Os Dons do Espírito Santo

Textos: Rm 12.6-8; 1 Co 12.8-10, 25-28; Ef 4.11

Introdução
– Os dons espirituais foram dados para o serviço, não para satisfação pessoal.
– Cada pessoa redimida recebeu pelo menos um dom do Espírito Santo.
– Somos responsáveis diante de Deus pela maneira com que usamos nossos dons.
– Cada membro tem uma função especial, mas todos devem trabalhar juntos (1 Co 12.14-21).
– Cada membro do corpo é único. Deus dá dons semelhantes a pessoas diferentes. Se qualquer de nós estiver faltando, o corpo estará incompleto.

I.) A Origem dos Dons Espirituais
– É o Espírito Santo quem decide quem recebe e que dons; Ele os distribui como quer (1 Co 12.11).
– Temos de prestar contas do uso de qualquer dom que recebemos, mas não somos responsáveis pelos dons que não recebemos.
– Não devemos cobiçar ou ter inveja de dons que outros tenham.
– Podemos desejar outros dons e até pedir por eles, mas se não for da vontade do Espírito Santo, não obteremos o que pedimos.
– Todos os crentes devem ter o mesmo fruto (Gl 5.22,23), mas nem todos os crentes terão o mesmo dom.

II.) Dons Espirituais e Talentos
– Nas três passagens que falam dos dons achamos mais ou menos vinte dons.
– Muitos dons se parecem com habilidades ou talentos naturais; outros são claramente espirituais.
– Deus pode tomar um talento, transformá-lo, pelo poder do Espírito Santo, e usá-lo como dom espiritual.
– Um dom é um “instrumento” que deve ser usado, e não uma joia ou objeto e decoração. Ex.: diferentes ferramentas que um carpinteiro usa, diferentes instrumentos que um médico precisa.
– Talento artístico de qualquer tipo é um dom de Deus (Tg 1.17), ainda que a pessoa não reconheça isso.

III.) O Propósito dos Dons
– Deus deu a cada um de nós um serviço, e dons sobrenaturais para executá-lo (Ef 4.12).
– Os dons são concedidos “visando a um fim proveitoso” (1 Co 12.7); portanto, não podem ser usados com propósitos egoístas. Através dos dons devemos ajudar uns aos outros (Fp 2.3,4).
– Antes de alistar os dons em Ef 4.11, Paulo nos exorta à unidade (v. 3-7). Portanto, os dons do Espírito nunca devem dividir o corpo de Cristo, mas mantê-lo unido.

IV.) Como Reconhecer Seu Dom
a.) Tenha certeza de que Deus lhe deu pelo menos um dom espiritual, e quer que você saiba qual é e o use para Sua glória.
b.) Orar com discernimento e objetivamente para que Deus nos mostre os nossos dons.
c.) Buscar uma compreensão inteligente do que a Bíblia diz sobre dons espirituais.
d.) Conheça a si mesmo e às suas capacidades. Se envolva em diferentes tarefas na igreja e responda às perguntas: O que eu sou atraído a fazer? O que eu faço com habilidade? Que dons espirituais outros irmãos têm reconhecido em minha vida?

V.) Dons Ministeriais – Ef 4.11

Apóstolo: O termo grego significa “alguém enviado com uma missão”.
– “o dom do apostolado deve se referir a este grupo pequeno e especial que eram os ‘apóstolos de Cristo’: os doze e Paulo. Eles eram diferentes porque tinham sido testemunhas oculares do Jesus histórico […] Neste sentido eles não têm sucessores, apesar de haver, sem dúvida, ‘apóstolos’ hoje em dia, no sentido secundário de ‘missionários’” (John Stott).

Profeta: O termo grego significa “expositor público”. Nos tempos apostólicos tinha duas facetas: (1) a transmissão de palavras de Deus para os homens; (2) edificar, instruir, consolar e exortar (1 Co 14.3). É preciso distinguir a profecia como dom ministerial, da profecia como manifestação momentânea do Espírito (1 Co 12.10).

Evangelista: Vem de uma palavra grega que significa “aquele que anuncia boas notícias”. O dom de evangelizar é uma capacidade maior para transmitir o evangelho.

Pastor: Ministros do evangelho ordenados e santos não ordenados que têm dons de aconselhar, orientar, advertir e guardar o rebanho.

Mestre: A palavra grega significa “instrutor”. Ensinar é uma capacidade, dada pelo Espírito, de firmar na vida de cristãos o conhecimento da Palavra de Deus e a sua aplicação em seu pensar e agir.
– A maneira como Paulo pôs as palavras em Ef 4.11 dá tanta proximidade aos dons de pastor e mestre, que quase poderiam ser traduzidos como se fossem um só dom, “pastor-mestre”.

VI.) Dons de Manifestações – 1 Co 12.8-10

Palavra da Sabedoria: Deus dá aos crentes sabedoria pela Escritura. E ainda dá um dom ou capacidade especial de sabedoria para alguns.

