História Política Intertestamentária e do Novo Testamento

imperiosO Período Grego
– Cativeiro Assírio imposto ao Reino do Norte, Israel.
– Cativeiro Babilônico imposto ao Reino do Sul, Judá; regresso à Palestina quando da hegemonia persa, nos séculos VI e V a.C.
– Quatro séculos entre o final da história do AT e os primórdios da história do NT, período intertestamentário.
– Alexandre, o Grande, se tornou senhor do antigo Oriente Médio, derrotando os Persas.
– Difusão da cultura grega, helenismo; idioma grego se difundiu.
– Falecimento de Alexandre em 323 a.C.; principais generais dividiram o império em quatro porções, duas delas importantes no contexto do desenvolvimento histórico do NT.
– Império dos Ptolomeus centralizava-se no Egito, com Alexandria como capital.
– Império Selêucida centralizava-se na Síria, com Antioquia como capital.
– Localizada entre Egito e Síria, a Palestina tornou-se vítima das rivalidades entre os Ptolomeus e os Selêucidas.
– Ptolomeus dominaram a Palestina por 122 anos (320-198 a.C.); judeus gozaram de boas condições. Nesse período foi produzida a Septuaginta (LXX).
– Antíoco III derrotou o Egito em 198 a.C.; Palestina passa a ser dominada pelos Selêucidas.
– Antíoco IV ou Epífanio impôs a cultura grega de forma mais intensa; judeus piedosos (os Hasidim) se opunham à paganização de sua cultura.
– Antíoco Epifânio saqueou o templo, seus exércitos assassinaram muitos habitantes da Judéia, cobrou tributo, tornou o judaísmo ilegal, estabeleceu o paganismo à força, impingiu grande destruição à cidade de Jerusalém, escravizou mulheres e crianças, proibiu a circuncisão, a observância do sábado e a celebração das festas judaicas. Também proibiu a posse de cópias do AT, tornou obrigatórios os sacrifícios pagãos; animais execrados (uma porca) foram sacrificados sobre o altar do templo.

O Período Macabeu
– Resistência judaica liderada por um sacerdote idoso chamado Matatias, que fugiu para a região montanhosa com seus 5 filhos e outros simpatizantes, em 167 a.C. Foram chamados de Hasmoneanos ou de Macabeus.
– Judas Macabeu encabeçou campanha de guerrilhas com sucesso; houve uma guerra civil entre judeus pró-helenistas e anti-helenistas.
– Macabeus recuperaram a liberdade religiosa, consagraram o templo, conquistaram a Palestina e expeliram as tropas sírias.
– Judas foi morto em batalha (160 a.C.); seus irmãos Jônatas, e posteriormente Simão, sucederam-no na liderança; obtiveram reconhecimento da independência judaica por um dos líderes dos Selêucidas, e firmaram um tratado com Roma. Começaram a reconstruir as muralhas e edifícios de Jerusalém.
– Dinastia hasmoneana (142-37 a.C.) se deteriorou com contendas internas derivadas de ambição pelo poder.

O Período Romano
– General romano Pompeu subjugou a Palestina em 63 a.C.; durante o período do NT a Palestina estava dominada pelo poderio romano.
– Pax Romana obtida após período de guerras para expansão territorial.
– Imperadores romanos vinculados às narrações do NT: Augusto (27 a.C. – 14 d.C, nascimento de Jesus, recenseamento); Tibério (14-37 d.C., ministério público de Jesus e Sua morte); Calígula (37-41 d.C., exigiu que se lhe prestasse culto); Cláudio (41-54 d.C., expulsou os judeus de Roma, entre os quais Áquila e Priscila); Nero (54-68 d.C., perseguiu os cristãos e sob quem Pedro e Paulo foram martirizados); Vespasiano (69-79 d.C., seu filho Tito destruiu Jerusalém e seu templo em 70 d.C.); Domiciano (81-96 d.C., período em que foi escrito Apocalipse).
– Os romanos permitiam a existência de governantes nativos vassalos de Roma na Palestina; um desses foi Herodes.
– Herodes, o Grande, governou, sob os romanos, de 37-4 a.C.; era astuto, invejoso e cruel; assassinou 2 esposas e 3 filhos; ordenou a matança dos infantes de Belém; era um governador eficiente e ótimo político, pois conseguiu sobreviver às lutas pelo poder; embelezou o templo de Jerusalém como tentativa de conciliar seus súditos; morreu em 4 a.C.
– Os filhos de Herodes – Arquelau, Herodes Filipe e Herodes Antipas – passaram a governar porções separadas da Palestina. João Batista repreendeu a Antipas, que permitiu a sua degola (Mc 6.17-29); Jesus chamou a Antipas de “essa raposa” (Lc 13.32) e mais tarde teve de enfrentar o juízo deste em tribunal (Lc 23.7-12). Herodes Agripa I, neto de Herodes o Grande, executou o apóstolo Tiago e encarcerou Pedro (At 12). Herodes Agripa II, bisneto de Herodes o Grande, ouviu Paulo (At 25 e 26).
– Os desmandos de Arquelau na Judéia e em Samaria provocaram sua remoção por ordens de Augusto, em 6 d.C. O território passou a ser dirigido por governadores romanos. Um desses, Pôncio Pilatos, foi o juiz de Jesus. Os governadores Félix e Festo ouviram a exposição do caso de Paulo (At 23-26).

Resumo do Capítulo 1, do livro “Panorama do Novo Testamento”, de Robert H. Gundry.

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