ameaçadas. Neemias precisou voltar a Jerusalém e corrigir os rumos que se estavam tomando para que o que havia sido conquistado fosse preservado!
> O que você já conquistou em sua vida? O que deseja conquistar? Tem conseguido manter o que já conquistou? Já pensou que quando conquistar o que deseja, deverá posteriormente lutar para manter sua conquista?

Transição
> Após alcançarmos nossos alvos, nosso maior desafio é preservar o que foi conquistado.
> O texto nos mostra algumas posturas que devemos tomar para preservar aquilo que já conquistamos

I.) Não fazer concessões em relação ao mal – v. 4-9
> Eliasibe agiu de forma muito errada: além de permitir que sua família se aparentasse com a de Tobias (que foi um dos maiores opositores na reconstrução dos muros), ainda permitiu a Tobias morar em uma câmara do próprio Templo!
> Observar a atitude firme e correta de Neemias – v. 7-9
> Não podemos tolerar o mal, nem negociar ou fazer alianças com o inimigo
> Com o inimigo não se negocia. Ex. Moisés em seu contato com Faraó quando da saída do povo de Deus do Egito-Ver Ex 10.24-26.
> Você tem feito concessões? Tem sido firme no trato com a tolerância do mal?

II.) Não menosprezar as coisas espirituais – v. 10-14
> Como conseqüência de Tobias ter ocupado as câmaras onde se depositavam os dízimos do povo, este deixou de contribuir. Conseqüentemente os levitas e sacerdotes que dependiam destes recursos tiveram que voltar a trabalhar “secularmente” e o culto ao Senhor foi prejudicado. O povo deixara de ter instrução espiritual!
> Desamparar a Casa de Deus era como menosprezar as coisas espirituais.
> Será que temos nos ocupado tanto com outras coisas a ponto de negligenciar e não dar o devido valor às coisas espirituais?

III.) Não relativizar a Palavra de Deus – v. 15-22
> Neemias demonstrou grande zelo pela Palavra de Deus. Ele não negociava a Palavra de Deus. Era firme em suas convicções.
> A Palavra de Deus é algo absoluto e não relativo. Devemos obedecer a Palavra sem questionar, sem negociar, sem relativizar!

IV.) Não aceitar o julgo desigual – v. 23-29
> Veja as conseqüências do casamento misto: os filhos não estavam aprendendo a língua judaica e conseqüentemente não estava aprendendo as tradições e a Palavra do Senhor! Eram educados segundo os costumes e padrões das nações pagãs. Isso se repete hoje para aqueles que se envolvem em casamentos mistos!
> Ver 2 Co 6.14-18

Conclusão
> Se quisermos manter aquilo que Deus nos deu a oportunidade de conquistar seja em que esfera for, devemos seguir os pontos acima, ou seja, não fazer concessões em relação ao mal, não menosprezar as coisas espirituais, não relativizar a Palavra de Deus e jamais aceitar o julgo desigual!

SP, 24 de Abril de 2008 Pr. Ronaldo Guedes Beserra

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Princípios a Serem Lembrados – Série Neemias (Parte 11)

testemunhar04Texto: Neemias 12.1 a 13.3; inicialmente ler 12.43

Introdução
> Elvis Presley. Começou cantando na igreja. Mesmo ao longo de sua carreira demonstrou temor a Deus e para com as coisas de Deus. Quando desfrutava de grande êxito, infelizmente morreu ainda jovem de maneira trágica por negligenciar alguns princípios de não deveria ter deixado de observar mesmo tendo chegado ao auge que chegou!
> Quando alcançamos o objetivo traçado, ainda assim não podemos abaixar a guarda, ainda assim existem coisas importantes a serem observadas.

Transição
> Na execução da obra de Deus, algumas coisas são extremamente importantes para serem menosprezadas, mesmo nos momentos em que alcançamos êxito.
> O texto nos mostra alguns princípios importantes que jamais devemos menosprezar na realização da obra do Senhor.

I.) Jamais devemos menosprezar a importância daqueles que labutaram pelo Senhor antes de nós – v. 1
> A lista de nomes com a qual se inicia o capítulo 12 mostra a preocupação de Neemias em manter as tradições autênticas do seu povo (tradições autênticas e não caprichos humanos).
> Ver Hebreus 13.7, 17; Pv 22.28
> Este princípio deve ser observado tanto em um âmbito mais geral (levando em conta as vidas dos apóstolos, mártires e grandes nomes do evangelho em todos os tempos), como em um âmbito mais específico (lembrando daqueles que em nossa igreja local, antes de nós tanto fizeram para que nossa igreja permanecesse na presença do Senhor).

II.) Jamais devemos menosprezar a importância das diferentes espécies de ministérios – v. 8, 9, 24, 25
> Como naqueles dias, hoje deve ser também assim na obra do Senhor
> Ver Ef 4.11; 1 Co 12.4-12, 18, 27, 28; Rm 12.4-8
> Ilustração da carroça com rodas quadradas e várias rodas redondas dentro dela. Princípio de pessoas certas nos lugares certos pelos motivos certos.
> Você já descobriu seu dom espiritual?

III.) Jamais devemos menosprezar a importância de celebrar todas as nossas conquistas – v. 27-31,38,40,43
> Elucidar a maravilhosa celebração e como era significativo para o povo de Deus nos tempos de Neemias a consagração dos muros ao Senhor!
> Não devemos falar de nossos fracassos de forma a nos depreciar; talvez possamos pensar neles no sentido de nos aperfeiçoar e aprender positivamente a partir daquele fracasso. Agora, todas as nossas conquistas, por menores que sejam, devem ser celebradas, pois isso maximiza as informações positivas a nosso respeito, o que nos dá confiança e aumenta nossa auto-estima.
> Você só fala de seus fracassos, ou sabe celebrar cada conquista!

IV.) Jamais devemos menosprezar a importância de assegurar que os que ministram ao povo sejam bem cuidados – v. 44
> A espiritualidade é base de toda benção em qualquer área da vida humana.
> Nem todos receberam o chamado para liderarem o rebanho do Senhor e a ele ministrarem.
> Por entender a importância da espiritualidade e a necessidade do trabalho daqueles que ministram e ensinam a Palavra de Deus, aqueles que não têm esse chamado devem sustentar e manter aqueles que por Deus foram designados para essa atribuição!
> Quando o povo de Israel negligenciou isso não foi abençoado, todavia, quando obedeceu esse princípio foi abençoado, pois demonstrava seu apreço pelas coisas espirituais e por aqueles que haviam sido separados por Deus para tal tarefa e eram responsáveis por manter o povo nos caminhos do Senhor!

V.) Jamais devemos menosprezar a importância de se apartar de toda espécie de influência mundana – Ne 13.1-3
> Ver Dt 23.3-6 com respeito a esta restrição imposta aos amonitas e moabitas. “Todo elemento misto” inclui os estrangeiros que se haviam unido aos judeus por meio do casamento, comércio ou práticas religiosas.

SP, 17 de Abril de 2008 – Pr. Ronaldo Guedes Beserra com ajuda de Cyril J. Barber.

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Governando de Forma Eficaz – Série Neemias (Parte 10)

os-segredos-de-uma-lideranca-eficaz-vector-contact-center-empresas-de-telemarketing-call-centerTexto: Neemias 11.1-36

Introdução
> O trabalho começado por Neemias quando fez o censo do povo (Ne 7) agora pode continuar. A baixa população da capital é um grande problema. No processo de repovoamento de Jerusalém, Neemias precisava ser muito sábio para não privilegiar uns em detrimento de outros, para ser justo e não perder sua liderança. Ele estabeleceu uma forma eficaz de governo.

Transição
> O texto nos mostra alguns aspectos a serem observados para a realização de um governo eficaz.

I.) Democracia fundamentada no temor a Deus – v. 1, 2
> Neemias poderia ter exigido arbitrariamente que certas famílias vendessem suas fazendas e se mudassem para a cidade. Mas não era este o seu método. A decisão de como efetuar a renovação urbana vem do próprio povo. Alguns oferecem-se para mudar para a cidade.
> Na ausência de um rei em Judá, e com a regência de Deus sobre o seu povo através de um representante local (teocrático), prevalece uma forma de democracia. É estabelecida sobre um forte fundamento religioso.
> No lugar de uma democracia secular, Neemias demonstra como uma forma de governo estabelecida sobre sadios princípios bíblicos deve operar.

II.) Equidade, igualdade e representação adequada – v. 4-9
> O que poderá a princípio parecer mais uma lista tediosa de nomes, toma novo significado quando consideramos a estrutura política e a administração da cidade. Dois grupos diferentes são mencionados em Neemias 11.4-9. Representam duas tribos: Judá e Benjamim. Como estas duas tribos poderão trabalhar juntas? Como poderão os seus membros ajustar-se uns aos outros?
> Ver Ne 11.9. Não se sabe se os líderes mencionados foram designados por Neemias ou escolhidos pelo povo, o fato é que eram obviamente aceitáveis ao povo.
> Dois princípios importantes são vistos: (1) Ao buscar a felicidade do povo, Neemias baseia sua administração sobre a equidade e igualdade; (2) existe representação adequada do povo através de seus representantes.