Palavra do Conhecimento: Ou seja, familiaridade com informação espiritual; os dons de sabedoria e conhecimento devem andar juntos; Este conhecimento, dom do Espírito, está baseado em longas horas de estudo disciplinado. Mas a capacidade de aplicar o que aprendemos, em situações específicas, de fato ultrapassa o estudo e vem diretamente do Espírito Santo.

: Não se trata da fé para a salvação, mas de um fé sobrenatural especial, comunicada pelo Espírito Santo, capacitando o crente a crer em Deus para a realização de coisas extraordinárias e milagrosas.

Dons de Curar: Concedidos à igreja para a restauração da saúde por meio divinos e sobrenaturais. Não são concedidos a todos os crentes; todavia, todos podem orar pelos enfermos.

Operação de Milagres: Atos sobrenaturais de poder que intervém nas leis da natureza; sinais, prodígios e maravilhas.

Profecia: Dom que capacita o crente a transmitir uma palavra ou revelação diretamente de Deus, sob o impulso do Espírito Santo (1 Co 14.24,25,29-31). Não envolve revelação nova, mas algo que o Espírito Santo está fazendo, relacionado com a Palavra escrita de Deus.

Discernimento de Espíritos: Vem de um termo grego que compreende diversas ideias: ver, considerar, examinar, compreender, ouvir, julgar de perto. A Bíblia ensina que muitos falsos profetas e enganadores surgiriam (2 Co 11.14,15; 1 Tm 4.1).
– Os crentes devem testar os vários espíritos e doutrinas, comparando-os com o padrão da Palavra de Deus. O Espírito Santo dá a algumas pessoas capacidade extraordinária para discernir a verdade.
– Capacidade para perceber hipocrisia, superficialidade, engano e mentira. Pedro reconheceu a hipocrisia de Ananias e Safira (At 5.1-11), e também o que se passava no interior do mágico Simão (At 8.9ss).

Variedade de Línguas: Podem ser línguas humanas e vivas (At 2.4-6), ou uma língua desconhecida na terra, “língua … dos anjos” (1 Co 13.1; 14.23,27,28,39). A língua falada através deste dom não é aprendida, e quase sempre não é entendida, tanto por quem fala (1 Co 14.14), como pelos ouvintes (1 Co 14.16). Deve haver ordem quanto ao falar em línguas em voz alta durante o culto (1 Co 14.27,28). Quem fala em línguas pelo Espírito, nunca fica em “êxtase” ou “fora de controle” (1 Co 14.32).

Interpretação de Línguas: Capacidade concedida pelo Espírito Santo, para o portador deste dom compreender e transmitir o significado de uma mensagem dada em línguas. A interpretação pode vir através de quem deu a mensagem em línguas, ou de outra pessoa. Quem fala em línguas deve orar para que possa interpretá-las (1 Co 14.13).

VII.) Dons de Operação na Igreja Local – 1 Co 12.25-28

Apóstolos: Ver acima.

Profetas: Ver acima.

Mestres: Ver acima.

Operação de Milagres: Ver acima.

Dons de Curar: Ver acima.

Socorros: Vem da palavra grega para auxiliar, ajudar. Ex.: instituição dos diáconos (At 6) para servir às mesas e distribuir os auxílios aos pobres. Também é serviço social, como ajudar os que são oprimidos por injustiça social, e cuidar de órfãos e viúvas. É o dom de mostrar misericórdia.

Governos: Palavra grega que traz a ideia de guiar, pilotar, dirigir. Algumas traduções trazem “administrar”. Algumas pessoas receberam o dom de liderança, que a Igreja reconhece (At 14.23; 1 Tm 3.1-7). Quando este dom não é reconhecido o resultado é confusão, e isto impede a atuação do Espírito Santo.

Variedade de Línguas: Ver acima.

VIII.) Dons Pessoais – Rm 12.3-8
– Esse texto “ao mesmo tempo em que combate o individualismo, ressalta o caráter pessoal do dom” (MBD IEAB).

Profecia: Ver acima.

Ministério: Ou serviço; É a disposição, a capacidade e poder, dados por Deus, para alguém servir e prestar assistência prática aos membros e líderes da igreja.

Ensino: Ver acima o dom de Mestre.

Exortar: NTLH traduz “dom de animar os outros”. Ou seja, encorajar, motivar, estimular a fé.

Contribuir: Repartir; Refere-se ao ato de dar algo com a mão e o coração abertos, que derivam da compaixão e de uma singeleza de propósito, não de ambição; contribuir livremente com os seus bens pessoais para suprir necessidades da obra ou do povo de Deus.

Presidir: Ver acima o dom de Governos.

Misericórdia: Ajudar e consolar os necessitados ou aflitos. Ver acima o dom de Socorros.

Fontes de pesquisa:
– “Bíblia de Estudo Pentecostal”
– “O Espírito Santo”, Billy Graham.
– “Manual Básico de Doutrinas” da IEAB.
– “Chave Linguística do Novo Testamento Grego”, Rienecker e Rogers.

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