Mateus: Evangelho do Messias e do Novel Povo de Deus

mateusAutoria
– As tradições da Igreja primitiva unanimemente atribuem a Mateus o primeiro evangelho.
– Uma falsa atribuição a um apóstolo relativamente obscuro como foi Mateus parece improvável (para uma falsa atribuição um apóstolo mais eminente teria sido escolhido).
– A habilidade de organização exibida concorda com a mentalidade provável de um cobrador de impostos.
– Esse é o único evangelho que encerra o episódio do pagamento da taxa do templo (17.24-27).
– A narrativa do chamamento de Mateus ao discipulado usa o nome apostólico, “Mateus” (9.9), ao invés do nome “Levi”, utilizado por Marcos e Lucas (Mc 2.14; Lc 5.27).

Data
– Se Mateus se valeu do evangelho de Marcos, então Mateus pertence a uma data levemente posterior (provavelmente início dos anos 60 d.C.).
– Não poderia ter sido após 70 d.C. pois Mateus apresenta a profecia de Jesus a respeito da destruição de Jerusalém que se deu no ano 70 d.C.

Cinco Discursos
– São “sermões” mais ou menos longos: (1) O Sermão da Montanha (cap. 5-7); (2) A Comissão dos Doze (cap. 10); (3) As Parábolas (cap. 13); (4) Humildade e Perdão (cap. 18); A Denúncia contra os Escribas e Fariseus (cap. 23) e o Discurso do Monte das Oliveiras, chamado “O Pequeno Apocalipse” (cap. 24,25).

Características Judaicas
– Escrito para evangelizar aos judeus, confirmando-os na fé, após a sua conversão.
– Ênfase dada sobre o fato que Jesus cumpriu a lei e as profecias messiânicas do AT.
– Traça a genealogia de Jesus fazendo-a recuar até Abraão, por intermédio de Davi.
– Designação judaica de Deus como “Pai que está nos céus” (15 vezes em Mt, 1 vez em Mc, nenhuma vez em Lc).
– Interesse tipicamente judaico pela escatologia (Mt traz um capítulo a mais, sobre o discurso do monte das Oliveiras, do que Mc e Lc).
– Referências frequentes a Jesus como “o Filho de Davi”.
– Alusões a costumes judaicos sem qualquer elucidação (23.5,27; 15.2).
– Declarações feitas por Jesus revestidas de um sabor claramente judaico (15.24; 10.5,6; 5.17-24; 6.16-18 e 23.2,3).

Universalismo
– É um evangelho cristão judaico, mas com uma perspectiva universal.
– Grande Comissão ordena que se façam discípulos de todas as nações (28.19,20).
– Magos gentios adoram ao Messias infante (2.1-12).
– Citações de Jesus (8.11,12; 13.38; 21.33-43).
– É o único entre os evangelistas a utilizar-se do termo “Igreja”, em seu evangelho (16.18; 18.17).

Fonte: “Panorama do Novo Testamento”, de Robert H. Gundry.

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