III.) Respeito aos representantes constituídos e separação do poder político e religioso – v. 10-24
> Outros grupos escolhem vira Jerusalém para morar na cidade: sacerdotes (Ne 11.10-14), levitas (11.15-18; 22- 24) e os guardas dos portões e servos do templo (11.19-21). Estes grupos já têm seus líderes constituídos, e Neemias trabalha com eles sem escolher representantes de sua própria designação (deve-se notar que a inclusão destes grupos especializados poderia facilmente significar uma ameaça aos administradores da capital).
> Neemias não faz sua administração baseada no sacerdócio. Entidades políticas e religiosas são mantidas separadamente. A herança espiritual de Israel forma a base do seu sistema de governo e regula seus padrões éticos, mas não são os sacerdotes que regem o povo! Neemias estabelece a diferença entre deveres religiosos e seculares, e é suficientemente sábio para usar esta divisão natural ao delegar responsabilidades e dividir a responsabilidade administrativa da cidade.

Pr. Ronaldo Guedes Beserra com ajuda da leitura do livro “Neemias e a dinâmica da liderança eficaz” de Ciril J. Barber- Ed. Vida.

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Como Experimentar um Despertamento Espiritual – Série Neemias (Parte 9)

139_feTexto: Neemias capítulos 8 a 10. Inicialmente ler Ne 8.10 b

Introdução
> O texto diz: “… não vos entristeçais, porque a alegria do SENHOR é a vossa força” (Ne 8.10 b)
> O nosso inimigo e várias outras circunstâncias (geralmente produzidas por nossas próprias negligências), muitas vezes nos roubam a nossa alegria e conseqüentemente minam as nossas forças.

Transição
> Para que haja verdadeira alegria em nossas vidas é necessário experimentarmos um genuíno avivamento (despertamento) espiritual.
> O texto nos mostra alguns elementos indispensáveis para um verdadeiro despertamento espiritual (todos os avivamentos espirituais ocorridos na história bíblica e na história posterior tiveram as marcas e os elementos descritos abaixo).

I.) Volta à Palavra do Senhor – Ne 8.1-3, 8
> Esta volta (retorno) á Palavra do Senhor deve produzir obediência. A decisão de guardar a festa dos tabernáculos mostra a submissão do povo à autoridade da Palavra de Deus – v. 13, 14, 16-18.
> Você deseja sinceramente um despertamento espiritual em sua vida? É necessária uma volta à Palavra com disposição de a obedecer. O que temos feito de prático nesta direção?

II.) Arrependimento e Confissão de Pecados – Ne 9.1-3
> O povo se arrepende de seus pecados e os confessa a Deus.
> Textos sobre confissão – Pv 28.13; 1 Jo 1.9
> Qual tem sido nosso grau de arrependimento? Genuíno a ponto de produzir mudança ou apenas um remorso passageiro após o qual rapidamente voltamos às antigas práticas?

III.) Aprendizado com as Lições da História – Ne 9. 16, 26, 29, 30.
> O ideal seria ler com calma e meditando os v. 6-37.
> A história de seu povo (para os judeus do tempo de Neemias) serve para admoestá-los das conseqüências do esquecimento e da desobediência.
> Aqueles que não aprendem as lições da história são condenados a repeti-las sempre.
> A desobediência apenas rouba-nos o melhor de Deus.
> Todos nós andamos nos passos de homens ilustres, e de suas experiências aprendemos os benefícios da piedade e as tristes conseqüências dos desvios espirituais.
> Temos aprendido com as lições da história ou vamos sofrer desnecessariamente o que outros já sofreram?

IV.) Renovação da Aliança com o Senhor – Ne 9.38; 10.28, 29
> Nos versos 30-39 se especificam as áreas em que os Israelitas se comprometiam a renovar sua aliança com o Senhor.
> Em determinados momentos devemos parar, refletir, pensar, confessar e renovar (talvez até mesmo de forma escrita) nossa aliança com Deus.
> Será que este momento não é uma ocasião propícia para uma renovação de aliança com o Senhor? Conclusão
> Ler e lembrar de 2 Cr 7.14 e da promessa de Deus de que se cumprirmos as condições prescritas, o Senhor nos ouvirá dos céus, perdoará os nossos pecados e sarará a nossa terra!

Pr. Ronaldo Guedes Beserra com ajuda de Cyril J. Barber
SP, 10 de Abril de 2008.

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Consolidando a Conquista – Série Neemias (Parte 8)

lidar com diferençasTexto: Neemias 7.1-73

Introdução
> Sem objetivos claramente definidos é impossível construir um espírito de equipe. Ao estabelecer alvos atingíveis é necessário que se faça provisão para a avaliação do progresso e para o preparo do próximo objetivo.
> Neemias mediu seu progresso (Ne 4.6; 6.1,15). Fez provisão para interrupções (4.10,13; 5.1-13). Antes de completar o muro, ele avaliou toda a situação. A oposição que sofria não impediu que ele planejasse para o futuro. A “fase dois” da operação, ou seja, a consolidação da obra (Ne 7 e 11) provavelmente já estava formulada em sua mente.
> O planejamento com antecedência que Neemias fez demonstra como podemos preparar-nos adequadamente para o futuro.

Transição
> Os capítulos 1 a 6 demonstram como Neemias atingiu seu objetivo, a edificação do muro. O capítulo 7 é de transição e relata os primeiros passos para a consolidação da obra. Devemos seguir os mesmos passos de Neemias no processo de consolidação daquilo que já conquistamos em nossa liderança.

I.) Selecione homens dignos de confiança – v. 2
> Neemias inicia a “fase dois” selecionando homens dignos de confiança aos quais ele pode delegar certas responsabilidades.
> Em relação a Hanani, possivelmente tendo sido criado no mesmo lar que Neemias, este sabe que Hanani teve o mesmo treinamento básico que ele próprio teve o privilégio de receber. O escolheu não por ser seu irmão, mas por tratar-se de alguém com capacitação e integridade.
> Quanto a Hananias, o próprio texto diz o porque de ter sido escolhido – v. 2
> Neemias lhes dá orientações bastante claras – v. 3
> “O melhor executivo é aquele que tem bom senso em escolher bons homens para executar o que ele quer que se faça, e autocontrole suficiente para não se intrometer com eles quando eles estiverem executando” (Roosevelt).

II.) Resguarde o bem estar espiritual de seu povo – v. 5-7, 61-65
> Se o sacerdócio estiver corrupto, sua influência finalmente destruirá a fibra moral e espiritual do povo. O perigo que o povo enfrenta é muito grande e não pode ser resolvido com base em meros sentimentos. Um sacerdócio puro é essencial se o povo deseja manter um relacionamento correto com o Senhor.
> Existem homens ocupando púlpitos que estão “impuros”. Eles “se casaram” com falsas doutrinas, seu ensino é corrupto e suas vidas são um fingimento.
> Precisamos de homens alicerçados na Bíblia e na verdadeira teologia bíblica, que declararão com fidelidade “todo o conselho de Deus” (At 20.27).

III.) Providencie sustento adequado para os trabalhadores da obra de Deus – v. 70-73
> Do exemplo de Neemias vemos a necessidade de sustentar adequadamente a obra do Senhor.
> Os crentes devem sustentar as organizações cristãs para o avanço da causa de Cristo!

Pr. Ronaldo Guedes Beserra com ajuda da leitura do livro “Neemias e a dinâmica da liderança eficaz” de Ciril J. Barber- Ed. Vida.

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Qualidades Que Fazem a Diferença – Série Neemias (Parte 7)

reconstruirTexto: Neemias 6.1-19; ler inicialmente v. 15,16

Introdução
> Que área você deseja reconstruir em sua vida? Você já caminhou pelo menos um pouco em direção a esta reconstrução (como Neemias havia feito – v. 1)? O que falta para você concluir esta reconstrução? O que será que se exige de nós para que cheguemos à conclusão de nossos objetivos de reconstrução?

Transição
> Você pode ter êxito na reconstrução de qualquer área de sua vida que você se propuser a reconstruir.
> Para tal, o texto nos mostra algumas qualidades que você precisará demonstrar.

I.) Discernimento Espiritual – v. 1,2,12,13
> Em 1 Co 12.10, discernimento de espíritos e relacionado como um dom espiritual.
> Como adquirir discernimento? O discernimento vem de uma experiência pessoal com Deus e com a Palavra (Hb 5.13,14; Pv 2.1-9).
> Como está o seu nível de discernimento espiritual?

II.) Clareza de Prioridades – v. 3
> Sem liderança adequada em Jerusalém, o povo voltaria rapidamente aos velhos costumes. O lugar de Neemias naquele momento era em Jerusalém.
> Neemias não podia sair pois o que eles tinham conseguido até então tinha de ser resguardado.
> Quando temos clareza de prioridades, o inimigo não conseguirá desviar o nosso foco e conseguiremos nos manter firmes mesmo sob pressão.

III.) Segurança Interior – v. 4-9a
> Neemias estava seguro quanto às motivações de seu coração.
> Tinha consciência de que melhor do que ninguém, somente Deus poderia julgar e mostrar as verdadeiras motivações do coração dele.
> De forma simples e segura negou abertamente as insinuações e continuou seu trabalho.
> Não gastou tempo tentando justificar-se; deixou para o Senhor a defesa de sua pessoa (1 Pe 2.23).
> Você tem segurança quanto às verdadeiras motivações de seu coração?

IV.) Oração Eficaz – v. 9 b
> Neemias não ficou se lamentando, não deu um “ultimato” para Deus e nem foi escapista.
> Em sua oração ele foi simples, direto, objetivo e eficaz.
> Ele orou, pois sentia necessidade de uma renovação interior de força e um fortalecimento de seu ânimo.
> Como tem sido suas orações? Vales de lamentações? “Ameaçadoras” a Deus?

V.) Submissão à Autoridade da Palavra de Deus – v. 10-13
> Deus não pode contradizer-se. Deus não diria a Neemias algo por meio do sacerdote que estivesse em contradição com a Sua Palavra. Segundo a Lei de Moisés, somente sacerdotes levitas poderiam entrar no Lugar Santo do Templo e Neemias não era sacerdote, nem levita.
> Se Neemias não conhecesse devidamente à Palavra e cedesse à essa armação, o acusariam de medroso, covarde e de não obedecer à Lei do Senhor.
> É necessário não apenas conhecer a Palavra, mas nos submetemos a ela. Entre a Palavra e as emoções ou o coração, fique com a Palavra!

VI.) Vigilância Constante – v. 14,17-19
> Mesmo quando já alcançamos nossos objetivos, devemos continuar vigilantes, pois o inimigo jamais desiste de nos fazer tropeçar – Lc 4.13; Ef 6.13.

Conclusão
> Neemias tinha convicção inabalável de estar fazendo o que Deus queria que fizesse e por isso transformou obstáculos em oportunidades. Se hoje tivermos convicção inabalável de que estamos fazendo o que Deus quer que façamos, nós também conseguiremos transformar obstáculos em oportunidades.
> Jesus, o nosso exemplo por excelência, demonstrou todas estas qualidades. Sejamos, portanto, imitadores de Neemias, mas principalmente imitadores de Cristo!

Pr. Ronaldo Guedes Beserra com ajuda da leitura do livro “Neemias e a dinâmica da liderança eficaz” de Ciril J. Barber- Ed. Vida.

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Como Resolver Problemas Potencialmente Perigosos – Série Neemias (Parte 6)

problemTexto: Neemias 5.1-19

Introdução
> No capítulo 4, a obra de reconstrução teve de parar rapidamente para que o povo se organizasse para enfrentar problemas de oposição externa.
> No capítulo 5, surge um problema interno com potencial de fazer fracassar todo o projeto de reconstrução dos muros.

Transição
> É imprescindível saber como resolver problemas potencialmente perigosos que podem por a perder todos os nossos esforços e todos os nossos sonhos.
> O texto nos mostra algumas diretrizes a serem seguidas para a resolução de problemas potencialmente perigosos.

I.) Estar preparado para parar e escutar – v. 1-6
> Viu os queixosos como gente, não como dados estatísticos.
> Eles eram mais importantes do que o programa de produção que ele havia designado.
> Neemias sabia que pessoas magoadas com alguma dificuldade pessoal ou algum infortúnio não podem dar o que têm de melhor. Ele os animava a desabafar o que sentiam.

II.) Saber lidar com a ira – v. 6
> A ira não é necessariamente pecaminosa – Ef 4.26,27
> A ira torna-se em pecado quando perdemos o controle de nós mesmos ou nutrimos a mágoa de modo a querer vingança.
> Ele admitiu sua ira. Não se desculpou, não fingiu que não existia, não disfarçou. Não tentou projetá-la sobre os outros ou culpá-los pelo modo como se sentia. Nem tentou reprimi-la.

III.) Encontrar a raiz do problema – v. 7 a
> Neemias considerou consigo mesmo.
> Ele não faz o que muitos de nós fazemos quando nos iramos: mexericar. Ao “considerar consigo mesmo” ele evitou a tentação de falar mal dos outros e ficou longe do pecado de criticar.
> Ao considerar a questão toda, Neemias deu tempo para avaliar a situação e decidir um curso de ação.
> Neemias vai ao âmago do problema. Ele não se fixa em questões superficiais.
> As circunstâncias externas podem ser facilmente consertadas, mas se não se elimina a raiz, o problema voltará. Aqui a raiz do problema é a exploração dos ricos sobre os pobres.
> Exemplo: febre. É necessário atacar o foco da febre e não apenas tomar remédios que combatam a febre.

IV.) Ter coragem para agir – v. 7-13
> Muitas pessoas vêem claramente o que tem de ser feito, mas falta-lhes a força necessária para enfrentar os responsáveis pelo problema.
> Neemias confrontou aqueles a quem acreditava estar errados (a elite de Jerusalém).
> Confrontou-lhes o erro e mostrou-lhes o seu próprio exemplo (v. 8, 10)
> Confrontou, mas buscou reconciliação. Neemias era conciliador, mas não vacilava em sua posição. Em vez de abaixar seu padrão, ele os convidou a subir ao padrão dele (v. 9, 11)
> Neemias exigiu uma forma mais forte de resolução do que apenas palavras. Exigiu um compromisso formal (v. 12, 13).

V.) Jamais se afastar do temor de Deus – v. 14-19 (especialmente v. 15 b)
> O temor do Senhor não permitiu que Neemias se contaminasse com o sistema de valores do mundo. Conclusão
> Se quisermos resolver problemas potencialmente perigosos devemos seguir as diretrizes acima.
> Cristo é o nosso exemplo por excelência: Ele estava sempre disposto a parar e escutar as pessoas; se irou (quando purificou o tempo, por duas vezes), mas soube lidar com sua ira; encontrou a raiz do problema do homem, o pecado; teve coragem para agir: deixou a glória, se fez homem, morreu em nosso lugar; Ele também jamais se afastou do temor do Senhor!

Pr. Ronaldo G. Beserra com ajuda de Cyril J. Barber. SP, 27.03.08

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Como Lidar com a Oposição Externa – Série Neemias (Parte 5)

oposicaoTexto: Neemias 4.1-23

Introdução
> Na liderança, surgem forças externas que não podemos controlar. A maneira como lidamos com estes problemas revela o calibre de nossa liderança.
> Do ponto de vista interno, Neemias fez tudo o que se podia esperar dele. Contudo, a oposição surgiu de uma fonte que Neemias não podia controlar.
> A oposição se manifestou através de ira. indignação, escárnio, zombaria, sarcasmo desprezo, ameaça de violência, tentativa de se incitar confusão, mexericos, intrigas, fofocas, semeando o medo, etc.
> Devemos esperar pressões. Aprender a enfrentá-las sem perder nosso equilíbrio emocional, porém leva tempo.

Transição
> Quando nos propomos a realizar a obra de Deus, a oposição sempre surge. O texto nos mostra algumas formas pelas quais devemos lidar com a oposição para vencê-la.

I.) Oração – v. 4, 5, 9
> Neemias leva toda a questão perante o Senhor. Retrucar seria começar uma batalha de palavras. Mas orando primeiro, Neemias pôde dar plena vazão ao que sentia.
> Oração nos dá oportunidade de conversar com Deus sobre a questão e obter dele nova perspectiva dos nossos problemas. Através da oração, nossa ira e nossos ressentimentos se dissipariam.
> Se tomássemos tempo para dizer ao Senhor as coisas que nos perturbam, não seríamos tentados a mexericar com os outros a respeito dessas coisas. A oração é parte imprescindível da sanidade mental.

II.) Continuar focado no trabalho – v. 6
> Neemias mantém os construtores ocupados. Enquanto ativos no trabalho, têm pouco tempo para se preocupar com os mexericos dos inimigos.

III.) Procurar manter-se amimado – v. 6
> Como os trabalhadores puderam se manter animados diante de tanta oposição e de tantos motivos para o desânimo? A única resposta satisfatória está na personalidade do líder.
> “Um líder tem de ter otimismo contagioso e determinação a fim de perseverar em face das dificuldades. Ele precisa irradiar confiança, depender de princípios morais e espirituais e recursos para dar certo mesmo quando ele próprio não está muito certo do resultado” (Montgomery).
> A ansiedade nunca tira a tristeza do amanhã; só tira a força do hoje.

IV.) Agir; Tomar as devidas precauções; Dispor-se – v. 9,13,14,16-18
> No v. 9, mais uma vez Neemias mostra como a fé (oração) e as obras (puseram guardas) andam juntas. Mostra que a oração não é substituto da ação.
> Neemias tomou as precauções necessárias contra a oposição, ou seja, pôs guardas dia e noite com espadas, lanças e arcos.
> No v. 14 o texto diz que Neemias se dispôs. Mesmo em meio a toda a oposição ele teve de encontrar forças para se dispor e continuar lutando.

V.) Diagnosticar o que está acontecendo – v. 12
> O persistente rumor de um ataque iminente desanimou os trabalhadores – v. 10.
> Os judeus das cercanias repetidamente insistiam com os que estavam construindo os muros para que deixassem o trabalho e voltassem a seus lares para proteger suas famílias.
> Os judeus estavam guardando os muros da cidade, mas não estavam guardando seus ouvidos do que os inimigos diziam. Estavam permitindo, sem perceber, que o inimigo lhes fizesse lavagem cerebral e os enchesse de dúvidas. Não entenderam que quando a dúvida invade a alma, ela leva ao desespero. Quando isso acontece, o fracasso está apenas a uns passos.
> Neemias percebe tudo isso e faz um diagnostico do que está acontecendo para poder tomar as medidas necessárias – v. 12-14.

VI.) Exortar (encorajar); Lembrar-se do poder de Deus; Buscar razão para continuar – v. 14
> Neemias os exortou: “Não os temais..”: depois os levou a lembrar-se do poder de Deus “… lembrai-vos do Senhor, grande e temível …”; finalmente lhes deu uma razão para continuar lutando “pelejai pelos vossos irmãos, vossos filhos, vossas filhas, vossas mulheres e vossas casas”.
> É necessário saber encorajar e motivar eficazmente aos nossos colaboradores. É um dos fatores importantes na liderança bem sucedida. Precisamos estar em contato com aquetes com quem trabalhamos. É a única forma de combater as influências negativas. Temos de ser acessíveis.
> O líder tem de saber como repreender, encorajar e motivar os outros.

depre_2VII.) Evitar a solidão – v. 19, 20
> Neemias reconheceu que os trabalhadores estavam muito separados uns dos outros. Deu orientações para que quando se ouvisse o som da trombeta, todos acorressem a ter com eles.
> A solidão pode ser fatal na liderança. Ver Provérbios 18.1.
> Quando estiver em apuros na liderança ou em qualquer área de sua vida, toque a trombeta!

VIII.) Manter a fé – v. 20 b
> Ele exorta o povo a crer que Deus pelejaria por eles, pois Ele era o dono daquela obra.
> A fé cria uma esperança positiva; era a base da confiança de Neemias. Ele tinha a confiança de abe estava fazendo aquilo que Deus queria que fizesse (daí a fé de que Deus pelejaria por eles)!
> A fé nos dá também um sentido de propósito.

IX.) Perseverar – v. 21 a
> O trabalho realizado a cada dia diminui, pois metade da força fica de guarda enquanto a outra metade trabalha. Os operários estão armados. Um tocador de trombeta está próximo a Neemias, pronto para chamar a todos em caso de ataque de surpresa. A despeito de fato de que todas essas precauções fazem com que o trabalho vá mais lento, e também apesar do cansaço pelo trabalho dobrado na guarda noturna, a obra continua!
> A perseverança é o verdadeiro teste de capacidade de liderança.
> A convicção de chamado que Neemias tinha para aquela obra o ajudou a perseverar.

X.) Reorganizar as prioridades e ajustar a estratégia à situação – v. 21-23
> Quando surgia uma situação difícil, Neemias a enfrentava objetivamente. Enfrentava cada nova situação com realismo. O que era necessário fazer para reorganizar as prioridades? Para ajustar-se à situação? Neemias encontrava as respostas a estas questões e as colocava em prática.

XI.) Identificar-se com os liderados – v. 23
> Os liderados viam o exemplo em Neemias e em seus assessores. Ele não mandava os outros fazerem o que tinha de ser feito e apenas ficava olhando. Ele se identificava com os liderados e “colocava a mão na massa”, ou seja, não largava as próprias vestes, não largava as armas e quando conseguia dormir, fazia isso com as armas ao lado!

Pr. Ronaldo Guedes Beserra com ajuda da leitura do livro “Neemias e a dinâmica da liderança eficaz” de Ciril J. Barber- Ed. Vida.

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A Fórmula para o Sucesso na Liderança – Série Neemias (Parte 4)

sucesso-atitudeTexto: Neemias 3.1-32

Introdução
> O problema que enfrentamos ao examinar este capítulo – e sua longa lista de nomes – é que somos tentados a virar a página e continuar a história em Neemias 4. Contudo, este capítulo é um dos mais importantes do livro todo!

Transição
>Deus delineou no capítulo 3 de Neemias os princípios básicos para o sucesso.

I.) Coordenação
> Percebemos isto na repetição das frases “junto a ele” e “ao seu lado” (Ne 3.2 e ss.) no capítulo todo.
> Cada pessoa sabia onde deveria estar. Sabia também qual era sua responsabilidade e o que se esperava dela.
> Fazendo com que cada homem trabalhasse perto de sua própria casa, Neemias facilitou o acesso ao serviço, a alimentação enquanto estivesse trabalhando, e a segurança daqueles que eram mais próximos e mais armados.
> Sucesso se escreve com as letras: “t-r-a-b-a-l-h-o-e-m-e-q-u-i-p-e”.
> Não foi fácil, mas uma vez conseguido,os resultados foram marcantes. Não pode haver avanço permanente sem coordenação certa.
> A base de toda a liderança eficaz é a coordenação correta das atividades de todos os envolvidos.

II.) Cooperação
> Homens de lugares diferentes e de diferentes ocupações trabalharam juntos no muro: sacerdotes (Ne 3.1), ourives, solteiros (3.23), regentes dos dois distritos de Jerusalém. Um dos oficiais, Salum, estava sendo auxiliado por suas filhas. Havia também os homens de Jericó, Tecoa, Gibeom e Mispa, Zanoa e Bete-Haquerém, Bete-Zur e Zelá. Havia tipos diferentes de operários.
> Neemias tinha a capacidade de motivar as pessoas a darem não somente de seu tempo, como também darem o que tinham de melhor. Todas estas pessoas trabalharam voluntariamente porque tinham ânimo para o trabalho (Ne 4.6)!
> Neemias não consegui sucesso total (Ne 3.5), mas não permitiu que a obstinação daqueles diminuísse o seu otimismo. Trabalhou com os que estavam dispostos!
> A cooperação obtida por Neemias demonstra até que ponto ele pôde unir tão diversificado grupo. Todos eles tinham um objetivo comum.

18333275_sfUURIII.) Aprovação
> Aprovação que Neemias demonstrou para com os obreiros.
> Neemias mostra a necessidade de nos interessarmos pessoalmente pelos nossos empregados. Conhecia os nomes, sabia onde trabalhavam e o que faziam. Ele os tratou como pessoas, não como objetos; tinham valor e não estavam lá para serem explorados.
> Dar aprovação às pessoas pelos seus esforços honestos é uma das chaves mais valiosas para o sucesso nas relações humanas.
> Neemias identificou-se de perto com eles e estava pronto para encorajá-los quando as coisas iam mal.
> Neemias sabia que o trabalhador feliz no seu serviço, confiante nos seus superiores e com relações de cooperação com os colegas, espalhará o seu contentamento através de todo o grupo.
> Neemias era rápido em notar e apreciar o zelo e o esforço daqueles que trabalhavam com ele. Os tecoítas foram inspirados pelo exemplo de Neemias, mesmo que seus líderes eram contra o que Neemias estava fazendo (Ne
3.5,27).
> O reconhecimento dado por um líder aos seus subordinados cria um sentimento de participação, de pertencer. Faz com que se sintam seguros. Este sentimento de segurança é absolutamente essencial quando surgem dificuldades ou as pressões econômicas começam a apertar (ver Neemias 4-6).
> Neemias não permitiu que o tamanho da realização de uma pessoa fizesse com que não percebesse os esforços de outra (Ne 3.13,14).
> E quanto a Neemias? Ele não está enumerado entre aqueles que sempre precisam promover-se a fim de ganhar o louvor dos outros. Ele sabia que num empreendimento bem gerenciado um bom líder sempre leva um pouco mais da culpa do que merece e muito menos reconhecimento do que faz jus. Ele estava contente por colocar os outros em foco e sabiamente permaneceu na obscuridade.

IV.) Comunicação
> Envolvia a instrução de cada obreiro para que ele soubesse o que fazer e onde fazer, e a delegação de autoridade para que as decisões não precisassem ser sempre referendadas pela direção.
> Neemias coordenou suas atividades dividindo o muro em cerca de quarenta grupos diferentes. Assim, pôde supervisionar o trabalho e comunicar-se com uma parte de cada vez. O que era antes uma situação complexa tornou-se relativamente simples quando subdividida.
> Havia a delegação de autoridade. Grupos de obreiros tinham chefes de seção (Ne 3.13, 17) e o poder de tomar decisões foi delegado aos líderes de cada grupo. Se assim não fosse, Neemias teria ficado sobrecarregado com decisões triviais e nunca teria conseguido o que conseguiu.

Pr. Ronaldo Guedes Beserra com ajuda da leitura do livro “Neemias e a dinâmica da liderança eficaz” de Ciril J. Barber- Ed. Vida.

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Como Alterar uma Situação Incômoda – Série Neemias (Parte 3)

Captura-de-Tela-2014-07-23-às-19.33.36Texto: Neemias 2.11-20

Introdução
> Muitos reis de Israel se conformaram com a situação de miséria espiritual em que o povo estava em seus dias, outros não se conformaram e empreenderam reformas religiosas.
> Davi não se conformou com as afrontas de Golias contra Deus e contra o exército de Deus (1 Sm 17.26,32,45-47).
> Paulo não se conformou com a idolatria dominante na cidade de Atenas (At 17.16).

Transição
> Jamais devemos nos conformar com uma situação de miséria (seja na família, nas finanças, no trabalho, no ministério, na vida pessoal, interior, espiritual, etc).
> O texto nos mostra alguns passos a serem dados para que uma situação incômoda seja mudada.

I.) Avalie a situação de forma discreta – v. 11-16
> Durante 3 dias Neemias examinou a situação:
a. Inspecionou pessoalmente a situação dos muros e das portas – v. 13-15;
b. Obteve informações;
c. Esteve planejando sua estratégia para a construção do muro (o sucesso baseia-se tanto na força interna quanto na estratégia externa);
d. Avaliando a liderança do povo (a chegada de Neemias a Jerusalém, sem dúvida alguma, perturba a estrutura de poder da cidade);
e. Calculando os recursos necessários;
f. Providenciando para que os canais de comunicação fossem preparados.
> Tudo isso foi feito de forma discreta – v. 12, 16. Revelar certos planos de forma antecipada pode comprometer a execução dos mesmos.
> Chegará o momento de se revelar os planos e as estratégias, mas durante o momento de avaliação da situação é melhor manter a discrição.

II.) Recrute e motive pessoas interessadas na mudança – v. 17,18
> Ninguém faz nada sozinho. Quanto maior o desafio, maior o número de pessoas a serem recrutadas.
> “Talento não é tudo. O trabalho em equipe multiplica seu talento” (John Maxwell)
> Qual foi a estratégia de Neemias para recrutar as pessoas?
a. Esperou o momento certo;
b. Conscientizou mostrando a realidade, a situação de miséria incômoda do povo e da cidade (v. 17 a);
c. Desafiou chamando-os à ação (v. 17 b);
d. Motivou usando um argumento que mexeu com os brios do povo (v. 17 c);
e. Encorajou mostrando como Deus estava à frente deste negócio (v. 18 a).
> O resultado? Basta ler o v. 18 b.

III.) Não demore para efetuar as mudanças necessárias: comece agora – v. 18 b; Cap 3 ss.
> Se Neemias demorasse as pessoas poderiam desanimar e isso daria tempo para os inimigos se articularem para impedir a obra.
> O que o prende? Preconceitos (Sou velho demais, sou vítima de preconceito racial, não tenho estudos)? Golpes da vida? (“Não se pode ir longe se estivermos olhando para o espelho retrovisor”).
> “Não espere para começar até que tenha resposta para cada problema. Comece agora, resolva os problemas mais tarde”.

IV.) Posicione-se de forma firme em relação à oposição – v. 19, 20
> Os tempos passam, as circunstâncias mudam a tecnologia aumenta, mas os meios de oposição continuam sempre os mesmos: zombaria, desprezo, ridicularização, deboche, insultos, etc.
> Resposta firme de Neemias: Nossa confiança está em Deus, nós não vamos desistir e vocês não têm nada a ver conosco, nem com nossa história, nem com nossa cidade e nem com nossa obra (v.20).
> Em sua resposta, Neemias foi corajoso e discreto: confronta ousadamente aqueles que tentam atrapalhar o que ele está fazendo, e ao mesmo tempo evita ser levado a uma discussão. Recusa-se ao debate.

Pr. Ronaldo Guedes Beserra com ajuda da leitura do livro “Neemias e a dinâmica da liderança eficaz” de Ciril J. Barber- Ed. Vida.

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Como Alcançar Êxito em Nossos Empreendimentos (Ministeriais, Familiares e Profissionais) – Série Neemias (Parte 2)

Passos para uma Virada Radical em sua VidaTexto: Neemias 2.1-10

Introdução
> Como líder estou me expondo a ser avaliado por vocês, mas não tenho problemas em admitir que já errei muito, ainda erro, mas tenho me esforçado muito para acertar e quem é perfeito que atire a primeira pedra!
> Falar com o rei era para Neemias a segunda etapa (a primeira foi falar com Deus) no processo de obter êxito em seu empreendimento de reconstruir Jerusalém.
> Uma pergunta que estaremos buscando responder sempre nesta série é: Por que Neemias foi um homem bem sucedido, diferenciado, acima da média? Por que sua história inspira escritores para escreverem a respeito de princípios de liderança? Por que em 52 dias conseguiu fazer algo que as pessoas durante 90 anos disseram ser impossível realizar? Quais os seus segredos?

Transição
> Podemos obter êxito naquilo em que empreendemos os nossos esforços.
> O texto nos mostra alguns aspectos que devemos observar (como Neemias observou) para obtermos êxito nos projetos que empreendermos:

I.) Atitude Positiva – v.1
> Neste momento Neemias estava entristecido perante o rei, mas em tantos anos de serviços prestados “… eu nunca antes estivera triste diante dele”. Neemias certamente já servia ao rei por muitos anos.
> Sua atitude não pode substituir a competência, não pode substituir a experiência, não pode mudar os fatos, não pode substituir o crescimento pessoal e não fica boa automaticamente, mas sua atitude faz diferença em sua maneira de encarar a vida, faz diferença em seus relacionamentos pessoais e faz diferença em seu modo de enfrentar desafios (John Maxwell).
> Ao estudar a fundo a vida de Neemias fica claro que ele era um homem de atitude positiva, por isso pôde influenciar as pessoas em seus dias e ainda nos influencia até hoje! Como está a nossa atitude?

II.) Sabedoria no Tato – v. 2-7
> Talvez o rei, em um primeiro momento, tenha suspeitado que Neemias estivesse envolvido em alguma trama contra ele (v.2 c). Neemias tratou logo de reafirmar sua lealdade ao rei (v. 3 a).
> Nesse processo de reafirmar sua lealdade, Neemias não ficou se justificando, mas passou logo a dizer o motivo de sua tristeza. Se ele tentasse se justificar como tantas vezes tentamos fazer, só teria piorado a situação!
> Neemias estrategicamente não menciona o nome da cidade de Jerusalém em seus pedidos ao rei (embora o rei soubesse a origem étnica de Neemias). Jerusalém ficou marcada na história como cidade problemática (Ed 4.6-16). Neemias não quer prejudicar suas chances de sucesso levantando lembranças desfavoráveis aos olhos do rei.
> Neemias incluiu seu superior em seus planos (v. 5, 7). Neemias preservou a superioridade do rei que não se sentiu ameaçado; convidou-o a tomar a decisão; sugeriu que a coroa tomasse a iniciativa.
> “As promoções, na maioria dos casos, vêm porque um subordinado compreende os problemas do seu superior e simpatiza com ele”, e nem tanto por competência, currículo, e nunca por imposição, ignorância (estupidez) ou cobrança!
> Estamos sendo sábios no tato para com as pessoas que nos cercam em todos os níveis, inclusive nossos superiores?

III.) Dependência Constante – v. 4
> Neemias fez uma oração relâmpago. Não fazia apenas orações formais, mas certamente estava a todo tempo orando. Isso demonstra dependência!
> Temos dependido de Deus a cada momento, buscando sua direção, ou temos apenas agido impulsivamente, dando lugar à nossa carne?

117148078IV.) Preparação Antecipada – v. 6b-8
> Neemias já havia calculado quanto tempo deveria ficar fora.
> Soube dos obstáculos que poderiam bloquear sua missão e por isso pediu cartas para os governadores.
> Calculou que precisaria de madeira, certamente calculou a quantidade e pesquisou o nome da pessoa encarregada destes materiais na região da Palestina (Asafe).
> Quando teve sua oportunidade diante do rei, estava preparado (havia se preparado de antemão)!
> Moisés, Davi, Jesus, Paulo e outros perceberam que Deus estava para fazer algo em suas vidas e se prepararam para tal. Você consegue vislumbrar oportunidades para o seu futuro? Consegue, mesmo que de longe enxergar algum plano maravilhoso de Deus para você? Você está se preparando para isso?
> Você tem se preparado para as oportunidades que você está aguardando? Ou quando a oportunidade aparecer “a gente vê o que a gente faz!”

V.) Humildade Sincera – v. 8 b
> Neemias se preparou para falar com o rei, de certa forma até se arriscou, mas ao obter êxito em sua empreitada não se gabou. Remeteu seu louvor a Deus e não a si mesmo.
> Tudo provêm de Deus: sabedoria, capacidade, saúde, etc.
> Quando você obtém êxito em seus empreendimentos remete a glória e o reconhecimento a Deus ou coloca os holofotes sobre você?

VI.) Disposição em Meio a Grandes Desafios
> Como Ester, Neemias entendeu que não estava onde estava por acaso.
> Num dado momento entendeu que (humanamente falando) ele era a única pessoa em todo o império que poderia tentar fazer alguma coisa a favor de Jerusalém, que Deus não o havia colocado onde o colocou por acaso.
> Ao considerar aceitar aquela missão que Deus estava lhe dando, sabia do que teria de abrir mão, do grande trabalho e desafio que teria à sua frente, e até do sofrimento e oposição que enfrentaria. E aí o que fazer? Aceitar o desafio ou continuar vivendo confortavelmente no palácio do rei sem se envolver?
> Assim como José, Moisés, Ester e Jesus, Neemias se dispôs para a missão à qual Deus lhe estava chamando, apesar das dificuldades que teria à frente!
> E quanto a nós? Onde Deus tem nos colocado? Será que estamos onde estamos por acaso? Qual é a missão que Deus está nos designando? Quais os desafios encontraremos à nossa frente para cumpri-la? Vamos ter disposição ou vamos nos acomodar?

Conclusão
> Mesmo com todas estas qualidades, Neemias teve de enfrentar um oposição ferrenha (v. 10). Que possamos nos esforçar para imitar Neemias, mas que como ele possamos nos preparar para enfrentar oposição.
> Se isso serve de consolo, as pessoas não brigam por um campo que não vale nada, nem atiram pedras em uma árvore infrutífera! Se estão querendo sua posição é porque é um campo fértil, se estão atirando pedras em você é porque você é uma árvore frutífera!

SP, 06/03/08, Pr. Ronaldo Guedes Beserra com ajuda da leitura do livro “Neemias e a dinâmica da liderança eficaz” de Ciril J. Barber- Ed. Vida.

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A Maior Força da Terra – Série Neemias (Parte 1)

slide_1Texto: Neemias 1.1-11

Introdução
> Quem era Neemias, quando e onde viveu, o que ele fazia?
> A cidade de Jerusalém havia sido conquistada, destruída e seu povo levado para a Babilônia. Depois de muitos anos no cativeiro, algumas levas de judeus haviam sido autorizadas a voltar a Jerusalém, mas estavam na condição descrita em Ne 1.1-3. É provável que Neemias tenha nascido no cativeiro.
> Como copeiro, ele se encontrava em posição singular (era amigo do rei e seu confidente, já que o rei possivelmente era uma pessoa muito solitária devido a temores de intrigas e ameaça constante de assassinato).
> Por que Neemias é um personagem de grande destaque nas Escrituras? Por que sua história inspira escritores para escreverem a respeito de princípios de liderança? Por que ele conseguiu em 52 dias fazer algo que pessoas durante 90 anos disseram ser impossível de realizar? Quais os segredos desse homem? Um de seus primeiros segredos é que ele era um homem de oração eficaz!

Transição
(AT) “A oração eficaz é a maior força da terra”.
(ST) “O texto (e a oração de Neemias no texto), nos mostram quais os requisitos para uma oração verdadeiramente eficaz”.

I.) Para a oração ser eficaz, deve ser precedida por um conhecimento de uma necessidade – v. 1-4
> Elucidar v. 1-4
> Jerusalém tinha sido destruída pelos babilônios em 586 a.C. Apesar de repetidas tentativas de reconstruir o muro, a cidade ainda se encontrava em ruínas. Eles tinham perdido sua posição aos olhos de outras nações e tinham perdido seu respeito-próprio. Estavam humilhados!
> O conhecimento das condições de seu povo leva Neemias a orar. Ele se importou. Teoricamente não precisava se importar. Estava bem colocado na vida, tinha dado duro para chegar onde chegou e cada um que cuidasse de seus próprios problemas! Mas Neemias não agiu assim. Ele se importou!
> Existe alguma área em sua vida, ou em sua família que está em condições tristes, deploráveis, humilhantes? Isso deve levar-nos a orar! Esta é a primeira atitude a ser tomada. Não façamos nada antes de orar, se humilhar, se quebrantar, jejuar!

II.) Para a oração ser eficaz, tem de ser conduzida numa atitude de reverência – v. 5, 6 a
> Muitos hoje não têm a devida reverência ao se dirigirem ao Senhor. Arrogantemente tratam-no como se Ele fosse nosso servo e nós seus senhores. Determinam, dizem que não aceitam e daí por diante. Tomemos cuidado, estamos tratando com o Todo-poderoso.
> Note que ele começou com adoração, louvor, passando então à petição.

III.) Para a oração ser eficaz, precisa ser perseverante – v. 6
> “… dia e noite …” v. 6
> Comparar Ne 1.1 com 2.1. Neemias levou 4 meses orando, antes de obter a resposta de Deus.
> Você tem sido perseverante em orar ou tem desistido e desanimado fácil? – ver Lc 18.1-8

IV.) Para a oração ser eficaz, tem de ser acompanhada de confissão – v. 6b,7
> Neemias crê que a miséria de Jerusalém está relacionada diretamente com o pecado não confessado do povo.
> Muitas de nossas situações difíceis (não todas) estão relacionadas a pecados cometidos e muitas vezes ainda não confessados!
> É necessário confissão geral (v. 6) e específica (v. 7).
> Ele se identifica com o pecado do povo! Ora na primeira pessoa do plural!

V.) Para a oração ser eficaz, precisa basear-se nas promessas de Deus – v. 8-10
> A mente de Neemias devia estar saturada (no bom sentido) com a Palavra de Deus, pois ele a conhecia a ponto de fazê-Lo “lembrado” de suas promessas.
> Ele pode ter sido criado numa terra cheia de idolatria e servido numa corte pagã cheia de influências negativas, mas isso não fez com que ele deixasse de cultivar sua vida espiritual.
> Você conhece as promessas de Deus para a sua vida e especificas para o seu problema? Se não as conhecer, como poderá “lembrá-las” ao Senhor? Como poderá orar eficazmente? Precisamos conhecer a Palavra de Deus!

VI.) Para a oração ser eficaz, temos que compreender a parte que teremos de desempenhar como resposta à nossa própria oração – v. 11b
> Muitas vezes, nós somos a resposta às nossas próprias orações! Ver o verso 11b.
> Ao orarmos por mais obreiros, nós talvez sejamos a resposta a esta oração; ao orarmos para que as necessidades de alguém sejam supridas, talvez nós sejamos a resposta; ao orarmos para que algo seja feito, talvez nós sejamos a resposta como executores, etc.
> Estamos prontos a permitirmos que Deus nos use muitas vezes como a resposta de nossas próprias orações?

Pr. Ronaldo Guedes Beserra com várias citações e ideias do livro “Neemias e a dinâmica da liderança eficaz” de Cyril J. Barber, Editora Vida.

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Um Ramo Frutífero para Deus – Série José do Egito (Parte 6)

28fev2013---em-jose-do-egito-jose-ricky-tavares-e-jogado-em-um-poco-pelos-irmaos-e-acaba-vendido-como-escravo-no-ar-em-28-de-fevereiro-1361978214368_753x500TEXTO: Gênesis capítulos 46 a 50 – Ler inicialmente Gn 49.22

INTRODUÇÃO
> Comentar sobre a benção profética de Jacó sobre a vida de José – Gn 49.22-26

TRANSIÇÃO
> “Os textos nos mostram algumas CARACTERÍSTICAS (Obviamente não todas) de uma pessoa que é (ou quer buscar ser) um ramo frutífero para Deus”

I.) HONRA PAI E MÃE
> Elucidar Gn 46.29-30; 47.27-31; 50.1-14
> Não devemos honrar pai e mãe apenas quando somos solteiros, mas até o fim da vida!
> Sogros e sogras se tornam como pais e mães – Muitos não têm paciência com os seus idosos!
> Honrar com palavras e atitudes, dando atenção – cuidado com apelido, zombaria, desprezo
> Alguns querem fazer a obra de Deus mas se sentem presos pelos seus idosos. Talvez Deus queira que você comece a fazer a obra dEle justamente cuidando do seu idoso! Talvez este seja o primeiro estágio no qual você deve provar fidelidade. Se você for fiel aí, Deus te abrirá outras portas mais tarde!
> Ef 6.2-3; Pv 30.17

II.) RECONHECE QUE DEUS ESTÁ NO CONTROLE DE SUA VIDA
> Elucidar Gn 45.4-8; 50.15-21
> Ex. do liga pontos
> Se nós já nos entregamos a Jesus, temos que entender e reconhecer que tudo o que nos acontece, de bom ou ruim, está no controle de Deus e contribuirá para o nosso bem – Rm 8.28
> Jr 29.11 – O povo tinha todo o período de cativeiro à sua frente ainda e mesmo assim Deus estava dizendo que os seus pensamentos eram de paz!

III.) SUPORTA PACIENTEMENTE TUDO QUE ANTECEDE A CONCRETIZAÇÃO DAS PROMESSAS
1.) Deveria José ter relatado os seus sonhos aos seus irmãos e pai?
> Antes de dizer que ele não deveria ter contado os sonhos devemos nos lembrar de dois detalhes:
a. Em sua defesa podemos dizer que ele era ainda muito imaturo (17 anos – ver Gn 37.2)
b. E principalmente que Deus usou todas as circunstâncias (inclusive o fato de José ter contado os seus sonhos) para levar a cabo os seus propósitos soberanos na vida de José.
> Todavia, vejamos as consequências de José ter contado os sonhos:
a. O ódio dos irmãos de José, que já existia por causa da parcialidade paterna, aumentou ao ouvirem o relato dos sonhos – Gn 37.5,8
b. Os irmãos foram incrédulos, não acreditando que aqueles sonhos pudessem se tornar realidade – Gn 37.8
c. Foi repreendido pelo pai que também duvidou que o sonho pudesse se tornar realidade – v. 10
d. Provocou o ciúmes em seus irmãos – v. 11
e. Provocou a zombaria por parte dos irmãos – v. 19
> Deus nos dá e nos dará muitos sonhos, propósitos, alvos, metas e promessas no decorrer de nossas vidas. Se desejarmos compartilhar os nossos sonhos devemos observar o seguinte:
a. Esperar o tempo certo para compartilhar
b. Escolher criteriosamente com quem compartilhar
> Se não tomarmos estes cuidados, poderemos ser vítimas do seguinte: Ódio crescente; Ambiente de incredulidade que pode afetar a nossa fé; Ciúmes, inveja; Zombaria, ridicularização.
> Ver Pv 10.19; 13.3; 17.27, 21.23; 25.11; Ec 3.1,7 – “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu …há tempo de estar calado e tempo de falar…”
2.) Quais são os estágios que antecedem a concretização dos sonhos e promessas?
a. Ódio – Gn 37.5,8;
b. Inveja, ciúmes – 37.11;
c. Zombaria – 37.19;
d. Fundo da cisterna, do poço- 37.24;
e. Traição – 37.28;
f. Tentação – 39.7 (O diabo vai tentar nos desviar do propósito, sonho);
g. Calúnia – 39.17-18;
h. Prisão – 39.20
> Não desanime diante de todas as adversidades. Promessa de Deus: “Tu, SENHOR, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme; porque ele confia em ti” (Is 26.3).
> Quando conquistarmos os sonhos, promessas, é necessário nos mantermos humildes e entender que tudo o que formos e viermos a ter será proveniente de Deus e não de nós mesmos!

Pr. Ronaldo Guedes Beserra – SP, 05.06.2003

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Sobre a Fidelidade e o Tratamento de Deus e Sobre Liderança, Arrependimento e Bondade – Série José do Egito (Parte 5)

jose-convida-seus-irmaos-para-uma-refeicaoTEXTO: Gênesis capítulos 42 a 45 – Ler Gn 45.4-5

INTRODUÇÃO
> Contar a história dos capítulos 42-45.
> Estabelecer o seguinte:
a. José foi o próprio instrumento que Deus usou para tratar com seus irmãos
b. Não devemos nos vingar a nós mesmos (Rm 12.19), nem devemos tomar a iniciativa de tratar com os nossos “opositores / inimigos / desafetos”, todavia José tomou a iniciativa de promover alguns episódios que foram o meio pelo qual Deus trabalhou na vida de seus irmãos (talvez Deus tenha permitido José tomar estas iniciativas em função da grande sabedoria que havia lhe dado, mas eu não o aconselho a fazer o mesmo. Entregue tudo nas mãos de Deus!).
c. Prova de que as atitudes de José não eram vingativas:
(1) Ele diz que permitiria que somente um fosse buscar Benjamim, depois segura somente um e permite que todos retornem – Gn 42.16-20
(2) José chorando – Gn 42.24, Gn 43.30-31
(3) A maneira como José os recebe especialmente em sua casa – Gn 43.15-34
(4) A maneira como ele se revela a eles como seu irmão confortando-os – Gn 45.1-11

TRANSIÇÃO
> “Tendo colocado estas bases, creio que o texto nos traz alguns ASPECTOS a serem abordados que podem trazer grande aprendizado para as nossas vidas”

I.) A LIDERANÇA DE JACÓ
> O líder deve enxergar por si mesmo e pelos outros – Elucidar Gn 42.1 -3
– Ex. do meu pai, quando estávamos muito sossegados na loja: Entrem nos carros, levantem o capô, abram as portas, etc.
> O líder deve enfrentar as situações que surgem sem buscar fugir delas – Gn 42.38, 43.6
– A repreensão de Jacó era fuga da decisão que teria que tomar em 43.6
– Ou nós protelamos e adiante teremos de enfrentar a situação (talvez num estágio pior) do mesmo jeito, ou encaramos e pedindo graça e direção de Deus resolvemos !
– Mesmo que você não for líder pode aplicar estes princípios à sua vida !

II.) A FIDELIDADE E O TRATO DE DEUS
> Fidelidade: O que Deus promete Ele cumpre – Elucidar Gn 42.6, 44.14.
> Pode demorar, pode ser que passemos por muitas dificuldades no meio do caminho, mas Deus é Fiel. Não duvide!!!
> Trato /Tratamento: O que o homem semear isto ele colherá – Gl 6.7-10
> Deus foi tratando com os irmãos de José, através dos procedimentos do próprio José:
a. Acusados de espiões (Gn 42.9)
b. Dinheiro na boca dos sacos de cereal (42.27,35)
c. Copo de prata na poca do saco de cereal de Benjamim (44.12)
d. José requisitando somente Benjamim como escravo (44.17)

III.) O ARREPENDIMENTO DOS IRMÃOS DE JOSÉ
> O trato/tratamento de Deus exige uma resposta de nossa parte!!!
> Reações dos irmãos de José ao tratamento de Deus: Gn 42.21-22, 28, 35; 44.13,16,18-34
> Os irmãos poderiam ter seguido viagem e deixado Benjamim, mas a resolução de voltarem e assumirem as consequências, tendo Benjamim com eles, revelou que seu caráter realmente mudara e que agora se preocupavam de fato com seu irmão e seu pai.
> Os irmãos de José tiveram uma nova oportunidade de provar ou não o seu arrependimento.
> Deus pode produzir situações para que provemos se nosso arrependimento é genuíno ou não !
> Quando há pecado oculto, Deus age para despertar a nossa consciência. Nesses casos, podemos, ou endurecer o coração ou humilhar-nos diante de Deus (e de quem necessário for), confessar o pecado e decidirmos andar em retidão.

IV.) A BONDADE DE JOSÉ
> Elucidar Gn 45.1-11
> José poderia ter se vingado, tinha “poder” nas mãos para fazer isto. Todavia, pagou o mal que os seus irmãos lhe tinham feito com amor, perdão, consideração, consolo, sustento, etc.
> Devemos retribuir o mal com o bem – Ler Rm 12.9,14,17-21

Pr. Ronaldo Guedes Beserra, 29.05.2003

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A Pessoa que tem o Selo de Deus – Série José do Egito (Parte 4)

s17c39-2013-02-farao-conta-seu-sonho-para-jose-michel-angelo-4TEXTO: Gn 41.1-52

INTRODUÇÃO
> Você é capaz de se lembrar de personagens bíblicos e da história dos quais se podia dizer que eram homens ou mulheres que tinham o selo de Deus em suas vidas?
> Sem medo de errar, podemos afirmar que José era um homem que possuía o Selo de Deus em sua existência!
> Quais seriam as características de uma pessoa com o selo de Deus?
> Observação: Esta mensagem é bastante longa e portanto pode ser pregada em pelo menos três ocasiões distintas. Além das características de alguém que possui o Selo de Deus, incluímos também alguns parenteses com ensinamentos interessantes!

TRANSIÇÃO
> O texto nos mostra algumas características de uma pessoa possuidora do Selo de Deus em sua vida. Vejamos:

I.) A PESSOA QUE TEM O SELO DE DEUS SABE ESPERAR O TEMPO DE DEUS – v. 1 a
> José poderia ter se precipitado, ter fugido da prisão, ter dito: “Eu não aceito isso, afinal sou um servo de Deus”
> Ler Eclesiastes 3.1-8
> No tempo de Deus tudo é lindo, perfeito, maravilhoso
> Jovens aprendam a esperar o tempo de Deus para namoro, relações sexuais
> Obreiros aprendam a esperar o tempo de Deus para suas vidas, seus ministérios
> Cuidado com a Pressa: “A pressa é inimiga da perfeição”; “O apressado come cru”, e às vezes não come nem cru.

PARENTESES N° 1 – v. 1b – 7
> Há uma advertência de Deus para nós neste sonho de Faraó: Anos maravilhosos de comunhão com Deus e serviço em sua obra podem ser devorados por anos de fracasso e frieza espiritual.
> Talvez você conheça pessoas que no passado foram uma grande benção para o Senhor e hoje estão mais frios espiritualmente que a temperatura da Antártida.
> Como prevenir isto? Um contato com Deus sempre renovado. Ex. Maná para cada dia; Comida que você comeu hoje, serve para te sustentar hoje e não a semana que vem !

PARENTESES N° 2 – v. 8
> O poder limitado do diabo. Os adivinhadores (ou magos) eram pessoas que praticavam a magia ou feitiçaria, práticas comuns no Egito (Êx 7.11; 8.7,18,19; 9.11).
> Faraó estava preso a estas pessoas e práticas e teoricamente seria interesse de Satanás continuar a prendê-lo nestes erros e não permitir um contato de Faraó com um servo de Deus.
> Mas o sonho fora dado por Deus e seus adivinhos não puderam interpretá-lo e o inimigo não pode assim, impedir um contato de Faraó com José.
> A Bíblia condena rigorosamente todo e qualquer contato com a magia ou feitiçaria (Dt 18.9-14; At 19.17-20; Ap 9.20,21; 22.15).

II.) A PESSOA QUE TEM O SELO DE DEUS SABE APROVEITAR AS OPORTUNIDADES QUE LHE SURGEM – v. 9-13
> Ler os versos 9-13 e Elucidar a ideia desta divisão; José serviu, ajudou o copeiro e esta ajuda lhe abriu portas no futuro!
> Oportunidade de servir alguém, de dar atenção a alguém, de fazer uma nova amizade.
> Ex. Ebede-Meleque – Aproveitou oportunidade de ajudar Jeremias (Jr 38.7-13). Foi abençoado posteriormente por isso (Jr 39.15-18)
> Meus exemplos: Dilnei do cartório; Irmão que fui visitar em trabalho prático do Betel.
> Aproveito visitas, casamentos, velórios – Deus pode abrir portas!

PARENTESES N° 3 – v. 14
> Nós servimos ao Deus que abre as portas das prisões.
> José acordou como prisioneiro e foi dormir como governador do Egito !
> At 5.17-20 – Prisão e libertação milagrosa dos apóstolos
> At 12.6-11 – Libertação de Pedro da prisão
> At 16.23-26 – Libertação de Paulo e Silas da prisão de Filipos

III.) A PESSOA QUE TEM O SELO DE DEUS RECONHECE HUMILDEMENTE SUA LIMITAÇÃO E SUA DEPENDÊNCIA DE DEUS – v. 15-16
> José poderia ter aproveitado a situação para se auto promover, mas ao invés disso, reconhece sua dependência em Deus
> Relembrar Pv 3.5-6
> “Os que se exaltam serão humilhados, mas os que se humilham serão exaltados” – Mt 23.12
> “Deus resiste aos soberbos mas dá graça aos humildes” – Tg 4.6

IV.) A PESSOA QUE TEM O SELO DE DEUS JAMAIS DEIXA DE DAR TESTEMUNHO DE SEU DEUS E DE SUA FÉ – v. 16
> A fé de José no Senhor Deus confessada publicamente, poderia ter-lhe custado a vida, na presença de um rei egípcio, o qual considerava-se a si mesmo um deus.
> Nós devemos confessar a nossa fé em Jesus onde quer que estejamos e diante de quem quer que estejamos
> “Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê …” (Rm 1.16)
> “Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus; mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus” (Mt 10.32,33).

V.) A PESSOA QUE TEM O SELO DE DEUS TEM SOBRE A SUA VIDA A BENÇÃO DA SABEDORIA DIVINA – v. 25-36
> Faraó conta o sonho a José nos versículos 17-24
> Ler a interpretação e o conselho de José a Faraó (v. 25-36) elucidando! É TREMENDO!!!
> Deus deu tanta sabedoria a José que Ele poderia ter parado na interpretação que já seria o suficiente. Todavia, ele vai além e já aconselha a Faraó o que este deveria fazer!
> Imagino que quando José acabou Faraó estava “babando”!!! Como é maravilhoso ver uma pessoa cheia da unção de Deus!!!
> Repetir e enfatizar este enunciado, ou seja, o ponto V da mensagem
> Devemos buscar sabedoria de Deus como José tinha.
> A sabedoria que vem de Deus é diferente da sabedoria do mundo e é muito preciosa:
> “Bem-aventurado o homem que encontra sabedoria, e o homem que adquire conhecimento, pois ela é mais proveitosa do que a prata, e dá mais lucro do que o ouro” (Pv 3.13,14).
> “… pois melhor é a sabedoria do que os rubis, e de tudo o que se deseja nada se lhe pode comparar” (Pv 8.11).
> Como adquiri-la?
a. Pedindo a Deus: “Ora, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e não censura, e ser-lhe-á dada” (Tg 1.5).
b. Temendo a Deus: “O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria …” (Pv 1.7)

PARENTESES N° 4 – v. 33-36
> Devemos seguir o conselho de José em nossas próprias vidas.
> Devemos aproveitar as “vacas gordas”!!! Quanta gente chora hoje por não ter aproveitado o tempo de vacas gordas em sua vida!
> Deus pode nos preparar oportunidades até para ganhar dinheiro em certas fases de nossas vidas. Devemos aproveitar e saber poupar e aplicar bem. Todavia não deixemos de servir a Deus para ganhar dinheiro. Viva sempre na presença do Senhor, mesmo nos tempos de prosperidade.
> Devemos poupar nos tempos de abundância para não faltar nos tempos de escassez.
> “Vai ter com a formiga … considera os seus caminhos e sê sábio …no estio (verão), prepara o seu pão, na sega (época da colheita), ajunta o seu mantimento” (Pv 6.6,8).

JOSÉ DO EGITO 1VI.) A PESSOA QUE TEM O SELO DE DEUS É RECONHECIDA COMO TAL ATÉ PELOS QUE NÃO TEMEM A DEUS – v. 37-38
> Como é maravilhoso quando alguém tem o selo de Deus sobre a sua vida! Até os ímpios são obrigados a reconhecer que este tem o “Espírito de Deus”!
> Viva na presença de Deus e todos, inclusive os ímpios, terão de reconhecer que você tem o “Espírito de Deus”!

VII.) A PESSOA QUE TEM O SELO DE DEUS SERÁ HONRADA E EXALTADA POR DEUS – v. 39-49
> Ler se possível pelo menos os versos 39-46
> Se passaram 13 anos desde os sonhos
> José se deixou treinar por Deus para poder vir a ser exaltado! Se tivesse dado lugar à ira, se tivesse se rebelado contra o tratamento de Deus, não estaria nesta posição, agora.
> José se deixou treinar, e você tem se deixado treinar para que Deus possa vir a te exaltar?
> Quanto mais uma pessoa resistir ao tratamento de Deus, mais sofrerá. Quanto mais cedo uma pessoa aceitar o tratamento de Deus, menos sofrerá!
> Deixe Deus te exaltar (Não queira se auto-exaltar)!
> Espere a hora certa de Deus te exaltar (Tenha paciência, não tome a frente de Deus)!

VIII.) A PESSOA QUE TEM O SELO DE DEUS SABE COMO TRATAR O PASSADO, O PRESENTE E O FUTURO – v. 50-52
> Os nomes que José deu aos seus filhos mostram que Ele sabia tratar com o passado, o presente e o futuro.
> Manasés – significa “esquecer” ou “esquecimento” – A menos que queiramos tirar boas lições dos acontecimentos de outrora, não devemos ficar presos às coisas que nos aconteceram e até nos traumatizaram no passado. Porque?
a. Porque as pessoas que ficam presas aos acontecimentos do passado ficam travadas, ficam paralisadas, não conseguem seguir adiante. Paulo escreveu: “… uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo…” (Fp 3.13-14).
b. Porque o sangue de Jesus nos purifica de todo pecado: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Co 5.17).
> Efraim – significa “duplamente frutífero” ou “próspero” – Além de esquecer o passado, devemos ver o quando Deus tem nos prosperado no presente e ver também pelos olhos da fé o quanto Ele vai nos prosperar no futuro.
> Esqueça o passado; tenha grandes planos para o futuro!
> O que passou, passou! O que importa agora, é o que vem pela frente.
> Dias melhores virão! Deus está no controle de todas as coisas!!!

IX.) A PESSOA QUE TEM O SELO DE DEUS NÃO RETÉM AS BENÇÃOS, MAS AS COMPARTILHA COM AQUELES QUE NECESSITAM – v. 53-57
> Vendeu não somente aos Egípcios, mas a todas as terras – v.56-57
> “Ao que retém o trigo o povo o amaldiçoa, mas benção haverá sobre a cabeça do vendedor” (Pv 11.26).
> Presidente Sarnei tabelou os preços e muitos preferiam ver seus produtos estragarem a vendê-los pelo preço tabelado, pretendendo pressionar o governo a rever aquele tabelamento! Faziam isso por pura ganância e egoísmo. Queriam lucro a todo custo.
> O egoísmo faz com que retenhamos as bênçãos que podemos compartilhar
> “… Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos. Porque tive fome, e não me deste de comer; tive sede, e não me deste de beber; sendo forasteiro não me hospedaste; estando nu, não me vestistes; achando-me enfermo e preso, não foste ver¬me” (Mt 25.41-43).

Pr. Ronaldo Guedes Beserra – SP, maio de 2003

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